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O projeto prevê ensaios e novas apresentações do espetáculo de teatro musical Viva o Povo Brasileiro.
Baseada em livro de João Ubaldo Ribeiro, a montagem é ambientada em Itaparica, na Bahia, e percorre o período de 1647 a 1977, acompanhando uma alma em busca da identidade brasileira, que encarna em personagens invisibilizados pela história. Ao longo desses 400 anos, a construção dos abismos sociais é mostrada através das figuras de Caboclo Capiroba, o Alferes e Maria Dafé, que transformam suas dores em heroísmo e demonstram a força da ancestralidade que percorre a formação do nosso povo. Classificação indicativa etária - 14 anos
OBJETIVO GERAL Valorizar a cultura nacional através da difusão da literatura brasileira por meio de obras plurais e da ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais. Fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade através do fortalecimento do diálogo entre os agentes de cultura, da utilização das artes cênicas como obra de discussão sobre questões sociais, do olhar para o público como multiplicadores das experiências vivenciadas, da formação de público e do fomento à economia criativa. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Ensaiar 01 musical que reúne uma equipe de, aproximadamente, 93 pessoas, profissionais da área da cultura e atuantes no campo da economia criativa; e - Realizar circulação em 07 cidades: Belém/PA (03 apresentações), Aracaju/SE (03 apresentações), São Luís/MA (03 apresentações), Natal/RN (03 apresentações), Brasília/DF (03 apresentações), Curitiba/PR (03 apresentações) e Porto Alegre/RS (03 apresentações), totalizando 21 apresentações.
O livro, considerado um dos mais importantes romances da literatura brasileira do séc. XX, rendeu ao autor não só o Prémio Jabuti na categoria mas, sem dúvida, o colocou no patamar dos grandes autores da literatura portuguesa. Mas do que trata a obra? João Ubaldo Ribeiro escreveu sobre a formação da identidade cultural do povo brasileiro, que viaja por quase quatro séculos da história do Brasil. Não é à toa que Viva o povo brasileiro já foi tema do desfile de carnaval da Escola de Samba Império da Tijuca, vai ser tema de série de TV, filme e, agora, teatro musical. Na obra, o autor realiza definitivamente uma aproximação ao romance pós-moderno. Após a realização de espetáculos de sucesso provenientes da literatura de ficção, como Engraçadinha, de Nelson Rodrigues, A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa e, mais recentemente, A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, a produtora Andrea Alves e o diretor André Paes Leme apostam agora nessa grandiosa obra, que explora com muita riqueza as possibilidades da língua portuguesa e navega tanto pelo erudito como pela tradição oral. Sobre o autor - João Ubaldo João Ubaldo Ribeiro, membro da Academia Brasileira de Letras em 1991, o autor teve a sua escrita consagrada ao receber, em 2008, o importante Prêmio Camões. Ficava, assim, internacionalmente reconhecida a sua contribuição para o constante debate sobre a formação da identidade cultural brasileira ao explorar nas suas narrativas as personagens de ascendência indígena e africana. Fortemente marcado pela presença do sagrado, do místico e até mesmo do fantástico, a coluna vertebral do romance tem um carácter político-social e apresenta uma história sobre a identidade da nação brasileira com um tom geral de muito humor. Viva o povo brasileiro é uma obra intensa, complexa, de várias faces, cores, caminhos e que nos coloca mais perto do universo místico das religiões africanas. O romance é repleto de informações sobre a cultura afro-brasileira, principalmente entre os séculos XVI e XIX. A parte inicial do enredo está mais centrada nas quest.es da colonização do Brasil e nos apresenta o tema da brasilidade. Depois, já na segunda metade do século XIX, o enredo reforça o debate sobre a formação de uma identidade nacional. Na parte final, que já ocorre no século XX, o autor coloca o foco sobre o ideal de justiça e liberdade. Fica claro o objetivo do autor em tentar fazer com que o leitor observe o processo de formação cultural da sociedade brasileira a partir de um prisma que não seja aquele que foi estabelecido pela história oficial, que, em geral, acaba por receber o rótulo de verdade. Apontado como um dos legítimos representantes brasileiros do movimento que ocorreu na América Latina, entre os anos de 1960 e 1970, por conter uma nova forma de apresentação dos fatos históricos das nações, Ubaldo Ribeiro, sem perder a força simbólica da sua literatura, não demonstra querer mudar o mundo, mas acredita ser capaz de mudar o leitor, para isso são indicados diferentes caminhos para se compreender o homem e a sociedade em que ele está inserido. A partir do Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A partir do Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem como objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.
Não se aplica.
PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Circulação em Belém/PA com 03 apresentações Circulação em Aracaju/SE com 03 apresentações Circulação em São Luís/MA com 03 apresentações Circulação em Natal/RN com 03 apresentações Circulação em Brasília/DF com 03 apresentações Circulação em Curitiba/PR com 03 apresentações Circulação em Porto Alegre/RS com 03 apresentações Total de 21 apresentações
PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer. - Audiodescrição em todas as sessões. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as sessões. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Para garantir uma experiência confortável e inclusiva, disponibilizaremos abafadores de ruído para pessoas com deficiências intelectuais sensíveis a sons altos em todas as sessões. PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer. - Audiodescrição na ação de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras na ação de contrapartida e na ação de democratização de acesso. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Para garantir uma experiência confortável e inclusiva, disponibilizaremos abafadores de ruído para pessoas com deficiências intelectuais sensíveis a sons altos na ação de contrapartida e na ação de democratização de acesso.
O projeto respeitará o Art. 46 da IN nº 23/2025, contendo em seu plano de distribuição: - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais). Conforme Art. 47 da IN nº 23/2025, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; Após a realização do ensaio aberto, será feita uma seleção entre as pessoas presentes que manifestarem interesse. Seis participantes serão escolhidos para uma visita ao camarim do espetáculo, com a oportunidade de conhecer de perto a equipe artística do projeto e realizar um tour pelos bastidores.
Da obra de João Ubaldo Ribeiro Diretor e dramaturgo: André Paes Leme Músicas originais: Chico César Direção de produção e produção artística: Andréa Alves Diretora de projetos: Leila Maria Moreno Realização e Coordenação do Projeto: Ágapa Criação e Produção Cultural ANDRÉ PAES LEMEEncenador formado na UNIRIO, Mestre e Doutor em Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa. J. realizou mais de 50 espetáculos, entre peças teatrais, concertos musicais, .peras e eventos comemorativos de relevância cultural. Suas últimas encenações foram: A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa (2020), Agosto (2017), Esperança, de César Mouro (2015), Amigo Cyro muito te admiro, de Rodrigo Alzuguir (2014). O Lugar escuro, de Heloisa Seixas (2013). Arresolvido, de Erida Castello Branco (2012). Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gular (2011). Hamelin, de Juan Mayorga (2009), pelo qual recebeu o Prêmio APTR/2010 de melhor direção. Candeia, de Eduardo Rieche (2008). A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimar.es Rosa (2007). Uma última cena para Lorca, de Antônio Roberto Gerin (2005). Grande Othelo, de Douglas Dwight (2004). Chega de sobremesa, de Stela Freitas (2002). Engraçadinha, de Nelson Rodrigues (2001). Pequenos trabalhos para velhos palhaços, de Matei Visniec (2000). CHICO CÉSAR Chico César nasceu no município de Catolé do Rocha, Paraíba. Aos 16 anos muda-se para João Pessoa, onde se forma jornalista pela Universidade Federal da Para.ba. Fez parte do grupo Jaguaribe Carne, o qual fazia poesia de vanguarda. Pouco tempo depois de formado, aos 21 anos, muda-se para São Paulo. Na capital paulista trabalha como jornalista e revisor de textos da Editora Abril. Enquanto trabalhava na editora, aperfeiçoava-se em violão, multiplicou suas composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional, sobretudo pelo alto poder de encanto linguístico de suas canções. Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha. Já em 1995 lança seu primeiro disco “Aos Vivos” e seu primeiro livro “Cantáteis, cantos elegíacos de amizade” pela Editora Garamond. Em 2007 participou e fez a música tema do filme “Para.ba, Meu Amor”, do cineasta suíço Jean Robert-Charrue. Ao longo de sua carreira gravou os seguintes discos:“Aos Vivos”, “Cuscuz Cl.”, “Beleza Mano”, “Mama Mundi”, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos”, “De uns tempos pra cá”, “Francisco, forró y frevo” e o mais recente “Estado de Poesia”. Através das músicas criadas para o espetáculo “Suassuna - O Auto do Reino do Sol”, Chico César ganhou os prêmios Cesgranrio, Shell, Aplauso Brasil, Botequim Cultural, APTR e Bibi Ferreira de Melhor Música Original. ANDRÉA ALVES A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil. LEILA MARIA MORENO Produtora há quase 30 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Produtora experiente, trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias cariocas. Produtora de dezenas de projetos culturais e algumas edições dos principais festivais de teatro do Rio de Janeiro. Além de temporadas no eixo Rio-São Paulo, coordenou produções que circularam por todo o país, participando da agenda dos grandes festivais nacionais e circulações internacionais. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Ex-parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes analista de projetos em editais. ÁGAPA CRIAÇÃO E PRODUÇÃO CULTURAL COORDENADOR DO PROJETO O proponente será responsável por acompanhar o cumprimento de todos os trâmites legais e objetivos propostos. Além de ser o principal responsável pelo projeto, respondendo por toda a gestão do mesmo.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.