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PRONAC 257342ArquivadoMecenato

IV Coco Encantado

ASSOCIACAO CULTURAL DA PARAIBA - ACULTPB
Solicitado
R$ 492,3 mil
Aprovado
R$ 492,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Indígenas
Ano
25

Localização e período

UF principal
PB
Município
Campina Grande
Início
2026-01-14
Término
2026-12-30
Locais de realização (4)
Alagoa Grande ParaíbaBaía da Traição ParaíbaCampina Grande ParaíbaPesqueira Pernambuco

Resumo

O "Coco Encantado" é um festival de Culturas Tradicionais e Populares que celebra as expressões simbólicas de comunidades quilombolas e indígenas do Nordeste brasileiro, com ênfase no coco de roda, samba de coco, ciranda, Toré Mirim e Lapinha. Idealizado em 2021 em Esperança-PB pela Associação Cultural da Paraíba (ACULT PB), o projeto foi reestruturado e ampliado em 2024 por meio da captação de recursos via editais Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Nestas edições, destacou-se a participação de coletivos afroindígenas como o Coletivo Cultural Caiana dos Crioulos e o Grupo Toype de Ororubá, proveniente da Terra Indígena Xukuru-PE, além da parceria com o Coletivo de Mulheres Empreendedoras de Campina Grande. Em 2025, a ACULT PB conduziu um mapeamento cultural nos territórios indígenas e quilombolas da Paraíba, assegurando que a IV edição do festival seja protagonizada exclusivamente por grupos tradicionais oriundos desses territórios, prevendo impacto direto em mais de 20.000 pessoas.

Sinopse

Em sua quarta edição, o Festival Coco Encantado consolida-se como uma política cultural afirmativa de justiça simbólica, territorial e étnica, realizando-se em formato itinerante nas localidades de Pesqueira-PE (território indígena Xukuru de Ororubá), Alagoa Grande-PB (quilombo Caiana dos Crioulos), Baía da Traição-PB (território indígena Potiguara) e Campina Grande-PB (bairro do Tambor, periferia urbana). Promovido pela Associação Cultural da Paraíba (ACULT PB), o projeto integra arte, ancestralidade, espiritualidade e economia criativa em um espaço de encontro, celebração e resistência, em pleno alinhamento com os objetivos do Programa Rouanet Nordeste e os princípios da Lei 8.313/1991, especialmente os incisos I (direitos culturais), III (valorização das manifestações populares), V (proteção dos grupos formadores) e IX (expressões originárias). A programação artística é protagonizada por grupos culturais tradicionais vindos dos territórios indígenas e quilombolas contemplados, selecionados com base no diagnóstico qualificado do projeto "Das Aldeias aos Quilombos", aprovado no Edital Lourdes Ramalho. Entre os grupos confirmados estão: Toype de Ororubá (Xukuru-PE), Nhembo’e Katu e Garganta de Ouro (Potiguara-PB), além dos coletivos quilombolas As Caianas, Coletivo Cultural Caiana dos Crioulos, Desencosta da Parede, Brilho do Sol de Dona Edith e Brilho do Coco. Essa curadoria, coconcebida com as comunidades, assegura autenticidade, representatividade e protagonismo, em conformidade com os subitens 11.3.1, 11.3.2 e 11.3.3 do edital, que valorizam o fomento a grupos historicamente minorizados. Além do coco de roda, o festival acolhe manifestações sagradas e festivas de povos originários, como o Porasei Porang, grupo de dança de Toré Potiguara, e os grupos mirins Os Curumins e Îandé Anama Oikobe, que transmitem a força da tradição por meio da dança e da espiritualidade. A Flor de Jenipapo apresenta a ciranda Potiguara, ritmo que entrelaça maré, memória e resistência. A Lapinha Brilho do Sol traz o encanto do folguedo, enquanto o Capoeira Badawê afirma a capoeira como prática de luta, arte e resistência quilombola. O grupo Sapucaia Potiguara encerra o cenário musical com a musicalidade tradicional indígena, cantos e instrumentos que ecoam a voz da floresta e dos antepassados — todas as expressões em pleno exercício do patrimônio imaterial vivo. A Feira do Coletivo, composta por 21 estandes gratuitos por etapa, é um espaço estratégico de fomento à economia criativa local, com foco no empreendedorismo feminino de comunidades quilombolas e indígenas. Nele, são comercializados artesanato, culinária tradicional, cosméticos naturais, moda sustentável e produtos da agricultura familiar, com gestão comunitária e distribuição justa de renda. A feira é também um território de troca simbólica, onde cultura, cuidado e economia solidária se entrelaçam, promovendo autonomia econômica e dignidade. A inclusão é um pilar estruturante, não um acréscimo. O evento garante acessibilidade em todas as dimensões — física, comunicacional, atitudinal e programática — com intérpretes de Libras em todos os palcos, audiodescrição em tempo real, sinalização tátil e visual, espaços adaptados, banheiros acessíveis e área de descanso com sombra e hidratação, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e o item 3.9.5 do edital (Cultura DEF). Todas as atividades são de acesso livre e classificação indicativa livre (L), apropriadas para todas as idades, garantindo segurança, pertencimento e fruição intergeracional. Ao realizar-se nos territórios onde as culturas são vividas e em espaços periféricos urbanos, o IV Festival Coco Encantado afirma-se como exemplo de cultura descentralizada, territorialmente justa e profundamente democrática, reafirmando o direito dos povos tradicionais de serem sujeitos de sua própria história.

Objetivos

OBJETIVO GERALRealizar a IV edição do Festival Coco Encantado em formato itinerante nas localidades de Pesqueira-PE (território indígena Xukuru de Ororubá), Alagoa Grande-PB (quilombo Caiana dos Crioulos), Baía da Traição-PB (território indígena Potiguara) e Campina Grande-PB (bairro do Tambor, periferia urbana), como um ato político de retomada étnica, territorial e cultural das tradições afroindígenas brasileiras, reafirmando a descentralização da produção artística e o fortalecimento do protagonismo de povos indígenas e comunidades quilombolas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Valorizar e difundir expressões culturais tradicionais originárias de povos indígenas e comunidades quilombolas, como o coco de roda, samba de coco, ciranda, toré mirim, lapinha e capoeira, garantindo sua visibilidade, continuidade intergeracional e reconhecimento como patrimônio vivo das culturas populares do Nordeste, com foco em grupos detentores legítimos dos territórios Potiguara, Xukuru e Caiana dos Crioulos; Fortalecer a identidade, memória coletiva e coesão sociocultural entre os povos indígenas e comunidades quilombolas da Paraíba e Pernambuco, promovendo o diálogo interétnico e a convergência interterritorial por meio de uma programação coconcebida com os detentores das práticas culturais, assegurando autenticidade, representatividade e respeito aos protocolos comunitários; Descentralizar a produção cultural e garantir o acesso à cultura em seu contexto de origem, realizando o festival diretamente nos territórios indígenas e quilombolas, em ruptura com modelos centralizados, ampliando a participação comunitária e reafirmando o território como centro de produção simbólica; Ampliar o alcance da cultura tradicional para o público urbano, utilizando Campina Grande-PB como polo de divulgação, educação e descolonização do olhar, democratizando o acesso a expressões historicamente marginalizadas e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e plural; Estimular a economia criativa local e a autonomia econômica de artesãs, agricultoras tradicionais e empreendedoras culturais, por meio da Feira do Coletivo, que promoverá a comercialização de produtos artesanais, orgânicos e culturais com gestão comunitária, distribuição justa de renda e fortalecimento da economia solidária; Garantir o protagonismo cultural de povos tradicionais em todas as etapas do projeto, da curadoria à execução, assegurando que as decisões sejam tomadas com, por e para os povos indígenas e quilombolas, em conformidade com os princípios de ações afirmativas, diversidade e justiça cultural.- Garantir o protagonismo cultural de povos tradicionais em todas as etapas do projeto, da curadoria à execução, assegurando que as decisões sejam tomadas com, por e para os povos indígenas e quilombolas, em conformidade com os princípios de ações afirmativas, diversidade e justiça cultural;

Justificativa

A realização da IV edição do Festival Coco Encantado em formato itinerante nas localidades de Pesqueira-PE (território indígena Xukuru de Ororubá), Alagoa Grande-PB (quilombo Caiana dos Crioulos), Baía da Traição-PB (território indígena Potiguara) e Campina Grande-PB (bairro do Tambor, periferia urbana), constitui uma retomada étnica, territorial e cultural das tradições afroindígenas brasileiras, ao afirmar o direito dos povos tradicionais de serem sujeitos de suas próprias narrativas, tanto em seus territórios de origem quanto no espaço urbano. Promovido pela Associação Cultural da Paraíba (ACULT PB), o projeto assume um compromisso ético, estético e técnico com a valorização, preservação e difusão das culturas de povos originários, fortalecendo identidade, memória coletiva e autonomia cultural frente aos processos históricos de invisibilização e precarização. A itinerância, neste sentido, não se limita a uma estratégia logística, mas configura-se como uma ação afirmativa que reafirma a centralidade da cultura em seus territórios de origem e amplia seu alcance simbólico e pedagógico no meio urbano, promovendo um movimento de confluência cultural entre saberes ancestrais e contemporaneidade. Nesse contexto, a perspectiva de Antônio Bispo dos Santos ilumina a dimensão política e simbólica dessas práticas: "Não fizemos os quilombos sozinhos. Para que fizéssemos os quilombos, foi preciso trazer os nossos saberes de África, mas os povos indígenas daqui nos disseram que o que lá funcionava de um jeito, aqui funcionava de outro. Nessa confluência de saberes, formamos os quilombos, inventados pelos povos afroconfluentes, em conversa com os povos indígenas" (BISPO DOS SANTOS, 2023, p. 27). Essa fala evidencia que a matriz cultural do coco de roda não é resultado de mera sobreposição, mas de um processo histórico de diálogo, negociação e coconstrução entre povos originários e comunidades quilombolas — um entrelaçamento simbólico que o festival reconhece ao se realizar nos territórios onde essa confluência ainda pulsa com força. O foco na expressão do coco de roda justifica-se por seu reconhecimento como patrimônio imaterial da Paraíba, conforme Lei Estadual nº 11.948/2021. Trata-se de uma manifestação profundamente enraizada na história afro-indígena do Nordeste, forjada nos engenhos do século XVI como síntese de resistência, diálogo intercultural e manutenção de saberes ancestrais. Sua estrutura rítmica, coreográfica e poética entrelaça-se organicamente com práticas indígenas como o toré mirim, a ciranda Potiguara e a musicalidade Xukuru, evidenciando não uma mera influência, mas uma matriz simbólica compartilhada entre povos originários e comunidades quilombolas. Ao promover essas expressões diretamente nos territórios onde são vividas, o projeto cumpre o disposto no inciso VI do Art. 1º da Lei 8.313/1991, que assegura a preservação do patrimônio cultural brasileiro, e no inciso IX, que valoriza as expressões originárias do País. Apesar de sua riqueza histórica e simbólica, o coco de roda ainda enfrenta escassez de políticas públicas de fomento e visibilidade institucional. Muitos grupos tradicionais permanecem sistematicamente excluídos dos mecanismos de incentivo cultural, o que torna urgente a implementação de ações afirmativas que garantam o pleno exercício dos direitos culturais. Nesse contexto, o Coco Encantado se posiciona como política concreta de democratização do acesso, ao descentralizar a produção artística e realizar o festival diretamente nos territórios indígenas e quilombolas, rompendo com modelos centralizados em grandes centros urbanos. A realização em Campina Grande-PB, especificamente no bairro do Tambor em parceria com a Biblioteca Comunitária do Tambor, atua como polo de circulação, educação e descolonização do olhar, ampliando a visibilidade das culturas tradicionais para além de seus contextos de origem, em plena sintonia com o inciso II da Lei 8.313/1991, que prevê a regionalização da produção cultural com posterior circulação. A IV edição será estruturada a partir do diagnóstico qualificado do projeto "Das Aldeias aos Quilombos", executado via Edital Lourdes Ramalho em 2025, que permitiu mapear e articular grupos culturais com trajetória legítima nos territórios contemplados. Essa metodologia participativa assegura autenticidade, representatividade e coconcepção, ao privilegiar os detentores diretos das práticas culturais como protagonistas da curadoria e execução do evento. O público-alvo — moradores dos territórios tradicionais, agentes culturais, empreendedoras comunitárias, pesquisadores e simpatizantes — será atendido com programação gratuita, acessível e intergeracional, composta por apresentações de coco de roda, samba de coco, ciranda, toré mirim, lapinha e capoeira, que funcionam como espaços de reafirmação identitária, transmissão intergeracional e diálogo interétnico, em diálogo com conceitos de confluência cultural discutidos por pensadores como Nego Bispo. O impacto socioeconômico será potencializado pela Feira do Coletivo, realizada em parceria com o Coletivo de Mulheres Empreendedoras de Campina Grande-PB, que fomenta a economia criativa local por meio da comercialização de artesanato, gastronomia e produtos culturais, com gestão comunitária e distribuição justa de renda. Além disso, a produção de um documentário acessível — com legenda, audiodescrição e Libras — garantirá memória, divulgação e acesso ampliado à cultura Potiguara, Xukuru e quilombola em plataformas digitais, alinhando-se ao fomento da cultura livre e ao inciso V da Lei Rouanet, que protege as expressões dos grupos formadores da sociedade brasileira. Todas as atividades serão realizadas em estrutura técnica acessível, com transporte gratuito articulado com lideranças locais para garantir a mobilidade de participantes de aldeias e comunidades adjacentes, eliminando barreiras logísticas e simbólicas. A acessibilidade física, comunicacional, atitudinal e programática será garantida em todas as dimensões, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), incorporando a inclusão como valor estético, político e estruturante do projeto. Referência:BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

Especificação técnica

Todas as especificações técnicas detalhadas nesta seção referem-se a um modelo estrutural completo e autossuficiente, que será replicado em sua integralidade nas quatro localidades de realização do IV Festival Coco Encantado: 1. PALCO – ESPAÇO DE EXPRESSÃO CULTURAL ORIGINÁRIA Dimensões:Largura: 10 metrosProfundidade: 8 metrosAltura: 1,50 metro (nível elevado para visibilidade, com acesso seguro) Estrutura:Palco modular em estrutura de alumínio reforçado ou madeira tratada, com piso antiderrapante e resistente às intempéries, garantindo segurança operacional mesmo em condições de umidade típicas do bioma Mata Atlântica. Projetado para suportar equipamentos de som, iluminação e movimentação de grupos com até 15 pessoas simultaneamente, respeitando as demandas técnicas das apresentações de coco de roda, toré mirim, ciranda e capoeira.Lateral aberta para integração visual com o público e fluxo de ar natural, reforçando o caráter popular, comunitário e não institucional do evento.Projeção lateral para instalação de telão LED de 6m x 3,5m, posicionado estrategicamente para garantir visibilidade a 90% do público presente, especialmente em atividades educativas, homenagens e exibição de trechos do documentário institucional. Acessibilidade:Rampas de acesso em ambas as extremidades do palco, com inclinação conforme NBR 9050 (máximo de 8,33%), corrimão duplo e piso tátil direcional, garantindo autonomia de acesso para artistas e participantes com mobilidade reduzida.Espaço reservado para cadeirantes no palco, com área demarcada e protegida, assegurando participação ativa de artistas com deficiência, em conformidade com o inciso 3.9.5 do edital (Cultura DEF).Sinalização tátil e visual no entorno do palco, com indicação clara de rotas de acesso e saídas de emergência, reforçando a autonomia e segurança de todos os participantes. 2. FEIRA DO COLETIVO (21 ESTANDES) – ECONOMIA CRIATIVA COM PROTAGONISMO FEMININO Estrutura e Organização:21 estandes modulares de 3m x 3m, dispostos em formato de “U” ao redor do palco, promovendo integração entre arte, comércio e apresentações, e reforçando o caráter coletivo e comunitário do evento.Estruturas com barracas de lona impermeável (100% UV), estrutura metálica reforçada, iluminação interna e tomadas individuais (220V), garantindo condições dignas de exposição e comercialização.Piso nivelado e acessível, com passarelas de 2,5 metros de largura entre os estandes, assegurando livre circulação para cadeiras de rodas, carrinhos de bebê e pessoas com mobilidade reduzida, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Acessibilidade:Pelo menos 3 estandes adaptados com altura reduzida (85cm) para pessoas em cadeira de rodas, facilitando o acesso aos produtos.Mapa tátil e em Libras disponível na entrada da feira, com indicação de localização dos estandes, banheiros acessíveis, posto de saúde e pontos de hidratação.Equipe de apoio bilíngue (Libras/português) circulando pela feira para auxiliar visitantes surdos ou com deficiência auditiva, em alinhamento com os subitens 11.3.1, 11.3.2 e 11.3.3 do edital, que valorizam o protagonismo e a inclusão de grupos minorizados. 3. SISTEMA DE SOM – QUALIDADE TÉCNICA COM RESPEITO À ESTÉTICA TRADICIONAL Equipamentos:8 caixas line array (4 por lado), com cobertura sonora para até 5.000 pessoas, posicionadas em altura adequada para uniformidade de propagação e clareza auditiva em campo aberto.4 subwoofers de alta potência posicionados frontalmente, alinhados com o ritmo percussivo do coco de roda, garantindo graves ricos e presentes sem distorção, essenciais para a fidelidade das manifestações tradicionais.4 retornos de palco (monitores) posicionados estrategicamente para que músicos e mestres do coco ouçam claramente os instrumentos e vozes, evitando descompassos durante as apresentações. Captação e Mixagem:Mesa de som digital de 32 canais (mínimo), com processamento de áudio em tempo real, equalização dinâmica e controle de feedback, operada por técnico experiente.6 microfones sem fio UHF para cantores, mestres e narradores, com alcance de até 100m e resistência a interferências, ideais para ambientes rurais.Microfones instrumentais dinâmicos para pandeiros, tambores, zabumbas e outros instrumentos tradicionais, com suportes ajustáveis e proteção contra umidade.Sistema de monitoramento em tempo real com técnico de som experiente, garantindo equilíbrio entre voz, percussão e ambiente, respeitando a estética do coco e a acústica do território. 4. ILUMINAÇÃO – CENOGRAFIA SIMBÓLICA E FUNCIONAL Sistema Principal:12 refletores LED de 300W (RGBW), posicionados frontalmente e nas laterais do palco, com controle DMX para criação de cenários luminosos dinâmicos.4 holofotes móveis (moving heads) para efeitos especiais em momentos de destaque (solos, encerramento, homenagens).Iluminação cênica com foco nos rostos dos artistas, respeitando a estética do coco e a identidade visual do festival (cores: vermelho, amarelo, branco e preto – simbologia do terreiro, ancestralidade e resistência). Iluminação Ambiental:Luzes de cordão LED suspensas entre os estandes da feira, criando um ambiente acolhedor e convidativo após o pôr do sol.Iluminação de emergência em todo o percurso do evento, com baterias e placas fotovoltaicas, garantindo segurança mesmo em caso de queda de energia. Acessibilidade:Sinalização luminosa em contraste alto (branco sobre fundo preto) para indicar banheiros, posto de saúde, saídas e pontos de encontro.Ausência de pisca-piscas ou luzes estroboscópicas, evitando desconforto a pessoas com epilepsia ou sensibilidade sensorial, em conformidade com as diretrizes de acessibilidade atitudinal. 5. INFRAESTRUTURA COMPLEMENTAR – SEGURANÇA, SAÚDE E INCLUSÃO Acessibilidade Universal:No mínimo 3 banheiros químicos acessíveis, com barras de apoio, espaço para giro de cadeira de rodas e sinalização em braile.Posto de saúde com primeiros socorros, com profissional de enfermagem e kit de emergência, localizado em área de fácil acesso.Área de descanso com sombra, bancos adaptados e hidratação gratuita, pensada para idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças.Intérpretes de Libras em todos os palcos e atividades principais, com posição visível ao público, garantindo acesso à programação cultural.Audiodescrição em tempo real para cegos e pessoas com baixa visão, disponível via fone de ouvido em ponto fixo.Programação em Braille e em Linguagem Acessível (LA) disponível no site e na entrada do evento. Logística e Segurança:Segurança privada e brigada comunitária (formada por jovens locais capacitados) para orientação e prevenção.Contêineres de lixo seletivo com sinalização clara e pontos de coleta para recicláveis, em parceria com cooperativas locais.Estacionamento rotulado com vagas para pessoas com deficiência, idosos e gestantes.Ponto de encontro familiar com identificação visual clara, garantindo segurança e tranquilidade ao público. 6. SUSTENTABILIDADE E ÉTICA – COMPROMISSO COM O TERRITÓRIOUtilização de materiais recicláveis e reutilizáveis nos estandes e na estrutura do palco, minimizando impactos ambientais.Parceria com cooperativas de reciclagem locais para descarte responsável de resíduos.Prioridade para fornecedores locais e comunidades tradicionais na contratação de serviços e aquisição de insumos.Compromisso com a ética da escuta, garantindo que as vozes das comunidades Potiguara, Xukuru e quilombolas sejam centralizadas na curadoria, comunicação e tomada de decisões, em plena aderência ao princípio de "nada sobre nós sem nós".

Acessibilidade

O IV Festival Coco Encantado assume a acessibilidade plena em suas quatro dimensões — física, comunicacional, atitudinal e programática — como princípio estruturante de sua concepção, execução e legado. Em sua nova configuração itinerante, o projeto leva esse compromisso para os quatro municípios de realização: Pesqueira-PE (território indígena Xukuru de Ororubá), Alagoa Grande-PB (quilombo Caiana dos Crioulos), Baía da Traição-PB (território indígena Potiguara) e Campina Grande-PB (bairro do Tambor, periferia urbana). Essa decisão reforça o caráter afirmativo e inclusivo da proposta, alinhando-se aos dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), ao inciso V do Art. 1º da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), que protege as expressões dos grupos formadores da sociedade brasileira, e aos critérios de ações afirmativas do Edital MinC nº 5/2025 (subitens 11.3.1, 11.3.2 e 11.3.3), especialmente no que diz respeito ao protagonismo de pessoas com deficiência e à diversidade do público beneficiário.Reconhecendo que a democratização do acesso à cultura só se efetiva com a eliminação de barreiras sistêmicas, o projeto foi desenhado com uma abordagem universal de acessibilidade, replicada em cada local de realização. Pessoas com deficiência (PCD) — surdas, com deficiência auditiva, baixa visão, deficiência física, intelectual ou múltipla — são garantidas como participantes ativas, com autonomia, dignidade e protagonismo real em todas as etapas do festival. Trata-se de uma ação afirmativa substantiva, que ultrapassa o cumprimento formal de normas e insere a acessibilidade como eixo central da produção cultural, em sintonia com os princípios de justiça territorial, social e étnica do Programa Rouanet Nordeste. Na dimensão física, serão implementadas estruturas padronizadas em todos os locais, com:Banheiros químicos adaptados;Rampas de acesso em conformidade com a NBR 9050 (inclinação máxima de 8,33%);Sinalização tátil e visual em pontos estratégicos;Iluminação regulada, pensada para pessoas com baixa visão;Espaços com fluxo livre na Feira do Coletivo, garantindo mobilidade segura para cadeiras de rodas e outros dispositivos, respeitando a integridade dos territórios tradicionais. Na esfera comunicacional, adotamos um modelo de produção inclusiva desde a pré-produção:Todos os materiais (cartazes, folders, vídeos) terão linguagem clara, textos compatíveis com leitores de tela, legendas descritivas e alt text;Intérpretes de Libras atuarão em todos os palcos e atividades principais, com posicionamento visível;O documentário institucional será produzido com audiodescrição, legendas e Libras embutida, e disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais com acessibilidade plena, ampliando o alcance do projeto. No campo atitudinal, toda a equipe — técnica, voluntários e parceiros — passará por capacitação obrigatória em acessibilidade e acolhimento inclusivo, ministrada por especialistas em educação inclusiva e direitos das pessoas com deficiência, com foco em combater estigmas e promover o respeito à diversidade. Além disso, assessores técnicos em acessibilidade atuarão em todas as etapas do projeto, desde a concepção até a pós-produção, garantindo a qualidade e eficácia das ações.

Democratização do acesso

O IV Festival Coco Encantado assume a democratização do acesso à cultura como princípio estruturante e afirmativo, entendendo-a não apenas como gratuidade, mas como exercício concreto de justiça social, territorial e epistêmica. Em sua nova configuração itinerante, o projeto realiza-se nas localidades de Pesqueira-PE (território indígena Xukuru de Ororubá), Alagoa Grande-PB (quilombo Caiana dos Crioulos), Baía da Traição-PB (território indígena Potiguara) e Campina Grande-PB (bairro do Tambor, periferia urbana), articulando dois eixos estratégicos: a reafirmação cultural no território de origem e a ampliação do acesso ao público urbano. Essa estrutura atende plenamente ao inciso I do Art. 1º da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), que assegura o "pleno exercício dos direitos culturais", e ao inciso III, que prevê o "apoio e a valorização das manifestações culturais do País", especialmente aquelas originadas em comunidades tradicionais, em conformidade com os objetivos do Programa Rouanet Nordeste. Todas as atividades do festival são gratuitas, acessíveis e abertas ao público, realizadas diretamente nos territórios onde as expressões culturais são vividas, rompendo com modelos exógenos que historicamente marginalizam povos indígenas e quilombolas. A realização nos territórios tradicionais elimina barreiras simbólicas, econômicas e logísticas, devolvendo à origem o lugar de celebração e afirmando o direito dos povos tradicionais de serem sujeitos de sua própria cultura. Para garantir a mobilidade plena, serão estabelecidas parcerias com as prefeituras locais para disponibilização de transporte coletivo gratuito, previamente articulado com lideranças comunitárias, promovendo a convergência interterritorial e fortalecendo os vínculos culturais entre aldeias e comunidades. A Feira do Coletivo, espaço estratégico de fomento à economia criativa local, será estruturada com base em princípios de equidade, autonomia econômica e justiça distributiva. Os estandes serão oferecidos gratuitamente às artesãs mulheres dos territórios contemplados, sem custo de locação ou taxa de comercialização, garantindo que todo o valor gerado pela venda de seus produtos — cestaria, rendas, bordados, cerâmica, artesanato vegetal e gastronomia tradicional — reverta diretamente para as produtoras. A feira será instalada junto ao palco principal, com acesso livre, sinalização bilíngue (português e língua Potiguara/Tupi, onde aplicável) e acompanhamento por agentes culturais locais, reforçando o protagonismo feminino e comunitário. Além disso, a distribuição de produtos culturais resultantes do projeto — registros audiovisuais, fotografias, cartazes e materiais educativos — será realizada de forma não comercial e de livre acesso, priorizando canais digitais com licença aberta (Creative Commons) e distribuição física em escolas, casas de cultura, bibliotecas comunitárias e aldeias. O documentário institucional, produzido com acessibilidade plena (Libras, audiodescrição, legendas), será disponibilizado gratuitamente em plataformas online, ampliando o alcance do projeto para além do tempo e do espaço do evento, contribuindo para a preservação, difusão e circulação do patrimônio imaterial. A realização em Campina Grande-PB, no bairro do Tambor em parceria com a Biblioteca Comunitária do Tambor, atua como polo de divulgação e descolonização do olhar urbano, democratizando o acesso a expressões culturalmente marginalizadas e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e plural. Dessa forma, o IV Festival Coco Encantado consolida-se como política cultural inclusiva, descentralizada e territorialmente justa, que transforma o acesso em direito concreto, a cultura em bem comum e o território em centro de produção simbólica e econômica.

Ficha técnica

Jorge Elô - Coordenador Jefferson Justino de Queiroz, conhecido artisticamente como Jorge Elô é presidente da ACULTPB, licenciado e mestre em História e Literatura pela UEPB. Coordenoou projetos estratégicos como Fórum de Jurema de Caiana dos Crioulos e Das Aldeias aos Quilombos, voltados ao fortalecimento de comunidades tradicionais. Fundador da startup Sapientia, reconhecida internacionalmente na Finlândia, integra cultura, educação e tecnologia. Como artista, produziu o curta Retomada Étnica (2023), realizou exposições e murais, idealizou o Coco Encantado e o Bloco do Jacaré do Açude Velho, bloco tradicional de Campina Grande-PB, responsável por resgatar os festejos carnavalesco da cidade e que já conta com mais de 15 anos de existência. Rebeca Souza - ProdutoraMestra em Artes Visuais (PPGAV/UFPB/UFPE), é artista visual, curadora e educadora. Atua com pintura, fotografia, vídeo e desenho, explorando ancestralidade e memória. Integrante do coletivo Cinema Instantâneo (21 curtas), realizou exposições na Exposição Reunião Brasil–França, no Pavilhão da Orangerie - França 2025, MAPP e Galeria Archidy Picado, além de participar da residência artística na École Nationale Supérieure d’Art et de Design de Limoges - França, 2025. Em 2022, assinou a curadoria da exposição A Feira de Campina Grande: Poéticas e Imaginários, consolidando-se como voz importante nas artes contemporâneas da Paraíba. Flora Santos - Assitente de ProduçãoFormada em Design pela UFCG, é diretora de arte, ilustradora e grafiteira. Assinou a direção de arte de mais de 45 produções, incluindo campanhas presidenciais na Bolívia e Peru. Atuou em agências com branding, identidade visual e direção de cena. Participou de festivais como OXE, PMW Graffiti e Janela da Rua, realizando murais em São Paulo, Natal e Juazeiro do Norte. Sua arte integra o comercial e o urbano, transformando espaços públicos em territórios de resistência. Erik Kleiver, formado em História pela UEPB, é artista visual especializado em desenho e gravura com nanquim. Seus trabalhos, de cunho introspectivo e simbólico, foram expostos no Salão SESC Paraíba e XVIII SAMAP. Contemplado pela Lei Aldir Blanc em 2020 com o projeto Mil Palavras, dialoga com memória e transformação social através da imagem. Sérgio Nascimento, artista visual e pesquisador há mais de 30 anos, dedica-se ao resgate da cultura popular nordestina. Utiliza materiais reutilizados para criar estandartes, mobiles e instalações como Tomara. Seus bonecos de lata já apareceram no Fantástico. Sua obra é uma poética do sagrado, do profano e da memória coletiva. Italo Jones Marinho, cineasta e produtor cultural, tem como foco a formação audiovisual em comunidades tradicionais. Realizou o projeto Quilombo Vivo! (2010-2011) em Caiana dos Crioulos, com oficinas para jovens. Em 2015, expandiu com Filmando em Terra de Reis e, entre 2015-2016, desenvolveu Cinema, Cocada e Rapadura com o povo Kapinawá-PE, resultando no documentário Museu Kapinawá, um marco na valorização indígena. Pablo Giorgio, formado em Comunicação Social pela UEPB, atua no audiovisual desde 2000 como produtor, maquinista e ator. Trabalhou em dezenas de produções, como Plato!, O Ermitão das Flores e Distopia da Água. É vocalista da banda Varal de Cabaré, responsável pelo videoclipe Moto Táxi do Amor, destacando-se pela versatilidade e compromisso com a cena independente. Erva Doce, grafiteira há mais de uma década, promove intervenções urbanas com foco na transformação social. Participou de festivais como OXE, PMW Graffiti e Janela da Rua, realizando murais em Natal, São Paulo e Palmas. Seus trabalhos, muitas vezes criados em oficinas comunitárias, são referência em arte como ferramenta de resistência e visibilidade. Helena Luma, designer pela UFCG e técnica em Informática pelo IFPB, atua em criação gráfica, identidade visual e design UX/UI. Membro da empresa júnior ORBE, organizou o evento Cosmos e integrou a equipe da Sapieduca, contribuindo com interfaces digitais e conteúdos. Domina Adobe Creative Suite, Figma e modelagem 3D, combinando criatividade e inovação. Jessica Marchetti, especialista em dança e inclusão, atua há mais de dez anos na promoção da acessibilidade. Coordenadora pedagógica no Instituto Friburgo e de inclusão na Vitrine Artística – MG Produções, ministra aulas de ballet, street dance e expressão corporal. Atuou como produtora cultural, audiodescritora e consultora de acessibilidade, sendo referência nacional no tema. Anderson Tiago, intérprete de Libras e doutorando em Física pela UFPB, atua na Escola Cidadã Integral em Esperança-PB, garantindo acessibilidade a estudantes surdos. Com formação em Tradução e Interpretação Libras/Português, é agente essencial na construção de ambientes educacionais inclusivos. Alisson Gomes Callado, jornalista e produtor cultural, é doutorando em Estudos da Mídia na UFRN, com pesquisa sobre audiovisual indígena no YouTube. Mestre em Estudos da Mídia e especialista em Comunicação Digital, atuou em rádios, sindicatos e instituições culturais como SESC e Gabinete Paraíba. Foi diretor de mídia em campanhas políticas e produtor do Bloco Jacaré do Aude Velho, sendo um articulador fundamental da cena midiática e cultural da Paraíba.Jornalista e produtor cultural, Alisson é doutorando em Estudos da Mídia na UFRN, com pesquisa sobre audiovisual indígena no YouTube. Mestre em Estudos da Mídia e especialista em Comunicação Digital, atuou em rádios, sindicatos e instituições culturais, como o SESC e o Gabinete Paraíba. Foi diretor de mídia em campanhas políticas, produtor cultural do Bloco Jacaré do Aude Velho e membro da Comissão Estadual da Verdade.

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Perfil agência incompatível com o tipo de pessoa , o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. *Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email salic@cultura.gov.br.*