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PRONAC 259152Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

CARAVANA DA 10: UMA SANKOFA CULTURAL LITERÁRIA NEGRA EM MG

BENILDA REGINA PAIVA DE BRITO
Solicitado
R$ 499,7 mil
Aprovado
R$ 499,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Açoes de incentivo à leitura
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-01-15
Término
2026-01-15
Locais de realização (2)
Belo Horizonte Minas GeraisMontes Claros Minas Gerais

Resumo

A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural _ Edição Minas Gerais é um projeto educativo-cultural itinerante que busca efetivar a Lei 10.639/2003 por meio da valorização da literatura afro-brasileira e do incentivo à leitura de autores negros. Inspirado na filosofia africana Sankofa, que significa olhar para o passado para transformar o presente e construir o futuro, o projeto promove oficinas pedagógicas, contação de histórias africanas e afro-brasileiras, espetáculos culturais, exposições interativas e formação de educadores. Atuará em escolas públicas, quilombos e centros culturais, fortalecendo identidades negras, difundindo referências culturais, combatendo os racismos e promovendo uma educação inclusiva e antirracista. Como inovação, será produzido o Almanaque Afrobrasileiro 2, cartilha literária com autores negros e suas obras, ampliando o acesso a materiais de leitura que valorizam a memória e a cultura afro-brasileira.

Sinopse

A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG é um projeto educativo-cultural itinerante que visa efetivar a Lei 10.639/2003 por meio do incentivo à leitura de autores negros e da valorização da literatura afro-brasileira. Durante 12 meses, a Caravana percorrerá duas cidades estratégicas de Minas Gerais — Belo Horizonte e Montes Claros —, atuando em nove escolas públicas e beneficiando 5.400 estudantes, 180 professores e 24 artistas e griôs regionais.A proposta integra oficinas pedagógicas de literatura negra, debates literários “Cabelo, Nariz e Boca”, formação de professores, capacitação de artistas e griôs e performances literário-culturais baseadas em obras afro-brasileiras. Como principal produto, será produzido e distribuído gratuitamente o Almanaque Afrobrasileiro 2, atualização da publicação histórica do Nzinga — agora em versões impressa, digital, audiobook e braile —, reunindo autores, autoras e produções negras criadas desde a promulgação da Lei 10.639/2003. O material amplia o acesso à literatura afro-brasileira e fortalece a democratização da leitura inclusiva nas escolas públicas.A metodologia Sankofa Cultural Literária Negra articula três dimensões complementares:Passado – resgata a ancestralidade africana e as origens da produção literária negra;Presente – enfrenta o racismo estrutural por meio da leitura crítica, da oralidade e da mediação cultural;Futuro – forma multiplicadores comprometidos com uma educação antirracista, inclusiva e transformadora.O diferencial do projeto está na valorização dos griôs e artistas locais, que atuam como mediadores culturais, fortalecendo as expressões literárias regionais e a tradição oral. Cada cidade receberá atividades adaptadas às suas especificidades culturais e educacionais, garantindo pertinência territorial, impacto comunitário e legado pedagógico duradouro para as escolas públicas e comunidades envolvidas.

Objetivos

1. EDUCATIVO-PEDAGÓGICORealizar oficina pedagógica de Literatura Negra para 180 professores rede pública em metodologias de ensino da história e cultura afro-brasileira, com foco no uso da leitura como ferramenta pedagógica.Capacitar 24 artistas e griôs regionais em literatura negra.Realizar oficinas de arte, cultura e literatura afro-brasileira para 5.400 pessoas da comunidade escolar.Realizar Debates Literários "Cabelo, Nariz e Boca" para 5.400 pessoas da comunidade escolar.Produzir e distribuir 600 cartilhas educativas (Almanaque Afrobrasileiro 2) que incentivem a leitura de autores negros e afro-brasileiros.

Justificativa

Após 22 anos da promulgação da Lei 10.639/2003, o Brasil ainda enfrenta um cenário alarmante de não implementação efetiva da educação para as relações étnico-raciais nas escolas públicas. Dados recentes reforçam a urgência de políticas estruturadas e continuadas, como a proposta da Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG.O diagnóstico inédito realizado pelo Ministério da Educação (2024) mostra que o Índice Geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais alcança apenas 27,1 pontos na esfera municipal e 47,7 na estadual, revelando a fragilidade da aplicação da lei. Segundo pesquisa do Instituto Geledés e Instituto Alana (2023), 71% dos municípios brasileiros não cumprem adequadamente a Lei 10.639/03. Apenas 29% realizam ações consistentes e permanentes, enquanto 53% se limitam a atividades pontuais, e 18% das secretarias admitem não desenvolver nenhum tipo de ação.O racismo na educação impacta diretamente a permanência e o desempenho de estudantes negros. De acordo com o IBGE (2024), 71,6% dos estudantes que abandonam a escola são pretos ou pardos. Entre jovens de 18 a 24 anos, 70,6% dos negros deixaram os estudos sem concluir o ensino superior, comparados a 57% dos brancos. A ausência de uma educação antirracista efetiva e de um incentivo continuado à leitura de autores negros e afro-brasileiros contribui para perpetuar desigualdades históricas e o apagamento das referências negras no currículo escolar.O ambiente escolar, que deveria ser espaço de proteção e aprendizado, é também o principal local de manifestação do racismo no país. Pesquisas recentes revelam que 38% das vítimas de racismo no Brasil sofreram violência em escolas, faculdades ou universidades (G1, 2023). Segundo a Agência Brasil, 54% dos professores já presenciaram casos de racismo entre estudantes, e 80% das principais vítimas são os próprios alunos (Nova Escola, 2024).Diante desse contexto, a Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG propõe uma intervenção estruturada, educativa e cultural, articulando arte, leitura e literatura afro-brasileira como eixos centrais da implementação da Lei 10.639/03. O projeto valoriza autores negros, promove o acesso à literatura afro-brasileira e fortalece a herança africana como parte fundamental da identidade nacional, em consonância com a Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), que estabelece o acesso democrático à cultura e o reconhecimento das expressões culturais dos povos formadores da sociedade brasileira.Inspirada na filosofia africana Sankofa — que significa "voltar e buscar" —, a Caravana propõe um movimento educativo que conecta o passado (resgate da história e das obras de autores negros clássicos), o presente (valorização da literatura afro-brasileira contemporânea e enfrentamento do racismo por meio da leitura crítica) e o futuro (formação de professores, artistas e estudantes multiplicadores de práticas permanentes de leitura e educação antirracista).Com essa base metodológica, o projeto prevê a realização de:Oficinas pedagógicas de literatura negra para 180 professores da rede pública;Capacitação de 24 artistas e griôs regionais em literatura negra;Oficinas de arte, cultura e literatura afro-brasileira para 5.400 pessoas da comunidade escolar;Debates literários "Cabelo, Nariz e Boca" também voltados a 5.400 participantes;E a produção e distribuição de 600 exemplares do Almanaque Afrobrasileiro 2, em versões impressa, digital, audiobook e braile, atualizando a publicação original do Nzinga com novos autores e literaturas negras criadas desde a promulgação da Lei 10.639/03.O Almanaque Afrobrasileiro 2 será a principal ferramenta pedagógica da Caravana, atuando como material de referência para professores, artistas e estudantes. Sua distribuição gratuita ampliará o acesso à literatura afro-brasileira, criando redes de leitura e conhecimento em escolas e comunidades de Belo Horizonte e Montes Claros.A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG representa, portanto, mais do que um projeto cultural: trata-se de uma ação educativa e política de reparação, que utiliza a literatura como instrumento de transformação social. Ao estimular a leitura crítica, fortalecer a autoestima e valorizar as expressões afro-brasileiras, o projeto contribui para a construção de uma educação comprometida com a igualdade racial e a justiça social, consolidando-se como referência em políticas culturais voltadas ao Bem Viver e à diversidade

Estratégia de execução

A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG é, em sua essência, um projeto de incentivo à leitura e valorização da literatura afro-brasileira. Todas as suas dimensões — pedagógica, artística e social — estão orientadas para garantir o acesso democrático à produção literária negra, promovendo o direito de ler, escrever e reconhecer-se nas narrativas afro-brasileiras.O projeto se enquadra como ação de fomento à leitura por reunir práticas literárias, formações educativas e mediações culturais que estimulam o contato contínuo com obras e autores negros, historicamente invisibilizados no sistema educacional e no mercado editorial. 1. Produção e Distribuição de Material LiterárioProdução e lançamento do Almanaque Afrobrasileiro 2 — publicação literária que dá continuidade à primeira edição criada pelo Nzinga, reunindo autores, autoras e obras afro-brasileiras produzidas desde a promulgação da Lei 10.639/2003.O Almanaque Afrobrasileiro 2 funcionará como catálogo literário e material pedagógico de referência para escolas, bibliotecas e coletivos culturais.Edição em formatos acessíveis: impressa, digital, audiobook e braile, garantindo o acesso de pessoas com deficiência visual e ampliando o alcance educacional e comunitário.Distribuição gratuita de 600 exemplares físicos e 2.000 cópias digitais, com envio prioritário para escolas públicas e bibliotecas comunitárias. 2. Formação de Leitores e Mediação LiteráriaOficinas de contação de histórias africanas e afro-brasileiras, conduzidas por griôs e artistas regionais, que unem oralidade, leitura e imaginação como porta de entrada para o universo literário.Debates literários “Cabelo, Nariz e Boca”, que articulam leitura crítica, identidade e autoestima a partir de obras de autores negros.Formação de 180 professores da rede pública, capacitando-os em práticas de leitura afrocentradas e uso do Almanaque Afrobrasileiro 2 como ferramenta pedagógica de sala de aula.Capacitação de 24 artistas e griôs regionais para atuarem como mediadores literários em performances e rodas de leitura. 3. Democratização da Leitura e Ampliação do AcessoDistribuição gratuita e universal dos materiais literários e pedagógicos, com criação de acervos permanentes em escolas e bibliotecas.Acesso direto de 5.400 estudantes e 180 professores a experiências literárias coletivas e conteúdos de leitura inclusivos.Ampliação da acessibilidade, por meio de versões em braile e audiobook, garantindo o acesso pleno de pessoas com deficiência.Circulação digital dos materiais, permitindo o acesso remoto e contínuo ao conteúdo literário afro-brasileiro. 4. Integração entre Leitura, Arte e Cultura Afro-BrasileiraPerformances literário-culturais com leitura dramatizada de textos afro-brasileiros e interações com o público escolar.Rodas de leitura e experiências artísticas que unem música, dança, teatro e literatura, promovendo o diálogo entre arte e palavra escrita.Uso do Almanaque Afrobrasileiro 2 como eixo curatorial de todas as atividades pedagógicas e culturais da Caravana. 5. Impacto Duradouro na Formação de LeitoresCriação de uma rede permanente de multiplicadores da leitura afro-brasileira, envolvendo professores, artistas e estudantes.Promoção de representatividade literária negra nos espaços escolares, rompendo com a ausência de autores negros nos currículos e acervos didáticos.Fortalecimento de práticas leitoras críticas e emancipatórias, baseadas na ancestralidade, na oralidade e na valorização da produção intelectual negra. Assim, a Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG configura-se como uma ação de incentivo à leitura de autores afro-brasileiros com impacto educacional, artístico e social. O projeto contribui diretamente para os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, ao:Democratizar o acesso à cultura e à literatura nacional (inciso II);Preservar e difundir bens e expressões culturais dos povos formadores da sociedade brasileira (inciso III);Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal (inciso IV);Promover o conhecimento da cultura afro-brasileira e fortalecer a cidadania (inciso V).

Especificação técnica

A Metodologia Sankofa Cultural Literária Negra é uma abordagem pedagógica inovadora baseada na filosofia africana Sankofa, que significa “voltar e buscar” na língua Akan. Essa filosofia orienta o processo educativo como um movimento contínuo de reconexão com a ancestralidade, valorização da memória e projeção de futuros emancipadores por meio da leitura, da oralidade e da criação artística.A metodologia integra três dimensões temporais que estruturam as ações do projeto:PASSADO (Ancestralidade): resgate das raízes africanas e valorização das contribuições negras para a formação da cultura e da literatura brasileira.PRESENTE (Resistência): compreensão das lutas e conquistas da população negra e fortalecimento da identidade por meio da leitura crítica e da mediação cultural.FUTURO (Transformação): construção de novos horizontes de protagonismo, incentivo à leitura e educação antirracista nas escolas públicas. PRODUTOS CULTURAIS E PEDAGÓGICOS1. Performances Literário-Culturais – 18 unidadesDuração: 45 minutos cada.Formato: leitura dramatizada, teatro, música e contação de histórias baseadas em autores afro-brasileiros.Temática: obras literárias negras, ancestralidade, resistência e identidade cultural.Público-alvo: estudantes, professores e comunidade escolar (média de 300 pessoas por atividade).Registro: audiovisual completo para difusão e replicação.Distribuição: 9 apresentações em Belo Horizonte e 9 em Montes Claros (3 por escola). 2. Debates Literários “Cabelo, Nariz e Boca” – 18 unidadesDuração: 60 minutos cada.Formato: rodas de conversa e leitura crítica mediadas por professores e artistas.Temas: identidade racial, autoestima, literatura negra, padrões de beleza e enfrentamento do racismo.Metodologia: dinâmicas participativas e reflexão coletiva com base em textos afro-brasileiros.Materiais de apoio: espelhos simbólicos, excertos literários e o Almanaque Afrobrasileiro 2.Distribuição: 9 encontros em Belo Horizonte e 9 em Montes Claros (3 por escola). 3. Almanaque Afrobrasileiro 2 – 600 unidadesFormato: 32 páginas, impressão colorida em papel couché.Conteúdo: catálogo literário atualizado com autores, autoras e obras negras publicadas desde a promulgação da Lei 10.639/2003.Objetivo: servir como instrumento pedagógico e literário para professores, artistas e estudantes.Linguagem: acessível e interdisciplinar, com textos informativos, biografias e sugestões de leitura.Versões acessíveis: impressa, digital, audiobook e braile.Distribuição: 300 exemplares em Belo Horizonte e 300 em Montes Claros (100 por escola), além de cópias para bibliotecas públicas e comunitárias. 4. Materiais Gráficos e Cenográficos – 18 conjuntosFormato: banners, painéis literários, totens e expositores.Conteúdo: símbolos Sankofa, retratos de autores negros e trechos literários.Uso: ambientação das escolas e valorização visual da literatura afro-brasileira.Distribuição: 9 conjuntos em Belo Horizonte e 9 em Montes Claros. FORMAÇÃO DE PROFESSORES – 180 EDUCADORESCarga horária: 20h (16h presenciais + 4h práticas).Modalidade: encontros semanais de 4h durante 4 semanas.Conteúdo Programático:Filosofia Sankofa e fundamentos da educação antirracista.História e cultura afro-brasileira: aspectos regionais de Minas Gerais.Metodologias de incentivo à leitura e estratégias pedagógicas afrocentradas.Uso do Almanaque Afrobrasileiro 2 em sala de aula.Estratégias de combate ao racismo escolar e mediação de conflitos.Metodologia:Aulas expositivas dialogadas.Oficinas práticas e construção coletiva de planos de aula.Dinâmicas de sensibilização e leitura compartilhada.Simulações de mediação de situações de racismo no ambiente escolar.Certificação:Certificados válidos para progressão na carreira docente.Parceria com as Secretarias Municipais de Educação de Belo Horizonte e Montes Claros.Reconhecimento como curso de extensão em educação e literatura afro-brasileira. SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE ARTISTAS E GRIÔS REGIONAIS – 24 PROFISSIONAISCritérios de Seleção:Experiência em manifestações culturais afro-brasileiras e mediação de leitura.Conhecimento da cultura regional de Minas Gerais.Habilidades em performance literária, narração oral e artes integradas.Comprometimento com a educação antirracista.Residência em Belo Horizonte ou Montes Claros.Capacitação:Carga horária: 20h.Conteúdo:Metodologia Sankofa Cultural Literária Negra.Técnicas de performance e contação de histórias afro-brasileiras.Adaptação de conteúdos literários para diferentes faixas etárias.Trabalho colaborativo com professores e estudantes.Noções básicas de registro audiovisual e som. REGISTRO E DOCUMENTAÇÃOAudiovisual:Registro completo das atividades pedagógicas e culturais.Produção de um documentário sobre a metodologia Sankofa Cultural Literária Negra, incluindo depoimentos de professores, estudantes e artistas.Edição de vídeos curtos para divulgação e formação.Relatório Técnico:Sistematização detalhada da metodologia aplicada.Indicadores quantitativos e qualitativos de impacto (participação, engajamento e práticas de leitura).Identificação de boas práticas pedagógicas.Recomendações para replicação nacional do modelo Sankofa Literária Negra.

Acessibilidade

A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG foi concebida com o compromisso fundamental de garantir acessibilidade plena e inclusiva a todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais ou socioeconômicas. O projeto adota o desenho universal como princípio organizador, reconhecendo a diversidade humana como base para todas as atividades artísticas, pedagógicas e de incentivo à leitura. 1. Acessibilidade FísicaRealização de oficinas, debates literários e apresentações em espaços públicos acessíveis ou adaptados.Visitas técnicas prévias para identificação e solução de barreiras arquitetônicas em escolas e centros culturais.Instalação temporária de rampas móveis, banheiros acessíveis e áreas reservadas para cadeirantes durante as atividades.Sinalização e circulação facilitada para pessoas com mobilidade reduzida. 2. Acessibilidade SensorialPresença de intérpretes de Libras em todas as oficinas, rodas de leitura e debates literários.Utilização de sistemas de amplificação sonora para garantir compreensão plena em ambientes amplos.Produção do Almanaque Afrobrasileiro 2 em versões audiobook e braile, garantindo acesso integral a pessoas com deficiência visual.Audiodescrição nas performances literárias e leituras dramatizadas, com apoio de materiais táteis e visuais para melhor compreensão do conteúdo cultural e literário.Materiais didáticos e de leitura também em formatos acessíveis, com versões ilustradas e textos simplificados. 3. Acessibilidade IntelectualUso de linguagem clara e objetiva, com recursos visuais explicativos, histórias ilustradas e metodologias participativas adaptadas a diferentes níveis de compreensão.Formação da equipe pedagógica em práticas de educação inclusiva e mediação literária acessível.Adaptação do conteúdo do Almanaque Afrobrasileiro 2 e dos materiais literários para versões de leitura facilitada, voltadas a públicos com deficiência intelectual ou baixa escolaridade. 4. Acessibilidade SocioeconômicaTodas as atividades, oficinas e materiais de leitura serão gratuitos e distribuídos sem custo ao público.Distribuição gratuita de 600 exemplares impressos do Almanaque Afrobrasileiro 2, além de versões digitais, em audiobook e braile.Lanches e transporte disponibilizados durante as oficinas e debates para participantes de comunidades periféricas.Apoio adicional em territórios vulneráveis, incluindo alimentação completa em atividades de dia inteiro e ajuda de custo para deslocamento de professores, estudantes e artistas locais.

Democratização do acesso

A Caravana da 10: Uma Sankofa Cultural Literária Negra em MG adota o compromisso de garantir a distribuição gratuita e universal de todos os produtos culturais e pedagógicos desenvolvidos, assegurando amplo acesso a estudantes, educadores, artistas, comunidades e territórios atendidos. Todas as ações serão abertas ao público, com entrada franca, acesso garantido e distribuição gratuita dos materiais produzidos. 1. Materiais Físicos e LiteráriosProdução e distribuição gratuita de 600 exemplares do Almanaque Afrobrasileiro 2, atualização da obra publicada pelo Nzinga, contendo autores negros, literaturas afro-brasileiras e conteúdos pedagógicos para incentivo à leitura.O Almanaque Afrobrasileiro 2 será disponibilizado em versões impressa, digital, braile e audiobook, garantindo acesso inclusivo e permanente.Distribuição dos exemplares às 9 escolas públicas participantes, bibliotecas públicas e comunitárias das cidades atendidas.Materiais de apoio (banners, cartazes educativos e painéis literários) permanecerão nas escolas após as atividades, formando acervos pedagógicos permanentes. 2. Mídias Digitais e Transmissão OnlineTransmissão ao vivo e gravação das atividades principais (oficinas literárias e debates “Cabelo, Nariz e Boca”) em plataformas como YouTube, Facebook e Instagram, ampliando o alcance e possibilitando o acesso remoto.Publicação gratuita de versões digitais e audiobooks do Almanaque Afrobrasileiro 2 no site e nas redes do Nzinga, permitindo download público e gratuito.Criação de uma biblioteca digital Sankofa, reunindo materiais literários e pedagógicos para consulta aberta. 3. Parcerias e Ampliação de AlcanceBibliotecas públicas e comunitárias das cidades participantes receberão cópias físicas e digitais do Almanaque Afrobrasileiro 2, integrando seus acervos.Articulação com redes de leitura e clubes literários para circulação contínua dos conteúdos produzidos.Parcerias com Secretarias Municipais de Educação e Cultura, fortalecendo o uso do material nas práticas escolares. 4. Oficinas e Participação ComunitáriaOficinas de planejamento participativo com movimentos negros e organizações sociais locais para construção coletiva das atividades.Rodas de conversa com lideranças comunitárias e educadores para identificar as especificidades culturais e literárias de cada território.Oficinas abertas de contação de histórias afro-brasileiras e africanas, com entrega imediata dos materiais literários aos participantes.Encontros com griôs e artistas regionais para valorização da tradição oral e estímulo à leitura das obras apresentadas.Assembleias comunitárias literárias ao final de cada edição, para apresentação dos resultados, troca de experiências e fortalecimento das redes locais de leitura afro-brasileira. 5. Acesso Territorial e InclusivoAs ações serão realizadas prioritariamente em territórios de menor IDH e maior população negra de Minas Gerais, promovendo acesso cultural descentralizado.Todo o material será distribuído gratuitamente, sem qualquer custo para os participantes, com acessibilidade garantida (Libras, audiodescrição, braile, leitura facilitada).

Ficha técnica

BENILDA REGINA PAIVA DE BRITO – Coordenadora Geral e PedagógicaFormação:Pedagogia (UEMG, 1996).Especialização em Psicopedagogia e Direitos Humanos.Mestrado em Gestão Social (UFBA, 2015).Experiência:37 anos de militância no Movimento Negro.Coordenadora do Nzinga – Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte (desde 1987).Membro do Grupo Assessor da ONU Mulheres no Brasil.Griô e consultora em educação antirracista pela Múcua Consultoria.Bolsista da Fundação Ford (2021) pelo projeto “Mulheres Negras e Educação Antirracista”.Publicações:Cafuné (2010) – Literatura infantil sobre cultura africana.Flor e Rosa (2020) – Diversidade na literatura infantil.Negras (In)confidências (2021) – Racismo nas escolas e práticas pedagógicas afrocentradas. PRODUTORA EXECUTIVAPerfil: Formação superior em Produção Cultural ou áreas correlatas. Experiência: Mínimo de 5 anos em gestão de projetos culturais e educativos. Atividades:Coordenação logística e operacional das atividades nas duas cidades.Articulação com escolas e secretarias municipais.Gestão de cronogramas, contratos e relatórios técnicos.Supervisão das ações de acessibilidade e logística de transporte e alimentação. CONSULTORA ARTÍSTICA E CULTURALPerfil: Formação em Artes, Letras ou Cultura Afro-Brasileira. Experiência: Mínimo de 7 anos em direção artística e produção cultural. Atividades:Curadoria e seleção dos artistas e griôs regionais.Direção das performances e rodas literárias baseadas em obras afro-brasileiras.Desenvolvimento de produtos culturais e concepção estética das ações.Integração entre literatura, oralidade e expressões artísticas afro-brasileiras. FOTÓGRAFO DOCUMENTARISTAPerfil: Formação em Fotografia ou Comunicação Visual. Experiência: Mínimo de 3 anos em registro de projetos sociais e culturais. Atividades:Documentação visual completa de todas as etapas do projeto (oficinas, debates e formações).Registro das performances, rodas de leitura e distribuição dos materiais literários.Produção de banco de imagens e material audiovisual para relatórios e divulgação. ARTISTAS E GRIÔS REGIONAIS (24 profissionais)Critérios de Seleção:Experiência comprovada em cultura afro-brasileira e literatura negra.Conhecimento das tradições locais e regionais de Minas Gerais.Habilidades em performance, narração oral e mediação de leitura.Comprometimento com a educação antirracista e transformação social.Distribuição:12 profissionais em Belo Horizonte/MG.12 profissionais em Montes Claros/MG.Atividades:Realização de performances literárias e contações de histórias africanas e afro-brasileiras nas escolas públicas.Mediação de leitura de autores negros apresentados no Almanaque Afrobrasileiro 2.Atuação em oficinas e debates, fortalecendo o vínculo entre arte, leitura e identidade.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.