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Um livro que explora a obra de Paulo Mendes da Rocha com novas perspectivas através do olhar experiente do fotógrafo de arquitetura, e especialista em arquitetura moderna, Leonardo Finotti. Finotti sabe, como poucos, reconhecer as ideias propostas pelos arquitetos em suas obras, e jamais faz de suas fotos um mero exercício formal de exploração da arquitetura. São fotos que revelam detalhes pouco ou jamais percebidos pela maioria do público e que, ao mesmo tempo, reforçam os conceitos sugeridos pelos arquitetos nestas obras. A obra valoriza os espaços de rica expressão cultural presentes na produção arquitetônica de Paulo Mendes da Rocha, revelando novos aspectos do trabalho de um dos maiores arquitetos brasileiros de todos os tempos.
Em 1969 o Brasil vivia um de seus momentos históricos mais trágicos. A ditadura militar, através do AI-5, prendia e enviava para o exílio qualquer cidadão que fosse considerado adversário do governo. Naquele ano, a Universidade de São Paulo inaugurou um de seus mais emblemáticos e arrojados edifícios: o prédio da Escola de Arquitetura. Vilanova Artigas, autor do projeto e também professor da FAU, pouco pode usufruir dele. Ele foi destituído do cargo, teve seus direitos políticos cassados e só voltou ao país em 1980, com a anistia. Outro professor da escola e discípulo de Vilanova Artigas, também foi expulso da escola e, assim como seu mestre, só pode retornar à instituição em 1980. Paulo Mendes da Rocha também seria personagem de outro episódio promovido pelo governo militar. Ele tinha projetado o Pavilhão do Brasil para a Feira Internacional de Osaka, uma grande cobertura de concreto e vidro apoiada em colônias artificiais. Ele estava também com os direitos profissionais cassados. Quando a exposição acabou, o governo japonês pediu permissão para que o pavilhão brasileiro não fosse destruído e se transformasse em um prédio da Universidade local. O governo brasileiro negou. Nos anos 90, com o esgotamento das propostas do pós-modernismo, uma nova geração de arquitetos e críticos voltam novamente os olhos para o Brasil. E encontram na obra de Paulo Mendes da Rocha, uma das muitas respostas que procuravam. Este livro lança um olhar apurado sobre a obra e o legado da arquitetura de Paulo Mendes da Rocha.
Objetivo Geral Mostrar as principais obras de Paulo Mendes da Rocha ao longo de toda a sua carreira, particularmente suas obras "clássicas" como o ginásio do Club Athletico Paulistano, o Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado em Guarulhos, o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, o pórtico da Praça do Patriarca e a reforma da Pinacoteca de São Paulo.Relacionar a arquitetura moderna de Paulo Mendes da Rocha com o projeto de um país moderno, que os arquitetos de sua geração tentaram e conseguiram, parcialmente, implantar ao longo do século XX.Identificar formalmente a razão da "redescoberta" da arquitetura moderna brasileira pela crítica internacional, especialmente a inglesa, no início deste século. Objetivos específicos a) Produzir, publicar e distribuir 3000 exemplares do livro "Paulo Mendes da Rocha". b) Realizar até três palestras, com duração de 60 minutos cada, para professores e alunos de escolas públicas, onde serão apresentadas e desenvolvidas as técnicas utilizadas na criação do livro, atingindo um público total de 300 pessoas.c) Realizar lançamento do livro em local que possua todas as condições de acessibilidade exigidas conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Nº 13.146 Art. 42, com entrada gratuita a toda população.
O reconhecimento internacional sobre a obra de Paulo Mendes da Rocha se deu num crescente a partir do final dos anos 90 do século passado. Primeiro com a edição simultânea em Portugal e na Espanha do livro Mendes da Rocha. Em 1997, a 10ª Documenta de Kassel na Alemanha lhe dedica uma sala especial. Em 2000, ele recebe o Mies Van Der Rohe Award de Arquitetura Latino-Americana. Em 2001, a editora Verlag, uma das mais importantes da Europa, lança Paulo Mendes da Rocha: Bauten Und Projekte, e o arquiteto passa a projetar também no exterior, culminando com o Prêmio Pritzker em 2006. O crítico italiano Francesco Dal Co definiu sua obra como "uma combinação ímpar de uma segura racionalidade, da essencialidade das soluções construtivas, de sua intransigência no emprego dos materiais e do seu desprezo pelo supérfluo".Mendes da Rocha consolidou-se como herdeiro do racionalismo e de uma escola de arquitetura moderna que já havia seduzido o mundo cinco décadas antes. Ao mesmo tempo, seu trabalho como urbanista propôs uma nova relação entre espaço urbano e natureza, na qual "a primordial arquitetura é a geografia". Este livro se justifica pela necessidade de registrar e difundir essa trajetória, valorizando a obra de Paulo Mendes da Rocha como patrimônio cultural brasileiro e como um dos mais emblemáticos espaços de rica expressão cultural, assegurando sua preservação e compreensão pelas futuras gerações. A publicação se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações.E nos seguintes incisos e alíneas do Art. 3º da Lei 8.313/91:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.
Características técnicasEdição bilíngue: português e inglêsTiragem: 3000 (três mil) exemplaresFormato fechado: 20,5 x 20,5 cmFormato aberto: 20,5 x 41 cmQuantidade de páginas: 192 páginasFormato do livroCapa: brochura, impressa 4x0 coresMiolo: papel couché 150 gramas, impresso a 4x4 cores
LIVROAcessibilidade físicaO lançamento do livro será realizado em local que possua todas as condições de acessibilidade exigidas conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Nº 13.146 Art. 42, com entrada gratuita a toda população. Além disso, o livro também estará disponível nas livrarias.Acessibilidade para deficientes visuaisO livro será disponibilizado em audiolivro, onde o leitor portador de necessidades especiais poderá utilizar o conteúdo para seu conhecimento ou entretenimento. O audiolivro é referente ao item orçamentário "Transcrição”.Acessibilidade para deficientes auditivosNão se aplica, visto que o produto principal é um livro.Acessibilidade para pessoas com deficiência intelectualA obra é essencialmente ilustrada o que garante pleno acesso das pessoas com deficiência intelectual ao conteúdo do livro. Nos textos, o uso de linguagem clara e objetiva completa essa garantia. O projeto gráfico também será desenvolvido com atenção à hierarquia das informações, de modo a tornar a leitura mais intuitiva e inclusiva.CONTRAPARTIDA SOCIALAcessibilidade físicaA contrapartida social será realizada em local que possua todas as condições de acessibilidade exigidas conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Nº 13.146 Art. 42, com entrada gratuita a toda população.Acessibilidade para deficientes visuaisOs portadores de deficiência visual terão a sua disposição a explicação do Palestrante e de alguns profissionais que participaram do projeto, possibilitando que participem da palestra. Também estará disponível, gratuitamente, o audiolivro.Acessibilidade para deficientes auditivosOs portadores de deficiência auditiva terão auxílio do Intérprete de Libras a fim de repassar todo o conteúdo do palestrante e ampliar o acesso à cultura no país.
Referente à distribuição, adotaremos os expostos nas seguintes alíneas do Inciso I, III e IV do Art. 46, Seção II, Capítulo IV, INSTRUÇÃO NORMATIVA MINC No 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, a saber:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;Serão destinados até 10% (dez por cento) do total dos exemplares (até 300 exemplares) para os patrocinadores da obra.III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;Serão destinados 10% (dez por cento) do total dos exemplares (300 exemplares) com caráter social ou educativo.IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).Serão comercializados 20% (vinte por cento) do total dos exemplares (600 exemplares) ao valor de R$ 45,54 (na data de hoje, 09/09/2025, o salário-mínimo nacional é de R$ 1.518,00, logo foi calculado 3% em cima deste valor, resultando em R$ 45,54).Adotaremos também, o exposto no Inciso I do Art. 47, Seção III, Capítulo IV, INSTRUÇÃO NORMATIVA MINC No 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, a saber:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte porcento);Serão destinados 10% (dez por cento) do total dos exemplares (300 exemplares) com caráter social ou educativo.Além disso, como contrapartida social, adotaremos o seguinte inciso do Art. 49, Seção IV, Capítulo IV, INSTRUÇÃO NORMATIVA MINC No 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025:II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; ouContrapartida social: Realizar até três palestras, com duração de 60 minutos cada, para professores e alunos de escolas públicas, onde serão apresentadas e desenvolvidas as técnicas utilizadas na criação do livro, atingindo um público total de 300 pessoas.
Leonardo FinottiArtista visual e tem sua trajetória estruturada sobre dois pilares complementares, empreendendo, pela fotografia, tanto uma exploração rigorosa da Arquitetura Moderna quanto uma investigação dos espaços urbanos anônimos ou informais. Após graduar-se em Arquitetura (UFU) e concluir uma pós-graduação na Bauhaus Foundation (Dessau, Alemanha) começa sua carreira como fotógrafo em Portugal, onde viveu por seis anos, colaborando com os mais importantes arquitetos portugueses. Inicia então um projeto sistemático de releitura do Modernismo em diferentes continentes, que prossegue quando do seu retorno ao Brasil. Contribui internacionalmente com diferentes arquitetos e publicações, ao mesmo tempo em que desenvolve diversos projetos pessoais (exposições e publicações) tendo a arquitetura e a cidade como eixo principal de sua pesquisa visual: Pelada (2014), Latinitudes (2015), Rio Enquadrado (2016), Brutiful (2017), para citar apenas alguns. Já realizou diversas exposições individuais e coletivas e seu trabalho faz parte de coleções de algumas das mais importantes instituições públicas e privadas, tais como Bauhaus (Alemanha), Fundação EDP (Portugal), AzW (Áustria), Buendner Kunstmuseum (Suíça), Cité de L'Architecture & du Patrimoine (França), MAR (Brasil), entre outras. Representou o Brasil em duas Bienais de Arquitetura de Veneza, na Bienal de Shenzhen, na X Bienal de Arte do Mercosul e foi premiada na XV Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Em 2008, Finotti foi convidado por Barry Bergdoll, então curador-chefe do MoMA-NY, a fazer parte da exposição “Latin America in Construction: Architecture 1955-1980”. O projeto, desenvolvido ao longo de sete anos, reinterpreta visualmente o legado da arquitetura moderna na América Latina. O trabalho além de integrar a exposição, teve 15 obras adquiridas para sua coleção permanente e recebeu um capítulo no catálogo, sob a forma de portfólio.Pedro Fernandes SaadCom grande experiência na área cultural, Pedro Saad coordenou mais de 100 projetos no âmbito nacional e internacional, tendo sido o editor chefe de importantes obras como o livro sobre os "70 anos da UNESCO" que foi distribuído para 193 líderes mundiais signatários da ONU, e os livros “Patrimônio Mundial do Continente Africano” e “Patrimônio da Humanidade no Brasil”.Advogado, pós-graduado no Curso de Especialização em Administração para Graduados (CEAG) pela FGV/SP, mestre e doutor em administração de empresas pela PUC-SP. Professor do curso de pós-graduação em Gestão Cultural da PUC-SP, professor convidado da FGV e ESPM. Diretor de Desenvolvimento Sustentável e Investimentos de Impacto da Câmara de Comércio Brasil-Califórnia (BCCC), diretor da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), membro associado da Aliança Francesa e membro do Conselho Consultivo da Instituição R20 Brasil, organização fundada pelo ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. Diretor fundador da Editora Brasileira, Produtora Brasileira e World Observatory.Elaborou diversos projetos nas áreas: cultural; educacional e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que foi tema da sua tese de doutorado intitulada "Empresas e ODS - priorizando as ações sustentáveis de maior retorno econômico, social e ambiental para a humanidade”.Coordenou e coproduziu importantes projetos com a ONU, PNUD, UNESCO, UNICEF, OIM/ACNUR, ONU Mulheres, Itamaraty, MASP, Pinacoteca, MAM, USP, FGV, PUC-SP e com grandes empresas como: Bloomberg, Deloitte, PwC, Coca-Cola, At & t, General Motors, Zurich Insurance, Allianz, Basf, Bayer, Wolkswagen, Peugeot, Renault, Citröen, BNP Paribas, Saint-Gobain, Fiat, Anglo American, EDF, Petrobras, Itaú, Bradesco, instituições nacionais e internacionais, entre elas União Europeia (Serviço de Publicações), Fundação Leonardo DiCaprio, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Aliança Francesa, Instituto Goethe, AlmapBBDO, Amazon, Atos, BCG, DataLab, Edelman, IOC Brasil, Instituto Ethos, Microsoft, Turma do Jiló, UOL, Folha de S. Paulo, Falconi, CEPAL, Sebrae MG, Natura, entre outras.Cláudia FonsecaCláudia Fonseca é jornalista com mestrado em Comunicação e desenvolveu atividades em rádio, jornais, revistas e assessoria de imprensa. Foi também professora da Faculdade de Comunicação de Santos. Formada em História, em 2001, atuou em projetos de memória institucional e corporativa como coordenadora, pesquisadora e curadora de exposições para organizações como Petrobras, Votorantim, Volkswagen, Fundação Bradesco, Pão de Açúcar, Unimed do Brasil, Dieese, Instituto Ethos, jornal Estado de S.Paulo, Alcoa e Leroy Merlin, entre outras. É autora dos livros Pátria Vermelha (2001); Educar para o Futuro - 50 anos da Fundação Bradesco (2003); O futuro é nossa energia - 50 anos da Petrobras/RPBC (2003); História do inox através das pessoas - Memória da Acesita (2005), laureado no Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial); Cooperativismo médico no Brasil - 40 anos de Unimed (2005); Memória da luta pela autonomia política no Distrito Federal (2007); Raízes do Brasil (2013); Temperos do Brasil (2015); Construindo o Futuro - Grupo Lwart - 40 anos (2016); Brasil e Portugal: do descobrimento até os dias atuais (2017) e Construtores de sonhos - 20 anos da Leroy Merlin no Brasil (2019).Matthew ShirtsJornalista e escritor. É autor do livro, Emergência Climática: O aquecimento global, o ativismo jovem a luta por um mundo melhor, publicado pelo selo ClaroEnigma em 2022, em parceria com Greenpeace Brasil. É co-fundador da plataforma de comunicação, Fervuranoclima, dedicada a encontrar novas abordagens no jornalismo, arte e humor para o aquecimento global. Colabora regularmente para a editora de livros e produtora de vídeos especializada em desenvolvimento sustentável, Observatory of Human Affairs, Produtora Brasileira e Editora Brasileira com textos, traduções, entrevistas e consultoria. É autor de textos para os livros Brasil visto de cima (Cássio Vasconcellos), Amazônia (Marcos Piffer), Rio visto de Cima (Cássio Vasconcellos), Parques Nacionais e Festas Brasileiras, entre outros. Apresenta e ajudou a roteirizar o filme Carbono Zero, realizado pela Produtora Brasileira. Shirts lançou a edição brasileira da revista National Geographic e dirigiu a publicação durante 14 anos, até 2013. Continuou como colunista da revista até 2019. Ajudou a criar o Planeta Sustentável, a maior plataforma de sustentabilidade em língua portuguesa (2007-2015) para a editora Abril, desenvolvendo cursos, eventos, branded content e livros e dirigindo o seu site. Escreveu crônicas para a Veja São Paulo de 2011 a 2015 e para o Estado de São Paulo, de 1994 a 2011. Cobriu, como colunista, duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Pautou, escreveu e apresentou na rádio Bandnewsfm a coluna diária, “São Paulo para paulistanos,” junto com o jornalista Eduardo Barão, de 2016 a 2019.Foi editor do caderno de Negócios da Folha de São Paulo no início da carreira. É autor de dois livros de crônicas, O jeitinho americano (Realejo, 2010), e A feijoada completa (Realejo, 2015), e editor (junto com João Kulcsar) da coletânea de ensaios sobre as culturas americana e brasileira, A herança compartilhada (Edições Sesc, 2013). Equipe TécnicaFotografias: Leonardo FinottiCoordenação: Pedro SaadPesquisa: Claudia FonsecaTradução para o inglês: Matthew ShirtsObs.: Informamos que a equipe técnica será efetivamente definida e contratada após a captação de recursos, de acordo com a disponibilidade de cada profissional.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.