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Este projeto visa a produção do curta-metragem intitulado "O Roxo Mais Sombrio", uma obra de ficção com 15 (quinze) minutos de duração, inserida no gênero de terror psicológico. A criação do curta se dará no período de 12 (doze) meses por meio das filmagens que acontecerão no perímetro urbano de Campo Grande e sua posterior edição. A narrativa central acompanha Ícaro e Niko, cujas existências convergem em torno de um ritual musical que desafia as leis ordinárias da realidade. A dinâmica entre os personagens desencadeia uma série de eventos perturbadores que exploram o limite entre a vida e a morte, o familiar e o inusitado, gerando uma tensão psicológica que reverbera ao longo de todo o enredo.
Ícaro, um jovem músico e produtor de phonk, se muda para Campo Grande em busca de recomeço. Instalado em um apartamento modesto, ele percebe uma trilha sonora enigmática que parece vir do andar de baixo. Curioso, ele descobre que o som vem de Niko, seu vizinho recluso, fã de Dota e talentoso baixista. A amizade entre os dois floresce aos poucos, marcada por jogos online, conversas sobre música e cumplicidade silenciosa. Mas conforme Ícaro se aproxima de Niko, descobre que a trilha não é apenas música: trata-se de um ritual sonoro antigo, passado de geração em geração, responsável por conter uma presença maligna que tenta se manifestar através de uma janela no quarto de Niko. A cada dia, o esforço para conter essa entidade se torna mais difícil, e a responsabilidade recai sobre os ombros de Niko e, eventualmente, de Ícaro. Envolvido em uma rotina cada vez mais ritualística, Ícaro precisa escolher entre ignorar o inexplicável ou abraçar uma missão que transcende o que entende por arte, amizade e realidade. Em um crescendo de tensão, alucinação e horror cósmico, ele se vê confrontado com forças além da compreensão humana e talvez, além da salvação. O Roxo Mais Sombrio é um filme sobre afeto contemporâneo, isolamento urbano e o peso das responsabilidades invisíveis. Uma história de amizade improvável mergulhada em atmosfera lisérgica e um suspense sobrenatural crescente, onde a música é, ao mesmo tempo, resistência e portal.
Objetivo geral: Realizar a produção de 01 (um) curta-metragem de ficção com 15 (quinze) minutos de duração do gênero terror psicológico e horror cósmico. Objetivos específicos: - Realizar 05 (cinco) reuniões com a equipe geral para definição e acompanhamento das etapas do projeto;- Realizar 03 (três) reuniões específicas de roteiro e dramaturgia;- Realizar 04 (quatro) reuniões de pré-produção com as equipes de arte, produção, direção e fotografia;- Realizar 02 (duas) visitas técnicas aos locais de gravação;- Efetuar 06 (seis) diárias de gravação;- Realizar 03 (três) reuniões de montagem e edição;- Promover 01 (uma) exibição interna para a equipe, com sessão de avaliação (portas fechadas);- Realizar 01 (uma) exibição pública com debate em Campo Grande (MS);- Realizar 02 (duas) sessões acadêmicas na UFMS;- Promover 04 (quatro) exibições em mostras de cinema no Mato Grosso do Sul;- Inscrever "O Roxo mais Sombrio" em pelo menos 20 festivais de cinema, com foco em eventos nacionais e internacionais dedicados ao cinema de gênero (fantástico, horror, experimental).
O curta-metragem O Roxo Mais Sombrio, com 15 minutos de duração, insere-se no subgênero do terror psicológico e do horror cósmico com uma proposta estética e narrativa inovadora. Ambientado em Campo Grande (MS), o filme constrói uma experiência simbólica e imersiva, articulando questões existenciais e sensoriais por meio da música, que assume papel central na estrutura dramatúrgica e na condução emocional da obra.A produção audiovisual em Mato Grosso do Sul carece de registros e estudos específicos sobre o gênero do terror, embora conte com uma atividade crescente e relevante. Iniciativas como as do cineasta João Augusto de Nardo e as pesquisas do Laboratório de Estudos do Horror e da Violência na Cultura (LEHViC/UFMS) evidenciam o surgimento de um campo expressivo em expansão. Nesse contexto, O Roxo Mais Sombrio emerge como uma contribuição fundamental para o fortalecimento e a diversificação do cenário cinematográfico local, ampliando espaços para novas narrativas, estéticas e linguagens, ao mesmo tempo em que reafirma o potencial criativo dos artistas da região.A obra é concebida a partir da trajetória artística do roteirista Paulo Taveira, cuja experiência como músico confere ao filme uma abordagem singular. A trilha sonora transcende sua função tradicional e torna-se um elemento dramatúrgico e metafísico, moldando atmosferas e provocando deslocamentos na percepção da realidade. A musicalidade, nesse sentido, funciona como portal para dimensões sensoriais e psicológicas, alinhando-se às influências da literatura de H.P. Lovecraft, sem abandonar as particularidades culturais do território sul-mato-grossense.A partir de uma perspectiva decolonial e regionalista, o projeto busca reinventar o horror cósmico sob uma ótica local, incorporando símbolos, paisagens e imaginários próprios da região. Essa fusão entre o estético e o cultural fortalece a identidade audiovisual do estado e contribui para um cinema brasileiro mais plural e representativo. A proposta dialoga com a história do audiovisual em Mato Grosso do Sul, desde os cinejornais e documentários até as produções contemporâneas, e propõe uma síntese entre referências globais e valores locais, enriquecendo o repertório narrativo da cinematografia nacional.O projeto está em conformidade com os objetivos e princípios da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), ao observarmos o Art. 1º nos incisos I, II, III e IV: o curta-metragem valoriza as manifestações artísticas locais ao reinterpretar o gênero do horror cósmico sob uma ótica sul-mato-grossense; incorpora os símbolos, atmosferas e valores do imaginário local, fortalecendo a identidade cultural do Mato Grosso do Sul e sua diversidade estética. Em relação ao Art. 3º, o projeto viabiliza a liberdade artística ao propor uma fusão entre música, terror e estética regional em uma narrativa original, além disso, trata-se de uma produção independente idealizada por artistas locais, que atuam no campo do audiovisual movimentando a economia criativa regional e oferece oportunidades profissionais.Ademais, o curta será disponibilizado com legendas descritivas. A estratégia de difusão inclui exibição em festivais, mostras e plataformas digitais, buscando ampliar o acesso à produção audiovisual independente e consolidar a presença do terror sul-mato-grossense no circuito contemporâneo.
Título: O Roxo Mais SombrioGênero: Terror psicológico / Horror cósmicoFormato: Curta-metragemTempo estimado: 15 minutosClassificação indicativa: +16 anos
O projeto O Roxo Mais Sombrio contempla ações de acessibilidade física, comunicacional, de conteúdo, sensorial, digital e atitudinal, visando garantir o acesso pleno de todos os públicos, sem distinção.Acessibilidade Física:- Seleção de espaços culturais que atendam à Lei nº 10.098/2000, com rampas, corrimãos, banheiros adaptados, sinalização tátil e visual.- Reserva de assentos prioritários e organização de fluxos de circulação acessíveis.Acessibilidade Comunicacional e de Conteúdo:- Inserção de legendas descritivas (LSE) em português em todas as exibições.- Disponibilização de audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão.- Tradução em Libras durante debates e rodas de conversa.- Produção de materiais acessíveis em versão digital compatível com leitores de tela.Acessibilidade Sensorial e Cognitiva:- Oferta de sessões adaptadas com volume reduzido e luz ambiente adequada para público neurodiverso.- Disponibilização de sinopses e materiais em linguagem simples.Acessibilidade Digital:- Disponibilização do curta em plataformas digitais com recursos de acessibilidade.- Divulgação em redes sociais com posts acessíveis (audiodescrição integrada, legendas e contraste adequado).Acessibilidade Atitudinal:- Capacitação da equipe técnica e de mediação para atendimento inclusivo e respeitoso.- Sensibilização dos envolvidos quanto à importância da acessibilidade e da diversidade cultural.As medidas propostas visam não apenas atender às exigências legais, mas promover um acesso democrático e humanizado à experiência audiovisual, fortalecendo o princípio de que a cultura deve ser um espaço plural, aberto e inclusivo para todas as pessoas.
A distribuição e circulação do curta-metragem "O Roxo Mais Sombrio"prioriza o acesso gratuito e descentralizado da obra em espaços públicos, educativos e culturais. O projeto não visa fins comerciais, mas sim o fortalecimento da produção audiovisual independente e a promoção do acesso qualificado ao cinema de gênero, especialmente em contextos onde essas produções são historicamente sub-representadas.A estratégia de difusão contempla exibições gratuitas em salas de cinema, centros culturais e na universidade, com destaque para uma sessão pública em Campo Grande (MS), realizada em parceria com o SESC, incluindo debate com a equipe do filme, promovendo o diálogo entre criadores e a comunidade. Estão previstas ainda sessões acadêmicas na UFMS, voltadas para estudantes, pesquisadores e docentes, além de exibições em mostras de cinema do Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance regional.O curta será também inscrito em festivais nacionais e internacionais voltados ao horror, fantasia e experimental, etapa que amplia sua visibilidade, e que será seguida por ações voltadas à disponibilização do filme em plataformas digitais, após o circuito de festivais, contribuindo para sua circulação duradoura e em escala ampliada.
Nome do profissional/empresa: Devison de Souza Função no projeto:DiretorMini currículo: Diretor do coletivo O Estranho Vale, membro ativo da Academia Brasileira de Cinema (ABC). Atua como diretor, diretor de fotografia, gaffer, colorista e montador. Premiado como melhor filme sul-mato-grossense no Bonito Cinesur e no Curta Campo Grande. Experiência em longas e curtas-metragens,incluindo "Enigmas no Rolê" (2023), "Ninguém lhe Estenderá a Mão" (2024) e "Les Garçons" (2025). Fotografou em diversas produções regionais como "Esperança para o Oeste" (2015) e curtas como "Na Sombra da Chuva" (2023). Proprietário da Indie Rental.Nome do profissional/empresa: Paulo Henrique Silveira Função no projeto: Roterista Mini currículo: Roteirista, produtor e diretor de arte no coletivo "O Estranho Vale". Atua como assistente de direção de arte e produtor. Trazendo sua experiência para projetos autênticos. Possui experiências como músico e produtor musical.Nome do profissional/empresa: Mayara RochaFunção no projeto: Direção de arte Mini currículo: Acadêmica de Artes Visuais (UFMS), produtora, cenógrafa, artista de props/efeitos práticos, assina direção de arte no coletivo "O Estranho Vale".Nome do profissional/empresa: Marcelo D'ÁvilaFunção no projeto: Som direto e Design de somMini currículo: Produtor musical/diretor de áudio (15 anos exp.), fundador Estúdio Fole, compõe trilhas, faz sound design, mixagem/masterização, exp. internacional (ADR editor), trabalhos em games, curtas, longas, séries. Formado em Artes Visuais (UFMS), Música (Batatais).Nome do profissional/empresa: Carolina Dória Monteiro de Barros Função no projeto: Preparadora de elencoMini currículo: Jornalista (FACHA-RJ), Atriz (CAL-RJ), exp. audiovisual (assist. direção curtas), curadora de mostras infantis, professora de teatro, diretora, gestora cultural (Casa de Ensaio).Nome do profissional/empresa: Marcos Flávio de Matos BezerraFunção no projeto: Produtor executivo Mini currículo: Bacharel e licenciado em Educação Física pela UCDB, é pós-graduado em dança pela Universidade Católica Dom Bosco. Desde 2002 atua profissionalmente na área de dança como professor, bailarino, performer, coreógrafo, diretor, pesquisador e intérprete. Foi diretor e gestor da Cia. Dançurbana, companhia de dança existente desde 2003. Produtor, idealizador e curador dos seguintes festivais de dança: Cerrado Abierto-Mostra de danças contemporâneas, Festival Dança Três, Dancidades: Dança e cidadania e Urbandance, pela produtora Arado Cultural. É coordenador geral das atividades da Casa de Ensaio. Ministrante do Curso “Dramaturgias em dança” pelo Sesc Nacional. Em 2024 foi selecionado pelo Programa de Intercâmbio da FUNARTE.Nome do profissional/empresa: João Pedro Deboni Função no projeto: Assistente de ProduçãoMini currículo: Acadêmico de audiovisual (UFMS). Produtor musical há 07 anos, possui extensa experiência em edição de vídeo, membro "O Estranho Vale" (produção, roteiro, som), guitarrista (Ovelha Elétrica).Nome do profissional/empresa: Dayane Pereira BentoFunção no projeto: FigurinistaMini currículo: Figurinista, stylist, designer de upcycling (Ateliê Pedra de Sangue - reconhecido ONU/ODS/lixo zero), exp. cinema, teatro, dança, música, publicidade ("Na Sombra da Chuva", "Enigmas no Rolê"). Educadora popular.Nome do profissional/empresa: Adhonnay-Kaique Marques Pereira Função no projeto: AtorMini currículo: Graduando em Audiovisual (UFMS), atuou nos filmes "Pós-Alinhamento", "Noite", "Ninguém Lhe Estenderá a Mão" (O Estranho Vale), escreveu e dirigiu a peça "Frescura".Nome do profissional/empresa: Guilherme Haddad FreireFunção no projeto: AtorMini currículo: Graduando em Audiovisual (UFMS), professor de teatro (Equipe Flavia Garrafa), ator (Grupo de Teatro Estalo), exp. som direto (making off Desver 2024, assist. som SOCINE 2024), diretor de som (doc "A Criança Aqui Sou Eu").
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.