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PRONAC 258899Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas

INSTITUTO DE PRESERVACAO DOS DIREITOS HUMANOS E PRESERVACAO AMBIENTAL-VALE DO SOL
Solicitado
R$ 1,10 mi
Aprovado
R$ 1,10 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
AL
Município
Maceió
Início
2026-01-01
Término

Resumo

O projeto "Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas" será realizado em Maceió e Joaquim Gomes/AL, articulando também participantes de diversas regiões do estado. Seu foco está na formação, difusão e salvaguarda de expressões culturais de comunidades indígenas, camponesas e periféricas.As ações incluem oficinas musicais, cursos de produção cultural, cineclube socioambiental, festivais de arte e cultura e feiras indígenas, todas gratuitas, inclusivas e com medidas de acessibilidade universal.A iniciativa dialoga diretamente com os princípios da Lei Rouanet e com os objetivos do Edital Rouanet Nordeste, ao promover a democratização do acesso, a valorização da diversidade cultural e a formação cidadã, fortalecendo territórios historicamente excluídos das políticas públicas de cultura e ampliando o protagonismo de grupos minorizados.

Sinopse

1. Oficinas de Pandeiro Oficinas práticas sobre fundamentos musicais do pandeiro, abordando ritmos da cultura popular nordestina (coco, forró, samba). Destinadas a jovens, estudantes e comunidade em geral. Serão realizadas 4 edições, com 20 vagas cada. Classificação indicativa: Livre.2. Oficinas de Criação de Instrumentos com Materiais Recicláveis Oficinas de construção de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis, promovendo sustentabilidade e educação ambiental por meio da música. Público: estudantes, jovens e comunidade em geral. Serão realizadas 4 edições, com 20 vagas cada. Classificação indicativa: Livre.3. Oficinas de DJ – Discotecagem Musical Introdução às técnicas de mixagem, arranjos e linguagens da discotecagem, com vivência prática de equipamentos de DJ. Voltadas a jovens e coletivos culturais. Serão realizadas 4 oficinas, com 15 vagas cada. Classificação indicativa: Livre.4. Oficina de Gestão de Carreira Musical Oficina voltada para músicos independentes, grupos e coletivos, abordando planejamento de carreira, estratégias de circulação e gestão autônoma. Público: artistas locais. 1 edição com 15 participantes. Classificação indicativa: Livre.5. Oficina de Marketing Digital para Artistas Oficina prática sobre estratégias digitais, uso de redes sociais e ferramentas online para difusão e circulação da produção artística. Público: artistas e coletivos culturais. 1 edição com 15 participantes. Classificação indicativa: Livre.6. Oficina de Direito Autoral Atividade formativa sobre legislação cultural, direitos autorais e direitos conexos, com foco na proteção da produção artística. Público: músicos, produtores e artistas independentes. 1 edição com 15 participantes. Classificação indicativa: Livre.7. Cursos de Produção Cultural Curso formativo de 24h/aula, distribuídas em 6 encontros, abordando elaboração de projetos, captação de recursos, gestão e prestação de contas. Destinado a jovens produtores, coletivos culturais e artistas. Serão realizadas 2 edições, com 20 participantes cada. Classificação indicativa: Livre.8. Cineclube Socioambiental Exibição de 12 sessões de filmes, curtas e documentários sobre cultura, memória, ancestralidade e meio ambiente, com mediação e debate. Público: estudantes, educadores e comunidade em geral. Público estimado: 50 pessoas por sessão (600 beneficiários diretos). Classificação indicativa: Livre.9. Festivais de Arte e Cultura Eventos em praças públicas, com apresentações musicais, rodas de conversa, feira cultural e espaço de economia solidária. Serão realizadas 5 edições, com estimativa de público de 800 pessoas cada. Público-alvo: comunidade em geral, artistas locais e grupos tradicionais. Classificação indicativa: Livre.10. Feiras Culturais Indígenas Wassú Cocal Dois grandes encontros culturais abertos ao público, realizados em Joaquim Gomes e Maceió, com apresentações artísticas indígenas, rodas de conversa, contação de histórias e exposição de artesanato. Público estimado: 500 pessoas por edição. Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo GeralPromover o fortalecimento da diversidade cultural e da sustentabilidade em Alagoas, com foco em comunidades indígenas, camponesas e periféricas, por meio de ações formativas, de difusão e de salvaguarda cultural que ampliem o acesso gratuito, inclusivo e democrático à arte e à cultura. O projeto visa gerar impacto territorial positivo, estimular a profissionalização de artistas locais, valorizar saberes tradicionais e garantir a participação cidadã de grupos historicamente excluídos das políticas públicas culturais, em consonância com os princípios da Lei Rouanet e do Programa Rouanet Nordeste. Objetivos EspecíficosFormação Musical e CulturalRealizar 4 oficinas de Pandeiro (20 vagas cada, total 80 participantes), promovendo o aprendizado de ritmos da cultura popular nordestina.Realizar 4 oficinas de Criação de Instrumentos Musicais com Materiais Recicláveis (20 vagas cada, total 80 participantes), incentivando práticas sustentáveis e criativas.Realizar 4 oficinas de DJ _ Discotecagem (15 vagas cada, total 60 participantes), ampliando linguagens contemporâneas de expressão musical.Realizar 1 oficina de Gestão de Carreira Musical (15 participantes), voltada para a profissionalização de jovens artistas.Realizar 1 oficina de Marketing Digital para artistas (15 participantes), incentivando o uso de ferramentas digitais para difusão cultural.Realizar 1 oficina de Direito Autoral (15 participantes), fortalecendo a compreensão da legislação cultural e da valorização do trabalho artístico.Capacitação em Produção CulturalRealizar 2 cursos de Produção Cultural (20 vagas cada, total 40 participantes), abordando elaboração de projetos, gestão financeira, captação de recursos e prestação de contas.Difusão Audiovisual e Reflexão SocioambientalExecutar 12 sessões de Cineclube Socioambiental (50 pessoas por sessão, público estimado de 600 beneficiários), com exibição de filmes e mediações que estimulem pensamento crítico sobre cultura, memória e meio ambiente.Circulação e Ações Culturais ComunitáriasRealizar 5 Festivais de Arte e Cultura em praças públicas de Maceió e região, com estimativa de público de 800 pessoas por edição (total 4.000 beneficiários diretos).Realizar 2 Feiras Culturais Indígenas Wassú Cocal (1 em Joaquim Gomes e 1 em Maceió), com público estimado de 500 pessoas cada (total 1.000 beneficiários), destacando a ancestralidade e resistência indígena. 11 oficinas de música e gestão (total: 265 participantes).2 cursos de Produção Cultural (total: 40 participantes).12 sessões de Cineclube (total: 600 participantes).5 Festivais de Arte e Cultura (total: 4.000 participantes).2 Feiras Culturais Indígenas (total: 1.000 participantes).Público beneficiário direto estimado: 5.905 pessoas.Expectativa de Público Indireto e VirtualIndireto (pessoas impactadas sem participação formal, mas presentes nos territórios):Festivais em praças públicas costumam ter circulação além do público fixo. Se cada edição atrair em média +400 pessoas de passagem, teremos 2.000 pessoas adicionais.Feiras indígenas, além dos 1.000 beneficiários diretos, atraem comunidade local e visitantes. Estimativa: +500 pessoas indiretas.Oficinas e cursos geram reverberação nas famílias dos participantes. Considerando média de 2 pessoas por participante (265 em oficinas + 40 em cursos = 305), o impacto indireto é de 600 pessoas.Total estimado de público indireto: 3.100 pessoas.Virtual (acesso por comunicação digital, redes sociais e transmissões):Lives e registros audiovisuais dos festivais e feiras, com média de 500 visualizações por evento (5 festivais + 2 feiras = 7 eventos = 3.500 visualizações).Postagens regulares nas redes sociais do Instituto Vale do Sol e parceiros, alcançando em média 2.000 pessoas por mês durante 12 meses = 24.000 pessoas.Divulgação em rádios comunitárias, sites locais e matérias de imprensa digital, com alcance estimado de 10.000 pessoas.Total estimado de público virtual:37.500 pessoas.

Justificativa

O projeto "Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas" demanda o apoio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei 8.313/91 por sua abrangência territorial, complexidade e relevância social, que ultrapassam a capacidade de financiamento por recursos próprios ou por editais locais de pequeno porte. A execução de ações de formação cultural, difusão artística e salvaguarda patrimonial em comunidades indígenas, camponesas e periféricas de Alagoas requer aporte financeiro estável e de maior porte, somente viável por meio da Lei Rouanet.O investimento incentivado é fundamental para garantir a gratuidade de 100% das atividades previstas (oficinas, cursos, cineclube, festivais e feiras indígenas), assegurando democratização do acesso e inclusão de públicos historicamente excluídos das políticas públicas culturais. Além disso, a aplicação do mecanismo permite estruturar um calendário cultural contínuo, descentralizado e de impacto direto nos territórios, o que dificilmente seria viabilizado sem a participação de empresas incentivadoras e o respaldo do Programa Rouanet Nordeste.Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91O projeto atende diretamente aos incisos I, II, III, IV, V e VI do Artigo 1º da Lei Rouanet:Inciso I _ "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais."Todas as ações serão gratuitas, abertas e acessíveis, assegurando o direito cultural em comunidades periféricas, indígenas e camponesas de Alagoas.Inciso II _ "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional."O projeto protege e valoriza expressões de comunidades indígenas Wassú Cocal, culturas populares alagoanas (coco, forró, artesanato, feira agroecológica) e juventudes urbanas.]Inciso III _ "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais."As oficinas e festivais são protagonizados por artistas locais, mestres populares e produtores culturais alagoanos, fortalecendo o circuito cultural da região Nordeste.Inciso IV _ "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores."O projeto difunde práticas musicais, artes visuais, audiovisual e patrimônio imaterial, além de promover a circulação de artistas e grupos locais.Inciso V _ "proteger, documentar e abrir à consulta pública a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira."Ações de cineclube, feiras indígenas e registros memoriais visuais asseguram preservação e difusão da memória cultural e ancestral.Inciso VI _ "priorizar o produto cultural originário do País e preservar a língua portuguesa."Todas as atividades partem da valorização da produção cultural brasileira, em língua portuguesa, em diálogo com expressões tradicionais nordestinas.Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 alcançados pelo projetoO projeto contribui de maneira clara para os objetivos do Artigo 3º:Inciso I _ "a formação, o estímulo e o acesso às fontes da cultura."Oficinas e cursos formam novos artistas, produtores e agentes culturais, ampliando o acesso formativo.Inciso II _ "a produção, promoção e difusão dos bens culturais."Festivais, feiras e cineclubes promovem circulação de bens culturais locais e ampliam sua difusão para novos públicos.Inciso IV _ "a valorização da diversidade étnica e regional."Envolvimento direto de comunidades indígenas, quilombolas, juventudes periféricas, agricultores familiares e artistas urbanos, refletindo a diversidade cultural de Alagoas e do Nordeste.Inciso V _ "o apoio às manifestações culturais populares, indígenas e afro-brasileiras."As feiras indígenas Wassú Cocal e os festivais de arte e cultura priorizam saberes tradicionais e manifestações populares como coco, forró e artesanato.Inciso VI _ "a proteção e preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro."As ações de salvaguarda cultural promovem continuidade de tradições e saberes orais, fortalecendo identidades locais.O projeto também se alinha plenamente às diretrizes específicas do Edital de Chamamento Público MinC nº 5/2025 _ Programa Rouanet Nordeste:Democratização e descentralização: realiza atividades em municípios do interior (Joaquim Gomes) e na capital (Maceió), articulando públicos de diferentes regiões de Alagoas.Impacto social e econômico relevante: fomenta cadeias produtivas locais, promove economia criativa solidária e fortalece circuitos culturais periféricos e tradicionais.Promoção da cidadania e memória coletiva: cineclube, oficinas e feiras promovem reflexão sobre ancestralidade, identidade e sustentabilidade.Formação e inclusão de novos agentes culturais: cursos e oficinas ampliam a capacidade de jovens e artistas locais atuarem como produtores culturais autônomos.Ações afirmativas e de acessibilidade: assegura protagonismo de mulheres, indígenas, juventudes, populações negras e pessoas com deficiência, garantindo medidas de acessibilidade em 100% das atividades.A relevância territorial, a gratuidade, a inclusão social e a diversidade cultural propostas só podem ser viabilizadas com recursos do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, dado o alto custo estrutural (logística, acessibilidade, infraestrutura de festivais e feiras) e a impossibilidade de financiamento integral por fontes próprias ou locais.A Lei Rouanet, especialmente em sua linha Rouanet Nordeste, constitui o instrumento adequado para garantir que o projeto alcance seu potencial transformador, promovendo democratização do acesso, salvaguarda da memória, formação de novos agentes e fortalecimento das culturas tradicionais. Dessa forma, o mecanismo é não apenas justificável, mas essencial para que este projeto seja executado com qualidade, continuidade e impacto social ampliado em Alagoas.

Estratégia de execução

O projeto “Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas” se diferencia não apenas pelas atividades previstas, mas pela forma como é concebido: em articulação em rede com comunidades, mestres da cultura, coletivos juvenis e povos indígenas, garantindo legitimidade social e territorial. O Instituto Vale do Sol, proponente da iniciativa, possui experiência consolidada em gestão de projetos culturais, socioambientais e de memória, sendo reconhecido como Ponto de Cultura e integrando instâncias participativas de cultura e direitos humanos em Alagoas.Um aspecto significativo do projeto é sua integração com o campo da justiça socioambiental e da reparação coletiva, especialmente na cidade de Maceió, marcada pelo crime ambiental da Braskem. A proposta atua como dispositivo cultural de reparação extrapatrimonial, oferecendo espaços de escuta, memória e criação que contribuem para a reconstrução simbólica dos laços comunitários rompidos. Essa dimensão intersetorial amplia o impacto do projeto, aproximando-o das áreas de saúde mental comunitária, educação crítica e fortalecimento da cidadania.Outro ponto de destaque é a formação de público e multiplicadores culturais: as oficinas, cursos e vivências propostas não apenas beneficiam diretamente centenas de pessoas, mas também produzem efeito multiplicador, já que jovens, artistas e produtores formados no projeto levam adiante o conhecimento adquirido em suas comunidades. Isso fortalece o ecossistema cultural e estimula a autonomia dos agentes locais.O projeto também contribui para a sustentabilidade cultural e ambiental, integrando práticas agroecológicas, saberes tradicionais e inovação social. A realização de feiras culturais indígenas e a presença de produtos da economia solidária nos festivais demonstram o compromisso com uma cadeia cultural que valoriza tanto o patrimônio imaterial quanto a geração de renda local.No campo da acessibilidade e inclusão, além das medidas já descritas, cabe reforçar que a proposta se compromete com a participação de grupos minorizados na equipe técnica e artística: mulheres, pessoas negras, indígenas, juventudes periféricas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, compondo pelo menos 50% do quadro. Esse compromisso garante diversidade e representatividade, além de responder diretamente aos critérios de ações afirmativas do edital Rouanet Nordeste.Por fim, a proposta prevê a sistematização e registro de todas as ações em relatórios, registros fotográficos e audiovisuais, compondo um acervo digital aberto. Esse material terá dupla função: alimentar a memória cultural dos territórios envolvidos e servir como instrumento de prestação de contas transparente, garantindo a plena rastreabilidade das ações e resultados alcançados.Assim, este projeto vai além da execução de atividades pontuais: constitui-se como um processo de fortalecimento cultural, reparação comunitária, inclusão social e democratização do acesso à cultura, dialogando com as diretrizes da Lei Rouanet e do Programa Rouanet Nordeste e assegurando impacto efetivo e transformador para a população beneficiada.

Especificação técnica

1. Oficinas de PandeiroQuantidade: 4 oficinas, 20 vagas cada (total 80 participantes).Duração: cada oficina com 64 horas/aula, distribuídas em 4 meses, encontros semanais de 4 horas.Material: apostila de 20 páginas com fundamentos do pandeiro (história, técnicas e ritmos regionais), pandeiros para prática, recursos audiovisuais.Projeto Pedagógico: introdução à história do pandeiro e suas raízes na cultura popular; prática de técnicas básicas e intermediárias (samba, coco, forró); desenvolvimento de percepção rítmica e improvisação; apresentação coletiva de encerramento.2. Oficinas de Criação de Instrumentos Musicais com Materiais RecicláveisQuantidade: 4 oficinas, 20 vagas cada (total 80 participantes).Duração: cada oficina com 64 horas/aula, distribuídas em 4 meses, encontros semanais de 4 horas.Material: apostila de 25 páginas sobre fundamentos da construção de instrumentos, materiais recicláveis para prática (latas, garrafas PET, madeira reaproveitada), kits de oficina.Projeto Pedagógico: introdução à construção de instrumentos e sua função musical; exercícios práticos de criação de instrumentos de percussão, cordas e sopro; reflexões sobre sustentabilidade e cultura popular; apresentação coletiva dos instrumentos produzidos. 3. Oficinas de DJ – Discotecagem MusicalQuantidade: 4 oficinas, 15 vagas cada (total 60 participantes).Duração: cada oficina com 20 horas/aula, distribuídas em 4 encontros de 5 horas.Material: apostila de 10 páginas com conceitos de mixagem e arranjo; equipamentos de DJ (controladoras, mixer, fones de ouvido); suporte audiovisual.Projeto Pedagógico: introdução à história da discotecagem e sua presença nas culturas urbanas; técnicas de mixagem, cortes e transições; criação de arranjos e remixagens; apresentação pública dos sets produzidos pelos participantes.4. Oficina de Gestão de Carreira MusicalQuantidade: 1 oficina, 15 vagas.Duração: oficina de 3 horas/aula em encontro único.Material: apostila de 10 páginas com conceitos de gestão de carreira, planejamento de circulação e organização artística.Projeto Pedagógico: estratégias de autogestão, planejamento de carreira, marketing pessoal e ferramentas de profissionalização para artistas independentes.5. Oficina de Marketing Digital para ArtistasQuantidade: 1 oficina, 15 vagas.Duração: oficina de 3 horas/aula em encontro único.Material: apostila de 10 páginas com conceitos básicos de comunicação digital e redes sociais.Projeto Pedagógico: introdução a marketing digital, uso estratégico de redes sociais, construção de identidade visual, boas práticas de divulgação cultural.6. Oficina de Direito AutoralQuantidade: 1 oficina, 15 vagas.Duração: oficina de 3 horas/aula em encontro único.Material: apostila de 10 páginas com conceitos de legislação autoral e direitos conexos.Projeto Pedagógico: fundamentos da legislação cultural, direito autoral e conexo, direitos do intérprete, do compositor e do produtor, orientações sobre registro de obras.7. Cursos de Produção CulturalQuantidade: 2 cursos, 20 vagas cada (total 40 participantes).Duração: cada curso com 24 horas/aula, em 6 encontros de 4 horas (formato híbrido: presencial e online).Material: manual de 30 páginas sobre elaboração de projetos, gestão e captação; ferramentas digitais (planilhas, modelos de orçamento, cronogramas).Projeto Pedagógico: elaboração de projetos culturais (estrutura, objetivos, orçamento); estratégias de captação de recursos em editais e leis de incentivo; gestão financeira e prestação de contas; simulações práticas de projetos reais.8. Cineclube SocioambientalQuantidade: 12 sessões, público estimado de 50 pessoas cada (600 beneficiários).Duração: cada sessão com 1h30 (40 minutos de exibição + 50 minutos de debate).Material: acervo audiovisual de filmes, curtas e documentários; projetor, telão e sistema de som.Projeto Pedagógico: exibição de produções ligadas a cultura popular, meio ambiente e povos tradicionais; mediação de debates com especialistas, artistas e lideranças comunitárias; incentivo ao pensamento crítico e à conscientização socioambiental.9. Festivais de Arte e CulturaQuantidade: 5 edições, público estimado de 800 pessoas cada (total 4.000 beneficiários).Duração: cada festival com programação de 12 horas (manhã à noite).Material: estrutura de palco, som, luz, tendas, banheiros químicos, camisetas de equipe; registros audiovisuais.Projeto Pedagógico: programação cultural em praças públicas com apresentações musicais, feiras de artesanato, rodas de conversa, espaço de economia solidária e palco aberto; difusão da produção cultural local e estímulo à diversidade artística.10. Feiras Culturais Indígenas Wassú CocalQuantidade: 2 edições, uma em Joaquim Gomes (Aldeia Wassú Cocal) e outra em Maceió. Público estimado de 500 pessoas cada (1.000 beneficiários).Duração: cada feira com 8 horas de programação.Material: palco, som, iluminação, tendas, espaços de exposição de artesanato e alimentação; equipe de produção e registro audiovisual.Projeto Pedagógico: valorização da cultura indígena Wassú Cocal com apresentações artísticas, rodas de conversa sobre ancestralidade e resistência cultural, oficinas paralelas de arte e artesanato, contação de histórias tradicionais.

Acessibilidade

O projeto “Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas” incorpora a acessibilidade como princípio estruturante, assegurando que 100% das atividades (oficinas, cursos, cineclube, festivais e feiras culturais) sejam acessíveis a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.1. Acessibilidade FísicaRampas de acesso em espaços de realização (praças, escolas, centros comunitários).Banheiros adaptados ou químicos acessíveis em festivais e feiras culturais.Sinalização tátil e visual em locais de circulação, orientando pessoas com deficiência visual.Áreas reservadas para cadeirantes e acompanhantes nos eventos públicos.2. Acessibilidade de ConteúdoLIBRAS: intérpretes em 100% das oficinas, cursos, feiras, festivais e sessões do cineclube.LEGENDAS DESCRITIVAS: todos os filmes exibidos no cineclube terão legendagem oculta (closed caption).AUDIODESCRIÇÃO: oferecida em apresentações artísticas, no cineclube e em materiais digitais de divulgação.FONTE AMPLIADA: materiais de apoio pedagógico e de divulgação impressos em fonte ampliada para facilitar o acesso de pessoas com baixa visão.VISITAS SENSORIAIS: nos festivais e feiras, haverá visitas guiadas para que pessoas cegas ou com baixa visão possam experimentar instrumentos, figurinos, objetos e elementos artísticos.MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA ADAPTADA: oficinas e cursos utilizarão linguagem acessível e contarão com monitores capacitados para acolher pessoas com deficiência intelectual e público com TEA.

Democratização do acesso

O projeto “Arte, Memória e Cultura Sustentável em Alagoas” tem como princípio central a democratização do acesso cultural. Todas as ações previstas serão 100% gratuitas, sem cobrança de ingressos, mensalidades ou taxas de participação. A distribuição dos produtos culturais contempla tanto a oferta direta e presencial quanto a circulação digital, assegurando o alcance de públicos diversos e ampliando a participação social.1. Distribuição e circulação dos produtos culturaisOficinas e Cursos: todas as vagas são gratuitas, abertas ao público por meio de chamadas comunitárias, redes sociais e articulação direta com escolas públicas, associações culturais e coletivos comunitários. Não há processo seletivo excludente; a prioridade é dada a jovens, mulheres, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e moradores de comunidades periféricas e camponesas.Cineclube Socioambiental: as 12 sessões serão realizadas em escolas públicas e espaços comunitários, sempre com entrada gratuita, sem limitação por ingresso comercial. As produções exibidas, com temas ligados à cultura, memória e meio ambiente, terão também registro digital para posterior disponibilização em redes sociais.Festivais de Arte e Cultura: realizados em praças públicas, com entrada livre, sem cercamento, garantindo livre circulação da comunidade local. Os festivais têm caráter híbrido de programação artística, feira cultural e economia solidária, estimulando a presença de públicos espontâneos além dos participantes previamente mobilizados.Feiras Culturais Indígenas Wassú Cocal: abertas ao público em geral, realizadas tanto na Aldeia Wassú Cocal quanto em Maceió, priorizando o intercâmbio entre comunidades indígenas e não indígenas. A entrada é livre e a programação valoriza apresentações culturais, rodas de conversa e exposição de artesanato indígena, promovendo a circulação de produtos culturais de povos originários.2. Outras medidas de ampliação de acessoAlém da gratuidade e da descentralização territorial, o projeto adota estratégias complementares para ampliar o alcance cultural:Ensaio Aberto: durante a preparação das apresentações musicais nos festivais e feiras, haverá momentos de ensaios abertos ao público, permitindo que estudantes, famílias e moradores tenham contato com o processo criativo. Essa estratégia possibilita que mais pessoas se aproximem da arte de forma educativa e participativa.Oficinas Paralelas: em alguns festivais e feiras, além das oficinas já estruturadas no cronograma, serão oferecidas atividades formativas de curta duração (ex.: contação de histórias, vivências de percussão, pintura corporal indígena, rodas de conversa). Isso amplia a participação do público espontâneo que chega aos eventos e cria espaços de formação mais acessíveis.Transmissão Online e Registros Digitais: parte da programação dos festivais e feiras será transmitida ao vivo por meio de redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube do Instituto Vale do Sol), garantindo o acesso de pessoas de diferentes localidades, incluindo aquelas que não podem se deslocar até os locais de realização. Os vídeos também serão disponibilizados posteriormente, compondo um acervo digital aberto.Memória Digital Compartilhada: os registros fotográficos e audiovisuais produzidos no projeto serão publicados nas plataformas digitais do Instituto Vale do Sol, ampliando o alcance e permitindo que comunidades escolares, culturais e acadêmicas utilizem o material como recurso educativo.3. Alcance territorial e público beneficiárioO projeto será realizado em Maceió e Joaquim Gomes, mas mobiliza também participantes de diferentes regiões de Alagoas, fortalecendo redes de circulação entre campo e cidade. Essa descentralização garante que o acesso cultural não se concentre apenas em áreas centrais, mas chegue a territórios historicamente marginalizados.O público direto previsto (cerca de 5.905 beneficiários em oficinas, cursos, cineclube, festivais e feiras), há expectativa de impacto ampliado:Público indireto: cerca de 3.100 pessoas, alcançadas por circulação espontânea em praças, familiares de participantes de oficinas e frequentadores ocasionais de feiras e festivais.Público virtual: estimado em 37.500 pessoas, alcançadas por transmissões ao vivo, postagens em redes sociais, registros audiovisuais e cobertura por rádios comunitárias e imprensa digital.O alcance total estimado do projeto, somando público direto, indireto e virtual, é de aproximadamente 46.500 pessoas.4. Acessibilidade como parte da democratizaçãoA democratização do acesso não se restringe à gratuidade. Todas as atividades serão realizadas com medidas de acessibilidade física (rampas, banheiros adaptados, áreas reservadas para cadeirantes) e acessibilidade de conteúdo (intérpretes de Libras, audiodescrição em apresentações e cineclube, legendas descritivas e mediação pedagógica adaptada). Essas medidas asseguram a participação de pessoas com deficiência e garantem a efetiva universalização do direito à cultura.O alcance total estimado do projeto, somando público direto, indireto e virtual, é de aproximadament A democratização de acesso neste projeto é viabilizada por quatro dimensões: gratuidade, descentralização territorial, inclusão de públicos diversos e uso de ferramentas digitais. Essa combinação assegura que a cultura chegue a mais pessoas, com qualidade e acessibilidade, promovendo o direito cultural como direito humano fundamental e alinhando-se integralmente às diretrizes do Programa Rouanet Nordeste.

Ficha técnica

Coordenação GeralJosival dos Santos Oliveira – Produtor cultural, educador popular, historiador e agroecólogo. Idealizador dos projetos Feira Agroecológica Novo Jardim e Feira Cultural Indígena Wassú Cocal. Atua como articulador de redes culturais e sociais em comunidades tradicionais e periféricas. Produtor das bandas Nação Palmares, Poesia na Trincheira e Alma de Borracha.Gestão FinanceiraDamiana Eugênia de Sales Aleixo – Historiadora, produtora cultural e gestora administrativa do Instituto Vale do Sol. Atua com elaboração de projetos, consultoria em empreendedorismo feminino e educação popular. Co-idealizadora da Feira Agroecológica Novo Jardim e da Feira Cultural Indígena Wassú Cocal. Formada pelo programa Agentes Culturais Democráticos (UFBA). Assessoria de ImprensaPaulo Canuto – Jornalista e assessor de comunicação. Atuou na Diretoria de Teatro de Alagoas (2021–2023). Desde 2022, assessora oInstituto Vale do Sol em ações de articulação institucional, imprensa e cobertura de eventos culturais em comunidades periféricas etradicionais.Curadoria Técnica e TecnológicaJulio Pedro Sales Oliveira – Técnico em Ciências da Computação e produtor cultural. Atua como assistente técnico no Instituto Vale doSol desde 2020. Produtor do coletivo artístico ERROR 404, com foco em artes híbridas, juventudes e tecnologias livres.Arte EducadorFagner Dübraw – Músico, compositor e educador popular. Atua como pandeirista no grupo da Mestra Zeza do Coco desde 2012.Desenvolve oficinas musicais em comunidades rurais e projetos de formação musical com base em ritmos da cultura popular nordestina.Equipe de ApoioLays Nascimento – Educadora ambiental e empreendedora social. Atua com mobilização comunitária e práticas de sustentabilidadeem territórios periféricos e camponeses.Consultoria Indígena Wassú CocalTamires Karla Santos do Nascimento – Pedagoga, educadora popular e ativista cultural Wassú Cocal. Atua com mobilização efortalecimento da cultura indígena na aldeia de Joaquim Gomes/AL, desenvolvendo ações de formação, articulação e salvaguarda damemória ancestral.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (2)
Joaquim Gomes AlagoasMaceió Alagoas