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Montagem, temporada e circulação do espetáculo de teatro musical sobre a vida de Elke Maravilha, com direção de Camilo Pellegrini.
A biografia da Elke só é um livro porque eu não sei fazer peça de teatro. O tom teatral da vida dessa artista extraordinária, tanto em cena quanto fora dela, faz com que essa história seja perfeita para ser contada em uma montagem de teatro. É por isso que me enche de luz e de alegria ter a perspectiva de ver uma Elke em cima do palco. Uma mulher que dedicou sua vida à anarquia e à diversão, como uma hora de teatro de revista, que dizia ser mais trágica do que dramática, como uma peça clássica, e que passou por dramas que fariam "Esperando Godot" parecer uma tirinha da Turma da Mônica, merece ter sua vida montada. Porque ela viveu montada. Porque a vida de Elke foi teatro em praça pública. É com enorme entusiasmo que esse livro agora alcança seu verdadeiro potencial. E brilha como o metro e setenta de sol que era Elke Maravilha (Chico Felitti)
OBJETIVO GERALRealizar ensaios, temporada e circulação de um espetáculo dramático-musical sobre a vida de Elke Maravilha.OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Produzir 01 espetáculo de teatro musical; - Realizar 02 temporadas com 16 sessões cada, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo; - Realizar 01 circulação com 03 sessões por cidade, nas cidades de Belo Horizonte e Recife; - Movimentar a cadeia produtiva da cultura por meio da contratação de, aproximadamente, 80 profissionais do setor cultural.
A biografia de Elke, por Chico Felitti, abraça ano após ano a pulsante vida de Maravilha, reúne um enorme leque de acontecimentos fascinantes, sejam fatos comprovadamente reais, sejam causos "enfeitados" pela artista, que sempre prezou pela exuberância e nunca recusou um adorno. Elke, porém, era avessa à ideia de ser biografada. Em suas palavras: "Porque não gosto daquela biografia assim, ah, naquele dia eu caguei, eu peidei, eu trepei, não. Gosto assim, como a gente está falando. Atemporal. De repente, lembro de uma coisa, de repente eu tô aqui." Assim será a estrutura desse espetáculo/homenagem: atemporal, deixando em segundo plano a ordem cronológica e se guiando por temas, profissões, relações, sensações e coloridos da estrada de Elke. A dramaturgia será como uma utópica conversa de botequim onde flashes de vitórias e derrotas da Maravilha se alternam. A encenação se inspirará nas desventuras de sua trupe de teatro em 1987, atochados num carro amarelo ovo que segue mambembe a fazer shows em cidadezinhas dos confins do Brasil. Encenação também inspirada nos bastidores escorregadios dos shows de calouros, e também nos elegantes desfiles de moda do milênio passado, e também nos sets de filmagem de alguns dos filmes mais importantes da cinematografia brasileira. A vida de Elke pulsa como lampejos de um caleidoscópio multicultural e é essa hipnose otimista e eufórica que se almeja no palco. Os principais acontecimentos de sua trajetória, catalogados por Felitti, serão entrelaçados enfatizando mais o espírito transgressor e positivo da homenageada do que um registro documental, rígido, fiel à realidade, já que a própria estrela preferia o onírico. Não há quarta parede, plateia e palco são o mesmo espaço como num programa de auditório. O corredor no meio do público é a passarela. Três músicos, como nos shows itinerantes de Elke pelo Brasil, embalam o espetáculo, enquanto cinco atores dão vida às figuras emblemáticas da história. Em momentos pontuais, os espectadores serão convidados a interagir como nas icônicas competições de calouros onde Elke conclamava a plateia a cantar junto. Um ou outro convidado fará as vezes do calouro que Maravilha sempre elogia e avalia com dez. Não tem como não se impactar com o vídeo de Elke ricamente vestida, digna de desfiles em Paris, entoando "Julieta-ta-tá, tá me chamando", música recheada de duplo sentido. Essa estética preciosa de alta costura futurista embalando o humor escrachado e extremamente popular é a essência da artista e será a essência também da peça. Elke era tão arrojada, moderna, sublime e devassa que às vezes é difícil acreditar que essa Maravilha realmente floresceu no Brasil em tempos idos. Será que as novas gerações têm consciência desse vulcão extinto? Mesmo quarentones, cinquentones, sessentones podem duvidar se foi sonho, ou uma heroína de outro povo, não este. Mas foi nessa terra e por décadas que sua presença iluminada em palcos e telas, batom vermelho, ausência de papas na língua e bom humor característicos, tudo isso que era Elke, foi celebrado por milhões. Brasileira, alemã, russa ou apátrida, sua ousadia e exotismo moldaram nossa cultura e imaginário. Nada mais justo que ela seja relembrada com todo furor que marcou sua existência. Elke Maravilha foi uma atriz e modelo que marcou uma geração no Brasil por seu estilo excêntrico e divertido. Nascida na Rússia, foi presa em 1972, durante o período da ditadura militar, na ocasião Elke subverteu a ordem do sistema carceral e encarou equipes de interrogatórios. A artista fez grande sucesso como jurada do programa Buzina do Chacrinha, nessa mesma época foi atriz em espetáculos teatrais e no cinema, e capa de diversas revistas. Após a morte de Chacrinha, que ela chamava carinhosamente de painho, Elke acabou perdendo um pouco de espaço na TV e passou a fazer pequenas aparições em outros programas. Em 2016, Elke faleceu por conta de complicações após uma cirurgia para tratar úlcera. O espetáculo Elke: Mulher Maravilha será protagonizado por Karine Teles e tem, acima de tudo, o desejo de despertar sentimentos de amor e alegria em quem assiste. Reavivar a memória de Elke, a coragem e a ousadia de existir em singularidade, a felicidade generosa, a despretensão extremamente cuidada e cheia de cultura, as 8 línguas faladas e a enorme inteligência, usadas de forma carinhosa, sem preconceitos e popular. Uma artista gigante que merece ser exaltada. Viva Elke! O projeto se enquadra nos princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura, 8.313, de 23/12/1991:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.O projeto em questão atende aos seguintes objetivos do Art. 3º:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Não se aplica.
PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS 02 Temporadas com 16 apresentações, por cidade 01 Circulação por 02 cidades, com 03 apresentações por cidade DEMOCRATIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO - 01 palestra formativa após o ensaio aberto. AÇÃO FORMATIVA DE CONTRAPARTIDA SOCIAL - 01 ensaio aberto do espetáculo antes da estreia da primeira temporada.
PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASAcessibilidade física:- Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física em vigor.Acessibilidade para deficientes visuais:- Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer;- Audiodescrição em todas as sessões.Acessibilidade para deficientes auditivos:- Intérprete de libras em todas as sessões;Acessibilidade para deficientes intelectuais:- Abafadores de ruído para pessoas com deficiências intelectuais sensíveis a sons altos em todas as sessões.PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL E DEMOCRATIZAÇÃOAcessibilidade física:- Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física em vigor.Acessibilidade para deficientes visuais:- Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais;- Audiodescrição no ensaio aberto. Acessibilidade para deficientes auditivos:- Intérprete de libras no ensaio aberto. Acessibilidade para deficientes intelectuais:- Abafadores de ruído para pessoas com deficiências intelectuais sensíveis a sons altos nas ações de contrapartida social e democratização de acesso.
O projeto respeitará a IN vigente, contendo em seu plano de distribuição:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).Em complemento, o proponente prevê:- realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Será oferecida 01 palestra formativa após o ensaio aberto na primeira cidade que receberá a temporada.
Direção: Camilo Pellegrini Dramaturgia: Vinicius Calderoni Elenco: Karine Telles Figurinos: Preta Marques Direção de Criação: Andréa Alves Direção de Projeto: Leila Moreno Karine Teles Completando 30 anos de carreira, Karine Teles é atriz, roteirista e diretora. Formada em teatro pela UNIRIO seus trabalhos no palco incluem espetáculos de diretores como André Paes Leme (A Capital Federal), Bia Lessa (As Três Irmãs, Casa de Bonecas e Formas Breves), Marcus Alvisi (Mural da Peste), Camilo Pelegrini (Jogos na Hora da Sesta, Adormecida, Os Ultimos dias de Gilda) Alexandre Mello (O Branco dos seus Olhos) Jeferson Miranda (Do Tamanho do Mundo) e mais recentemente trabalhou com o encenador chines Wang Chong numa montagem de teatro virtual de A Peste para o festival internacional de artes de Hong Kong durante a pandemia em 2020. Na TV foi Sumara de A Regra do Jogo, Madame Dechireé em Filhos da Pátria, Odete em Tempo de Amar. Regina, em Malhação e Lolita Rodrigues na minissérie/filme Hebe e recentemente participou do Sessão de Terapia de Selton Mello e foi Madeleine, no sucesso Pantanal. Karine também é uma das protagonistas da série Manhãs e Setembro do Amazon Prime Video - vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais. No Cinema Karine foi co-roteirista e protagonizou Riscado e Benzinho, que lhe renderam diversos prêmios nas duas categorias, e também da minissérie Os Últimos dias de Gilda - inspirado na peça de mesmo nome - a primeira série brasileira a participar do Festival de Berlim. Ganhou melhor atriz no festival do Rio por Fala Comigo de Felipe Sholl, Karine também trabalhou com grandes diretores como Anna Muylaert em Que Horas Ela Volta e Kleber Mendonça Filho em Bacurau em filmes premiados e aclamados por público e crítica que lhe renderam indicações a prêmios por sua atuação. Karine dirigiu o curta Romance, que estrelou no festival do Rio e participou de festivais internacionais, como o de Toulouse na França e está em fase de captação de seu primeiro longa em que assina roteiro e direção Princesa - uma co-produção Brasil, França e Holanda. Camillo Pellegrini Formado em Direção Teatral pela UnB (Brasília – DF) e UniRio (Rio de Janeiro – RJ). De 2000 a 2010 escreveu e dirigiu as peças: Amélia, Adormecida, Caminhos de Sangue, Madrasta, Amores de Sabrina, Brecht Morreu e Gênesis dos Novos Deuses. De outros dramaturgos, dirigiu Os Últimos dias de Gilda de Rodrigo de Roure, Memória D’Alma de Fabiano Barros, Jogos na Hora da Sesta de Roma Mahieu e A Casa de Bernarda Alba de Lorca. Sua autoria mais expressiva foi Brecht Morreu (2003), peça bilíngue, homenagem a Bertolt Brecht, encenada no Espaço Sesc com atores brasileiros e alemães. Caminhos de Sangue foi traduzida para espanhol, francês e alemão, publicada em Córdoba e Berlim e encenada na França, na Suíça e na Argentina. Adormecida também foi montada na França e Madrasta, na Suíça. Colaborou como roteirista em dez novelas e três séries na Record. Lá assinou, como autor principal, a novela Gênesis e a série Milagres de Jesus. Assinou também o programa Dois em Cena no Canal Viva. Escreveu em mais duas séries a estrear na Globoplay e Star+. Escreveu e dirigiu a websérie Minutinho de Terror (Prêmio de Melhor Série Stories no Rio Webfest de 2018). Escreveu e dirigiu o curta A Lama da Mãe Morta, selecionado no Bangalore Queer Film Festival, na Índia, e que vai estrear na Premiére Brasil do Festival do Rio de 2023. É semifinalista do concurso Frapa de roteiros de piloto de série. Preta Marques Sua carreira teve início a partir do teatro, na Ong Spectaculu – Escola de Arte e Tecnologia (2007), e Cia Enviezada de Teatro (2010-13). A partir de 2014, ampliou sua atuação para o audiovisual, assinando o figurino de filmes publicitários, institucionais e ficções como o longa “Pendular” (2016), de Julia Murat – vencedor do Prêmio da Crítica Internacional do Festival de Berlim (2017), o programa de entrevistas “O país do Cinema” (Canal Brasil, 2016), com direção de Marcelo Maia e Gigi Soares, a série de ficção “Perrengue” (MTV, 2016), dirigida por Tatiana De Lamare, onde atuou como primeira assistente, e o longa “Madalena” (2018), de Madiano Machete. Em 2021, assinou o longa de ficção “O Mensageiro” (2021), de Lúcia Murat, seguidos por “Depois do silêncio” (2022), de Christiane Jatahy, “Sem Coração” (2022), de Nara Normande e Tião, “A Cabana” (2022), curta-metragem de Barbara Sturm, e “Truque” (2023), EP de Clarice Falcão com direção de Lucas Cunha. Vinícius Calderoni Tem desenvolvido sua carreira entre o teatro, a música e o audiovisual. Em 2010, fundou junto com Rafael Gomes a companhia Empório de Teatro Sortido. Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor autor, e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Escreveu e atuou também em Os arqueólogos (2016), dirigida por Rafael Gomes, vencedora do prêmio APCA de melhor autor e também indicada ao Prêmio Shell na mesma categoria. Em 2017 estreou Chorume, conclusão da trilogia Placas Tectônicas, com texto e direção de sua autoria. No mesmo ano lançou os textos da Trilogia Placas Tectônicas pela Editora Cobogó. Autor do espetáculo musical Elza que estreou em 2018 e se consagrou como destaque na cena teatral, ganhou o prêmio APCA de 2018 pela dramaturgia do espetáculo, e em 2019 o melhor roteiro original em musicais da 7ª edição do Prêmio Bibi Ferreira. Como roteirista de cinema, desenvolve, atualmente, projetos de longas metragens ao lado de importantes diretores Júlia Rezende, Luiz Villaça e Rafael Gomes. Como ator, esteve no elenco da novela Deus salve o rei (TV Globo), e participou dos longas “Mãe só há uma” (2016), “Um namorado para minha mulher” (2016), além da série Louco por elas (TV GLOBO), com direção geral de João Falcão. Andrea Alves A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_POR Leila Maria Moreno Leila Maria Moreno, produtora há 25 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Produtora experiente, trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias cariocas. Produtora de dezenas de projetos culturais e algumas edições dos principais festivais de teatro do Rio de Janeiro. Além de temporadas no eixo Rio-São Paulo, coordenou produções que circularam por todo o país, participando da agenda dos grandes festivais nacionais e circulações internacionais. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Ex-parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes analista de projetos em editais. Atualmente integra o corpo docente do MBA em Gestão e Produção Cultural da UniCarioca e é diretora de projetos da Sarau Cultura Brasileira. A proponente será responsável por realizar a COORDENAÇÃO GERAL. Responsabilizando-se por acompanhar o cumprimento de todos os trâmites legais e objetivos propostos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.