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O projeto Contando o Severo: Mitos, Afirmação da Identidade e Oralidade propõe resgatar e registrar a tradição oral de três comunidades quilombolas de Pernambuco: Quilombo Riacho dos Porcos (Sertânia), Quilombo Ilha de Mercês (Ipojuca) e Quilombo São Lourenço (Goiana). A iniciativa contempla oficinas de oralidade e escrita criativa, rodas de conversa com mestres da cultura, pesquisa comunitária e a produção de um livro coletivo físico e digital, com evento de lançamento gratuito e aberto ao público, além da distribuição dos exemplares nas comunidades participantes.
O projeto Contando o Severo: Mitos, afirmação da identidade e Oralidade é uma iniciativa itinerante voltada à valorização da tradição oral e dos saberes ancestrais de comunidades quilombolas. O principal produto é o livro comunitário, físico e digital, que reúne histórias, mitos, relatos e conhecimentos compartilhados por moradores mais antigos das comunidades Quilombolas, destinado a jovens e adultos, com classificação indicativa livre, promovendo a preservação e difusão da memória cultural quilombola. As oficinas de oralidade e escrita criativa envolvem jovens e adultos, explorando a construção e registro de narrativas orais, criação de textos e exercícios de escrita coletiva, mediadas por mestres e facilitadores locais. As rodas de conversa intergeracionais reúnem mestres e griôs para coletar mitos, histórias e saberes tradicionais, fortalecendo a transmissão oral entre gerações. Os eventos de lançamento do livro serão gratuitos e abertos ao público, contando com apresentações culturais de artistas e grupos quilombolas, funcionando como espaços de difusão cultural e celebração comunitária. O projeto inclui visitas em escolas da região, apresentando as narrativas coletadas e incentivando a leitura, o debate e a valorização da cultura afrodescendente entre estudantes, além de oficinas paralelas para jovens de escolas e grupos culturais vizinhos, com atividades práticas de produção narrativa e contação de histórias. Todas as atividades serão registradas audiovisual e digitalmente, com recursos de audiodescrição, legendas e Libras, e algumas ações serão transmitidas online, permitindo participação remota de público de fora das comunidades. A proposta integra produção literária, atividades educativas e apresentações culturais, com o objetivo de preservar e difundir o patrimônio imaterial quilombola, fortalecer a identidade afrodescendente e promover acesso democrático à cultura.
Objetivo Geral Preservar, valorizar e difundir a tradição oral e os saberes ancestrais de comunidades quilombolas de Pernambuco, promovendo o fortalecimento da identidade cultural afrodescendente por meio de oficinas, rodas de conversa e a produção de um livro comunitário. Objetivos Específicos 1.Realizar oficinas de oralidade e escrita criativa em cada um dos três quilombos participantes (Severo _ Sertânia, Ilha de Mercês _ Ipojuca, São Lourenço _ Goiana), envolvendo jovens e adultos, com frequência semanal, ao longo de 10 meses, totalizando 40 oficinas no conjunto do projeto.2.Conduzir rodas de conversa intergeracionais em cada comunidade, com a participação de mestres da cultura, griôs e moradores mais antigos, registrando relatos, mitos, cantos, histórias de vida e saberes tradicionais, de modo a fortalecer a transmissão oral do patrimônio imaterial.3.Produzir e publicar um livro comunitário físico e digital, reunindo pelo menos 50 narrativas coletadas nos três quilombos, devidamente revisadas, diagramadas e ilustradas, garantindo a preservação da memória coletiva e sua difusão em formatos acessíveis.4.Realizar três eventos de lançamento e culminância do projeto, um em cada comunidade participante, com atividades culturais locais e distribuição gratuita de 75 exemplares impressos no total (25 por quilombo), além da disponibilização da versão digital para acesso público e gratuito.5.Promover atividades de valorização cultural com registro audiovisual das oficinas e rodas de conversa, produzindo material em vídeo e fotografias que servirão como referência para futuras ações de preservação e difusão da memória quilombola.
projeto "Contando o Severo: Mitos, afirmação da identidade e Oralidade" busca financiamento por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) por tratar-se de uma iniciativa que visa preservar, valorizar e difundir o patrimônio cultural imaterial de uma comunidade quilombola, historicamente invisibilizada nas políticas públicas e culturais. A proposta se enquadra nos incisos I, II e IV do Art. 1º da Lei 8.313/91, pois: Contribui para o fomento à cultura brasileira (I), Visa a proteção e a valorização da expressão cultural dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira (II), E promove o acesso à cultura e aos bens culturais a grupos sociais historicamente marginalizados (IV). Além disso, este projeto contribui para o alcance de diversos objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, especialmente: Inciso I _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Inciso III _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira; Inciso IV _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Inciso V _ Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Inciso VII _ Estimular a ampliação do acesso da população aos bens culturais. Dessa forma, a utilização da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para viabilizar financeiramente este projeto, garantindo estrutura, visibilidade e valorização de uma cultura tradicional viva que necessita de apoio concreto para sua continuidade e reconhecimento.
O projeto Contando o Severo: Mitos, afirmação da identidade e Oralidade beneficiará diretamente aproximadamente 200 pessoas, incluindo jovens e adultos das quatro comunidades quilombolas participantes (Severo, Riacho dos Porcos, Castainho e Estiva), mestres e griôs, além de estudantes e professores das escolas visitadas. Indiretamente, o projeto alcançará a comunidade em geral e o público que acompanhará as transmissões online, ampliando o impacto cultural e educativo.
Oficinas de Oralidade e Escrita CriativaDuração: 5 horas por encontro, 1 vez por semana, durante 10 meses (total de 40 oficinas).Material: Caderno de atividades, canetas, lápis, materiais para registro audiovisual, datashow portátil.Projeto pedagógico: Atividades de contação de histórias, escrita de narrativas coletivas, exercícios de expressão oral, registros de mitos e saberes locais, debates e reflexão. Rodas de Conversa IntergeracionaisDuração: 2 horas por encontro, realizadas paralelamente às oficinas.Material: Gravadores, câmeras, caderno de registro, materiais de apoio.Projeto pedagógico: Conduzidas por mestres e griôs, coletando relatos, mitos, histórias de vida e saberes tradicionais, promovendo interação entre gerações e registrando a memória oral da comunidade.Livro Comunitário – Físico e DigitalPaginação: 30 páginas, incluindo textos, ilustrações e fotografias das oficinas e rodas de conversa.Material: Papel Couchê ou reciclado para versão impressa; capa brochura; versão digital em PDF interativo.Projeto pedagógico: Seleção e organização das narrativas coletadas, revisão de textos, diagramação, ilustração e edição final. A versão digital será acessível online para ampliar o alcance e democratizar o acesso ao conteúdo produzido.Evento de Lançamento do Livro e Culminância do ProjetoDuração: 4 horas por evento em cada quilombo.Material: Estrutura de som, cadeiras, espaço acessível, material gráfico de apoio, livros para distribuição.Projeto pedagógico: Apresentações culturais de grupos quilombolas, leituras públicas de narrativas do livro, interação com mestres e participantes, registro audiovisual e distribuição gratuita do livro.Registro Audiovisual das AtividadesDuração: Cobertura completa durante todas as oficinas, rodas de conversa e eventos de lançamento.Material: Câmeras, microfones, tripés, computadores para edição, softwares de edição audiovisual.Projeto pedagógico: Produção de vídeos e fotografias que documentem o processo de aprendizagem e a memória cultural, servindo como material de referência para futuras ações e disseminação da cultura quilombola.
As oficinas e rodas de conversa serão realizadas nas associações quilombolas participantes, garantindo acesso seguro e organizado aos espaços, com atenção especial à disposição das cadeiras, sinalização básica e supervisão da equipe para auxiliar a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida. Sempre que possível, serão disponibilizadas rampas de acesso e banheiros adaptados para atender às necessidades de pessoas com deficiência. Os locais para os eventos de lançamento do livro serão escolhidos levando em consideração critérios de acessibilidade, priorizando espaços que facilitem a participação de todos os públicos.Acessibilidade de Conteúdo: Para garantir o acesso à informação e à participação de pessoas com diferentes necessidades, o projeto prevê:Interpretação em Libras em todas as oficinas e rodas de conversa;Material impresso em Braille com trechos selecionados do livro comunitário;Audiodescrição e legenda descritiva em conteúdos audiovisuais e documentários exibidos.Estas medidas asseguram que o projeto seja inclusivo e acessível, promovendo a participação de pessoas com deficiência física, auditiva ou visual, e ampliando o alcance e a democratização do acesso à cultura nas comunidades quilombolas envolvidas.
Democratização de AcessoO projeto Contando o Severo: Mitos, afirmação da identidade e Oralidade prevê a distribuição gratuita de 75 exemplares do livro comunitário em cada uma das três comunidades quilombolas participantes, garantindo que jovens, adultos e idosos tenham acesso direto ao conteúdo produzido. Além disso, uma versão digital do livro será disponibilizada gratuitamente na internet, ampliando o alcance para além das comunidades.Para ampliar ainda mais o acesso às atividades culturais, o projeto incluirá:Eventos de lançamento do livro gratuitos e abertos ao público, com apresentações culturais de grupos e artistas quilombolas;Visitas em escolas da região, com apresentação do projeto e das narrativas coletadas, promovendo a valorização da cultura quilombola entre estudantes;Oficinas paralelas destinadas a jovens de escolas e grupos culturais das regiões vizinhas;Transmissão online de algumas oficinas e eventos de lançamento, garantindo que pessoas que não puderem comparecer fisicamente possam acompanhar as ações e interagir de forma virtual.Essas medidas asseguram que o projeto seja inclusivo, participativo e amplamente acessível, promovendo o fortalecimento da cultura quilombola e o acesso à tradição oral e saberes ancestrais de forma democrática.
Antônia LessaFunção: Coordenadora geral Sou Antonia Felix Lessa da Silva, economista e mestre em Administração e Desenvolvimento Rural pela UFRPE. Atuo há mais de 15 anos nos campos da educação, economia solidária e desenvolvimento sustentável, com forte engajamento em projetos sociais, ambientais e comunitários. Graduada em Ciências Econômicas (UFRPE, 2012) e Mestra em Administração e Desenvolvimento Rural (UFRPE, 2015), desenvolvo também atividades como entrevistada na imprensa, abordando temas relacionados à economia, educação financeira, política e impactos ambientais.Maurício de Siqueira SilvaFunção: Professor do cursoQuilombola de Sertânia, atua como Secretário Municipal, ativista e pesquisador, com formação em Economia e História. Mestre em sua área de especialização, é professor e coordenador de pesquisa na AESA e também atua junto à Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE-PE). Seu trabalho combina engajamento comunitário, produção acadêmica e compromisso com a valorização da cultura quilombola e o fortalecimento das políticas públicas.Karla AvelinoFunção: Professora do cursoApaixonada pelas águas, entusiasta da ciência e comprometida com a transformação social, sou uma profissional que transita entre pesquisa, empreendedorismo e ativismo climático, tecendo conexões entre o saber científico e as necessidades das comunidades para gerar impacto real.Com um pé no laboratório e outro no território, busco unir rigor acadêmico e saberes tradicionais, criando pontes entre conhecimento técnico e ação comunitária. Acredito que a verdadeira mudança acontece quando conjugamos dados científicos com escuta ativa, inovação com respeito às raízes.Sou Técnica em Administração e graduanda em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com experiência em extensão universitária no Laboratório TAPIOCA (IRD – França) em projeto interdisciplinar de pesquisa ambiental e social. Atuo diretamente com comunidades de mulheres pescadoras, desenvolvendo ações voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento de seus territórios.Participo de iniciativas de diplomacia climática, como a “Operação COP – Diplomacia Climática e Liderança Jovem”, e possuo certificação como Jovem Embaixadora pelo Clima (POLITEC). Minha trajetória está voltada à integração entre ciência, comunidades e sustentabilidade.Amanda FelixFunção: Coordenadora pedagógicaPossui Graduação em Pedagogia e Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de Especialização em Formação em Educação a Distância (UNIP) e Formação em Gestão de Projetos – Projetos de Extensão e Cursos. Tem experiência como professora da Educação Básica e do Ensino Superior, atuando também como produtora cultural credenciada pela Secult-PE (CPC 12669/23).É pesquisadora nas áreas de Artes e Educação, com foco em Arte/Educação, Juventude, Escola, Projeto de Vida e Políticas Educacionais. Desenvolve trabalhos com elaboração de projetos de inovação social e garantia de direitos.Fundadora do Projeto Dançar Educa, que une dança e educação como processo de experimentação e fruição artística. Entusiasta de soluções sociais, acredita que a cultura e a educação movem pessoas, e pessoas movem o mundo.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.