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PRONAC 258752Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Festival Sankofa Samba e Reza

SANKOFA SAMBA E REZA CURSOS LTDA
Solicitado
R$ 199,3 mil
Aprovado
R$ 199,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação Música Popular Cantada
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
PR
Município
Curitiba
Início
2026-01-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Curitiba Paraná

Resumo

A edição especial do Festival Sankofa Samba e Reza promoverá um evento cultural com foco na valorização das expressões culturais negras, com roda de samba , vivência de reza de matriz afro-brasileira, e vivência formativa gratuita, trazendo em sua programação rodas de conversas, apresentações culturais com participação de mestres e artistas locais e nacionais. O projeto visa promover a economia através de feiras de empreendedorismo local, dando espaço e realizando a contratação de agentes da cidade.Sankofa é uma palavra derivada da língua Akan, de Gana, em sua tradução literal significa "volte e pegue". Em sua tradução poética, Sankofa simboliza a importância de retornar ao passado para resgatar valores, sabedorias e tradições, trazendo pro presente para construir e moldar o futuro.. Esse significado se representa através de um pássaro que voa para frente, mas com a cabeça voltada para trás.

Sinopse

A edição especial do projeto “SANKOFA SAMBA E REZA” propõe um evento cultural gratuito e acessível em Curitiba, voltado à valorização da cultura afro-brasileira, articulando arte, espiritualidade, memória e formação. O projeto se ancora no conceito africano de Sankofa – que convida a revisitar o passado para resgatar saberes e construir o futuro – e promove a fusão entre o samba como tecnologia de memória e resistência e a reza como expressão da espiritualidade afrocentrada.A programação será composta por múltiplos produtos culturais:Ritual de Abertura Ancestral: Ritual de defumação com Pai de Santo Eduardo d' Oxum, sendo um ritual ancestral utilizado em diversas culturas e religiões, com objetivo de purificar o ambiente, atrair boas vibrações e afastar maus espíritos;Apresentações Musicais: shows de samba e outras vertentes da música afro-brasileira, protagonizados por artistas negros(as) e grupos culturais locais, promovendo a difusão da musicalidade de matriz africana e o fortalecimento de redes artísticas negras.Oficinas Culturais: quatro oficinas práticas, com foco em pessoas negras, mulheres e idosos, voltadas à transmissão de saberes tradicionais:Oficina de Dança Afro-brasileira: Os participantes explorarão temas relacionados à dança afro e seus elementos, como o Maculelê, danças dos blocos afro e afoxés, samba de roda, puxada-de-rede e danças dos orixás, com foco na tradição afro-baiana da região de Salvador, além de ritmos como o samba-reggae e o reggae.Oficina Tambores Ancestrais: Os participantes aprenderão os principais elementos rítmicos do samba-reggae, compreenderão as contribuições de Neguinho do Samba para a cultura afro-brasileira e confeccionarão uma baqueta com materiais reciclados, que será utilizada durante a oficina.Oficina Ajeum – Culinária Ancestral: A oficina propõe o preparo de um prato típico afro-brasileiro, explorando saberes culinários passados entre gerações. A feijoada, um dos pratos mais conhecidos da culinária brasileira, será o foco da atividade. Composta por feijão preto, diversas partes do porco, linguiça, farinha e acompanhamentos como verduras e legumes, a feijoada é comumente associada à criatividade e resistência dos africanos escravizados que vieram para o Brasil. Durante a oficina, serão ensinados todos os processos de elaboração da feijoada e seus acompanhamentos.Oficina Turbantes – símbolo de resistência da cultura africana: A oficina propõe a confecção de turbantes africanos, peças carregadas de significado cultural, ancestral e identitário. Mais que um adorno estético, o turbante representa poder, autocuidado e resistência para a população negra, sendo utilizado tanto no cotidiano quanto em rituais de religiões de matriz africana. Com raízes em culturas como o Egito Antigo e a África Subsaariana, e ressignificado durante o período da escravidão, o turbante reafirma a conexão com a ancestralidade e valoriza saberes tradicionais transmitidos entre gerações.Palestras Formativas: encontro com especialista negra, com foco no letramento racial, educação antirracista e nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008. Os conteúdos abordarão também práticas pedagógicas afroreferenciadas, políticas públicas e o combate ao racismo estrutural.Feira de Afroempreendedores: espaço para a comercialização de produtos de moda, alimentação, literatura, artesanato e cosméticos produzidos por empreendedores(as) negros(as), fortalecendo a economia afrocentrada e a circulação de renda em territórios periféricos e racializados.Registro Audiovisual Acessível: toda a programação será registrada e publicada online, com tradução em Libras, legendas e audiodescrição, permitindo o acesso ampliado ao conteúdo produzido.Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover a valorização das expressões culturais afro-brasileiras por meio da realização de um evento com ações formativas e artísticas, fomentando o respeito, a visibilidade e a preservação dos saberes tradicionais de matriz africana em Curitiba. Objetivos Específicos: Realizar o evento Sankofa Samba e Reza a partir de práticas culturais afro-brasileiras, com duração de 7 horas, voltada principalmente para pessoas negras da região periférica, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Realizar uma roda de samba aberta, com a presença de convidados locais e nacionais. Organizar um evento cultural, integrando música, dança, moda, gastronomia e religiosidade afro-brasileira no espaço da Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, que é o terceiro clube social negro mais antigo do país e colabora com a preservação dos saberes e tradições afro brasileiros;. Ampliar o acesso à cultura e à memória afro-brasileira, especialmente entre jovens, mulheres e pessoas negras. Destacar a importância da oralidade como meio de transmissão de conhecimentos, história, valores e identidade cultural. Documentar e registrar as ações do projeto para fins de memória e prestação de contas.

Justificativa

O projeto "Sankofa Samba e Reza" se justifica pela sua relevância cultural e pelo seu alinhamento com os objetivos da Lei de Incentivo à Cultura, ao promover ações que valorizam a cultura afro-brasileira, fortalecem saberes ancestrais e contribuem para o enfrentamento do racismo estrutural em Curitiba e região metropolitana. Através de apresentações musicais, oficinas culturais, feira de afroempreendedores e palestras de letramento racial e educação antirracista, o projeto democratiza o acesso à produção cultural negra e estimula a participação ativa da comunidade.O projeto se enquadra nos seguintes dispositivos da Lei nº 8.313/91:Art. 1º _ incisos aplicáveis:I. Facilitar o acesso à cultura e garantir o exercício pleno dos direitos culturais, por meio de ações abertas ao público.II. Estimular a regionalização da produção cultural, destacando artistas e saberes locais.III. Valorizar e difundir manifestações culturais afro-brasileiras.IV. Proteger expressões culturais de grupos formadores da sociedade brasileira, como a cultura negra.V. Salvaguardar os modos de criar, fazer e viver das comunidades afrodescendentes.Art. 3º _ objetivos atendidos:I, alínea d): Estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos que visem ao desenvolvimento artístico e cultural, especialmente no enfrentamento às desigualdades raciais e na valorização das culturas afro-brasileiras.Fundamentação: Suas ações culturais atendem aos objetivos do Pronac, contribuindo para a valorização de artistas negros(as), a formação de público e o fortalecimento da identidade cultural afro-brasileira. O foco é a democratização do acesso à cultura e a promoção da diversidade.

Especificação técnica

OFICINA: MULHERISMO NEGRO E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTAINSTRUTOR: CYNTHIA SOUZADURAÇÂO: 2 Horas1. CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS:O feminismo negro, que surgiu no Brasil na década de 1970 com o Movimento de Mulheres Negras (MMN), aborda as especificidades das mulheres negras, unindo pautas de gênero e raça. Leis como a 10.639/03 e a 11.645/08 tornaram obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.2. OBJETIVOS:Compreender o contexto histórico e as desigualdades enfrentadas pelas mulheres negras, valorizando a educação antirracista para fortalecer a luta contra o racismo.3. METODOLOGIA: Aula expositiva dialogada.4. MATERIAIS: Projetor multimídia, Caixa de som, Computador5. ATIVIDADES PROPOSTAS: Roda de conversa para exposição do tema, escuta das vivências dos participantes, mostrar para o coletivo o som do xirê e discutir sobre coletividade que nos fortalece enquanto povo negro.6. PÚBLICO-ALVO: Comunidade local com prioridade para pessoas pretas e mulheres.7. REFERÊNCIAS:CARMO, Nadia Amaro do; RODRIGUES, Ozaias da Silva. Minha carne não me define: a hipersexualização da mulher negra no Brasil, 2021.RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? 2018.CARNEIRO, Sueli. Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil. 2011.HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. OFICINA DANÇA AFROINSTRUTOR: DERMEVAL FERREIRA DA SILVADURAÇÂO: 2 Horas1. CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS: Os participantes explorarão temas como Dança afro e seus elementos: Maculelê, Danças dos Blocos afros e afoxés, samba de roda, puxada-de-rede e danças dos orixás, especificamente afro-baiana, na região de Salvador, além de ritmos como samba reggae e Reggae.2. OBJETIVOS:Experimentar movimentos das danças afro-brasileiras, explorando ritmo, planos e espaço, e aproximar os participantes da cultura afro, com foco na dança afro-baiana.3. METODOLOGIA:Aula expositiva: verbal, com demonstração;Elaboração conjunta e atividade prática.4. MATERIAIS:Caixa de som com boa potência e acesso bluetooth, pen drive ou CD; Esgrima; 10 peneiras.5. ATIVIDADES PROPOSTAS: Oficina de dança afro e seus elementos:Maculelê, Puxada de rede, Samba de roda, Danças dos orixás6. PÚBLICO-ALVO: Moradores da comunidade, principalmente jovens com pouco acesso a atividades culturais, visando estimular sua expressão criativa e fortalecer vínculos culturais.7. REFERÊNCIAS: NÓBREGA, Nadir. Dança afro, sincretismo de movimentos. Salvador, UFBA, 1991. OFICINA: TURBANTES – SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA DA CULTURA AFRICANAINSTRUTOR: LURDINHA LIMADURAÇÂO: 2 Horas1. CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS:O turbante vai além de um adorno estético: é símbolo de status, autocuidado, espiritualidade e ancestralidade para a comunidade negra. Na diáspora, reafirma identidade cultural no dia a dia e nos ritos de religiões de matriz africana. Sua história remonta ao Egito Antigo, onde o “nemés” indicava status social, e à África Subsaariana, com tradições de panos de cabeça de significados variados. Durante a escravidão, o turbante também se tornou símbolo de resistência, sendo proibido para mulheres negras, mas usado para proteção e afirmação de identidade.2. OBJETIVOS:Compreender o valor cultural do turbante e da moda afro-brasileira, conhecer estampas africanas e praticar corte e costura na confecção do turbante.3. METODOLOGIA: Aula expositiva: verbal, com demonstração; Elaboração conjunta; Trabalho em grupo e atividade prática. 4. MATERIAIS:5 máquinas de costura (retas manuais); 5 fios pretos e brancos grandes; Tesouras; Papel para molde; 10 pistolas de cola quente; 40 tubos de cola quente; Tecido africano; 8 m de acoplado preto5. ATIVIDADES PROPOSTAS: Escolha do tecido africano; Confecção do molde; Corte do tecido escolhido; Costura e finalização da peça; Formas de utilização6. AVALIAÇÃO: Roda de conversa ao final da oficina para cada aluno externar suas dificuldades e aprendizados, a partir de uma perspectiva de aprendizagem e autoconhecimento, sobretudo sobre a experiência de pertencimento ao aprender sobre um símbolo tão significativo da sua própria história.7. RECURSOS DIDÁTICOS: Projetor multimídia para apresentação de um vídeo com diferentes modelos de turbantes.8. PÚBLICO-ALVO:Jovens da comunidade (a partir de 16 anos), principalmente mulheres pretas e mães solo em vulnerabilidade social, buscando aprender um ofício, conquistar independência financeira e fortalecer sua expressão criativa e vínculos culturais.9. REFERÊNCIAS:Orgulho ancestral: turbante se torna símbolo de reapropriação cultural – Maria Carolina Brito. Revista Correio Brasiliense. 2020.Turbante – Andressa Algave. Revista Gama. 2021. OFICINA: TAMBORES ANCESTRAIS INSTRUTOR: SABRINA FERREIRADURAÇÂO: 2 HorasPLANO DE AULA1. CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS: A percussão é um símbolo de ancestralidade, religiosidade e resistência, é uma forma de linguagem expressando emoções e histórias através dos instrumentos.Como exemplo de ritmo, temos o samba reggae criado na Bahia por Neguinho do Samba (falecido em 2009), fundador do grupo Olodum e da banda Didá, e será através de seus ensinamentos que seguiremos fazendo ecoar o som dos tambores.2. OBJETIVOS:Aprender os elementos rítmicos do samba-reggae, compreender a contribuição de Neguinho do Samba, executar os movimentos e confeccionar baquetas com materiais reciclados.3. METODOLOGIA: Aula expositiva, dialogada com demonstração visual e sonora.4. MATERIAIS: Cabo de vassoura, tambor de lixo, espuma, barbante, fita crepe, tesoura, tecidos diversos.5. ATIVIDADES PROPOSTAS:Cada participante confeccionará sua própria baqueta, aprenderá sobre a cultura da música e praticará os ritmos do samba-reggae de Neguinho do Samba.6. PÚBLICO-ALVO: Prioridade para comunidade local, principalmente mulheres e crianças negras.OFICINA: TRANÇA NAGÔ – AUTOESTIMA E IDENTIDADE ANCESTRALINSTRUTOR: Raylane Tamires OlotureDURAÇÂO: 2 HorasPLANO DE AULA1. CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS:A trança nagô, de origem africana, é um símbolo de resistência, identidade e ancestralidade, representando cultura, memória e empoderamento.2. OBJETIVOS:Entender como preparar o cabelo para a trança;Organizar e separar os materiais necessários;Executar os movimentos para elaboração da trança.3. METODOLOGIA: Aula expositiva: verbal, com demonstração de como iniciar e finalizar uma trança nagô. Com atividade prática.4. MATERIAIS: Pasta modeladora, pente de precisão, presilhas auxiliares e se possível palito para auxiliar na separação das mechas.5. ATIVIDADES PROPOSTAS: Aula prática em bonecas de treino ou em voluntários.6. PÚBLICO-ALVO:Comunidade local, especialmente mulheres negras e mães solo, oferecendo aprendizado profissional para promover emancipação e independência financeira.AJEUM - CULINÁRIA ANCESTRALINSTRUTOR: Elton Henrique FernandesDURAÇÃO: 3 horas 1.CONTEXTUALIZAÇÃO E CONTEÚDOS ABORDADOS: A valorização da cultura e culinária africana como forma de resistência. 2.OBJETIVOS: Ensinar a fazer xinxim de frango contando histórias das divindades que recebem este prato.3.METODOLOGIA: Aula expositiva com demonstração de passo a passo para fazer a preparação da comida.4.MATERIAIS: Frango inteiro, dendê, leite de coco, castanha de caju, amendoim, coentro, cebola, limão.7.PÚBLICO-ALVO: Comunidade local, com propriedade para pessoas negras e mulheres, visando aprendizado de como colaborar na emancipação e/ou complementar na renda familiar.

Acessibilidade

Produto: EVENTO CULTURAL / OFICINAS / PALESTRAS / FEIRA DE AFROEMPREENDEDORESa. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:i. Realização do evento em espaço com infraestrutura acessível, já equipado com rampas de acesso e área plana, facilitando a mobilidade de cadeirantes; ii. Banheiros adaptados disponíveis no local; iii. Reserva de áreas preferenciais na plateia e nos espaços de oficinas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; iv. Sinalização adequada e demarcação de espaços acessíveis nas áreas de circulação, feira gastronômica e feira de afroempreendedores; v. Apoio de equipe de produção treinada para acolher e orientar pessoas com deficiência.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:b.1 Para pessoas com deficiência auditiva:i. Intérprete de Libras presente nas falas institucionais, cerimônias de abertura, palestras e rodas de conversa; ii. Vídeos de divulgação com legenda descritiva e Libras; iii. Disponibilização de assentos na primeira fileira para permitir leitura labial; iv. Identificação prévia nas redes sociais sobre a presença de intérprete de Libras durante o evento.b.2 Para pessoas com deficiência visual:i. Autodescrição dos espaços e das atividades nas falas de abertura e nas oficinas formativas; ii. Materiais digitais acessíveis (PDF com descrição e leitura por leitores de tela); iii. Placas sinalizadas com braille nos acessos principais e ambientes de circulação; iv. Publicações em redes sociais com legendas descritivas e hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem.b.3 Para pessoas com deficiência intelectual e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA):i. Uso de linguagem simples nas comunicações e mediações presenciais; ii. Monitoria inclusiva para orientar, acolher e acompanhar essas pessoas durante oficinas e atividades abertas; iii. Espaço reservado com baixa luminosidade e ruído para acolhimento sensorial, se necessário; iv. Distribuição de protetores auriculares sob solicitação; v. Identificação visual de ambientes, com símbolos e sinalizações compreensíveis.

Democratização do acesso

O projeto “Sankofa Samba e Reza” será realizado com acesso totalmente gratuito à população, cumprindo o Art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, que determina a acessibilidade a pessoas idosas e pessoas com deficiência, e o Art. 23 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso). Toda a programação será franqueada ao público, sem cobrança de ingressos, garantindo a inclusão de públicos vulnerabilizados por meio de ações afirmativas.Distribuição e Comercialização dos Produtos:Não haverá comercialização de ingressos para entrada no evento. Toda a programação será gratuita: apresentações musicais, oficinas de cultura afro-brasileira, feira de afroempreendedores e palestras formativas.Medidas de Ampliação de Acesso (conforme Art. 47 da IN 23/2025):I. Distribuição gratuita com caráter social ou educativo:100% das ações são gratuitas e abertas, com articulação direta com escolas públicas, coletivos culturais, instituições sociais e organizações de base comunitária, priorizando a presença de pessoas negras, periféricas e com deficiência.III. Registros audiovisuais com acessibilidade:Serão publicados vídeos com registros das atividades, contendo tradução em Libras e audiodescrição, disponibilizados em plataformas digitais e redes sociais do projeto.V. Atividades paralelas gratuitas:As oficinas (dança afro, percussão, culinária, turbantes e trança nagô) e as palestras de letramento racial são gratuitas e abertas ao público. Serão priorizados participantes oriundos da rede pública de ensino e coletivos culturais.VI. Ação cultural voltada a crianças, adolescentes, jovens e educadores:O projeto envolverá jovens estudantes, educadores e agentes culturais periféricos, promovendo a valorização da cultura afro-brasileira em suas dimensões educativas e identitárias.VIII. Parcerias para formação de agentes culturais:Será estimulada a participação de jovens negros(as) e periféricos(as) em atividades de apoio à produção e mediação cultural do evento. O projeto prevê a emissão de certificados de participação nas ações formativas.Outras medidas:Reserva de áreas acessíveis para cadeirantes, pessoas idosas e com mobilidade reduzida;Sinalização visual e linguagem simples para facilitar a navegação pelo espaço;Divulgação inclusiva com descrição de imagens nas redes sociais usando as hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem.Essas ações visam garantir não apenas o acesso, mas a participação ativa e digna de públicos diversos no Sankofa Samba e Reza, em sintonia com a Lei de Incentivo à Cultura e com os princípios da equidade e da justiça cultural.

Ficha técnica

Cynthia Venancio de SouzaFunção: Palestra Formativa – “Cultura Afro-brasileira e Educação Antirracista” e CuradoraEnfermeira, mestranda em Educação pela PUCPR, com especializações em Atenção Básica e Gerontologia. Atua como palestrante e consultora nas áreas de saúde, segurança do trabalho, mulherismo negro, dança afro-brasileira e religiosidade de matriz africana. É idealizadora do projeto Sankofa Samba e Reza e participou de eventos como o Afoxé Omilodê e o Coletivo Bloco Afro Pretinhosidade.Dermeval Ferreira da SilvaFunção: Oficina de Dança Afro-brasileira – “Corpo e Movimento Ancestral”Licenciado e bacharel em Dança pela UNESPAR, com especialização em História e Cultura Africana e Afro-brasileira pela UTP. Atua como professor, coreógrafo e oficineiro, com foco em danças tradicionais e contemporâneas de matriz africana.Sabrina Batista FerreiraFunção: Oficina de Percussão – “Tambores Ancestrais”Percussionista, oficineira e maestrina da banda Princesas do Ritmo. Atua no Bloco Afro Pretinhosidade e tem experiência em oficinas para mulheres negras e LGBTQIA+. Participou de eventos como a Caixa Cultural de Curitiba e o Julho das Pretas, e já recebeu menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná.Elton Henrique FernandesFunção: Oficina de Culinária – “Sabores da Memória Afro-brasileira”Babalorixá do Terreiro Kilombo de Aruanda e oficineiro de gastronomia com atuação voltada à valorização da culinária afro-brasileira e afetiva. Conduz oficinas práticas com foco na ancestralidade dos ingredientes e na memória alimentar dos povos africanos e afrodescendentes. Maria de Lourdes do Rocio Silva de Lima (Lurdinha Lima)Função: Oficina de Costura Criativa – “Turbantes: Símbolos de Resistência da Cultura Africana”Costureira há mais de 30 anos, é estilista de moda afro autoral e professora de corte e costura. Atua com projetos sociais e tem ateliê próprio no bairro Cajuru (Curitiba), desenvolvendo peças que valorizam a identidade negra e a ancestralidade.Railane Tamires dos Santos (Raylane Tamires Oloture)Função: Oficina de Trança Nagô – “Trançando Histórias: Tradição e Identidade”Trancista, professora de trancismo e designer de moda com enfoque em upcycling. Atua em projetos sociais como a ONG Respeito Não Tem Cor e já formou turmas em cursos voltados à profissionalização de trancistas iniciantes.Pauline CelestinoFunção: VideomakerVideomaker, atriz e graduanda em Engenharia Florestal, com experiência em produção audiovisual para redes sociais, registro de eventos e construção de narrativas visuais. Atua como criadora de conteúdo em diversos formatos, com foco na valorização de memórias e processos culturais.Ana Paula Martins de Souza (Ana Martins)Função: Designer e Social MediaGraduada em Filosofia e Design, com mestrado em Filosofia. Atua na gestão de redes sociais e criação de identidade visual de eventos culturais. É fundadora do Coletivo de Estudantes Negros da PUCPR e do Núcleo de Pesquisadoras Negras Abayomi.Bruna BazzoFunção: Assessoria de ImprensaBruna Bazzo é jornalista com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial e mais de 10 anos de experiência em assessoria de imprensa e produção cultural, com atuação destacada na cena artística de Curitiba. Especializada na comunicação de projetos ligados ao teatro, música, audiovisual e cultura urbana, já colaborou com artistas como Uyara Torrente e instituições como a Pomeiro Gestão Cultural, Agrupa Cultura e o Festival de Curitiba. Com forte presença na mídia cultural, também atua com redes sociais, produção executiva e fotografia, trazendo uma abordagem sensível, engajada e estratégica para cada projeto.Beatriz Marçal de MeloFunção: Produção ExecutivaBeatriz Marçal de Melo é produtora cultural, atriz e dramaturga, com formação técnica em Arte Dramática pelo Colégio Estadual do Paraná e graduação em Produção Cênica pela UFPR. Atua há mais de 10 anos na área cultural, com experiência em produção executiva de livros viabilizados por leis de incentivo, espetáculos teatrais, festivais e exposições. É produtora na Nexo Design e Editora Insight e integra a Cia KÀ de Teatro, atuando na gestão, iluminação e produção de projetos culturais. Possui sólida atuação em festivais como o Fringe, Festival de Pinhais e MICBR 2023, além de ter sido premiada em diversas ocasiões por sua atuação técnica e artística. Sankofa Função: Coordenação Sankofa – Produção Cultural é uma iniciativa dedicada à valorização das expressões culturais afro-brasileiras por meio da realização de eventos, ações formativas e artísticas. Com atuação focada em Curitiba e região, a Sankofa desenvolve projetos que integram rodas de samba, vivências de religiosidade afro, oficinas gratuitas, rodas de conversa e apresentações com mestres e artistas locais e nacionais. Já realizou duas edições do projeto Sankofa Samba e Reza, ambos com a participação de feirantes locais, feiras de afroempreendedores, sendo a primeira edição realizada na Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio com ato religioso, participação de artistas locais, roda de samba e gastronomia de terreiro, e a segunda, realizada no espaço ‘O seu lugar’, com a participação do Babalorixá Eduardo de Oxum, grupo de curimba e roda de samba.. A empresa atua na articulação comunitária, curadoria, produção executiva e gestão de recursos incentivados, alinhando suas ações aos dispositivos da Lei Rouanet, com foco na promoção da diversidade, combate ao racismo estrutural e fortalecimento da identidade cultural afro-brasileira.Walter Vieira NetoFunção: Gestor de SustentabilidadeOgã a 8 anos, Engenheiro Ambiental e Sanitarista, com ampla experiência em projetos de sustentabilidade, multiculturais e de promoção da cultura afro-brasileira. Atua como colaborador no projeto Sankofa Samba e Reza e como percussionista Bloco Afro Pretinhosidade.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.