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O projeto visa a montagem da ópera "FOME DE BOLA _ A ÓPERA DO FUTEBOL" em 4 atos, e produção de 01 temporada.
A importância do futebol para a alma dos brasileiros é a mesma que os gregos e romanos davam a seus heróis, seres meio humanos meio deuses, capazes de mudar seus destinos e o destino da própria humanidade. Essa proximidade entre o eterno e o transitório, a dimensão ciclópica de seus feitos e suas dores é a essência da tragédia, a alma da ópera.Explorando toda a dimensão teatral e épica do futebol, a nossa ópera traz uma analogia com os heróis greco-romanos, colocando a bola em jogo dinâmico, atual e emocionante. É também uma comparação entre o sortilégio do esporte, dominado por uma bola da qual ninguém pode dizer que consegue controlar e das armadilhas da vida, que acena com a fortuna, mas esconde seu preço.A ópera conta a história de dois filhos de um ex-craque de futebol (Tonhão) que ficou paraplégico após uma contusão. Um dos filhos (Nico) segue a carreira do pai e se transforma em um dos jogadores de futebol mais talentosos e cobiçados pelos times do Brasil e do exterior. O outro (Tucão) torna-se um dos mais poderosos marginais, chefe do crime organizado com várias ramificações em diferentes áreas de atuação. Os dois passam a vida brigando, reproduzindo a disputa da bola num jogo de futebol. A única pessoa capaz de impor alguma trégua no ódio entre os irmãos é a mãe (Leila Regina). A história é narrada de duas maneiras: por um coro/torcida e por vídeos projetados em telas que fazem parte do cenário.
OBJETIVO GERAL:Realizar a montagem de uma grande ópera, em com direção de Francis Hime.OBJETIVOS ESPECÍFICOS:PRODUTO PRINCIPAL: APRESENTAÇÃO MUSICALRealizar 5 récitas no Rio de Janeiro;Apresentar uma obra inédita sobre o universo simbólico do futebol, que reflete temas atuais como desigualdade, masculinidade tóxica, exclusão, violência urbana e a potência regeneradora do afeto;Promover uma programação acessível e de grande qualidade técnica.PRODUTO SECUNDÁRIO: CONTRAPARTIDAS SOCIAISOferecer 01 visita guiada pelo espaço de realização da Ópera, voltada para estudantes da rede pública;Oportunizar que o público jovem, estudantes ou não, da área de música e produção cultural, tenha contato com uma montagem de grande estrutura técnica;Realizar uma ação técnica e formativa, que proporciona reflexão crítica.
FOME DE BOLA _ A ÓPERA DO FUTEBOL é um espetáculo de ópera em 4 atos com elenco composto por 12 solistas, coro adulto, coro infantil, orquestra sinfônica. O espetáculo é original e reúne linguagem popular, sofisticação artística e relevância social. A partir do universo simbólico do futebol, o espetáculo reflete sobre temas como desigualdade, masculinidade tóxica, exclusão, violência urbana e a potência regeneradora do afeto.A trama acompanha dois irmãos: Dico, ídolo dos campos, e Tucão, rejeitado, que encontra no crime um caminho de sobrevivência. Ao centro, Tonhão, ex-craque frustrado e hoje cadeirante (PCD), que projeta seus sonhos no filho preferido, ignorando o outro. A mãe, mulher negra de grande força, sustenta emocionalmente a família em meio ao caos. A disputa entre os irmãos e o amor por uma mesma mulher transforma o futebol em metáfora da vida _ imprevisível, violenta e apaixonante.O espetáculo propõe encenação híbrida, com coro em cena (a torcida/sociedade), trilha original e ações de formação e diálogo com comunidades. A estrutura narrativa evoca a oralidade, o samba, o cordel e o lirismo popular. A proposta presta homenagem ao compositor Francis Hime, que completou 85 anos em 2024. Sua obra _ marcada por lirismo, engajamento e elegância musical _ inspira a construção estética do espetáculo e reforça seu elo com a melhor tradição da cultura brasileira.Em um momento de grande visibilidade global para o futebol, com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, Ópera do Futebol se apresenta como obra oportuna e simbólica, que une arte e reflexão crítica. Alinhado aos valores do Instituto Vale, o projeto promove inclusão, formação cidadã e acesso à cultura, contribuindo para o fortalecimento das identidades populares e do desenvolvimento humano por meio da arte.No que diz respeito ao enquadramento Art. 1º da Lei 8313/91, este projeto irá:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; eII - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.E, no que diz respeito ao enquadramento no artigo Art. 3° da Lei 8313/91, o projeto irá:II - fomentar à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.
Os custos indicados na planilha orçamentária guardam consonância com a complexidade do projeto e refletem valores praticados no setor cultural para iniciativas de porte semelhante. A composição orçamentária considera as especificidades técnicas da montagem, a qualificação dos profissionais envolvidos, os parâmetros vigentes no mercado e a observância às diretrizes da política pública de fomento.
Espetáculo de ópera em 4 atos;Elenco composto por 12 solistas, coro adulto (40 vozes), coro infantil (20 vozes), orquestra sinfônica (80 músicos + 12 percussionistas);Temáticas e questões centrais abordadas: Exclusão social, idolatria esportiva, masculinidade, violência urbana, afeto, deficiência, identidade cultural brasileira.
Em atendimento a Lei Brasileira de Inclusão – Lei nº 13.146/2015 e ao disposto no Art. 42 da IN nº 23/2025, este projeto irá atuar de forma a reduzir barreiras historicamente existentes para pessoas com diferentes deficiências, por meio de:PRODUTO PRINCIPAL: APRESENTAÇÃO MUSICALACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Os teatros selecionados asseguram acessibilidade plena em sua infraestrutura física, com a presença de rampas de acesso, sanitários adaptados, sinalização adequada e demais recursos previstos na legislação vigente.ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS:Não se aplica audiodescrição;Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do projeto, acompanhadas da hashtag #PraCegoVer, garantindo acessibilidade comunicacional.ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS:Presença de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as sessões do espetáculo.ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS:Disponibilização de abafadores de ruído durante todas as sessões, com o intuito de atender pessoas com hipersensibilidade auditiva ou com autismo.PRODUTO SECUNDÁRIO: CONTRAPARTIDAS SOCIAISACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:O teatro selecionado assegura acessibilidade plena em sua infraestrutura física, com a presença de rampas de acesso, sanitários adaptados, sinalização adequada e demais recursos previstos na legislação vigente.ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS:Disponibilização de assentos em local estratégico para pessoas com baixa visão;Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do projeto, acompanhadas da hashtag #PraCegoVer, garantindo acessibilidade comunicacional.ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS:Presença de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na atividade.ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS:Disponibilização de abafadores de ruído, com o intuito de atender pessoas com hipersensibilidade auditiva ou com autismo.
Conforme art. 46 da IN23/2025 o projeto irá oferecer o seguinte plano de Democratização do acesso:Medida de DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO, por meio da distribuição de ingressos:I - até 10% para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - até 10% para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;III - mínimo de 10% para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;IV - mínimo de 20% para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00.Medida de AMPLIAÇÃO DE ACESSO:Conforme art. 47 da IN 23/2025, a proponente irá adotar a seguinte medida:V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.
FRANCIS HIME - MÚSICA ORIGINAL/COMPOSIÇÃO / ORQUESTRAÇÃO, DIREÇÃO MUSICAL E ARRANJOSCompositor, cantor, pianista, arranjador e maestro. Francis Hime estudou piano desde os 6 anos de idade, no Conservatório Brasileiro de Música. Participou de vários festivais de música nos anos 60, quando suas canções foram cantadas por Elis Regina, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, MPB-4 e outros. Em 1969, foi para os Estados Unidos, onde ficou 4 anos estudando composição, orquestração e trilhas para filme com Lalo Schifrin, David Raksin, Paul Glass, Albert Harris e Hugo Friedhopfer. De volta ao Rio, em 1973, grava seu primeiro disco para a Odeon. Conhecido como um dos mais talentosos compositores do Brasil, Francis é especialmente dotado por uma versatilidade em compor sobre vários ritmos brasileiros, escrevendo sambas, frevos, modinhas, calangos, choros, etcSILVANA GONTIJO - CRIAÇÃO E LIBRETOEscritora, Diretora de Arte e Pesquisadora. Autora dos livros “80 Anos de Moda no Brasil”, “A Voz do Povo”, “O Mundo em Comunicação”, “Uma Aventura na Comunicação”, “O Livro de Ouro da Comunicação”, ”Cartilha Por Dentro dos Meios”, “Falando pra Caramba” e “Como tudo Começou”. Diretora de Arte dos filmes brasileiros “Sonhos de Menina Moça”, “Os Trapalhões em uma Escola Atrapalhada”, “Carlos Drumond de Andrade - 80 Anos de Poesia”, “Cinema de Lágrimas”, do italiano “Delta Command” e do francês “Les Chevaliers Aux Yeux Verts”. Diretora de Cenografia da TV Manchete de 1990 a 1993. Criou cenários para as miniséries da TV Globo “A República”, “Abolição” e para programas “Você Decide”. Criou os cenários para o primeiro programa de TV Interativa no Brasil, “Hugo”, produção da Herbert Richers veiculado pela CNT. Criou e produziu as exposições “Cronistas do Rio”, “Os Minerais”, “Origens da Vida”, “Momentos e Fragmentos - Videoinstalação”, “Energia” e “Labirintos da Moda”. Prêmios: como escritora, “Prêmio Colunistas Promoção” pelo livro “80 Anos de Moda no Brasil”, como Diretora de Arte, “Clio Awards” pela Campanha da Mesbla, e mais de 10 “Prêmios Colunistas” para diversos comerciais. Projetos relevantes: Criou o projeto da Exposição Plano Estratégico do Rio; o projeto multimídia “Irreverência e Moda no Século XX” e outros projetos culturais desenvolvidos pelo Banco Mundial nos países em conflito. Criou o tema e os personagens de TERRA ENCANTADA, parque temático inaugurado em outubro de 97.ANDRÉA ALVES - IDEALIZAÇÃO, DIREÇÃO GERAL E PRODUÇÃO ARTÍSTICAProdutora cultural, jornalista, pesquisadora de música popular brasileira, autora dos livros “Tempos de Outrora, vida e obra de Babau da Mangueira” e “O Samba é meu dom” (em parceria com Silvana Marques). Desde 1992 é diretora da Sarau Agência de Cultura Brasileira, tendo construído um consistente currículo no mercado cultural carioca, nas áreas de teatro, música e memória.No teatro, realizou mais de 30 montagens, dentre elas: “Engraçadinha, seus amores e pecados” (2001), de André Paes Leme e Luiz Arthur Nunes, o musical “Elis - Estrela do Brasil”(2002), com direção de Diogo Vilella; “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (2007), direção de André Paes Leme “Os Saltimbancos” (2010), com direção de Cacá Mourthé, “Um Rubi no Umbigo” (2011) de Ferreira Gullar com direção de André Paes Leme, “Gonzagão - A Lenda” (2012), de João Falcão, o musical “Ópera do Malandro” (2014), direção também de João Falcão, o teatro musical “Auê” (2016), “Gota D’Água [a seco]” de Rafael Gomes (2016), “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” (2017).Andrea Alves, diretora de Produção, atua em projetos culturais brasileiros. Como produtora fonográfica foi responsável por premiados trabalhos como O Trio, de Mauricio Carrilho, Paulo Sérgio Santos e Pedro Amorim, e o CD de Maria Teresa Madeira. E também os CDs dos premiados musicais Gonzagão A Lenda, Auê e “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_POR LEILA MARIA MORENO (PROPONENTE) - DIREÇÃO DE PRODUÇÃOLeila Maria Moreno, é diretora da Alvoroço Cultural, formada em artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Trabalha com as artes cênicas profissionalmente há 25 anos. Transitou no mercado como atriz, trabalhando também como assistente de direção, até iniciar os trabalhos como produtora em 2004, há 17 anos. Nesses anos de profissão, trabalhou ao lado de grandes diretores, produtores, atores e criadores. Coordenadora de produção dos projetos que produziu nos últimos anos, transita de forma completa em todas as etapas do processo de um projeto, desde a sua elaboração, formatação, captação até a sua execução e prestação de contas. Larga experiência em leis de incentivo à cultura e editais, já tendo trabalhado como parecerista do então Ministério da Cultura, além de avaliadora de projetos culturais para editais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.