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PRONAC 257494Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Yayá Muxima Bloco Afro Carnaval 2026

INSTITUTO PROFESSORA HAMILTA DE EDUCACAO E CULTURA
Solicitado
R$ 1,20 mi
Aprovado
R$ 1,20 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Desfiles festivos de caráter musical e cênico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Desfiles festivos
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-10-10
Término
2026-06-30
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

Desenvolver a produção e realização do fesfile do Bloco Afro Yayá Muxima durante o carnaval de 2026 utilizando a metodologia de oficinas produtivas nas áreas de percussão, sopro, dança, teatro, figurino-adereços e alegorias, maquiagem,sabores e aromas, que realizará o preparo técnico de 200 mulheres que poderão compor parte da equipe produtiva e artistica do bloco. As mulheres beneficiadas atenderão o seguinte perfil: mulheres negras e pardas (90%) noventa por cento, membros da comunidade LGBTQIAPN+ setenta por cento (30%), vinte por cento (20%) pertencentes a povos e comunidades tradicionais, dez por cento (10%) para mulheres com mais de sessenta anos. As oficinas produtivas terão a duração de quatro meses, culminando justamente no período que antecede o carnaval, quando desfila o Bloco Afro Yayá Muxima.

Sinopse

SINOPSEEste projeto apresenta um núcleo principal que é o desfile do Bloco Afro Yayá Muxima no carnaval de 2026, sob o tema Oxum tece fios dourados de cura e esperança. Porém, para o núcleo principal aconteça se faz necessário um período preparatório de elabora e cnstrução coletiva dos patrimônios artisticos e culturais que serão apresentados, por isso a necessidade das oficinas produtivas.O Desfile do Bloco acontece como uma grande ópera a céu aberto. Ao todo serão 3 alas de dança, 2 alas de teatro, 1 ala de spro e 1 ala de percussão no solo, além da banda que desfila no trio elétrico.Todo o contexto cultural será desenvolvido a partir de pesquisa com equipe de consultoras a fim de criar movimentação estética de grande impacto. As referências temáticas poderão ser encontradas nas seguintes reflexões: Saberes ancestrais de mulheres negras e indígenas;Modos e práticas de cuidado para proteção e fortalecimento da presença feminina nos espaços de poder;Os ritmos e o movimento que conta histórias de resistência;A cultura e o saberes para descolonização do pensamento;Respeito à diversidade e enfrentamento a toda e qualquer forma de preconceito.Todo acesso será gratuito;A classificação para participação nas oficinas é a partir dos 16 anos e considerando seu aspecto inclusivo não existe uma limitação de idade máxima;

Objetivos

Adquirir apoio financeiro para realização do desfile do Bloco Afro Yayá Muxima no Carnaval de 2026 com toda estrutura técnica e artistica necessária e utilizando uma metodologia produtiva que vai permitir geração de renda e formação de 200 mulheres negras nas áreas de percussão (60), sopro(20) dança (60), teatro (30), figurino-adereços e alegorias (10), maquiagem (10),sabores e aromas (10). Este Programa terá a duração de quatro meses e será composto por sete oficinas de formação artística e técnica para duzentas mulheres envolvidas na produção, exibição e desfile do Bloco Afro Yayá Muxima no Carnaval de 2026.EspecíficosRealizar oficinas de formação nas áreas de percussão (60), sopro(20) dança (60), teatro (30), figurino-adereços e alegorias (10), maquiagem (10),sabores e aromas (10);Envolver e investir no aprimoramento artístico e técnico de duzentas mulheres negras;Promover impactos econômicos importante na vida das mulheres negras e de suas famílias;Realizar três ensaios do Bloco Afro Yayá Muxima com Feira de Empreendimentos liderados por mulheres;Fortalecer econômica e intelectualmente as mulheres beneficiadas pelo projeto;

Justificativa

Este projeto reúne aspectos fundadores relacionados ao incentivo à cultura. Trata-se de uma iniciativa protagonizada por mulheres negras que buscam aprimoramento artístico e técnico para aperfeiçoamento de um dos organismos culturais mais potentes da cultura baiana, o bloco afro carnavalesco. É importante atentar que um bloco afro, ou seja, essa organização de matriz africana, trata-se de uma manifestação cultural secular que envolve saberes e fazeres da população negra desde a criação dos grupos Pândegos Africanos e Embaixada Africana no século XIX. Esses grupos ocupavam as ruas durante o carnaval para transgredir a norma e afirmar a importância de sua cultura no contexto social e político da cidade. Já no século XX, o processo reconhecido como Reafricanização mais uma vez impulsiona o Bloco Afro como unidade geralmente vinculada a um Terreiro de Candomblé que a partir de uma elaboração comunitária e permanente prepara diferentes temáticas com performances que ocupam as ruas durante o carnaval. Este projeto reúne patrimônio imaterial uma vez que pretende a preservação da tradição da banda de samba reggae ocupando as ruas, tocando no chão. A Dança da diáspora que envolve dança com referência afro religiosa, o teatro; sendo estruturado a partir de uma leitura artística assemelhada a uma grande ópera a céu aberto, reunindo linguagem, expressões, cores, estéticas e corpos plenos de comunicação e afirmação.Enquanto se movimentam, esses corpos renascem fortalecidos, e é fundamental destacar que este projeto apresenta um Bloco Afro Carnavalesco totalmente composto por mulheres negras. Promover o protagonismo de mulheres negras é ação necessária para o processo reparatório que secularmente apagou a liderança de centenas de mulheres negras e indígenas na história do país.Dessa maneira, apoiar este projeto representa proteger e difundir a cultura, fortalecer a economia criativa, gerar renda e oportunidades para as mulheres negras, além de promover um espetáculo a céu aberto que vai emocionar, ensinar e impactar todo o público presente nas ruas bem como todas as pessoas conectadas ao carnaval de Salvador por meio da mídia oficial ou redes sociais.Destacamos o enquadramento no ART 1º da lei 8313/91 - incisos: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;Objetivos do Art. 3 , incisos : II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;

Especificação técnica

Quantidade de alunas as oficinas: 200Quantidade de pessoas no bloco: 3 mil

Acessibilidade

Contratação equipe de libras para interpretação do repertório para cada um dos ensaios e desfile de carnaval;Contratação de equipe técnica capacitada para suporte a pessoas com PCD;Inclusão de (10) dez PCD, mulheres negras nas alas que desfilam no Bloco Afro Yayá Muxima.

Democratização do acesso

Apresentamos as seguintes medidas de democratização do acesso:Não haverá qualquer cobrança de ingresso;As oficinas serão oferecidas gratuitamente;O projeto prevê uma bolsa auxílio para as beneciadas nas oficinas produtivas;As fantasias serão doadas gratuitamente;Realização de três ensaios abertos para o carnaval sem cobrança de ingresso;

Ficha técnica

Proponente: Instituto Professora Hamilta de Educação e CulturaInstituição com quase trinta anos de experiência no campo da cultura, arte e educação que no projeto a proponente fará toda gestão administrativa.Víviam Caroline - Direção Geral (mulher negra, bissexual)Mestra em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Mestra na percussão baiana sendo a principal regente da Banda de Mulheres Yayá Muxima. Foi uma das fundadoras da banda e projeto social Didá que liderou por 28 anos. Tem larga experiência no samba reggae e viaja pelo mundo levando a cultura deste ritmo. É ativista e defensora dos direitos das mulheres e crianças. Enquanto produtora destaca-se na criação do coletivo Águas de Sambas, na gestão do afro Didá, na gestão de projetos educativos realizados no interior da Bahia. Autora de projetos inovadores como a Rádio Web Didá, O cortejo afro junino, da exposição fotográfica Mulher, Arte e Memória. Roteirista, cantora e coreógrafa.Atuou como produtora executiva da Banda Didá nos discos A Mulher Gera o Mundo, a Luz de Tieta, Tropicalismo. Roteirizou o documentário Didá, Imagens e Sons da Memória.Mestra Nildes Sena - Coordenação do Bloco (mulher negra, lésbica, candomblecista)Mestra em Crítica Cultural pela UNEB onde desenvolveu a pesquisa no Ventre da Capoeira, marcas de gente, jeito de corpo: um estudo das relações de gênero na cosmovisão da capoeira angola. Especializada em Arteterapia Junguiana, graduada em Educação artística com habilitação em artes plásticas pela UCSAL. Sócio-educadora. Discípula do Mestre João Pequeno de Pastinha. Performer, artista visual, atriz e animadora. Pesquisadora em direitos humanos com recorte em cultura e mitologia cosmo-africana, iorubá, relações étnico raciais, gênero e sexualidades..Candyda Ifé - Coordenação Pedagógica (mulher negra, bissexual, candomblecista)Mestra em Serviço social, Mulher Negra, Educadora Antirracista, Mãe Neurodivergente, Pedagoga, Doula, Terapeuta TranspessoalEducadora Social em instituições de referência como Salvador Cidade Mãe, Projeto Axé, Fundac, Fundação Luís Eduardo Magalhães.Criadora e gestora do Projeto Humanizesse que atua em solidariedade a pessoa em situação de rua. Produtora no coletivo de Mulheres Negras Yayá MuximaImplantou o Programa Cuidar de quem cuida na Secretaria de Políticas para Mulheres do estado da Bahia. É membros dos seguintes Conselhos: Conselho estadual da Comunidade Negra e Conselho estadual de Direitos Humanos.Dra. Vanda Machado - Consultora (mulher negra, pesquisadora, Ilê Axé Opô Afonjá)Pesquisadora, possui doutorado e mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora colaboradora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Criou o Projeto Político Pedagógico Irê Ayó na Escola Eugenia Anna dos Santos no Ilê Axé Opô Afonjá, propiciando o reconhecimento da escola como Referência Nacional pelo Ministério da Educação (MEC). Tendo sua trajetória acadêmica dedicada a Educação Etnicoraciais, currículo e cultura, vem realizando consultorias, palestras, conferências e apresentando trabalhos em vários Estados no Brasil, também em Bruxelas, Nigéria, Cuba, Portugal e Buenos Aires. Membro da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO), participou como roteirista do documentário: O Cuidar nos Terreiros e Saúde.Coordenou o Projeto Irê Ayó em comunidades quilombolas na parceria SECULT/Fundação Palmares. Criou e coordenou o Projeto Capoeira Educação para a Paz – Formação para Capoeirista Educadores (Lei 10.639/03) no Forte de Santo Antônio Além do Carmo IPAC/SECULT. Tem livros, textos e artigos publicados em revistas especializadas.Consultora: Dra. Paula Melissa Alves (Mel Adún)Mel Adún é escritora, editora, tradutora e cofundadora da Editora Ogum’s Toques Negros; mestre em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutoranda em Literatura e Cultura pela Universidade de Nova York (NYU). Mel Adún é autora dos livros A Lua Cheia de Vento, Adumbi, Peixe fora da Baía, Quantas Tantas e Banzo e outras saudades. Seus escritos podem ser encontrados, em poesia e prosa, em diversas antologias dentro e fora do Brasil. Em seus escritos, vozes amefricanas-feministas podem ser ouvidas, sempre carregadas pela força dos ancestrais em seus textos. Mel Adún faz parte do Coletivo Literário e Artístico Ogum’s Toques Negros, do Coletivo abolicionista Corpos Indóceis e Mentes Livres e do Coletivo de Mulheres Negras Yayá Muxima.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.