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PRONAC 257637Autorizada a captação total dos recursosMecenato

NOSTALGIA: Saudades da Terra

54.517.411 ANDRE MAGNAGO ALVES
Solicitado
R$ 507,3 mil
Aprovado
R$ 507,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
ES
Município
Vitória
Início
2026-04-01
Término
2026-12-01
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

A exposição "NOSTALGIA: Saudades da Terra", da artista Lia do Rio, é uma instalação imersiva pensada para ocupar duas ou mais salas, criando uma experiência sensorial única. Tal mostra de artes visuais conecta vídeos, obras da artista e fotos da NASA (autorizadas) e denuncia a desconexão do ser humano com a Natureza. O foco não está na natureza em si, mas na relação do ser humano com ela, abordando as consequências da negligência ambiental. A exposição propõe uma reflexão sobre o futuro que já se apresenta, muitas vezes ignorado ou negligenciado. Ao adentrar a segunda parte da instalação, o visitante é transportado para Marte, observando a Terra com nostalgia e melancolia, avistando o Observatório Alma no deserto do Atacama. A proposta foi inscrita no Edital de Patrocínio CCBB 2026_2027 e poderá ser desenvolvida também em espaços culturais de outras instituições ou empresas apoiadoras.

Sinopse

A exposição “Nostalgia: Saudades da Terra”, da artista Lia do Rio, é uma instalação imersiva que propõe uma experiência sensorial e reflexiva sobre a relação entre a humanidade e o meio ambiente. Composta por vídeos, fotografias tiradas pela NASA (fotos liberadas, acompanhadas de crédito), objetos naturais e obras da artista, a mostra articula percepção estética, memória e consciência ecológica. Em uma das salas, o visitante é envolvido por uma ambientação que remete a Marte, permitindo-lhe contemplar a Terra à distância e experimentar uma sensação de nostalgia, por não terem deixado uma situação irreversível, acontecer. Os visitantes são convidados a participar ativamente por meio de visitas mediadas e oficinas de criação artística, utilizando materiais naturais e recicláveis, e podem interagir com reproduções táteis de elementos da instalação, incluindo relevo da fotografia do Observatório Alma no deserto do Atacama. O projeto integra ainda a publicação de catálogos digitais e impressos gratuitos, e a realização de palestra da artista com espaço para perguntas, ampliando o alcance e o diálogo com o público de todas as idades.

Objetivos

Objetivo Geral:Proporcionar uma experiência sensorial e reflexiva por meio de uma instalação imersiva multimídia, que denuncia a desconexão do ser humano com a Natureza. O objetivo é promover a conscientização sobre as consequências da negligência ambiental e estimular a reflexão sobre o futuro do planeta.Objetivos Específicos:1) Proporcionar uma experiência sensorial e imersiva, na qual aparecem obras da artista Lia do Rio em várias linguagens: tais como vídeos, objetos, escultura, instalação e também fotos (autorizadas) da NASA e até mesmo pés de batata doce plantadas em recipientes de vidro, a serem sempre renovadas. Esse último elemento faz referência a experimentos científicos contemporâneos reais, sobre o possível cultivo em ambientes extraterrestres, remetendo a pesquisas sobre a possível colonização de Marte. A instalação provoca uma profunda reflexão sobre as questões ambientais, desafiando o visitante a pensar sobre como nossas ações moldam o futuro do nosso planeta e, eventualmente provoquem a necessidade de buscar novos lares fora da Terra.2) Refletir sobre o abandono da Terra. A instalação também evoca uma forte sensação de nostalgia, convidando o espectador a pensar sobre o possível abandono da Terra em busca de novos lares em outros planetas, como Marte. Ao observar as batatas-doces plantadas em água, com suas ramas se estendendo pelo chão da galeria, o visitante é transportado para um cenário no qual a humanidade se vê forçada a deixar o planeta natal. A imagem das batatas cultivadas fora de seu habitat natural desperta uma saudade das raízes que nos conectam à nossa origem, sugerindo uma perda irremediável, enquanto a humanidade busca sobreviver e se estabelecer em um novo mundo.3) Conectar diferentes formas de expressão artística, integrando linguagens visuais contemporâneas e imagens científicas, para criar um diálogo criativo e educativo sobre a relação do ser humano com a Natureza.4) Denunciar a desconexão entre o ser humano e a Natureza, ao abordar a negligência ambiental e seus impactos, com a finalidade de conscientizar o público sobre a urgência de uma mudança de postura perante a crise ambiental.5) Promover a reflexão sobre o futuro do planeta, convidando o público a repensar o impacto das mudanças ambientais já em curso, muitas vezes ignoradas ou negligenciadas pela sociedade.6) Garantir a acessibilidade do público, oferecendo recursos como audiodescrição, legendagem e tradução em Libras, para que pessoas com deficiências sensoriais possam vivenciar plenamente a exposição.7) Desenvolver atividades educativas e formativas, como workshops, palestras e debates relacionados à temática da exposição, estimulando uma maior compreensão do impacto humano sobre o meio ambiente e o papel da arte na conscientização social.8) Ampliar o acesso à arte contemporânea e à reflexão crítica, atingindo públicos de diferentes origens, idades e classes sociais, a fim de democratizar o acesso à cultura.9) Valorizar e promover a produção artística brasileira, destacando a obra da artista Lia do Rio e fortalecendo a visibilidade da arte contemporânea nacional, tanto no cenário cultural quanto no meio artístico.10) Fomentar o diálogo intercultural e interdisciplinar, ao integrar imagens científicas (como as fotos da NASA) com as obras artísticas da artista, criando uma ponte entre a arte e o conhecimento científico, promovendo um entendimento mais holístico das questões ambientais.11) Estimular o engajamento do público na criação de uma nova narrativa ambiental, ao convidar o espectador/participador a interagir com a instalação e refletir sobre seu papel na preservação da Terra, criando um espaço de transformação pessoal e coletiva.

Justificativa

"Somos um todo. Índios, brancos, pretos, pardos, orientais, homens, mulheres, LGBT+, fazemos todos parte da espécie humana. Os seres humanos não têm predadores. Serão eles predadores de si mesmos? Vivemos, agora, uma contagem regressiva à procura de novos planetas habitáveis. O planeta Terra está em perigo. Ao não cuidar da casa, com o tempo, ela se deteriora. Saudades da Terra." (Lia do Rio)Pela conexão entre imagens diversas _ vídeos, obras, um objeto, batatas-doces germinadas em água e até fotos cedidas pela NASA _ é veiculado um conteúdo de denúncia, um sinal. Tal denúncia aponta para um dado: o ser humano esqueceu-se de que também é Natureza. A Natureza não é o tema central, mas o modo como as pessoas se relacionam com ela e como ela atua sobre os habitantes. Mais especificamente, é uma exposição que fala da possibilidade de reverter um futuro avistado, do qual muitos não se dão conta, alheios que estão às mudanças já estabelecidas.A ideia é convidar o visitante a adentrar um espaço e dar-se conta de algo que é uma revelação. Ao reconhecer o drama, ele se pergunta: "Que tempo é este? Que lugar é este?" E essa nova paisagem mostra um outro mundo em vias de se fazer. O visitante se dará conta de que está em Marte, a olhar, nostalgicamente, para a Terra, seu planeta de origem, e nela avistará um observatório com seu grande telescópio, de onde seus habitantes "costumavam" observar o firmamento. Experiência da memória, da melancolia.O trabalho só se completa com a interação do espectador, levando-o a se aproximar do campo perceptivo da artista. Para Lia do Rio, esse campo perceptivo se torna mais autêntico quando desperta o desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. O projeto "NOSTALGIA" também parte do princípio de que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, revisita o passado e inspira reflexões sobre o futuro.Lia do Rio tem trajetória consolidada no cenário cultural brasileiro, reconhecida por sua abordagem sensível, especialmente no campo da Land Art. Sua produção explora temas urgentes ligados ao meio ambiente e ao modo como habitamos o mundo. Ao envolver o público de forma interativa e reflexiva, seu trabalho exemplifica como a arte pode ser um instrumento potente de conscientização e transformação social.O apoio da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a viabilização da mostra, considerando os custos de produção, montagem, acessibilidade, registro, ações educativas e comunicação. A exposição será gratuita e acessível ao público, promovendo o acesso democrático à arte contemporânea e estimulando discussões sobre temas universais como a preservação do planeta e os efeitos das mudanças climáticas. A busca por apoio por meio da Lei Rouanet atende também à recomendação do Edital de Patrocínio CCBB 2026_2027, no qual o presente projeto foi inscrito.Enquadramento nos incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:[Inciso I] Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.- O projeto será gratuito, com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, mediação) e atividades formativas, garantindo acesso ampliado à experiência artística e ao debate sobre meio ambiente.[Inciso III] Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores.- A exposição valoriza o trabalho autoral de Lia do Rio, ampliando a visibilidade de sua trajetória e de uma linguagem artística comprometida com promotora do pensamento acerca de questões ecológicas.[Inciso IV] Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional.- A proposta dialoga com saberes e sensibilidades ligadas à preservação ambiental, incorporando perspectivas que reconhecem a diversidade cultural como valor civilizatório.[Inciso V] Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.- Ao tratar da relação entre humanidade e natureza por meio da arte, o projeto aponta para modos sustentáveis de vida, valorizando práticas de criação que respeitam o meio ambiente.[Inciso VIII] Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.- A exposição articula uma linguagem contemporânea com temas de relevância planetária, contribuindo para a formação de públicos críticos e para o registro de um pensamento artístico voltado à memória e ao futuro.[Inciso IX] Priorizar o produto cultural originário do País.- Toda a concepção e realização do projeto é brasileira, incluindo artista, curadoria, equipe técnica e fornecedores, fortalecendo o setor cultural nacional.Objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91 que serão alcançados pelo projeto:[Objetivo II, alínea "c"] Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore- O projeto consiste na realização de uma exposição imersiva da artista Lia do Rio, com rigor técnico e curatorial, trazendo à tona reflexões sobre a crise ambiental por meio da arte contemporânea. Trata-se de uma mostra inédita, que amplia o repertório expositivo do país ao apresentar uma abordagem original e sensível sobre a relação entre o ser humano e o planeta.[Objetivo IV, alínea "a"] Distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.- A entrada gratuita ao público garante o acesso democrático à produção cultural, ampliando o alcance da proposta e fomentando a participação de públicos diversos, inclusive de grupos historicamente excluídos do circuito das artes visuais.

Estratégia de execução

Mais alguns currículos: [assistente de produção] Elaine Pinheiro é produtora cultural com formação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com mais de 15 anos de experiência consolidada na área. Atuou por uma década como produtora cultural no Museu Vale (2004–2014) e, em seguida, durante seis anos (2014–2020), como assessora técnica em artes visuais no Centro Cultural Sesc Glória, ambas em Vitória/ES. Posteriormente, integrou a equipe da OÁ Galeria – Arte Contemporânea entre 2021 e 2024. Hoje, atua como produtora independente por meio da ArtES Consultoria, Gestão e Produção Cultural, desenvolvendo exposições individuais e coletivas em espaços como o Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) e o Parque de Esculturas do Governo do Estado do ES (Vila Velha), além de outros locais em Vitória. Sua trajetória passa pela produção de exposições, gestão cultural e mediação educativa, culminando com sua competência para coordenar projetos culturais com profundidade conceitual, curatorial e pedagógica.

Especificação técnica

1. Instalação Expositiva· Espaço: Duas ou mais salas de exposição, podendo se adequar aos espaços expositivos de instituições parceiras.· Dimensões e montagem: Uma sala precisaria ter dimensão entorno de 50 m²; outra dimensão entorno de 100m² - com possibilidade de ampliação conforme o local.· Pintura das paredes: As paredes da sala menor serão pintadas na COR GELO (Código NCS: 1102-Y22R), exceto a parede que receberá a projeção "PODE IR...", esta será pintada de branco neve. O teto da sala maior será pintado de preto, suas paredes serão pintadas na cor FERRUGEM (Código NCS: 3850-Y64R), exceto a parede que receberá a projeção da foto do Deserto do Atacama (NASA), esta será pintada de branco neve.· Iluminação: Nas duas salas, a iluminação será mínima, focal e direcionada para alguns poucos elementos do espaço expositivo (uma estatueta, as batatas-doces e os textos de parede). Isso porque as projeções já fornecerão a luminosidade necessária para a obtenção de uma penumbra esperada para a instalação como um todo.· Duração da montagem: 7 a 12 dias· Duração da desmontagem: 7 dias.· Elementos da Instalação:a) Projeção do vídeo “PODE IR...” (2 min 20 sec, Autora Lia do Rio, Link https://youtu.be/XaGTgW2RM84, Qualidade SD HD);b) Estatueta sobre um praticável (mobilha) sob foco do luz (Sem titulo, 2001, Pedra e argila, 15,5 x 15 x 11,5 cm, acervo da artista);c) Exibição do vídeo “Portal” em uma TV de 60 polegadas (Autora Lia do Rio, Link https://www.youtube.com/watch?v=bXgj0i5KO2Y, Qualidade SD HD);d) Cinco pedestais de base quadrada de 120 x 60 x 60 cm com uma terrina (recipiente) de vidro com batata doce plantada em água com ramas;e) Projeção de uma foto em altíssima resolução do Deserto do Atacama, Chile, onde se encontra o Telescópio Astronômico (VISTA) (Crédito: Autor ESO/B. Tafreshi, data - 8 de outubro de 2012, 10:00:00, link http://www.eso.org/public/images/potw1241a/)f) O piso da sala será coberto com um revestimento impresso e não danificará o piso original. A imagem a ser reproduzida é uma fotografia em altíssima resolução do SOLO DE MARTE – feita pela NASA – e será reproduzida justaposta diversas vezes sobre o assoalho inteiriço, até recobrir toda a extensão da sala maior (crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems).g) Será projetada no teto da galeria (da sala maior) o vídeo “Firmamento” de Lia do Rio (vídeo “Firmamento”, autora: Lia do Rio, Link https://youtu.be/EFL8PFT5Y40, Qualidade SD HD);h) Para o caso do projeto poder se estender por mais de duas salas, outras obras da artista Lia do Rio serão instaladas, sem se afastar dos conceitos e reflexões que orientam o projeto.· Projeto pedagógico: Inclusão de mediação cultural e visitas orientadas para grupos escolares, universidades, associações comunitárias e público em geral; interação com elementos sensoriais e educativos.2. Oficinas de Criação Artística· Duração: Cada oficina com aproximadamente 2 horas.· Público: Aberta a todos os visitantes, com foco em estudantes, professores e comunidade.· Material: Materiais naturais (folhas, gravetos), recicláveis (plástico), tintas, papéis de desenho, ferramentas seguras para manipulação por crianças e adultos.· Metodologia: Experimentos práticos inspirados na obra de Lia do Rio, estimulando criatividade, consciência ambiental e percepção sensorial.3. Palestra da Artista· Duração: 1 hora, incluindo sessão de perguntas e respostas.· Espaço: Auditório ou sala adaptada dentro do espaço expositivo.· Equipamento: Microfone, projetor multimídia, computador, sistema de som.· Projeto pedagógico: Discussão sobre o processo criativo, técnicas utilizadas, concepção da instalação e reflexões sobre arte, natureza e sustentabilidade.4. Catálogo Impresso e Digital· Paginação: 28 páginas.· Formato: 20 x 20 cm, dois grampos, capa colorida e miolo em papel Couché fosco 150 g/m².· Tiragem impressa: 500 exemplares.· Formato digital: PDF, conteúdo idêntico à versão impressa.· Conteúdo: Fotografias das obras e da instalação, texto curatorial, informações sobre processo de criação, biografia da artista.5. Visitas Mediadas· Duração: 1 hora por grupo.· Público: Escolas, universidades, associações comunitárias, público espontâneo.· Material: Guias educativos impressos e digitais, dispositivos de audiodescrição, legenda em vídeos, recursos em Libras.· Projeto pedagógico: Contextualização das obras, estimulação de diálogo, perguntas, reflexão crítica sobre arte e meio ambiente.

Acessibilidade

O projeto “Nostalgia: Saudades da Terra” leva a acessibilidade a sério. Busca, desde sua concepção, assegurar que públicos diversos, com diferentes condições de mobilidade e percepção, possam acessar integralmente a experiência proposta.Cabe lembrar que a proposta foi inscrita no Edital de Patrocínio CCBB 2026–2027 e poderá ser realizada também no espaço expositivo do CCBB Rio de Janeiro. Este edifício já conta com rampas de acesso, elevadores e banheiros adaptados, o que garante condições de acessibilidade física adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Em caso de realização em outros espaços culturais de instituições ou empresas apoiadoras, será observada a infraestrutura existente em cada local, sem que o projeto assuma intervenções de caráter arquitetônico ou obras civis.No que se refere à acessibilidade de conteúdo, serão adotadas medidas específicas para garantir que a fruição da exposição seja possível e significativa para diferentes públicos. Tais medidas incluem:_ Audiodescrição dos ambientes e obras, elaborada por profissionais especializados, com roteiros que descrevem as imagens (autorizadas) da NASA, as instalações em sala e a relação espacial proposta pela artista. Esse recurso será disponibilizado em dispositivos móveis ou equipamentos fornecidos durante a visita._ Legendas descritivas em todos os vídeos exibidos, permitindo que pessoas surdas ou com deficiência auditiva compreendam integralmente o conteúdo audiovisual._ Materiais de apoio em braille, contendo informações gerais sobre a exposição, apresentação conceitual da proposta, descrição da trajetória da artista e dados sobre as principais obras que compõem a instalação._ Visitas mediadas em Libras, conduzidas por educadores e intérpretes, que acompanharão grupos organizados e público espontâneo, garantindo o acesso comunicacional._ Visita sensorial, especialmente desenvolvida para pessoas com deficiência visual, mas aberta a todo o público, que possibilitará o contato tátil com materiais que integram o processo criativo da artista. Entre os elementos a serem explorados encontram-se “tapetes” de folhas secas, que remetem diretamente à poética da artista e reforçam a dimensão ecológica da obra. Será produzida também uma reprodução tátil em relevo da fotografia do Observatório Alma, no deserto do Atacama – uma imagem da NASA, com autorização de uso e devidamente creditada.Para ampliar o impacto dessas medidas, o projeto prevê ainda ações complementares:_ Capacitação da equipe de mediação em conteúdos básicos de acessibilidade cultural, com orientação sobre atendimento inclusivo e acolhimento de públicos com deficiência;_ Parcerias com instituições locais e associações de pessoas com deficiência, para divulgar as atividades e promover visitas organizadas;_ Disponibilização de informações acessíveis na comunicação institucional do projeto, como versões digitais dos materiais em formatos compatíveis com leitores de tela, legendas em vídeos de divulgação e peças gráficas em linguagem simples.Todas essas iniciativas têm como propósito garantir que a exposição seja acessível em diferentes níveis perceptivos e comunicacionais. A ideia é que o visitante possa percorrer o espaço, compreender o conceito da mostra e interagir com seus elementos da melhor maneira, minimizando suas limitações, sejam elas físicas, sensoriais ou cognitivas.O projeto reafirma, assim, seu compromisso com a democratização do acesso à arte e à cultura e com o direito de todos de fruir plenamente dos bens culturais, em consonância com os princípios da Lei Rouanet e com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU (2006), incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com status de emenda constitucional. Dessa forma, a exposição assegura que possa ser vivenciada de maneira ampla e inclusiva, alcançando um público diversificado e plural.

Democratização do acesso

Além da visitação livre, serão oferecidos materiais de apoio, tanto impressos quanto digitais, contendo textos de caráter educativo, informações contextuais, orientações de mediação cultural e conteúdos explicativos elaborados em linguagem acessível, pensados para públicos diversos – como estudantes de escolas públicas e privadas, professores, pesquisadores, frequentadores ocasionais, grupos comunitários e demais interessados na fruição artística.Para favorecer a compreensão do projeto e estimular a participação ativa do público, estão previstas visitas mediadas com educadores e mediadores culturais qualificados e treinados, direcionadas a grupos escolares de diferentes níveis de ensino – desde instituições de ensino superior até associações comunitárias, organizações de idosos e demais grupos organizados. Essas mediações têm como objetivo contextualizar a obra de Lia do Rio, explicar os conceitos e processos envolvidos, abordar as relações entre humanidade e natureza e criar um ambiente de diálogo aberto e interativo entre os visitantes e o conteúdo da exposição, possibilitando trocas, perguntas e discussões sobre as temáticas apresentadas.Também serão realizadas oficinas paralelas de criação artística com o uso de materiais naturais e alternativos (recicláveis). Nelas, será estimulada a elaboração de imagens que dialoguem com questões ambientais, promovendo uma aproximação prática com o trabalho artístico. Essas oficinas contribuirão para aproximar os participantes da prática artística contemporânea, instigar a criatividade, o pensamento crítico, estimular a percepção sensorial e a consciência acerca das relações entre arte, natureza e sociedade, oferecendo uma experiência de aprendizado lúdica, educativa e transformadora.Outra medida será a disponibilização de um catálogo digital gratuito, contendo imagens da exposição, textos críticos, informações sobre o processo de concepção e registros detalhados das obras e instalações. Uma versão impressa do catálogo será lançada durante a exposição, com tiragem de 500 unidades para distribuição gratuita. Espera-se que isso permita que a mostra ultrapasse os limites geográficos e temporais da exposição física e possibilite que públicos de diversas regiões tenham acesso completo ao material.Por último, Lia do Rio fará uma palestra presencial e aberta, com direito a perguntas, a ser realizada no próprio espaço expositivo.Com essas ações, o projeto busca ampliar o alcance da obra de Lia do Rio, fortalecer o direito ao acesso à produção artística contemporânea, estimular o interesse pelo pensamento crítico, promover a aproximação com práticas artísticas inovadoras e com os valores culturais e ambientais incorporados à exposição.A exposição levará muito em conta a democratização, garantindo que os públicos possam vivenciar a experiência proposta de forma ampla e inclusiva. Por isso, o acesso será gratuito, permitindo que pessoas de diferentes faixas etárias, perfis socioculturais e condições socioeconômicas possam usufruir da proposta sem barreiras financeiras.

Ficha técnica

No âmbito do projeto “Nostalgia: Saudades da Terra”, o proponente André Magnago atuará como responsável legal, gestor e coordenador geral, desenvolvendo atividades fundamentais para a concepção, execução e finalização do projeto. 1. CONCEPÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO - Desenvolvimento da justificativa conceitual e artística do projeto. - Redação do escopo, objetivos, etapas e atividades. - Pesquisa e adequação do projeto à Lei Rouanet (artigos 1º e 3º), garantindo o enquadramento legal. - Definição da estratégia de democratização de acesso, acessibilidade e formação de público. 2. GESTÃO E COORDENAÇÃO GERAL - Atuação como responsável legal do projeto perante o Ministério da Cultura e órgãos parceiros. - Acompanhamento integral de todas as etapas, desde a pré-produção até a pós-produção. - Seleção e contratação de equipe técnica e de produção (designers, produtores culturais, educadores, acessibilidade etc.). - Intermediação com fornecedores (gráficas, montadores, transporte, seguro de obras, equipamentos de áudio e vídeo). - Gestão orçamentária e financeira: acompanhamento do uso dos recursos captados via incentivo fiscal, zelando pela correta aplicação. 3. CAPTAÇÃO DE RECURSOS E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS - Contato com empresas patrocinadoras e apoiadores culturais. - Apresentação institucional do projeto a potenciais parceiros. - Negociação de apoios logísticos e institucionais. 4. SUPERVISÃO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E CURATORIAL - Acompanhamento da artista Lia do Rio na definição da montagem, escolha de obras e processos criativos. - Supervisão da adequação do material expositivo (reprodução de imagens da NASA com créditos e autorizações corretas, elaboração de catálogos, legendas, textos críticos). - Revisão final de materiais gráficos e digitais, garantindo coerência com o conceito do projeto. 5. AÇÕES EDUCATIVAS E DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO - Definição, junto à equipe de mediação, das visitas mediadas, oficinas e ações educativas. - Orientação quanto ao enfoque pedagógico das atividades, para assegurar que estejam alinhadas ao conceito da exposição. - Acompanhamento da palestra de Lia do Rio e do diálogo com o público, garantindo a boa execução da ação. 6. COMUNICAÇÃO E DIFUSÃO - Revisão e aprovação de releases, posts e conteúdos de divulgação (digital e impressa). - Coordenação com assessoria de imprensa e redes sociais do projeto. - Supervisão da distribuição gratuita dos catálogos (digital e impresso). 7. MONITORAMENTO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO - Garantia de que as medidas de acessibilidade previstas sejam implementadas: audiodescrição, Libras, braille, materiais digitais acessíveis. - Verificação de cumprimento das boas práticas de acessibilidade em cada espaço expositivo. 8. AVALIAÇÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS - Coordenação da coleta de registros (fotográficos, audiovisuais, relatórios de equipe). - Consolidação dos indicadores de resultado (número de visitantes, oficinas realizadas, catálogos distribuídos, alcance digital etc.). - Elaboração do relatório final de atividades e prestação de contas junto ao Ministério da Cultura.André Magnago (Vitória, 1985) é artista visual e pesquisador, com formação em artes visuais e ênfase em gravura e processo de criação, seu último grau acadêmico foi o mestrado em artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua de forma contínua em ateliê próprio e em grupos de pesquisa vinculados à UFES, como o grupo “Processos Criativos em Gravura”, coordenado pelo Prof. Dr. Fernando Gómez Alvarez, e o projeto de pesquisa “Finca Tarumã – Arte na Paisagem do Caparaó”, coordenado pelo Prof. Dr. João Wesley de Souza. Participou de exposições individuais e coletivas em instituições de relevância, como o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), além de atuar na concepção, organização e montagem de projetos culturais e exposições que articulam práticas artísticas, pesquisa acadêmica e ações educativas. Possui experiência na elaboração de projetos para editais públicos e leis de incentivo de instituições como a FAPES, o CCBB, a Funarte, o Museu Vale, a Secult/ES e a SeMC/PMV. Seu percurso une a prática criativa à capacidade de gestão cultural, o que o habilita a coordenar etapas de planejamento, produção, montagem e mediação em projetos artísticos de natureza complexa, assegurando qualidade, acessibilidade e impacto social, o que pode ser comprovado pelo portfólio entregue por ele à plataforma Salic.[artista visual e responsável pelo arte-educativo] Lia do Rio (São Paulo, 1938) é artista visual cuja trajetória se consolidou em torno da reflexão sobre a relação entre natureza, tempo e memória. Sua produção se expressa por meio de instalações, pinturas tridimensionais e intervenções que utilizam materiais orgânicos, como folhas, troncos, pedras e janelas recicladas, estabelecendo diálogos poéticos entre arte e ambiente. Formou-se em Pintura pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1963 e realizou pós-graduações em Arte e Filosofia, além de Filosofia Antiga, na PUC-Rio. Ao longo de sua carreira, participou de exposições no Brasil e no exterior, incluindo mostras em Nova Iorque, Japão, Alemanha e China, tendo sua obra reconhecida tanto em projetos coletivos quanto em individuais. Em 2019, foi homenageada com a exposição retrospectiva Tempo em Suspensão, no Museu Nacional da República, que celebrou seus mais de quarenta anos de produção artística. Sua pesquisa resultou ainda na publicação do livro Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (2015), que reúne reflexões críticas e documenta parte significativa de seu percurso. Além da carreira artística, possui destacada atuação como professora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde leciona desde 1994 na área de escultura. Nesse espaço, conduziu oficinas, palestras e projetos educativos, com destaque para o ciclo A Construção da Imagem (1997), que marcou sua contribuição no campo da arte-educação. Sua experiência pedagógica, somada à relevância de sua obra, a torna referência no diálogo entre práticas contemporâneas, processos de criação e mediação cultural.[curador] Alexandre Sá é curador, artista-pesquisador e crítico de arte com sólida formação acadêmica e atuação destacada no cenário carioca. Graduado em Educação Artística com habilitação em História da Arte (UERJ, 2002), é mestre (2006) e doutor (2011) em Artes Visuais pela Escola de Belas-Artes da UFRJ, sob orientação de Glória Ferreira. Possui ainda pós-doutorados em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF), Filosofia (UFRJ) e História (UFF), consolidando um perfil interdisciplinar que entrelaça arte, texto e pensamento crítico. Atualmente, é professor e diretor do Instituto de Artes da UERJ e docente no Programa de Pós-graduação em Artes (PPGARTES), além de editor-chefe da revista Concinnitas. Entre suas múltiplas facetas, integra o grupo de pesquisa "A arte contemporânea e o estádio do espelho", certificado pelo CNPq, e é membro ativo de associações como a ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte), ANPAP (Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas) e ANP (Associação Nacional de História). Como curador, seus projetos pioneiros — voltados para performances, instalações e obras textuais — promovem diálogos entre corpo, espaço expositivo e público, como exemplificado em exposições realizadas no Paço Imperial, na Galeria Reserva Cultural e outras instituições do Rio de Janeiro e Niterói. Sua pesquisa explora intensamente as relações entre a imagem, o texto, a poesia e a psicanálise, reafirmando sua atuação como referência na articulação entre teoria e prática artística contemporânea.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.