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O projeto prevê a realização do Sarau Ubuntu 2026, com quatro edições gratuitas (três itinerantes e um principal), formações em percussão afro-brasileira, oficinas culturais, feiras de artesanato e gastronomia, além da produção de registros audiovisuais e um acervo digital doado a instituições públicas.
Mini-saraus “Ubuntu” (3 edições itinerantes) – Sinopse: Encontros culturais de formato sarau, realizados em praças públicas de bairros periféricos de Bebedouro. Cada edição reúne diversidade de expressões artísticas locais com foco na valorização da cultura afro-brasileira e periférica. A programação, com cerca de 5 números artísticos por evento, inclui shows musicais (rap, samba, maracatu, MPB), poesia ou teatro de rua e apresentações de grupos tradicionais. Os mini-saraus oferecem também vivências imediatas com o público, como uma oficina curta de percussão comunitária durante o evento, convidando os presentes a experimentar ritmos de maracatu, samba de terreiro ou atabaque. O ambiente é de celebração inclusiva, com feira de artesanato e gastronomia típica ao redor, estimulando a economia criativa local. Classificação: Livre – evento adequado para todas as idades e aberto a toda a comunidade.Sarau Ubuntu – Edição Principal – Sinopse: Grande evento de culminância anual do projeto, marcado para o mês de novembro de 2026 em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Realizado no Sambódromo Municipal de Bebedouro, o sarau principal celebra a cultura afro-brasileira em toda sua riqueza, reunindo aproximadamente 10 atrações de destaque. A programação envolve grupos musicais (samba de terreiro, afoxé, reggae, hip-hop), apresentações de dança afro e performances convidadas de renome regional, intercaladas com as performances de conclusão das alunas formadas nas oficinas de percussão do projeto. Paralelamente aos shows no palco principal, ocorrem oficinas e rodas de conversa sobre temática cultural (como dança afro, capoeira ou contação de histórias da tradição oral), oferecendo interação e aprendizado ao público. O espaço conta com feira ampliada de artesanato afro (roupas, turbantes, bijuterias) e praça de alimentação com culinária típica. O Sarau Ubuntu – Edição Principal se configura como um festival comunitário de celebração da identidade negra e inclusão social, encerrando o ano de atividades com ampla participação popular. Classificação: Livre – evento de caráter cultural e educativo, aberto a todos os públicos.Oficinas de Percussão Tradicional – Sinopse: Conjunto de três módulos formativos na área musical, voltados à percussão afro-brasileira, oferecidos gratuitamente para iniciantes e praticantes da comunidade. Cada módulo tem enfoque em um ritmo tradicional: Maracatu de baque virado, Atabaque (toques de matriz afro-religiosa) e Samba de Terreiro. As oficinas mesclam teoria e prática, abordando a história e contexto cultural de cada expressão rítmica e ensinando técnicas de execução instrumental (alfaia e gonguê no maracatu; atabaques e cânticos; tambores e palmas no samba de terreiro). Com duração de 2 a 4 meses, conforme o módulo, as aulas ocorrem em frequência bi-semanal em espaços comunitários. O processo formativo culmina em apresentações públicas dos participantes nos saraus do projeto, demonstrando o aprendizado e promovendo intercâmbio com artistas profissionais. As oficinas atendem principalmente jovens e adultos interessados em música, priorizando a inclusão de mulheres (especialmente no módulo exclusivo de samba de terreiro) e de pessoas sem acesso prévio à educação musical formal. Classificação: Livre – atividade educativa, indicada para público a partir de 15 anos (ou menor, se acompanhado), sem conteúdo inadequado.Acervo Audiovisual “Sarau Ubuntu” (contratação de serviço para a produção) – Sinopse: Registro documental e artístico do projeto Sarau Ubuntu, composto de 5 vídeos institucionais (mínimo 5 minutos cada) e um conjunto de 200 fotografias profissionais. Os vídeos cobrirão os principais aspectos e resultados do projeto: depoimentos de participantes, trechos dos eventos (mini-saraus e sarau principal), momentos das oficinas de percussão e impacto na comunidade. Cada vídeo será legendado em português e terá elementos de audiodescrição, visando ampla acessibilidade. As fotografias retratam cenas emblemáticas dos saraus – artistas no palco, público presente, feira cultural – e o processo das oficinas (ensaios, interações entre formadores e alunos). Esse acervo busca não só documentar o projeto para memória e prestação de contas, mas também servir como material de divulgação da importância da cultura periférica. Após editados, os vídeos e imagens serão disponibilizados publicamente online e doados a instituições locais, constituindo um recurso educativo e histórico sobre as manifestações culturais afro-brasileiras em Bebedouro. Classificação: Livre – conteúdo documental e cultural aberto a todos os públicos.
Objetivo Geral Realizar o Sarau Ubuntu em 2026, composto por quatro edições gratuitas (três mini-saraus itinerantes e um sarau principal), com apresentações musicais, oficinas, feiras de artesanato e gastronomia, formações em percussão afro-brasileira e registro audiovisual, promovendo a democratização do acesso à cultura, a valorização das expressões afro-brasileiras e o protagonismo feminino na música.Objetivos Específicos- Estruturar e realizar três mini-saraus itinerantes em bairros periféricos e um sarau principal, garantindo diversidade artística e inclusão social.- Oferecer três formações gratuitas de percussão:Módulo rápido de Maracatu (2 meses).Módulo rápido de Atabaque (2 meses).Módulo intensivo de Samba de Terreiro (4 meses), exclusivo para mulheres, com entrega de instrumentos e apresentação final no Sarau Principal.- Produzir e disponibilizar um acervo audiovisual permanente, com cinco vídeos legendados (mínimo de 5 minutos cada) e 200 fotografias profissionais.- Doar o acervo audiovisual à Biblioteca Municipal de Bebedouro e universidades regionais, ampliando a documentação e a pesquisa acadêmica sobre cultura afro-brasileira.- Adquirir kit permanente de som e iluminação, assegurando qualidade técnica, redução de custos recorrentes e sustentabilidade para futuras edições do projeto.- Gerar emprego e renda para cerca de 30 profissionais locais, entre artistas, técnicos, formadores e equipe de produção.- Promover acessibilidade e comunicação inclusiva, garantindo participação ampliada e diversidade de públicos.- Consolidar estratégias de comunicação acessível, por meio de campanhas digitais, materiais impressos, rádio comunitária e ações de acessibilidade comunicacional.
O Sarau Ubuntu nasce como resposta à escassez de programação cultural em bairros periféricos de Bebedouro/SP, onde 78% das atividades concentram-se no centro, restringindo o acesso de aproximadamente 40% da população. Essa concentração aprofunda desigualdades e limita a fruição cultural das comunidades periféricas.O projeto promove descentralização cultural, levando apresentações, oficinas e feiras para territórios de baixa oferta cultural, alinhado ao art. 1º, incisos I, II, III, IV e V da Lei 8.313/91 (acesso às fontes da cultura, regionalização da produção, valorização das manifestações culturais, proteção das expressões formadoras da sociedade brasileira e salvaguarda dos modos de criar e viver).Além da difusão, o Sarau Ubuntu aposta na formação cultural: os módulos de percussão em Maracatu, Atabaque e Samba de Terreiro (este último exclusivo para mulheres) contribuem para o fortalecimento da tradição afro-brasileira, respondendo a lacunas de gênero e promovendo reparação simbólica em um campo historicamente masculinizado. A ação se enquadra no art. 3º, I-c e II-c da Lei 8.313/91 (instalação e manutenção de cursos culturais e realização de festivais e espetáculos musicais e de folclore).O investimento em infraestrutura técnica própria (som e iluminação) rompe o ciclo de dependência de locações, viabilizando eficiência financeira e sustentabilidade de longo prazo para o coletivo organizador e para futuras iniciativas comunitárias.O registro audiovisual — cinco vídeos legendados e 200 fotografias — cria um acervo permanente, a ser doado a instituições públicas, suprindo o déficit de documentação cultural em cidades médias e contribuindo para memória, pesquisa e ensino.Assim, o Sarau Ubuntu combina difusão artística, formação cultural e salvaguarda do patrimônio imaterial, promovendo inclusão, acessibilidade e fortalecimento da identidade cultural afro-brasileira em consonância com os princípios e objetivos da Lei Rouanet.
Monitoramento e Avaliação: O Sarau Ubuntu adotará instrumentos de avaliação de impacto para medir os resultados qualitativos e quantitativos do projeto. Serão aplicados aproximadamente 300 questionários de satisfação e perfil de público (50 em cada mini-sarau e 100 no sarau principal) para coletar opiniões sobre a programação, infraestrutura e percepções de aprendizado nas oficinas. Além disso, serão realizadas cerca de 20 entrevistas semiestruturadas com participantes-chave (alunos das oficinas, artistas, líderes comunitários e público frequente) a fim de obter depoimentos aprofundados sobre os efeitos culturais e sociais da iniciativa. Os dados coletados serão analisados e consolidados em relatórios parciais (após cada etapa) e em um Relatório Final de Avaliação, que apresentará conclusões sobre o alcance do projeto, atendendo também às exigências de prestação de contas. Esses resultados e análises servirão para ajustar futuras edições do Sarau Ubuntu e compartilhar aprendizados com outros produtores culturais.Sustentabilidade e Legado Futuro: Há uma preocupação em garantir que os benefícios do projeto se estendam além do seu período de execução. A aquisição do kit de som e iluminação, por exemplo, aumentará a autonomia da produção cultural local, permitindo que eventos continuem ocorrendo nos anos seguintes com menor dependência de locações custosas – esse equipamento ficará sob guarda de um parceiro local (como uma associação cultural ou a Prefeitura, via termo de cooperação) para uso comunitário. Da mesma forma, as alunas formadas no módulo feminino de percussão serão incentivadas a formar um coletivo permanente de mulheres percussionistas, contando com o instrumento doado e apoio da rede do Sarau Ubuntu. O projeto também deve estreitar laços institucionais (com a Biblioteca Municipal, universidades, associações de moradores), abrindo caminho para novas parcerias e desdobramentos, como exposições fotográficas do acervo doado, apresentações independentes dos grupos formados ou inclusão do sarau no calendário cultural oficial de Bebedouro. Em termos ambientais, o projeto buscará minimizar impactos por meio do uso de materiais reutilizáveis (copos ecológicos como brindes, por exemplo) e gestão adequada de resíduos nos eventos, reforçando a responsabilidade socioambiental.Por fim, vale destacar que o Sarau Ubuntu está alinhado a políticas públicas de cultura e diversidade, contribuindo para os objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura ao descentralizar a produção cultural, valorizar identidades afro-brasileiras e promover a inclusão. Todas as autorizações e seguros necessários serão providenciados para uma realização segura. Não foram identificados impedimentos legais relevantes, e eventuais riscos (como chuva em eventos abertos) serão mitigados com planos alternativos (ex.: possibilidade de transferência para espaço coberto ou data reserva). Com esse planejamento abrangente, a proposta apresenta plena viabilidade técnica e coerência com seus objetivos sociais e culturais.O público estimado do projeto é de 2.300 pessoas, sendo 500 em cada um dos três mini-saraus itinerantes e 800 no sarau principal, conforme previsto no Plano de Trabalho.O acesso será 100% gratuito, não havendo cobrança de ingresso ou receita de bilheteria.Ressalta-se que o projeto se enquadra na exceção ao limite de R$ 300,00 per capita, conforme previsto na IN MinC nº 23/2025, art. 18, parágrafo único, inciso XI, por tratar-se de iniciativa de cultura popular e afro-brasileira, inteiramente gratuita e voltada à democratização do acesso.
Apresentações Musicais (Saraus): O projeto prevê a realização de 4 eventos musicais abertos ao público, que incluem apresentações vocais e instrumentais de variados estilos, com ênfase em ritmos afro-brasileiros tradicionais e música popular contemporânea. Não se trata de proposta exclusivamente instrumental nem exclusivamente regional, mas há forte presença de conteúdo de matriz cultural tradicional. Em cada sarau, o repertório abrangerá: ritmos tradicionais regionais (maracatu, afoxé, samba de terreiro) apresentados por grupos locais e alunos formandos, bem como gêneros de música popular (hip-hop, samba, MPB) interpretados por artistas convidados. No total, serão 3 saraus itinerantes (5 números artísticos em média cada) e 1 sarau principal (cerca de 10 números artísticos), todos com duração aproximada de 6 horas por evento. Os custos de realização incluem cachês dos artistas locais e infraestrutura técnica, conforme detalhamento no orçamento. Observação: As apresentações são destinadas a todos os públicos (classificação livre) e visam valorizar a diversidade cultural; haverá predominância de música ao vivo com interação do público (rodas de dança, canto coletivo). Essa mistura de estilos e linguagens atende aos objetivos de difusão cultural e será considerada no enquadramento do projeto (segmento Música Popular, com conteúdos de expressões tradicionais).Projeto Pedagógico – Oficinas de Percussão: As ações formativas do projeto consistem em três cursos/oficinas de percussão gratuitos, desenvolvidos para capacitar novos praticantes e difundir ritmos afro-brasileiros. A seguir, detalham-se seus objetivos, conteúdos e metodologia:Objetivo Geral: Formar percussionistas iniciantes, transmitindo conhecimentos teórico-práticos sobre ritmos tradicionais afro-brasileiros e valorizando a cultura de matriz africana local. Promover a inclusão social por meio da música, oferecendo oportunidades de aprendizado a mulheres e jovens de comunidades periféricas, e incentivar a continuidade dessas práticas culturais na região.Módulos Oferecidos: (a) Maracatu (Maracatu de Baque Virado) – Duração: 2 meses (abr–mai/2026), 2 aulas semanais de 2h. Conteúdo: Introdução histórica ao maracatu (origem pernambucana, cortejo, nação), ensinamento dos padrões rítmicos básicos (alfaia, caixa, gonguê, agbê), exercícios de coordenação e toque coletivo, e apresentação final pública no 1º mini-sarau (jun/2026). Público-alvo: até 20 participantes, homens e mulheres a partir de 15 anos, preferencialmente residentes nos bairros atendidos; critérios de seleção: ordem de inscrição online/presencial até o limite de vagas, com lista de espera. Metodologia: aulas teórico-práticas interativas, incluindo demonstrações ao vivo, prática em conjunto (formação de uma pequena bateria de maracatu) e construção colaborativa (os alunos compõem um pequeno baque para apresentação). Materiais didáticos: apostila introdutória com informações históricas e batidas básicas, instrumentos de percussão fornecidos durante as aulas (alugados ou do acervo do projeto). Profissionais: 1 mestre de maracatu contratado como formador, auxiliado por monitores/estagiários do projeto para suporte logístico e motivacional.(b) Samba de Terreiro (Percussão e Tradição Afro-religiosa) – Duração: 4 meses (jul–out/2026), 2 aulas semanais de 2h. Conteúdo: Módulo avançado com foco no samba de terreiro e demais ritmos de matriz afro-baiana. Abrange fundamentos do samba de terreiro (ligado às rodas de samba em comunidades e terreiros), ensinamento de toques em atabaques, pandeiros e outros instrumentos de roda, canto de pontos tradicionais e noções de simbologia afro-religiosa (respeitando o caráter cultural). Inclui também debates sobre o papel da mulher nas rodas de samba e na cultura do samba paulista. Público-alvo: 15 mulheres (exclusivo para alunas do gênero feminino) a partir de 18 anos, com interesse em percussão e disponibilidade para dedicação intensiva; critérios de seleção: formulário de inscrição com breve carta de interesse, seguido de entrevista para alinhamento de expectativas, privilegiando mulheres negras ou de baixa renda com envolvimento comunitário. Metodologia: abordagem participativa e emancipatória, inspirada em Paulo Freire – as alunas constroem conhecimento coletivamente, compartilhando vivências; aulas práticas de percussão em grupo, rodas de conversa com líderes de samba locais (convidados) e atividades de composição de cantos. Há acompanhamento próximo para garantir evolução técnica de cada participante. Carga horária total: ~64 horas. Materiais didáticos: apostila com repertório de samba de terreiro (letras e contextos), fornecimento de instrumentos (atabaques, tambores, chocalhos) em aula. Ao final, cada aluna concluinte receberá um instrumento de percussão (atabaque ou tambor) como forma de incentivo à continuidade. Profissionais: 1 percussionista especialista em samba de terreiro (mulher, sempre que possível, para exemplo de liderança feminina) como formadora principal; apoio de 1 coordenador pedagógico do projeto e 2 estagiárias para suporte.(c) Atabaque (Ritmos Afro-brasileiros) – Duração: 2 meses (set–out/2026), 2 aulas semanais de 2h. Conteúdo: Introdução ao universo dos toques de atabaque utilizados em manifestações afro-brasileiras (como congada, maracatu rural, candombé ou candomblé – enfoque laico e cultural). Ensino das técnicas de mão para atabaque, padrões rítmicos básicos e variações, alongamento e cuidado físico para percussionistas, e montagem de uma apresentação de encerramento. Público-alvo: até 20 vagas, aberto a interessados de qualquer gênero a partir de 15 anos; critérios de seleção: ordem de inscrição, buscando atingir moradores de diferentes bairros periféricos. Metodologia: semelhante ao módulo Maracatu – aulas com demonstração e prática coletiva progressiva, incentivo à participação ativa (cada aluno lidera um ritmo em determinado momento), e avaliação formativa baseada na frequência e engajamento. Materiais: apostila resumida com introdução aos ritmos afro-brasileiros estudados, instrumentos de atabaque disponibilizados em aula. Profissionais: 1 instrutor de percussão afro-brasileira contratado; 1 assistente ou monitor para suporte durante as aulas.Observações gerais das oficinas: Cada módulo exige frequência mínima de 75% para certificação e apresentação final. Os conteúdos foram escolhidos para fortalecer a cultura local – por exemplo, espera-se que as alunas do módulo Samba de Terreiro formem um novo núcleo feminino de percussão na cidade após o projeto. A integração com os eventos (apresentações finais nos saraus) faz parte da estratégia pedagógica, motivando os alunos e oferecendo experiência de palco. Todo o processo formativo será documentado em vídeo/foto para avaliação e memória. As oficinas ocorrerão em espaços cedidos por parceiros (centro cultural ou escola municipal), propiciando ambiente seguro e adequado.
O projeto contempla diversas medidas para garantir acessibilidade física e de comunicação, de acordo com a legislação vigente (Lei Nº 13.146/2015 e decretos correlatos). Nos eventos presenciais, os locais escolhidos possuem acesso facilitado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida – as praças públicas são planas e abertas, e no Sarau Principal serão instalados banheiros químicos acessíveis. Se necessário, serão providenciadas rampas ou acessos alternativos e haverá sinalização adequada para orientação do público idoso ou com deficiência visual. Durante as apresentações, será reservada uma área frontal para pessoas com deficiência e idosos, garantindo melhor visibilidade e comodidade.Na comunicação e conteúdo, o projeto adotará práticas de acessibilidade comunicacional: todos os vídeos institucionais produzidos serão legendados e contarão com audiodescrição básica, permitindo que pessoas com deficiência auditiva ou visual compreendam os registros. Nas redes sociais, os vídeos curtos do projeto (stories/Reels) também terão legendas automáticas, ampliando o acesso de pessoas com deficiência auditiva. O material gráfico impresso (flyers, cartazes) será diagramado com fontes legíveis e linguagem inclusiva, atendendo também pessoas com baixa visão e diferentes níveis de compreensão de texto. Caso haja disponibilidade, o projeto buscará oferecer interpretação em Libras em momentos-chave dos eventos (apresentação ou cerimônias), reforçando a comunicação com o público surdo.Adicionalmente, a equipe de produção estará orientada a prestar auxílio a pessoas com deficiência durante as atividades, fornecendo informações, conduzindo a lugares reservados e atendendo eventuais necessidades específicas. Todas essas medidas de acessibilidade serão divulgadas nos canais de comunicação do projeto, assegurando que o público com deficiência tenha conhecimento prévio das facilidades disponíveis. Assim, o Sarau Ubuntu garante participação inclusiva e sem barreiras, promovendo o direito universal à cultura.
A democratização do acesso é um dos eixos centrais do Sarau Ubuntu. Todas as atividades propostas serão inteiramente gratuitas ao público, eliminando barreiras econômicas de participação. Os quatro eventos (três mini-saraus nos bairros e o sarau principal) ocorrerão em espaços públicos abertos e em regiões periféricas, descentralizando a oferta cultural que antes ficava concentrada no centro da cidade. Essa estratégia geográfica permite alcançar diretamente comunidades de baixa renda e maioria afrodescendente, facilitando a presença de moradores que geralmente teriam dificuldade de locomoção ou custo para consumir cultura em outras áreas.Haverá ampla divulgação local (por mídias comunitárias, redes sociais, escolas e associações de bairro) para engajar o público alvo – especialmente jovens de 15 a 35 anos, mulheres negras e famílias de bairros populares – garantindo que a informação sobre os eventos e oficinas chegue a quem mais se beneficia deles. As oficinas de percussão, também gratuitas, ampliam a democratização ao oferecer capacitação artística a iniciantes sem exigir pré-requisitos, promovendo a inclusão de novos talentos da comunidade. Serão disponibilizadas vagas por ordem de inscrição, com atenção para equilibrar a participação de diferentes gêneros (no caso dos módulos mistos) e dando prioridade às moradoras no módulo exclusivo feminino, assegurando oportunidade àquele público historicamente menos atendido.Além do acesso presencial, o projeto produzirá um acervo audiovisual público: vídeos e fotografias dos saraus e formações serão disponibilizados online (por exemplo, em canal do YouTube) e doados a instituições públicas de ensino. Dessa forma, mesmo pessoas de outras localidades ou que não puderam comparecer aos eventos terão acesso aos conteúdos gerados, prolongando o alcance do projeto no tempo e no espaço. Em resumo, o Sarau Ubuntu rompe barreiras sociais e geográficas, levando cultura de qualidade gratuitamente a quem mais precisa e criando pontes entre a produção cultural e a população em geral.
Coordenação Administrativa e Gestão Geral – Amanda Ribeiro de Camargo: Proponente do projeto. Responsável pela gestão orçamentária, supervisão dos contratos, emissão de pagamentos e prestação de contas, além da articulação com patrocinadores e parceiros. Mini-currículo: Advogada formada em Direito, com atuação na OAB/Bebedouro. Vice-presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMDEPIRB) e membro da Comissão de Igualdade Racial da OAB local. Cofundadora e coordenadora administrativa do Sarau Ubuntu, com experiência na gestão financeira, logística e organização de eventos culturais, destacando sua trajetória em projetos de direitos humanos e cultura periférica. Coordenação Operacional – Raul Eder Borges Alves: Responsável pela logística dos eventos (montagem e desmontagem de estrutura, transporte de equipamentos), supervisão dos assistentes operacionais e apoio direto às oficinas e apresentações. Mini-currículo: Músico, MC e produtor cultural com trajetória iniciada em corais e fanfarras na infância. Atuante na cena do rap desde 2011 como integrante do grupo InSenso, com três álbuns lançados e participações em projetos nacionais e internacionais. É um dos idealizadores e organizadores do Sarau Ubuntu, com ampla experiência em produção de palco, articulação de artistas e mobilização de público, desenvolvendo ações focadas na valorização da cultura periférica e afro-brasileira. Marketing Cultural – Aruana Leticia Beres: Responsável pela estratégia de divulgação do projeto, incluindo gestão de redes sociais, assessoria de imprensa, produção de materiais gráficos e campanhas promocionais, bem como monitoramento de métricas de engajamento. Mini-currículo: Pedagoga com especialização em Marketing, atuando há seis anos em comunicação estratégica e branding. Experiência destacada em projetos culturais, sociais e políticos, com competências em produção de conteúdo, gestão de marca e engajamento comunitário. No Sarau Ubuntu, contribui para a integração entre educação, cultura e marketing, potencializando o alcance e impacto das ações junto às comunidades atendidas.(Obs.: Além dos profissionais listados, o projeto contará com outros membros de equipe, como coordenadores auxiliares, assistentes de produção, estagiários e facilitadores, cujas funções e qualificações estão detalhadas no plano de trabalho e serão inseridas nos itens orçamentários correspondentes. Os três perfis acima representam os principais responsáveis pela gestão e execução do projeto.)
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.