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O projeto Raça de Deus propõe a produção de um média-metragem de ficção com 50 minutos de duração, que aborda a relação entre política antidrogas, racismo estrutural e direito à informação. A obra terá difusão gratuita, estimativa de alcançar 10.000 espectadores em exibições e plataformas digitais, além de circulação em festivais de cinema.
Gravação do média-metragem de ficção Raça de Deus (50 minutos) que acompanha a trajetória de um jovem afro-brasileiro, trabalhador, estudante e capoeirista, que se depara com um segredo de Estado ligado à política antidrogas. Ao investigar, ele descobre como documentos técnicos e patentes industriais relacionados ao narcotráfico permanecem sob sigilo, revelando contradições entre transparência pública e repressão policial. A narrativa mistura suspense político, denúncia social e elementos da espiritualidade afro-brasileira, expondo o impacto desproporcional da guerra às drogas sobre a população negra. Gravado no Rio de Janeiro e com difusão gratuita, o filme busca provocar reflexão crítica, valorizar o protagonismo negro no audiovisual e ampliar o acesso democrático à cultura.
Objetivo GeralO projeto tem como objetivo geral produzir e difundir um média-metragem inédito que contribua para o debate sobre políticas de drogas, racismo estrutural e direito à transparência, valorizando o protagonismo negro no cinema brasileiro e ampliando o acesso democrático a conteúdos audiovisuais de relevância social. Estando de acordo com o artigo 3º do decreto 11.453 em I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão.Objetivo EspecíficoProduto A: Gravação de um média-metragem de até 50 minutos, com qualidade técnica e artística compatível com o circuito de festivais nacionais e internacionais, explorando narrativas críticas sobre juventude negra, favela e Estado. O filme será disponibilizado gratuitamente, com meta de atingir ao menos 10.000 visualizações em sessões públicas e plataformas digitais, promovendo acesso amplo e estimulando reflexões sociais a partir da linguagem cinematográfica.Produto Cadastrado no plano de distribuição como: Media Metragem
A produção audiovisual brasileira ainda carece de narrativas que tragam para o centro da cena o protagonismo negro em histórias de resistência, justiça e reflexão política. O projeto Raça de Deus busca preencher essa lacuna ao propor um filme que mescla suspense político, denúncia social e elementos culturais afro-brasileiros. A escolha do tema é urgente: a política antidrogas no Brasil tem historicamente atingido de forma desproporcional a população negra, sem transparência sobre dados e procedimentos de repressão.Ao problematizar o sigilo de informações e sua relação com a criminalização da pobreza, o filme contribui para o debate público e para a memória coletiva. O média-metragem também se justifica pelo potencial artístico e educativo, ao unir estética cinematográfica, elementos da cultura popular (como a capoeira) e a crítica social.A obra dialoga com referências marcantes do cinema nacional, como Cidade de Deus e Tropa de Elite, mas apresenta um olhar inédito ao incorporar espiritualidade e identidade afro-brasileira na narrativa. Além disso, o projeto democratiza o acesso à produção cultural ao oferecer exibições gratuitas, presenciais e online, alcançando tanto comunidades periféricas quanto públicos de festivais de cinema. Essa difusão amplia o impacto social e cultural da obra, estimulando discussões sobre racismo, cidadania e democracia.Estando de acordo com a lei 8.313/91 no artigo 1º em:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.e estando de acordo com o artigo 3º da lei de incentivo à cultura em :II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural;A utilização da Lei Rouanet é fundamental porque permite viabilizar financeiramente uma produção audiovisual independente de alto impacto social, que dificilmente encontraria espaço no mercado tradicional. O incentivo fiscal possibilita que a obra seja produzida com qualidade técnica, garanta acesso gratuito ao público e valorize artistas e profissionais negros, assegurando a democratização da cultura e fortalecendo a diversidade no cinema brasileiro.
Produto A – Média-metragem de ficção (50 minutos)Duração: 50 minutos.Formato: Média-metragem de ficção, gravado em resolução digital Full HD/4K, com captação de som direto e trilha sonora original.Suporte final: Arquivo digital em formatos adequados para exibições em festivais e plataformas de streaming, além de versões adaptadas para acessibilidade.Equipe técnica: Diretor, roteirista, produtor executivo, diretor de fotografia, técnico de som, diretor de arte, montador, figurinista, maquiador, assistentes de produção e equipe de apoio.Equipe artística: Elenco de atores selecionados por meio de testes, priorizando representatividade negra e moradores de periferias.Locações: Rio de Janeiro – RJ, em espaços urbanos e comunidades periféricas.Materiais utilizados: equipamentos de filmagem digital, iluminação cinematográfica, microfones direcionais, figurinos, cenografia adaptada e softwares de edição e finalização.Acessibilidade: versão com audiodescrição para pessoas cegas, versão com intérprete de Libras para pessoas surdas e adaptação de efeitos visuais para reduzir riscos de epilepsia.Difusão: exibições gratuitas em espaços públicos e culturais, circulação em festivais de cinema nacionais e internacionais e disponibilização online com estimativa de 10.000 visualizações.Paginação: produto único (1 média-metragem finalizado).
Meio físico: Não se aplica, por tratar-se de um produto audiovisual que será exibido em espaços já adaptados e também em plataformas digitais.População cega: Será disponibilizada versão com audiodescrição, permitindo que pessoas com deficiência visual possam compreender integralmente a narrativa.População surda: Será produzida versão do filme com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), garantindo acessibilidade comunicacional.Demais limitações e síndromes: O produto audiovisual será finalizado com adaptação no espectro de luz e efeitos visuais, de modo a reduzir riscos de crises epilépticas e desconfortos visuais em pessoas com hipersensibilidade.
Para atender a medida do artigo 47ª da IN/2025 em aporte a Lei 8.313/91III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, ede outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescriçãoA produção do projeto irá disponibilizar midias da produção e desenvolvimento do projeto nas redes sociais e sitedo projeto.
Wagner Luís - Coordenador Geral / Diretor de ProduçãoProfessor de História, capoeirista e agente cultural, com atuação destacada na promoção da educação, cultura e valorização das tradições populares brasileiras. Sua trajetória é marcada pelo compromisso em integrar práticas pedagógicas com vivências culturais, aproximando o conhecimento acadêmico da realidade comunitária. Como educador, utiliza metodologias participativas que incentivam o pensamento crítico, a consciência social e o respeito à diversidade cultural.Além de sua experiência em sala de aula, Wagner Luís desenvolve projetos culturais que unem arte, esporte e cidadania, com ênfase na capoeira como instrumento de formação humana, inclusão social e fortalecimento da identidade cultural. Sua atuação como agente cultural abrange a produção de eventos, oficinas e atividades voltadas à democratização do acesso à cultura, consolidando-se como um profissional comprometido em transformar a realidade por meio do conhecimento e da arte.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.