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PRONAC 258267Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

O fotógrafo aprendiz, 100 anos depois

PEDRO DE CARVALHO NALETTO
Solicitado
R$ 199,0 mil
Aprovado
R$ 199,0 mil
Captado
R$ 10,0 mil
Outras fontes
R$ 69,5 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

5.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-20
Término
2029-01-20
Locais de realização (11)
Itacoatiara AmazonasManacapuru AmazonasManaus AmazonasParintins AmazonasAlenquer ParáBelém ParáBreves ParáMonte Alegre ParáSantarém ParáÓbidos

Resumo

O projeto visa a realização de uma expedição fluvial pela Amazônia, em homenagem ao centenário da viagem realizada por Mário de Andrade em 1927, focada no registro fotográfico das transformações da região após 100 anos. No percurso, serão promovidas oficinas sobre a obra de Mário de Andrade e oficinas de fotografia, com posterior exposição das imagens produzidas. Como produto final, será publicado um fotolivro da expedição.

Sinopse

Oficinas de fotografiaA oficina tem como objetivo ampliar o repertório expressivo dos participantes na linguagem fotográfica unindo aspectos técnicos e criativos. De um lado, busca oferecer ferramentas práticas para melhor aproveitamento dos recursos da câmera, garantindo maior domínio sobre o resultado das imagens; de outro, pretende estimular a sensibilidade e a imaginação, propondo exercícios e disparadores que incentivem a reflexão sobre o que merece ser registrado. Mais do que ensinar a fotografar, a oficina pretende fortalecer a fotografia como forma de expressão pessoal e coletiva, valorizando as identidades locais e promovendo a troca de olhares entre os participantes.ExposiçõesAs exposições serão feitas nas mesmas cidades em que forem realizadas as oficinas de fotografia, e nelas serão exibidas fotografias tiradas pelo Proponente ao longo da expedição, e também as fotografias tiradas pelos participantes das oficinas.Oficinas sobre Mário de AndradeA oficina tem como objetivo introduzir os participantes à vida e à obra de Mário de Andrade, destacando seu papel central na arte moderna brasileira e na valorização do patrimônio cultural do país. Busca-se contextualizar a viagem amazônica de 1927, apresentando trechos de seu diário e as fotografias realizadas por Mário. Além disso, pretende-se ressaltar sua atuação institucional como pioneiro na formulação de políticas de preservação do patrimônio material e imaterial. A oficina procura, assim, aproximar os participantes do legado multifacetado de Mário de Andrade, mostrando como sua viagem de 1927 se tornou um marco para a reflexão sobre arte, identidade e memória no Brasil.A oficina será dividida em três frentes:- O interesse de Mário pela amazônia: Mário de Andrade cultivou um interesse de longa duração pela Amazônia que se manifestou tanto em suas leituras quanto em sua produção literária e arquivo documental. Antes mesmo da expedição amazônica, o autor modernista leu atentamente naturalistas e etnógrafos — dentre eles Theodor Koch-Grünberg — cujos registros de mitos, lendas e personagens indígenas foram fonte direta para a construção de figuras, episódios e topoi do romance e de poemas publicados na mesma época. Essa apropriação erudita e criativa aparece em Macunaíma (1928) e permeia também textos e coletâneas como Clã do Jabuti (1927), onde se nota a presença de imagens, mitos e referências retiradas do corpus etnográfico amazônico. O contato com essas leituras não foi mero enfeite: Mário incorporou materiais, motivações e estruturas míticas ao seu projeto modernista, articulando a pesquisa etnográfica com uma investigação estética sobre identidade, mestiçagem e formação cultural do Brasil — o que torna sua obra um ponto de convergência entre literatura, antropologia e história da arte. Ressaltar esse ponto é fundamental para compreender que a viagem de 1927 não foi um encontro casual, mas a continuidade de um interesse profundo e duradouro, já enraizado em sua pesquisa e em sua literatura.- Mário de Andrade fotógrafo moderno: Esta parte da oficina busca destacar o papel pioneiro de Mário de Andrade na fotografia brasileira. Em uma época em que a fotografia ainda era vista principalmente como instrumento de registro documental, Mário explorou as possibilidades expressivas da linguagem fotográfica — enquadramentos inusitados, jogos de luz e sombra, cortes ousados e composições experimentais. Seu olhar estava atento às referências da fotografia moderna europeia, que conhecia por meio de revistas de arte e de nomes como Man Ray. Ao analisar algumas das imagens feitas por Mário em sua viagem de 1927, os participantes poderão compreender como ele se afastou da mera descrição objetiva e abriu caminho para uma concepção artística e criativa da fotografia no Brasil.- Mário de Andrade e o patrimônio cultural brasileiro: Neste tópico, a oficina enfatiza a importância de Mário como gestor e formulador de políticas culturais no Brasil. Ao assumir o Departamento de Cultura de São Paulo em 1935, ele ampliou sua atuação para além da literatura e da fotografia, promovendo expedições de registro etnográfico no Norte e Nordeste, incentivando pesquisas sobre cultura popular e articulando as primeiras iniciativas de proteção ao patrimônio material e imaterial do país. Foi também decisivo na criação de instituições como o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, embrião do atual IPHAN. A partir dessa trajetória, os participantes terão contato com a dimensão política e cultural da obra de Mário, entendendo como a viagem de 1927 funcionou como disparador de uma reflexão mais ampla sobre identidade, memória e preservação no Brasil.FotolivroO fotolivro reunirá uma curadoria das fotografias produzidas durante a viagem, acompanhada de um prefácio que contextualiza a expedição e sua relação com a jornada de Mário de Andrade pela Amazônia em 1927. O eixo central da curadoria será a dimensão temporal: as imagens revelam, no presente, tanto as marcas da transformação ao longo destes 100 anos, quanto os sinais de resistência e continuidade, na natureza e na cultura. Mais do que um registro documental, o fotolivro propõe uma leitura poética e crítica sobre os modos de vida e a diversidade da região, em diálogo com a herança modernista.

Objetivos

Objetivo Geral:1) O objetivo deste projeto é realizar uma expedição fotográfica subindo o rio Amazonas, percorrendo parte do trajeto realizado por Mário de Andrade em 1927.Objetivos Específicos:- Oficinas de fotografia: Realizar 8 oficinas práticas de fotografia com duração de 4 horas cada.- Oficinas sobre Mário de Andrade: Realizar 3 oficinas apresentando o trabalho de pesquisa cultural realizado por Mário de Andrade em sua expedição, incluindo as fotografias tiradas pelo escritor. Cada oficina terá duração de 2 horas. - Exposições fotográficas: Realizar 8 exposições fotográficas, nos mesmos municípios das oficinas, exibindo tanto as fotos tiradas ao longo da pesquisa cultural, quanto algumas das tiradas por participantes das oficinas. Cada exposição terá duração mínima de 5 dias.- Fotolivro: edição, publicação e lançamento de um fotolivro da expedição, com uma pequena tiragem impressa de 50 unidades, e uma versão digital disponível gratuitamente.

Justificativa

Em 1927, quando Mário de Andrade já era um importante escritor modernista, ele embarcou em uma viagem organizada pela mecenas Olívia Guedes Penteado, que navegou pelo litoral brasileiro até Belém e então subiu os rios Amazonas até o Peru, depois o rio Madeira até a Bolívia, antes de retornar até Belém e de lá, pela costa, de volta ao Rio de Janeiro. O interesse de Mário de Andrade pela amazônia já era grande, basta ver que obras como Clã do Jabuti e Macunaíma, que figuram elementos da natureza e da cultura amazônicas, já haviam sido escritas quando o autor embarcou rumo ao norte do país. O produto mais conhecido desta expedição é O turista aprendiz, o diário de viagem de Mário de Andrade. Contudo, um outro campo de sua produção artística permanece quase desconhecido: sua produção fotográfica. Ao longo da viagem, o escritor tirou mais de 500 fotos com sua Kodak e, apesar do próprio Mário não as ter divulgado e de até hoje permanecerem pouco conhecidas pelo público em geral, elas compõe um material riquíssimo e já foram objeto de exposições e do interesse de pesquisadores. É importante notar que Mário de Andrade foi pioneiro da fotografia moderna no Brasil, indo além do registro documental e incorporando referências experimentais como as de Man Ray, Riebicke, Schneider, que o autor acompanhava por meio de publicações vindas do exterior.O inciso III do Art. 1º da Lei 8313/91 destaca a finalidade de "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores". Se, por um lado, pouco precisa ser dito sobre a importância de Mário de Andrade, sabemos que a obra de um autor deste porte nunca se esgota. O turista aprendiz é ainda um dos livros menos conhecidos do autor, a despeito de ser um dos mais interessantes, e as fotografias que tirou durante a viagem são ainda mais desconhecidas, apesar de sua riqueza documental e vanguardismo técnico. Portanto, por meio das oficinas sobre o autor modernista, pretendemos valorizar e difundir essa dimensão ainda pouco conhecida da obra de Mário de Andrade.Depois da expedição de 1927, Mário ainda volta ao Nordeste na virada entre 28 e 29, e continua reunindo impressões, fotografias e registros da cultura popular. Essas experiências convencem o escritor da necessidade de documentar e valorizar a cultura popular brasileira como parte constitutiva da identidade nacional, missão que passará a acompanhá-lo pelo resto da vida. Em 1935, Mário de Andrade assumiu a direção do recém-criado Departamento de Cultura e Recreação de São Paulo, onde pôde transformar em política pública a visão de cultura que amadurecera em suas expedições. Nesse período, concebeu e enviou as missões etnográficas ao Norte e Nordeste, em especial a Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938, que percorreu estados como Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Maranhão e Pará, registrando músicas, danças, festas religiosas e práticas do cotidiano por meio de gravações sonoras, fotografias e filmes. Os materiais reunidos formaram o núcleo da Discoteca Pública Municipal, depois Discoteca Oneyda Alvarenga, e se tornaram um dos mais amplos acervos de cultura popular do país. Essa experiência de pesquisa e institucionalização da memória cultural orientou também a colaboração de Mário na criação, em 1937, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), órgão precursor do atual IPHAN, consagrando-o como formulador central das políticas de preservação do patrimônio cultural brasileiro.Está claro que Mário de Andrade foi um dos pilares da política cultural Brasileira e um pioneiro em enxergar o papel das instituições públicas em financiar a preservação e promoção das diversas manifestações culturais do país. Deste modo, seguindo, 100 anos depois, os passos de Mário, creio estar levando adiante importantes valores defendidos pelo autor modernista, que se expressam, por exemplo, nos incisos I e II do Art. 1º da Lei 8313/91: I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Este projeto prevê um intercâmbio de mão dupla, ao mesmo tempo que registra a paisagem, os modos de vida e a cultura popular na Amazônia, e transforma esse material em um fotolivro que poderá ser livremente acessado no país inteiro, e fora dele; também leva a obra do paulistano Mário de Andrade às comunidades amazônicas que o próprio visitou 100 anos atrás, dando um contexto histórico para a divulgação de um dos nossos autores mais importantes. Além disso, o projeto busca, por meio das oficinas de fotografia e das exposições subsequentes, quebrar as separações estanques entre o artista e a realidade retratada, ou entre a arte regional, popular, e as belas artes. Segundo o IBGE, em 2024 quase 90% da população acima de 10 anos de idade tinha um celular para uso pessoal, e certamente a maior parte destes aparelhos possui uma câmera que, apesar de algumas limitações, é capaz de fazer excelentes registros. Partindo da certeza de que mais interessa o olhar do artista do que o seu equipamento, espera-se que as oficinas possam ampliar os horizontes artísticos de seus participantes no que concerne às possibilidades documentais e expressivas da fotografia. O Art. 3° da Lei 8313/91 prevê, como um dos objetivos, o fomento à produção cultural e artística(Inciso II), mediante a realização de exposições de arte(Alínea C), e é importante destacar aqui que, por meio das oficinas, as comunidades locais terão a oportunidade de ir além do lugar de expectador e assumir plenamente o lugar de artista, tendo seus trabalhos também curatoriados, impressos e expostos. Como se sabe, Mário de Andrade não teria como financiar com recursos próprios a viagem de 1927, que provavelmente não teria acontecido, não fosse o convide da mecenas Olivia Guedes Penteado. Além disso, a própria Semana de Arte Moderna de 1922 foi, em grande parte, financiada pela elite cafeeira paulista. Contudo, embora tenha sido historicamente importante, esse tipo de financiamento possui inúmeras limitações de alcance e justiça. Felizmente hoje o Estado brasileiro possui uma robusta política cultural, já amadurecida ao longo de décadas, e que tem como um de seus pilares a Lei Rouanet, responsável por garantir a democratização do fomento à cultura. Um dos objetivos previstos no Art. 3° desta lei, inciso V, é a "realização de missões culturais no país"(Alínea A). Cem anos depois, esperamos conseguir, por meio deste importante programa cultural, viabilizar esta expedição que busca refazer o caminho percorrido por Mário de Andrade, registrando a situação presente de uma região que, ao mesmo tempo, tanto se transformou e tanto preservou de suas paisagens, culturas e modos de vida.

Especificação técnica

Oficinas de fotografiaAs oficinas de fotografia serão divididas em três momentos: - Teórico: (Duração 1 hora) Será o primeiro momento coletivo em que serão apresentados os objetivos da oficina, e introduzidos os conceitos técnicos básicos sobre o uso da câmera/celular. Serão introduzidos também conceitos importantes de composição, como enquadramento, o uso das camadas, o aproveitamento da luz, e das cores e a possibilidade de explorar narrativas. Por fim, será oferecida uma cartilha digital com alguns disparadores opcionais, acompanhados de referências. Exemplos de disparadores: o uso de reflexo; a captura do movimento; o close-up; a brincadeira entre luz e sombra, etc.- Prático: (Duração 2 horas) Este segundo momento será o principal e consistirá na proposta de livre deriva pela cidade, seja em grupos ou sozinho, fazendo o registro fotográfico livre. - Avaliativo: (Duração 1 hora) Nesta última etapa será sugerido que cada participante retorne às suas fotografias para fazer uma seleção das 10 melhores e, caso deseje, de pelo menos uma para compartilhar com o grupo. Então faremos um debate coletivo sobre a experiência de deriva e fotografia espontânea, e uma apreciação coletiva das fotografias. ExposiçõesAs fotografias serão impressas em impressora fotográfica própria(Epson ou Canon), de alta resolução, em formato máximo A3(29,7 x 42 cm), permitindo bom impacto visual sem comprometer a portabilidade.Tinta: tintas à base de corante (Dye Ink) de 6 cores.Papel: Papel fotográfico matte 260 g/m².Será elaborado um projeto expográfico versátil, que se adapte a diferentes lugares de exposição, e possa ser montado tanto na parede, quanto pendurado no teto ou em cavaletes. Oficinas sobre Mário de AndradeOficina teórica com duração de 2 horas. Será utilizada uma apresentação de slides e/ou uma cartilha digital em pdf, principalmente quando um projetor não estiver disponível. Tanto na cartilha quando nos slides, haverá um conjunto de fotografias tiradas por Mário de Andrade e alguns trechos de Macunaíma e Clã do Jabuti, que servirão para ilustrar seus respectivos temas. FotolivroEspecificações técnicas:Formato: aproximadamente 80 páginasEncadernação: capa duraDimensões: 21 x 28 cm (formato retangular, próximo ao A4)Papel interno: couchê fosco 170 g/m² (valorizando a reprodução das fotografias)Capa: papel cartão 300 g/m², laminação fosca com reserva de verniz localizadoImpressão: quatro cores (CMYK), em offset de alta qualidadeAcabamento: costura e cola, garantindo maior durabilidadeTiragem prevista: 50 unidades.O fotolivro contará também com uma versão digital em formato PDF interativo, fiel ao projeto gráfico da edição impressa. Essa versão manterá a sequência narrativa, a diagramação e a qualidade das imagens, garantindo acessibilidade em diferentes dispositivos (computadores, tablets e smartphones).Especificações técnicas:Formato: PDF em alta resolução (300 dpi), com versão otimizada para web (72 dpi) para facilitar download e leitura em tela.Compatibilidade: multiplataforma (Windows, MacOS, Android, iOS).Navegação: sumário interativo e marcadores de navegação entre capítulos.Proteção de arquivo: bloqueio de edição e cópia (mantendo apenas leitura).Disponibilização: acesso gratuito mediante download em site oficial do projeto e/ou plataformas de difusão cultural.

Acessibilidade

1) Produto: Oficinas de Fotografiaa. Acessibilidade no aspecto arquitetônico- As oficinas de fotografia serão realizadas em diferentes cidades, por meio da deriva no espaço urbano, de modo que a acessibilidade física dependerá da adequação de cada município à Lei nº 10.098/2000. Contudo, será realizada uma avaliação prévia das rotas e locais urbanos para identificar alternativas acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida.- Serão priorizados os locais fixos de grande fluxo (ex.: mercados municipais) como alternativas que exigem menor deslocamento para o desenvolvimento das atividades.b. Acessibilidade no aspecto comunicacional e de conteúdo Embora poucas pessoas conheçam, há muitos artistas do campo da fotografia que são deficientes visuais, como o pioneiro fotógrafo esloveno Evgen Bavcar e o brasileiro João Batista Maia da Silva, fundador do projeto Fotografia Cega. Na divulgação de todas as oficinas de fotografia deste projeto, será destacado o convite às pessoas portadoras de deficiência visual, sugerindo que tragam um acompanhante para ajudar no manejo da câmera ou celular e na descrição das imagens. - Pessoas com deficiência visual: convite específico e sugestão de acompanhante para auxílio no manejo da câmera ou celular e na descrição das imagens.- Pessoas com deficiência auditiva: fornecimento de uma apostila com os principais conteúdos por escrito, e disponibilização de uma versão gravada em vídeo dos principais conteúdos da oficina explicados por um intérprete de Libras. - Pessoas autistas ou com outras deficiências cognitivas: será disponibilizado material adaptado com instruções claras e diretas, sequência lógica e recursos visuais.c. Acessibilidade no aspecto de comunicação e divulgação- Divulgação prévia das oficinas em formatos digitais acessíveis, com informações sobre recursos de acessibilidade física e comunicacional disponíveis. - Uso da hashtag #ParaTodosVerem nas postagens do projeto, com descrição textual clara das imagens para tornar o conteúdo acessível a pessoas com deficiência visual.2) Produto: Oficinas sobre Mário de Andradea. Acessibilidade no aspecto arquitetônico- A busca pelos locais de realização das oficinas priorizará a disponibilização de infraestrutura que facilite o acesso, como rampas, elevadores e barras laterais. - Serão reservados assentos em locais de fácil acesso para facilitar a entrada e saída de pessoas usuárias de cadeiras de rodas ou mobilidade reduzida;b. Acessibilidade no aspecto comunicacional e de conteúdoPessoas com deficiência visual: descrição oral das fotografias apresentadas.Pessoas com deficiência auditiva: material escrito resumido sobre o conteúdo das oficinas e tradução simultânea em Libras.c. Acessibilidade no aspecto de comunicação e divulgação- Divulgação prévia das oficinas em formatos digitais acessíveis, com informações sobre recursos de acessibilidade física e comunicacional disponíveis. - Uso da hashtag #ParaTodosVerem nas postagens do projeto, com descrição textual clara das imagens para tornar o conteúdo acessível a pessoas com deficiência visual.3) Produto: Exposições Fotográficasa. Acessibilidade no aspecto arquitetônico- A busca pelos locais de realização das exposições priorizará a disponibilização de infraestrutura que facilite o acesso, como rampas, elevadores e barras laterais.b. Acessibilidade no aspecto comunicacional e de conteúdoPessoas com deficiência visual: monitoria especializada em dois horários por exposição, com descrição oral das fotografias.Pessoas com deficiência auditiva ou intelectual: materiais de apoio claros e visuais.c. Acessibilidade no aspecto de comunicação e divulgaçãoDivulgação prévia das exposições em canais digitais, redes sociais e materiais impressos acessíveis, com informações sobre recursos de acessibilidade.4) Produto: Fotolivroa. Acessibilidade no aspecto arquitetônico- A busca pelo local de realização do evento priorizará a disponibilização de infraestrutura que facilite o acesso, como rampas, elevadores e barras laterais.b. Acessibilidade no aspecto comunicacional e de conteúdo- A versão digital do fotolivro será produzida em formato ePub3, com recursos de acessibilidade conforme recomendações da W3C. Serão incluídos textos alternativos em todas as imagens e fotografias, legendas e descrições longas quando necessário, estrutura semântica com títulos e subtítulos para navegação por leitores de tela, definição da ordem de leitura, possibilidade de redimensionamento de fonte e contraste, além de compatibilidade com navegação por teclado e marcadores de seção. O arquivo também contará com metadados de acessibilidade que descrevem seus recursos inclusivos.c. Acessibilidade no aspecto de comunicação e divulgação- Divulgação do lançamento em formatos acessíveis, destacando todos os recursos de acessibilidade disponíveis.- Publicação de um vídeo de divulgação da obra e do processo de criação com audiodescrição e tradução em Libras.

Democratização do acesso

O presente projeto adotará medidas de ampliação de acesso em conformidade com o artigo 47 da IN 23/2025 (contemplando principalmente os incisos I, III, V, e VI)Inciso I: Serão doados 20% da tiragem do fotolivro para bibliotecas e escolas públicas.Inciso III: A versão digital do fotolivro será disponibilizada indefinidamente de forma gratuita na internet e registros audiovisuais das oficinas e exposições serão acompanhados de audiodescrição e tradução em libras.Incisos V e VI: Oficinas e exposições serão gratuitas e abertas à participação do público, incluindo crianças, adolescentes, jovens e seus educadores.

Ficha técnica

Proponente: Pedro de Carvalho Naletto. Responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto. O proponente será também o fotógrafo da expedição e o responsável pelas oficinas de fotografia e oficinas sobre Mário de Andrade. Bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Pesquisador da obra de Mário de Andrade, possui Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela mesma universidade, tendo defendido sua dissertação em 2024 com o título “O caminho sem volta de Macunaíma”. Aventureiro e fotografo de viagem, realizou diversas expedições fotográficas de bicicleta nos últimos aos, com destaque para as duas mais longas: 1) De Cananéia, no litoral sul de São Paulo, até Montevidéu, no Uruguai, entre janeiro e fevereiro de 2018. 2) De Vitória, ES, até Lençois, BA, entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020. Trabalha atualmente como professor de língua portuguesa.Coordenadora administrativa: Emanuela Fontes da CostaResponsável por auxiliar o proponente na gestão das demandas administrativas e financeiras do projeto. Produtora cultural, ecóloga e musicista. Bacharel em Ecologia pela UFRN, Formada pela Etesp técnica em Meio Ambiente. Desenvolveu apoio técnico por 2 anos (2016 e 2017) no Programa Chão de Saberes do Plano de Cultura da UFRN, sob a administração do NAC - Núcleo de Arte e Cultura. Em 2021 participou do Projeto Sankofa, contação de histórias com Alline Santana e do grupo Coco Juremado RN: as Flechas. Desde 2023 atua no programa Hospitais Musicais, realizado pela Santa Marcelina Cultura e em 2024 fez parte da Auí Produções, Produtora Cultural independente voltada à formação e assessoria de artistas na Periferia de São Paulo. Montador: Rui Amorim SilveiraResponsável por desenhar o projeto expográfico e realizar a montagem das exposições. Artista plástico, produtor cultural e cenógrafo. Tem experiência com os mais diversos suportes, tendo sido responsável pela cenografia dos seguintes espetáculos nos últimos anos: Juracy: Boca Materna(PROAC Municípios, Franco da Rocha 2019); Itororó, águas que cantam becos, Coletivo Sementes, São Paulo 2023; Nas asas da iúna: a revoada, Coletivo Iúnas, Campinas 2024; Rios em terras urbanas, São Paulo 2024; A festa da partida, Coletivo Pó Caliça, (PROAC Municípios, Caieiras, 2025.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Pará
São Paulo São Paulo