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O Observatório Indígena de Artes e Saberes Ancestrais realiza pesquisa colaborativa com povos Guarani, Pankararu e Guiana para mapear expressões artísticas e migração urbana em São Paulo. O conhecimento gerado compõe um banco de dados e será disponibilizado em plataforma digital trilíngue (português, guarani e digré), com ambiente interativo em metaverso, aberto a pesquisadores, educadores e público em geral.
não se aplica
§ Objetivo Geral Realizar uma pesquisa colaborativa com povos indígenas para identificar, registrar e sistematizar saberes, expressões artísticas e processos de migração urbana em São Paulo, disponibilizando esse conhecimento para a sociedade em formato trilíngue e interativa, a fim de preservar, valorizar e difundir as culturas originárias e fortalecer o protagonismo indígena na produção de conhecimento. O projeto se enquadra no item abaixo relacionados do artigo 3º. do Decreto 11.453 de 23/03/23: II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; VIII - fomentar o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais brasileiras; X. Apoiar ações artísticas e culturais que usem novas tecnologias ou sejam distribuídas por plataformas digitais; XV. Apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação § Objetivos Específicos - Realizar pesquisa colaborativa etnográfica e participativa em 4 territórios indígenas urbanos de São Paulo (Parelheiros, Jaraguá, Real Parque e Itaquera), registrando práticas culturais, expressões artísticas, memórias e dinâmicas sociais.Meta/Entrega: 4 relatórios técnicos e comunitários; 4 dossiês audiovisuais. - Mapear e sistematizar dados artísticos e culturais de 20 etnias que vivem no município, com ênfase nos povos Guarani, Pankararu e Guiana.Meta/Entrega: Banco de dados temático com fichas de 20 etnias, organizado em eixos como Arte e Saberes, Memória e Educação, Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade, Direitos e Organização Social e Migração Urbana. - Produzir documentação bilíngue e trilíngue, respeitando protocolos culturais de cada povo e assegurando acessibilidade.Meta/Entrega: Conteúdos em português, guarani e digré, validados pelo Conselho Indígena do projeto. - Registrar integralmente em foto e vídeo todas as etapas de coleta, entrevistas, oficinas e reuniões do Conselho Indígena.Meta/Entrega: Acervo de, no mínimo, 20 horas de vídeo, 200 fotografias e 1 vídeo institucional de síntese. - Desenvolver e disponibilizar um Observatório Digital trilíngue, gratuito e responsivo, que abrigue todo o acervo produzido.Meta/Entrega: Site estruturado em seções: apresentação, mapa dos territórios, acervo digital, oficinas e formações, agenda, metaverso indígena, downloads/publicações e canal de contato.Integração de conteúdos em ambiente imersivo em metaverso, com simulações de vivências culturais (cantos, rituais, grafismos e narrativas). - Produzir relatórios parciais e finais, assegurando devolutiva dos resultados às comunidades e transparência pública.Meta/Entrega: 2 relatórios parciais e 1 relatório final em versões técnica e comunitária, disponibilizados no site para download.
A criação deste projeto nasce da urgência de reconhecer, salvaguardar e fortalecer as expressões culturais dos povos indígenas em suas múltiplas dimensões _ espirituais, territoriais, artísticas, políticas e educativas _ especialmente no contexto urbano, onde essas manifestações permanecem muitas vezes invisibilizadas. A cidade de São Paulo, por exemplo, abriga atualmente indígenas de 38 etnias, entre aldeados e não aldeados, que resistem cotidianamente por meio de suas línguas, rituais, arte e espiritualidade, mas carecem de espaços próprios de registro, circulação e valorização.O projeto propõe-se a preencher essa lacuna com uma atuação enraizada nos territórios, construída a partir da escuta e do protagonismo de lideranças, mestres, mulheres e juventudes indígenas. Mais do que documentar saberes, a iniciativa busca criar estratégias de fortalecimento cultural que articulem memória, criação e futuro, reconhecendo a arte indígena contemporânea em diálogo permanente com os saberes ancestrais. Diferentemente de observatórios acadêmicos ou institucionais já existentes, este projeto será um espaço pulsante de criação e difusão, articulando oficinas culturais, rodas de conversa, registros audiovisuais, publicações, exposições, rodas de memória e ações de comunicação cultural.Sua execução conta com a experiência da AUPI _ Aliança Universidade e os Povos Indígenas, organização que há mais de uma década realiza ações culturais em aldeias, universidades e centros urbanos, com metodologias participativas e respeito aos protocolos de cada povo. O incentivo da Lei Rouanet é fundamental para viabilizar o projeto, pois se trata de uma ação de caráter educativo, cultural e não comercial, voltado à salvaguarda e difusão das expressões dos povos indígenas em contexto urbano. Por sua natureza, o projeto não se sustenta por receitas de bilheteria ou comercialização e depende do apoio de patrocinadores que utilizem o mecanismo de renúncia fiscal para garantir sua realização. O investimento via Lei Federal de Incentivo à Cultura assegura a democratização do acesso, a gratuidade das atividades e a ampliação do alcance das ações junto às comunidades indígenas e à sociedade em geral, promovendo reparação histórica, valorização da diversidade cultural brasileira e fortalecimento da cidadania cultural. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o. da Lei 8.313/91: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. IX - Priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o. da Lei 8.313/91): III. Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) Levantamento, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
PESQUISA A pesquisa do Observatório terá como base metodologias etnográficas e participativas, conduzidas por equipe indígena e técnica. Sua estrutura prevê:● Levantamento territorial: coleta de informações nos quatro territórios indígenas urbanos de São Paulo, contemplando práticas culturais, expressões artísticas, memórias e dinâmicas sociais.● Registros de campo: entrevistas, depoimentos orais, registros audiovisuais e fotográficos realizados em duplas de mobilizadores, acompanhados por tradutores e professores.● Documentação bilíngue e trilíngue: organização das informações em português, guarani e tigré, respeitando protocolos culturais de cada povo.● Banco de dados temático: sistematização de informações por eixos (Arte e Saberes, Memória e Educação, Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade, Direitos e Organização Social, Migração Urbana, etc.), que alimentarão o acervo digital do Observatório.● Relatórios parciais e finais: produção de documentos técnico-científicos e comunitários, assegurando a devolutiva dos resultados às comunidades e a transparência do processo.● Integração com o metaverso: seleção de conteúdos que serão recriados em ambiente imersivo, representando vivências culturais e cosmológicas.- Organização e Roteiro de ConteúdoA pesquisa será organizada em fluxos de coleta e sistematização, coordenados por antropólogo indígena doutor e equipe de apoio. Cada etapa seguirá roteiro estruturado: planejamento, levantamento em campo, registro audiovisual, tradução, sistematização e validação pelo Conselho Indígena do projeto. O resultado comporá a base conceitual e de conteúdos do Observatório, garantindo rigor científico, legitimidade cultural e acessibilidade. - SÍTIO DE INTERNET – AUDIOVISUALDescrição das páginas e conteúdos O sítio de internet do Observatório será a base digital do projeto, com acesso gratuito e bilíngue (Português e Guarani). Sua estrutura prevê:● Página inicial: apresentação institucional do Observatório, objetivos, equipe e parceiros.● Mapa dos territórios indígenas urbanos: resultado da pesquisa e sistematização de dados, com informações sobre etnias, localização, demografia e aspectos culturais.● Acervo digital trilingue: organizado em eixos temáticos (Arte e Saberes Tradicionais, Educação e Memória, Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade, Direitos e Organização Social, etc.), reunindo registros audiovisuais, publicações, relatos orais, entrevistas e fotografias.● Oficinas e formações: página dedicada aos conteúdos gerados nas atividades pedagógicas, com destaque para produções dos jovens comunicadores indígenas.● Agenda e eventos: calendário de encontros interterritoriais, rodas de conversa e lançamento do Observatório.● Metaverso indígena: acesso à experiência imersiva criada pelo projeto, com simulação de vivências culturais (cantos, rituais, grafismos e narrativas).● Downloads e publicações: relatórios, catálogo final e materiais educativos em PDF.● Contato e parcerias: canal para diálogo com instituições, escolas e pesquisadores. Organização e Roteiro de Conteúdo:O site será organizado de forma pedagógica e acessível, permitindo ao usuário navegar por eixos temáticos e territórios indígenas. Cada seção apresentará: texto introdutório, registros audiovisuais, conteúdos produzidos pelos jovens e referências para aprofundamento. O conteúdo seguirá os roteiros definidos nas oficinas e sistematizado pelo Conselho Indígena do projeto.
1.PESQUISA – PRODUTO PRINCIPAL Acessibilidade Física: não se aplicaAs entregas das pesquisas - por documentação e/ou peça audiovisual apresentará: Acessibilidade para Deficientes Visuais: Informações em braile e audiodescriçãoAcessibilidade para Deficientes Auditivos: intérprete de libras 2.SÍTIO DE INTERNET - AUDIOVISUALAcessibilidade Física: não se aplicaAcessibilidade para Deficientes Visuais: Recursos de acessibilidade Acessibilidade para Deficientes Auditivos: Recursos de acessibilidade
Todas as atividades do projeto serão abertas ao público em geral de forma totalmente gratuita. As medidas de acesso seguirão conforme descrito abaixo: 1. PESQUISA – PRODUTO PRINCIPAL Medida adotada do artigo 47 – In. No. 23 – 02/25: IV - Disponibilizar na internet, registros audiovisuais de todo o processo de levantamento de dados 2. SÍTIO DE INTERNET – AUDIOVISUALMedida adotada do artigo 47 – In. No. 23 – 02/25: IV - Disponibilizar na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal. O produto será 100% gratuito atendendo as exigências dos artigos 47 e 48 da IN 23/25 e não será comercializado. O projeto tem como princípio central a democratização do acesso à cultura indígena, com ações gratuitas e abertas ao público em todas as suas fases, terá um sítio gratuito na rede mundial dos computadores.
O proponente é responsável geral do projeto, bem como por sua gestão e operação. Acompanhará toda a organização, planejamento, execução e cronograma do evento, tanto da parte artística quanto técnica, além de realizar toda a coordenação administrativo-financeiro: coordenará a seleção, contratação e acompanhamento do trabalho de todos os fornecedores e igualmente responsável pela estratégia de mídia e de comunicação do projeto, e relatório final de prestação de contas ao Ministério da Cultura. O proponente será responsável e remunerado pelas seguintes rubricas: COORDENAÇÃO GERAL 1. PROPONENTE – COORDENAÇÃO GERALA AUPI – Aliança Universidade e os Povos Indígenas é uma articulação intercultural que reúne lideranças indígenas, mestres, estudantes, pesquisadores e aliados de diferentes regiões do Brasil, com forte presença em contextos urbanos e acadêmicos. Sua missão é valorizar, salvaguardar e difundir os saberes e expressões dos povos originários por meio de ações culturais, educativas e formativas.Com mais de uma década de atuação, a AUPI realiza celebrações, oficinas, rodas de saberes, vivências espirituais e cursos de línguas indígenas, sempre priorizando o protagonismo indígena e o respeito aos protocolos de cada povo. Desde sua formalização em 2022, consolidou sua estrutura, ampliou parcerias e será a proponente do Programa Virada dos Povos - Cultura Indigena em movimento que possui 3 projetos idealizados pela vice diretora, Fernanda Manzoli. São eles: A criação do Observatório de artes e saberes ancestrais, o ciclo formativo do Raízes em formação e a primeira Virada Cultural Indígena de São Paulo. Reconhecida por sua legitimidade cultural, construída a partir de vínculos contínuos com mestres, lideranças e juventudes indígenas, a AUPI atua com valores de ancestralidade viva, protagonismo indígena, bem viver e decolonialidade, comprometida com um Brasil mais plural, justo e enraizado em sua ancestralidade. 2. COORDENADOR DE PRODUÇÃO – Carlos AlmeidaCarlos Almeida: produtor cultural, gestor de projetos socioculturais e diretor da AUPI – Aliança Universidade e os Povos Indígenas, atua há vários anos na promoção das culturas indígenas em contextos urbanos, acadêmicos e comunitários, com foco no fortalecimento das expressões artísticas, dos saberes ancestrais e do protagonismo desses povos. Já realizou mais de 40 vivências culturais indígenas, as quais envolveram o público em práticas de escuta, convivência e aprendizado intercultural. Também idealizou e produziu festivais culturais indígenas com programações diversificadas, como apresentações de canto e dança, culinária ancestral, oficinas de pintura em tecidos com tintas naturais, ações sobre a cultura Guarani, entre outras expressões artísticas e educativas. 3. DIRETORA GERAL – Fernanda ManzoliFernanda Manzoli: psicóloga, especialista em Psicologia Transpessoal, e mestre em Ciências Sociais, atua como gestora de projetos socioculturais, professora de captação de recursos e articuladora institucional com ampla experiência no desenvolvimento de parcerias público-privadas voltadas ao fortalecimento de iniciativas culturais e educativas. Vice-diretora da AUPI – Aliança Universidade e os Povos Indígenas, é também a idealizadora dos principais projetos da organização, sendo responsável pela concepção e coordenação de propostas que integram arte, cultura, ancestralidade e transformação social. Sua trajetória ainda abrange a prática em economia criativa e empreendedorismo cultural, e em metodologias de planejamento estratégico e sustentabilidade financeira, contribuindo para o fortalecimento institucional de diversos coletivos e iniciativas culturais pelo país. 4. COORDENADO DO PROJETO – Camila Alves Camila Alves: publicitária com especialização em Gestão Cultural, atua como consultora na área de projetos culturais e sociais executados com leis de incentivo fiscal, com foco em planejamento e gerenciamento. Com trabalhos reconhecidos para diversos produtores e instituições culturais, entre eles, Instituto Pensarte, Instituto Cultural Brasilis, BM&A – Brasil Música, MAM – Museu de Arte Moderna, Olhar Imaginário, Oka Comunicações, Gaia Produções, Deusdará Filmes, Maria Farinha Filmes e Liquid Media Lab, entre outros, apresenta grandes destaques na carreira como: Prêmio Oceanos de Literatura, Colegas (espetáculo teatral), Rota das Artes, Festival Arte Serrinha e Instrumental Serrinha 2017, 2018 e 2019, Unilever Sons do Brasil.Atualmente, é consultora para diversos projetos culturais, coprodutora do projeto Caos on Canvas (artes visuais), produtora dos projetos Movimento Ecoar (Fotografia e Cultura Alimentar), Fabulários (Exposição Infantil) e Escolas Sustentáveis (Artes Visuais), e idealizadora do projeto Sonhe como uma Garota (artes visuais), todos incentivados pela Lei Rouanet. 5. COORDENADORA TÉCNICA – Julia AschesJulia Asche: gestora e consultora para projetos de ESG e Responsabilidade Social, além de educadora social, atua junto a empresas e organizações sociais em temas como economia solidária, autogestão e desenvolvimento sustentável. Desde 2015, segue no Ideário - Colaboração, Inovação Social e Design (SP) como consultora em sustentabilidade para negócios sociais de design, moda e artesanato.Há mais de 10 anos também é parte da Rede Design Possível (SP), pela qual já trabalhou no desenvolvimento institucional da organização social “Oásis de Sonhos”, através do edital “Caminho dos Sonhadores”, da Fundação Cargill; como professora convidada da disciplina “Tópico Especial: Design para Impacto Social” para a Faculdade de Arquitetura,Urbanismo e Design da Universidade Mackenzie; como coordenadora do projeto "Redes de confecção Possíveis e Solidárias empoderando mulheres", em convênio com a Fundação Banco do Brasil e o BNDES (2019-2021); como facilitadora do projeto Maratona Social, da Zurich Seguros e Agência N+ (2018-2019) etc.Nos últimos anos, foi ainda parecerista tanto na linguagem artesanato na Comissão de Avaliação do Sistema de Incentivo à Cultura - SIC Recife, quanto na linguagem Artes Integradas na Comissão de Avaliação do PNAB - Política Nacional Aldir Blanc para a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife. 6. CONSULTORES ESPECIALISTAS – Michel FrellerMichel Freller: consultor da Criando Consultoria LTDA e presidente da Irradiando Conhecimento, apresenta uma extensa jornada profissional na orientação e elaboração de vários projetos de MECENATO no MINC, além de treinamentos e aulas em cursos sobre incentivos fiscais.Possui vasta experiência tanto na mobilização e na captação de recursos, quanto na prestação de contas de ações socioculturais para diferentes organizações , e diferentes produtos. Atualmente, segue como proponente da peça de teatro “Meninas na Tecnologia”, nas regiões nordeste, sul, sudeste, e em Goiânia, que já foi 100% executada e está em fase final de prestação de contas. 7. CONSULTORES ESPECIALISTAS – Guilherme MelloGuilherme Mello: Sócio fundador e colaborador da 3 Apitos Cultura (Diálogo Cultural), também é presidente e diretor do conselho administrativo do Instituto Incentivar, uma organização sem fins lucrativos que promove ações atreladas à educação para a sustentabilidade em comunidades espalhadas pelo Brasil.Suas últimas atuações, que inclusive foram finalizadas neste ano, abrangem duas exposições artísticas: “Olho D´Água – Artes Líquidas e Águas Visuais” (2021/2022/2023/2024/2025), que já percorreu mais de 60 cidades de 12 Estados brasileiros, e “Maleta Mágica” (2022 e 2025), que tem o objetivo de aproximar o cinema de animação do público. 8. PRODUTORA EXECUTIVA – Lua PhabilinneLua Phablinne de Lima Silva: Produtora executiva, cultural, artística e local, com foco em arte indígena, LGBTQIAPN+ e periférica. Fundadora da produtora Lua Nova Produções, que desenvolve projetos culturais com excelência e responsabilidade social, também atua com planejamento, curadoria, logística, gestão financeira e articulação com patrocinadores, instituições públicas e marcas. Atualmente, é responsável direta pela carreira de três artistas indígenas: Katú Mirim (@katumirim), Juyè Whin (@juyewhin) e Maria Preta MC (@mariapretamc). 9. PRODUTORA LOCAL – Amanda MendonçaAmanda Mendonça (Kiki): Produtora cultural com foco em campo e operação na área da cultura e das artes. Atua do planejamento logístico a pós-produção, passando pela recepção de artistas, montagem e desmontagem e, também, gestão de equipe técnica e de fornecedores. Suas práticas são atravessadas por processos multiculturais, com especial atenção aos projetos afrodiaspóricos, indígenas e de territórios periféricos.Assinou ações como “Gambiarra ÉCult”, “Hibernación” e “Lampião”, além de experiências de campo em shows, clipes, espetáculos e instalações culturais. 10. CURADORIA – HeloáHeloá: Artista múltipla (atriz, cantora, compositora,pesquisadora, ativista e realizadora audiovisual), é proprietáriae produtora executiva da Aláfia Cultural.Com 15 anos de carreira sólida, ela traz em sua trajetória premiações e grandes feitos nos quais se dedica às pesquisas das matrizes afro-brasileiras e indígenas.Algumas dessas conquistas incluem: lançamentos e parcerias musicais; o documentário “E, Oxum”; o videoclipe manifesto da música “Agô; os grandes shows pelo país; o DVD “AFLUENTES”; as lives de shows e entrevistas (principalmente durante a pandemia); as produções do EP “Sabedoria Ancestral” e do EP “Nadir da Mussuca”; o evento “Xirê-Toré - Encontro de Tradições”; a participação de destaque no circuito da moda nacional e internacional, em desfiles da SPFW, da Casa de Criadores e do Brasil Eco Fashion Week, e em premiações como o Women’s Music Event e o Prêmio Sim à Igualdade Racial. 11. CURADORIA – Clarice PankararuClarice Pankararu: indígena do povo Pankararu, nascida na aldeia Brejo dos Padres (PE), desenvolve uma atuação sólida na promoção dos direitos indígenas em contextos urbanos, com foco em educação, cultura, saúde e segurança alimentar. É supervisora de Projetos Culturais e Programação no Museu das Culturas Indígenas, em São Paulo (SP), onde também foi Mestra de Saberes.Desde 2017, é presidenta da Associação SOS Comunidade Indígena Pankararu, na comunidade Pankararu do Real Parque, em São Paulo (SP), com uma gestão que envolve elaboração e execução de projetos, planejamento estratégico, organização administrativa e financeira, produção de portfólios e articulação institucional. Entre 2017 e 2025, também integrou, na mesma cidade, o Conselho Estadual dos Povos Indígenas.Clarice é idealizadora e organizadora do “Encontro Anual do Povo Pankarar”, realizado no Projeto Casulo do Real Parque, e ainda integra o grupo de dança Povo Pankararude São Paulo, com o qual realiza apresentações e atividades culturais em espaços como SESCs, universidades, instituições culturais e eventos públicos. 12. CURADORIA – Jera Poty MirĩJera Poty Mirĩ (Nome Guarani)/Giselda Pires de Lima (Nome Português): consultora indígena originária de São Paulo (SP), traz entre as suas experiências mais recentes, forte atuação na área de coordenação de projetos como: “Yvy Rypa” (Visões Ainda Não Faladas), financiado pelo IPHAN, em 2008; “Nhanerembi’i Ete’i” (Nosso Alimento Tradicional) e “Xondaro ha’e Xondaria”, ambos premiados pelo PROAC - Programa de Ação Cultural, MINC -Ministério da Cultura, em 2008; “Nhande Ao” (Nosso Vestimento) e “Nhande Kuery Arandu” (O Saber do Nosso Povo), também premiados pelo mesmo programa citado anterioremente, em 2007; e “Xondaro” VAI e “Nhanhoty Nhande Reko” VAI, pela SMC de SP, em 2010. Jera também já adentrou a produção artística, junto ao Coral Kalipety, no espaço Tusp, em março de2025 e com a apresentação de Xondaro no mesmo mês e lugar.Recentemente, palestrou na amostra do filme “Houp”, no Instituto Moreira Salles, e sobre cultura indígena, no Senac Lapa Spiao, e participou da apresentação de canto Guarani, no museu de Língua Portuguesa. 13. CURADORIA – Katú MirimKatú Mirim – a indígena futurista: de etnia Boe Bororo, Katú é uma voz transformadora no rap nacional, com um estilo único que mistura synth, rock, pop e elementos eletrônicos num som alternativo que desafia as convenções não apenas da indústria musical, como da moda e dos comportamentos sociais. Dona de uma atuação que marca um ponto de virada na forma como as narrativas indígenas e as questões sociais são abordadas, ela promove um ambiente mais plural e consciente por meio de sua arte. Tanto que tem se tornado uma presença cada vez mais forte e comum em veículos de comunicação de massa como revistas (tipo, Elle, Quem, Glamour etc.), e canais de televisão, com aparições em programas como “Encontro” – na época, com a apresentadora Fátima Bernardes – e com música escolhida como trilha sonora do programa Limite , ambos da TV Globo. 14. COORDENADORA DE AUDIOVISUAL – Natália TupiNatália Tupi: natural de Parintins, no Amazonas, Natália é realizadora e produtora audiovisual, cineasta, educadora popular, criadora e idealizadora da “Ancestralidade Visual”, um projeto pessoal pelo qual ela compartilha suas próprias vivências, assim como a cultura, os costumes, as crenças, os saberes, os ofícios e tantos outros traços da história étnica e cultural dos Povos Originários e tradicionais da Amazônia e do Brasil, ao mesmo tempo em que entrelaça os vínculos de ancestralidade com as novas gerações.Em 2024, foi indicada para a lista VOZES30 do Coletivo Papel&Caneta, comouma das 30 vozes que estão lutando para mudar o Mercado da Comunicação.Atualmente, faz parte da Rede Katahirine, a Rede Audiovisual das MulheresIndígenas.Entre os trabalhos de grande expressão desenvolvidos, estão os documentários “Minha câmera é minha flecha”, “Os sonhos guiam”, “Nhemongaraí: ontem, hoje e amanhã”, “Pescadores artesanais”, e “Pequeno sol”.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.