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PRONAC 257472Projeto liberado para adequação à realidade de execução.Mecenato

Elza (Circulação 3)

SARAU AGENCIA DE CULTURA BRASILEIRA LTDA
Solicitado
R$ 2,74 mi
Aprovado
R$ 2,74 mi
Captado
R$ 300,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
46743943000105REDECARD SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A.1900-01-01R$ 200,0 mil
40430971000196ITAU UNIBANCO ASSET MANAGEMENT LTDA1900-01-01R$ 100,0 mil

Eficiência de captação

10.9%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical (c/ dramaturgia, danças e canções)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Teatro musical
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2028-08-01
Término

Resumo

O projeto propõe ensaios e novas apresentações do musical Elza, espetáculo que homenageia a trajetória artística e de vida de Elza Soares, ícone da música brasileira.

Sinopse

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro. Em cena, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento. Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia. Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria. “A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontrava no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.Classificação indicativa etária: 14 anos

Objetivos

Objetivo Geral Homenagear e difundir o legado artístico e a trajetória de Elza Soares por meio da realização de ensaios e apresentações do espetáculo musical Elza, promovendo o reconhecimento de sua importância para a música brasileira, para a luta das mulheres negras e para a valorização da diversidade cultural no país, contribuindo para a preservação da memória e a formação de público para as artes cênicas.Objetivos específicos- Realizar ensaios do espetáculo musical Elza; - Realizar temporada do espetáculo no Rio de Janeiro/RJ, com 8 apresentações; - Realizar 02 apresentações em Belo Horizonte/MG

Justificativa

Elza Soares é um ícone da música brasileira, nascida no Rio de Janeiro, em 23 de junho de 1937. A grande Diva da MPB, nascida e criada em uma favela, filha de lavadeira, casou-se aos 12 anos e aos 13 já era mãe. Por essa época participou do programa do Ary Barroso e ganhou a nota máxima. No final da década de 50 foi em turnê com Mercedes Batista para Argentina, onde passou um ano.Seu primeiro sucesso veio com o compacto "Se Acaso Você Chegasse" (Lupicínio Rodrigues), onde introduziram um scat a lá Louis Armstrong, injetando uma jazzficação no samba divergente da bossa nova. Em seguida mudou-se para São Paulo, onde passou a se apresentar em diversas casas de espetáculos, fazendo sucesso com sua voz rouca e marcante. Depois de gravar seu segundo disco, "Bossa Negra", viajou para o Chile em 1962 como representante do Brasil na copa do mundo. Foi então que conheceu o jogador Mané garrincha, seu segundo marido.Admirada por grandes artistas Elza é gigante! Faleceu em 2022, mas antes disso ainda gravou "A Mulher do Fim do Mundo", sob produção musical de Guilherme Kastrup, que uniu a cena musical da vanguarda paulista à voz da cantora. Elza Soares continuava com agenda cheia, e com uma vitalidade sobrenatural para seguir com sua respeitada carreira, mesmo após tantos anos de estrada.O projeto é uma homenagem do teatro à grande diva negra da MPB, Elza Soares. A partir do Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos: III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; A partir do Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem como objetivos: II _ fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.

Estratégia de execução

Não se aplica.

Especificação técnica

PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Temporada na cidade do Rio de Janeiro / RJ (8 apresentações) 02 apresentações em Belo Horizonte / MGTotal: 10 apresentaçõesAMPLIAÇÃO DO ACESSO: Palestra sobre o processo de criação do espetáculo após uma das sessões CONTRAPARTIDA SOCIAL:Oficina online sobre gestão de projetos culturais

Acessibilidade

PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS No aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se disponibilizará por facilitar o acesso a pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção. No aspecto comunicacional e de conteúdo: - Tateamento da cenografia e figurinos, mediante agendamento prévio, para proporcionar uma experiência tátil e sensorial. Este agendamento será disponibilizado em todas as sessões. - Intérprete de libras em todas as sessões; - Para garantir uma experiência confortável e inclusiva, disponibilizaremos abafadores de ruído para pessoas com deficiências intelectuais sensíveis a sons altos em todas as sessões.No aspecto de comunicação e divulgação acessíveis:- Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer; PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL No aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção.No aspecto comunicacional e de conteúdo:- Intérprete de libras na palestra No aspecto de comunicação e divulgação acessíveis:- Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais;

Democratização do acesso

Orientado pelo art. 41 da IN 29/2026 plano de distribuição da proposta prevê medidas de democratização do acesso aos produtos do projeto, observando os seguintes limites:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).Em complemento, orientado pelo art. 42 da IN 29/2026, prevemos a adoção de da seguinte medida de ampliação do acesso:V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;Realizaremos um palestra sobre o processo de criação do espetáculo após uma das sessões

Ficha técnica

TEXTO - VINICIUS CALDERONIDIREÇÃO - DUDA MAIADIREÇÃO MUSICAL - LARISSA LUZDIREÇÃO DE CRIAÇÃO - ANDRÉA ALVESDIREÇÃO DE PROJETOS – LEILA MORENOVinicius Calderoni – TEXTOVinicius Calderoni nasceu em 1985, em São Paulo, e tem desenvolvido sua carreira entre o teatro, a música e o audiovisual. Em 2010, fundou, junto com Rafael Gomes, a companhia Empório de Teatro Sortido. Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor autor, e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Calderoni integra o coletivo 5 a Seco, que lançou os álbuns Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012) (indicado ao Prêmio da Música Brasileira na Categoria Melhor Grupo de MPB) e Policromo (2014). Também lançou dois álbuns solo, Tranchã (2007) e Para abrir os paladares (2013), e é parceiro de importantes compositores como Lenine, Tó Brandileone e Celso Viáfora. Formado em Cinema pela FAAP, foi montador de Os sapatos de Aristeu (2008), de Luiz René Guerra, filme vencedor de mais de 50 prêmios no Brasil e no exterior. Também foi roteirista e redator final da série De perto ninguém é normal (GNT) e do quadro “Massaroca”, exibido dentro do programa Metrópolis (TV Cultura). Como ator, esteve nos filmes Mãe só há uma (2016), de Anna Muylaert, Um namorado para minha mulher (2016), de Júlia Rezende, e na série Louco por elas (TV GLOBO), com direção-geral de João Falcão.Duda Maia – DIREÇÃOFormada pela Escola de dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea durante 13 anos. Foi professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL – Casa das Artes de Laranjeiras de 1998 até 2008. De 1996 até 2006 foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo, Cia. De Dança contemporânea que tinha sua pesquisa baseada na cultura popular do NE. Este grupo foi subsidiado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e criou diversas parcerias com grupos de dança popular e brincantes de Pernambuco. Trabalhou como diretora de movimento com os diretores: André Paes Leme, João Falcão, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes ( nos filmes, Lisbela e o Prisioneiro e Romance ), Marcelo Morato (Contos e Cantigas Populares - onde ganhou o Mambembe de melhor espetáculo juntamente com Marcelo Morato e Agnes Moço), João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara. Em 2012 assinou a direção do espetáculo infantil Uma Peça Como Eu Gosto, da Cia. Histórias Pra Boi Dormir juntamente com Lucio Mauro Filho, com este espetáculo ganhou o prêmio de melhor direção – Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil 2012. Dirigiu o espetáculo “Clementina, Cadê Você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus, que estreou em outubro de 2013. A estreia deste trabalho foi em março de 2014. Trabalhou como Diretora Cênica do show Elizethíssima, projeto que teve idealização de Herminio Bello de Carvalho, com as cantoras Alaíde Costa e Aurea Martins, prestando uma homenagem a Elizeth Cardoso. É diretora do show “Farra dos Brinquedos” uma banda que trabalha com músicas originais e ritmos brasileiros, destinada ao público infantil. Fez a direção de movimento dos próximos trabalhos da Cia. Atores de Laura “A Pena Carioca”. Em 2015, trabalhou com a Cia PeQuod, assinando a direção de movimento de “A feira de Maravilhas do Fantástico Barão Munchausen”. Diretora premiada por “Uma Peça Como Eu Gosto”, “A Gaiola” e ‘Auê’ (2016), estrelado pela Cia.Barca dos Corações Partidos, Duda Maia trouxe todo o seu reconhecido trabalho corporal para o desenvolvimento da linguagem da encenação do musical. Com ”ELZA” já ganhou 4 prêmios de Melhor Direção.Larissa Luz - DIREÇÃO MUSICAL E ARRANJOS VOCAISAtriz, cantora e compositora brasileira. A cantora é filha da professora de português Regina Luz, Larissa Luz cursou canto e teclado no Tom Musical e estudou violão e teatro na UFBA. Lançou o seu primeiro álbum de estúdio em 2012, Mundança tem 9 faixas. Em 2016, a cantora lançou o seu segundo álbum de estúdio, Território Conquistado foi indicado ao Grammy Latino 2016 na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. A cantora interpretou Elza Soares no musical Elza em 2018 e, no ano seguinte, Larissa Luz foi a intérprete oficial da São Clemente com Bruno Ribas e Leozinho Nunes, o trio interpretou a nova versão do samba enredo E o Samba Sambou. Em 2019, foi a intérprete oficial da São Clemente, onde formou trio com Bruno Ribas e Leozinho Nunes. Seu disco Trovão foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.Andrea Alves – DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E IDEALIZAÇÃOCarioca, estudou jornalismo nas Faculdades Integradas Hélio Alonso e produção cultural na faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. É CEO da produtora Sarau Cultura Brasileira, que fundou em 1992. Produziu cerca de 160 trabalhos, como os espetáculos musicais ‘Gonzagão - A Lenda’, ‘Suassuna - O Auto do Reino do Sol’, ‘Gota d’Água [A Seco]’, ‘Elza’, 'A Hora da Estrela' e o solo de Zahy Tentehar, Azira'í, que lhe rendeu o primeiro prêmio Shell de teatro da história a uma atriz indígena. É curadora e diretora do "Festival Toca", de música brasileira. Acumula mais de 100 premiações pela excelência de seu trabalho, dedicando foco às histórias brasileiras e de seus personagens.Leila Maria Moreno – DIREÇÃO DE PROJETOSProdutora há 30 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Responsável por planejar e executar projetos artísticos e culturais de grande porte, como festivais, shows, espetáculos teatrais e eventos. Atua como ponte entre artistas, patrocinadores, instituições públicas ou privadas e o público. Tem um papel estratégico também na circulação nacional e internacional de espetáculos, atuando como articuladora de redes, conectando e difundindo projetos brasileiros em nosso território e fora dele, sendo agente de mobilidade, promoção e intercâmbio da cultura brasileira. Trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias de teatro. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Foi parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes atua como analista de projetos em editais. Integra o corpo docente do MBA em Gestão e Produção Cultural da UniCarioca e é diretora de projetos da Sarau Cultura Brasileira.

Providência

Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.

2028-12-31
Locais de realização (2)
Belo Horizonte Minas GeraisRio de Janeiro Rio de Janeiro