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PRONAC 258428Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CAZUÁ DA MÃE DIVINA - Curimba de Terreiro

MARIANA MARQUES GONCALVES FERREIRA
Solicitado
R$ 499,7 mil
Aprovado
R$ 499,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Povos de Terreiro
Ano
25

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Brasília Distrito Federal

Resumo

Consolidar a Curimba do CAZUÁ DA MÃE DIVINA é a primeira iniciativa externa de dar ênfase a uma das principais áreas de atuação do Terreiro. Trata-se da consolidação da musicalidade enquanto um processo de fortalecimento coletivo e político da fé. A Curimba, entendida como lugar de poder e de enunciação ancestral, está sendo estruturada com a condução de pessoas que representam a diversidade que o terreiro acolhe, agregando saberes corporais e espirituais importantes para a construção de um espaço ritmado pela escuta sensível, pelo canto sagrado e pela força dos atabaques. Além disso, contamos com a parceria da artivista, percussionista e arte-educadora Nãnan Matos, que colabora com formações e ações voltadas à musicalidade, corporeidade e mitologia dos orixás, fortalecendo o trabalho da Curimba como espaço formativo, político e espiritual. Juntes, promovemos encontros que valorizam os saberes plurais e reconhecem na diversidade um fundamento da prática espiritual.

Sinopse

São produtos mensuráveis deste projeto: CONSTRUÇÃO e concretização da Curimba do Cazuá da Mãe Divina. Em se tratando de Curimba, vale considerar que na Umbanda o termo faz referência a um grupo de vozes, instrumentos, toques e sentimentos dentro de um terreiro, em seus rituais religiosos, sendo canal de empoderamento, firmeza, integração, fortalecimento energético e, principalmente, fundamento. REALIZAÇÃO de encontros musicais mensais, em formato de rodas de conversa, giras, apresentações musicais, além de produção de materiais e oferta de oficinas, workshops e outras contrapartidas de interesse do patrocinador. REALIZAÇÃO de apresentações musicais em espaços de trocas de saberes e de luta coletiva, servindo de fortalecimento cultural para as pautas que forem definidas em grupo. Classificação indicativa: LIVRE.

Objetivos

OBJETIVO GERALAo final da realização, objetiva-se que a Curimba esteja consolidada tanto no seu aspecto material (aquisição de instrumentos musicais, contratação da profissional arte-educadora Nãnan Matos durante o período em que durar o projeto; instalação de espaço de ensaio com isolamento acústico; auxílio transporte para deslocamento de quem necessitar; alimentação etc.) quanto no aspecto espiritual e de empoderamento dos mais diversos corpos e vozes que habitam o Terreiro. OBJETIVOS ESPECÍFICOSEnvolvimento do CAZUÁ DA MÃE DIVINA no fortalecimento político de organização social, com responsabilidades junto à comunidade no que diz respeito a ações de empoderamento de todas as diversidades de corpos e vozes. Otto, homem trans e ogã em formação, está sendo preparado com cuidado para assumir esse posto de responsabilidade espiritual, construindo esse lugar de fala e escuta a partir de sua trajetória de vida, sua entrega à espiritualidade e seu compromisso com o acolhimento. Junto a ele, Lua Cavalcante, artista, arte-educadora, pessoa com deficiência, traz sua vivência com os saberes da cultura popular, da musicalidade ancestral e das lutas por inclusão e acessibilidade. Lua assumirá parte da condução da Curimba, agregando saberes corporais e espirituais importantes para a construção de um espaço ritmado pela escuta sensível, pelo canto sagrado e pela força dos atabaques.CONSOLIDAÇÃO de um espaço direcionado às trocas de saberes ancestrais através do som (especialmente do tambor) e do respeito ao sagrado. Construção de espaço, no mesmo terreno do Cazuá, voltado às atividades musicais. Serão utilizados materiais sustentáveis e, no espaço, acontecerão os ensaios as giras, as rodas e eventuais oficinas, workshops, vivências etc. AULAS DE PERCUSSÃO GRATUITAS SEMANAIS às crianças e aos adultos da comunidade, transferindo os conhecimentos, conceitos e hábitos que foram trazidos de África através de uma metodologia ritmada, batucada, contada pelos corpos que resistiram aos processos de aculturação. AQUISIÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS DE TERREIRO (exemplo: atabaque, agogô, alfaias, agbês, baquetas, apitos, djembês etc.). DISPONIBILIZAR TRANSPORTE rotativo e coletivo, nos dias de ensaios e/ou trabalhos, encontros, manifestações ou apresentações. DISPONIBILIZAR ALIMENTAÇÃO (café da manhã, almoço e jantar) nos dias de ensaios e/ou trabalhos, encontros, manifestações ou apresentações.

Justificativa

Embora o que aqui se apresenta seja um projeto longevo e cuja proposta trará benefícios a todas as partes envolvidas direta ou indiretamente, a LEI DE INCENTIVO À CULTURA é um excelente mecanismo para negociação de aportes e patrocínios. Nos últimos anos, especialmente considerando a reconstrução do Ministério da Cultura, a ferramenta passou por alterações e simplificações que a tornaram mais acessível e atraente, tanto para os proponentes quanto para os investidores. Além disso, a efervescência de editais culturais que se valem de projetos já aprovados na LEI DE INCENTIVO À CULTURA, nos convida a olhar para a política de fomento sob a perspectiva de que existem meios de unir diferentes camadas da sociedade, tais como o mercado cultural, as empresas incentivadoras e as propostas de retorno social às comunidades, de um modo coeso, coerente e socialmente responsável.No que tange ao projeto propriamente dito, cabe ressaltar que Curimba é um elemento crucial das práticas musicais e rituais dos terreiros, sendo parte integrante da celebração da espiritualidade e tradição. Mais especificamente tratando, é tanto um espaço físico, quanto um movimento energético/rítmico de organização de pessoas dentro de uma comunidade de terreiro, resultando na formação de um grupo disposto a fortalecer essa conexão à espiritualidade que o Axé dos tambores pode proporcionar.

Estratégia de execução

Não se aplica.

Especificação técnica

PROJETO PEDAGÓGICOFORMAÇÃO PARA A CURIMBA COM SENTIDO RITUALÍSTICO, NÃO SÓ TÉCNICOMais do que aprender a tocar, vamos aprender a sustentar a gira com consciência, respeito e força espiritual. Cada toque e cada cantiga tem uma função dentro do ritual e nos espaços sagrados – e isso será parte viva do aprendizado. INTEGRAÇÃO COM O CORPO E A VOZ (ANCESTRALIDADE VIVA) “Como artista, dou aula de canto, percussão e de expressão corporal. Trago elementos da musicalidade afro-indígena e técnicas que despertam o corpo como instrumento.” (Nãnan Matos) DIDÁTICA SENSÍVEL E ADAPTADA A ideia é construir coletivamente construir um espaço seguro, de afeto e aprendizado musical, onde ninguém precisa performar um saber: só estar inteiro. (dinâmicas em grupo, desconstruindo os ritmos, repetições e possibilidades de variações, viradas e etc.) REPERTÓRIO COM CONTEXTO E HISTÓRIA Cada uma das cantigas será ensinada com seu contexto, origem (quando possível), uso ritual e caminhos de entoação. Não vamos só repetir: vamos entender o que cantamos e por quê. MATERIAIS DE APOIO E CONTINUIDADE Ao longo dos meses, os alunos receberão gravações, toques de referência, áudios de estudo e os cantos com letra. DOMÍNIO / SITE / REPOSITÓRIOAquisição e manutenção de site e/ou drive para repositório de todas as ações, assim como itens de prestação de contas.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE FÍSICA: Instalação de banheiros de container ajustado às urgências de acessibilidade. A instalação será fixa e permanecerá no espaço pelo tempo que durar o projeto e seu respectivo apoio financeiro. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: Enquanto durar o curso/oficina e eventuais atividades adjacentes, atenderemos à demanda de medidas para melhor compreensão do projeto, de acordo com a demanda de cada uma das atividades, exclusivamente sob demanda. Por outro lado, quando da realização de atividades e/ou contrapartidas do projeto em ambientes externos ao terreiro, no formato de apresentação musical, atenderemos a todas as medidas disponíveis para que todos os tipos de pessoas, corpos e vozes possam usufruir.

Democratização do acesso

Todas as atividades e oficinas em geral serão custeadas pelos recursos oriundos do patrocínio, de modo que não haverá cobrança para os participantes do Terreiro, tampouco para pessoas externas que forem somando ao projeto. Para expandir ainda mais o alcance das atividades, após seis meses de realização, levaremos as atividades para as ruas, agregando mais participantes, mais ideias e mais movimento aos produtos desta construção. Além disso, os principais materiais serão gravados e compartilhados em links e plataformas acessíveis na internet, ficando o material disponível para acesso gratuito e ilimitado.

Ficha técnica

MARIANA MARQUES GONÇALVES FERREIRA – MÃE DE SANTO / SACERDOTISA DO CAZUÁ. Proponente, idealizadora, dirigente. Mariana Ferreira é Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Gestora Cultural (pós-graduação em Gestão Cultural pela UNC – Universidad Nacional de Córdoba, Argentina). É também produtora cultural atualmente em Brasília (DF), onde reside, mas seu envolvimento em ações culturais e sociais é notado desde menina, realizando e/ou participando de Festivais Musicais, elaborando projetos culturais e, atualmente, é também assistente na CAIXA Cultural Brasília atuando na curadoria de patrocínios, avaliação e contratação de projetos. No terreiro, é responsável pela manutenção física e energética do espaço e das atividades realizadas, além de conduzir todos os trabalhos energéticos, realizar atendimentos sociais vinculados à espiritualidade. No projeto, cuidará das funções administrativas referentes ao agendamento das atividades, pagamento da facilitadora, agendamento de interações com outros coletivos de curimba no DF, planejamento das atividades, dentre outras que se fizerem necessárias. CLEMENTINA ARAÚJO BAGNO DA SILVA – MÃE DE SANTO / SACERDOTISA CAZUÁ. Assistente social e nascida em Brasília, Keka Bagno é atualmente assessora parlamentar. Antes disso, foi conselheira tutelar e mestre em políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB). Dedicada aos movimentos sociais, atuou em trabalhos voltados para crianças e adolescentes em situação de rua e exploração sexual, ainda na universidade, e defende os direitos das mulheres, da população negra e das crianças e adolescentes. Há 18 anos Keka dedica a sua vida aos movimentos sociais. Começou a militância enquanto aluna do curso de serviço social da UNB participando do levante estudantil do Diretório Central dos Estudantes, em 2008, que derrubou o reitor acusado de corrupção. Ainda na universidade iniciou um trabalho voltado para as crianças e adolescentes em situação de rua e vítimas de exploração sexual. No projeto, atua no suporte à coordenação e organização (especialmente logística), funcionalidade e execução de todas as atividades terrenas. NÃNAN MATOS – ARTIVISTA E ARTE-EDUCADORA, FACILITADORA DA CURIMBA - Facilitadora há 15 anos, a artivista e arte-educadora compõe a cena brasiliense e nacional com projetos artísticos de resgate, explosão, energia, dança, batuque e multi-linguagens. Esteve no Reality Show "The Voice Brasil", em 2017 e em turnê com Tocha, nas Olimpíadas de 2016, pela NISSAN. Foi convidada para realizar abertura do Prêmio Trip Transformadores, no Audiotório Ibirapuera-SP, em 2015. Realizou seu show autoral e com releituras em festivais como: CoMa | Mapping Festival, Museu da República, DF | Festival Todos Os Sons -CCBB Brasília | Teatro da Caixa Econômica Federal | Escola de Choro Raphael Rabello (Clube do Choro, Bsb), dentre outros. Tamborera manancial do elo África Brasil, Nãnan Matos concretiza em seu corpo a ancestralidade para a traduzir em multiplicidade musical. É idealizadora do Festival Online de Mulheres #BrasíliaSomosNós - fundadora do grupo Foli Ayê e do bloco “É de Nãnan”. A música esteve presente na vida da brasiliense desde muito cedo, mas o primeiro contato profissional foi quando entrou para a Escola de Música de Brasília. Lá, ela descobriu a potência da voz e aprendeu a tocar djembê. Nanãn também se dedica à dança. Ela pesquisa e canta os cantos tradicionais do Malinké, ritmo típico do oeste africano. Toda a musicalidade da cantora e percussionista brasiliense Nãnan Matos aparece no repertório resultante de suas pesquisas sobre a interação entre as músicas africana tradicional e afro-brasileira. LUA CAVALCANTE – ARTISTA. Aleijada, sambadeira de roda e pertencente ao povo indígena Kixelô Kariri de Iguatu, no Ceará. Lua é tecnóloga em fotografia, pedagoga e educadora griô . Atualmente, Lua atua como educadora no SESI Lab, é conselheira curatorial do Solar dos Abacaxis e participa da coletiva Casa Moringa. Anteriormente, foi coordenadora pedagógica na galeria-escola A Pilastra.Lua se autodenomina um “corpo-artístico-polí tico-pedagó gico”, promovendo reflexões sobre os territórios que essecorpo habita. Suas práticas são influenciadas pelas manifestações tradicionais.Destaques de sua trajetória incluem a série “Agulha”, presente na exposição “Atravessamentos Ocupação 9” na GaleriaCasa e na exposição “Rumor” na Caixa Cultural Brasília em 2020. Nesse mesmo ano, Lua lançou o fotolivro “Bocad’alma” pela Editora Estrondo. Ela também participou do curso de verão “Pedra e Ar” na Escola de Artes Visuais doParque Lage.Lua foi contemplada pelo Itaú Cultural no edital Entre Arte e Acesso. Além disso, fez parte da exposição coletiva“Composições Para Tempos Insurgentes” no MAM Rio com o trabalho “Oratório de Santa Maria Garra”. A residência“Demonstra” deu origem ao trabalho “Mandingas de aleijadu”. Em 2023, Lua participou da primeira Bienal dasAmazônias com a obra “Amuletos”.Sua linguagem artística envolve experimentações poéticas em autorretrato, performances e instalações, explorando as particularidades e deslocamentos de seu corpo, sob uma perspectiva poética da deformidade e do aleijo. No Cazuá, Lua será uma das responsáveis pela formação, condução e organização administrativa e musical da Curimba. OTTO BITENCOURT CUNHA. Homem trans, Otto é o primeiro Ogã em formação no Cazuá da Mãe Divina. Há um ano assíduo no terreiro, foi escolhido, pelas leis e fundamentos da espiritualidade, para ser o puxador deste projeto em sua concretização. No campo profissional, Otto é barbeiro. Terá instrução mais próxima, contribuindo com sua formação, com auxílio ampliado para os aprendizados técnicos, além de incentivo à realização de cursos, oficinas e workshops.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.