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"Zé Vitor" é um documentário de 15 minutos, finalizado em formato digital 2K, que conta a história de um vaqueiro cultuado pela população dos Olhos d’Água — comunidade do interior de Tucano, no sertão da Bahia — por pequenos milagres. Além de buscar por registros sobre a figura histórica, faz também um retrato sobre a situação atual desse tipo de crenças sincréticas, aliadas a festejos de massa que as descaracterizam e ameaçadas pelo avanço das igrejas neopentecostais. É dirigido por Marcelo Filho, cineasta tucanense formado pela Universidad del Cine (Buenos Aires) e integrante da Rede de Talentos Paradiso, com pesquisa e roteiro de Astério Moreira, escritor ganhador do I Prêmio Alta Literatura em 2024. É produzido pela Lunário Filmes, produtora independente da cidade de Tucano, em parceria com a Candeeiro Filmes (Feira de Santana) e com consultoria da Muiraquitã Filmes (São Paulo e Lisboa).
Zé Vitor é um documentário poético que resgata a memória e a mística de José Vitor de Jesus, vaqueiro do povoado de Olhos d’Água, em Tucano (BA), transformado em entidade espiritual após sua trágica morte. Cultuado por sua suposta capacidade de encontrar pessoas, objetos e animais perdidos, Zé Vitor tornou-se símbolo de devoção popular e identidade sertaneja. O filme percorre a história do homem e da lenda, guiado pelo depoimento de sua filha, devotos e moradores da comunidade, ao mesmo tempo em que lança um olhar sensível sobre a figura do vaqueiro no sertão contemporâneo. Entre fé, tradição oral e cultura do gado, a obra mergulha na religiosidade não oficial e nos rituais de resistência de um modo de vida que persiste no tempo e no imaginário coletivo.Classificação indicativa: Livre
GERAL:- Realizar a produção do curta-metragem documental "Zé Vitor", com duração de 15 minutos, a fim de contar a história de um personagem particular do interior do município de Tucano e refletir sobre a situação atual do sincretismo religioso em nossos sertões.ESPECÍFICOS:01. Produzir 1 (um) curta-metragem com 15 minutos de duração e iniciar sua difusão com inscrição em 4 (quatro) festivais de cinema internacionais.02. Realizar 1 (uma) exibição pública e gratuita da obra na sede do município de Tucano.
Primeiramente, ressaltamos que presente proposta está em conformidade com os princípios do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), especialmente no que se refere aos incisos II, III, VI, VII e VIII do Art. 1º da Lei nº 7.505/1986, que orientam o fomento à regionalização da produção cultural brasileira, à valorização dos conteúdos e criadores locais, à preservação do patrimônio histórico e imaterial, e ao estímulo à produção e difusão de bens culturais formadores de conhecimento e memória. Também se enquadra no Art. 3º, inciso II, alínea "a", ao promover a produção de obra audiovisual documental de curta-metragem.José Vitor de Jesus, vulgo Zé Vitor, é uma entidade espiritual invocada por uma localidade rural do interior do estado da Bahia, o povoado de Olhos d’Água, Município de Tucano. Conhecido pelos seus prodígios de santo popular que encontra pessoas, animais e objetos perdidos, Zé Vitor é cultuado de forma doméstica desde sua trágica morte, um assassinato de razões passionais. Em vida, era um conhecido vaqueiro, natural da mencionada comunidade, que era muito afamado pela mística que possuía em seu ofício de cuidar do gado e pela bondade e caridade que praticava.O curta-metragem "Zé Vitor", tem como principal razão fazer memória a um personagem popular dentro de seu aspecto histórico e místico, explorando inevitavelmente a riqueza da religiosidade não oficial que é permeada pelo catolicismo sertanejo e pela influência das expressões africanas e indígenas de culto aos antepassados — e a situação atual destes cultos. Busca ainda fazer registro dos aspectos que envolvem a atividade do vaqueiro na atual conjuntura social, abordando uma atividade sertaneja secular a partir de um personagem folclórico local, mas contrastada com a vivência desta mesma profissão na atualidade com todas as suas novas formatações e mecanismos.O projeto foi idealizado por Heloiza Santana, líder comunitária e membro da Associação dos Moradores e Agricultores de Olhos d’Água, e conta com um investimento inicial de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) oriundo da Lei Paulo Gustavo Municipal de Tucano. Este aporte inicial permitiu uma primeira etapa de produção, mas a análise do material aponta para a necessidade de explorar um pouco mais a vida dos vaqueiros atuais, filmando seu dia-a-dia e acompanhando seus eventos esportivos — algo essencial para dar corpo a um personagem do qual não temos imagens. Além disso, buscamos neste complemento orçamentário a possibilidade de custear uma etapa de pós-produção profissional, garantindo um resultado de qualidade técnica e artística que a história merece e que permita sua circulação por festivais e mostras qualificadas.O curta será dirigido por Marcelo Filho, cineasta tucanense formado pela Universidad del Cine de Buenos Aires e integrante da Rede de Talentos Paradiso. O roteiro e a pesquisa são de Astério Moreira, também de Tucano, escritor ganhador do Prêmio Alta Literatura 2024. Juntos, eles fundaram a Lunário Filmes, produtora sertaneja voltada à difusão do cinema independente baiano, que aqui atua em parceria técnica com a Candeeiro Filmes (Feira de Santana) e com consultoria de produção da Muiraquitã Filmes (São Paulo e Lisboa).Apoiar "Zé Vitor" é investir na preservação de um patrimônio imaterial que combina religiosidade popular, oralidade e tradições ligadas ao ofício do vaqueiro, fortalecendo a identidade sertaneja em um momento em que essas práticas estão ameaçadas pela modernização. É também garantir que o filme alcance o nível técnico e artístico necessário para dialogar com mostras e festivais, ampliando a visibilidade da produção audiovisual do interior baiano e afirmando o sertão como lugar de criação, reflexão e invenção de narrativas próprias.
Curtas-metragem documentário, colorido, com duração de 15 minutos, filmado e finalizado em 2K Digital, com sonorização Stereo.
O curta-metragem finalizado será acompanhado de pacotes de acessibilidade completa, consistindo de audiodescrição, legendagem descritiva / legenda para surdos e ensurdecidos (LSE), e janela de interpretação de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Para além disto, observaremos atentamente a escolha do lugar para a realização da exibição pública proposta no item a seguir no sentido de possibilitar a maior acessibilidade espacial possível e contrataremos um intérprete de Libras para realizar a tradução simultânea de todo o debate.
O acesso ao projeto é inteiramente gratuito, não estando prevista a realização de sessões próprias com cobrança de ingressos.Ainda assim, como forma de democratizar ainda mais o acesso, realizaremos uma sessão pública com o curta-metragem na cidade de Tucano, seguida por debate com os membros da equipe técnica e artística. A previsão é atingir um público de 500 (quinhentas) pessoas com a sessão.Nossa principal meta de distribuição é o circuito internacional de festivais de cinema, apostando inicialmente em eventos com grande expressividade, como IDFA, Dok Leipzig e É Tudo Verdade. A presença em qualquer um destes eventos poderia catapultar o curta-metragem para outros festivais, garantindo um público expressivo que estimamos em 5.000 (cinco mil) espectadores.Como forma de ampliação de acesso, ressaltamos ainda o caráter formativo deste projeto de produção de curta-metragem, em consonância com o Inciso V, Art. 47, da IN MINC nº 23/2025. Tendo em vista ser realizado numa cidade sem qualquer histórico de produção cinematográfica profissional, prevemos a contratação de 2 (dois) estagiários locais para acompanhar o novo período de filmagens.
MARCELO FILHO | PRODUTOR, DIRETOR, MONTADOR | 057.721.835-24Marcelo Filho é tucanense, bacharel em direção cinematográfica pela Fundación Universidad del Cine de Buenos Aires e produtor criativo da Lunário Produções Artísticas. Realizou diversos curtas como “Frente Fria” (2014), que participou da Short Film Corner do Festival de Cannes, e “Anos” (2016), selecionado pela FUC para distribuição internacional, além da websérie documental “Projeto Bora?” (2013 - 17), premiada pela SECULT BA em 2023 por Atuação do Audiovisual. Atualmente trabalha como assistente de produção da Muiraquitã Filmes, produtora de cinema com sede em São Paulo e Lisboa, enquanto desenvolve seu primeiro longa-metragem de ficção. “A Utilidade da Fórmula de Bhaskara” (previamente “El Niño”) conta com consultoria de roteiro de Jorge Furtado e foi selecionado para o Cine Qua Non Lab 2020, ocasião em que recebeu uma bolsa do Projeto Paradiso.ASTÉRIO MOREIRA | PRODUTOR, ROTEIRISTA, PESQUISADOR | 048.836.585-62Astério Moreira é escritor, produtor cultural, advogado e produtor criativo da Lunário Produções Artísticas. Nascido em Tucano, tem formação como Bacharel em Direito pela Universidade do Estado da Bahia - Campus VIII, onde se envolveu em diversas ações culturais, especialmente ligadas à área do cinema. Em sua cidade natal, possui uma longa experiência com a produção de projetos e eventos culturais. Foi um dos idealizadores do “Projeto BORA” (2013 - 2017) e produtor do Carnaval da Melhor Idade (2018 - 2020). Entre 2015 e 2019 foi também membro organizador dos projetos “Sarau na Rua” e “Por do Cine” de autoria do Coletivo Ação Juvenil (COAJ), “Cinema na Rua”, ao qual se uniu o movimento Mobiliza Tucano e “Toca Pro Cine”, com membros das iniciativas anteriores. Possui um trabalho como colunista, tendo escrito para o extinto Portal Tucano e para A Voz do Campo, e publicou seu primeiro romance, “Desgosto”, pela Editora Mondrongo em 2022. Atualmente, dentre outros projetos, trabalha no lançamento de seu segundo romance, “A Morte da Finada” - vencedor do prêmio nacional Alta Literatura da editora Alta Books.MARIA HELOIZA DE JESUS ARAÚJO SANTANA | IDEALIZADORA E PRODUTORA | 001.859.775-02Heloíza é tucanense, natural do povoado de Olhos d’Água, onde trabalha como professora municipal e atua como mobilizadora comunitária na Associação dos Moradores e Agricultores de Olhos d’Água (AMAGO) e na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Formada em Pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) , leciona na Escola Municipal Benjamin Constant, unidade de ensino de seu povoado, onde também já foi diretora e vice-diretora. Além de ter sido Agente Comunitária de Saúde em Olhos d’Água, foi também vice-presidente da AMAGO entre os anos de 2020 e 2022. É uma das organizadoras da Cavalgada José Vitor, do novenário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Fogueira de São Pedro, da “Caretas” e dos desfiles de 07 de setembro na comunidade.DANILO VICTOR | DIRETOR DE FOTOGRAFIA | 066.407.195-33Publicitário, Cineasta e Diretor de Fotografia nascido em Araci, BA. Atualmente produtor de TV na Rede Bahia de Televisão e Diretor de Fotografia na Candeeiro Filmes. Sempre busca em suas produções fotográficas e audiovisuais a diversidade no regionalismo, sertão e cultura. Com sua produtora, sediada em Feira de Santana, tem realizado peças publicitárias diversas e clipes para bandas como Brandão e Mamba Suíte (Argentina), além de colaborações com a cantora Rachel Reis. Fotografou e dirigiu também diversos curtas-metragens selecionados e premiados em festivais nacionais e internacionais, dentre eles “Reisado” (2019) - Music Bed Challenge; prêmio da crítica no Festival de Cinema de Caruaru - “Noite de Elias” (2023) - Independent Film Festival Club Clavos; Festival de Cinema de Arapiraca - e “Tesouro em Carros de Barro” - Festival Lift-Off Network.BRENO TSOKAS | TÉCNICO DE SOM | 027.315.515-69Breno Tsokas nasceu em Tucano (BA) e graduou-se em Cinema e Audiovisual na Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB). Enfocou sua formação na área de som, tendo sido monitor da disciplina de Sonorização, para além de ter realizado os cursos “A Música Cinematográfica: Construindo Significados” com Rafael Radicetti em Olinda e Recife (2010) e “Técnico de Som” do Teatro Castro Alves, Salvador (2013). Foi ainda técnico de som de curtas premiados, como “A Eternidade” (2010) - Mostra de Cinema de Ouro Preto, Mostra Panorama Coisa de Cinema, entre outros - e “O Cadeado” (2011) - Mostra Tiradentes, Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, Bangkok International Student Film Festival, entre outros. Possui ainda experiência como músico e produtor audiovisual.LUCAS PAMPONET | COLORISTA | 050.742.865-06Lucas Pamponet de Almeida Cedraz Santana é videomaker e colorista, bacharel em Engenharia de Produção pela Pitágoras (2019). Atuando no mercado audiovisual desde 2019, tem se especializado em campanhas publicitárias e institucionais para empresas e profissionais dos setores de moda, gastronomia, cultura, arte e eventos. Desde 2023, se dedica à colorização, sendo certificado pelo Color Grading Lab. Entre suas experiências relevantes, destacam-se a direção de fotografia do documentário financiado pela Lei Aldir Blanc, Memória, Territorialidade e Gastronomia de Feira de Santana (2021), e a participação na minissérie Vozes do Passado (2023), como cinegrafista e diretor de fotografia. Também trabalhou como colorista em diversos projetos, incluindo os curta-metragens Até que São Pedro faça chover no meu sertão (2024), Patrícia (2024) e Caio (2024), além de clipes musicais como Alegria da Bahia (Brandão) e Nostalgia (Iorigun).NUNO PENNA | EDITOR E MIXADOR DE SOM | 801.794.795-04Nuno Penna é técnico de som desde 1998 onde ingressou no estúdio WR com assistente de estúdio, permanecendo até 2003, quando saiu já como técnico de som. Fez especialização em som e áudio digital em São Paulo, no Instituto de Áudio e Vídeo (IAV). Desde 2005 trabalha com mixagem e finalização de som para cinema, tv e produtos audiovisuais. Em 2014 fundou a 2N audiovisual e além de montar uma sala de finalização de som e imagem pra cinema 5.1. Coproduziu uma web-série de Xangai, e produziu e dirigiu o documentário de longa metragem WR Discos.MUIRAQUITÃ FILMES | CONSULTORIA DE PRODUÇÃO | 04.728.553/0001-16A Muiraquitã Filmes é uma produtora brasileira com um portfólio diverso de longas-metragens desenvolvidos em cooperação com parceiros criativos e inovadores de todo o mundo. A produtora ganhou destaque com documentários premiados, como “Cine Marrocos” de Ricardo Calil (Golden Dove na Next Masters Competition, Dok Leipzig 2018), “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil” de Carol Benjamin (Menção Especial na First Appearance Competition, IDFA 2019) e “Our Land, Our Freedom” (IDFA 2019). Entre as ficções que produziu, estão “Vermelho Russo” de Charlie Braun (melhor roteiro no Festival do Rio 2016), “Querência” de Helvécio Marins Jr. (Berlinale 2019) e “Retrato de um Certo Oriente” de Marcelo Gomes (Rotterdam 2024). Atualmente, entre outros projetos, trabalha na produção de “Sobre Memória e Esquecimento” de Ricardo Martensen (apoiado pelo IBF e pelo Sundance Institute) e na pós-produção de “Jardim dos Silêncios” de Henrique Dantas, uma coprodução com a Itália. Estreou recentemente “Pasárgada” de Dira Paes (melhor edição de som em Gramado 2024) e “Cyclone” de Flavia Castro (Shanghai e Munique 2025).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.