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A AFRO ART é a primeira Feira de arte contemporânea negra e indígena brasileira, um marco que visa aquecer o cenário da ARTE BRASILEIRA decolonial, criando um novo circuito econômico para as artes visuais brasileiras. O projeto propõe a realização da segunda edição, em Salvador-BA, no Centro Histórico, de 16 de janeiro a 7 de fevereiro de 2026. Com duração de 22 dias, no alto verão baiano, a feira tem sua curadoria focada em expor e vender a arte autoral afrofuturista de jovens potências negras e indígenas brasileiras das diferentes linguagens como fotografia, ilustração, gravura, pintura, escultura. Após o sucesso da primeira edição, a qual recebeu um público visitante de 3.000 pessoas e obteve mais de cem mil reais em vendas, a AFRO-ART visa dar continuidade às ações de desenvolvimento das Artes Visuais contemporâneas, a formação de novos colecionadores e geração de renda para artistas negros e indígenas.
FEIRA / EXPOSIÇÃOExposição e venda de obras de arte durante 22 dias - 16 de janeiro a 7 de fevereiro de 2026 - em Salvador/BA. A curadoria é focada em expor e vender a arte autoral decolonial de artistas negros e indígenas brasileiros, nas diferentes linguagens como pintura, fotografia, escultura, cerâmica, ilustração. SEMINÁRIO / PALESTRADuração: 90 minutos Cada atividade trará 3 convidados especialistas do mercado das Artes Visuais e da Economia Criativa, abordando temáticas do Art Business e estratégias mercadológicas e de inserção no mercado, sustentabilidade, construção de credibilidade e valor no mercado primário.
A AFRO-ART tem como objetivo fomentar o mercado das artes visuais da Bahia, impulsionando o movimento de feira, centralizado no eixo Rio-SP, trazendo Salvador como a nova capital das artes. O projeto terá um processo curatorial de obras e artistas negres e indígenas, com um viés conceitual afrofuturista e decolonial, visando inserir a subjetividade da identidade afro e indígena brasileira no mercado das artes; agregando valor monetário e simbólico; incentivando a circulação e distribuição de renda neste ecossistema. A feira tem como foco a venda de obras de arte, geração de renda e aquecimento desta economia, mas também é um grande espaço expositivo, gratuito, que busca também a democratização de acesso e formação de público para as artes visuais, a construção de hábitos culturais e de consumo. Tem como maior objetivo movimentar o mercado das artes no Nordeste, este que resume-se a um universo de poucas galerias de acesso muito restrito, e que não oportunizam os artistas negres e indígenas. Específicos:- Dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento mercadológico das artes visuais negras e indigenas contemporâneas;- Descentralizar as ações do mercado das artes do eixo RJ-SP (SP-Arte e Art-Rio);- Desenvolvimento socioeconômico do ecossistema das artes visuais no Nordeste;- Criação de novos colecionadores de arte;- Gerar visibilidade para a linguagem das artes visuais no verão, em meio a outras linguagens da economia criativa mais fomentadas como a música, artesanato, gastronomia; - Trazer diversidade, desenvolvimento e expansão da indústria criativa das artes visuais afro-indígena;- Firmar e calendarizar uma feira de Arte afro e indígena contemporânea decolonial no verão baiano; - Ampliar e formar um público para as artes visuais;- Gerar renda e movimentação econômica dentro do ecossistema das artes visuais;- Combate às desigualdades sociais e raciais a partir da distribuição de renda para uma classe desfavorecida;
A AFRO-ART é um projeto de extrema relevância para a Economia Criativa, que já representa 7% do PIB mundial e pode crescer entre 10% e 20% nos próximos anos, conforme projeções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, esta economia representa em torno de 2,6% do PIB, percentual ainda tímido. Na Bahia, ela movimentou R$ 7,9 bilhões em 2018, correspondendo a 3,2% do Valor Agregado ao PIB estadual e segue em crescimento anualmente, segundo dados do Boletim da Economia Criativa da Bahia 2021. Os dados apontam que as Atividades Culturais respondem por 25% do valor agregado gerado pela economia criativa. Os segmentos que mais se destacaram foram: Festas e Celebrações (45%), Audiovisual (24%) e Produção Artística (16%). Este projeto necessita de patrocínio para que o ecossistema de profissionais negres e indígenas tenham condições reais de acesso ao mercado das artes visuais, visto que para participar de feiras de arte no Brasil, a exemplo da SP-Arte, o valor do metro quadrado do stand custa a partir de R$ 1.900,00, chegando a quase R$ 200.000,00 o custo para um expositor. Uma realidade que só permite o acesso restrito e exclusivo dos agentes que têm este capital. No Brasil, a renda domiciliar da maioria da população terminou em baixa, em R$ 1.380,00, segundo dados do IBGE. O projeto, além do seu viés mercadológico e econômico, tem também como prioridade o enfrentamento do racismo estrutural nas camadas sociais que incluem e atravessam as artes visuais fortemente. O apagamento, o empobrecimento, a invisibilidade, a falta de reconhecimento, o ininterrupto furto criativo, artístico e cultural, a ausência de lideranças criativas no mercado e a não subsistência através da arte de corpos negros e indígenas urge por soluções que tragam a descolonização do olhar, do objeto e das camadas que estruturam o mercado das artes. Este mercado, bem como seus agentes, operam há anos um nepotismo sócio racial. O projeto tem como principal objetivo proporcionar o protagonismo negro genuíno, oportunidades que construam e possibilitem a autonomia e sustentabilidade da Arte Negra no Brasil. A respeito das oportunidades de mercado, há um crescimento do fomento ao Empreendedorismo Negro e Feminino, em que a AfrontArt diferencia-se dentro do ecossistema de inovação. Está alinhada com as pautas sociais que estão em ênfase na sociedade mundial (diversidade, anti racismo, feminismo), onde os negócios que dialogam com estas causas têm ganhado visibilidade e aderência. O que o Brasil e o mundo tiveram em comum em 2022, e que se projeta para este ano, é a tendência à maior visibilidade de jovens artistas e de pautas identitárias e relativas a grupos minorizados, como às questões indígenas, aos povos originários. Além disso, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo galerista Nei Vargas, professor da Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, ela destaca sobre um segmento expressivo de investidores que têm apostado em jovens artistas que representam alguma promessa de sucesso no cenário das artes visuais. A partir da conexão entre estes pontos-chaves, a AFRO-ART visa edificar um espaço onde artistas negros e indígenas, principalmente do Nordeste e Norte do país, nas suas mais diversas linguagens como ilustração, fotografia, arte digital etc, possam se desenvolver e subsistir com o resultado, em capital monetário e simbólico, de suas obras de arte e suas técnicas criativas. O projeto visa minimizar as diferenças provocadas pelas estruturas sociais racistas que embasam o país, dando condições de profissionalização, a fim de despertar possibilidades de futuros e empoderamento à nova geração de artistas.
FEIRA / EXPOSIÇÃODuração: 22 diasSEMINÁRIO / PALESTRADuração: 90 minutos
1. Acessibilidade FísicaInfraestrutura adaptada: os espaços utilizados contarão com rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização tátil e pisos antiderrapantes.Apoio à locomoção: monitores para auxiliar participantes com mobilidade reduzida.2. Acessibilidade de ConteúdoTradução em Libras: Para auxílio do atendimento/vendas com os visitantes/clientes utilizaremos tablets como material de suporte para uso do “App de Língua de Sinais” viabilizando tradução de texto, áudio e imagem; As atividades formativas contarão com interpretação de libras (havendo sinalização de demanda pelo participante, através de formulário online).Legenda descritiva: todos os vídeos e registros audiovisuais devem conter legendas descritivas.3. Estratégias TransversaisCapacitação da equipe: formação da equipe pedagógica e técnica em boas práticas de acessibilidade e inclusão.
O projeto terá acesso gratuito e aberto ao público. Em relação as estratégias de mobilização do público-alvo principal de compradores, curadores, colecionadores será desenvolvido um trabalho de Relações Públicas no qual será mapeado uma lista de 100 nomes que receberão o convite e presskit do projeto com materiais institucionais e catálogo e pré-venda exclusivas.Além disso, serão utilizados os meios de comunicação (assessoria de imprensa, mídia paga on e offline) para divulgar a evento e atrair grupos de turistas, famílias, instituições educacionais de artes para realizarem visitações. Como ações de ampliação de acesso serão realizadas 02 (duas) palestras/masterclasses gratuitas, abertas ao público, direcionadas a estudades de artes visuais de universidades / faculdades.
Afrontart - Quilombo Digital de Artes (Proponente) - A AFRONTART é uma empresa baiana de impacto social e inovação voltada ao fomento às Artes Preta e Indígena Brasileira. Desde 2020 vem construindo um espaço de referência para os artistas e profissionais negres, no que tange a circulação, comercialização de obras, criação, curadoria, formação e qualificação profissional e fortalecimento de comunidade. Um lugar de aquilombamento, articulação, resistência e inovação. Em 2021 foi acelerada pela Vale do Dendê de Tecnologia através do programa Google for Startups. Idealizou e realizou projetos como a exposição Indomináveis Presenças (2024-2025) que circulou pelos Centros Culturais do Banco do Brasil Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, recebeu mais de 50.000 visitantes, com patrocínio do Banco do Brasil; AFRO ART - Feira de Arte Negra e Indígena (2025) com patrocínio da Ambev; Salão de Arte Negra e Indígena SP (2025); as exposições individuais "Zamba" de Bruno Zambelli e "Qual o Pente que e penteia?" de Juh Almeida (2021/2022). Colaborou com projetos como Festival Salvador Capital Afro (2023), realizado pela Prefeitura de Salvador, a qual desenvolveu o programa de articulação de Artes Visuais; e a direção de produção da exposição Terra de Gigantes (2022/2023) pelo Sesc SP. Luana Kayodè (Direção Geral / Curadoria) - Mulher, negra, oriunda da periferia de Salvador, radicada em São Paulo há 10 anos. Bacharela em Políticas e Gestão da Cultura pelo Bacharelado Interdisciplinar em Artes da Universidade Federal da Bahia; Especialização em Fotografia SENAC SP; Atua como Diretora Criativa, Curadora, Pesquisadora e é CEO-fundadora da AfrontArt – Quilombo Digital de Artes. Possui 20 anos de carreira na gestão e produção de arte e cultura em diversas áreas e linguagens, dos quais 8 anos dedicados como produtora e criativa em projetos audiovisuais nacionais e internacionais. Raína Biriba (Produção Executiva / Curadoria) - Produtora, Gestora e Empreendedora Cultural atua há 17 anos no mercado brasileiro. Graduada em Produção em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. É co-fundadora da Afrontart a qual realizou projetos como AFRO ART - Feira de Arte Negra e Indígena, circulação da exposição Indominável Presenças (CCBB DF, SP e RJ) e criação e articulação do programa de Artes Visuais do Festival Salvador Capital Afro da Prefeitura de Salvador; diretora estratégica da Plataforma Frequências Preciosas, voltada à difusão de cantoras negras e indígenas. Colaborou com nomes e projetos como Margareth Menezes, Festival Afropunk, Instituto Dragão do Mar, Rio2C, Banco do Nordeste e Prefeitura do Recife. Tem vasta experiência em produção e gestão de festivais, exposições, feiras, shows, bem como na operação de grandes eventos internacionais como Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio2016 e Copa do Mundo FIFA 2014. Laynara Rafaela (Coordenação de Comunicação) - Laynara Rafaela é publicitária, roteirista e realizadora cinematográfica com mais de 10 anos de experiência em comunicação e mais de 5 anos no audiovisual. Atuou na coordenação de comunicação de exposições e no desenvolvimento de estratégias digitais para marcas e projetos culturais, unindo planejamento estratégico, criação e gestão de redes sociais. Possui experiência em mídia e produção, redação publicitária, copywriting, roteirização, direção e edição de vídeos.
Periodo para captação de recursos encerrado.