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PRONAC 258232Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Atelier Murundu

Natalie Mireya Mansur Ramirez
Solicitado
R$ 187,1 mil
Aprovado
R$ 187,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
ES
Município
Vitória
Início
2025-11-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Vargem Alta Espírito Santo

Resumo

Realizar uma exposição de artes visuais a partir da experiência de residência artística na região de montanhas do Espírito Santo.

Sinopse

O projeto "Atelier Murundu" estrutura-se em três eixos principais: uma Residência Artística, Ações Formativas e uma Mostra Final.A residência, com 80h de imersão, contará com duas artistas convidadas , sob a curadoria de Manuela Leite (doutoranda em artes na ECA-USP). Juntas, desenvolverão performances em mirantes naturais de Vargem Alta e entrevistarão três mulheres de diferentes idades e origens, mapeando memórias afetivas ligadas à paisagem serrana.O material audiovisual gerado será editado em um mini-doc/videoarte de 8 minutos, que sincronizará as performances com as narrativas coletadas. Fotogramas das performances se tornarão 1000 múltiplos artísticos em formato de cartão postal, com trechos das entrevistas.O projeto culminará na Mostra Murundu, na Biblioteca Municipal de Vargem Alta, com exibição do videoarte, performance sonora do duo feminino "Doce Caseiro" e distribuição gratuita dos cartões-postais. Como contrapartida social, serão realizadas duas oficinas de artes visuais, baseadas nos processos da residência, para públicos do CAPS I e CREAS do município. O projeto prevê amplo plano de comunicação e medidas de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal.

Objetivos

Objetivo Geral: O projeto propõe a realização de uma exposição, onde serão exibidos os trabalhos realizados a partir da experiência de residência artística, além de um vídeo sobre todas as etapas do projeto. Objetivos específicos: Realizar 1 Mostra Murundu com performance sonora e exibição do vídeo arte.Realizar uma residência artística de 10 dias com 2 artistas e 1 curadora.Produzir 1 videoarte (mini.doc) de 8 minutos em HD.Produzir e distribuir 1000 múltiplos artísticos (cartões-postais).Ministrar 2 oficinas artísticas para públicos do CAPS I e CREAS de Vargem Alta - ES.

Justificativa

O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;O presente projeto, "Atelier Murundu", justifica-se a partir de um conjunto de imperativos contemporâneos que interligam as esferas cultural, social e política. Sua relevância fundamenta-se em quatro eixos centrais, articulados a seguir.Em primeiro lugar, o projeto posiciona-se como uma estratégia de descentralização e democratização da produção cultural brasileira. Historicamente, a circulação de bens simbólicos e os investimentos em arte contemporânea concentram-se maciçamente nos grandes eixos urbanos do Sudeste. Esta proposta, ao eleger o município de Vargem Alta, no interior do Espírito Santo, como epicentro de sua investigação e produção, opera uma contravenção a essa lógica hegemônica. Ao fomentar a criação in loco, o projeto não apenas leva recursos e visibilidade para uma região com menor acesso a editais e financiamento, mas também afirma a potência dos territórios do interior como espaços férteis para a reflexão e a invenção artística, contribuindo para um mapeamento cultural mais plural e representativo do país.Em segundo plano, a iniciativa engaja-se com a urgente promoção da equidade de gênero e raça na cadeia produtiva da cultura. A equipe é composta integralmente por mulheres, com destaque para pesquisas artísticas e curatoriais que colocam o feminismo plural e as questões raciais no centro de seus trabalhos. Ao conferir protagonismo a uma curadora e artistas que operam a partir desses marcadores sociais, o projeto atua de forma concreta para corrigir assimetrias históricas no campo da arte, ampliando espaços de fala, criação e liderança para vozes sistematicamente marginalizadas. Essa escolha não é meramente representativa, mas estrutural, uma vez que os temas investigados _ o corpo, a memória e o território _ serão abordados a partir de perspectivas teóricas e práticas interseccionais.O terceiro eixo justificador reside na integração crítica entre arte e comunidade. O "Atelier Murundu" transcende a noção de arte como objeto autônomo e propõe um processo de cocriação e escuta. A metodologia que articula experimentações artísticas com entrevistas e a imersão na comunidade local configura a prática artística como uma ferramenta de documentação, valorização e ativação da memória afetiva do lugar. Ao colocar as narrativas de mulheres vargem-altenses em diálogo direto com as intervenções das artistas, o projeto gera um arquivo sensível do território, onde a arte opera como mediadora de histórias subjacentes, fortalecendo os vínculos identitários e o autorreconhecimento da comunidade perante seu próprio patrimônio cultural imaterial.Por fim, o projeto alinha-se às discussões mais prementes da arte contemporânea global, que cada vez mais se debruça sobre as relações críticas entre corpo, paisagem (natureza) e política _ uma abordagem frequentemente denominada de ecopolítica. A investigação sobre a topografia singular de Vargem Alta, cujas colinas (murundus) são elemento definidor da cultura local, permite refletir sobre as formas de ocupação, exploração e afeto direcionadas ao meio ambiente. As performances, que utilizarão o corpo como suporte de experimentação nessa paisagem, propõem uma reflexão corpórea sobre como o entorno natural conforma modos de existência, sociabilidade e resistência, contribuindo para um pensamento artístico ambientalmente engajado e sensível.A combinação entre a singularidade do território escolhido _ um laboratório vivo para investigações ecopolíticas _ e a qualificação da equipe proponente, ancorada em trajetórias acadêmicas e curatoriais sólidas e pertinentes às temáticas abordadas, confere à proposta um caráter único, relevante e original. Dessa forma, o "Atelier Murundu" apresenta-se não apenas como um projeto de circulação cultural, mas como uma pesquisa artística fundamental para o fomento de uma cena cultural mais diversa, reflexiva e integrada às suas realidades sociais e geográficas.

Especificação técnica

Postais:Formato: 10x15cmPapel Cartão4/1

Acessibilidade

Exposição de Artes:Acessibilidade física: será realizada em espaço que atende a todas as exigências legais de acesso a deficientes físicos e idosos.Acessibilidade para deficientes visuais: audiodescrição das imagens.Acessibilidade para deficientes auditivos: todos os vídeos serão legendados.Contrapartida social:Acessibilidade física: será realizada em espaço que atende a todas as exigências legais de acesso a deficientes físicos e idosos.Acessibilidade para deficientes visuais: não se enquadra - a experiência da conversa é sonora, incluindo-se assim deficientes visuais.Acessibilidade para deficientes auditivos: Tradução para libras.

Democratização do acesso

Art. 28. Em complemento, o proponente adotará as seguintes medidas de ampliação do acesso:IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;A distribuição dos postais do projeto se dará de quatro maneiras:100 exemplares da obra para bibliotecas universitárias e públicas do Brasil.100 exemplares serão destinados à divulgação - imprensa, parceria com páginas no instagram, galerias, artistas, curadores e educadores.100 exemplares serão distribuídos aos patrocinadores.700 exemplares distribuídos gratuitamente ao público visitante da exposição.

Ficha técnica

Natalie Mirêdia - Coordenação Geral - Mestra em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, trabalha principalmente com processos artísticos, arte educação e produção cultural. Realizou projetos com responsabilidade financeira através de diversos prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de Vitória, no Espírito Santo, estado onde nasceu e também trabalha. Dentre os projetos, realizou o Performe-se, festival nacional de performances, as exposições coletivas Territórios Internos, CORPO-EXPERIMENTO, o acompanhamento em artes/pedagogia da performance Indagações Poéticas, os projetos de residência de processos Mata Corpo Verdes Entranhas, Corpocria, Corpo Sedimento entre muitos outros e em instituiçõesManuela de Souza de Almeida Leite - Curadoria - Doutoranda em Artes Visuais pela ECA-USP. Mestra em Artes Visuais pela USP. Graduanda em Artes Visuais pela UAM. Graduada em Fotografia pela UNESA. Membro do Grupo de Pesquisa Depois do Fim da Arte (DFA-Cnpq-USP). Atuou como professora de fotografia do Projeto Olhar Sócio Ambiental da UFPI, financiado pelo Ministério da Cultura, também foi docente dos cursos de extensão em Fotografia Digital da Universidade Estácio de Sá em 2009 e 2010. Entre 2011 e 2014 foi diretora e professora de fotografia na Casa das Artes Visuais (CAV - PB). Atua também como fotógrafa freelancer há 18 anos, tendo sido requisitada para documentar fotograficamente exposições em espaços que incluem o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participou de exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro, São Paulo, Moscou, Olinda, João Pessoa, Maceió, Florianópolis e Vinhedo. Desde 2009 atua também na área de produção cultural, já tendo prestado consultoria, formatado e aprovado diversos projetos em leis de incentivo à cultura. Atualmente Desenvolve pesquisas teórico-poéticas sobre marxismo, feminismo e antirracismo e continua seu trabalho como professora, artista visual e produtora cultural no Rio de Janeiro e em São Paulo.Natália Tonda - Vídeomaker - Graduada em Artes Visuais pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), é especializada em Sistemas de Informações Gerenciais, une expertise técnica à vasta experiência no setor de artes finas. Atua entre a gestão de informação tecnológica e as áreas criativas de Fotografia, Educação Artística e Publicidade. Compreende as necessidades operacionais de museus e instituições culturais, aplicando soluções de TI para otimizar seus processos.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.