Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
A proposta visa publicar um livro comemorativo pelos 50 anos da cerâmica de alta temperatura em Cunha/SP, dando continuidade às edições anteriores (30 e 40 anos), com fotografias e registros que documentam a história e os protagonistas desse polo artístico reconhecido nacionalmente. O projeto contempla o lançamento do livro em vernissage, uma exposição temporária das obras e ações de contrapartida social, fortalecendo a valorização da memória, a difusão do patrimônio imaterial e o acesso à cultura.
Produto LIVRO: O livro abordará os aspectos históricos e contemporâneos da cerâmica em Cunha, resgatará as tradições que viabilizaram a consolidação do polo cerâmico bem como trará dados sobre as características das argilas de Cunha que ajudaram aos primeiros ceramistas que aqui chegaram em 1975 a se interessarem por se estabelecer na região. Alguns projetos especiais que floresceram em Cunha também serão objeto de capítulos que mostrarão sua importância e que ajudaram a projeção da cerâmica de Cunha. A produção artística de cerâmica de Cunha já atingiu um grau de maturidade e sofisticação que permite que seus artistas exponham regularmente suas produções em seus ateliês na cidade, bem como sejam convidados a realizarem exposições nos grandes centros urbanos brasileiros e internacionais. Além disso, apoiar a arte ceramista é assegurar a perseverança de uma atividade que perdura ao longo dos séculos. Apesar de ainda não ser clara a origem da cerâmica, sabe-se que há cerca de nove mil anos a cerâmica cozida, como a comumente utilizada atualmente, começou a circular na Mesopotâmia, irradiando a partir dali para todo o mundo antigo. No Brasil, a arqueologia nos mostra que os povos originários brasileiros também fabricavam e utilizavam a cerâmica no seu dia a dia, seja de forma utilitária, quanto ritualística, sendo encontradas cerâmicas arqueológicas com técnicas bastante variadas de fabricação e decoração. No entanto, ainda hoje, a produção cerâmica é um processo laborioso e complexo, que requer diversos conhecimentos agregados, envolvendo desde a preparação da argila, sua modelagem, decoração e queima. A atividade ceramista de Cunha mescla conhecimentos tradicionais ancestrais brasileiros, com técnicas milenares orientais e se apresenta ao mundo de maneira única. Fortalecer os artistas cunhenses e a história da cerâmica ali desenvolvida é fortalecer a cultura brasileira, além de garantia de manutenção de um poderoso eixo de desenvolvimento local, gerando trabalho e renda para as comunidades. Classificação indicativa do público: livre Divisão do conteúdo: Apresentação dos PatrocinadoresCapítulo I. Apresentação de Cunha no contexto do Parque Nacional da Bocaina (Património Mundial da UNESCO)Capítulo II. Do Japão ao Brasil.Capítulo III. Do tijolo aos fornos. Capítulo IV. Experimentação com materiais locais.Capítulo V. O mundo das argilas. Capítulo VI. As argilas locais. Capítulo VII. Cunha como laboratório de experimentação de cerâmica e diversidade.Capítulo VIII. Das paneleiras à Vargem do Tanque. Capítulo IX. O Futuro da Cerâmica em Cunha.Capítulo X. Ceramistas de Cunha. * Em cada capítulo serão inseridos boxes com alguns detalhes ou destaques. ** Adendos especiais:2022 – O ano da conquista do Título “Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura’,O Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha, A cerâmica nas escolas, Os Festivais de Cerâmica de Cunha.Glossário de palavrasAgradecimentosMapa com localização dos ateliêsReferências bibliográficas
OBJETIVOS GERAIS: Os objetivos gerais desse projeto são: - Publicar um livro em comemoração aos 50 anos da cerâmica em Cunha/SP, salvaguardando a memória dessa prática cultural e promovendo a valorização dos artistas e mestres ceramistas locais. Por conter informações em português e inglês, o livro também permite a difusão e a valorização dessa expressão cultural brasileira no exterior e, finalmente, ajuda na preservação desse patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial ao registrar toda a história da produção ceramista e sua importância artístico-cultural e socioeconômica; - Realizar o lançamento do livro em vernissage, fortalecendo e viabilizando novas articulações à cadeia produtiva e aos arranjos produtivos locais; - Realizar uma exposição temporária das peças que compuseram o livro, incentivando a ampliação do acesso da população à fruição dos bens culturais; - Realizar visitas guiadas e atividades de Educação Patrimonial à exposição, voltadas às escolas públicas do município e/ou municípios de entorno, como forma de contrapartida social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Produto LIVRO: impressão e tiragem de 2.000 cópias, contando a história da cerâmica em Cunha e celebrando 50º. ano de sua existência. A publicação combinará textos e fotografias do Acervo Histórico de Cunha. Produto VERNISSAGE - LANÇAMENTO DO LIVRO/ABERTURA DA EXPOSIÇÃO: realizar um evento de lançamento, na cidade de Cunha, para público estimado de 100 pessoas. Durante o evento, haverá roda de conversa com os artistas presentes e sessão de autógrafos, contribuindo para reunir profissionais e interessados em cerâmica e divulgar as atividades artísticas relacionadas a esta atividade na cidade. Produto EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA: realizar uma exposição coletiva, com peças do Acervo Histórico de Cunha. A exposição será abrigada na Casa do Artesão e ficará disponível para visitação durante 30 dias, aberta de terça a domingo, com entrada gratuita. Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: realizar visitas guiadas à exposição e atividades de Educação Patrimonial, voltadas aos alunos do ensino médio da rede pública municipal.
Com ocorrência que remete à ocupação indígena Tamoio, tendo passado também pela atividade das ‘paneleiras’, que produziam utensílios com técnica rudimentar e queimadas em ‘forno de barranco’, a atividade cerâmica na pequena cidade de Cunha, no Vale do Paraíba, começou a tomar um novo vulto no outono de 1975, quando um grupo de sete jovens artistas (três brasileiros, dois portugueses e dois japoneses) chegou à cidade com o sonho de criar um coletivo de ceramistas no Brasil que trabalhasse com forno a lenha em meio à natureza. No diálogo com essa herança local, criou-se uma tradição nova e inédita no Brasil, com a inauguração do primeiro forno à lenha tradicional japonês da cidade, um noborigama, em um local conhecido como Antigo Matadouro, em dezembro de 1975. Passadas quase cinco décadas, a cidade abriga sete fornos noborigama, o que a classifica como ‘O Maior Polo de Noborigama da América do Sul’, além de se firmar como um local de agregação de ceramistas de várias origens, atraindo profissionais e interessados de todo o país e além fronteiras. Hoje, a produção ceramista é parte indissociável da vida do município de Cunha, que foi reconhecido como a ‘Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura’ (Lei Federal Nº 14.363/2022) e é referência em economia criativa. A atividade impulsiona o desenvolvimento social, cultural e econômico local, tanto por meio da movimentação do turismo _ com seus cerca de vinte ateliês abertos ao público trabalhando com uma variedade de técnicas, queimas e influências _ quanto pela atuação do Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha (ICCC), criado em 2009, que já transformou a vida de jovens locais através as suas ações socioeducativas. A produção cerâmica é celebrada no Festival de Cerâmica de Cunha _ que em 2024 comemorou sua 16ª edição _ com realização de exposições, intercâmbios e atividades culturais e educacionais, atraindo milhares de interessados a cada edição. A publicação aqui proposta, bem como seus produtos associados, contribuirá para celebrar a arte ceramista estabelecida na cidade de Cunha, interior de São Paulo, garantindo que a sua história seja acessada pelas futuras gerações. Ressalte-se que o público que visita os ateliês locais sempre anseia por informações sobre a história da cerâmica em Cunha. Também será um contributo à manutenção da memória dos imigrantes que aqui se estabeleceram na década de 1970 e tudo que se alcançou a partir das suas iniciativas. Pela magnitude da atividade ceramista de Cunha e o seu impacto sociocultural e econômico, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura para salvaguardá-la. A proposta ainda se enquadra nas finalidades expressadas no Art.1º. da Lei 8.313/91, a saber: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A proposta também se enquadra perfeitamente nos objetivos do artigo Art. 3° dessa mesma lei: II - fomento à produção cultural e artística;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.
Idioma: português e inglês 160 páginas em couché fosco 150 g. Guarda em couché fosco 150 g. 4x4Cadernos costurados
Produto LIVRO: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Na edição do livro, serão considerados o uso de elementos de estilo, de linguagem (acessível e inclusiva) e será priorizado o design e formatação considerando pessoas com baixa visão. Isto inclui uso de contraste adequado entre o texto e o fundo para facilitar a leitura, escolha de cores que não gerem desconforto visual e a utilização de uma fonte clara e de fácil leitura, evitando fontes decorativas ou com espaçamento muito estreito. Produto VERNISSAGE - LANÇAMENTO DO LIVRO/ABERTURA DA EXPOSIÇÃO E EXPOSIÇÃO e Produto EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Serão providenciadas rampas de acesso, sempre que for necessário e possível, no espaço cedido para abrigar a exposição, facilitando o acesso às pessoas com dificuldade de locomoção, idosos e/ou cadeirantes. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: As monitoras, quando fora do atendimento ao público escolar na ação de contrapartida social, ficarão à disposição para acompanhamento de pessoas com deficiência visual (cegas ou com baixa visão), fazendo a audiodescrição das fotografias e objetos expostos - com possibilidade de agendamento prévio. Também será oferecida acessibilidade tátil em algumas peças para que pessoas com deficiência visual possam experimentá-las através do tato com mediação da monitora que explicará o contexto e orientará a interação para enriquecer a experiência. Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: rampas de acesso. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiodescrição das fotografias e objetos expostos pelas monitoras treinadas e acessibilidade tátil.
Conforme artigo 28 da IN nº 01/2023, as medidas de “ampliação de acesso” que serão adotadas no projeto serão: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos.VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; (Exposição Temporária)VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; (Visitas guiadas à exposição)
Nome: Mieko Ukeseki Konishi Função no projeto: Coordenação Geral, incluindo atividade gestão do processo decisório, atuando junto ao coordenador de conteúdo, ao curador e ao educador patrimonial, além de coordenar as demais equipes contratadas. Responsável técnico-financeiro. CV resumido: Mieko Ukeseki é formada em enfermagem, tendo contato com a cerâmica no começo dos anos 1970. Juntamente com Toshiyuki Ukeseki, montou um ateliê em Koishiwara, prefeitura de Fukuoka (Japão), onde conheceu, em 1972, o arquiteto português Alberto Cidraes. Desse encontro nasce a ideia de criar um coletivo de cerâmica de caráter experimental e naturalista no Brasil, com forno a lenha. Chega a São Paulo em 1975 e se estabelece em Cunha, onde inicia a construção de um ateliê coletivo de forno a lenha. Em 1981 instala seu ateliê individual com o forno Noborigama, que mantém até hoje (2025). Em 1989, fundou e presidiu a Casa do Artesão de Cunha e em 2009 é uma das sócias fundadoras do Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha, instituição que hoje preside. Desde 1974, tem participado de várias exposições coletivas e individuais nos EUA, Brasil e Japão. Já participou do projeto Arte no Metrô São Paulo e no Espaço Caixa Cultural de Salvador. Nome: Liliana Granja Pereira de Moraes. Função no projeto: Consultora de conteúdo e imagens. Responsável por supervisionar e gerenciar todo o processo de criação e organização do material textual e visual da obra. Planejar conteúdo, supervisionar autores e colaboradores, revisar e adaptar o conteúdo, organização de material complementar e controle de qualidade. CV resumido: Liliana Morais é doutora em sociologia pela Universidade Metropolitana de Tóquio (2019) e professora associada especialmente nomeada na Faculdade de Sociologia da Universidade de Rikkyo, no Japão (2022-). Foi curadora da exposição “Do Japão ao Brasil: A Viagem da Cerâmica Oriental”, realizada na Caixa Cultural Salvador, Brasil (2012) e co-curadora da exposição “Craftvoice”, realizada através da colaboração entre as associações Knowledge House for Craft e Humanities Across Borders no complexo Balai Pemuda, Surabaya, Indonésia (2024), durante a 13th International Convention of Asian Scholars (ICAS). Em 2016, publicou o livro “Cunha: 40 anos do forno Noborigama no Brasil” com o apoio do Instituto Cultural de Cerâmica Cunha (ICCC). Desde 2010, vem publicando artigos em revistas académicas na sua áreas, como "Spicing Up a 150-Year-old Porcelain Factory: Art, Localism and Transnationalism in Arita's Happy Lucky Kiln" (Japanese Journal of Sociology, 2020). A sua investigação centra-se nas intersecções entre artesanato, migração, imaginários culturais, gênero, e revitalização rural com enfoque nas trocas transculturais entre Brasil, Portugal e Japão. É também escritora colaboradora da Garland Magazine e membro da direção da Knowledge House for Craft. Nome: Rachel Roshiro Função no projeto: Curadora da exposição de lançamento do livro. CV resumido: Rachel Lenneberg Hoshino é sansei, nascida em Botucatu (SP) em 1973. Psicóloga formada pela USP, com mestrado em Psicologia Social da Arte, pesquisa os processos criativos e a formação da identidade por meio da arte. Atua há 30 anos como designer e ceramista, com peças em porcelana reconhecidas no Brasil e no exterior.Além da produção autoral, presta consultoria para artistas e marcas, como no projeto com Ai Weiwei no Brasil (2018). Em 2022, foi convidada pelo governo japonês a colaborar com a comunidade ceramista de Tobe, em Ehime.Desde 2017, dedica-se à curadoria em arte cerâmica. Em 2024, assinou exposições como Tocar a Terra (Instituto Tomie Ohtake), Frutos da Terra (Festival de Cerâmica de Cunha) e a co-curadoria de Megumi Yuasa na Galeria Gomide & Co.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.