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O projeto Hoje é dia de Lia: Vivências com a Ciranda propõe a realização de vivências formativas com Lia de Itamaracá e sua banda em centros culturais de diferentes estados brasileiros, com foco nas capitais, sendo três vivências por dia em cada localidade. Cada encontro será concluído com um pocket show gratuito, integrando a dimensão pedagógica à fruição artística e ampliando o alcance da formação cultural, da acessibilidade e da difusão da tradição da ciranda.Como produto complementar, será produzido, diagramado e impresso um catálogo educativo acessível, com recursos de audiodescrição, legendas descritivas e trechos em braille. O material abordará a trajetória de Lia de Itamaracá e o universo da ciranda, sendo distribuído gratuitamente aos participantes das formações e ao público em geral em versão impressa e digital. Dessa forma, o projeto fortalece a democratização do acesso e assegura a permanência dos conteúdos para além das atividades presenciais.
Produtos do Projeto1. Ações Educativas CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - MÚSICASerão realizadas 9 vivências formativas em três estados brasileiros (3 por estado), conduzidas por Lia de Itamaracá e sua banda. As atividades terão caráter educativo e interativo, abordando a tradição da ciranda, sua história, repertório e dinâmica coletiva. Ao menos uma vivência por estado será destinada a estudantes da rede pública, garantindo inclusão e democratização do acesso.Classificação indicativa: Livre.2. Apresentação Musical (Pocket Shows)Cada vivência será concluída com um pocket show gratuito de Lia de Itamaracá e sua banda, totalizando 9 apresentações musicais. Os pocket shows serão abertos aos participantes das oficinas e às comunidades locais, promovendo a fruição artística e valorizando a ciranda como expressão cultural reconhecida como patrimônio imaterial brasileiro.Classificação indicativa: Livre.3. Catálogo EducativoSerá produzido, diagramado e impresso um catálogo acessível, com versão digital gratuita, contendo textos, imagens e material educativo sobre Lia de Itamaracá e a tradição da ciranda. O catálogo contará com recursos de acessibilidade (audiodescrição, versão em braille, legendas descritivas e QR Codes para conteúdos digitais complementares). A distribuição será gratuita para escolas públicas, bibliotecas, participantes das vivências e público em geral, fortalecendo a difusão e a permanência do conteúdo.Classificação indicativa: Livre.
Objetivo GeralPromover a valorização e difusão da ciranda de Lia de Itamaracá por meio de vivências culturais em distrintos estados brasileiros, unindo formação, acessibilidade, apresentações musicais integradas e a produção de um catálogo educativo como estratégias de preservação e democratização da cultura popular. Objetivos EspecíficosRealizar 3 vivências em cada Estado em que o projeto passar Garantir que ao menos 1 vivência por estado seja direcionada a estudantes da rede pública, ampliando o acesso de jovens à cultura popular.Encerrar cada vivência com um pocket show gratuito Assegurar acessibilidade plena nas atividades (Libras, audiodescrição e materiais em formatos acessíveis).Produzir e disponibilizar registro audiovisual das atividades para fins de difusão e prestação de contas.Diagramar, imprimir e distribuir gratuitamente um catálogo educativo acessível, com audiodescrição e recursos inclusivos, abordando a trajetória de Lia de Itamaracá e o universo da ciranda.Fomentar o intercâmbio cultural entre mestres da tradição popular e novos públicos, contribuindo para a transmissão geracional da ciranda.Fomentar o intercâmbio cultural entre mestres da tradição popular e novos públicos, contribuindo para a transmissão geracional da ciranda.Produtos específicos que serão oferecidos à populaçãoCURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - MÚSICA Música Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/TreinamentoOficinas (vivências) Apresentação Musical Música Apresentação/Gravação de Música Regional Apresentação musical (pocketshow) Periódico / Catálogo / Cartilha Cartilha/Material Educativo sobre a Ciranda
O projeto Hoje é dia de Lia: Vivências com a Ciranda busca enfrentar a lacuna histórica de representatividade das produtoras culturais do interior do Espírito Santo, conectando esses territórios a contextos e manifestações de relevância nacional. No estado, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LICC) ainda se encontra em processo de consolidação e registra baixa participação de iniciativas oriundas do interior. Diante desse cenário, a utilização da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) torna-se estratégica para descentralizar recursos, fortalecer a interiorização das políticas culturais e viabilizar ações formativas e de difusão que dificilmente seriam contempladas apenas com o fomento estadual.Apesar de existirem iniciativas pontuais — como o Projeto Ciranda em comunidades quilombolas e o Ciranda de Quintalem escolas — não há registros consolidados de projetos educativos de grande escala centrados exclusivamente na ciranda, especialmente com circulação interestadual e enfoque formativo-musical. Nesse sentido, o projeto se diferencia ao integrar vivências formativas presenciais seguidas de pocket shows com a produção de um catálogo educativo diagramado, impresso e digital, acessível em múltiplos formatos (audiodescrição, braille e versão online gratuita). O catálogo terá caráter formativo e será distribuído gratuitamente a participantes, escolas públicas, bibliotecas e equipamentos culturais, ampliando a permanência e o alcance dos conteúdos.A relevância do projeto também se fortalece pelo recente reconhecimento nacional: a Câmara dos Deputados aprovou projeto que reconhece a obra de Lia de Itamaracá como Manifestação da Cultura Brasileira. Além disso, a artista é Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005, consolidando uma trajetória marcada pela difusão da cultura popular e pela preservação da ciranda como expressão tradicional. Esses reconhecimentos reforçam a urgência de promover ações que transmitam seus saberes a novas gerações, assegurando a continuidade e a valorização dessa manifestação cultural.Assim, o projeto se insere em uma agenda que valoriza o patrimônio imaterial brasileiro, promove acessibilidade plena, fomenta a democratização do acesso às artes e amplia a representatividade de iniciativas culturais do interior capixaba, em diálogo direto com os incisos do Art. 1º e com os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91.O projeto se enquadra no Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente nos incisos:II _ estimular a produção cultural e artística;III _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;V _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira.Quanto aos objetivos do Art. 3º, a proposta contribui para:I _ facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura;II _ garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional;III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais;V _ preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII _ estimular a produção e difusão cultural em todas as suas modalidades e de modo descentralizado;X _ possibilitar, de modo descentralizado e democrático, o acesso aos recursos culturais.Dessa forma, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento da ciranda como expressão popular e patrimônio imaterial, ao mesmo tempo em que enfrenta a lacuna histórica de fomento no interior capixaba, democratizando o acesso à cultura e deixando como legado um catálogo educativo acessível, que amplia a difusão e a permanência dos resultados para além das atividades presenciais.
Plano Pedagógico – Hoje é dia de Lia: Vivências com a Ciranda1. ApresentaçãoO projeto tem como eixo central a realização de oficinas e cursos de capacitação em música, conduzidos por Lia de Itamaracá e sua banda, em articulação com apresentações musicais (pocket shows) que integram a formação prática à experiência estética coletiva. O foco é a difusão da ciranda como expressão musical e coreográfica do patrimônio imaterial brasileiro, valorizando o conhecimento transmitido por mestres da cultura popular.As atividades foram desenhadas para oferecer ao público não apenas contato com a história da ciranda, mas também experimentação musical (ritmos, instrumentos, composições e letras) e vivência corporal (dança em roda, deslocamentos rítmicos e canto coletivo). A proposta dialoga com públicos diversos — comunidade em geral, estudantes da rede pública, professores, artistas e agentes culturais — assegurando formação cultural e democratização do acesso.2. Objetivos PedagógicosObjetivo GeralPromover a formação cultural e artística a partir da tradição da ciranda, com ênfase em sua dimensão musical (ritmo, canto, instrumentos e composição), valorizando o patrimônio imaterial e assegurando a democratização do acesso à cultura popular brasileira.Objetivos EspecíficosDesenvolver oficinas formativas em música e dança, explorando ritmos, letras e composições da ciranda.Estimular a vivência coletiva da música e da dança como práticas comunitárias.Ampliar o repertório pedagógico de professores e mediadores culturais.Oferecer prática musical com instrumentos percussivos, canto coletivo e roda de ciranda.Garantir acessibilidade física e de conteúdo em todas as atividades.Favorecer o protagonismo de estudantes da rede pública em atividades culturais.Integrar prática formativa e fruição artística por meio dos pocket shows.3. MetodologiaA metodologia combina princípios da educação popular (Paulo Freire) e da transmissão oral das culturas tradicionais, promovendo a construção coletiva do conhecimento. Cada vivência será estruturada em três eixos complementares:Contextualização Musical e Cultural (30 min)Exposição dialogada sobre a história da ciranda, origens afro-indígenas, contexto social e relevância cultural.Demonstração dos principais instrumentos (zabumba, caixa, ganzá, entre outros) e padrões rítmicos.Experimentação Prática em Música e Dança (1h30)Atividade coletiva com prática de canto (letras tradicionais e improviso), percussão e dança em roda.Exercícios de coordenação rítmica e vocal conduzidos por Lia e sua banda.Experiência simultânea entre a dimensão musical (instrumentos, voz, ritmo) e a dimensão coreográfica (dança circular, deslocamentos e interação corporal).Reflexão, Mediação e Pocket Show (1h)Debate orientado sobre a experiência, com mediação pedagógica.Integração das aprendizagens em um pocket show de 60 minutos, no qual os participantes presenciam a execução profissional da ciranda e reconhecem a prática vivenciada em contexto de espetáculo.4. Estrutura das OficinasDuração de cada vivência: 3 horas.Número de vivências: 9 (3 por estado).Participação estimada: 80 pessoas por vivência.Local: centros culturais parceiros (a confirmar).Públicos-alvo:Comunidade em geral e artistas locais (1ª vivência).Estudantes da rede pública em territórios de vulnerabilidade (2ª vivência).Professores e mediadores culturais (3ª vivência).5. Recursos Didáticos e AcessibilidadeMateriais pedagógicos: apostila digital em PDF acessível; catálogo educativo impresso (com trechos em braille, QR Codes de audiodescrição e legendas descritivas); instrumentos musicais de apoio.Recursos de acessibilidade: intérpretes de Libras, audiodescrição presencial, legendagem em materiais audiovisuais, espaços físicos acessíveis (rampas, banheiros, áreas reservadas para PCDs).Difusão: registro audiovisual integral das atividades e disponibilização em plataforma gratuita com acessibilidade.6. AvaliaçãoA avaliação será processual e participativa:Questionários ao final de cada vivência.Relatos de professores sobre a aplicabilidade pedagógica em sala de aula.Relatórios técnicos com indicadores quantitativos (participantes, catálogos distribuídos, alcance digital) e qualitativos (depoimentos, registros audiovisuais).7. Resultados EsperadosFormação de aproximadamente 720 participantes diretos.Ampliação do acesso cultural para comunidades periféricas e escolas públicas.Valorização da ciranda como prática pedagógica e artística.Produção e distribuição gratuita de 5.000 catálogos acessíveis, garantindo permanência e difusão do conteúdo.Registro audiovisual com potencial de alcance digital superior a 300.000 pessoas.8. Referências BibliográficasFREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação popular. São Paulo: Brasiliense, 2006.CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. Cultura Popular e Patrimônio Imaterial: Perspectivas Brasileiras. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2013.GONÇALVES, José Reginaldo Santos. A Retórica da Perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ/IPHAN, 1996.SILVA, Telma de Souza; SANTOS, Ana Lúcia. Ciranda: Música, Dança e Tradição Popular de Pernambuco. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2015. Projeção de Alcance e Impacto do Projeto1. Público Presencial Vivências formativas: 9 encontros presenciais (3 em cada estado), com estimativa de 80 participantes por vivência, alcançando cerca de 720 pessoas diretamente em processos educativos. Pocket shows: cada vivência será concluída com um pocket show de 60 minutos, aberto aos participantes e à comunidade local. Considerando média de 200 pessoas por show, estima-se um público adicional de 1.800 pessoas. Total estimado presencial: aproximadamente 2.520 pessoas. 2. Distribuição do Catálogo Educativo 5.000 exemplares produzidos, com distribuição gratuita: 2.000 durante as vivências e pocket shows (entregues diretamente aos participantes e público presente). 2.000 destinados a escolas públicas, bibliotecas e centros culturais parceiros nas regiões de realização. 1.000 para circulação nacional via rede da JUPTER e da equipe de Lia de Itamaracá, garantindo difusão ampliada. Com média conservadora de 3 leitores por exemplar, projeta-se um impacto indireto de 15.000 pessoas. 3. Divulgação e Alcance Digital Estratégia multiplataforma (Instagram, Facebook, YouTube, site institucional, imprensa local e regional). Estimativa de 300.000 pessoas alcançadas por meio de posts, impulsionamento segmentado e cobertura espontânea. Registro audiovisual das vivências e pocket shows será disponibilizado em plataforma gratuita com recursos de acessibilidade, ampliando a difusão e garantindo permanência digital do conteúdo. 4. Impacto Cultural e Educacional Fortalecimento da ciranda como patrimônio imaterial em estados onde ainda há pouca difusão da tradição. Integração entre mestres da cultura popular (Lia e sua banda) e novas gerações de estudantes e professores. Produção de material acessível (catálogo em braille, audiodescrição e versão digital gratuita), garantindo democratização de acesso a pessoas com deficiência. Projeção consolidada de alcance direto e indireto: Presencial: 2.520 pessoas. Catálogo: 15.000 pessoas. Digital: 300.000 pessoas. Impacto total estimado: mais de 317.000 pessoas alcançadas.
Especificações Técnicas dos Produtos1. Ações Educativas (Vivências/Oficinas)CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - MÚSICAProjeto pedagógico completo em OUTRAS INFORMAÇÕES. Quantidade: 9 vivências (3 por estado).Duração: 3 horas cada.Formato: oficinas práticas e formativas conduzidas por Lia de Itamaracá e sua banda.Conteúdo pedagógico: introdução histórica da ciranda, os instrumentos da ciranda, experiência com os instrumentos da ciranda, prática coletiva de canto e dança, contextualização da tradição como patrimônio cultural.Material didático: apostila digital em PDF acessível, apoio audiovisual e recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem).2. Apresentação Musical (Pocket Shows)Quantidade: 9 pocket shows (1 por vivência, totalizando 3 por estado).Duração: 60 minutos cada.Formato: apresentações ao vivo de Lia de Itamaracá e banda.Conteúdo: repertório tradicional da ciranda, valorizando o caráter comunitário e participativo da manifestação.Infraestrutura técnica: sonorização de pequeno porte, iluminação básica e espaço acessível com área reservada para PCDs.Classificação indicativa: Livre.Acessibiidade: Libras, local com rampas e banheiros adaptados. Democratização de acesso: inscrições e participação gratuita. 3. Catálogo EducativoQuantidade: 5.000 exemplares.Paginação: 28 páginas.Formato: 20 x 20 cm (miolo); capa aberta 20 x 40,3 cm.Acabamento: lombada quadrada (2 mm), colagem PUR (miolo), vinco na capa, shrinkado coletivo.Capa: 4x4 cores, impressão em tinta escala sobre couchê fosco 250g, laminação BOPP fosca e verniz localizado na parte externa. Dispensa fotolito (CTP).Miolo: 28 páginas, 4 cores, impressão em tinta escala sobre couchê fosco 150g. Dispensa fotolito (CTP).Conteúdo, acessibilidade: textos educativos sobre a trajetória de Lia de Itamaracá e a tradição da ciranda, entrevistas, fotografias e glossário cultural. Inclui recursos de acessibilidade (audiodescrição via QR Code, legendas descritivas em imagens e trechos em braille).Distribuição: gratuita aos participantes das vivências e pocket shows.Remanescentes: exemplares não utilizados nas ações formativas nem distribuídos nos shows serão doados a centros culturais a confirmar (que receberão o projeto) e a pelo menos uma escola pública da região de realização em cada estado, ampliando o alcance educativo.Classificação indicativa: Livre.
Acessibilidade FísicaO projeto garantirá que todos os espaços utilizados nas vivências e pocket shows contem com condições adequadas de acesso para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Serão priorizados locais com banheiros adaptados, rampas de acesso e circulação, sinalização tátil no piso e áreas reservadas para cadeirantes, assegurando conforto e inclusão no ambiente físico.Acessibilidade de ConteúdoTodas as atividades do projeto contarão com tradução simultânea em Libras, audiodescrição conteúdos impressos e legendagem descritiva nos materiais audiovisuais produzidos. Os materiais de comunicação impressos incluirão versões em Braille. Dessa forma, o projeto garante acessibilidade plena, atendendo às diretrizes legais e ampliando o alcance das ações culturais a diferentes públicos.
O projeto Hoje é dia de Lia: Vivências com a Ciranda garantirá participação gratuita em todas as vivências e pocket shows, sem cobrança de ingresso ou restrição socioeconômica. As vagas das oficinas serão amplamente divulgadas e preenchidas por ordem de inscrição, com reserva de cotas para estudantes da rede pública de ensino e pessoas com deficiência. Além disso, como medida de ampliação de acesso, será realizado ao menos um ensaio aberto em cada estado, possibilitando que a comunidade local acompanhe parte do processo criativo de Lia de Itamaracá e sua banda. Por fim, os conteúdos principais do projeto serão registrados e transmitidos pela internet (trechos) em plataforma gratuita, com legendas e recursos de acessibilidade, ampliando o alcance para públicos de todo o país e garantindo que a democratização do acesso se estenda além do território de realização presencial.
A ficha técnica do projeto reúne 26 profissionais envolvidos, entre equipe artística, técnica e de produção. Desses, 70% são mulheres, o que reforça o protagonismo feminino na coordenação, na execução e nas áreas pedagógicas e de acessibilidade. Além disso, aproximadamente 65% da equipe é composta por pessoas negras, garantindo centralidade da representatividade racial em um projeto que dialoga diretamente com as culturas populares afro-indígenas brasileiras. Há ainda a presença de 10% de pessoas com deficiência, assegurando que a acessibilidade seja tratada não apenas como diretriz técnica, mas também como vivência e experiência concreta dentro do grupo de trabalho.No recorte de diversidade sexual e de gênero, 30% dos integrantes se autodeclaram LGBTQIAP+, ocupando funções de liderança, direção de comunicação, logística e produção artística. Também estão presentes profissionais oriundos de comunidades periféricas e quilombolas, o que corresponde a cerca de 25% da equipe. Esses dados revelam que o projeto não apenas atende, mas supera os princípios de inclusão previstos nas políticas públicas culturais, estruturando uma equipe plural e representativa que reflete a diversidade brasileira e contribui para uma execução coerente com os objetivos de democratização do acesso e fortalecimento das tradições populares. Ficha Técnica Completa – Hoje é Dia de Lia: Vivências com a CirandaJulio Cesar Pires (responsável legal pela produtora proponente) – Coordenação de Logística / Produção Executiva Nacional, Direção de Comunicação, Direção Geral do ProjetoProdutor cultural e publicitário pertencente à comunidade LGBTQIAP+, atua desde 2009 no desenvolvimento de projetos de formação cultural, curadoria, festivais e exposições de artes integradas. É fundador da produtora JUPTER, com unidades no Espírito Santo e em Minas Gerais, e cursa pós-graduação em Gestão Cultural e Indústrias Criativas pela PUC-Rio. É graduado em Comunicação Social, com especializações em Fotografia, Comunicação e Memória (USP), Estéticas das Mídias (PUC-SP) e Gestão Estratégica de Negócios (PUC-MG), além de residência artística na Universidade de Salamanca (Espanha). Coordenou projetos como o Festival Moqueca Pop, Festival Reencontros, Mostra Maria Verônica da Pas, Cult.Lab, LAB028 (1º lugar na Lei Aldir Blanc Estadual) e o Circuito Luz del Fuego. Realizou exposições internacionais em parceria com embaixadas do Brasil na Colômbia, México, Chile e Peru, como LABOR, RUA e RUA BRASIL. Como artista visual, foi premiado no Salão Nacional de Artes Levino Fanzeres e publicado em revistas acadêmicas e culturais como a Revista Studium da UNICAMP.Beto Hees – Produtor Artístico e de Logística de Lia de Itamaracá e BandaProdutor cultural pernambucano e parte da comunidade LGBT, natural de Olinda, atua desde 1997 no campo das culturas populares. É diretor da Ciranda Produções e gestor da Embaixada da Ciranda e do Centro Cultural Estrela de Lia, ambos na Ilha de Itamaracá. Parceiro histórico de Lia de Itamaracá, contribuiu para o relançamento de sua carreira a partir do festival Abril Pro Rock (1998) e dos álbuns Eu Sou Lia (2000) e Ciranda de Ritmos (2008). Além da produção musical, coordena oficinas e atividades formativas voltadas à juventude e comunidades locais, sendo um agente fundamental na preservação e difusão das tradições populares pernambucanas.Lia de Itamaracá (Maria Madalena Correia do Nascimento) – Oficineira e CantoraCirandeira, cantora, compositora e mestra da tradição popular. Nascida em 1944, é a maior referência da ciranda no Brasil. Reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005 e com a sua obra reconhecida pela Câmara dos Deputados como Manifestação da Cultura Brasileira, Lia tem mais de cinco décadas de carreira, marcada por discos como A Rainha da Ciranda (1977), Ciranda de Ritmos e Ciranda Sem Fim. Apresentou-se em grandes festivais no Brasil e no exterior e foi tema de documentários, livros e pesquisas acadêmicas. Seu trabalho articula música, dança e oralidade como instrumentos de preservação da identidade cultural afro-indígena e de resistência social.Maria Gabriela Verediano – Redatora e Coordenadora PedagógicaMulher negra, militante do movimento negro e educadora. Formada em Letras, atua como produtora cultural, escritora e coordenadora pedagógica em projetos que articulam arte, educação e justiça social. Cofundadora do projeto Descolonize, voltado à educação antirracista digital, ganhou destaque nacional pelo alcance e impacto social. Desenvolveu materiais educativos e atuou em oficinas de fortalecimento das tradições afro-brasileiras. Colabora com projetos da JUPTER em áreas de pedagogia, memória cultural e produção textual, com foco em metodologias inclusivas e críticas.Rosely Ferreira – Direção de AcessibilidadePedagoga e mulher com deficiência, especialista em Gestão do Trabalho Pedagógico e formada em Libras, com experiência em projetos culturais inclusivos. Atuou no Circuito Luz del Fuego e em iniciativas de formação online como o LAB.028 e o HUB.028. Possui certificações e formações em acessibilidade para deficiência intelectual, auditiva, visual e múltipla, além de comunicação alternativa. Sua prática une educação e acessibilidade, garantindo a implementação de estratégias inclusivas em todas as fases do projeto cultural.Elza Medeiros – Produtora ExecutivaMulher negra, nordestina e lésbica, produtora cultural com formação em Administração Pública e Logística e pós-graduação em Produção Cultural. Tem experiência em grandes festivais e turnês nacionais, como Festival de Inverno de Garanhuns, Festival Coquetel Molotov, PreAmp, Carnaval de Olinda, e turnês de Liniker, Natiruts e Maria Bethânia. Atua desde a pré-produção até a execução, incluindo gestão orçamentária, logística e direção de palco. Tem passagem por projetos de economia da cultura e formação em gestão de indústrias criativas (QueerLab/Doritos Rainbow).Taynara Barreto – Fotógrafa e Coordenação de Equipe de Áudio e VídeoMulher negra, produtora cultural, fotógrafa e comunicadora premiada, com reconhecimentos como o XVI Prêmio Marc Ferrez (Funarte), o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade (2022), o Prêmio Vale Apoia (2023) e a Medalha Chico Prego. Atua desde 2011 em curadoria, produção executiva e assessoria de imprensa em projetos culturais, com foco em cultura popular, artes visuais e educação patrimonial. Já participou de exposições no Brasil e no exterior (Buenos Aires, México, Colômbia) e coordenou equipes de audiovisual em projetos da JUPTER, como a Mostra Maria Verônica da Pas e o Festival Reencontros.Andressa Luciano – Assistente de ProduçãoMulher negra, artista multidisciplinar e artesã afroempreendedora, atua há mais de dez anos em processos de formação cultural e geração de renda em comunidades periféricas e quilombolas. Cofundadora do coletivo Flores de Baobá e integrante da UNEGRO e da FEPNES, desenvolve oficinas de artesanato, adereços e artes visuais em escolas e centros comunitários. Trabalhou em projetos da JUPTER como o Festival Moqueca Pop, a MAIMA (Mostra de Artes Integradas de Monte Alegre) e o Festival Reencontros, com funções de mobilização comunitária e apoio à produção. É idealizadora da marca Moça Prendada Artesanatos, voltada à sustentabilidade e identidade afrocentrada.Viviane Lupim – Assessoria JurídicaAdvogada, mulher negra e militante do movimento negro. Graduada em Direito pelo Centro Universitário São Camilo e pós-graduada em Direito Civil e Empresarial pelo Damásio Educacional. Cofundadora do projeto Descolonize, premiado pelo Governo do Espírito Santo como Boa Prática em Promoção da Igualdade Racial. Atua em escritórios de advocacia no ES com coordenação de equipes, elaboração de peças jurídicas, audiências e consultoria cível. Integra a equipe da JUPTER em projetos culturais com foco em assessoria jurídica, conformidade legal e defesa de direitos culturais e sociais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.