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PRONAC 258817Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Encena Amazônia: Juventude em Expressão

ASSOCIACAO DE MOBILIZACAO PARA EDUCACAO, CULTURA E SUSTENTABILIDADE NA AMAZONIA LEGAL
Solicitado
R$ 199,9 mil
Aprovado
R$ 199,9 mil
Captado
R$ 199,9 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreendedorismo Cultural
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet da Juventude
Ano
25

Localização e período

UF principal
AP
Município
Laranjal do Jari
Início
2026-03-01
Término

Resumo

Encena Amazônia: Juventude em Expressão é um projeto de formação e criação artística com jovens dos 16 municípios do Amapá. Serão realizadas oficinas de teatro, música, audiovisual e artes visuais, com foco em sustentabilidade, identidade cultural e expressão juvenil. Cada município criará um espetáculo autoral, que será apresentado localmente e registrado em vídeo. O projeto inclui ações afirmativas, recursos de acessibilidade e culmina com um circuito digital de difusão.

Sinopse

Encena Amazônia: Juventude em Expressão reúne um conjunto de produtos culturais que expressam o protagonismo criativo de jovens amazônidas. O principal eixo do projeto é a formação artística presencial com oficinas de teatro, música, artes visuais e audiovisual realizadas em 16 municípios do Amapá, com culminância na criação de 16 espetáculos autorais, inspirados nas vivências e territórios dos participantes. Esses espetáculos serão apresentados em mostras públicas e também registrados em vídeo. Além dos espetáculos, o projeto inclui: · 1 curta-metragem documental, com acessibilidade em Libras, audiodescrição e legendas, retratando o processo formativo, criativo e comunitário; · 16 vídeos dos espetáculos, editados e difundidos gratuitamente em plataformas digitais e espaços educativos; · rodas de conversa com educadores e gestores culturais, como ação de contrapartida social, com foco em práticas pedagógicas e arte no território. Todos os conteúdos terão classificação indicativa livre e serão oferecidos gratuitamente ao público, priorizando comunidades periféricas, ribeirinhas e escolas públicas.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover a formação artística, cultural e cidadã de jovens amazônidas por meio de oficinas de teatro, música, artes visuais e audiovisual em todos os 16 municípios do Amapá, incentivando a criação de espetáculos autorais e a valorização das identidades territoriais, com foco na expressão juvenil, inclusão sociocultural e fortalecimento das redes comunitárias. Objetivos Específicos: · Realizar oficinas presenciais de teatro, música, audiovisual e artes visuais em 16 municípios do Amapá, atendendo diretamente 320 jovens entre 15 e 29 anos. · Formar pelo menos 16 núcleos artísticos locais compostos por jovens participantes, com apoio de educadores e artistas da região. · Estimular a criação de 16 espetáculos autorais baseados nas vivências, histórias e temas relevantes das comunidades participantes. · Registrar em vídeo os espetáculos criados, organizando um circuito digital de exibição com acesso gratuito nas redes sociais e escolas. · Promover 16 mostras culturais públicas com apresentações presenciais dos jovens em seus próprios municípios. · Produzir um curta-metragem documental sobre o processo formativo e criativo do projeto, com legendas e recursos de acessibilidade. · Desenvolver ações afirmativas desde a seleção dos participantes até a formação das equipes, com prioridade para jovens negros, indígenas, LGBTQIA+, com deficiência e moradores de comunidades ribeirinhas e periféricas. · Garantir a acessibilidade comunicacional e atitudinal durante todo o projeto, incluindo suporte individualizado a participantes com deficiência ou neurodivergência. · Fortalecer a articulação entre escolas, coletivos culturais, associações e instituições públicas em torno da valorização da juventude amazônida e da cultura local.

Justificativa

O projeto Encena Amazônia: Juventude em Expressão nasce do compromisso com a valorização da juventude amazônida como protagonista da cultura e da transformação social em seus próprios territórios. Em uma região marcada por desigualdades históricas, ausência de políticas públicas contínuas e vulnerabilidades socioambientais, promover o acesso à formação artística e à criação cultural representa mais que uma oferta educativa: é um ato de reconhecimento, escuta e ativação das potências juvenis da floresta. Os jovens do Amapá, especialmente aqueles que vivem em comunidades ribeirinhas, áreas periféricas e regiões rurais, enfrentam o silenciamento simbólico e a exclusão de espaços de criação e circulação cultural. Encena Amazônia propõe romper esse ciclo ao levar oficinas de teatro, música, artes visuais e audiovisual para todos os 16 municípios do estado, fortalecendo as linguagens artísticas como formas de expressão, pertencimento, cuidado coletivo e mobilização comunitária. A proposta parte da escuta ativa dos territórios e reconhece nos jovens não apenas aprendizes, mas criadores de narrativas, corpos em cena e vozes que reexistem. A escolha da abordagem cênica não se limita ao teatro: ela amplia o corpo como território de fala, a cena como espaço de denúncia e sonho, e o palco como lugar de visibilidade. A cada município, jovens formarão seus próprios núcleos criativos e, com apoio de educadores, construirão espetáculos autorais inspirados em suas vivências. Esses espetáculos serão apresentados localmente e também compartilhados por meio de circuito digital gratuito, ampliando o impacto e a difusão do projeto. Encena Amazônia se destaca por sua capacidade de articulação entre arte, formação e território. Está ancorado na experiência acumulada da AMEL com projetos formativos e circulações culturais, e combina inovação pedagógica, sustentabilidade e compromisso com os direitos humanos. A proposta promove ações afirmativas desde a seleção de participantes até a composição das equipes, assegura acessibilidade comunicacional e metodológica e oferece acompanhamento específico a jovens com deficiência ou neurodivergência. Além disso, o projeto estabelece parcerias com escolas, coletivos culturais e organizações locais, criando redes colaborativas de apoio à juventude. Essa atuação integrada fortalece os elos entre cultura, educação e cidadania, contribuindo para a construção de políticas públicas culturais de base comunitária. Apoiar esta proposta por meio da Lei de Incentivo à Cultura é afirmar a potência criadora da juventude amazônida, é sustentar um gesto de equidade territorial e é investir em uma Amazônia viva, expressiva, insurgente e coletiva. Encena Amazônia não apenas forma artistas — forma sujeitos que fazem da arte um caminho de autonomia, crítica e esperança.

Estratégia de execução

1. Beneficiários do projeto: Serão atendidos diretamente 320 jovens entre 15 e 29 anos, residentes em comunidades urbanas periféricas, ribeirinhas e rurais dos 16 municípios do Amapá, priorizando jovens negros, indígenas, LGBTQIA+, com deficiência e em situação de vulnerabilidade social. Indiretamente, serão beneficiadas aproximadamente 5.000 pessoas, incluindo familiares, escolas, educadores, organizações parceiras e o público das ações de difusão cultural. 2. Deslocamentos previstos: Os deslocamentos cobertos pelo projeto contemplam: • Viagens da equipe pedagógica e técnica entre os municípios de Macapá, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, e demais cidades atendidas; • Participação da equipe nos encontros de planejamento e oficinas; • Apoio ao deslocamento interno de jovens participantes para os locais de atividade. Os nomes e funções dos beneficiários de passagens estão informados na ficha técnica e no plano de execução. 3. Bens permanentes:Serão alugados equipamentos essenciais à execução do projeto, como kits audiovisuais (microfones, tripés, câmeras, iluminação básica), sob responsabilidade da instituição proponente, exclusivamente para uso nas ações previstas no projeto.Após o término, os equipamentos serão devolvidos à empresa locadora, conforme contrato, não havendo incorporação ao patrimônio da instituição. A prestação de contas seguirá as diretrizes do MinC. 4. Acessibilidade e inclusão: Além das ações descritas, o projeto contará com acompanhamento técnico especializado em acessibilidade comunicacional e pedagógica. Jovens com deficiência ou neurodivergência terão suporte individualizado para participação plena nas oficinas e nos espetáculos. 5. Medidas preventivas de diligência: A proposta foi elaborada com base na IN 01/2023 e considera aprendizados de diligências anteriores, garantindo clareza nos objetivos, especificações técnicas dos produtos, detalhamento da contrapartida social, acessibilidade, e adequação entre orçamento e cronograma. 6. Gestão compartilhada e atuação em rede: O projeto será executado com apoio de parceiros locais, coletivos culturais e escolas públicas dos territórios envolvidos, valorizando a mobilização comunitária, a integração com a educação básica e o fortalecimento das redes culturais juvenis amazônidas.

Especificação técnica

Título do Projeto Pedagógico: Encena Amazônia: Juventude em Expressão Justificativa: O projeto propõe a formação cultural e artística de jovens amazônidas como estratégia de fortalecimento de territórios, identidades e redes comunitárias. Através da linguagem das artes cênicas e visuais, promove o protagonismo juvenil, a valorização da diversidade e o desenvolvimento de competências criativas, técnicas e relacionais. Objetivo Geral: Formar jovens em artes integradas (teatro, música, audiovisual e artes visuais) a partir de suas vivências territoriais e culturais, resultando na criação de espetáculos autorais com difusão presencial e digital. Objetivos Específicos: Realizar oficinas presenciais de artes cênicas, visuais e comunicação nos 16 municípios do Amapá;Desenvolver 16 núcleos criativos juvenis locais;Criar e registrar 16 espetáculos autorais com acessibilidade;Produzir um curta documental sobre o processo formativo;Promover ações de contrapartida social com educadores locais.Carga Horária: Total: 120 horas por jovem (distribuídas entre módulos práticos e formativos)Módulos: expressão corporal, dramaturgia, produção cultural, audiovisual, identidade e território.Público-Alvo: Jovens de 15 a 29 anos, residentes em comunidades urbanas periféricas, ribeirinhas e/ou rurais dos 16 municípios do Amapá.Reserva de vagas para jovens negros, indígenas, LGBTQIA+, com deficiência e em situação de vulnerabilidade social.Metodologia de Ensino: Metodologia participativa, baseada na escuta e na construção coletiva;Oficinas conduzidas por educadores-artistas com vivência territorial;Abordagens interdisciplinares e integradas entre linguagem artística, identidade e território.Material Didático e Recursos: Kits de criação por núcleo (papel, tintas, tecido, instrumentos de percussão, microfones, câmera básica, tripé, entre outros);Materiais digitais acessíveis: apostilas em PDF, roteiros formativos, vídeos tutoriais;Plataforma de apoio com conteúdos complementares e acesso remoto aos materiais.

Acessibilidade

O projeto garantirá Acessibilidade Física nos locais de realização das oficinas e apresentações, priorizando espaços com rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização adequada. Quando necessário, a equipe mobilizará estruturas complementares para assegurar a participação plena de pessoas com deficiência. Em relação à Acessibilidade de Conteúdo, os materiais audiovisuais produzidos (curta documental e registros dos espetáculos) contarão com legenda descritiva, audiodescrição e tradução em Libras. A equipe pedagógica contará com orientações de consultores especializados em acessibilidade comunicacional, e os participantes com deficiência intelectual ou neurodivergência terão suporte individualizado, garantindo inclusão desde o processo formativo até a difusão pública dos produtos culturais.

Democratização do acesso

O projeto prevê a distribuição gratuita de 100% dos produtos culturais resultantes, incluindo o curta-metragem documental e os registros audiovisuais dos espetáculos autorais criados pelos jovens, com acesso público pela internet (art. 27, inciso I e IV). As apresentações presenciais em todos os municípios do Amapá serão gratuitas e abertas à comunidade, com priorização de escolas públicas, coletivos culturais, pessoas com deficiência, idosos e comunidades ribeirinhas e periféricas. A proposta também contempla ensaios abertos e rodas de conversa durante o processo de criação, bem como a realização de ações formativas paralelas, como oficinas e encontros com educadores locais (art. 27, inciso VI). Para ampliar o acesso, o projeto disponibilizará todos os conteúdos em formato digital com recursos de acessibilidade (legenda descritiva, Libras e audiodescrição), e articulará parcerias com rádios comunitárias e escolas para exibição local dos vídeos (inciso V e X). Essas estratégias asseguram que os produtos e processos do projeto cheguem às juventudes amazônidas em seus territórios, valorizando o direito à fruição cultural e à participação ativa na cena cultural regional.

Ficha técnica

Atuação da Instituição Proponente – AMEL (Associação de Mobilização para Educação, Cultura e Sustentabilidade na Amazônia Legal): A AMEL será responsável por toda a gestão técnico-financeira e institucional do projeto, sem intermediação. A entidade conduzirá o planejamento geral, mobilização nos 16 municípios, gestão de equipe, acompanhamento pedagógico e supervisão dos processos de formação, criação e difusão, além da elaboração de relatórios e prestação de contas junto ao MinC. Principais Profissionais Envolvidos Ozéias de Araújo Coutinho – Coordenador Geral Presidente da AMEL. Atua há mais de 15 anos na articulação de projetos socioculturais e ambientais no Vale do Jari e Amapá. Responsável pela gestão executiva, articulação intermunicipal, coordenação geral e institucional do projeto. Veramoni de Araújo Coutinho – Supervisora Técnica e Formadora Doutoranda em Estudos Contemporâneos (Universidade de Coimbra), educadora popular e coordenadora de projetos culturais com reconhecimento nacional. Atua na orientação metodológica, supervisão pedagógica e acompanhamento das ações formativas e de acessibilidade do projeto. Raimunda Alves Araújo (Dinda) – Educadora Comunitária e Coordenadora Local Educadora, artista e referência na articulação cultural no Vale do Jari. Pós-graduada em Educação Ambiental e Sustentabilidade, com vasta experiência em projetos socioculturais e comunitários. Atua como articuladora local, responsável por oficinas, acompanhamento pedagógico e relações com comunidades e escolas. Saint Clair Leite – Educador de Artes Visuais e Mobilizador Cultural Artista visual, gestor cultural e especialista em escultura em argila, audiovisual e sustentabilidade. Vice-presidente da AMEL, atua com formação de jovens e coordenação técnica de oficinas. Também responde pelos registros e difusão audiovisual dos espetáculos. Bruna Roberto da Silva – Educadora Cultural e Contadora de Histórias Líder comunitária e idealizadora de projetos de contação de histórias com foco em infância, sustentabilidade e identidade amazônica. Atua como 2ª tesoureira da AMEL e coordenadora de atividades com crianças e jovens. Terá papel essencial na mediação artística e nas rodas de expressão cultural do projeto.

Providência

Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$199.867,50 em 20/02/2026.

2026-11-30
Locais de realização (16)
Amapá AmapáCalçoene AmapáCutias AmapáFerreira Gomes AmapáItaubal AmapáLaranjal do Jari AmapáMacapá AmapáMazagão AmapáOiapoque AmapáPedra Branca do Amapari AmapáPorto Grande AmapáPracuúba AmapáSantana AmapáSerra do Navio AmapáTartarugalzinho AmapáVitória do Jari Amapá