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O projeto visa a edição de um livro de reportagem histórica sobre a trajetória de Nilce Azevedo Cardoso, a partir de um texto jornalístico, com narrativas e depoimentos da própria Nilce, registrados em documentos e em entrevistas.
1. Detalhes do livro:Capítulos previstos# Infância e adolescênciaNilce nasceu em Orlândia, no interior de São Paulo, em uma família de sete irmãos. Os pais eram professores. Na adolescência, morou em Ribeirão Preto. Mudou-se para a capital em 1964 para cursar a Faculdade de Física na USP.# Vida universitáriaJá na USP, ingressou na Juventude Universitária Católica (JUC) e passou a ser atuante no movimento político estudantil, participando da Batalha da Maria Antônia – a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP ficava na Rua Maria Antônia –, e da resistência em defesa do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, onde morou enquanto cursava a faculdade.# Militância e vivência na classe operáriaQuando terminou o curso de Física, entrou para a Ação Popular (AP) e depois para a Ação Popular Marxista Leninista, movimento com o qual mais se identificava em razão de suas convicções políticas. Em 1968, já casada (falta o nome de seu primeiro marido), foi morar no ABC e passou a trabalhar, como operária na Rhodia, fábrica de fios sintéticos, em Santo André. Passou a ser perseguida. Em 1969, mudou-se para Porto Alegre, onde se empregou na indústria Renner. Mas, por uma questão de segurança, voltou a lecionar em escolas.# O sequestro, a prisão, a torturaEm seu depoimento para a Comissão da Verdade, Nilce relata que foi sequestrada no dia 11 de abril de 1972, quando estava em uma parada de ônibus. Foi jogada no banco traseiro do carro e já recebeu os primeiros bofetões, sentindo o gosto de sangue na boca. Foi levada para as dependências do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), onde foi encapuzada e onde sofreu todo o tipo de torturada, sob o comando do delegado Pedro Seelig. Foram socos, choques, pau de arara... Quando estava muito debilitada as seções eram interrompidas, e ela era levada (ou arrastada) para alguma cela. Quando ‘melhorava’, voltavam as sessões. Chegou a levar choques na vagina e no útero. Chegou a ser levada para o Hospital Militar onde ficou em coma por oito dias. Depois voltou. E continuou sua saga. Foi levada para a OBAN, em São Paulo. Todo este inferno durou até 20 de julho de 1972, quando recebeu seu alvará de soltura.Em um de seus depoimentos, tem uma carta de sua mãe, Zilda, descrevendo a dor que sentiu quando conseguiu autorização para visitar a filha e vê-la em estado tão deplorável. Tem também a lembrança de que sua irmã ao visitá-la (provavelmente no DOPS) teve um surto catatônico e nunca mais se recuperou psiquicamente.Vale registrar que Nilce nunca entregou nenhum nome ou informação.# A amnésia e as doresDepois que saiu da prisão, buscou apoio e tratamento psiquiátrico no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, não só para sair da amnésia, mas para recuperar sua identidade e para conseguir viver com suas memórias. Nos depoimentos, cita os nomes da psicopedagoga Alicia Fernandez e da psicanalista Miriam Moller. Casou-se novamente, com Antônio Norival Soave, com quem teve dois filhos, Paulo e Semíramis – que lhes deram quatro netos.# A luta seguiuRelatar os trabalhos realizados por Nilce, que voltou a lecionar em escolas. Formou-se como psicopedagoga e passou a clinicar. Também se envolveu com a Fundação Ecarta, com a Clínicas do Testemunho (Instituto APPOA), e seguiu militando nas questões direcionadas para os Direitos Humanos. Recebeu o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre e a Medalha de Honra do Mérito Farroupilha.2. Impacto Cultural e Abrangência GeográficaA produção, edição e publicação de livros é uma manifestação cultural de enorme importância por permitir a difusão do conhecimento e diferentes questionamentos sobre o tema proposto, levando a reflexões sobre a sociedade que vivemos e a que desejamos no futuro. Obras direcionadas tanto para a literatura, de uma forma em geral, como as que resgatam fatos históricos valorizam a cultura de uma nação e provocam a construção de uma visão crítica, respeitando os diferentes matizes de interpretações.Embora o livro, em um primeiro momento, possa ser visto como a possibilidade de uma experiência individual, ele permite diversas formas de uso: a leitura pode ser coletiva, envolver discussões, levar à roteirização para o teatro e para o audiovisual, promover a formação de clubes de leitores, e assim por diante. O universo de um livro é, portanto, bastante rico, promovendo a democratização do acesso à cultura e, em consequência, ao conhecimento. Além disso, com o fenômeno da internet, as fronteiras físicas foram rompidas, multiplicando a abrangência de uma obra na busca de seus leitores.3. 1. Repercussão do LivroA luta de inúmeras pessoas contra a ditadura militar no Brasil, reunidas ou não em organizações civis ou político partidárias, retrata importante capítulo da história nacional. A recuperação deste momento não só promove a memória histórica, mas também contribui para a necessidade de defender o Estado Democrático de Direito e os Direitos Humanos, especialmente diante de atos de opressão e de violência, como o que ocorreram no Brasil – e em tantos outros países, como os nossos vizinhos Argentina, Chile e Uruguai.O recente sucesso do filme “Ainda Estou Aqui” (2024), da peça teatral “Lady Tempestade” (2024) e do lançamento da edição especial de aniversário do livro “Brasil: Nunca Mais” (1985/2025) exemplifica o quanto a sociedade brasileira, de uma maneira em geral, valoriza o resgaste de sua história, ainda mais quando esta memória foi censurada e contada de forma viesada por um regime autoritário que governou o país de 1964 a 1985.Tanto no filme “Ainda Estou Aqui”, que retrata a história de Eunice Paiva, que precisou se reinventar diante do desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, sequestrado pelo governo militar; como na peça “Lady Tempestade”, que recupera a história da advogada Mércia Albuquerque, que defendeu presos políticos e famílias de desaparecidos, trazem uma mulher como personagem principal. Nos dois casos, seus autores e atores, ao contarem uma história individual relatam fatos, lutas, medos e conquistas de milhares de brasileiras e brasileiros que viveram os chamados “Anos de Chumbo” e por tantos outros que lutam para que nada disso se repita.O projeto cultural “Codinome Resistência” tem o objetivo de resgatar capítulo importante da história brasileira, levando a leitoras e leitores informações e conhecimento sobre um passado que explica a nação que o Brasil é hoje e de promover o debate sobre o futuro que a nação deseja ser como país.
Objetivo Geral:O objetivo do projeto visa a edição de um livro de reportagem histórica sobre a trajetória de Nilce Azevedo Cardoso, a partir de um texto jornalístico, com narrativas e depoimentos da própria Nilce, registrados em documentos e em entrevistas.Objetivos específicos:- Produzir, publicar e distribuir gratuitamente 1.000 exemplares do livro.- Disponibilizar gratuitamente 50 exemplares com QRCode.
O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1° da Lei 8.313/91:I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais.VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.IX - priorizar o produto cultural originário do País.O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3° da Lei 8313/91:II _ fomento à produção cultural e artística, mediante:b _ edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.A aprovação através da Lei de Incentivo à Cultura será fundamental para a concretização de nosso projeto, pois dará credencial para buscarmos os recursos necessários para viabilizar sua execução.Um livro de reportagem histórica sobre a trajetória de Nilce Azevedo Cardoso, a partir de um texto jornalístico, com narrativas e depoimentos da própria Nilce _ registrados em documentos, como o de sua participação na Comissão Nacional da Verdade e na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e em entrevistas que concedeu à Imprensa. O trabalho será realizado a partir de ampla pesquisa e entrevistas e depoimentos com familiares, amigos e demais pessoas que com ela conviveram.O livro mostrará uma história de luta por ideiais, por justiça social, pela retomada da democracia e em defesa dos Direitos Humanos. A obra mostrará a história de Nilce Azevedo Cardoso, paulista, nascida em Orlândia e criada em Ribeirão Preto, que veio para o Rio Grande do Sul clandestinamente para seguir sua luta, atuando junto à classe operária. Foi Mônica; Regina; Vera; Cida; Ana. Até que ‘caiu’ em uma parada de ônibus quando aguardava um companheiro para lhe passar uma informação. Foram 101 dias de horror, de dor no corpo e na alma. Depois de solta, Nilce ficou em Porto Alegre. Voltou a lecionar em escolas. Formou-se como psicopedagoga e passou a clinicar. Também se envolveu com a Fundação Ecarta, com a Clínicas do Testemunho (Instituto APPOA), e seguiu militando nas questões direcionadas para os Direitos Humanos. Recebeu o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre e a Medalha de Honra do Mérito Farroupilha. E, apesar dos pesares, reconstruiu a si mesma, sua vida e seguiu lutando pelo melhor para todas e todos. Uma história de luta por ideiais, por justiça social, pela retomada da democracia e em defesa dos Direitos Humanos.Nilce morreu em 21 de fevereiro de 2022, aos 77 anos. Quase 50 anos depois de ter sido liberta do DOPS em Porto Alegre. Cerca de 10 anos depois de o Estado brasileiro reconhecer sua luta de resistência contra um regime autoritário, sendo anistiada. O livro terá uma tiragem de 1.000 exemplares e será distribuído gratuitamente ao público em geral, faculdades, universidades, bibliotecas e estará à disposição de estudantes, professores, pesquisadores e demais profissionais, como fonte de consulta e pesquisa. Para atingirmos o maior número de pessoas realizaremos ampla divulgação em todas as mídias e utilizaremos a remessa através de parcerias dos Correios (registro módico).
1. Livro impresso:Formato padrão 16cm x 23cmCapas, 4 cores, acabamento com prolam fosco, verniz UV localizadoMiolo com 224 páginas 1 cor e mais 16 pgs 4 cores para fotos – papel off set 90gTiragem: 1.000 exemplares2. Livro em braile:Tiragem: 50 exemplaresMiolo somente em braile
Acessibilidade FÍSICA:O formato impresso permitirá aos portadores de necessidades especiais e idosos fácil acesso e manipulação do produto cultural.Acessibilidade de CONTEÚDO:O livro será produzido com QRCode contendo audiodescrição.
PRODUTO: LIVROOs livros não serão comercializados, serão distribuidos gratuitamente. AMPLIAÇÃO DE ACESSO:Instrução Normativa MinC nº 23 de 05.02.2025: Art. 47 - V - realizar gratuitamente atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas. - Será realizada palestra.
Nome: Lisboa & Rocha Consultoria Ltda. Funções: Projeto Cultural - Produção e Coordenação Geral - Atividade remunerada pelo projeto. Atividades: elaboração, acompanhamento e gestão do projeto; criação de estratégia na busca do patrocínio; desenvolvimento da estratégia para captação dos recursos;realização das tomadas de preços e contratação de serviços; execução do projeto; condução do lançamento do livro e sua distribuição.Nome: Cláudia Coutinho Funções: Coordenação Editorial, Pesquisa, Entrevistas, TextoCurrículo: Jornalista diplomada pela Famecos/PUCRS (1981). Tem Especialização em Marketing (PUCRS) e MBA em Gestão, Marketing e Direito no Esporte (FGV/FIFA/CIES). Trabalhou no jornal Zero Hora e na Revista Amanhã; com Comunicação e Marketing Esportivo, Comunicação Corporativa e Comunicação Pública. Desde 2018, é sócia-diretora da Capítulo 1 – Conteúdo e Design Editoriais, onde atua como Editora de Conteúdo e desenvolve diferentes projetos editoriais. Desde 2020 atua na direção executiva da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Atualmente está no cargo de 1ª vice-presidente da entidade.Nome: Patrícia Lima Funções: Entrevistas, Depoimentos e Edição de Texto Currículo: Jornalista diplomada pela UCPel e formada em Letras pela FURG. É repórter há mais de 25 anos, escrevendo para jornais, revistas e publicações corporativas. Fez Especialização em Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e Mestrado em Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fruto da sua pesquisa na UFRGS, publicou, juntamente com seu orientador, o professor Luís Augusto Fischer, o livro Inquéritos em Contraste, em que recupera crônicas escritas em 1913 por João Simões Lopes Neto. É diretora da Capítulo 1 – Conteúdo e Design Editoriais.Nome: Camila ProvenziFunções: Projeto Gráfico e DiagramaçãoCurrículo: Graduada em História e posteriormente em Produção Multimídia. Possui especialização em Book Publisher. Desde 2011, trabalha como designer editorial, atuando em várias etapas da produção de livros, desde a concepção de projetos gráficos e capas, passando pela diagramação à finalização do material para impressão ou para versões digitais.Nome: Luís Augusto Junges Lopes Função: Revisão de PortuguêsCurrículo:Formado em Letras pela UFRGS, começou a atuar com revisão de textos para jornais em 1994. Depois expandiu seu trabalho para revistas e editoras de livros. Em 2006 fundou a Press Revisão, estando à frente do trabalho de revisão para editoras, agências de comunicação e departamentos de comunicação de organizações. Já soma mais de 1.150 publicações revisadas.Nome: Marco Antônio Villalobos Função: Consultor Técnico (Revisão Histórica)Currículo:Graduado em Comunicação Social pela PUCRS, mestrado em História e doutorado em História, ambos os títulos pela PUCRS. Trabalhou na RBS TV e na Rede Bandeirantes. Atualmente se dedica à produção de documentários, especialmente na área de Direitos Humanos. Autor de cinco livros, também foi professor de Telejornalismo, Documentário e disciplinas de História da Comunicação na PUCRS, Unisinos e Ulbra.Nome:Emílio Carles Sales Pedroso Função: FotógrafoCurrículo: Atua como repórter fotográfico desde os anos 1970. Foi diversas vezes premiado pela Associação Riograndense de Imprensa, vencendo o Prêmio ARI de Reportagem Fotográfica em 1985. Também venceu o Prêmio Setcergs de Jornalismo em 2007 e 2010. Assinou fotos e ensaios fotográficos de diversos livros. Nome: Gilmar Fraga Função: Ilustração CapaCurrículo: Ilustrador, caricaturista e artista plástico premiado em salões de humor nacionais e internacionais. Desde 1996, trabalha com ilustração editorial para a Zero Hora. Entre os prêmios recebidos, destacam-se oito da Associação Riograndense de Imprensa (ARI); Awards of Excellence no 29º Best of Newspaper Design, nas categorias caricatura e portifólio pela SND (Society for News Design) – Boston (Estados Unidos) e o Prêmio Excelência Jornalística pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) na categoria caricatura – Madri (Espanha). Também se dedica ao desenho de humor, caricaturas e ilustrações para livros. Nome: José Luís Costa Função: Assessoria de Imprensa (Lançamento e Divulgação)Currículo: Jornalista formado pela Unisinos, trabalhou nos jornais Diário de Canoas, Correio do Povo e Zero Hora, local em que atuou como repórter por 22 anos. Também trabalhou na sucursal da revista Veja, no Rio Grande do Sul. Atualmente trabalha na divulgação de projetos culturais. Destaca-se como profissional multipremiada, entre os quais estão Prêmio Esso Regional Sul, Esso de Jornalismo, Latino-Americano do Instituto Prensa y Sociedad, do Peru, Dom Helder Câmara, Estácio e Associação Riograndense de Imprensa.Nome: Bianca Campello Função: Mídias Sociais (Lançamento e Divulgação)Currículo: Formada em Marketing e técnica em Publicidade, atualmente cursa MBA em Gestão e Planejamento de Marketing. Atua como analista de Marketing Digital e possui mais de oito anos de experiência em comunicação, no segmento de planejamento estratégico, cobertura de eventos, criação e design.Nome: Capítulo 1 - Conteúdo e Design Editoriais Função:EditoraCurrículo: Realiza serviços no segmento da produção editorial, como livros autorais e projetos direcionados para a memória institucional e para a reconstituição histórica. A editora, liderada pelas jornalistas Cláudia Coutinho e Patrícia Lima, atua no mercado há seis anos, com destaque para as publicações “A Água é Nossa: o legado da luta pela municipalização, comemorando os 20 anos da Comusa, em Novo Hamburgo” (2018); “O Mínimo Essencial: duas ou três coisas que sei e outras que os gênios da música me ensinaram”, do jornalista Eduardo Rodrigues (2020); “Jornalismo e Vestiário: histórias e bastidores contados por um assessor de imprensa” do jornalista João Paulo Jobim Fontoura (2021); “Mãe, Amor e Justiça”, de Denise Dutra (2023), “Nunca Desistir”, de Antonio Tulio Lima Severo (2023), “FGT: 95 anos de memórias e conquistas” (2024); “Suárez: Tricolor”, de Lucas Uebel (2024); “90 Anos Veleiros do Sul: Tradição e Futuro no Esporte da Vela” (2024); “60 para ouvir: uma trilha sonora”, de Emílio Papaléo Zin (2025); “Os Limas pelo Mundo: As Aventuras de Viagem de Pai e Filha”, de Patrícia Lima (2025), entre outras obras.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.