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Corpa de Afeto, Corpa que Afeta" é uma exposição artística que aborda a vivência de pessoas trans a partir da experiência da disforia de gênero, explorando o processo de autodescoberta, aceitação do corpo e afirmação da identidade. Nesta primeira edição, a mostra será composta exclusivamente por quadros em pintura a óleo, criando uma narrativa visual íntima e potente que conecta experiências individuais a reflexões coletivas sobre pertencimento, respeito e dignidade.O projeto propõe criar um espaço de acolhimento e inspiração, permitindo que pessoas trans se reconheçam nas obras e fortaleçam sua identidade, ao mesmo tempo em que sensibiliza o público em geral sobre a existência e os direitos da população trans. Por meio da arte, a exposição busca promover visibilidade, educação e transformação social, estimulando debates sobre diversidade, inclusão e cidadania.
2 séries totalizando 12 obras autorais:Série 1: Gestação da Semente (4 telas) 1. Semente Adormecida Descrição/Assunto:O corpo do artista aparece encolhido, retraído, como uma semente ainda oculta no solo, representando o início do processo de autoconhecimento. A sensação de silêncio e recolhimento revela tanto a espera quanto a potência daquilo que está por vir. O tronco da paineira com seus espinhos aparece ao fundo, não como ameaça, mas como símbolo de proteção e força interior.Símbolo espiritual: Resiliência e potência latente.Tamanho: 80 x 60 cmTécnica: Óleo sobre tela-tecido. 2. Germinação Descrição/Assunto:O corpo começa a se expandir, como uma semente que rompe a casca e busca a luz. O olhar do artista se volta para cima, ainda confuso, mas esperançoso. Traços sutis de raízes e galhos da paineira aparecem, ligando corpo e natureza, como uma força invisível que sustenta a transformação.Símbolo espiritual: Renovação, ciclo da vida.Tamanho: 80 x 60 cmTécnica: Óleo sobre tela-tecido. 3. Primeira Folha Descrição/Assunto:O corpo performa um gesto de abertura — braços e tronco levemente erguidos — como se fosse a primeira folha que brota do caule. Ainda frágil, mas já em diálogo com o mundo. Os espinhos da paineira surgem no entorno, lembrando os desafios sociais, mas também reforçando a força necessária para permanecer erguido.Símbolo espiritual: Proteção e resistência diante do novo.Tamanho: 90 x 60 cmTécnica: Óleo sobre tela-tecido. 4. Chamado para o Desabrochar Descrição/Assunto:O corpo encontra um estado de semiabertura, ainda em processo de transformação, mas já luminoso. Aqui surgem os primeiros sinais das flores da paineira, delicados e discretos, simbolizando acolhimento, maternidade e a promessa de plenitude. Essa tela é um convite à continuidade: a passagem para a série seguinte, onde se enfrentam os desafios da disforia.Símbolo espiritual: Maternidade e acolhimento espiritual.Tamanho: 100 x 70 cmTécnica: Óleo sobre tela-tecido.Série 2 – Disforia (8 telas) Tela 1 – Espelho e DissociaçãoO corpo diante do espelho não se reconhece. A imagem refletida é distorcida, fragmentada, borrada. É o confronto cru com a própria identidade: entre quem se sente por dentro e quem o mundo insiste em enxergar por fora. Tela 2 – Faixa SocialO corpo retratado com o binder, a faixa que comprime, sufoca e ao mesmo tempo dá respiro psicológico. É proteção e dor. A vestimenta desconfortável vira metáfora da pressão social — apertar o corpo dói menos que os olhares e julgamentos externos. Tela 3 – DesabrocharO início do processo hormonal. O artista se observa, ansioso por cada sinal de transformação. O corpo ainda em gestação de si, como uma semente que rompe a terra em busca de luz, mas que ainda não floresceu. Tela 4 – ResistênciaO corpo se fortalece diante da dor, enfrentando tanto o peso do hormônio quanto o peso da sociedade. Aqui, os espinhos da paineira voltam como símbolo: ferem, mas também protegem. Resistir é existir. Tela 5 – Afeto PerdidoO afastamento das relações, o isolamento imposto por olhares, rejeições ou pelo medo de não ser aceito. O corpo se encolhe novamente, mas desta vez não por desconhecimento de si, e sim pela ausência de acolhimento externo. Tela 6 – Afeto EncontradoUm reencontro com o calor humano, com os vínculos que reconhecem a identidade verdadeira. O corpo se abre outra vez, sustentado pela afetividade, agora mais firme na certeza de quem é. Tela 7 – Despir o que me vestemAqui, o artista retira os pesos impostos: roupas, símbolos de gênero, moldes sociais. Apresenta-se nu, não como fragilidade, mas como resistência. O corpo com curvas, peitos e vulva se afirma também como corpo masculino — subversão da norma. Tela 8 – Corpa de Afeto (Invisibilidade Rompida)Conexão direta com a série anterior. O corpo agora é presença inteira: nu, livre, erguido, viril e esguio como numa releitura de Davi, mas trans. A força não é apenas física, mas simbólica: a conquista de ser visto sem precisar se justificar. A invisibilidade é rompida, e a afirmação de si ecoa como libertação final.
Realizar a exposição "Corpa de Afeto _ Corpa que Afeta", composta por 10 a 12 quadros em pintura a óleo, que abordam a vivência de pessoas trans, disforia de gênero, resistência e afirmação da identidade.O projeto busca fortalecer a população trans, oferecendo representatividade e acolhimento, ao mesmo tempo em que sensibiliza a sociedade sobre a existência e os direitos das pessoas trans, promovendo reflexão, respeito à diversidade e inclusão social.A exposição será realizada em espaço cultural acessível, com materiais explicativos complementares, e terá ação educativa com roda de conversa e conteúdo digital, ampliando o alcance e o diálogo sobre identidade de gênero e cidadania.
Diante do contexto social atual, torna-se essencial compreender não apenas a dimensão artística desta proposta, mas também sua relevância social e cultural. O projeto "Corpa de Afeto _ Corpa que Afeta" justifica-se por sua importância no fortalecimento da representatividade trans, na democratização do acesso à arte e no fomento de novos diálogos sobre identidade, corpo e pertencimento na contemporaneidade.O Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, evidenciando a vulnerabilidade desta população. A vivência transmasculina no país é atravessada por múltiplas camadas de invisibilidade, exclusão e disforia, afetando o reconhecimento da própria identidade, o acesso a espaços públicos e a preservação da saúde mental. Pesquisas recentes apontam taxas alarmantes de pensamentos suicidas entre pessoas trans, especialmente em idades mais avançadas, resultado do isolamento, da ausência de redes de apoio e do preconceito estrutural (G1, 2023).A disforia de gênero, vivida por muitos homens trans, provoca sofrimento psicológico intenso, pois envolve a constante tensão entre a autoimagem e a forma como a sociedade lê e interpreta o corpo (G1, 2023). Este projeto oferece uma resposta a essa realidade, criando um espaço seguro e inclusivo por meio da arte, no qual a vivência trans pode ser representada, reconhecida e acolhida.Experiências comunitárias, como o projeto Aquatrans (Colabora, 2022), demonstram que a criação de ambientes inclusivos transforma vidas, promovendo afeto, pertencimento e fortalecimento coletivo. Casos emblemáticos noticiados pela imprensa — como a trajetória interrompida do influencer e policial trans Paulo Vaz (G1, 2022) ou a luta pela retificação de nome mesmo após a morte (O Globo, 2022) — reforçam a urgência de dar visibilidade às narrativas trans e combater a marginalização estrutural.Portanto, a exposição se constitui como uma intervenção artística e social que transforma vivências de disforia, exclusão e invisibilidade em potência criativa e afirmação estética. Ao ocupar espaços culturais e públicos, a proposta contribui para ampliar a representação, o cuidado e a valorização de corpos trans, reconhecendo a arte como território de liberdade, cura e transformação coletiva.
1. Obras Principais Total de obras: 12 telas em pintura a óleo sobre tela-tecido. Dimensões: Variadas entre 70 x 50 cm e 100 x 80 cm. Séries: Gestação da Semente – 4 telas, representando o início do autoconhecimento, a retração e o desabrochar do corpo trans. Disforia – 8 telas, abordando identidade, resistência, afeto, visibilidade e a celebração do corpo trans. Técnica: Óleo sobre tela-tecido. Temática: Experiência transmasculina, disforia de gênero, aceitação do corpo, afeto e resistência social. 2. Materiais de Apoio e Acessibilidade Catálogo impresso e digital: descrição das obras, textos curatoriais e contexto da exposição. Audiodescrição: narração em áudio das obras, disponível via QR Code. Materiais em Braille e Libras: versões acessíveis do catálogo e mediações durante visitas. Legendagem descritiva: para vídeos e transmissões online. 3. Experiências Paralelas Oficinas de pintura e expressão artística: voltadas para jovens, artistas emergentes e comunidade LGBTQIAP+. Ensaio aberto: visita guiada com foco educativo e reflexivo. Rodas de conversa: encontros com o artista e convidados para debate sobre corpo, identidade e direitos humanos. 4. Produtos Derivados (opcionais para democratização e sustentabilidade do projeto) Impressões em fine art das obras (postais e gravuras limitadas). Materiais gráficos educativos com temáticas da exposição. 5. Público-alvo Pessoas trans e LGBTQIAP+ em geral, jovens e adultos. Público em geral para sensibilização e educação sobre diversidade e inclusão. Escolas, coletivos culturais e instituições parceiras. 6. Exposição Física e Online Local: espaço cultural acessível, com rampas, banheiros adaptados e sinalização tátil. Transmissão online: abertura e mediações via redes sociais, garantindo alcance nacional e internacional.
Acessibilidade de ConteúdoConsiderando que a exposição trata de processos de corpo, identidade e acolhimento, será assegurado que diferentes públicos possam compreender e se conectar às obras. Para isso, serão disponibilizados:Intérprete de Libras nas mediações e rodas de conversa;Catálogo e materiais de apoio em versão digital acessível e em Braille;Audiodescrição das obras, com narrativa sensível que dialogue com a dimensão poética do projeto (disponível em áudio e QR Code junto às obras);Legendas descritivas em vídeos e materiais multimídia;Proposta de visita sensorial, com aproximação tátil a materiais e texturas relacionadas às obras (quando possível), reforçando a dimensão corporal da série Gestação da Semente.
A exposição Corpa de Afeto será de entrada gratuita, garantindo o acesso irrestrito ao público geral, com foco em atingir não apenas frequentadores habituais de espaços culturais, mas também comunidades trans e LGBTQIAP+ e moradores da região.A distribuição e comercialização dos produtos culturais se dará por meio de:Distribuição e Comercialização dos Produtos O catálogo da exposição será disponibilizado gratuitamente em versão digital, em plataforma online, garantindo alcance nacional. Versões físicas do catálogo estarão disponíveis em bibliotecas públicas e centros culturais parceiros, ampliando o acesso da comunidade. Obras derivadas (postais, impressões em fine art e materiais gráficos) serão comercializadas a preços acessíveis, de modo a aproximar o público da produção artística e gerar sustentabilidade para o projeto. Ampliação do Acesso Ensaio aberto: antes da inauguração oficial, será realizada uma visita guiada aberta ao público, especialmente voltada para escolas públicas, coletivos culturais e grupos de pessoas trans e LGBTQIAP+. Oficinas paralelas: serão promovidas oficinas gratuitas de pintura e expressão artística, abordando o corpo como linguagem de resistência e criação, incentivando a participação de jovens artistas da comunidade. Transmissão pela internet: a abertura da exposição será transmitida ao vivo pelas redes sociais do projeto, acompanhada de mediação em Libras e legendas. Rodas de conversa: encontros com o artista e convidados para dialogar sobre corpo, identidade, arte e direitos humanos, fomentando a troca de experiências entre público e criadores. Essas ações buscam democratizar o acesso não apenas ao produto final, mas também ao processo artístico e reflexivo da exposição, fortalecendo o vínculo entre a obra, o artista e a sociedade.
Ícaro de Melo Brito é Artista visual, nascido em franco da rocha sp, naturalizado em Itapetininga sp, e Artista Visual, artista plastico, maqueteiro, grafiteiro, oficineiro, Educador e Produtor Cultural Iniciei minha trajetória como artista de forma autônoma, com habilidades diversas em desenho, pintura,tatuagem, escultura e artes manuais. Em 2019, fui convidado a integrar o edital Aldir Blanc, na exposição “Maracujá em Pertencimento”, do artista Rica Duarte em Sorocaba-SP. Neste projeto, atuei no desenvolvimento do layout em AutoCAD, organizando a disposição das obras no espaço expositivo — minha primeira experiência colaborativa com curadoria e montagem. Sou estudante bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Anhanguera (2023). Durante a graduação, desenvolvi habilidades técnicas e visuais com programas como Photoshop, AutoCAD, SketchUp e Revit, que fortaleceram minha atuação em projetos gráficos, montagens espaciais, apresentações e criações visuais. Em 2021, iniciei minha atuação como professor de arte no ensino público, onde pude aplicar minhas práticas artísticas em sala de aula. Atuei no programa PEI (Programa de Ensino Integral), onde lecionei disciplinas eletivas criadas a partir dos interesses dos alunos, como: Artes da Terra – reutilização de materiais recicláveis na criação artística; Horta Escolar – planejamento, criação e manutenção coletiva de uma horta pedagógica; Design – criação de móveis com pallets descartados e exposições semestrais dos trabalhos desenvolvidos; Patrimônio Material e Imaterial – produção de maquetes de bens tombados e esculturas de lendas do folclore nacional, com integração de cordel e xilogravura. Em 2022, participei do Edital Paulo Gustavo, contribuindo com a confecção de um Boneco de Olinda emhomenagem à Marielle Franco, a convite do produtor Rudy Rocha, para o carnaval da cidade de Itapetininga (SP). Na edição de 2023, fui novamente convidado para criar mais dois bonecos: a personagem Hermínia (homenagem ao ator Paulo Gustavo) e um representante de uma rádio dos anos 1980. Nessa edição, também atuei na produção geral do evento, organização dos espaços, decoração, oficina de aquarela e participei da criação de um mural artístico na Lagoa da Chapadinha, junto a outros dois artistas. Em 2024, passei a integrar o coletivo de grafite Quinta Categoria Crew, iniciando minha trajetória no grafite e muralismo. A partir dessa experiência, dei sequência nos muros com o projeto autoral "Corpa que Afeta", que narra a vivência de um homem trans por meio da arte urbana. Também colaborei na organização de eventos e encontros do coletivo. Após o início do projeto, também desenvolvi e apresentei uma performance no espaço coletivo Cazulo, em Itapetininga. No final de 2024, mudei-me para São Thomé das Letras (MG), onde sigo atuando como grafiteiro e muralista. Em 2025, participei ativamente da cena cultural local:Organização do 1º Orgulho Trans de São Thomé das Letras, pelo coletivo Mosaico de Cores;Decoração e apoio à produção do evento da Corrida do Meio Ambiente;Voluntário e oficineiro de educação ambiental em ações realizadas pelo CRAS e na creche municipal;Participação na produção e programação cultural do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, novamente com o coletivo Mosaico de Cores.Além da atuação como artista grafiteiro, mudando a estética de pousadas e comércios da cidade fomentando a arte urbana.Atualmente iniciei uma graduação bacharel em artes visuais pela unifatecie aprofundando minha formação acadêmica e fortalecendo minha trajetória artística.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.