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Esse projeto objetiva, trazer de volta para Salvador (e por conseguinte para o Brasil), a Mbira (instrumento musical melódico ancestral africano, muito popular no Brasil Colônia e Império) através de um curso para 3 grupos de adolescentes (16 x 3), a partir de14 anos, em situação de vulnerabilidade social (com predominância negra), em 3 ONGs comunitárias: Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé, democratizando o acesso à música instrumental africana, diante do desconhecimento e apagamento histórico acerca dessa práticas instrumentais no Brasil. Pretendemos fomentar as musicalidades da África Austral (notadamente Zimbabwe e Moçambique) possibilitando uma experiência diversa àquela da colonialidade do saber, estimulando potencial criativo dos/as participantes e fortalecendo a perspectiva educacional antirracista/decolonial, com noções sobre estruturação músical, história da África, relações étnico-raciais e cidadania, a partir da mbira nyunganyunga. Todas atividades do projeto serão gratuitas.
Essa proposta tem como objetivo principal, trazer de volta para Salvador (e por conseguinte para o Brasil), um novo conceito sobre musicalidades africanas, através de um curso de Mbira (instrumento musical melódico ancestral africano, muito popular no Brasil Colônia e Império) para três grupos de adolescentes afro-descendentes em vulnerabilidade social (participantes de 3 instituições comunitárias: Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), democratizando o acesso à música instrumental africana, diante do desconhecimento e apagamento histórico acerca das musicalidades e práticas instrumentais africanas no Brasil. Pretendemos fomentar as musicalidades da África Austral (notadamente Zimbabwe e Moçambique) possibilitando uma experiência diversa àquela da colonialidade do saber, estimulando potencial criativo dos/as participantes e fortalecendo a perspectiva de uma educação antirracista/decolonial. Esse espaço cultural em forma de “Kilombo Urbano Itinerante”, propõe o aprendizado e troca de saberes sobre músicas e instrumentos musicais do Continente Africano, além de noções sobre história da África, relações étnico-raciais e cidadania no Brasil, a partir da mbira nyunganyunga. Assim, pretendemos agregar valores culturais à juventude baiana e fortalecer a formação da cidadania, promovendo uma nova perspectiva sobre as diversas Áfricas, incentivando o conhecimento e a apreciação das riquezas e sofisticações culturais presentes no Continente Mãe. Em cada uma das 3 instituições integrantes do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), será formado um grupo de 16 adolescentes, a partir de 14 anos de idade. Durante o período de 3 meses os participantes terão aulas práticas de mbira nyunganyuga, canto-coletivo, história da África, relações étnico-raciais e noções de cidadania. Os encontros terão duração de 3 horas e acontecerão 2 vezes por semana nas sedes das instituições parceiras do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), no contraturno escolar. Em cada turma haverá um/a monitor/a do projeto, acompanhando e auxiliando o professor de música e o/a professor/a convidado/a para as aulas de história da África, relações étnico-raciais e cidadania.A equipe do projeto terá uma profissional especializada em inclusão, autismo e síndrome de down que trabalhará como instrutora auxiliar para pessoas neurodivergentes ou autistas e PCDs durante as vivências do curso nas turmas com crianças neurodivergentes.Nas apresentações públicas dos resultados do curso (a partir do final do segundo mês de atividades) nas comunidades abrangidas pelo projeto, contaremos com um/uma tradutor/a de Libras. E ao final do projeto produziremos um vídeo com legendas e tradução em Libras.Todas ações e apresentações do projeto serão gratuitas para o público e para os participante e as 3 instituições parceiras.O projeto vai oferecer uma ajuda custos de transporte, para cada adolescente participante do projeto, no valor de 110,00 reais por mês.O projeto vai oferecer uma pequena ajuda custos para as 3 instituições parceiras do projeto, no valor de 300,00 reais por mês.
GERALO objetivo central do projeto é a promoção do acesso e democratização do ensino/aprendizagem de musicalidades africanas e afro-brasileiras na Bahia, através de um curso de educação musical antirracista, para 3 grupos de adolescentes (16 x 3), a partir de14 anos, em situação de vulnerabilidade social (com grande predominância negra) em 3 ONGs comunitárias: Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé, com o aprendizado de mbira nyunganyunga, canto coletivo, história da África, relações étnico-raciais e cidadania, promovendo uma nova perspectiva sobre as diversas Áfricas e incentivando o conhecimento/apreciação das tecnologias e sofisticações culturais presentes no Continente MãeEspecíficos1. Introduzir os/as participantes na execução da mbira nyunganyunga;2. Propor atividades em torno de peças musicais tradicionais africanas e afro-brasileiras, que dialoguem com a ancestralidade dos/das participantes; 3. Proporcionar experiências em aprendizagem musical, a partir de procedimentos metodológicos inspiradas em práticas musicais africanas;4. Introduzir os/as participantes no conhecimento sobre musicalidades e instrumentos musicais africanos;5. Introduzir os/as participantes na prática do canto coletivo africano;6. Introduzir os/as participantes em aspectos introdutórios sobre a História Geral da África; 7. Introduzir os/as participantes em noções de Geografia do Continente Africano;8. Introduzir os/as participantes no conhecimento sobre relações étnico-raciais e noções de cidadania.CONTEÚDO PROGRAMÁTICO · Conceitos Gerais sobre musicalidades africanas;· Principais instrumentos musicais africanos;· Introdução à História da mbira nyunganyunga;· Características físicas, acústicas e afinação, Técnicas de execução (técnicas de polegares e indicador), Postura para segurar o instrumento (sentado ou de pé);· Tablaturas de mbira nyunganyunga;· Numeração das teclas e suas regiões;· Aprendizado de repertório musical africano e afro-brasileiro, a exemplo das canções: Chemutengure (tradicional Shona _ Zimbabwe), e "Murikinho Pikinino" - Vissungo (cantos dos escravizados que habitaram o interior de Minas Gerais);· Desenvolvimento criativo da musicalidade integral;· Princípios teórico-musicais da música de mbira;· Aspectos introdutórios sobre a História Geral da África; · Noções de Geografia do Continente Africano;· Relações étnico-raciais e combate ao racismo no Brasil;· Noções sobre cidadania.· Conversas e trocas sobre:Ø Os princípios espirituais, científicos, teóricos, práticos e sónicos das Culturas Musicais Centro Africanas;Ø A cultura da mbira: Ancestralidade, Continuidade e reinvenção político-identitária. O caso de Moçambique;➢ Tecnicas do "Hosho"[1] _ Instrumento fundamental para a música de M bira (Espécie de Chocalho ou Maracas, que acompanha a música de M bira no Zimbabwe). Segundo o Prof. Pedro Sitoe (Universidade Eduardo Mondlane) "o Hosho é o maestro do conjunto de mbiras".METODOLOGIAS · Apresentação de slides; · Aulas expositivas;· Apreciação de repertorio musical africano através de vídeos;· Transmissão oral de conhecimentos musicais (observação e repetição); · Prática musical a partir da execução da mbira nyunganyunga e canto coletivo; · Articulação do canto à prática instrumental;· Roda de conversa.OPERACIONALIZAÇÃO Em cada uma das 3 instituições integrantes do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), será formado um grupo de 16 adolescentes, a partir de 14 anos de idade. Durante o período de 3 meses os participantes terão aulas práticas de mbira nyunganyuga, canto-coletivo, história da África, relações étnico-raciais e noções de cidadania.Os encontros terão duração de 3 horas e acontecerão 2 vezes por semana nas sedes das instituições parceiras do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), no contraturno escolar. Em cada turma haverá um/a monitor/a do projeto, acompanhando e auxiliando o professor de música e o/a professor/a convidado/a para as aulas de história da África, relações étnico-raciais e cidadania.A equipe do projeto terá uma profissional especializada em inclusão, autismo e síndrome de down que trabalhará como instrutora auxiliar para pessoas neurodivergentes ou autistas e PCDs durante as vivências do curso nas turmas com crianças neurodivergentes.Nas apresentações públicas dos resultados do curso (a partir do final do segundo mês de atividades) nas comunidades abrangidas pelo projeto, contaremos com um/uma tradutor/a de Libras. E ao final do projeto produziremos um vídeo com legendas e tradução em Libras. [1] O Hosho é um instrumento musical do Zimbábue que consiste em um par de cabaças (chocalhos/maracas) com sementes. Eles são usados como instrumentos principais em muitos gêneros musicais tradicionais Shona, especialmente em conjuntos M ´bira. Eles normalmente contêm sementes de hota dentro deles. (https://es.wikipedia.org/wiki/Hosho instrumento).
A música é uma área de conhecimento de suma importância para a formação e desenvolvimento sociocultural do ser humano, e principalmente na infância e juventude. Ela é um bem cultural, cujo acesso contribui para o desenvolvimento da cultura, educação e do exercício da imaginação criativa.Muitas práticas musicais que escutamos e produzimos aqui em nosso país, tem relação ou até mesmo origem nas musicalidades africanas. Contudo, devido a força que o racismo estrutural ainda exerce em nossa sociedade, em nossos espaços educativos, todo esse manancial artístico/cultural/epistemológico é subutilizado, ou mesmo invisibilizado por muitos espaços escolares.Portanto, conhecer outras sonoridades e narrativas diretamente ligadas à nossa ancestralidade, por meio da musicalidade e instrumentos musicais africanos, seguidas de diversos ritmos/estilos e formas, é de grande importância para a formação do ser humano, tanto no plano da cultura, quanto na esfera do conhecimento/resgate histórico e conhecimento de nossa ancestralidade afro-brasileira. Como no dizer da escritora feminista nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie, "Todas as histórias que vivi fazem-me quem sou hoje, mas insistir somente nas negativas é superficializar minha experiência e negligenciar as muitas outras que me formaram".Não obstante os pequenos avanços (por exemplo, a lei 10.639/03, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos da Educação Básica), ainda convivemos com uma forte tendência ao eurocentrismo hegemônico. A invisibilidade e o desconhecimento acerca das músicas africanas nos meios escolares e acadêmicos brasileiros é ainda uma realidade. Aqui, as músicas de origens africanas sofrem uma grande invisibilidade, já que são geralmente tratadas e percebidas a partir de visões estereotipadas, generalistas e pouco apoiadas em conhecimentos empíricos consistentes e/ou pesquisas acadêmicas da área.(...) os fenômenos musicais brasileiros historicamente vinculados às culturas africanas, são revestidos de adjetivos que em si refletem o que chamaria de clichês de africanidade: "é uma música cheia de ritmo", "é percussiva", "alegre". Ao lado destes adjetivos, que seriam positivos, encontramos outros menos favoráveis, comentados por leigos e que a caracterizaram como "primitiva", "musicalmente pobre" e "ruidosa". (PINTO, 2004, p. 2).Esse projeto, foi pensado como forma de desmistificar o estereótipo do senso comum, de que as musicalidades africanas, em termos instrumentais, se resumiriam aos tambores e à percussão em geral (na ótica de uma narrativa racista e anticientífica).Nesse sentido, vale lembrar um pouco o pensamento do Vereador Manuel Querino (Manuel Raimundo Querino, Santo Amaro 28 de julho de 1851 - 14 de fevereiro de 1923) _ um intelectual afrodescendente, escritor, abolicionista e pioneiro nos registros antropológicos e na valorização da cultura africana na Bahia (ver NASCIMENTO, 2020). Numa época em que a cultura negra era vista como inferior a branca, em que se defendia nos meios acadêmicos, o "branqueamento" da população brasileira por meio da eugenia enquanto política oficial de estado. A música negra urbana brasileira já era destacada no final do século XIX por Manuel Querino, quando dizia que o Brasil não precisava dos imigrantes europeus para progredir e se desenvolver, pois "os negros já haviam civilizado a sociedade brasileira com suas inúmeras contribuições de tecnologias culturais e competências sociais". (ALBUQUERQUE, 2009).Nas palavras da historiadora Wlamyra Albuquerque (2009): "Querino dava ênfase ao papel do africano como civilizador"(...) "Achava que não havia necessidade de imigrantes brancos, pois o Brasil já tinha sido civilizado pelos africanos. Dizia que o trabalhador brasileiro era muito mais capacitado do que o estrangeiro para enfrentar os desafios da sociedade brasileira".Foi o trabalho do negro que aqui sustentou por séculos e sem desfalecimento, a nobreza e a prosperidade do Brasil: foi com o produto do seu trabalho que tivemos as instituições científicas, letras, artes, comércio, indústria etc., competindo-lhe, portanto, um lugar de destaque, como fator da civilização brasileira. (QUERINO, [1918] 1980, p. 156).A partir desse trabalho, pretendemos chamar a atenção para o apagamento/esquecimento de alguns instrumentos musicais, que fizeram parte da história cultural do Brasil. Por exemplo, a Mbira era um dos instrumentos melódicos (família dos lamelofones: Sanza, Kisange, Karimba, Mbira etc) mais populares no Brasil Colônia e Império, sobretudo no séc. XIX (ver em: SILVA, 1995. GALANTE, 2015. NASCIMENTO, 2020), e tudo isso, a partir do início séc. XX, é apagado da história da música oficial, e memória musical coletiva brasileiras.Gostaríamos assim, de trazer de volta para a Bahia, através da Rouanet Nordeste, o som doce das lâminas da mbira, como um resgate histórico para música brasileira, despertando o interesse de 48 adolescentes em situação de vulnerabilidade, dos subúrbios de Salvador (Bairro da Paz, Sussuarana e Centro Histórico), para a potência criativa da mbira como meio de expressão contemporânea e reconexão ancestral, promovendo uma nova perspectiva sobre as diversas Áfricas, por meio desse bem cultural africano milenar do povo Shona (de Zimbábue e Moçambique), que conecta passado, presente e futuro, através da música.A Mbira é um instrumento musical africano milenar, tradicional do povo Shona de Zimbábue (também de Moçambique e Zâmbia). De forte apelo espiritual, é usado na cultura tradicional Shona para comunicação com os ancestrais. Da família dos Lamelofones, o Mbira consiste em uma placa de madeira (geralmente equipada com um ressonador) com lâminas de metal escalonadas, tocada segurando o instrumento nas mãos e arranhando (ou dedilhando) as lâminas com os polegares. Os musicólogos o classificam como um lamelofone da família idiofônica dos instrumentos musicais. Na África Oriental e Austral, existem muitos tipos de Mbira, geralmente acompanhados pelo Hosho, um instrumento de percussão, similar às maracas.Com o termo músicas africanas, nos referimos aqui às músicas (e instrumentos musicais) originárias do Continente Africano, sejam elas tradicionais ou contemporâneas.Pelo acima exposto, percebe-se que esse projeto se relaciona diretamente a vários incisos do Art. 1º da LEI Nº 8.313, Lei Rouanet de 23 de dezembro de 1991, assim como vários objetivos do Artigo 3º da referida lei. A saber:No Artigo 1°:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. No Artigo 3º:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.
Todo esse projeto se estrutura a partir da Mbira Nyunganyuga (instrumento musical melódico ancestral africano, muito popular no Brasil Colônia e Império), que é a material básico para trabalharmos com três grupos de 48 adolescentes afro-desc endentes em vulnerabilidade social, participantes de 3 instituições comunitárias: Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé, democratizando assim, o acesso à música instrumental africana no Brasil.A nossa equipe técnica básica (10 profissionais listados/as aqui na ficha técnia) é bastante diversa, contando com uma ampla maioria de profissionais afro-descendentes (80%), e cerca 50% de mulheres e 20% de pessoas LGBTQIA+,Depois de finalizado o projeto, esses instrumentos serão doados às 3 instituições supracitadas, como forma de concretizar a divulgação e disseminação de bem cultural africano e afro-brasileiro de imenso valor artístico e cultural. Também os aparelhos de som (3 caixas de PA ativas, mesa de som, 4 microfones) e os acessório de som (cabos, pedestais de microfone etc.), serão divididos e doados às mesmas instituições supracitadas, para auxiliar nos seus muitos projetos culturais filantrópicos.Todas atividades e ações durantes os 3 meses de execução projeto serão gratuitas!
OBJETIVOSGERALO objetivo central do projeto é a promoção do acesso e democratização do ensino/aprendizagem de musicalidades africanas e afro-brasileiras na Bahia, através de um curso de educação musical antirracista, para 3 grupos de adolescentes (16 x 3), a partir de14 anos, em situação de vulnerabilidade social (com grande predominância negra) em 3 ONGs comunitárias: Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé, com o aprendizado de mbira nyunganyunga, canto coletivo, história da África, relações étnico-raciais e cidadania, promovendo uma nova perspectiva sobre as diversas Áfricas e incentivando o conhecimento/apreciação das tecnologias e sofisticações culturais presentes no Continente MãeEspecíficos1. Introduzir os/as participantes na execução da mbira nyunganyunga;2. Propor atividades em torno de peças musicais tradicionais africanas e afro-brasileiras, que dialoguem com a ancestralidade dos/das participantes; 3. Proporcionar experiências em aprendizagem musical, a partir de procedimentos metodológicos inspiradas em práticas musicais africanas;4. Introduzir os/as participantes no conhecimento sobre musicalidades e instrumentos musicais africanos;5. Introduzir os/as participantes na prática do canto coletivo africano;6. Introduzir os/as participantes em aspectos introdutórios sobre a História Geral da África; 7. Introduzir os/as participantes em noções de Geografia do Continente Africano;8. Introduzir os/as participantes no conhecimento sobre relações étnico-raciais e noções de cidadania. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO · Conceitos Gerais sobre musicalidades africanas;· Principais instrumentos musicais africanos;· Introdução à História da mbira nyunganyunga;· Características físicas, acústicas e afinação, Técnicas de execução (técnicas de polegares e indicador), Postura para segurar o instrumento (sentado ou de pé);· Tablaturas de mbira nyunganyunga;· Numeração das teclas e suas regiões;· Aprendizado de repertório musical africano e afro-brasileiro, a exemplo das canções: Chemutengure (tradicional Shona – Zimbabwe), e “Murikinho Pikinino” - Vissungo (cantos dos escravizados que habitaram o interior de Minas Gerais);· Desenvolvimento criativo da musicalidade integral;· Princípios teórico-musicais da música de mbira;· Aspectos introdutórios sobre a História Geral da África; · Noções de Geografia do Continente Africano;· Relações étnico-raciais e combate ao racismo no Brasil;· Noções sobre cidadania.· Conversas e trocas sobre:Ø Os princípios espirituais, científicos, teóricos, práticos e sónicos das Culturas Musicais Centro Africanas;Ø A cultura da mbira: Ancestralidade, Continuidade e reinvenção político-identitária. O caso de Moçambique;➢ Tecnicas do “Hosho”[1] – Instrumento fundamental para a música de M bira (Espécie de Chocalho ou Maracas, que acompanha a música de M bira no Zimbabwe). Segundo o Prof. Pedro Sitoe (Universidade Eduardo Mondlane) “o Hosho é o maestro do conjunto de mbiras”.METODOLOGIAS · Apresentação de slides; · Aulas expositivas;· Apreciação de repertorio musical africano através de vídeos;· Transmissão oral de conhecimentos musicais (observação e repetição); · Prática musical a partir da execução da mbira nyunganyunga e canto coletivo; · Articulação do canto à prática instrumental;· Roda de conversa.OPERACIONALIZAÇÃO Em cada uma das 3 instituições integrantes do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), será formado um grupo de 16 adolescentes, a partir de 14 anos de idade. Durante o período de 3 meses os participantes terão aulas práticas de mbira nyunganyuga, canto-coletivo, história da África, relações étnico-raciais e noções de cidadania.Os encontros terão duração de 3 horas e acontecerão 2 vezes por semana nas sedes das instituições parceiras do projeto (Projeto Axé, GECBA e Motumbaxé), no contraturno escolar. Em cada turma haverá um/a monitor/a do projeto, acompanhando e auxiliando o professor de música e o/a professor/a convidado/a para as aulas de história da África, relações étnico-raciais e cidadania. A equipe do projeto terá uma profissional especializada em inclusão, autismo e síndrome de down que trabalhará como instrutora auxiliar para pessoas neurodivergentes ou autistas e PCDs durante as vivências do curso nas turmas com crianças neurodivergentes.Nas apresentações públicas dos resultados do curso (a partir do final do segundo mês de atividades) nas comunidades abrangidas pelo projeto, contaremos com um/uma tradutor/a de Libras. E ao final do projeto produziremos um vídeo com legendas e tradução em Libras. [1] O Hosho é um instrumento musical do Zimbábue que consiste em um par de cabaças (chocalhos/maracas) com sementes. Eles são usados como instrumentos principais em muitos gêneros musicais tradicionais Shona, especialmente em conjuntos M ́bira. Eles normalmente contêm sementes de hota dentro deles. (https://es.wikipedia.org/wiki/Hosho instrumento).
A equipe do projeto terá uma profissional especializada em inclusão, autismo e síndrome de down que trabalhará como instrutora auxiliar para pessoas neurodivergentes ou autistas e PCDs durante as vivências do curso nas turmas com crianças neurodivergentes.Nas apresentações públicas dos resultados do curso (a partir do final do segundo mês de atividades) nas comunidades abrangidas pelo projeto, contaremos com um/uma tradutor/a de Libras. E ao final do projeto produziremos um vídeo com legendas e tradução em Libras.Quanto a acessibilidade física, as 3 sedes das instituições filantrópicas parceiras, onde o projeto será executado, já oferecem facilitadores para a locomoção de pessoas com limitações físicas, pois essas instituições trabalham també com esse público.Todas atividades e ações durantes os 3 meses de execução projeto serão gratuitas!
Todas atividades e ações durantes os 3 meses de execução projeto serão gratuitas e realizadas em 2 bairros periféricos de Salvador: Bairro da Paz (sede da GECBA), e Sussuarana (sede da MOTUMBAXÉ), e um bairro central de baixa renda e grande vulnerabilidade social, o Centro Histórico/Pelourinho (sede do PROJETO AXÉ), beneficiando diretamente 48 famílias de 48 adolescentes atendidos/as pelo projeto e toda comunidade das ongs supracitas e seu entorno, que participarão dos ensaios abertos com compartilhamento das experiencias e saberes construídos durante os 3 meses de projeto. Durante o terceiro mês de execussão, realizaremos 3 lives com os participante das 3 turmas do projeto, onde os proprios adolescente terão a oportunidade, sob a orientação dos menbros da equipe, de compartilharem seu conhecimentos e vivências com o público das redes sociais (instagram e Youtube).Além disso, faremos 2 ensaios abertos em cada uma das comunidades abragidads pelo Mbira Basil do Futuro, e um concerto com as 3 turmas reunidas em um dos vários espaços culturais públicos de Salvador, como finalização do projeto.
O proponente e coordenador geral do projeto e produtor executivo, Ailton Mario Nascimento (Thon Nascìmêmtos), etnomusicólogo e professor, é o idealizador desse projeto "Mbira Brasil do Futuro" (desdobramento e continuidade das "Vivências em Músicas de Mbira", projeto contemplado em 2023/2024 e 2024/2025 nas leis Paulo Gustavo e PNAB-BA), e será também o principal executor/instrutor dos trabalhos didático-musicais do projeto. Luan Gramacho CNPJ: 49.301.040/0001-62 - Fotografo e Videomaker Luan Gramacho, nascido em 2001, é artista visual em salvador, técnico em foto e vídeo. Fotografo e Videomaker atuante desde 2020. Diretor criativo da BECO, laboratório criativo independente, onde desenvolve projetos e pesquisas, atendendo grandes marcas, instituições públicas e privadas. Recentemente foi aprovado no Mobilidade Cultural "Pedrinhas Miudinhas - Museu Guimarães Rosa (Maputo Moçambique, África - 2024), exposição internacional e diálogos afro-atlânticos e também foi um dos artistas da exposição coletiva Ecos Malês, na casa das histórias de Salvador. Em 2024 produziu vídeos e fotos para projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo em Salvador e nos municípios de Amélia Rodrigues, Mata de São João e Anguera-Ba. Além de projetos aprovados por Leis de incentivo, Luan também presta serviços para marcas/eventos/instituições como: Spotify, Beats, Kenner, Coca-cola, Afropunk, Batekoo, AfroLab, Afrobapho, Dendezeiro. Luis Gustavo Ramos CNPJ : 44.785.634/0001-72 - Direção de fotografia e Videomaker Luis Gustavo Ramos, nascido em 1999, é artista visual em Salvador. Fotógrafo e Videomaker atuante desde 2020. Produtor e diretor de fotografia da BECO, laboratório criativo independente, onde desenvolve projetos e pesquisas, atendendo grandes marcas, instituições públicas e privadas. Luis também participou de duas produções visuais da Dendezeiro para SPFW, São Paulo Fashion Week, produzindo o material para redes sociais e fashion film da marca. Captação, Direção de fotografia e Edição do documentário “Tia Zu, uma mulher ancestral” aprovado no edital n°28 da Lei Paulo Gustavo, no município de Amélia Rodrigues, e o projeto AGRICULDANÇA em Anguera-Ba também da lei Paulo Gustavo. Luis também prestou serviço para a prefeitura de Mata de São João como Documentários: Mata de São João em Foco, Banda Azzaração + Clipes e produziu vídeos para campanha política de Kleber Rosa, Além de prestar serviços para grandes marcas e eventos, como FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS, SPOTIFY, AFROPUNK, BEATS, KENNER, COCA-COLA, BIKE ITAU, BATEKOO, AMM, OUSADIA, ZAXY... Nathalia Pimentel Rodrigues, CPF: 062.851.135-30 - Assessora de redes sociais Nathalia Pimentel Rodrigues - Social Media Estrategista Dados Profissionais Formação Acadêmica: Psicologia - UFBA (Universidade Federal da Bahia) Cursos e Especializações: Tendências para Mídias Sociais em 2024 - Rafael Kiso Creators - Imatize Conexão Digital - Isabela Matte Academy Excelência no atendimento - Instituto Legislativo Brasileiro Experiências no Mercado Digital: Projeto cultural: Vivências em Músicas de M’bira Espetáculo teatral: Partiste Profissional de Psicologia: Caroline Souto Marca de moda feminina: Xixá Agência de marketing: A.tá Resumo de experiências: Formada em Psicologia e atuando na área de Marketing Digital. Tenho experiências como Social Media Estrategista, na área de planejamento estratégico, captação e edição de conteúdo. Além disso, tenho experiências no ramo da cultura e arte, já tendo atuado com espetáculo teatral e projetos musicais. Daniela Castro, CPF: 967.877.835-15 - Assessora de imprensa Jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia. Também pela UFBA, Mestra em Cultura e Sociedade e pós-graduanda em Comunicação Estratégica e Gestão de Marcas. Mais de 20 anos de atuação profissional, incluindo experiências com jornalismo impresso, assessoria de imprensa, comunicação organizacional e comunicação comunitária. Fundadora da Inclusive Comunicação, que oferece soluções com foco em diversidade, inclusão, equidade e pertencimento. Principais competências Diversidade e inclusão • Comunicação empresarial • Estratégia de comunicação • Assessoria de imprensa • Produção de conteúdo Serviços • Diversidade e inclusão • Redação • Marketing de conteúdo • Relações públicas • Copywriting • Edição • Eventos corporativos • Estratégia de conteúdo • Marketing por e-mail • Otimização para mecanismos de busca (SEO) Luisa Melo, CPF: 094.591.294-39 Designer Gráfico / Ilustradora Leal às suas crenças e uma pessoa extremamente enérgica, é desenhista de berço e designer gráfico a quase 10 anos, formada pela Universidade Potiguar de Natal, Rio Grande do Norte, em 2016. A partir daí, passou a atuar nessas duas áreas de forma mais sólida; caminhos escolhidos por acreditar não ser apenas uma profissão, e sim uma via para a própria felicidade. Criar é se expressar para o mundo. Suas experiências com ferramentas vão desde a arte tradicional, telas, papel e tinta aos meios difitais: Adobe Photoshop, Illustrator e InDesign. Tem como hobbie escrever ficção, e como o pé esteve no caminho da arte desde criança, a pintura à óleo e desenvolver concept art de seus próprios personagens também são práticas que a acompanham desde muito tempo. Do ano de 2020 para o presente, esteve exclusivamente no ramo de caricaturas. Paralelo, segue com seus trabalhos de ilustração para jogos, caricaturas e commissions, buscando aprimorar suas técnicas e acompanhar as mudanças no mundo da arte. Ailton Mario Nascimento (Thon Nascìmêmtos), CPF 430.176.575-15 - Professor de Mbira, Produtor Executivo e Coordenador Geral Natural de Salvador – BA, sou Violonista, Professor de Música e Pesquisador de Musicalidades Africanas. De 2006 à 2014 residi na Alemanha, onde atuei como músico em várias bandas brasileiras. Em dezembro de 2013 fui contratado como guitarrista, pelo Deutsches Theater-Berlin para acompanhar a Peça de Teatro “Jugend ohne Gott" (“Jovens sem Deus") Berlim-Alemanha, onde além de guitarrista atuei também como compositor de 60% da trilha sonora da peça. Sou idealizador e professor do Projeto Vivências em Músicas de Mbira (instrumento musical melódico ancestral africano, de Zimbabwe, Moçambique e Zâmbia), projeto de ensino e difusão dessa tradição musical da África Austral, contemplado em 2023/2024 e 2024/2025 nas leis e programas federais de incentivo à Cultura, lei Paulo Gustavo e PNAB-BA. No âmbito acadêmico, sou: Doutorando em Música, Cultura e Sociedade (Etnomusicologia) no Instituto de Artes da UNICAMP. Mestre em Etnomusicologia - (UFBA, 2020). Mestre em Ensino e Relações Étnico-Raciais (UFSB, 2019). Especialista em Educação Musical e Ensino de Artes pela Universidade Cândido Mendes (2016). Exerci a função de Professor Visitante no Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM), de fevereiro a abril de 2023, no âmbito de minha participação no Programa de Mobilidade Internacional da UNICAMP/2022, em Moçambique – Maputo. Sidney Argolo:,CPF: 77822447572 - Coordenador de Produção Músico, Instrutor Arte Educador, Orientador social, Líder Comunitário Idealizador de uma iniciativa social voluntária de acolhimento e empreendedorismo Social, que realiza oficinas de Leituras, Poesias, reforço escolar, Canto Coral, Oficinas de Percussão, Artesanato, Música, formando Grupo Étnico Cultural da Bahia e Grupo Olorim, Orquestra de Xequerês e o Coral da Paz Etnia Incentiva pesquisas artísticas e confecções de instrumentos musicais tradicionais, preservando a identidade cultural afro-brasileira na comunidade do Bairro da Paz para o Mundo em projetos socioculturais em lugares em estado de vulnerabilidade social,e tem como lema, a inclusão social de crianças e jovens através das Artes. Monitores/as: Cleidilson S Galiza, CPF: 02295923506. Taia Caroline N Fernandes, CPF: 03951455543. Roberjane R Nascimento, CPF 679.009.175-00.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.