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PRONAC 259318Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CURSO DE PERCUSSÃO PANDEIRADA DA VÁRZEA - ANO IV

LUCAS DA ROCHA COSTA
Solicitado
R$ 199,2 mil
Aprovado
R$ 199,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2026-01-12
Término
2027-01-11
Locais de realização (10)
Baía da Traição ParaíbaCabo de Santo Agostinho PernambucoCamaragibe PernambucoChã de Alegria PernambucoCondado PernambucoGoiana PernambucoIgarassu PernambucoOlinda PernambucoPaudalho Pernambuco

Resumo

A Pandeirada da Várzea _ Ano IV é um projeto de formação, difusão e valorização da música e da dança da cultura popular, com ênfase nos ritmos afro-diaspóricos e saberes percussivos. O projeto tem como eixo central os cursos anuais de percussão de níveis iniciantes, realizados no bairro da Várzea, Recife/PE, de março a dezembro, culminando no Festival Boca do Rio, evento gratuito que celebra a produção coletiva do território local. As ações do projeto abrangem aulas regulares, oficinas abertas em diferentes cidades, apresentações públicas e intercâmbios com mestres da cultura popular. A proposta promove acesso gratuito, diversidade de gênero e raça na equipe, circulação de saberes tradicionais e fortalecimento da cena cultural do território, impactando diretamente comunidades periféricas do Recife e outras cidades do nordeste.

Sinopse

A Pandeirada da Várzea – Ano IV é um projeto de formação, criação e difusão cultural que toma o pandeiro como fio condutor de um percurso musical e pedagógico enraizado na cultura popular. Realizado no bairro da Várzea, no Recife, o projeto oferece cursos anuais gratuitos de percussão popular, vivências com mestres, oficinas em espaços comunitários e apresentações públicas que integram alunos, artistas locais e a comunidade.Mais do que um curso de música, a Pandeirada se configura como um espaço de encontro de gerações, saberes e práticas, promovendo a circulação dos patrimônios imateriais que marcam a identidade cultural do território. O pandeiro, instrumento reconhecido oficialmente como manifestação da cultura nacional pela Lei 14.991/2024, é aqui tratado como porta de entrada para a compreensão de tradições afro-brasileiras e latino-americanas, como o coco, o maracatu, a ciranda, o forró, o frevo, a salsa e a cumbia.Ao longo de nove meses, o projeto oferece aulas semanais de percussão popular, abertas a cerca de 200 participantes, sendo pelo menos 70 em vagas gratuitas destinadas a grupos historicamente excluídos (negros, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência, mulheres, pessoas trans, periféricos e de baixa renda). As turmas contam com acompanhamento pedagógico, material didático acessível e monitoria de ex-alunos, fortalecendo o ciclo de continuidade formativa dentro do próprio projeto.Além das aulas regulares, o projeto promove vivências com mestres de cultura popular, que compartilham seus saberes diretamente com os participantes, possibilitando a transmissão oral e prática dos fundamentos de manifestações tradicionais. Essas vivências também se abrem à comunidade, criando pontes entre a formação formal e os encontros coletivos que já acontecem no território.Outro eixo da sinopse é a realização de oficinas em espaços comunitários, como praças, feiras, escolas e ruas, aproximando ainda mais o curso da vida cotidiana da Várzea e ampliando o público beneficiado. Essas oficinas funcionam como convite aberto para que qualquer pessoa possa experimentar o pandeiro, a dança e o canto, despertando interesse e aproximando novos participantes.O processo formativo culmina no IV Brinquedo da Pandeirada, evento público de celebração onde os alunos apresentam os conhecimentos adquiridos ao lado de músicos, mestres e coletivos parceiros do bairro. O Brinquedo não é apenas uma mostra pedagógica, mas um momento de afirmação coletiva, no qual a comunidade se reconhece nos fazeres culturais que ela mesma alimenta e renova.Em paralelo às atividades presenciais, o projeto produz e difunde materiais pedagógicos e audiovisuais gratuitos, ampliando seu alcance para além da comunidade local e fortalecendo uma rede de interessados em cultura popular em outras regiões. Esses registros funcionam também como ferramenta de salvaguarda, documentando práticas, mestres e contextos culturais do bairro.Assim, a sinopse da Pandeirada da Várzea – Ano IV pode ser resumida como: um percurso formativo e comunitário que, ao mesmo tempo em que ensina técnicas musicais, promove inclusão, difusão cultural, fortalecimento de identidades locais e continuidade dos patrimônios imateriais de Pernambuco e da América Latina.

Objetivos

Objetivo geral: Consolidar a Pandeirada da Várzea como espaço de formação e difusão da música e da dança da cultura popular latina e afro-diaspórica, promovendo o acesso gratuito à cultura, a valorização de saberes tradicionais e o fortalecimento da identidade cultural da comunidade da Várzea e do Recife.Objetivos específicos:Realizar cursos anuais de percussão popular, com duração de 9 meses, contemplando cinco turmas iniciantes atendendo cerca de 200 participantes diretos.Promover dez oficinas abertas em diferentes cidades com mestres da cultura popular do Nordeste, ampliando repertórios e trocas.Realizar o um evento de mostra de processos como finalização dos cursos, considerando cortejo e evento em formato palco aberto.Fomentar a participação de mulheres, negros, PCD, pessoas LGBTQIAP+ e periféricas como protagonistas no fazer artístico.Garantir ações de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição e espaços adaptados, permitindo inclusão efetiva de pessoas com deficiência.Criar materiais de registro audiovisual e fotográfico para difusão gratuita em meios digitais.

Justificativa

O bairro da Várzea configura-se hoje como um dos principais polos culturais da Região Metropolitana do Recife, caracterizado pela forte presença das manifestações da cultura popular. A localidade abriga uma rede ativa de grupos e mestres, entre eles o Coco de Quinta, Coco 7 Mocambos, Coco Raízes do Capibaribe, Mestre Zé Lascava, Maracatu Real da Várzea, Maracatu Ògun Onilê, Capoeira da Várzea, Capoeira Angola PROCAEP, Chapéu de Couro, Angoleiros do Sertão, Bloco Lírico Flores do Capibaribe, entre outros. Essa vitalidade cultural se expressa em eventos como a Virada Cultural, o Festival de Inverno da Várzea, a Sambada do Coco, a Queima da Lapinha e inúmeros brinquedos populares. Nesse ambiente, o pandeiro ocupa papel central como instrumento identitário da paisagem sonora do bairro.A Pandeirada da Várzea, desde 2022, tem se consolidado como espaço de formação e difusão desses saberes, incubada pela Associação de Moradores da Várzea do Capibaribe. O projeto nasceu da demanda dos próprios moradores, que frequentavam rodas de coco, maracatu e capoeira e manifestaram interesse em também se tornarem fazedores dessas tradições. O curso inaugural contou com 20 participantes, evoluindo rapidamente para cinco turmas iniciantes e duas intermediárias, atendendo rotativamente até o momento cerca de 300 alunos, muitos dos quais permanecem no projeto, tornando-se monitores ou articuladores de novas atividades. Essa permanência demonstra que a Pandeirada é mais do que um curso: é um espaço comunitário de continuidade e pertencimento cultural.O projeto articula um plano pedagógico sólido, que combina ensino técnico de percussão popular, estudo histórico-social das manifestações e vivências práticas com mestres reconhecidos, como Mestre Zé Lascavara, Mestre Zé Negão, Mestra Mônica, Mestre Tank e Mestre Dinho do Chinelo no Chão. Também promove oficinas de construção de instrumentos, encontros com pesquisadores e rodas de diálogo sobre identidade cultural, patrimônio e meio ambiente. Essa metodologia proporciona não apenas a formação de percussionistas, mas também a transmissão de tecnologias culturais, fortalecendo vínculos comunitários e a consciência crítica dos participantes.Ao longo dos últimos anos, o projeto ampliou suas atividades com ações como as Turmas de Primavera, lotadas com 100 pessoas; o Forróbodó da Várzea, que reuniu antigos forrozeiros do bairro e novos aprendizes; o Mês da Capoeira, com vivências de Angola e São Bento ministradas por mestres locais; vivências de Caboclinhos, Maracatu de Baque Virado, Cumbia e Salsa; além da produção de dossiês de mestres da região para concursos de Patrimônio Vivo. Essas iniciativas reafirmam a Pandeirada como espaço de encontro intergeracional, onde o aprendizado se dá na prática coletiva e na relação direta com mestres e brincadeiras tradicionais.A culminância anual das atividades ocorre no IV Brinquedo da Pandeirada, que passou a integrar o Festival Boca do Rio, realizado pela primeira vez em 2024 se forma independente, que mobilizou cerca de 400 pessoas em quatro dias de oficinas, cortejos, rodas de diálogo e apresentações abertas, articulando coletivos culturais, movimentos ambientais, grupos quilombolas e indígenas e escolas públicas da região. O evento fortalece a rede cultural da Várzea e amplia o alcance da Pandeirada, tornando-a parte do calendário comunitário do bairro.O pandeiro, instrumento central do projeto, é hoje reconhecido constitucionalmente como manifestação da cultura nacional através da Lei 14.991/2024, o que reforça a pertinência de iniciativas de salvaguarda e difusão do instrumento. Sua trajetória histórica, desde a presença no território brasileiro durante o período colonial até sua reinvenção em ritmos como coco, frevo, samba, capoeira e forró, revela-o como símbolo de resistência e continuidade afro-diaspórica. De instrumento perseguido em suas origens, o pandeiro transformou-se em recurso acessível, de baixo custo, capaz de aproximar gerações e territórios. Na contemporaneidade, torna-se também ponte para novas experimentações musicais, reafirmando sua versatilidade e atualidade.Assim, a Pandeirada da Várzea _ Ano IV justifica-se como projeto de formação gratuita, difusão cultural e salvaguarda do patrimônio imaterial, atuando na transmissão de saberes, no fortalecimento de vínculos comunitários e na valorização da identidade cultural da Várzea e do Recife. A conquista deste recurso permitirá não apenas ampliar vagas e garantir acessibilidade, mas também consolidar a Associação de Moradores da Várzea do Capibaribe como centro de referência comunitário e cultural, deixando um legado estrutural que se estenderá para além das ações do curso.

Especificação técnica

Nome do produto: Curso de Percussão Popular – Pandeirada da Várzea Ano IVModalidade: Curso de formação cultural em percussão popular, com foco no pandeiro, complementado por vivências, oficinas comunitárias e evento final de culminância.Local de realização: Bairro da Várzea, Recife – PE, com atividades presenciais em espaços comunitários, sede da Associação de Moradores da Várzea do Capibaribe, escolas e praças do território.Período de execução: Março a Novembro de 2025 (9 meses).Carga horária:Aulas semanais de 2h cada, em uma das cinco turmas: quatro de nível iniciante 1, e quatro de nível iniciante 2Encontros semanais regulares ao longo de 9 meses (cerca de 72 horas de carga horária por turma).Oficinas complementares e vivências com mestres (10 atividades, carga horária variável).Ensaios e atividades preparatórias para o evento final.Público-alvo:Cerca de 200 participantes diretos (alunos inscritos).70 vagas gratuitas destinadas a grupos prioritários: negros, quilombolas, indígenas, pessoas trans, PCDs, mulheres, população periférica e de baixa renda.Beneficiários indiretos: público das oficinas abertas, participantes do IV Brinquedo da Pandeirada, comunidade local, redes culturais parceiras, público online alcançado por registros audiovisuais.Metodologia:Aprendizagem prática com base no repertório da cultura popular.Estudo dos fundamentos técnicos do pandeiro aplicados a ritmos como coco, maracatu, ciranda, samba, forró, frevo, salsa e cumbia.Abordagem interdisciplinar integrando percussão, canto, dança e história social das manifestações.Participação de mestres convidados que transmitem oralmente os saberes tradicionais.Monitoria pedagógica de ex-alunos, fortalecendo a continuidade e a autonomia formativa.Produção de material didático complementar (apostilas digitais, videoaulas, registros fotográficos).Infraestrutura e equipamentos necessários:Espaço físico adequado para aulas coletivas (sede comunitária, praças e escolas).Instrumentos percussivos (pandeiros fornecidos aos alunos e utilizados em oficinas).Equipamentos de som e gravação para as culminâncias e registros audiovisuais.Estrutura básica para o evento final (palco, iluminação, sonorização).Acessibilidade e inclusão:Tradução em Libras em eventos abertos.Materiais didáticos digitais com recursos de leitura acessível.Espaços adaptados para receber pessoas com deficiência.Política de reserva de vagas gratuitas para grupos em vulnerabilidade social.Produtos e entregas culturais:Curso de Percussão Popular – 2 turmas de iniciantes (9 meses, aulas semanais).Oficinas em espaços comunitários – atividades abertas em praças, feiras e escolas.Vivências com mestres da cultura popular – 10 a 12 encontros especiais.IV Brinquedo da Pandeirada – evento público de culminância, gratuito e aberto.Materiais didáticos e audiovisuais gratuitos – apostilas digitais, registros em vídeo e fotos para difusão online.Resultados esperados:Formação continuada de cerca de 200 participantes.Ampliação do acesso à cultura popular no bairro da Várzea.Integração entre mestres, aprendizes e comunidade.Criação de rede colaborativa entre coletivos e artistas locais.Salvaguarda de saberes tradicionais através de registros pedagógicos e audiovisuais.Fortalecimento da identidade cultural e do sentimento de pertencimento comunitário

Acessibilidade

O projeto Pandeirada da Várzea – Ano IV compreende acessibilidade como princípio estruturante para garantir que pessoas com deficiência tenham não apenas o direito de assistir, mas também de participar ativamente das formações, oficinas e apresentações. No aspecto arquitetônico, as atividades serão realizadas em espaços comunitários que contam com boa circulação e que, com a conquista do recurso financeiro, poderão receber adaptações permanentes para ampliar sua acessibilidade, como rampas móveis, corrimões e reserva de áreas específicas para cadeirantes. Tais melhorias não se restringem apenas ao período do projeto, mas permanecem como legado para a Associação de Moradores da Várzea do Capibaribe, fortalecendo sua capacidade de oferecer condições adequadas de inclusão em outras atividades culturais e sociais do território. Na dimensão comunicacional, todo o material de difusão principal produzido pelo projeto (como vídeos de oficinas, apresentações e registros do festival) contará com legendagem e audiodescrição em versões específicas, assegurando que o conteúdo seja acessível a pessoas surdas e cegas. As postagens cotidianas em redes sociais seguirão práticas de inclusão como texto alternativo em imagens e legendas automáticas ou revisadas em vídeos. Além disso, os eventos de maior porte e as vivências locais com mestres de cultura contarão com intérprete de Libras, ampliando a participação do público surdo nas atividades presenciais. No aspecto atitudinal, a equipe será orientada e sensibilizada para promover um ambiente acolhedor, respeitoso e inclusivo, considerando a diversidade de corpos e ritmos de aprendizagem. Monitores estarão presentes para acompanhar e oferecer suporte individualizado a participantes PCD durante o processo pedagógico e nas culminâncias públicas. Com essas medidas, a Pandeirada da Várzea reafirma que acessibilidade não é apenas o cumprimento de exigências legais, mas sim um compromisso ético e comunitário, cujo alcance será ampliado pela infraestrutura conquistada com o projeto, garantindo que todas as pessoas possam tocar, aprender e conviver nos espaços coletivos da cultura popular.

Democratização do acesso

O projeto Pandeirada da Várzea – Ano IV nasce do compromisso de ampliar o acesso da população à cultura popular, não apenas enquanto público espectador, mas principalmente como protagonista do fazer cultural. A estrutura pedagógica e organizacional do curso foi concebida para garantir que pessoas historicamente excluídas dos espaços de formação tenham oportunidade de vivenciar, aprender e compartilhar os saberes da tradição.Um dos pilares do acesso é a gratuidade das vagas. Das cerca de 200 vagas ofertadas ao longo do ano, pelo menos 70 serão destinadas de forma totalmente gratuita, priorizando pessoas negras, quilombolas, indígenas, pessoas trans, pessoas com deficiência, mulheres e moradores das periferias e comunidades tradicionais da Várzea. A seleção é feita de forma inclusiva, combinando formulário online e inscrições presenciais em pontos comunitários, assegurando que a limitação de acesso digital não seja um obstáculo à participação.Outro aspecto central é a proximidade territorial. As aulas regulares acontecem no espaço da Associação de Moradores da Várzea, local de fácil acesso e já reconhecido pela comunidade como polo cultural. Além disso, a Pandeirada leva suas ações para fora das salas de aula, realizando oficinas em espaços comunitários, como feiras, praças, escolas públicas e ruas do bairro. Dessa forma, o projeto alcança tanto quem participa diretamente do curso quanto quem circula nesses espaços, gerando interesse e engajamento espontâneo.O processo de democratização se fortalece também pela diversidade de mestres convidados. As vivências com figuras reconhecidas da cultura popular, como mestres de coco, capoeira, maracatu e danças latino-americanas, abrem caminhos de aprendizado para públicos diversos. As experiências não se limitam aos alunos regulares, mas em muitos casos são abertas à comunidade, ampliando a rede de pessoas beneficiadas.Outro diferencial do projeto é a valorização do protagonismo local. Monitores e ex-alunos formados em edições anteriores são convidados a conduzir turmas e oficinas, gerando um ciclo de continuidade e multiplicação do conhecimento. Essa estratégia não só amplia a quantidade de pessoas atendidas, como também fortalece a autonomia da comunidade e cria novas referências positivas dentro do território.A democratização do acesso se estende ainda à difusão digital. Parte do material produzido no curso – registros audiovisuais, apostilas e reflexões pedagógicas – será disponibilizado gratuitamente em plataformas online, permitindo que pessoas de fora da Várzea e de outras regiões do Brasil possam acessar o conteúdo. Essa dimensão amplia o alcance do projeto para além da comunidade local, mas sem perder de vista o território como ponto de partida e prioridade.Por fim, a conquista dos recursos via Lei Rouanet permitirá à Associação de Moradores da Várzea oferecer melhorias estruturais em acessibilidade que hoje não são plenamente viáveis. Serão adotadas medidas como tradução em Libras em eventos abertos, audiodescrição em registros audiovisuais e adequações físicas do espaço para acolhimento de pessoas com deficiência. Essas ações representam um salto qualitativo na inclusão, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam usufruir das atividades em igualdade de condições.Assim, a Pandeirada da Várzea se afirma como um espaço de convergência entre tradição e inovação, garantindo que a cultura popular seja vivida como direito e não privilégio, como prática coletiva e não espetáculo distante. Democratizar o acesso, neste contexto, significa abrir caminhos para que os saberes ancestrais circulem, se renovem e permaneçam vivos na experiência de quem aprende, ensina e compartilha.

Ficha técnica

Lucas da Rocha/Cuquinha (Coordenador do Projeto): Bacharel em Cinema e Audiovisual pela UFPE, com experiência em elenco e montagem em longas e curtas-metragens. Fundador da Mostra de Cinema Latino-Americano de Rio Grande (6ª edição) e oficineiro no IFRS. Mestrando em Música na UFPE, pesquisa a sanfona de 8 baixos e atua como facilitador de percussão no projeto Pandeirada da Várzea. Coordenou a produção do Festival Boca do Rio e integra grupos de maracatu, capoeira e coco.Raphael Prestes (Produção) é produtor, pesquisador da comunicação e trabalhador do audiovisual. De obras para o cinema (Paletó de Linho, O Ônibus), festivais de Cinema (Semana de Animação, Fresta), a festivais de Cultura Popular (Boca do Rio, Viva Vitalino) trabalha e acredita em atuação coletiva e transformação social através da cultura e das brincadeiras populares. Claudia Cristine (Oficineira) é musicista e pesquisadora, mestranda em Música pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Licenciada em Música e bacharela em Direito, atua como pandeirista, percussionista, compositora e educadora musical, além de possuir experiência como produtora cultural. Briza Lira (Oficineira) é percussionista, graduanda da Licenciatura em Música pela UFPE. Faço parte do curso de percussão Pandeirada da Várzea como monitora e atuo como percussionista nos grupos Côco do Pé Amarelo, Coco 7Mucambos e Somdaqui. Odilon Lima (Produtor Executivo) é produtor e articulador cultural com trajetória consolidada na criação de projetos que integram cultura, economia criativa e transformação social. Idealizador e produtor da Feira Imperatriz das Artes, que busca revitalização de espaços urbanos no Recife, com apoio das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Criador e apresentador o programa “Papos & Beats”, unindo música e debates sobre direitos humanos, além de atuar na direção e roteirização de documentários. Giulianna Bezerra (Coordenadora de Comunicação): Redatora criativa, social media e produtora de conteúdo digital seja em redes sociais, construção de campanhas, roteiros, releases, ambiente digital, portais de notícias, etc. Tenho também experiência e habilidade na construção de planejamento de marketing de conteúdo, monitoramento de mídias sociais utilizando técnicas de copywriter na construção. Rodrigo Grilli (Produção) bacharel em Cinema e Audiovisual pela UFPE, é cineasta, arte educador, artista visual, ceramista, agente agroecológico e capoerista. Faz parte do coletivo ProCAEP (Projeto Capoeira Angola Estudos e Práticas). Atua em produções audiovisuais em Pernambuco desde 2018, sendo que nos últimos anos intensificou as pesquisas no campo da animação em stop motion. Criador da marca de cerâmica autoral Mar de Barro, atuando desde 2020 com a comercialização e produção artística de peças cerâmicas, assim como o desenvolvimento de oficinas e atividades pedagógicas de arte educação. Realizou, entre 2021 e 2022, o Curso Online de Introdução à Cerâmica, como Bolsista no Projeto de Extensão vinculado a BICC 2021/03 (Bolsas de Incentivo à Criação Cultural), promovida pela Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROExC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ainda entre 2021 e 2022, realizou a Oficina Online de Moringa de Cerâmica, projeto aprovado e apoiado pela LAB - PE, Lei Aldir Blanc 2021 de Pernambuco. Tem o registro, desde 2022, de artesão profissional do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), através da Carteira Nacional do Artesão. Faz parte do coletivo Pandeirada da Várzea, coletivo que promove atividades de formação e difusão de manifestações da cultura popular no bairro da Várzea.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Recife Pernambuco