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O Projeto visa a edição, publicação e distribuição gratuita do Livro e do Audiolivro "Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa"
O livro “Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa” tem como pano de fundo a necessidade de contar a história cultural a partir do olhar de quem sempre foi deixado de lado – os oprimidos, os marginalizados e aqueles que nunca tiveram voz. Basta lembrar que o bumbá Tira Prosa iniciou sua trajetória convocando para seus quadros pessoas originárias das classes mais sofridas pela discriminação: os moradores de palafitas, as empregadas domésticas, os operários desqualificados, os frequentadores de terreiros. Quase todos negros, quase todos pardos, quase todos pobres. Resgatar essa história é reconhecer o valor cultural de uma população periférica que sofreu (e ainda sofre) com o racismo e, simultaneamente, não se furtar a uma pequena contribuição para dar maior visibilidade e orgulho aos humildes moradores responsáveis por essa bonita aventura. Título: BATUQUE NO EMBOCA: 80 ANOS DO BUMBÁ TIRA PROSA CAPÍTULO 1Uma breve história da AmazôniaPara que se compreenda os traços de colonialidade que ainda estão presentes no cerne das festas populares da região Norte é necessário recordar como se deu a ocupação humana da região desde que o espanhol Francisco Orellana avistou pela primeira vez as icamiabas no rio Nhamundá até chegarmos ao grande “boom” da borracha, quando a Amazônia se tornou um grande centro de atração para novos aventureiros e colonizadores. Entre o ano da grande seca de 1887 e 1900, 160 mil nordestinos chegaram à Amazônia para extrair a seiva da árvore preciosa. Os “brabos”, como eram chamados (particularmente os “cabras” do Ceará e os negros do Maranhão e Pernambuco), foram os verdadeiros catalisadores dessa nascente “cultura amazônica”, onde as festas de santo, festanças profanas e folguedos populares se converteram em elementos de identidade social. É sobre isso que trataremos nesse capítulo. CAPÍTULO 2Do Bumba-meu-boi ao Boi-BumbáAlguns historiadores associam o surgimento do Auto do Bumba-meu-boi à expansão, no Nordeste, do chamado “ciclo do gado” – quando, a partir do século 17, o animal ganhou grande importância nas fazendas da região. Contado e recontado através dos tempos na tradição oral nordestina e depois espalhado pelo Brasil, o auto adquire contornos de sátira, comédia, tragédia e drama, conforme o lugar em que se inscreve, adquirindo nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte e Alagoas é chamado Bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas é Boi-Bumbá, em Pernambuco é Boi Calemba, no Ceará é Boi-de-Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi, na Bahia é Boi Janeiro e Boi-Estrela-do-Mar, no Paraná e em Santa Catarina é Boi-de-Mourão ou Boi-de-Mamão, em Minas Gerais e Rio de Janeiro é Bumba ou Folguedo do Boi, no Espírito Santo é Boi-de-Reis, no Rio Grande do Sul é Bumba, Boizinho, ou Boi-de-Mamão, e em São Paulo é Boi-de-Jacá ou Dança do Boi. Nesse capítulo iremos discorrer sobre o assunto. CAPÍTULO 3A Festa do Boi-Bumbá em ManausDe particular interesse para o estudo das tradições lúdicas juninas da Amazônia é o detalhado relato do médico Robert Avé-Lallemant a respeito do boi-bumbá, que ele conheceu em Manaus, quando aqui chegou em 1859. Com a sua pormenorizada descrição, apresentou aos leitores europeus, pela primeira vez, uma imagem bastante expressiva dessa importante expressão cultural da região, cujo texto original depois foi incluído no seu livro “Viagem no Rio Amazonas”. Nesse capítulo, iremos aprofundar o assunto. CAPÍTULO 4Os Trabalhadores da Boca do EmbocaO bairro de Santa Luzia, antigamente conhecido como Boca do Emboca, começou a ser ocupado na década de 1920 por pessoas vindas dos seringais desativados no interior do Estado, após o melancólico fim do ciclo da borracha. Mostrar quem eram esses catraieiros, carvoeiros, pedreiros, estivadores, pescadores, carroceiros, rezadeiras, parteiras, macumbeiras, lavadeiras e empregadas domésticas é o objetivo desse capítulo. CAPÍTULO 5O surgimento do bumbá Tira ProsaParteira, rezadeira e mãe de santo do mais respeitado batuque da Boca do Emboca, dona Marcelina Fausta de Oliveira (“Sinhá Lina”) andava meio injuriada com o tratamento desrespeitoso dado aos moradores do Emboca pelos torcedores e brincantes do bumbá Dominante, do bairro vizinho de Educandos, que se achavam “melhores” que a arraia miúda. Decidida a colocar um ponto final naquela situação, ela convenceu seu genro, Francisco Santiago de Oliveira (“Tutu”), um pequeno armador e despachante de pescado que desfrutava de grande prestígio na comunidade, a fundar um boi-bumbá para brincar nas casas dos moradores durante as festas juninas da cidade. Depois de muita conversa, o bumbá Tira Prosa foi fundado no dia 13 de maio de 1945, na casa do próprio despachante. O bumbá passou a ser comandado por Sinhá Lina, o que foi um grande avanço em se tratando de uma brincadeira machista por excelência. CAPÍTULO 6Galeria dos BambasNesse capítulo tentaremos fazer um resumo biográfico das pessoas mais importantes na história do bumbá Tira Prosa: Marcelina Fausta de Oliveira (“Sinhá Lina”), Francisco Santiago de Oliveira (“Tutu”), José Ribamar Ferreira (“Zeca Pepira”), Raimundo Ferreira de Oliveira (“Mundico”), Alberto Ferreira Martino (“Mestre Orelhinha”), Rock e Lucilo Mesquita, Raimundo Guanabara, Lauro Chibé, Antônio Barroso, Lamparina, Flávio Doido, Luiz Ceguinho, Papagaio (o melhor miolo do Tira Prosa em todos os tempos), Manoel Caboco, Zé Luís, Totó, Jair, Armando, Nildo, Juarez, Nazo e Dário Pontes (que foi Amo do Boi de 1968 a 2018), entre outros. CAPÍTULO 7Bumbá Tira Prosa, o último grande boi de ruaNesse capítulo iremos discorrer sobre as principais diferenças entre os bois de rua de Manaus e os bois de arena de Parintins e de como uma tradição secular está seriamente ameaçada por conta da espetacularização do evento. CAPÍTULO 8A hegemonia parintinense e o fim de uma tradiçãoDesde que foi fundado, o bumbá Tira Prosa manteve-se fiel à tradição do boi de rua, ou seja, do bumbá que brinca na frente da casa de um contratante encenando o auto original. A partir dos anos 90, entretanto, com o estrondoso sucesso dos bumbás de Parintins, os bois de Manaus começaram a adotar aquela mesma estética e o Tira Prosa foi obrigado a seguir o modismo. Nesse capítulo iremos analisar a carnavalização dos bumbás manauaras para se adequarem à estética de Parintins e o futuro da brincadeira em Manaus a partir dos garrotes e dos bumbás tradicionais ainda existentes. IMPORTÂNCIA DESTE LIVRO DO PONTO DE VISTA CULTURALO denodo demonstrado pelos moradores da Boca do Emboca na criação do bumbá Tira Prosa foi um exemplo prático e significativo de resistência social, mostrando que a cultura popular pode (e deve) continuar sendo um elemento importante na formação da identidade e no fortalecimento da diversidade cultural das comunidades periféricas.
Objetivo GeralO objetivo deste projeto é promover o incentivo à leitura com a distribuição gratuita de 1.000 livros para a população manauara, bem como fazer a entrega do Audiolivro para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados. Objetivos específicosPRODUTO Livro impresso "Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa": distribuição gratuita de 1.000 livros para a população. PRODUTO Audiolivro "Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa": entrega de uma cópia, no suporte pendrive, para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados.
Fundado no dia 13 de maio de 1945, pelos senhores Francisco Santiago de Oliveira ("Tutu"), José Ribamar Ferreira ("Zeca Pepira"), Raimundo Ferreira de Oliveira ("Mundico"), Alberto Ferreira Martino ("Mestre Orelhinha") e por dona Marcelina Fausta de Oliveira ("Sinhá Lina"), o bumbá Tira Prosa, da Boca do Emboca, é o segundo boi mais antigo de Manaus ainda em atividade. Mais antigo do que ele somente o bumbá Corre Campo, da Cachoeirinha, fundado no dia 1º de maio de 1942.Localizada na embocadura do igarapé de Educandos nas águas do rio Negro, daí surgindo o nome que batizou o lugar, a Boca do Emboca começou a ser ocupada na década de 1920 por pessoas humildes, quase todas negras ou pardas, vindas dos seringais desativados no interior do Estado. Era lá que se concentravam os catraieiros, carvoeiros, pedreiros, estivadores, pescadores, lavadeiras e empregadas domésticas da cidade. A criação do boi-bumbá no dia 13 de maio, dia da libertação dos escravos, foi uma maneira de proporcionar um pouco de diversão para os moradores.Diferente do bumbá Corre Campo, de Manaus, e dos bumbás Caprichoso e Garantido, de Parintins, que já tiveram suas histórias contadas e recontadas em dezenas de livros e teses acadêmicas, o bumbá Tira Prosa nunca foi objeto de estudo nas academias e nem teve sua trajetória contada como se deve, malgrado a importância que teve _ a ainda tem _ na cultura popular amazonense."Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa" é um livro necessário, porque ajuda a resgatar uma importante parte da memória das festas populares em Manaus, ao mesmo tempo em que recupera do silêncio, a que tantas são condenados em nossa terra, algumas personalidades e gentes que de outra forma ficariam soterradas.Sem o valioso apoio da renúncia fiscal, por meio da Lei Rouanet, seria humana e financeiramente impossível a realização deste projeto, pois o mesmo exige investimentos que o proponente não pode bancar sozinho.Sobre o custo-benefício para a sociedade, ele se baseia no princípio de que o objetivo final do projeto será a distribuição gratuita de 1 mil livros para a população manauara, como forma de promover o incentivo à leitura e fortalecer a nossa autêntica cultura popular, além de disponibilizar o mesmo para fruição de pessoas com deficiência visual por meio de um audiolivro.Só para constar, relembro um fato significativo ocorrido na Feira de Livros da Praça Heliodoro Balbi, em julho deste ano. Uma gari, que estava trabalhando no serviço de limpeza da praça, se aproximou e perguntou se era verdade que ela poderia pegar um exemplar do livro "Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion" e levar pra casa, sem pagar nada. Quando assenti afirmativamente, ela mandou essa:_ Eu nunca tive um livro pra chamar de meu. Esse vai ser o primeiro. Muito obrigado!E me deu um abraço, comovida.São essas pequenas sementes de felicidade que a Lei Rouanet nos ajuda a espalhar por aí. A proposta se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8313/91 Transcrevemos abaixo o inciso e alínea do Art. 3° da Lei 8313/91 referente aos objetivos que serão alcançados com a proposta:II _ fomento à produção cultural e artística mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
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LIVRO FÍSICOTIRAGEM: 1.000 Livros.TÍTULO: BATUQUE NO EMBOCA: 80 ANOS DO BUMBÁ TIRA PROSACAPA: Formato A4 (21 cm x 51,9 cm), 4x0 cores, Tinta Sun Chemica Colorida em Triplex 250g. Saída Em CTP.MIOLO: 230 págs., Formato A4 (21 cm x 29,7 cm), 1 cor, Tinta Sun Chemica Colorida em Off Set FSC 75g. Saída Em CTP.LOMBADA: 18mm, Dobrado (MIOLO, MIOLO), Cola Pur (MIOLO, MIOLO), Embalagem em Caixa Coletiva.CAPA c/Laminação em Verniz AUDIOLIVROTÍTULO: BATUQUE NO EMBOCA: 80 ANOS DO BUMBÁ TIRA PROSAFORMATO: Gravado no formato MP3.TIRAGEM: Uma cópia entregues na plataforma pendrive.IMPORTANTE: O audiolivro será a versão a mais aproximada possível do livro físico, com locução na chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedecerá às regras da boa impostação de voz e pontuação.
PRODUTO Audiolivro “Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa”: entrega de uma cópia, no suporte pendrive, para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados. PRODUTO Livro “Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa”: a distribuição do livro físico ocorrerá em locais amplos, de fácil acesso e dotados de rampa para cadeirantes.
PRODUTO Livro ““Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa”: o conteúdo do livro será disponibilizado integralmente no Portal Kandyru (www.kandyru.com.br), administrado pelo proponente, na categoria “LEI ROUANET 2026”. A proposta se enquadra no inciso III do artigo 47 da IN nº 23/2025:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; PRODUTO Livro “Batuque no Emboca: 80 anos do bumbá Tira Prosa”: 100 exemplares do livro serão disponibilizados proporcionalmente (20 exemplares para cada instituição) para os internos da Fundação Dr. Thomas, de acolhimento aos idosos, e para os apenados da Unidade Prisional do Puraquequara, do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, do Centro de Detenção Feminino e do Centro Feminino de Educação e Capacitação. A proposta se enquadra no inciso VII do artigo 47 da IN nº 23/2025: VII - realizar atividades culturais nos estabelecimentos prisionais das unidades da federação ou instituições de longa permanência para idosos, para pessoas em residências terapêuticas e para Unidades de Acolhimento da Rede de Atenção Psicossocial;
O proponente irá coordenar o projeto, incluindo a elaboração e condução das entrevistas com os personagens selecionados, cabendo ao mesmo o texto final do livro. Simão da Silva Pessoa – Gestor, produtor, roteirista e escritor. 69 anos. Homem. Idoso. Pardo. Escritor com mais de 40 livros publicados, entre eles “Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion”, “Xipuara – Histórias e Estórias da Ilha de Parintins”, “Dabacuri – Pequena Antologia do Folclore Manauara”, “Rock: a música que toca”, “Funk: a música que bate”, “Reggae: a música que pulsa”, “O tempo dos meninos do Morro” e “Festão do Povo, Folias de Bianor”. Ex-Diretor de Produção e Roteirista de Spots, Anúncios e Documentários nas Agências G&F Comunicações, G/Mark, Grafite e VT-4. Pesquisador de Cultura Popular. Renato de Oliveira de Souza – Locutor. 67 anos. Homem. Idoso. Pardo. Mais de 30 anos como locutor nas principais rádios de Manaus e em agências de publicidade, como Oana, DMP e Grafite. Uma das mais belas vozes de Manaus. Será o responsável pela finalização do audiolivro. Sergio Bastos – Diretor de Arte e Editor. 70 anos. Homem. Idoso. Pardo. Foi Diretor de Arte das agências Contemporânea (RJ), Phoenix Filmes, G&F Comunicações e Saga Publicidade. Um dos profissionais mais competentes do mercado. Sidney de Oliveira Pirangy – Fotógrafo profissional e videomaker. 67 anos. Homem. Idoso. Pardo. Tem prestado serviços de fotografias para diversos veículos de comunicação e assessorias de imprensa em Manaus. Formado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil. Kelly Taline dos Santos Catão – Secretária Executiva. 33 anos. Mulher. Parda. Estudante de Administração na ESBAM. Formada em Nutrição pela UniNorte. Ex-Consultora Administrativa da empresa de nutrição New Life. Simas da Silva Pessoa – Pesquisador, analista de sistemas, livreiro, poeta e videomaker. 64 anos. Homem. Idoso. Pardo. Autor do livro “As charges do Miranda (o que vier eu traço)”, em que resgatou a vida e a obra de João de Miranda Queiroz, o mais importante chargista da história da imprensa amazonense. Cíntia Maria Monteiro Jimenes da Silva – Jornalista e produtora cultural. 55 anos. Mulher. Parda. Tem coordenado diversos eventos culturais na cidade, tais como feiras literárias, lançamento de discos e shows musicais, tanto para entidades públicas quanto para entidades privadas. Dinari dos Santos Guimarães – Jornalista e produtora cultural. 60 anos. Mulher. Parda. Ex-apresentadora de televisão do programa “Ensaio”, na TV Baré, foi diretora executiva das revistas Amazônia 21 e Amazônia Viva. Trabalha como pesquisadora da cultura popular afro-americana e ameríndia há mais de 20 anos.
Projeto paralisado porque o proponente está INADIMPLENTE junto ao Ministério da Cultura.