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O "Chega pra Cá, Venha Ver" é um projeto cultural que celebra e salvaguarda a Roda de Capoeira e outras manifestações culturais negras e sertanejas em Teofilândia, Bahia. O evento reúne grupos e mestres de capoeira de todo o Brasil e do mundo, promovendo a difusão da cultura popular. A programação inclui apresentações artísticas, oficinas, batizado e vivências, e é organizada pela filial local da Associação de Capoeira Esquiva Menino (ACEM). O "Chega pra Cá, Venha Ver" coloca Teofilândia em destaque no cenário cultural nacional e pretende se consolidar ainda mais com uma programação de 7 dias em sua 10ª edição.
Não se aplica.
OBJETIVO GERALRealizar a 10ª edição do "Chega pra cá, venha ver" para promover o intercâmbio entre mestres e grupos de capoeira, grupos e fazedores culturais e população de diversos municípios em 7 dias de evento, com apresentações, oficinas, batizado e vivências, no intuito de difundir a cultura de matriz africana, a cultura sertaneja e as manifestações culturais do território do Sisal, na Bahia.OBJETIVOS ESPECÍFICOS1) Expandir a compreensão patrimonial da cultura negra brasileira com 1 roda de conversa sobre o tema.2) Reunir pelo menos 3 mestres, alunos e grupos capoeiristas em atividades culturais no interior da Bahia;3) Conectar saberes e fundamentos das diversas nuances da cultura afro brasileira através de, pelo menos, 5 oficinas de Capoeira;4) Difundir a importância das culturas populares e identitárias entre a juventude em 7 dias de evento;5) Realizar intercâmbio criativo entre grandes pólos da cultura negra no interior da Bahia, ao receber pessoas de pelo menos 5 municípios baianos.
O projeto se enquadra nos seguintes Incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Ao ser realizado, o projeto da 10ª edição do Chega pra Cá, Venha Ver abre espaço para o pleno exercício dos direitos culturais dos capoeiristas e outros expoentes da cultura afrobrasileira nos interiores da Bahia, ajudando a descentralizar os recursos e a produção cultural de médio e grande porte dos grandes centros do Estado. Assim, facilita o livre acesso à cultura, remunera e permite a profissionalização de fazedores de cultura do território. O projeto também fomenta o conjunto das manifestações e expressões culturais em sua diversidade ao valorizar os modos de criar e viver da cultura produzida no interior da Bahia, que combina elementos gerais dos saberes dos povos negros e indígenas com saberes ditos locais, produzidos a partir das múltiplas experiências do território do sisal e sua contribuição para a sociedade brasileira.Por se tratar de uma edição histórica do evento, entende-se que é um momento especial para a comemoração e também o aprofundamento em debates teóricos e sobre os direitos culturais, através do campo do Patrimônio; ao abordar a capoeira como Patrimônio Cultural brasileiro e da humanidade e realizar formações sobre o tema, cria-se a oportunidade de engajar a comunidade capoeirista de Teofilândia e municípios circunvizinhos.Além disso, a capoeira, o maculelê, a roda de samba e outras manifestações presentes no evento são produtos culturais essencialmente brasileiros, formados pela confluência de povos que formaram a Nação. Assim sendo, a realização do "Chega pra Cá, Venha Ver" compartilha conhecimento, cultura e memória, e celebra a população afrodescendente e indígena que é presente e constituinte dos municípios do sertão da Bahia.O projeto tem em sua programação o Festival de Cantorias e o Campeonato de Bananeira, ambos premiam os vencedores com troféus, medalhas e brindes. O Festival de Cantoria incentiva a composição e apresentação de cantigas de capoeira; valorizando a criação e escrita de capoeiristas jovens. O Campeonato de Bananeira será um momento lúdico e de incentivo às práticas corporais e movimentos da capoeira, que será realizado pela primeira vez no evento.As oficinas, rodas e vivências compartilhadas, além da produção do evento, são espaços e oportunidades formativas sobre a capoeira e a cultura no geral. Sendo uma edição voltada para o fomento do debate sobre Patrimônio Cultural e a importância da salvaguarda do patrimônio imaterial afrobrasileiro. Para a abertura, será feito convite à fala para a representação do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) ou do RTC (Representante Territorial de Cultura) do Território do Sisal, o que agrega em conhecimentos técnicos e teóricos sobre direitos culturais relacionados ao Patrimônio. Pelas contribuições mencionadas acima, em relação ao Artigo 3º da Lei nº 8.313/1991, o projeto alcança os seguintes incisos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Assim sendo, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura, será possível realizar essa edição histórica do Chega pra Cá, Venha Ver, que já reúne anualmente capoeiristas de toda a região para celebrar a cultura afrobrasileira no interior da Bahia, em localidades onde por muito tempo, ignorou-se a presença, os saberes e fazeres das comunidades negras e indígenas que constituem esses territórios. Através disso, potencializa-se a descentralização das produções culturais, do registro e fomento de manifestações diversas e do recurso advindo das políticas culturais - que já caminham em sintonia com tal objetivo. Outro ponto importante é a contribuição para a Educação Patrimonial através das atividades propostas, com o protagonismo da oralidade e da corporeidade, no qual o público é formado também pela juventude em idade escolar. Nesse contexto, o evento se alinha também à Lei 10.639/03, que versa sobre o ensino da história da África, dos africanos, da cultura afro-brasileira e da luta dos negros no Brasil. Por outro lado, o público é composto por capoeiristas formados, contramestres e mestres, crianças, mulheres, idosos, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ e reúne a diversidade do mundo da capoeira.
Não se aplica.
Acessibilidade Atitudinal:Realização de Oficina de Capoterapia com assistidos, familiares e profissionais da APAE Teofilândia.Acessibilidade Arquitetônica:O local de alojamento terá reserva para pessoas com mobilidade reduzida e/ou cadeirantes.Acessibilidade Comunicacional:Sinalização objetiva e acessível nos locais de realização do evento;Intérprete de Libras para pessoas surdas durante a realização das apresentações, Festival e shows;Janela de Libras no filme exibido no Cine Rasteira;Todas as medidas de acessibilidade serão divulgadas.
A inscrição para o evento para quem quiser adquirir a camisa + alojamento custará 60$. Para aqueles que desejam somente participar das atividades (ou seja, que não quiserem adquirir a camisa, nem precisam de alojamento) não será cobrada nenhuma taxa, tal possibilidade será amplamente divulgada. Serão disponibilizadas 100 camisas gratuitas para os alunos da APAE e do Centro Missionário de Teofilândia/BA, que serão convidados diretamente para o evento.
PRODUÇÃO EXECUTIVA - Ana Paula da Silva SantosProdutora Cultural natural de Teofilândia/BA, estudante de cultura, formada em História e especialista em Patrimônio Cultural. Desenvolve projetos desde à escrita à pós-produção, com experiências em projetos de capoeira, audiovisual e cultura popular. Produtora Executiva em projetos como "Nkisi de Casa" (videoarte), "Laboratório de Formação Audiovisual Mata Branca" (formação), "Chega Pra Cá, Venha Ver" (capoeira e cultura popular), entre outros.COORDENAÇÃO GERAL - Railson Reis AlmeidaRailson Reis Almeida, 41 anos de idade, é professor de capoeira no CETIT (Colégio Estadual de Tempo Integral de Teofilândia), ministrante de cursos e palestras em eventos de capoeira de diversos municípios, agente cultural e membro do Conselho Municipal de Cultura de Teofilândia. Capoeirista desde 05/09/1998, aluno do Mestre Kako em Serrinha e do seu projeto Novo Rumo. São 25 anos de capoeira, hoje é contramestre, formado continuamente por várias oficinas, cursos e pela tradição oral presente na Capoeira. Railson reside em Teofilândia/BA, município onde desenvolve, há 10 anos, aulas de capoeira, e constrói o evento Chega pra Cá, Venha Ver. PRODUÇÃO LOCAL - Cristiane Araújo AlmeidaCris Afro é Capoeirista e Trancista no município de Teofilândia-BA, há mais de 7 anos é integrante da Associação de Capoeira Esquiva Menino (ACEM); há 7 anos trabalha profissionalmente como trancista, e desde 2022 trabalha como assistente de produção de obras audiovisuais, seus trabalhos mais recentes na área são "Nkisi de Casa", como assistente de produção, "Raiz Memória" (documentário) como idealizadora e diretora, "As raízes das rezas de Itapiru" (documentário) como assistente de produção e "StandAfro" (workshop) como idealizadora e oficineira. Além de produzir os eventos "Chega Pra Cá, Venha Ver" e "Nossas Mulheres, Nossa Força", ambos em Teofilândia/BA.FOTOGRAFA - Adrielle Santos PaixãoComunicóloga e diretora audiovisual de Teofilândia/BA, responsável por produções como "Nkisi de Casa" (videoarte), "De Dentro Pra Fora: Volto Pra Ser" (exposição fotográfica), "Às ruas: Volto Pra Ser" (exposição fotográfica), "Maria Pequena de Ogum: De Todos Os Tempos" (documentário), "Ewe: Saber Popular, Conhecimento Sagrado" (documentário), "Raiz Memória" (documentário), "Horta medicinal: um resgate as memórias ancestrais" (documentário) e "O Culto da Memória" (TCC em Comunicação Social, Rádio e TV), este último, gravado com as lideranças dos terreiros de candomblé Ilê Axé Ogum Megê e Ilê Axé Mutalogí (ambos de Teofilândia).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.