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PRONAC 257689Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Zona de Riso - Manutenção de atividades

CAXANGA PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 441,1 mil
Aprovado
R$ 441,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Performance de Circo, Clown e Ilusionismo
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

Este projeto pretende dar continuidade as ações artísticas já realizadas pelo Zona de Riso. Esta edição contará com intervenções de palhaçaria, ações formativas, cortejos e apresentação de espetáculo em espaços diversos, prioritariamente de acolhimento e promoção à saúde de mulheres, pessoas LGBTQIA+, crianças e idosos, como: hospitais, abrigos, ILPIs, centros comunitários, espaços públicos, entre outros. Aliando a linguagem da palhaçaria, da música e do teatro para levar arte e reflexão às zonas de risco, vulnerabilidade social, cultural e afetiva. Todas as atividades são oferecidas gratuitamente.

Sinopse

1. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: > Intervenções de palhaçaria: As intervenções de palhaçaria relacional do Zona de Riso levam o riso para o encontro direto com o público. São ações multilinguagens, que através da linguagem da palhaçaria utilizam recursos do teatro, da música, do improviso e da cultura popular brasileira para criar vínculos afetivos e transformar o cotidiano em espaço de poesia e leveza. As intervenções de palhaçaria consistem em visitas de duplas ou trios de palhaças e palhaços profissionais a espaços de acolhimento, convivência e saúde. Através do jogo do improviso — que nasce do encontro direto com o público e não parte de roteiros pré-definidos — são ressignificadas situações de vulnerabilidade, transformando espaços cotidianos em espaços de afeto, escuta e alegria. O trabalho se realiza também com o uso de outras linguagens artísticas, como música, dança, capoeira, circo, contação de histórias e outros recursos lúdicos. Assim, cada intervenção se torna única, fruto da presença e da troca com as mulheres, pessoas LGBTs, crianças, idosos e profissionais dos espaços visitados. Classificação: Livre.> Cortejos: Os cortejos do Zona de Riso ocupam os espaços públicos e os espaços parceiros com celebrações artísticas e políticas, aproximando a comunidade de reflexões urgentes através da linguagem da palhaçaria, da música e da festa popular. Serão realizados oito cortejos ao longo do projeto, divididos entre datas comemorativas tradicionais — como Festa Junina e Natal — e datas simbólicas de luta e conscientização, como 17 de maio (Dia Internacional de Combate à LGBTfobia) e 25 de novembro (Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher). Dessa forma, o riso se alia à mobilização social, promovendo encontros festivos que também convidam à consciência crítica e à defesa dos direitos humanos. Classificação: Livre. > Espetáculo de encerramento das atividades: O espetáculo de encerramento reúne a equipe artística do projeto em um formato de variedades, com números de palhaçaria, música, teatro e improviso. Uma celebração do percurso do Zona de Riso, que compartilha com o público a potência dos encontros vividos ao longo do ano. 2. PRODUTO: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO: > Ações formativas para equipe: Serão realizadas 2 oficinas para os profissionais da equipe, essas oficinas serão conduzidas por profissionais convidades, como Ronaldo Aguiar, artista com ampla experiência em palhaçaria hospitalar e em territórios de vulnerabilidade. A proposta é promover reciclagem técnica, integração do grupo e ampliação de repertórios, fortalecendo a atuação coletiva do projeto. Esse espaço de troca e aprofundamento permite qualificar ainda mais a prática artística, garantindo que as ações do Zona de Riso sigam alinhadas ao seu compromisso social, cultural e humano.> Programa de formação em Palhaçaria para mulheres e pessoas trans: O Zona de Riso oferecerá um programa de formação voltado a mulheres e pessoas trans, com duração de seis meses. O objetivo é ampliar o acesso à palhaçaria, estimular processos de criação artística e fortalecer a representatividade de corpos historicamente marginalizados na cena cultural. As oficinas serão conduzidas por artistas da equipe e convidades, com tradução em Libras para garantir maior acessibilidade.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS: O objetivo principal deste projeto é proporcionar acesso aos bens culturais para públicos que normalmente estão privados desse acesso, como mulheres, pessoas LGBTs, crianças e idosos em situação de vulnerabilidade. Além de incentivar a formação e aperfeiçoamento de novos artistas e agentes culturais. São também objetivos qualitativos:- Fortalecer a palhaçaria como ferramenta de empoderamento para mulheres, pessoas LGBTQIA+, idosos e crianças em situação de vulnerabilidade. - Formar uma consciência cidadã e incrementar o desenvolvimento humano das comunidades abrangidas. - Descentralizar e fomentar o acesso indiscriminado à cultura. - Dar continuidade e ampliar às ações realizadas anteriormente pelo projeto. - Fortalecer os vínculos criados e já existentes, além de criar novos vínculos com as comunidades dos locais contemplados. - Proporcionar o bem-estar através do riso. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Realizar 130 intervenções de palhaçaria com periodicidade semanal em locais de acolhimento e/ou promoção da saúde como hospitais, ILPIs, abrigos, centros de convivência, espaços públicos e comunitários, etc; Realizar 8 cortejos temáticos de palhaçaria; Realizar a apresentação de 1 espetáculo de encerramento das atividades.2. PRODUTO: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO: Realizar 8 ações formativas,em palhaçaria;

Justificativa

O projeto Zona de Riso nasce da convicção de que a arte, em especial a palhaçaria, pode ser um veículo poderoso de transformação social, capaz de alcançar espaços de vulnerabilidade e criar pontes entre o riso e a reflexão. Inspirado no trabalho realizado pelos Palhaços Sem Fronteiras, pelos Doutores da Alegria e pela experiência que a proponente teve no Festival de Belén (Peru), onde a palhaçaria atua como ferramenta de acolhimento em orfanatos, prisões, hospitais, lares de idosos e casas de apoio a mulheres vítimas de violência, este projeto busca replicar e ampliar essa experiência no Brasil, com um olhar voltado para questões de gênero, diversidade e direitos humanos.Desde suas primeiras edições, entre maio de 2022 e março de 2025, o Zona de Riso já levou intervenções artísticas, vivências e cortejos a locais como a Casa Sempre Viva (ONG Mulheres das Gerais), Casa Tina Martins, Projeto Para ELAS UFMG/Ambulatório Jenny de Farias e aKasulo _ Centro de Convivência LGBTQIA+, além de CRAS em diversas regiões de Belo Horizonte. O impacto dessas ações foi sentido não apenas no sorriso imediato, mas na construção de vínculos e na abertura de diálogos sobre violência, autoestima e resistência.A principal motivação de realizar esse projeto é para dar continuidade e ampliar as ações já realizada anteriormente. Foi perceptível a importância do trabalho e vínculo co-criados em cada encontro com o público e com os espaços parceiros. "A alegria é como um rio: seu fluxo é incessante. Acho que essa é a mensagem que o clown tenta nos transmitir _ a de que devemos participar através de um movimento e um fluxo contínuos". Henry Miller Dessa forma, entendemos que a presença contínua da palhaçaria transforma estes espaços e possibilita a ressignificação do cotidiano das pessoas beneficiadas. A proposta desta nova edição é ampliar e consolidar essas ações, realizando 130 intervenções de palhaçaria, 8 cortejos, 8 ações formativas em palhaçaria e 1 apresentação de espetáculo. Além disso serão realizados encontros de treinamento para aperfeiçoamento da equipe artística e troca de exeriências.A escolha por focar em mulheres, pessoas LGBTQIA+, idosos e crianças não é aleatória. Estes são grupos que enfrentam diariamente violências estruturais e, muitas vezes, têm poucos espaços de acolhimento e expressão. Nos últimos anos, ao mesmo tempo em que cresce o empoderamento e lugar de fala das minorias, cresce também a onda de conservadorismo extremista e como isso a legitimação de atos violentos. São cada vez mais necessários espaços de resistência, de apoio e acesso à informação. E este projeto se propõe a criar esses espaços, durante as intervenções de palhaçaria, as ações formativas e os cortejos e espetáculos. Além de agregar suas ações aos equipamentos públicos, estreitando a relação com a comunidade local.O projeto se alinha também a estudos como os do médico Eduardo Lambert, autor de Terapia do Riso _ A Cura pela Alegria, que comprovam os efeitos fisiológicos e psicológicos do riso na redução do estresse e no fortalecimento da resiliência emocional. Lambert defende que o riso pode agir de forma complementar na conquista do bem-estar físico e psíquico do ser humano. Cientificamente é comprovado que rir provoca a produção de endorfinas, o que imediatamente traz ao organismo um estado de libertação das tensões, um sentimento de tranquilidade orgânica, psíquica e emocional.Além disso, o Zona de Riso se diferencia por integrar conceitos do Teatro do Oprimido à linguagem da palhaçaria. Essa fusão permite que o projeto não apenas divirta, mas também provoque reflexões sobre opressão, gênero e poder, tornando-se uma ferramenta de empoderamento coletivo. "Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos, entrando em cena, no palco e na vida. Atores somos todos nós". Augusto Boal Os resultados esperados vão além dos números _ embora se pretenda alcançar milhares de pessoas diretamente. O verdadeiro impacto está na transformação de espaços de dor em territórios de afeto, na formação de multiplicadores que darão continuidade ao trabalho e na sensibilização da sociedade acerca de temáticas tão importantes para a nossa atualidade. O palhaço não é apenas um artista, mas um agente de mudança, que usa o riso para subverter a ordem e revelar a humanidade por trás de cada máscara.Por isso, o Zona de Riso é um projeto cultural que merece ser apoiado e ampliado. Em um mundo cada vez mais marcado por desigualdades e violências, rir _ e fazer rir _ pode ser um dos gestos mais revolucionários.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;E propõe alcançar os seguitnes objetivos Art. 3º da Lei 8313/91: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; Através da oferta de oficinas formativas gratuitas para a classe artística. II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; Através da realização das intervenções artísticas, cortejos e espetáculo, todas atividades ofertadas gratuitamente ao público.III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; Através da difusão da linguagem da palhaçaria, da música e do teatro popular, fortalecendo a memória dessas linguagens. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Através da oferta totalmente gratuita de todas as atividades do projeto. O Zona de Riso não apenas promove a inclusão cultural, como também fortalece o conhecimento e a valorização dos bens culturais, criando oportunidades para que mulheres, pessoas LGBTQIA+, crianças e idosos tenham acesso a diferentes manifestações artísticas. Sua essência está na realização de forma acessível e abrangente, alcançando públicos e territórios diversos. Por meio da palhaçaria, abre espaço para encontros com a arte em suas múltiplas linguagens, estimulando a criação e a produção cultural, ao mesmo tempo em que assegura o acesso amplo e irrestrito às suas atividades. Mais do que gerar riso, o projeto reafirma o direito à arte e à cultura para esses públicos historicamente sub-representados.

Estratégia de execução

Em suas primeiras edições, realizadas entre maio de 2022 a março de 2025, o projeto Zona de Riso levou intervenções de palhaçaria, vivências, apresentações e cortejos à espaços de acolhimento, com foco em mulheres, comunidade LGBTQIA+, idosos e crianças em situação de vulnerabilidade. Dentre os locais contemplados com as atividades estavam a Casa Sempre Viva (ONG Mulheres das Gerais), Casa Tina Martins, Projeto Para ELAS UFMG/Ambulatório Jenny de Farias, aKasulo – Centro de Convivência LGBTQIA+, CRAS Vila Califórnia, CRAS Vila Cemig, CRAS Alto Vera Cruz e CRAS Granja de Freitas. As ações do projeto já beneficiaram diretamente aproximadamente 5.000 pessoas, sendo em sua maioria mulheres, comunidade LGBTQIA+, idosos e crianças.O projeto “Zona de Riso – Manutenção de Atividades” pretende dar continuidade e ampliar as ações realizadas, mantendo o destaque nas questões relacionadas à gênero, principalmente o enfrentamento à violência. Para este ciclo plurianual propõe-se a realização de intervenções de palhaçaria, ações formativas, cortejos e um cabaré de encerramento das atividades de cada ciclo, aumentando significativamente o número de intervenções e possibilitando, assim, um alcance maior de público.Como a maioria das ações serão as intervenções de palhaçaria, o trabalho será desenvolvido prioritariamente em locais de acolhimento e/ou promoção da saúde voltados para mulheres, pessoas LGBTQIA+, idosos e crianças. Serão também realizadas ações em regiões periféricas já atendidas anteriormente pelo projeto como a Vila Cemig e a Vila Califórnia, através de ações conjuntas com os respectivos CRAS.As intervenções artísticas se dão através de visitas de uma dupla de palhaças ou palhaces, e são apoiadas na palhaçaria relacional e no improviso teatral. Tais ações serão realizadas semanalmente, sendo agendadas de acordo com a disponibilidade de cada espaço. Daremos continuidade nas intervenções no Para Elas (Ambulatório Jenny de Faria – apoio a Mulheres em Situação de Vulnerabilidade – Hospital das Clínicas/UFMG) e na aKasulo – Centro de Convivência LGBTQIA+. É possível expandir para outros espaços de acolhimento e promoção da saúde que se enquadrem no perfil de espaços atendidos pelo projeto, desde que esteja dentro da disponibilidade orçamentária. A Vila Cemig e a Vila Califórnia também receberão intervenções artísticas em parceria com os CRAS, no intuito de dar continuidade ao vínculo estabelecido com estas comunidades anteriormente.As ações formativas serão em formato de oficinas e se dividirão em dois eixos: formação para equipe do projeto e Programa de Formação em Palhaçaria para mulheres e pessoas trans. Serão ao todo realizadas 6 oficinas, duas para a equipe e quatro dentro do Programa de Formação em Palhaçaria.Os cortejos serão realizados em locais públicos a definir, com o intuito de sensibilizar as pessoas e comunidades contempladas, trazendo à tona reflexões sobre a violência de gênero e informações sobre os direitos das mulheres e pessoas LGBTQIA+, sempre através da expressão artística. Os cortejos se aliarão às datas simbólicas como 17 de maio, Dia Internacional da Luta Contra a LGBTfobia e 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.A Companhia Caxangá é idealizadora do projeto e convida es artistes Ana Bento, Céu Iglesias, Helena Marques e Sol Markes para integrar sua equipe. Outres palhaces serão convidades ao longo da execução para somarem às ações.Este projeto visa trazer leveza, acolhimento e empoderamento para mulheres, pessoas LGBTQIA+, idosas e crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade, além de proporcionar o bem estar através do riso. Todas as ações serão realizadas ao longo de dez meses por ciclo e ofertadas gratuitamente. Atividades:> Intervenções artísticas:Serão ao todo 130 intervenções artísticas de palhaçaria relacional, em duplas ou trios. As intervenções serão realizadas semanalmente nos espaços parceiros, sendo 16 intervenções por mês.> Ações formativas para equipe:Serão realizadas 02 oficinas de palhaçaria para reciclagem e integração dos artistas da equipe, cada oficina terá carga horária de 12 horas e serão conduzidas por profissionais convidades.> Programa de formação em Palhaçaria para mulheres e pessoas trans:Serão realizadas 06 oficinas de palhaçaria destinadas à formação de mulheres e pessoas trans. As oficinas acontecerão ao longo de 6 meses, sendo uma oficina de 12 horas por mês. As oficinas serão conduzidas por artistas da equipe do projeto e possíveis convidades. Ao todo somarão 72 horas de atividades formativas. Atividades com tradução em LIBRAS.> Cortejos:Os cortejos serão realizados em locais públicos a definir, com o intuito de sensibilizar as pessoas e comunidades contempladas, trazendo à tona reflexões sobre a violência de gênero e informações sobre os direitos das mulheres e pessoas LGBTQIA+, sempre através da expressão artística. Os cortejos se aliarão às datas simbólicas como 17 de maio, Dia Internacional da Luta Contra a LGBTfobia e 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Ao todo serão oito cortejos.> Espetáculo Zona de Riso:Espetáculo de encerramento das atividades com números e cenas curtas com a equipe artística do projeto e convidades. Atividade com tradução em LIBRAS e áudiodescrição.

Especificação técnica

1. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:> Intervenções de palhaçaria: 130 intervenções de palhaçaria com duração de aproximadamente 02 horas cada.> Cortejos: 8 cortejos itinerantes com duração de aproximadamente 01 hora cada.> Espetáculo de encerramento das atividades: 01 espetáculo de variedades com duração de aproximadamente 01 hora.2. PRODUTO: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO:> Ações formativas para equipe: Serão 02 pfocomas de 12 horas cada, totalizando 24 horas de atividades formativas para equipe. > Programa de formação em Palhaçaria para mulheres e pessoas trans: Serão 06 oficinas de 12 horas cada, totalizando 72 horas de atividades formativas para o público geral. Conteúdo das Oficinas:1. Iniciação à Palhaçaria:Exploração dos princípios básicos da linguagem da palhaçaria, como jogo, estado cômico, ingenuidade e presença. Um espaço de acolhimento para que cada participante encontre sua própria palhaça ou palhaço interior.2. Palhaçaria e Manipulação de Objetos:Experimentos com objetos do cotidiano e elementos da cultura popular como extensões do corpo cômico. A oficina trabalha a imaginação, o improviso e a ressignificação poética do mundo material.3. Palhaçaria e Música:Vivência rítmica e musical voltada à palhaçaria. A voz, os instrumentos e o corpo como ferramentas sonoras para a cena.4. Palhaçaria e Arte Drag:Encontro entre palhaçaria e expressões drag, explorando maquiagem, figurino, exagero e performatividade de gênero como potências cênicas. Uma oficina voltada à liberdade criativa e à experimentação estética.5. Palhaçaria Relacional:Exercícios de escuta, presença e jogo direto com o público. O foco é a criação de vínculos através do riso, valorizando a potência do encontro em contextos de vulnerabilidade e cuidado.6. Palhaçaria e Improviso:Práticas de improvisação a partir de jogos teatrais e musicais. O inesperado como motor da cena, desenvolvendo a criatividade e a capacidade de se reinventar a cada situação.

Acessibilidade

1. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: (Produto principal)>Intervenções de palhaçaria, cortejos e espetáculo.Acessibilidade Física:- Os espaços que receberão as intervenções de palhaçaria, cortejos e espetáculo são espaços acessíveis a pessoas com deficiência física (rampas, banheiros adaptados, corrimãos, circulação sem obstáculos);- Garantir assentos reservados para pessoas idosas, gestantes ou com mobilidade reduzida nas apresentações;Acessibilidade Atitudinal:- Capacitar a equipe artística e de produção em práticas inclusivas e anticapacitistas;- Promover uma postura de escuta ativa e respeito às diferenças (gênero, idade, deficiência, orientação sexual);- Evitar linguagem ou comportamentos que possam constranger ou excluir pessoas com deficiência, idosos ou crianças;- Valorizar a participação de todes no processo criativo, respeitando os tempos e modos de cada um;Acessibilidade Comunicacional:- Disponibilizar intérprete de Libras no espetáculo de encerramento e em algumas intervenções de palhaçaria;- Disponibilizar audiodescrição no espetáculo de encerramento;- Incluir legendas em todos os conteúdos audiovisuais postados nas redes sociais;- Produzir materiais de divulgação em linguagem simples e clara, evitando termos técnicos;- Incluir descrição das imagens nos posts de redes sociais;- As intervenções artísticas são construídas de forma relacional, adaptando-se ao público por meio da palhaçaria e do diálogo com outras linguagens. Nelas, os recursos visuais, corporais, gestuais, sonoros e táteis — como objetos, música e diálogos — ampliam as possibilidades de compreensão, interação e vínculo. Esse conjunto de técnicas favorece especialmente a participação de pessoas com diferentes espectros, síndromes ou transtornos, assegurando que o formato e o conteúdo das ações sejam acessíveis, inclusivos e promovam encontros significativos entre artistas e público.2. PRODUTO: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO: (Produto secundário)>Oficinas formativas em palhaçaria. Acessibilidade Física:- Os espaços que recebem as oficinas são espaços públicos acessíveis a pessoas com deficiência física (rampas, banheiros adaptados, circulação sem obstáculos);Acessibilidade Atitudinal:- Capacitar a equipe artística e de produção em práticas inclusivas e anticapacitistas;- Promover uma postura de escuta ativa e respeito às diferenças (gênero, idade, deficiência, orientação sexual);- Estimular que artistas adaptem jogos e dinâmicas das oficinas de acordo com as necessidades de cada participante;- Evitar linguagem ou comportamentos que possam constranger ou excluir pessoas com deficiência, idosos ou crianças;- Valorizar a participação de todes no processo criativo, respeitando os tempos e modos de cada um; Acessibilidade Comunicacional:- Disponibilizar intérprete de Libras em algumas oficinas formativas;- Incluir legendas em todos os conteúdos audiovisuais postados nas redes sociais;- Produzir materiais de divulgação em linguagem simples e clara, evitando termos técnicos;- Incluir descrição das imagens nos posts de redes sociais;

Democratização do acesso

Todas as atividades serão 100% gratuitas e realizadas, em sua maioria, em territórios de vulnerabilidade social, beneficiando principalmente mulheres, pessoas LGBTQIA+, idosos e crianças. O público desses espaços de acolhimento costuma ter acesso restrito à arte e à cultura, e o projeto busca transformar essa realidade, garantindo que possam vivenciar atividades artísticas e usufruir de seus benefícios. As ações possuem caráter sociocultural e educativo, sem qualquer geração de receita por meio da comercialização de produtos culturais. Além disso, o projeto prevê a disponibilização, na internet, de registros audiovisuais parciais das atividades realizadas.

Ficha técnica

Proponente: Cia Caxangá/Lori Moreira. A coordenação geral (atividade voluntária) do projeto ficará a cargo da proponente, que assumirá integralmente a implementação, a supervisão e a interlocução com o(s) patrocinador(es). Caberá também a ela a condução dos processos de gestão e das decisões técnico-financeiras necessárias ao andamento das atividades. Para assegurar a continuidade e a qualidade das ações, o projeto contará com uma equipe de profissionais especializados. Apresentamos um resumo dos currículos dos principais integrantes. Outros artistas, profissionais e serviços serão incorporados em etapas posteriores, de acordo com a captação de recursos e a homologação para execução. A Cia Caxangá foi idealizada em 2017 pelas artistas Lori Moreira e Mari Carvalho, com foco na palhaçaria, na música e no teatro. A companhia atualmente abarca os projetos e criações da atriz, palhaça e produtora Lori Moreira. Lori Moreira (Lorena Moreira) / Função: Coordenadora artística, Artista e OficineiraResponsável legal pela Cia Caxangá, pesquisadora da palhaçaria desde 2012, Lori Moreira iniciou o seu percurso e busca artística através de estudos complementares em circo, teatro e música. Participou dos cursos livres do Galpão Cine Horto, é formada pelo Teatro Universitário da UFMG e também por mestres e mestras da palhaçaria e de outras artes como Adriana Morales, Biribinha, Ésio Magalhães, Janaína Morse, Babaya, Stephan Brodt (Amok), Bete Dorgam, Antônia Vilarinho, entre outros. Desde 2019 se dedica também à pesquisa e experimentação em atuação, direção e produção no audiovisual. Integrou as companhias Cia Circunstância e Circo em Cena, e, desde 2017 é integrante fundadora da Companhia Caxangá. Estreou um espetáculo solo de rua "Valente" em 2021, é coordenadora e palhaça dos projetos Zona de Riso e do projeto Palhaça em Ação, que alia palhaçaria e audiovisual. Em 2024 realizou a primeira edição de Reprise - Residência Criativa para Palhaças, onde orientou quatro palhaças na criação de cenas curtas autorais. O resultado foi compartilhado com o público por meio de uma mostra. Desde 2015 é coordenadora de produção da Mostra Tudo, mostra de espetáculos e ações formativas circenses. Possui ampla experiência artística e de produção.Céu Iglesias / Função: Artista e OficineireAtore equatoriane e fundadore do Teatro del Camino, palhace Roy Trapézio Dentina! É uma pessoa não-binária, pansexual e com traços indígenas. Pesquisadore da palhaçaria desde 2009, teve como mestres Victor Stivelman, da Argentina, Sue Morrison, do Canadá e Ricardo Puccetti, do Brasil. Desenvolve trabalhos artístico baseados na palhaçaria, teatro físico, teatro de objetos e arte drag. Residente no Brasil desde 2017, atua como palhace, dramaturgue, educadore e diretore, além de produtore independente. Atualmente trabalha com palhaçaria hospitalar e em zonas de vulnerabilidade nos projetos Sociedade do Riso, do grupo Armatrux e Zona de Riso, da Cia Caxangá.Sol Markes / Função: Artista e OficineiraNatural de Perdigão e Nova Serrana, cidades do interior de Minas Gerais, Sol Markes é atriz, escritora, performer, palhaça e produtora cultural. É formanda pela Escola de Teatro da PUC Minas e Teatro Universitário da UFMG. Atualmente trabalha como produtora cultural do grupo Giramundo Teatro de Bonecos. É também integrante do coletivo TeAto do Amanhã desde 2018, grupo que atua em ações artísticas-performáticas e educativas na capital mineira e região metropolitana. E é também cofundadora da companhia Diz Trava através do Olhar, uma coletiva fluida que concilia ações artísticas e pedagógicas, criando e experimentando novos imaginários e modos de produção artísticos a partir de uma perspectiva e com um protagonismo trans. Em 2023 a Coletiva Diz Trava lançou a dramaturgia "Depois do Fim - a Jornada de uma criança sem nome", projeto aprovado pela LMIC BH Fundo 2021, com escritas de Sol Markes em parceria com a escritora Carmen Marçal. O mesmo teve um desdobramentos para o audiovisual, através do edital BH nas Telas 2022, e estreiou como curta-metragem em 2024. É palhaça colaboradora do projeto Zona de Riso, atuando em intervenções e outras ações do projeto.Helena Marques / Função: Artista e OficineiraAtriz, palhaça, pesquisadora, brincante e profissional audiovisual formada pelo Teatro Universitário da UFMG e atualmente integra a equipe de palhaços humanitários do Instituto HAHAHA. Na área da pesquisa, aprofundou seus estudos nas máscaras teatrais com orientação do mestre Fernando Linares em “ A Máscara como Segunda Natureza do Ator” de 2016 à 2021. No audiovisual, além dos trabalhos como atriz em publicidade e propagandas, montou o curta metragem documental "VÓ" em 2021 e seu mais recente trabalho é "Edom" (direção de Breno Santos e Claudio Marcio), onde atuou como preparadora de elenco eassistente de direção. Na palhaçaria além de números circenses apresentados em festivais e centros culturais do estado de Minas Gerais, trabalhou na "Sociedade do Riso" projeto do Grupo de Teatro Armatrux em parceria com o Instituto Unimed BH (2019-2022). Nos palcos, atuou em " A Cerimônia", dirigida por Rogério Lopes, com participações em festivais como o "Verão, Arte Contemporânea" e o "Festival Nacional de Teatro de Passos de Minas" no qual foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz e seu mais recente trabalho é o espetáculo “Uiraçu” da Cia. Candongas e Outras Firulas, com direção de Paulo Flores. Possui ampla experiência com a infância e juventude onde trabalha ministrando oficinas de brincadeiras, artes plásticas, teatro e improvisação.Ana Bento / Função: Artista e OficineiraGraduada em Pedagogia pela Faculdade Estácio (2016), com formação artística pela Escola Livre de Artes Arena da Cultura e Galpão Cine Horto. Tem experiência internacional em La Plata, Argentina, onde viveu por dois anos e alcançou fluência avançada em espanhol. Atua como palhaça em projetos de intervenção social, com foco no enfrentamento à violência de gênero (Zona de Riso/Cia Caxangá) e em ações de humanização hospitalar (Sociedade do Riso/GRUPO ARMATRUX). Faz parte do elenco do espetáculo de rua Bufona’s – Mulher que Bufa, além de atuar como produtora e assistente artística em festivais e projetos culturais. Também tem experiência como educadora social e coordenadora de oficinas artísticas para crianças e adolescentes.Letícia DiCássia / Função: Artista e OficineiraFormou-se em teatro, no ano de 2014, pelo curso profissionalizantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/Minas) e, em 2017, concluiu o curso de formação de atores do Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (T.U./UFMG), sendo também formada em licenciatura do português pela Faculdade de Letras da UFMG. Há cinco anos, compõe elencos de espetáculos, realiza eventos públicos e particulares, atua nas praças e ruas de Belo Horizonte. A atriz é também palhaça e cantora/instrumentista. Integra o elenco do Instituto Hahaha e do espetáculo Berenice e Soriano, com direção de Fernanda Viana.Ronaldo Aguiar / Função: OficineiroMultiartista premiado, atuando como bailarino, coreógrafo, ator, palhaço, artista circense, dramaturgo e diretor. Formado em Dança pela Faculdade Paulista de Artes, estudou ballet, dança contemporânea e técnicas circenses, além de ter integrado companhias de circo e dança de destaque no Brasil e no exterior. Desde 2002 é artista dos Doutores da Alegria, onde foi Diretor Artístico por mais de 10 anos. Como diretor, vem se dedicando à dramaturgia do artista circense, explorando a interdisciplinaridade entre linguagens. Recebeu o Prêmio FEMSA de Melhor Ator Infantil (2015) e o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Palhaço Infantil.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.