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Montagem da peça Quarto de Despejo - Diário de Uma Favelada, obra emblemática de Carolina Maria de Jesus, adaptada para os palcos em formato de monólogo. Sob a direção de Elisa Lucinda e com adaptação e criação dramatúrgica de Dione Carlos, a peça será encenada pela atriz Adriana Lessa, que dá vida à personagem central da obra, acompanhada por três musicistas em cena. Montagem e temporada no Rio de Janeiro e São Paulo
"Quarto de Despejo - Diário de Uma Favelada" é um espetáculo teatral em formato de monólogo, que reimagina a obra de Carolina Maria de Jesus, oferecendo uma leitura estética que dá voz às experiências de uma mulher periférica. Com interpretação de Adriana Lessa, direção de Elisa Lucinda e trilha sonora executada ao vivo, o espetáculo destaca as contradições, desigualdades e a resistência das vozes diversas, promovendo reflexão e diálogo sobre a realidade social brasileira.
Objetivos GeraisPromover o acesso à cultura, mais especificamente às artes cênicas e à literatura brasileira por meio de uma montagem teatral de Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada, com estreia em uma temporada no Centro Cultural Banco do Brasil das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A iniciativa busca contribuir para a reflexão sobre desigualdade social, resistência e a valorização de vozes plurais, ampliando o alcance e o impacto da narrativa na cena cultural brasileira. Objetivos EspecíficosRealizar uma montagem teatral inédita, unindo elementos de música ao vivo às artes da cena;Promover sessões de estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (32 apresentações) e uma itinerância no teatro do CCBB São Paulo (16 apresentações);Utilizar obras musicais autorais e composições de Carolina Maria de Jesus na trilha sonora do espetáculo, fortalecendo o diálogo entre o teatro, a literatura e a música; Criar uma reflexão social e cultural, estimulando o debate sobre desigualdade, memória e resistência dos grupos marginalizados; Fomentar a valorização da cultura brasileira e o reconhecimento da obra de Carolina Maria de Jesus no cenário contemporâneo; Realizar cinco apresentações gratuitas, exclusivas para alunos da rede pública de ensino e instituições de atendimento social, seguidas de debates com a equipe criadora do espetáculo. Realização de cinco oficinas de escrita gratuitas, com duração de 4 horas cada, atendendo até 15 pessoas, cada. Realização de dois ensaios gerais no Rio de Janeiro, abertos a alunos de teatro, literatura e áreas afins.
A obra de Carolina Maria de Jesus é uma referência imprescindível para compreender as dinâmicas sociais, culturais e históricas do Brasil, especialmente sob a perspectiva de mulheres negras, periféricas e resistentes. Sua narrativa, sobretudo através de Quarto de Despejo, representa um marco na produção literária nacional, ao abrir espaço para vozes plurais e denunciar as desigualdades sociais intrínsecas à realidade brasileira. Essa obra transformou-se numa peça fundamental do cenário cultural nacional, influenciando gerações e fortalecendo o entendimento sobre a resistência e a luta por justiça social.A adaptação teatral de Quarto de Despejo é uma oportunidade de aprofundar o entendimento sobre questões sociais arraigadas à realidade brasileira e promover a reflexão sobre as desigualdades enfrentadas por populações historicamente marginalizadas. A utilização de trilha sonora ao vivo e uma escolha criteriosa de elementos visuais e cênicos visam ampliar o impacto da narrativa, tornando-a mais acessível para diferentes públicos, que muitas vezes não tiveram contato com a obra de Carolina Maria de Jesus.Este projeto também presta uma homenagem à própria Carolina, celebrando seu legado na memorabilia do meio século de sua morte, que se aproxima em fevereiro de 2027. A realização desta iniciativa amplia o acesso à sua obra, fortalece o diálogo sobre resistência e justiça social, e valoriza a cultura brasileira, promovendo narrativas que, embora essenciais, muitas vezes permanecem à margem do debate público, mas que inspiram o Brasil a reconhecer suas próprias vozes e histórias.Considerando o Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Quanto ao Artigo 3º, o projeto se alinha aos seguintes objetivos:IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Criação e montagem de um espetáculo cênico com 75 minutos de duração, aproximadamente, com uma atriz em cena e 3 musicistas executando a trilha sonora ao vivo, se revezando entre diferentes instrumentos musicais. Recursos de iluminação e sonorização apropriados. Criação de figurinos, cenografia e dramaturgia específica ao projeto. Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Temporada de dois meses Total de 32 apresentações abertas ao público.Realização de dois ensaios gerais abertos para estudantes de teatro, literatura e áreas afins. Realização de uma oficina de escrita com 4 horas de duração, com previsão de atendimento a 15 alunos. São Paulo Temporada de um mês Total de 16 apresentações abertas ao público.Realização de uma oficina de escrita com 4 horas de duração, com previsão de atendimento a 15 alunos.
O projeto garante acessibilidade para pessoas com deficiência, com teatros equipados com rampas de acesso e lugares específicos para cadeirantes, assegurando todas as necessidades para adequada locomoção. Para atender ao público com deficiência auditiva, todas as sessões contarão com a presença de intérpretes de libras. Haverá uma sessão semanal com audiodescrição, voltada para um grupo de pessoas com deficiência visual de até 30 pessoas, promovendo a inclusão e garantindo que todos possam fruir a experiência cultural.
O projeto promove ações de democratização do acesso à cultura, oferecendo ingressos a preços populares, como é tradição nos Centros Culturais Banco do Brasil. Além disso, haverá apresentações gratuitas voltadas à rede pública de ensino, ensaios gerais abertos a estudantes de teatro e literatura, e oficinas de escrita, buscando ampliar o diálogo com diferentes públicos.
Direção: Elisa LucindaAtriz, poetisa, escritora e cantora brasileira. Reconhecida no meio musical e de atuação por seus trabalhos em cinema, televisão e teatro, é vencedora de um Kikito do Festival de Gramado por Por que Você Não Chora?, e um Troféu Raça Negra, na categoria Teatro. Em 2020, Elisa foi galardoada com o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Gramado pelo conjunto de obra. Também foi laureada no cinema pelo filme A Última Estação, de Marcio Curi, no qual protagoniza o personagem Cissa. O filme abriu o Festival de Brasília de 2012.Dramaturgia: Dione Carlos Dione Carlos Cuzati Marques (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1977). Dramaturga, roteirista, atriz, curadora. Autora de livros e dezenas de peças encenadas no Brasil e fora do país, Dione é uma versátil escritora de poesias, peças teatrais, séries de TV e novelas.Direção Musical: Aline Gonçalves Flautista, clarinetista, arranjadora e compositora, Aline faz parte do grupo El Efecto e foi integrante fundadora da Itiberê Orquestra Família. Em 2002 gravou no disco Mundo Verde Esperança de Hermeto Pascoal. De 2005 a 2007 viveu no Chile onde desenvolveu grande intimidade com a música latino-americana, lançado em 2007 o premiado disco "verdevioleta". Em 2020 criou o projeto "Emmbra - Escritas Musicais de Mulheres Brasileiras", vencedor do Prêmio Profissionais da Música (PPM) 2021. Lançou seu álbum autoral Pacífico em maio de 2022 pela YB Music. Com ele, ganhou o PPM 2023 nas categorias Arranjadora e Autora Instrumental. Em 2023 gravou o programa Instrumental Sesc Brasil. Em 2024 estreou seu projeto Emmbra Big Band - primeira big band feminina do Rio de Janeiro, lançou o single Atlântida, com participação de Hugo Fattoruso e foi indicada como melhor instrumentista no WME. Entre 2022 e 2024 compôs trilha sonora para podcasts como Rádio Novelo Apresenta, Nem só de Pão e Conversas ImortaisElenco: Adriana LessaComo cantora e bailarina, apresentou-se a bordo do navio Vasco da Gama/Sea Wind Cruise Line no espetáculo Brasil, Canta e Dança, sob direção de Abelardo Figueiredo, pela costa brasileira e em Aruba, Trinidad e Tobago, Curaçao, Grécia e Costa do Marfim, participando ainda do staff artístico de hotéis em Porto Rico e Japão.[11] Participou, como cantora convidada, de grupos musicais de estilos variados (RAP, ritmos caribenhos, forró pé-de-serra e MPB) e apresentou-se com sua banda em Angola. Participou, ao lado de Paulo Brown e Primo Preto, como apresentadora do "Encontro de Rap" realizado no Vale do Anhangabaú em 1994.[2] Em 2002, também como cantora, participou da gravação do CD e DVD do grupo Renascer Praise, gravado ao vivo no Via Funchal, em São Paulo, onde fez um dueto com um dos vocalistas do grupo, Léo Marx na música Te Louvarei. Até 2003, a atriz era membro da Igreja Renascer em Cristo.[2]De volta para o Brasil foi apresentada ao diretor José Possi Neto que a dirigiu em eventos musicais e em diversos filmes publicitários nos quais familiarizou-se com a linguagem de teatro-dança. Ainda no teatro, foi dirigida por Cininha de Paula, ao lado de José Maurício Machline, no musical um Gordo em Conquista, por Wolf Maya no musical Cabaret Brazil, por Tânia Nardini no premiado musical internacional Rent e por Roberto Lage na leitura dramática do texto de Plínio Marcos A Mancha Roxa (2000). Após trabalhar na novela Senhora do Destino, atuou na peça Veneza, dirigida por Miguel Falabella, com assistência de Adélia Sampaio. Em 2006 atuou em O Último Bolero, ao lado de Francisco Cuoco.[12] No cinema, atuou em filmes de longa, de média e de curta metragem Com que Roupa, O Samba Mandou me Chamar, Capitalismo Selvagem, Amassa que Elas Gostam, Papel e Água e A Hora Mágica.[2]Na TV, fez sua estreia em 1991, em Araponga, na TV Globo,[1] dando início a diversos outros trabalhos. Entre 1993 e 1994 apresentou o Dance MTV, e outros programas na MTV Brasil, e entre 1994 e 1996 o SuperMarket na Rede Bandeirantes.[1]Coordenação do projeto: Gregório TavaresEstudou cinema e comunicação social. Foi diretor de produção da Orquestra SinfônicaBrasileira entre 2018 e 2020 e diretor executivo entre 2021 até o primeiro semestre de2023. Lá foi responsável pelas operações da Orquestra, com atividades artísticas e desenvolvimento do núcleo educacional e de impacto social da instituição. Foi responsável pela gestão das áreas de produção, comunicação e negócios. Nesse período, a Orquestra participou de grandes eventos como o Rock in Rio, Projeto Aquarius, entre outros.Desde 2023, é Diretor de Produção do Instituto Rudá, que realiza a gestão da Orquestra Forte de Copacabana e da Associação de Arte e Cultura RioMont, onde realiza projetos voltados para a cultura sino-brasileira. Colabora também com a Artemundi Produções Artísticas, como diretor de produção dos festivais FIMA - Festival Interativo de Música e Arquitetura e FASA - Festival de Artes e Saberes das Águas.Coordenação do projeto: Bruno GradimBruno Gradim é ator, roteirista e diretor com experiência nas artes cênicas e na televisão. Desde 1997, quando fez sua estreia na TV Globo como o personagem Artêmio em “A Indomada”;, Bruno tem se destacado em diversas produções televisivas, incluindo papéis em séries como “Malhação”, “América” e “Insensato Coração”. Ele também participou de relevantes episódios de programas como “Você Decide” e “As Brasileiras”. No cinema, Bruno atuou em “O Homem do Futuro” (2011), dirigido por Cláudio Torres, e mais recentemente em “Babaçu Love” (2025), sob a direção de Cícero Filho. Sua trajetória também é marcada por trabalhos no teatro, incluindo peças como “Love Histérico” e “R&J de Shakespeare - Juventude Interrompida”. Além de sua carreira como ator e diretor, Bruno tem se destacado no marketing, atuando como diretor artístico e criativo em diferentes frentes Com um foco contínuo na criação edireção, Bruno atualmente está à frente de projetos como a série “Piauí.Doc” e “Em Cantos do Piauí”, ambos com exibições e finalizações programadas.Musicistas em cena: Aline Gonçalves, Beà Ayòóla e Georgia Câmara Direção de Movimento: Déborah RadassiIluminação: Brisa LimaCenografia: Cachalotte MattosFigurinos: Carla CostaAssessoria de imprensa: Mário Camelo Direção de produção: Luiza Sales Coordenação do projeto: Déborah RadassiControladoria financeira, administrativo e prestação de contas: Bruna Comanche e Gabriel Ferreira | Blend Assessoria Jurídica: Ellen GasparConsultoria em prestação de contas: Andreia FernandesRealização: Instituto Timbre
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.