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Propomos a realização de oficinas formativas em duas escolas públicas com o objetivo é fornecer alternativas, saberes e recursos para que a comunidade escolar possa criar e organizar seu próprio cineclube, incluindo a instalação de equipamentos e sua identidade visual, estimulando a participação de estudantes (12 a 18 anos) e professores. O projeto atenderá aproximadamente 500 estudantes, oferecendo entretenimento, ampliando o repertório cultural, fomentando o pensamento crítico e incentivando debates a partir da exibição de filmes. Ao final, a comunidade escolar estará capaz de dar continuidade ao cineclube de forma regular, garantindo a sustentabilidade da iniciativa. Além disso, o projeto servirá como subsídio metodológico para a criação de novos cineclubes em outras instituições.
1 – Programa formativo e oficinas de capacitação Metodologia estruturada em módulos que capacita estudantes e professores para a criação e gestão de cineclubes escolares. Aborda história do cinema, identidade local, curadoria de filmes, mediação de debates, acessibilidade e sustentabilidade. Formação dos estudantes e professores-orientadores, articulando teoria e prática para aplicação direta nas escolas. 2 – Sessões de exibição de filmes e debates mediados Realização de mostras regulares em cada um dos cineclubes, com cinco ciclos de exibições por escola, atendendo um total de 500 estudantes espectadores. As sessões serão mediadas pelos estudantes envolvidos no projeto e incentivará o debate crítico e a troca de experiências entre estudantes, a partir de filmes escolhidos em diálogo com eles. 3 – Identidade visual dos cineclubes Processo colaborativo em que estudantes criam logotipos, cartazes, peças digitais e materiais gráficos para seus cineclubes. A iniciativa fortalece pertencimento e identidade coletiva, sendo finalizada com o apoio de um designer profissional. 4 – Mural de divulgação e expressão estudantil Instalação de murais físicos em cada escola para anunciar sessões e exibir produções estudantis. O espaço funciona como canal de comunicação e expressão artística, valorizando o protagonismo juvenil. 5 – Caderno de experiências dos cineclubes escolares Publicação digital reunindo práticas, depoimentos e aprendizados vivenciados pelas oito escolas participantes. O material registra recomendações pedagógicas e culturais, servindo como inspiração para a criação de novos cineclubes.
OBJETIVO: Criar e consolidar dois cineclubes escolares em escolas públicas de Mato Grosso, capacitando estudantes e professores como multiplicadores culturais e beneficiando aproximadamente 500 estudantes, por meio da exibição de filmes, debates e atividades relacionadas, para estimular a apreciação do cinema, ampliar o repertório cultural e fomentar o pensamento crítico. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Criar um programa formativo, com metodologia e conteúdos pedagógicos para capacitar estudantes e professores. - Formar 5 estudantes multiplicadores por escola, totalizando 10 estudantes capacitados. - Capacitar 1 professor orientador por escola, totalizando 2 professores. - Promover a exibição regular de filmes e debates nas escolas, com sessões semanais ou quinzenais em cada cineclube durante o período do projeto. - Garantir a participação de 50 estudantes por sessão (ou dia de sessão), realizando 5 ciclos de exibição em cada escola, alcançando 500 estudantes beneficiados ao longo do projeto. - Criar a identidade visual dos dois cineclubes. - Criar, em cada escola, um mural de divulgação das sessões e exposição dos trabalhos dos estudantes. - Criar um caderno de experiências dos cineclubes escolares, reunindo práticas, aprendizados e recomendações das duas escolas.
A formação de cineclubes escolares é uma estratégia pedagógica para ampliar o acesso à cultura, estimular o pensamento crítico e desenvolver habilidades artísticas, promovendo a apreciação do cinema. A Constituição Federal de 1988, em seu art. 215, assegura que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, reconhecendo a educação e a cultura como instrumentos fundamentais para a formação cidadã. Complementarmente, a Lei nº 13.018/2014, que institui o Programa Nacional de Cultura, reafirma a importância de ações que promovam a difusão cultural e a participação ativa da sociedade em iniciativas artísticas e educativas. No contexto educacional, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enfatiza a necessidade de desenvolver nos estudantes competências relacionadas à literacia cultural, produção e análise crítica de linguagens diversas, além da valorização da expressão artística e da apreciação de diferentes formas de arte, incluindo o cinema (BNCC, Ensino Fundamental, anos finais). A criação de cineclubes permite que estudantes se tornem agentes ativos de mediação cultural, participando da curadoria de filmes, da organização de sessões e da condução de debates, fortalecendo habilidades de interpretação audiovisual, análise crítica e expressão artística. Além disso, o cineclubismo contribui para ampliar o repertório cultural, integrando elementos do patrimônio local, regional e nacional, e fomenta a formação de público crítico e consciente. A prática de sessões regulares e debates promove o exercício da cidadania, o diálogo sobre temas relevantes e a construção de espaços de convivência, colaboração e criatividade dentro da escola. Portanto, implementar cineclubes nas escolas públicas de Mato Grosso cumpre preceitos legais e curriculares, oferecendo uma oportunidade concreta de formação cultural, desenvolvimento artístico e apreciação crítica do cinema, preparando os estudantes para participar ativamente da sociedade e da cultura.
Todos os equipamentos adquiridos para a criação do Cineclube serão doados para a escola pública, com termo de uso destinado ao cineclube ou projetos similares que contemplem o uso dos estudantes.
OBS: O presente projeto prevê o uso de um PROGRAMA FORMATIVO DE CINECLUBES ESCOLARES E PLANO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA FORMATIVO, documentos os quais encontram-se no campo "anexar documentos" - "Informações Adicionais". 1. Programa formativo Duração: 10 horas Material: Módulos temáticos sobre história do cinema mundial, brasileiro e mato-grossense; identificação do território de ação, identidade local e perfil do público; organização de cineclubes (espaço, técnica, comunicação, engajamento); acesso e curadoria de filmes; mediação de debates; acessibilidade; registro de atividades; produção local e sustentabilidade. Classificação Indicativa: 12 anos 2. Sessões de exibição de filmes e debates mediados Duração: 5 ciclos de exibição ao longo do projeto, com sessões semanais ou quinzenais (2 horas de produção e exibição) Material: Filmes selecionados; divulgação da sessão; equipamentos e espaço para exibição. Classificação Indicativa: Conforme os filmes selecionados (livres ou a partir de 14 anos) 3. Identidade visual dos cineclubes Duração: 3 horas de atividade Material: serão utilizados materiais totalmente analógicos, como folhas A4 ou cartolinas para esboços, lápis grafite, borracha, canetas coloridas, lápis de cor e canetinhas. Também serão disponibilizados materiais para colagem e exploração de texturas, como tesoura, cola, recortes de revistas, jornais e papéis coloridos. Um quadro ou flipchart servirá para anotações coletivas, brainstorming e registro das ideias geradas pelo grupo. Serão fornecidas referências impressas, incluindo exemplos de logos, paletas de cores, tipografias, formas e símbolos visuais, para inspirar a criação dos participantes. Por fim, será reservado um espaço de exposição, como mural, parede ou painéis, para fixar e visualizar os esboços produzidos durante a oficina, estimulando a apreciação coletiva e o debate sobre os conceitos de identidade visual e logomarca. Produtos a serem gerados: Logotipos, cartazes, peças digitais e materiais gráficos. Classificação Indicativa: Livre 4. Mural de divulgação e expressão estudantil Duração: 2 horas de atividade Material: Massa de modelar para dinâmica de mapeamento de território e planificação, desenho para planejar os murais físicos, materiais para construção dos murais conforme escolha dos estudantes (madeira, tinta, cortiça, fita adesiva etc) materiais de comunicação e exposição das produções dos estudantes. Classificação Indicativa: Livre 5. Caderno de experiências dos cineclubes escolares Duração: Conteúdo compilado durante o projeto Material: Publicação digital reunindo práticas, depoimentos, aprendizados e recomendações pedagógicas e culturais das oito escolas. Paginação e volume: a definir Classificação Indicativa: Livre RESUMO DA CARGA HORÁRIA: Programa formativo – 10 horas Sessões de exibição de filmes e debates – 5 ciclos × 2 horas cada = 10 horas (por cada cineclube) Identidade visual dos cineclubes – 3 horas (por cada cineclube) Criação de mural de divulgação e expressão estudantil – 2 horas (por cada cineclube)
O projeto será implantado no contexto escolar, contando com a contrapartida institucional da escola para viabilizar a execução do cineclube. Na perspectiva da ODS 17 – Parcerias e Implementação, o projeto, em conjunto com a escola, assegurará que todos os participantes possam acessar, compreender e participar plenamente das atividades, estimulando também a participação de estudantes com deficiência como agentes culturais, capazes de sugerir e aprimorar as ações concretas de acessibilidade. Será igualmente contemplada a Acessibilidade Atitudinal, por meio da formação da equipe, estudantes e professores-orientadores. Serão apresentados caminhos e sensibilizações para a adoção de filmes e conteúdos já disponibilizados com recursos inclusivos, valorizando o trabalho de instituições que atuam nesse campo, como a Mostra de Cinema Acessível (RS), o Festival VerOuvindo (PE), o Instituto Benjamin Constant (RJ) e a Associação de Audiodescritores do Brasil (ADFB) e a Pinacoteca de São Paulo. Dessa forma, o projeto promove uma postura de abertura e compromisso com a participação plena de todas as pessoas, fortalecendo a cultura inclusiva no ambiente escolar.
A iniciativa garante que todas as pessoas da comunidade escolar possam participar, assistir e debater os filmes, ampliando o contato com a linguagem cinematográfica e promovendo a formação cultural e o pensamento crítico. O projeto cumpre o papel de levar a cultura e o cinema de forma acessível a toda a comunidade escolar, fortalecendo o direito à cultura e à participação coletiva nas atividades artísticas. Além disso, a formação de agentes culturais multiplicadores representa um passo importante no desenvolvimento cultural territorial, considerando que esses estudantes, como sujeitos históricos, serão diretamente influenciados a gerar novas conexões em seu território e a se engajar no fazer cultural local.
Paula Naves - Proponente É graduada em Comunicação Social. Possui ampla experiência em produção cultural, atuando em projetos nacionais de cinema, música e teatro, como o Cinema BR em Movimento, produção de festivais de cinema e execução de apresentações da Orquestra do Estado de Mato Grosso em importantes palcos nacionais. Foi diretora artística do Cine Teatro Cuiabá, analista de projetos sociais e culturais na Fundação André e Lucia Maggi (FALM), com foco em políticas de fomento cultural e práticas ESG. É fundadora do Instituto Ninho infantil e Festival Criança Dança. Coordena as atividades pedagógicas, culturais e administrativas do Instituto Ninho Infantil, além de liderar a articulação institucional, gestão estratégica e apoio à execução das ações culturais e pedagógicas nos territórios rurais e urbanos.OBS: Mais informações encontram-se no Portifólio.
Projeto reintegrado ao fluxo após a publicação da portaria de prorrogação.