Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Memórias de Uma Cabine Fotográfica é um curta-metragem de ficção, com duração aproximada de 9 minutos, ambientado em um cinema de rua na década de 1940. Narrado por uma cabine fotográfica falante, o filme reflete sobre relações humanas, memória, imperialismo cultural e afetos homossexuais que sobrevivem em espaços de confinamento e resistência. A proposta é criar uma obra sensível e questionadora, que usa a fantasia para falar de desejo, identidade e diversidade, estabelecendo pontes entre passado e presente.
Uma cabine fotográfica importada é instalada no hall de um cinema de rua em Campinas nos anos 1940. Dotada de voz e consciência, a Cabine se torna narradora e observadora dos frequentadores, refletindo com estranhamento e empatia sobre padrões sociais, desejos e contradições humanas.Entre famílias bem-posicionadas, casais infiéis e figuras da elite local, a Cabine testemunha encontros secretos que revelam a fragilidade das aparências. Seu olhar cúmplice recai sobre dois jovens homens que, longe dos olhos da sociedade, se trancam em seu espaço para viver um momento de afeto e desejo.Misturando fantasia e crítica social, Memórias de Uma Cabine Fotográfica aborda a memória da comunidade LGBTQIA+, a subjugação cultural brasileira diante do imperialismo norte-americano e o poder do cinema como espaço de resistência, desejo e liberdade.
Objetivo GeralRealizar um curta-metragem de ficção que, por meio da fantasia e do olhar inusitado de uma cabine fotográfica, discuta padrões de comportamento, relações de gênero, subjugação cultural e, principalmente, os afetos homossexuais vividos à margem da sociedade no Brasil do século XX, em diálogo com a atualidade.Objetivos EspecíficosValorizar a memória de espaços de resistência da comunidade LGBTQIA+, representando afetos e desejos ocultos pelo olhar social normativo.Questionar padrões de comportamento heteronormativos, relações monogâmicas e desigualdades de gênero e classe.Refletir sobre a influência cultural norte-americana e o apagamento da cultura brasileira em contextos urbanos do século passado.Criar uma obra acessível, que dialogue com diferentes públicos, especialmente jovens e adultos, estimulando empatia e pensamento crítico.Circular em festivais nacionais e internacionais, ampliando a representatividade de narrativas LGBTQIA+ no audiovisual.
Histórias de Uma Cabine Fotográfica nasce da investigação sobre espaços de confinamento que preservaram memórias LGBTQIA+ ao longo do século XX, como cabines fotográficas, bares e cinemas. Esses locais, muitas vezes marginalizados, tornaram-se ambientes de resistência, registrando afetos que precisavam se esconder para existir. O curta propõe revisitar essa memória a partir de uma perspectiva lúdica e metalinguística: uma cabine fotográfica narradora, observadora imparcial e empática das contradições humanas.A obra se ancora em referências do cinema clássico dos anos 1940 e no carnaval brasileiro, confrontando a influência cultural dos Estados Unidos com a vitalidade da cultura nacional. Mais do que contar a história de um encontro gay, o filme provoca o público a refletir sobre desejo, identidade, opressão e liberdade.A utilização do mecanismo de incentivo é fundamental para viabilizar o projeto, que se enquadra nos incisos I e III do Art. 1º da Lei 8.313/91, ao fomentar a produção audiovisual e valorizar a diversidade cultural brasileira, e atende aos objetivos do Art. 3º, ao garantir difusão cultural, preservação da memória e acesso democrático à produção artística.
Duração: aproximadamente 9 minutos. Formato de captação: digital (4K). Finalização: cópia em DCP (Digital Cinema Package) para exibições em sala de cinema; cópias em formatos digitais (MP4/H.264) para festivais, canais de TV e plataformas de streaming. Som: mixagem em estéreo 5.1 e versão estéreo 2.0. Cor: colorido, finalização em alta definição com tratamento de cor que remete à estética dos anos 1940. Versões acessíveis: cópias com legendagem descritiva, janela em Libras e audiodescrição. Material complementar: Kit de divulgação com pôster digital, release e press kit. Registro fotográfico de bastidores. Making of em formato reduzido (3 a 5 minutos), a ser disponibilizado online. Paginação: roteiro em formato padrão audiovisual (25 páginas), arquivado como material de registro junto ao produto cultural. Projeto pedagógico: além da difusão do filme, o projeto contempla a realização de uma roda de conversa/mini-oficina online intitulada Cinema, Memória e Diversidade, voltada para jovens realizadores e estudantes de audiovisual. A atividade abordará os seguintes tópicos: a relação entre memória e espaços de resistência LGBTQIA+; o uso da fantasia como recurso narrativo no cinema; o processo de construção do curta-metragem, da pesquisa à finalização. Essa ação pedagógica será gratuita e transmitida pela internet, ampliando o impacto do projeto e reforçando sua função formativa.
O projeto contempla tanto a acessibilidade física quanto a de conteúdo.Acessibilidade FísicaExibições em espaços culturais que garantam rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização adequada.Disponibilização de assentos reservados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Acessibilidade de ConteúdoProdução de cópias do curta com audiodescrição, legendagem descritiva e janela em Libras, ampliando o acesso a pessoas com deficiência visual e auditiva.Produção de materiais de divulgação acessíveis, incluindo versões digitais com leitura facilitada.Possibilidade de visitas sensoriais em sessões presenciais, promovendo maior integração de pessoas com deficiência visual ao universo do filme.
A difusão do curta será estruturada em diferentes frentes, buscando alcançar públicos diversos em âmbitos nacional e internacional.Distribuição e ComercializaçãoInscrição em festivais internacionais de grande porte (Cannes, Berlim, Veneza) e em festivais nacionais (Gramado, Brasília, Festival do Rio, Olhar de Cinema, entre outros).Parcerias com distribuidoras especializadas em curtas para circulação internacional.Exibição em canais de TV por assinatura voltados ao cinema e à diversidade cultural, como Canal Brasil, Curta! e CineBrasilTV.Disponibilização em plataformas de streaming independentes e acessíveis, como MUBI, SPcine Play, FilmeFilme e Filmicca.Ampliação de AcessoExibição gratuita no YouTube e Vimeo após o circuito de festivais, ampliando o alcance do público.Exibição de lançamento em Campinas/SP, aberta à comunidade local.Realização de debate após a sessão de estreia, com o diretor e convidados, estimulando diálogo sobre diversidade e memória LGBTQIA+.Produção de conteúdos digitais (redes sociais e site do projeto) para divulgação e acesso complementar.
A Audrey filmes é uma produtora focada em narrativas com protagonismo LGBTQIA+, seja nas histórias ou por trás das câmeras. Acreditamos no cinema de gênero como uma ferramenta para atingir um maior número de pessoas com histórias leves, mesmo assim, abordando temas importantes de amor, inclusão e aceitação.Nossa missão é conseguir trazer ao mercado audiovisual brasileiro mais representatividade e diversidade, colocando profissionais da comunidade LGBTQIA+ em evidência e tentando quebrar a falsa ideia de que filmes com protagonismo LGBTQIA+ são de nicho e incapazes de atingir o grande público. Guto Gomide é produtor, diretor e roteirista. Formado em Cinema pela UFSC, participou do Programa New Voices pra roteiristas estreantes com bolsa da Fullbright Brasil em 2021. Desde então, fundou a produtora Audrey filmes, onde se dedica a criar histórias com protagonismo LGBTQIA+ e a auxiliar outros roteiristas a criarem seus próprios projetos através do laboratório de desenvolvimento Queer Voices.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.