| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33931478000194 | SALOBO METAIS S/A | 1900-01-01 | R$ 320,0 mil |
O projeto consiste na realização de residência artística em moda e ancestralidade, com atividades de pesquisa, experimentação e criação colaborativa, resultando na criação de coleção de moda, realização de exposição cultural de artes e desfile, produção de curta-metragem para registro do processo, publicação de catálogo em formato físico e digital e execução de ações formativas e contrapartidas sociais.
Resumo dos Produtos do Projeto 1. Exposição Imersiva “Corpo Encantado, Tecido Ancestral”Assunto: Exposição de artes visuais e moda que apresentará a coleção de roupas criada na residência artística. A montagem será em formato imersivo, com 5 núcleos sensoriais que combinarão instalações, vídeos, elementos vegetais e as próprias peças para transportar o visitante ao universo simbólico do Tambor de Mina, abordando temas como ancestralidade, espiritualidade e a importância das indumentárias sagradas.Classificação Indicativa: Livre. O conteúdo é de natureza artística, cultural e educativa, adequado para todos os públicos.2. Desfile-PerformáticoAssunto: Performance artística que une moda, dança e música para o lançamento da coleção. O evento não se limita a uma passarela tradicional, mas se configura como um "desfile-ritual" que ocupará os jardins do Museu Histórico, com modelos e performers apresentando as peças em uma encenação que celebra os saberes, os corpos e a espiritualidade da cultura afro-maranhense.Classificação Indicativa: Livre. Trata-se de uma manifestação cultural pública, festiva e sem conteúdo restritivo.3. Minidocumentário (Curta-metragem)Assunto: Obra audiovisual que fará um registro sensível do processo criativo do projeto. O filme documentará a imersão no Terreiro de Yemanjá, as rodas de escuta com as mestras bordadeiras, o desenvolvimento da coleção e a montagem da exposição, funcionando como uma peça de memória e difusão do patrimônio imaterial e dos saberes compartilhados.Classificação Indicativa: Livre. O filme terá caráter documental, histórico e educativo.4. Catálogo da Exposição (Versões Impressa e Digital)Assunto: Livro de arte que servirá como registro permanente e material de difusão do projeto. A publicação conterá ensaios fotográficos da coleção, textos curatoriais sobre o processo criativo e a pesquisa, além de depoimentos dos participantes. A versão digital será projetada com recursos de acessibilidade.Classificação Indicativa: Livre. Conteúdo informativo, artístico e acadêmico.5. Oficinas de Bordado Ritualístico e MemóriaAssunto: Ação de formação gratuita e aberta à comunidade, com foco na transmissão de saberes práticos e teóricos. As oficinas combinarão o ensino de técnicas de bordado tradicionais do Tambor de Mina (richelieu, aplicação, renda) com rodas de conversa sobre oralidade e memória ancestral, valorizando as mestras da comunidade como educadoras.Classificação Indicativa: Livre. Recomenda-se a participação de pessoas a partir de 16 anos para melhor aproveitamento das técnicas manuais.6. Rodas de Escuta com JovensAssunto: Ciclo de encontros formativos voltados para a juventude do território da Liberdade e Fé em Deus. As rodas de diálogo abordarão temas como identidade, espiritualidade, patrimônio cultural e cidadania, utilizando a experiência do projeto como ponto de partida para fortalecer o sentimento de pertencimento e o protagonismo juvenil.Classificação Indicativa: Livre. A atividade é direcionada ao público jovem (faixa etária sugerida: 15 a 24 anos), com conteúdo focado em formação cidadã.
OBJETIVO GERALValorizar e difundir a riqueza cultural e estética do Tambor de Mina, patrimônio imaterial afro-maranhense, por meio da criação colaborativa de uma coleção de moda e da realização de uma exposição imersiva e desfile-performático que celebram os saberes ancestrais de comunidades de terreiro.OBJETIVOS ESPECÍFICOS1. Realizar 1 residência artística de imersão no Terreiro de Yemanjá (São Luís/MA), com oficinas de bordado, rodas de escuta e experimentações estéticas, como processo de pesquisa e criação do projeto.2. Criar 1 coleção de moda colaborativa, composta por 15 a 20 peças autorais, a partir dos saberes e técnicas partilhados durante a residência artística sobre as indumentárias do Tambor de Mina.3. Produzir e montar 1 exposição artística imersiva no Museu Histórico e Artístico do Maranhão, estruturada em 5 núcleos sensoriais para apresentar a coleção e o universo simbólico do projeto.4. Realizar 1 desfile-performático no Museu Histórico e Artístico do Maranhão, como evento de lançamento da coleção e de abertura da exposição.5. Produzir 1 minidocumentário (curta-metragem) que registre o processo criativo, as memórias e os saberes compartilhados durante a residência, servindo como obra de difusão e memória do projeto.6. Publicar 1 catálogo impresso e digital acessível, contendo os registros fotográficos da coleção, textos curatoriais e a documentação do processo, para a difusão e o registro permanente do projeto.7. Promover 1 ciclo de ações de contrapartida social, incluindo 2 oficinas de bordado e memória, 4 rodas de escuta com jovens e mediações culturais gratuitas para escolas públicas durante o período da exposição, como forma de educação patrimonial e formação de público.
O projeto "Corpo Encantado, tecido ancestral" é uma iniciativa de natureza eminentemente cultural e de alto valor simbólico, cujo foco reside na salvaguarda e difusão de um patrimônio imaterial brasileiro. Por suas características — pesquisa em comunidade tradicional, criação artística colaborativa e caráter reparador — o projeto não possui finalidade primariamente comercial e dificilmente encontraria financiamento em modelos de mercado convencionais.O Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é, portanto, a ferramenta fundamental para viabilizar uma ação que visa combater o apagamento histórico e o racismo religioso, promovendo a valorização de saberes ancestrais e fortalecendo a economia criativa de base comunitária. Sem o apoio da Lei 8.313/91, seria inviável mobilizar os recursos necessários para a residência artística, a produção da coleção, a montagem da exposição e a realização de ações formativas gratuitas, privando a sociedade de um importante ato de registro, celebração e difusão da cultura afro-maranhense.Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91O projeto se alinha diretamente às finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º:II - proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial: O projeto tem como eixo central a pesquisa, o registro e a difusão dos saberes do Tambor de Mina, atuando diretamente na proteção e valorização de suas indumentárias sagradas e das técnicas das mestras bordadeiras, reconhecendo-os como patrimônio imaterial vivo.III - incentivar a formação artística e cultural, mediante a concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior: A residência artística funciona como um laboratório de formação e troca de saberes intergeracional. Além disso, o projeto prevê a realização de oficinas e rodas de diálogo, capacitando profissionais locais e formando novos públicos para a cultura de matriz africana.IV - fomentar a difusão da cultura brasileira e a diversidade das expressões regionais: A proposta dá visibilidade nacional a uma das mais ricas manifestações culturais e religiosas do Maranhão, o Tambor de Mina, fortalecendo a diversidade cultural do país ao colocar em evidência uma expressão artística e espiritual de um território negro específico (Quilombo da Liberdade, São Luís).Alcance dos Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91Ao ser realizado, o projeto contribuirá para o alcance de diversos objetivos fundamentais do Pronac, conforme o Art. 3º:II - a preservação dos bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro: A coleção de moda e a exposição imersiva atuam como ferramentas contemporâneas para preservar e documentar a estética e a simbologia das vestes rituais, garantindo a transmissão desses saberes.III - o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais: A exposição, o desfile-performático, o minidocumentário e o catálogo são produtos culturais que informarão e sensibilizarão o grande público sobre a riqueza e a importância do Tambor de Mina.V - o apoio à valorização das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras e das demais expressões culturais e étnicas que compõem a diversidade cultural brasileira: Este é o cerne do projeto, que nasce do compromisso com a valorização da espiritualidade, da estética e dos modos de vida da população negra maranhense, combatendo estigmas e promovendo o orgulho e o reconhecimento.VII - o estímulo à regionalização da produção cultural e artística brasileira: Toda a concepção, execução e equipe do projeto estão profundamente enraizadas na cena cultural de São Luís, Maranhão, impulsionando a produção local e a economia criativa do território.VIII - o livre acesso do público aos bens, produtos e serviços resultantes dos projetos: O projeto garante o acesso democrático por meio de uma exposição gratuita, desfile aberto, oficinas comunitárias e materiais digitais acessíveis, cumprindo sua função social e de formação de público.
O projeto se apoia em uma rede colaborativa estratégica composta por instituições e coletivos que atuam em diálogo com a cultura afro-brasileira e a preservação do patrimônio imaterial. O Terreiro de Yemanjá, localizado no Quilombo Urbano da Liberdade, é o núcleo principal de realização das atividades, garantindo a autenticidade e o enraizamento territorial da ação. A marca Moda do João, liderada pelo estilista afrocentrado João Belfort, participa como parceira criativa e curatorial, agregando o olhar contemporâneo e a expertise em moda autoral com referência na ancestralidade. O Museu Histórico e Artístico do Maranhão oferece o espaço expositivo e suporte técnico para a realização da mostra, enquanto a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) contribuem com apoio acadêmico, pesquisa e formação de público, já o SENAC, com seu braço de apoio a parte técnica com equipamentos de alta tecnologia na área de moda e costura. Coletivos culturais como a Casa do Tambor de Crioula, o Fórum Estadual de Cultura do Maranhão fortalecem o caráter comunitário, político e artístico do projeto. A Casa de Nhozinho, museu parceiro, é prevista para futuras ações educativas, ampliando o alcance e o impacto do projeto. Essa rede multidisciplinar assegura a integração entre tradição, arte, educação e comunidade, potencializando a sustentabilidade cultural e social da iniciativa.AÇÕES DE DIVULGAÇÃO1. Comunicação Digital • Criação de campanha com identidade visual exclusiva para o projeto (logo, cores, padrões gráficos). • Planejamento e cronograma de postagens nas redes sociais da Moda do João, do Terreiro de Yemanjá e parceiros estratégicos. • Conteúdos educativos e sensoriais: vídeos curtos com bastidores, reels com os processos criativos, depoimentos das bordadeiras, drops culturais sobre o Tambor de Mina. • Impulsionamento de publicações segmentadas para público-alvo (moda, cultura negra, universidades, redes de terreiro). 2. Assessoria de Imprensa • Envio de press release para veículos locais, regionais e nacionais. • Articulação com colunistas culturais, influenciadores e jornalistas independentes. • Entrevistas em rádios comunitárias, portais de cultura negra e canais de arte. 3. Parcerias Institucionais e Comunitárias • Mobilização de escolas públicas, universidades e coletivos para ações de mediação e visitas guiadas. • Apoio de instituições como a UEMA, UFMA, Museu Casa de Nhozinho, Casa do Tambor de Crioula e Fórum Estadual de Cultura. 4. Produtos Audiovisuais e Registro • Produção de minidocumentário sobre o processo (residência + coleção + exposição). • Série de vídeos curtos com audiodescrição e legendas, ampliando o alcance para público surdo e com deficiência visual. • Registro fotográfico para portfólio e futura circulação do projeto. 5. Produção de Material Impresso • Cartazes, postais e catálogo físico com imagens da coleção, textos curatoriais e falas dos participantes. • Publicação digital do catálogo em versão acessível (PDF com leitura facilitada).Ao longo dos 9 meses de execução, serão desenvolvidas ações contínuas e estratégicas de comunicação e divulgação, incluindo: - Comunicação Digital Criação de 1 identidade visual exclusiva para o projeto (logo, paleta de cores, padrões gráficos e templates de publicação); Elaboração de 1 cronograma completo de postagens para redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube), com linguagem acessível e abordagem sensorial; Publicação de aproximadamente 108 postagens em feed (média de 3 por semana), sendo: Assessoria de Imprensa Produção e envio de 1 press release institucional para veículos de imprensa locais, regionais e nacionais; 10 disparos segmentados para mailing de cultura negra, moda e arte contemporânea; Realização de pelo menos 10 entrevistas em rádios comunitárias, portais e canais especializados; Articulação com 3 influenciadores, colunistas e comunicadores negros do Maranhão e de outras regiões. -Parcerias Institucionais e Comunitárias Mobilização de escolas públicas, universidades e coletivos culturais para participação em atividades do projeto (visitas, mediações e rodas de conversa); Envolvimento de pelo menos 6 instituições parceiras: UEMA, UFMA, Museu Casa de Nhozinho, Casa do Tambor de Crioula, Fórum Estadual de Cultura e Terreiro de Yemanjá. -Produtos Audiovisuais e Registro Produção de 1 minidocumentário com cerca de 8 a 10 minutos de duração, com versão acessível (audiodescrição, Libras e legenda); -Produção de Materiais Gráficos Impressão de 500 cartazes A3 para distribuição em pontos culturais e comunitários; Produção de 1000 postais artísticos com estampas da coleção e mensagens simbólicas do projeto; Edição de 1 catálogo físico (500 exemplares) com textos curatoriais, imagens das peças e depoimentos; Publicação de 1 versão digital acessível do catálogo (PDF com recursos de leitura facilitada e contraste adequado).A divulgação do projeto Corpo Encantado, Tecido Ancestral – Indumentária, Ancestralidade e Criação no Tambor de Mina do Maranhão terá abrangência local, nacional e internacional, com estratégias direcionadas para diferentes públicos e territórios de interesse. No âmbito local, serão priorizados veículos de comunicação sediados em São Luís e com forte atuação nas comunidades do Centro Histórico e do bairro Fé em Deus, como Jornal Pequeno, O Imparcial, TV Mirante, Rádio Timbira e rádios comunitárias. Além disso, as redes sociais da marca Moda do João, do Terreiro de Yemanjá e dos coletivos parceiros (como Pretarau e Fórum Estadual de Cultura) garantirão visibilidade contínua no estado do Maranhão, promovendo o engajamento do público diretamente envolvido com o projeto. Em nível nacional, a proposta será divulgada em veículos e plataformas com reconhecida atuação na promoção da cultura negra, moda autoral, arte e espiritualidade, como Afro.TV, PretaHub, Geledés, Revista Afirmativa, Canal Cultura Preta, Trip/Tpm, Portal Lunetas, Hypeness e Nexo Jornal. Também haverá articulação com comunicadores, jornalistas e influenciadores negros com atuação em diferentes estados, fortalecendo o alcance em redes interseccionais de cultura e moda. Quanto à projeção internacional, ainda que em menor escala, o projeto contará com a publicação de materiais bilíngues (português/inglês) na versão digital do catálogo e do minidocumentário, visando circulação em redes de moda étnica e instituições voltadas para estudos decoloniais e afrodiaspóricos. Essa estratégia amplia a possibilidade de parcerias futuras e reconhecimento da força estética, espiritual e histórica do Tambor de Mina como patrimônio imaterial de valor global.
Detalhamento Técnico dos Produtos 1. Exposição Imersiva “Corpo Encantado, Tecido Ancestral”Duração: Período expositivo de 30 dias corridos, aberto à visitação pública.Material e Estrutura: A exposição será composta por 5 núcleos cenográficos construídos em estrutura de madeira e/ou metal leve. Utilizará manequins artísticos para suportar as 15 a 20 peças da coleção, instalações com tecidos suspensos (voal, algodão), elementos orgânicos (folhagens, sementes e elementos da flora local), e projeções de vídeo em loop (video mapping). A iluminação será cênica, com refletores de LED, e a sonorização ambiente reproduzirá uma trilha sonora original e depoimentos em áudio. A expografia incluirá painéis com texto curatorial e legendas em adesivo vinílico.Projeto Pedagógico: O projeto pedagógico se baseia na educação patrimonial e sensível. Serão oferecidas mediações culturais (visitas guiadas) para grupos agendados, com foco em escolas públicas. Será produzido um material de apoio para educadores (em formato digital) com sugestões de atividades e reflexões pré e pós-visita, conectando os temas da exposição (identidade, ancestralidade, cultura afro-brasileira) ao currículo escolar.2. Desfile-PerformáticoDuração: Aproximadamente 40 minutos.Material e Estrutura: O evento utilizará uma passarela de madeira (praticável) com cerca de 15 metros de comprimento, montada nos jardins do museu. A estrutura contará com sistema de som (PA) para a execução da trilha sonora ao vivo e/ou mecânica, e iluminação cênica projetada para valorizar a passarela e os performers. Envolverá um elenco de 15 a 20 modelos/performers e uma estrutura de backstage com araras, espelhos e equipe de produção (camarim, cabelo e maquiagem).3. Minidocumentário (Curta-metragem)Duração: Entre 15 e 20 minutos.Material e Formato Técnico: O documentário será captado em formato digital de alta definição (4K) para garantir qualidade de imagem e longevidade do material. A finalização e entrega serão em arquivo digital (.MP4, codec H.264, Full HD), padrão para exibição em plataformas de streaming, festivais e projeções. O produto final incluirá recursos de acessibilidade: Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE), janela de Intérprete de Libras e Audiodescrição.4. Catálogo da Exposição (Impresso e Digital)Paginação: Aproximadamente 80 páginas.Material e Formato Técnico (Impresso):Tiragem: 500 exemplares.Formato: 20 cm x 25 cm (fechado).Papel: Miolo em papel Couché fosco 150g/m² e capa em Couché fosco 300g/m².Impressão: Colorida (4x4 cores).Acabamento: Lombada quadrada, com laminação fosca na capa.Formato Técnico (Digital): O catálogo será distribuído em formato PDF interativo e acessível, com texto pesquisável e tags de acessibilidade para leitores de tela, garantindo a fruição por pessoas com deficiência visual.5. Oficinas de Bordado Ritualístico e MemóriaDuração: Cada uma das 2 oficinas terá carga horária de 8 horas, divididas em 2 encontros de 4 horas cada.Material: Serão fornecidos kits individuais aos participantes contendo: 1 bastidor de madeira, agulhas de bordado, tesoura, tecidos (algodão cru ou linho) e linhas coloridas. A sala contará com material de apoio visual e uma apostila impressa simples com o resumo dos pontos e da história abordada.Projeto Pedagógico: A metodologia será teórico-prática ("aprender-fazendo"). O primeiro encontro focará na apresentação da simbologia das vestes e no ensino dos pontos básicos. O segundo encontro será dedicado ao desenvolvimento de uma peça individual e a uma roda de conversa sobre memória e oralidade, conduzida pelas mestras do terreiro. A oficina visa a transmissão de um saber-fazer ancestral e a valorização das guardiãs da memória. Vagas: 20 por oficina.6. Rodas de Escuta com JovensDuração: Cada uma das 4 rodas de escuta terá duração de 2 horas.Material: O espaço será organizado de forma circular para estimular o diálogo horizontal. Serão utilizados materiais de facilitação, como papéis, canetas coloridas e, eventualmente, um projetor para exibição de imagens ou vídeos curtos como disparadores da conversa.Projeto Pedagógico: A metodologia será baseada na educação popular e na mediação cultural, partindo das vivências dos próprios jovens. Os eixos temáticos (identidade, espiritualidade, patrimônio, cidadania) serão abordados de forma dialógica, buscando criar um espaço seguro para a expressão e a reflexão crítica, com o objetivo de fortalecer o pertencimento comunitário e a formação cidadã. Vagas: 25 por encontro.
O projeto prevê medidas de acessibilidade para todos os produtos culturais, assegurando a fruição por pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, conforme a legislação vigente.1. Exposição Cultural / de ArtesFísica: espaço acessível com rampas, circulação adequada e ausência de barreiras arquitetônicas;Visual: audiodescrição das obras e conteúdos expositivos; materiais táteis (réplicas, texturas e tecidos);Auditiva: presença de intérprete de Libras nas mediações e visitas guiadas;Intelectual: textos em linguagem simples, mediação acessível e sinalização clara;Outros: equipe de mediadores capacitados para atendimento inclusivo durante todo o período de visitação. 2. Intercâmbio / Residência ArtísticaFísica: realização em espaço acessível ou com adaptações necessárias para participação de pessoas com mobilidade reduzida;Visual: descrição oral das atividades e materiais utilizados durante oficinas;Auditiva: intérprete de Libras nas atividades abertas ao público;Intelectual: metodologia pedagógica acessível, com linguagem simples e acompanhamento individual quando necessário. 3. Curta-metragem (minidocumentário) – AudiovisualVisual: audiodescrição completa do conteúdo;Auditiva: legendas descritivas (LSE) e janela de Libras;Intelectual: edição com narrativa acessível e compreensão facilitada;Outros: disponibilização em plataformas digitais gratuitas, ampliando o acesso. 4. Catálogo (produto vinculado à exposição)Visual: versão digital acessível compatível com leitores de tela;Auditiva: não se aplica (produto textual), garantindo acessibilidade por meio de recursos digitais;Intelectual: uso de linguagem simples e organização visual facilitada;Outros: disponibilização gratuita online. 5. Contrapartidas Sociais (oficinas, rodas de escuta e mediações culturais)Física: realização em espaços acessíveis;Visual: descrição oral das atividades e materiais;Auditiva: intérprete de Libras em 100% das ações abertas;Intelectual: condução em linguagem simples e metodologias participativas;Outros: acolhimento individualizado conforme necessidades específicas dos participantes. Observações geraisTodas as medidas de acessibilidade serão garantidas em 100% das atividades abertas ao público. Os custos correspondentes estão previstos no orçamento do projeto. Quando incorporadas à atuação de profissionais da equipe, será assegurada a devida qualificação técnica para execução dos serviços.
Distribuição gratuita do catálogo físico e digital, enviado a bibliotecas públicas, escolas técnicas, universidades e instituições culturais do Maranhão e de outros estados, fomentando o acesso ao conhecimento e à memória cultural. Doação simbólica de peças da coleção ao Terreiro de Yemanjá, fortalecendo a salvaguarda de acervos imateriais e promovendo retribuição concreta à comunidade de origem. Disponibilização gratuita do minidocumentário, com linguagem acessível e distribuição em redes sociais e plataformas abertas, garantindo visibilidade e democratização do conteúdo
Pretah Consultoria e Projetos, por Fernanda Monteiro Oliveira – Coordenação Geral. Nanda Pretah (Fernanda Monteiro) é gestora de projetos culturais, produtora executiva, planejadora e captadora de recursos, com atuação consolidada no desenvolvimento, coordenação e viabilização de projetos culturais, socioambientais e de economia criativa no Maranhão. Com experiência na estruturação de propostas para leis de incentivo, editais públicos e investimentos privados, possui domínio técnico em planejamento estratégico, elaboração de projetos, gestão de equipes multidisciplinares e articulação institucional.Ao longo de sua trajetória, atuou como coordenadora geral, produtora executiva e consultora em projetos de diferentes linguagens artísticas, incluindo música, artes visuais, formação cultural e cultura popular, com foco na valorização das culturas afrodiaspóricas e tradicionais. Destaca-se na condução de projetos de médio e grande porte, envolvendo planejamento, execução, monitoramento e prestação de contas, com atenção à eficiência operacional e ao cumprimento de metas e indicadores.Na gestão pública, exerceu funções voltadas ao planejamento e à captação de recursos para programas estruturantes nas áreas de desenvolvimento territorial, sustentabilidade, patrimônio cultural e economia criativa, contribuindo para a viabilização de iniciativas de impacto social e urbano. Sua atuação resultou na mobilização de recursos significativos para projetos públicos, fortalecendo políticas culturais e ampliando o acesso a investimentos no setor.No campo artístico, é cantora, percussionista e produtora do Grupo Afrôs, além de atuar na produção de artistas e iniciativas da cena cultural maranhense, como Paulão, Klícia, Hugo Gugs e o Bloco Só Safados. Coordena a gestão e produção do projeto Amo Poeta e Cantador, idealizado pelo artista visual Gil Leros, que articula arte urbana e cultura popular em homenagem ao bumba-meu-boi no Maranhão, promovendo ações de formação, difusão e valorização do patrimônio imaterial.À frente da Pretah Consultoria e Projetos, desenvolve e coordena iniciativas que integram cultura, território e desenvolvimento sustentável, atuando na elaboração, gestão e captação de recursos para projetos culturais e socioambientais, com foco na autonomia de artistas, coletivos e organizações culturais. Sua trajetória reúne experiência técnica, sensibilidade artística e capacidade de articulação, consolidando-se como uma profissional estratégica na coordenação geral de projetos culturais. João Belfort – Direção Artística, Curadoria e Estilista. Criador da marca afrocentrada Moda do João, atua com moda autoral inspirada nas religiosidades afro-maranhenses, cultura popular e territórios negros. Desenvolve coleções em diálogo com espiritualidade, bordado tradicional e oralidade.Preto Ofé (Luanderson Costa) – Coordenação de Residência. Agente cultural, produtor e artista visual do Quilombo Liberdade. Atua com audiovisual, religiosidade afro-brasileira e juventudes periféricas, integrando a Bicho d’Água Filmes. Marcos Ferreira – Direção artística da exposição. Artista visual, cenógrafo e stylist, criador da marca Desalinho. Atua nas artes desde 2004, com exposições premiadas e projetos com Sesc, CCVM e C&A. Sua obra conecta ancestralidade, território e arte contemporânea. Pablo Monteiro – Coordenação de Audiovisual. Historiador, documentarista e cofundador da Bicho d’Água Filmes. Realiza registros sobre religiosidade e cultura afro-brasileira, dirigindo filmes como João de Una tem um Boi (2024). Jana Vênus – Assistente de Criação. Stylist e empreendedora criativa da Brisarte, atua em produção de moda autoral, com experiências em campanhas e styling para marcas como Redley, Desalinho e Arezzo São Luís. Jasmine Giovanini – Coordenação de Comunicação. Produtora e roteirista em formação, atua com curadoria e redação para cinema e música. Jurada no V Rota Festival de Roteiro do RJ. Andressa Cabral – Coordenação de Acessibilidade. Especialista em acessibilidade cultural, produtora e pesquisadora em artes cênicas e circo, com atuação nacional na promoção do acesso à cultura.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$320.000,00 em 24/04/2026.