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Montagem do texto teatral "4.48 Psychosis" de autoria da dramaturga britânica Sarah Kane. Serão realizadas 32 apresentações na cidade de São Paulo, sendo que 5 delas serão para o público com deficiência auditiva e visual.
A peça costuma ser interpretada como uma expressão da experiência de depressão clínica, transtorno de que a personagem sofre. A contemplação e a discussão sobre o suicídio são proeminentes e, embora não haja uma narrativa ou uma sequência de eventos em ordem cronológica, certas questões e eventos são claramente tratados: decidir se deve tomar medicação para tratar a depressão, os desejos da mente deprimida, os efeitos e a eficácia da medicação, auto-mutilação, suicídio e as possíveis causas da depressão. Outros temas que permeiam o roteiro, além da depressão, são os de isolamento, dependência, relacionamentos e amor. Classificação etária: a partir de 16 anos.
Pretendemos conscientizar nosso público sobre os temas abordados no texto, com foco na prevenção do suicídio e da psicofobia, que no Brasil tem taxas significativas. Os suicídios cresceram 11,8% no ano de 2022 em comparação com 2021, chegando a marca de 16.262 casos, segundo o "VivaBem/Uol" em reportagem de 30/07/2023. Usaremos o exemplo da situação vivida pela personagem, para alertar e conscientizar, sobre esta patologia. Até mesmo para aqueles que sofrem, terem a oportunidade de se sentirem acompanhados, entendidos e representados, assistindo algo que entendem intimamente. Ofereceremos no texto elementos que podem auxiliar a identificar pessoas que sofrem e desconhecem a própria condição ou de alguém querido. Acreditamos que este espetáculo é necessário, entendendo a urgência e o agravamento do nosso estado atual. Podemos observar que Nelson de Sá dirigiu "Psicose 4:48" em 2003, o que ressalta a relevância da peça e o interesse que surge das pessoas para vivenciar esta experiência. Em vista de tal importância, disponibilizaremos duas sessões com acesso exclusivo para pessoas com deficiência visual e auditiva, pois entendemos que é uma obra que deve atingir todas as camadas de espectadores. Finalizada a peça, iniciaremos um debate com o diretor e as atrizes nos espetáculos que terão escolas presentes e nos 5 espetáculos feitos para jovens. Queremos aproximar a experiência teatral de alunos estudantes de escolas periféricas, disponibilizando para eles o transporte necessário para chegar ao teatro, assim, possibilitando a experiência teatral completa, também com um debate pós espetáculo, garantindo diálogo da plateia com o diretor e atrizes. Sarah Kane (autora) tirou sua própria vida aos 28 anos. O que faz com que entendamos que nosso público-alvo em questão de idade tem início aos 16 anos e tem uma abrangência para as demais faixas etárias. * 32 espetáculos em temporada regular, sendo que 5 desses espetáculos serão gratuitos com público-alvo de jovens de baixa renda e periféricos das mais diversas etnias e raças, gênero e LGBTQIAPN+ conjuntamente com deficientes auditivos e visuais, com a presença de profissional de libras e audiodescrição _ após essas apresentações haverá debate com o diretor e elenco;* Workshop para jovens de baixa renda e periféricos das mais diversas etnias e raças, gênero e LGBTQIAPN+, que tenham interesse em se tornarem escritores e dramaturgos.
Esse projeto tem como objetivo facilitar o livre acesso do publico a um tema muito importante nos dias atuais: a saúde mental. Apesar da autora Sarah Kane ser de origem britânica, os temas abordados em sua obra são universais, e absolutamente relevantes no cenário pós pandemia em que observamos um aumento significativo nos transtornos comportamentais e psicológicos. Nosso projeto deseja alcançar uma faixa etária jovem e ainda em formação, para auxiliar na prevenção e gerar uma discussão relevante sobre esse tema tão cheio de tabus e preconceito.
DESCRIÇÃO O projeto prevê a produção e encenação da peça “4:48 Psychosis” escrita por Sarah Kane, considerada uma das maiores dramaturgas britânicas do New Order Theatre. Teve seu trabalho reconhecido pelo ator, diretor, e dramaturgo Harold Pinter, que foi à casa de Sarah entregar-lhe pessoalmente uma carta de admiração pelo seu trabalho. Nossa proposta consiste em apresentar este espetáculo, que aborda temas como: depressão, suicídio, solidão, até mesmo a fragmentação mental (Psicose), decepção, desilusão e ódio. Na obra, acompanhamos a conversa entre paciente e sua médica, em uma clínica psiquiátrica. Podemos observar esta mente fragmentada e perturbada, se aproximando e distanciando-se de si mesma, questionando métodos e abordagens médicas falando das próprias dúvidas e das próprias certezas. Pela complexidade do tema, será necessária uma profunda pesquisa sobre os meandros da saúde mental, sendo importante a assessoria de vários profissionais da área, como psiquiatras, diretores de clínicas de saúde mental, sanatórios e visitas a instituições. Como essa assessoria extremamente necessária pode impactar o valor global do orçamento, buscaremos parcerias com os profissionais da área e instituições que possam acrescentar ao projeto. Essa pesquisa será realizada nos três primeiros meses antes dos ensaios se iniciarem, para que a direção, atrizes e equipe artística possam buscar referências, vivências, além de trazer aspectos sensoriais e corporais essenciais para embasar e trazer veracidade para o trabalho. Nossa equipe é composta de Ivan Feijó na direção, as atrizes Yasmin Barth no papel da paciente e Sabrina Orthmann como a médica psiquiatra. Na direção de arte contamos com Mirella Brandi e Júlia Abs com produção da Halo Produções. Levaremos esta história necessária para diferentes cidades, começando por São Paulo em temporada inicial de 2 meses e meio aos finais de semana. CONTRAPARTIDA Como contrapartida gostaríamos de poder realizar uma profunda vontade de nossa equipe: poder proporcionar para jovens a experiência de ir ao teatro. A cada dia mais somos consumidos pelas telas e um maior isolamento é uma consequência inevitável. Um dos principais temas desse texto teatral é justamente sobre a discussão do isolamento e suas consequências na saúde mental. Portanto, acreditamos que uma das funções do teatro é proporcionar a beleza de estarmos frente a frente com outros seres humanos. Experenciar estarmos reunidos em um mesmo espaço físico, emocional e mental. Sem telas, sem botões se interpondo entre as presenças. Por isso planejamos fazer 5 sessões com jovens periféricos para que tenham essa experiência: passear com os amigos, ir até a bilheteria, retirar seus ingressos, esperar pelos sinais, buscar seus lugares, o apagar das luzes e o abrir das cortinas. Poder sentir pertencimento a uma atividade que lhes é negada pelo preço dos ingressos e pela distância de seus lares. Após o espetáculo, faremos um debate com a direção e as atrizes para que os temas abordados no espetáculo sejam discutidos. Que essa experiência possa abrir a possibilidade desses espectadores se tornarem público cativo do teatro. Além dessa iniciativa, teremos nesses mesmos 5 espetáculos, um profissional de libras e autodescrição, para oferecermos acessibilidade para nosso público. Ofereceremos também um workshop com jovens que se interessem em se tornar dramaturgos e escritores. PLANO DE DEMOCRATIZAÇÃO Além das iniciativas citadas em nossa contrapartida, buscaremos ONGs e Instituições renomadas que tenham como função principal o cuidado com a saúde mental. Entendemos que o espetáculo possa ser um catalisador, uma possibilidade de identificação, que possa servir como ponte para uma discussão saudável e proveitosa com um público que vive essa realidade, seus familiares e amigos. Nosso objetivo é que essas entidades possam firmar uma parceria com o espetáculo criando assim uma base de público ainda mais ampla para essa temporada. CONTRAPARTIDA SOCIAL WORKSHOP “PEÇAS CURTAS EM CONTRAPARTIDA”. OBJETIVO: Fomentar a criação de novos dramaturgos. PÚBLICO ALVO: Jovens entre 15 e 25 anos, periféricos, afrodescendentes, indígenas, lgbtqia+, mulheres, com interesse em escrever. TEMA: O tema será relacionado com o do espetáculo Psychosis 4:48: saúde mental, desafios de adaptação a realidade, doenças mentais incapacitantes, pensamentos intrusivos. QUANTIDADE DE PARTICIPANTES/BENEFICIÁRIOS: 10 pessoas idealmente, podendo chegar a 15 pessoas no máximo, para que os participantes possam usufruir da melhor forma possível do conteúdo programático do workshop. CARGA HORÁRIA: 5 aulas de 2 horas cada uma no formato on-line e 2 aulas presenciais de 3 horas cada. Carga horária total do workshop de 16 horas. As aulas serão semanais. O WORKSHOP mesclará os formatos on-line e presencial. A duração do WORKSHOP funcionará independente do cronograma e da temporada do estáculo, mas será cumprido dentro da data prevista para finalização do projeto. MATERIAL NECESSÁRIO: 2 diárias de sala para leitura para as aulas presenciais do workshop; Material de papelaria; Livros didáticos sobre o tema proposto (se houver possibilidade de recursos, distribuição de pelo menos 1 livro FÍSICO com peças curtas de presente para os participantes); Material didático disponibilizado digitalmente; RESULTADO FINAL: após avaliação do resultado final das peças produzidas, será realizado um plano de negócios para a posterior edição de um e-book e disponibilização do mesmo em plataformas de venda de livros digitais. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: AULA 1: “Você é o que você lê!” • O principal foco dessa aula é descobrir quais os hábitos de leitura dos participantes e quais livros fazem parte do repertório deles; • Já foram ao teatro? Qual a sensação que ficou? • Em seguida, entraremos na seara da dramaturgia propriamente dita: já leram um texto teatral? Quais seriam os dramaturgos do coração? • Teoria: breve explicação sobre as origens do teatro; • Conceitos de criação da carpintaria teatral. • Lição de casa: Ler uma peça teatral de escolha do participante focado nos itens estudados nessa aula. AULA 2: “Quem combate na primeira fileira?” • Criação dos personagens; • O protagonista; • O protagonista como base da criação convincente dos enredos; • Cada participante criará um personagem principal; • Lição de casa: encontrar na literatura um personagem que tenha características similares ao que foi criado pelo participante e estudar como foi desenvolvido. AULA 3: “Ferramentas” • Termos teatrais: como formatar uma peça: atos, cenas, rubricas, personagens; • Cenários e figurinos; • Iluminação; • Dinâmica de criação do “argumento” para o texto teatral; • Prosódia e maneirismos. • Lição de casa: pesquisar sobre montagens teatrais e trazer para aula seguinte, referências. AULA 4: “Na prática!” • Início da criação da sinopse da peça curta baseada nas características do protagonista; • Criação de personagens principais e secundários; • Criação de um argumento com o arco completo do espetáculo; • Lição de casa: escrever uma cena baseado no que foi criado. AULA 5: Vamos botar tudo no papel! • Exercício de escrever uma peça curta com a ideia criada pelo próprio participante (nesse caso, alguns participantes que tem afinidade podem escrever e desenvolver a peça conjuntamente); • Lição de casa: trazer a peça pronta para a aula presencial. AULA 6: “No palco!” - presencial • Leitura das peças; • Trabalho coletivo com ideias sobre o material produzido; • Revisão de pontos importantes; • Apontamentos e sugestão de mudanças. • Lição de casa: refazer os textos teatrais baseados nas questões levantadas. AULA 7: “Fecha a cortina.” - presencial • Leitura das peças finalizadas; • Considerações finais e feedback.
O espetáculo 4.48 PSYCHOSIS, da autora Sarah Kane terá 32 apresentações em São Paulo. A peça durará aproximadamente uma hora.
O espaço escolhido já é adaptado para receber o público com necessidades especiais. Faremos 5 espetáculos com acessibilidade para deficientes auditivos e visuais.
Para democratizar o acesso faremos além das apresentações um workshop para jovens com interesse em se tornarem escritores e dramaturgos. Um e-book será editado em plataformas digitais com o resultado das peças criadas no workshop. Serão realizados também debates com equipe artística, após os espetáculos em que teremos presença de público de escolas e universidades.
Érika Barbin - Produtora e representante legal Ivan Feijó - Diretor e responsável técnico Mirella Brandi - Designer de luz Muep Etmo - Compositor musical Júlia Abs - Coreógrafa Cláudia Bezerra - Figurinista Yasmin Barth - Atriz e produtora executiva Sabrina Orthmann - Assistente de produção
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.