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O projeto propõe a realização de oficinas gratuitas de música regional e poesia gaúcha no CTG Felipe Portinho, na cidade de Marau, com duração de seis meses, abertas à participação de crianças, jovens e adultos da comunidade. A iniciativa busca valorizar e difundir o patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, oferecendo atividades formativas que integram teoria e prática, com foco no aprendizado musical, coreográfico e na compreensão dos elementos históricos e sociais da tradição gaúcha. As oficinas pretendem ampliar o acesso da população à cultura, democratizar oportunidades de formação artística e estimular o engajamento comunitário em atividades de preservação da identidade regional. O projeto também contribui para a formação de novos públicos, fortalece a cadeia produtiva da cultura local e promove a inserção da tradição no cotidiano das pessoas, reforçando seu papel como instrumento de inclusão social e cidadania cultural.
Objetivo GeralPromover a valorização, difusão e preservação da cultura gaúcha na cidade de Marau no CTG Felipe Portinho por meio da realização de oficinas gratuitas de poesia gaúcha e música regional. O projeto visa proporcionar formação artística e cultural a cerca de 100 participantes, abrangendo diferentes faixas etárias e contextos sociais, em especial estudantes de escolas públicas e pessoas em situação de vulnerabilidade cultural e social. Sua finalidade principal é democratizar o acesso à arte, estimular o desenvolvimento criativo e fortalecer a identidade regional, assegurando que tradições literárias e musicais do Rio Grande do Sul sejam vivenciadas, reinterpretadas e transmitidas às novas gerações. Busca-se, com isso, contribuir para a formação de cidadãos culturalmente ativos, capazes de reconhecer a importância da herança gaúcha em seu cotidiano e de atuar como multiplicadores dessa tradição em seus meios sociais e comunitários.Objetivos Específicos01) Realizar 160 aulas presenciais ao longo de 10 meses no CTG Felipe Portinho, com encontros semanais em dois turnos, estruturando oficinas gratuitas voltadas à poesia gaúcha e à música regional. Essa carga horária possibilitará o aprofundamento gradual dos conteúdos, garantindo tempo suficiente para a prática, a experimentação e a consolidação do aprendizado artístico.02) Oferecer oficinas de Poesia Gaúcha, com foco na declamação, interpretação e estudo de autores representativos do Rio Grande do Sul, incentivando a prática da oralidade, a expressão cênica e a reflexão crítica sobre a literatura tradicionalista. Essa atividade pretende ampliar a capacidade comunicativa dos participantes, desenvolver habilidades de leitura e interpretação de textos, além de reforçar o vínculo com a identidade literária e cultural da região.03) Desenvolver oficinas de Música Regional, contemplando a prática de instrumentos característicos da tradição gaúcha, como violão, gaita, percussão típica, além do canto. Os alunos terão contato tanto com repertório tradicional quanto com adaptações pedagógicas acessíveis, permitindo uma vivência musical completa que une técnica, expressão artística e valorização das raízes musicais do estado.04) Realizar 2 apresentações públicas gratuitas de encerramento, com público estimado de 600 pessoas, promovendo a cultura gaúcha e o acesso democrático a cultura.05) Organizar turmas divididas em iniciantes e intermediários, possibilitando um acompanhamento pedagógico diferenciado e adequado ao nível de conhecimento e de prática de cada participante. Essa divisão permite que todos possam evoluir no processo de aprendizado, respeitando seu ritmo individual e garantindo progressão didática ao longo do projeto.06) Atender aproximadamente 100 alunos durante todo o período do projeto, assegurando o acesso gratuito a atividades de qualidade que, em muitos casos, estariam restritas a espaços pagos. Essa ação amplia o alcance social da iniciativa e reforça o caráter inclusivo do projeto, que busca envolver públicos diversos, desde crianças até adultos, em experiências culturais significativas.07) Democratizar o acesso à cultura, proporcionando atividades gratuitas e acessíveis que ampliem a participação da comunidade em práticas artísticas ligadas à tradição gaúcha. Dessa forma, busca-se reduzir desigualdades culturais e criar oportunidades de formação que ultrapassam barreiras econômicas e sociais.08) Fortalecer a identidade cultural gaúcha, promovendo o contato direto da comunidade com manifestações artísticas que representam o patrimônio imaterial do Rio Grande do Sul. A poesia e a música regional são entendidas como expressões vivas da tradição e, ao serem transmitidas em oficinas, contribuem para que os participantes se reconheçam como parte de um processo coletivo de preservação cultural.09) Estimular a formação de novos públicos culturais, oferecendo experiências que despertam o interesse e a curiosidade por manifestações literárias e musicais regionais. A participação nas oficinas deve fomentar a apreciação e o consumo de atividades culturais, consolidando hábitos que impactam positivamente o futuro da cena cultural local.10) Fomentar o protagonismo comunitário e a inclusão social, utilizando a arte como instrumento de integração, fortalecimento de vínculos e desenvolvimento humano. As oficinas permitem que os participantes desenvolvam habilidades artísticas e sociais, como disciplina, trabalho em grupo, autoestima e capacidade de expressão, aspectos fundamentais para sua formação integral e cidadã.11) Gerar impacto cultural duradouro, deixando como legado não apenas o conhecimento técnico adquirido, mas também o fortalecimento da rede cultural de Marau, a valorização da produção artística local e a construção de novos espaços de diálogo entre tradição e contemporaneidade.
A presente proposta encontra fundamento na relevância cultural, social e educativa que envolve a preservação e a difusão do patrimônio imaterial do Rio Grande do Sul, principalmente no que se refere à poesia gaúcha e à música regional. A cultura tradicionalista, em suas diferentes manifestações, representa não apenas um conjunto de práticas artísticas, mas um elo de identidade, pertencimento e memória coletiva que compõe de forma decisiva a formação da sociedade sul-rio-grandense. Entretanto, apesar da riqueza e da representatividade dessas expressões, observa-se que grande parcela da população encontra barreiras para o acesso a atividades culturais estruturadas e de qualidade, seja por limitações financeiras, seja pela carência de políticas de formação continuada que cheguem de forma efetiva às comunidades do interior do Estado. O projeto propõe-se a responder a essa demanda por meio da oferta de 160 aulas presenciais gratuitas, realizadas em um período de 10 meses, contemplando oficinas de poesia gaúcha e música regional. Estima-se o atendimento de aproximadamente 100 participantes, distribuídos em turmas de iniciantes e intermediários, permitindo acompanhamento pedagógico adequado ao nível de cada grupo. Além do caráter formativo, o projeto prevê também a realização de duas apresentações públicas de encerramento, abertas à comunidade e com público estimado em 600 pessoas, ampliando o alcance e a democratização do acesso às manifestações culturais abordadas. As oficinas de Poesia Gaúcha abordarão a declamação, a interpretação e o estudo de autores regionais, estimulando a oralidade, a apreciação estética e a reflexão crítica sobre a literatura tradicionalista. Já as oficinas de Música Regional contemplarão a prática de instrumentos como violão, gaita, percussão típica e canto, oportunizando aos alunos contato com repertórios tradicionais e adaptações pedagógicas acessíveis. Ao aliar formação literária e musical, a proposta promove não apenas o aprendizado técnico, mas também a vivência de valores identitários e comunitários que caracterizam a tradição gaúcha. A necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais decorre do fato de que iniciativas dessa natureza demandam recursos humanos especializados, infraestrutura adequada e materiais pedagógicos, os quais não podem ser plenamente custeados pela comunidade local nem por recursos próprios da entidade proponente. Dessa forma, a captação de patrocínio via renúncia fiscal torna-se a alternativa viável e necessária para a execução do projeto, garantindo qualidade, amplitude e sustentabilidade às ações propostas.No plano legal, o projeto se enquadra nos objetivos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91 (Lei de Incentivo à Cultura), atendendo diretamente aos seguintes incisos:Inciso I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Inciso II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Inciso III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;Inciso V _ preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;Inciso VII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.De igual modo, a proposta está alinhada aos objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, com destaque para:Inciso I _ estimular a criação, a produção, a difusão, a distribuição e o acesso aos produtos culturais;Inciso II _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;Inciso III _ preservar os bens culturais materiais e imateriais do País;Inciso V _ estimular a produção cultural regional e a difusão de bens culturais regionais;Inciso VI _ apoiar, por meio de incentivos específicos, as manifestações culturais populares, indígenas e afro-brasileiras, bem como de outros grupos participantes do processo cultural nacional.Assim, observa-se que o projeto responde integralmente às finalidades da Lei de Incentivo à Cultura, ao proporcionar o acesso gratuito à formação cultural, ao estimular a regionalização da produção artística, ao preservar manifestações do patrimônio imaterial gaúcho e ao difundir práticas culturais que se constituem em símbolos identitários da sociedade sul-rio-grandense. Além dos aspectos legais, é importante destacar o impacto social que se pretende alcançar. O projeto cria condições para que crianças, jovens e adultos possam ter contato direto com a arte, muitas vezes pela primeira vez, em um ambiente de aprendizado inclusivo e de valorização da diversidade. Ao estimular a criatividade, a disciplina, a autoestima e o trabalho coletivo, as oficinas contribuem não apenas para a formação artística, mas também para a formação cidadã. Ademais, ao promover a cultura regional em espaços comunitários, o projeto fortalece vínculos sociais, gera pertencimento e assegura a continuidade de tradições que correm risco de enfraquecimento diante das pressões culturais contemporâneas. A realização das apresentações públicas de encerramento reforça o caráter democrático e formador da proposta, permitindo que o conhecimento adquirido nas oficinas seja compartilhado com a comunidade em geral, em uma experiência de fruição coletiva da arte. Esse aspecto amplia o alcance do projeto e contribui para a criação de novos públicos culturais, estimulando hábitos de consumo cultural que fortalecem o setor a médio e longo prazo. Portanto, justifica-se a aprovação e o financiamento deste projeto pelo Mecanismo de Incentivo à Cultura, pois ele se configura como uma ação estruturante de formação, preservação e difusão cultural, em plena conformidade com a Lei nº 8.313/91. Ao integrar dimensões simbólicas, cidadãs e econômicas, a proposta se apresenta como instrumento fundamental para a consolidação da tradição gaúcha como patrimônio vivo, acessível e transformador da realidade social de Marau e região.
Acessibilidade FísicaPara garantir que todas as pessoas possam participar das oficinas e apresentações, o projeto prevê:1) Rampas de acesso nas áreas de entrada e circulação principal do CTG, permitindo a locomoção de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.2) Adequação de banheiros com barras de apoio e espaço suficiente para cadeirantes.3) Sinalização tátil em pontos estratégicos, como entradas, acessos ao salão e áreas de uso comum, de modo a orientar pessoas com deficiência visual.4) Assentos reservados próximos ao palco e em locais de fácil acesso para pessoas com deficiência, idosos e gestantes.5) Equipe de apoio preparada para auxiliar o público em caso de necessidade de deslocamento dentro do espaço.Acessibilidade de ConteúdoPara que as atividades de música e declamação tradicionalista sejam compreendidas plenamente por todos, serão adotadas as seguintes medidas:1) Intérprete de Libras durante as oficinas e apresentações, garantindo o acesso ao conteúdo para pessoas surdas.2) Materiais em Braille e fonte ampliada, com trechos de poemas, letras de músicas e informações básicas do projeto, facilitando o acompanhamento por pessoas com deficiência visual.3) Legenda descritiva em projeção ou material impresso, com informações essenciais sobre as apresentações, falas e conteúdos das oficinas.4) Uso de linguagem acessível na mediação pedagógica, com explicações claras e exemplos práticos, favorecendo a inclusão de pessoas com deficiência intelectual.Compromisso com a InclusãoA soma dessas medidas reforça o compromisso do projeto em promover um acesso democrático à cultura, alinhando-se às diretrizes de acessibilidade física e de conteúdo. Dessa forma, garante-se que a tradição gaúcha, representada pela música e pela declamação, seja vivenciada por todos os públicos, em igualdade de condições, ampliando o impacto social e cultural da iniciativa no município de Marau e região.
Democratização de Acesso O projeto nasce com o compromisso de garantir que a comunidade de Marau tenha acesso livre, inclusivo e acolhedor à música e à declamação tradicionalista. Todas as atividades, oficinas e apresentações, serão totalmente gratuitas, permitindo que crianças, jovens, adultos e idosos participem sem barreiras econômicas. A divulgação será feita de forma simples e próxima da comunidade, com anúncios em rádios locais, cartazes em escolas, associações de bairro e pontos de grande circulação, além de publicações nas redes sociais do CTG. O objetivo é que a informação chegue até aqueles que, muitas vezes, não frequentam regularmente espaços culturais, mas que têm grande interesse em vivenciar sua própria tradição.Para ampliar o acesso, o projeto prevê medidas concretas:1) Distribuição de materiais: programas de mão e cartilhas de apoio às oficinas serão entregues aos participantes, para que possam levar consigo uma lembrança e também um material educativo. Os alunos das oficinas receberão certificados, reforçando a importância de sua participação.2) Ensaio aberto: um dos momentos de preparação será realizado em formato de ensaio aberto, especialmente direcionado para escolas da rede pública e grupos comunitários. Essa abertura permite que o público conheça os bastidores, crie vínculos com os artistas e perceba que a cultura é um espaço de todos.3) Oficinas paralelas: além das oficinas principais, haverá encontros curtos com turmas escolares, em horários adaptados à rotina dos alunos, apresentando de forma prática e divertida a declamação e a música tradicionalista. Assim, mais crianças e jovens terão contato com o projeto, mesmo que por um tempo reduzido.4) Acessibilidade de conteúdo: trechos das apresentações e oficinas serão gravados e disponibilizados em redes sociais com legendas descritivas e presença de intérprete de Libras em momentos-chave, garantindo que pessoas surdas também participem dessa experiência.5) Parceria com escolas: a rede pública de ensino de Marau será convidada a integrar o projeto, não apenas como espectadora, mas como protagonista. Professores e estudantes serão estimulados a participar das atividades e a levar o aprendizado para dentro das salas de aula. Mais do que oferecer um espetáculo, o projeto busca criar momentos de encontro. A música e a poesia tradicionalista são aqui ferramentas de aproximação entre gerações, fortalecendo vínculos e valorizando a identidade gaúcha. Cada oficina e cada apresentação serão oportunidades de convivência, onde a tradição se mistura à troca de saberes e ao sentimento de pertencimento da comunidade. Dessa forma, a democratização de acesso vai além da gratuidade: ela se expressa na forma como o projeto se abre para o público, acolhe diferentes realidades, utiliza linguagens acessíveis e se coloca como um espaço de aprendizado, convivência e valorização da cultura regional.
Briani Costa Be Trindade (Oficineira)Formação: Licenciatura em Pedagogia (UPF, 2008–2011) e Magistério (2004–2007).Atuação: Mais de 27 anos de experiência no Movimento Tradicionalista Gaúcho. Instrutora de danças tradicionais e danças gaúchas de salão, atuando com grupos de todas as idades (Pré-Mirim ao Xirú).Experiência: Finalista e premiada em importantes concursos como ENART (força A e B), FestMirim, Juvenart, Premiart, FestXirú, entre outros. Instrutora responsável por grupos campeões em eventos estaduais e nacionais.Destaques: Premiações individuais em Danças Gaúchas de Salão (2014, 2015, 2017 e 2021), participação no Festival de Folclore na Espanha (2015), atuação em festivais e rodeios estaduais e nacionais.Perfil: Referência no meio tradicionalista, une experiência prática e pedagógica, transmitindo conhecimento e amor pela cultura gaúcha.Kátia Hahn Schu (Oficineira)Formação: Curso de Formação Tradicionalista (CFOR) e aperfeiçoamentos em painéis técnicos de Danças de Salão e Declamação.Atuação: Natural de Victor Graeff, residente em Marau há mais de 20 anos. Envolvida em concursos de declamação e dança desde 2012. Coordenadora Artística do CTG Felipe Portinho (2016–2024). Atua há mais de 3 anos como professora de declamação, presencial e on-line, para crianças, jovens e adultos. Avaliadora de concursos de declamação e de Prendas e Peões.Experiência: Finalista do ENART em declamação desde 2015. Integrante do Galpão da Poesia Crioula de Santa Maria/RS.Destaques: Campeã Nacional de Declamação Veterana (Irati/PR – 2023 e Cristalina/GO – 2025), campeã em rodeios nacionais e estaduais (Lagoa Vermelha, Xangri-Lá, Campo Bom, Santa Maria, Abdon Batista, Vacaria).Perfil: Reconhecida declamadora, com forte atuação como orientadora e avaliadora, contribui para a difusão e fortalecimento da arte declamatória no Rio Grande do Sul e em outros estados.Adriana Ferreira (Coordenadora pedagógica)Educadora apaixonada com mais de 20 anos de trajetória, historiadora com mestrado na área e uma carreira marcada pela dedicação à preservação da memória e à valorização da cultura regional. Durante dois anos, realizou um estágio enriquecedor no Museu Histórico de Passo Fundo, onde se destacou em atividades de monitoria, pesquisa e montagem de exposições, contribuindo significativamente para o resgate e a preservação da história local. Como integrante do grupo pioneiro do projeto Momento Patrimônio, idealizado pelo curso de História da Universidade de Passo Fundo, participou de iniciativas inovadoras de educação patrimonial. Em 2024, desenvolveu a cooperação pedagógica dos projetos culturais Cinema Itinerante Kaingang e do curta-metragem Akuan e a Cruzada do Amanhã , fortalecendo o diálogo entre educação e cultura.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.