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O projeto "TV IFÁ" registrará entrevistas aprofundadas com 16 sacerdotes de Ifá, produzindo cerca de 4 vídeos de 10 a 15 minutos cada por sacerdote, abordando diferentes temas da tradição. Os conteúdos serão postados gratuitamente no YouTube, com legendas e intérprete de libras, para difundir amplamente o saber de matriz africana.
Sinopse da Obra — TV IFÁ TV IFÁ é um projeto de preservação e difusão dos saberes da tradição de Ifá, estruturado como um mosaico audiovisual-pedagógico. Ao longo do período de execução, 16 sacerdotes(as) de diferentes regiões do Brasil compartilham conhecimentos em conversas curtas, objetivas e temáticas (média de 4 vídeos de 10–15 min por sacerdote(a)). Os conteúdos abordam cosmologia e odù, ética e destino (ìwà e òrí), orixás e princípios de vida, práticas e ofícios do terreiro, história e diáspora, Ifá e contemporaneidade (juventudes, cidade, direitos, combate à intolerância). A obra nasce para acesso livre e permanente na internet, com legendas, Libras e transcrições. Criando um acervo digital público sobre a tradição.
Objetivo GeralPreservar e difundir os saberes da tradição de Ifá por meio da produção e veiculação gratuita de vídeos com sacerdotes, garantindo acesso democrático ao conhecimento de matriz africana. Objetivos Específicos1. Selecionar 16 sacerdotes de Ifá de diferentes regiões do Brasil para participação no projeto.2. Definir pautas temáticas distintas para cada sacerdote, de modo a explorar a diversidade de saberes.3. Produzir aproximadamente 4 vídeos de 10 a 15 minutos para cada sacerdote.4. Editar os vídeos com legendas e intérprete de libras para garantir acessibilidade.5. Publicar os vídeos no YouTube gratuitamente e estruturar playlists temáticas.6. Divulgar o canal e os vídeos por meio de parcerias, redes sociais e instituições culturais.7. Monitorar métricas de audiência e coletar feedback de públicos e comunidades.8. Arquivar em repositório acessível os vídeos, transcrições e metadados para uso futuro.9. Avaliar os resultados e sistematizar relatório de aprendizados e boas práticas.
Ifá é um sistema de conhecimento, ética e orientação formado por um vasto corpo oral de versos e princípios (odù), consultado por especialistas (babalawos/iyalawos) e associado a Òrúnmìlá, divindade da sabedoria entre os iorubás. Seu valor como patrimônio vivo foi reconhecido internacionalmente quando o Sistema de Adivinhação Ifá foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), justamente por conjugar corpus textual e raciocínio combinatório numa tradição que orienta indivíduos e comunidades na África e na diáspora. A presença iorubá no Brasil, resultante do tráfico atlântico, moldou decisivamente o campo religioso e cultural afro-brasileiro. A literatura histórica aponta que o Candomblé Ketu (Nagô) se constituiu na Bahia em diálogo direto com heranças iorubás, tornando-se referência organizadora de liturgias, panteões e modos de vida — um processo amplamente estudado por especialistas e documentado em pesquisas recentes. Os terreiros — casas de culto e de transmissão de saberes — são hoje reconhecidos pelo Estado brasileiro como guardiões de patrimônios culturais. O IPHAN tombou terreiros históricos (como o Casa Branca do Engenho Velho, em Salvador, 1984) e instituiu diretrizes específicas para identificação, reconhecimento e preservação de bens culturais de matriz africana (Portaria IPHAN nº 194/2016), além de grupos de trabalho voltados à proteção dos terreiros (GTIT/GTMAF). No campo educacional, o Brasil consolidou marcos legais que exigem o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira: a Lei 10.639/2003 tornou esse conteúdo obrigatório no ensino fundamental e médio, reforçada por políticas e diretrizes subsequentes do MEC. Materiais didáticos confiáveis, acessíveis e contextualizados são demanda permanente de escolas, redes públicas e iniciativas formativas. Em paralelo, os dados recentes sobre intolerância religiosa evidenciam a urgência de ações de valorização e letramento cultural: o Disque 100 registrou mais de 2 mil violações por intolerância religiosa em 2023, com crescimento em 2024 — e as religiões de matriz africana seguem entre as mais atingidas, segundo o MDHC e a Agência Brasil. Oferecer informação qualificada, em linguagem clara e de livre acesso, é medida de promoção de direitos culturais e de enfrentamento a estigmas. Diante desse cenário, TV IFÁ propõe registrar e difundir saberes de 16 sacerdotes e sacerdotisas de Ifá, de diferentes regiões do país, em conversas temáticas curtas (cerca de 10_15 minutos) organizadas por assunto. O objetivo é preservar memória, dar visibilidade a interpretações qualificadas de conceitos centrais (cosmologia, ética, formação, rituais, interface com a vida contemporânea) e facilitar o acesso do público geral e escolar. O projeto entende o vídeo como meio de democratização, não como fim comercial: a veiculação gratuita no YouTube amplia capilaridade e atende à diretriz de acessibilidade (legendagem, intérprete de Libras), hoje reforçada nas normas do Ministério da Cultura para projetos incentivados. Além de dialogar com a escola e a pesquisa acadêmica, a série atende políticas públicas de preservação do patrimônio imaterial e proteção a bens de matriz africana, ao construir um acervo digital de depoimentos, referências e terminologias em uso nas comunidades de terreiro, acompanhadas de descrições, metadados e playlists temáticas. Isso se soma a esforços institucionais do IPHAN para aprimorar a salvaguarda de terreiros e seus legados, criando material de referência para educadores, agentes culturais, jornalistas e gestores, com potencial de reduzir desinformação e exotizações. A relevância cultural do Ifá — como sistema filosófico e literário de altíssima densidade simbólica — justifica um projeto dedicado à escuta qualificada dos seus detentores. A literatura acadêmica em língua portuguesa destaca o corpo literário de Ifá como fonte de valores e de reflexão ética iorubá, depositário de mitos e normativas morais, o que reforça o caráter formativo e filosófico dos conteúdos a serem produzidos. Em síntese, TV IFÁ responde a quatro frentes estratégicas e complementares:Salvaguarda de patrimônio imaterial afro-brasileiro, em consonância com reconhecimentos nacionais e internacionais; 2) Promoção da igualdade racial e da liberdade religiosa, pelo acesso aberto a informação de qualidade; 3) Apoio às políticas educacionais (Lei 10.639/2003), ao oferecer conteúdo curricularmente útil e gratuito; 4) Acessibilidade e democratização do acesso cultural, com recursos comunicacionais previstos nas normativas atuais do MinC. Trata-se, portanto, de uma iniciativa alinhada às melhores práticas de preservação, educação e difusão cultural, com alto retorno social e pertinência histórica.Este projeto está de acordo com o Art. 1º da Lei 8313/91I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.E, também, com o Art. 3° da Lei 8313/91II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
Os trechos e passagens não foram detalhados nesta etapa porque a curadoria dos(as) 16 sacerdotes(as) ainda está em andamento, sem definição final dos nomes e de suas respectivas localizações. Assim que os convites forem confirmados e os municípios/estados mapeados, apresentaremos a malha de deslocamentos (aéreos/rodoviários), com cotações e cronograma logístico atualizado.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------OBS:Informamos que o campo “PÓS-PRODUÇÃO” na planilha orçamentária aparece zerado exclusivamente por limitação da plataforma, que no momento não tinha as rubricas de pós produção cadastradas. Para evitar qualquer lacuna orçamentária, todas as etapas e custos de pós-produção foram integralmente alocados nas rubricas de PRODUÇÃO/EXECUÇÃO do projeto.Assim, solicitamos que, para fins de análise, considere-se que o montante da pós-produção já está devidamente previsto em PRODUÇÃO/EXECUÇÃO. Caso a plataforma venha a liberar a classificação específica de pós-produção, reclassificaremos os itens sem alteração do valor global do projeto.
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DO PRODUTOProduto único do projeto: Série de vídeos “TV IFÁ” (difusão cultural) 1) Paginação e organização editorial (estrutura da obra)Unidades de conteúdo (episódios):Meta: 64 episódios (≈ 4 por sacerdote(a) × 16 participantes).Flexibilidade: 56–80 episódios (caso algum(a) sacerdote(a) grave 3–5 temas).Episódio = um tema: cada vídeo aborda um único assunto (cosmologia, odù, ética/ìwà, òrí, ofícios do terreiro, diáspora, contemporaneidade etc.), evitando mistura de pautas.Coleções (playlists):Por tema (ex.: “Cosmologia e Odù”, “Ética e Destino”, “Rituais e Ofícios”, “História e Diáspora”).Por sacerdote(a) (playlist dedicada por participante).Por público (ex.: “Base para educadores”, “Introdução para iniciantes”).Indexação e metadados: título padrão [Tema] — [Sacerdote(a)] — TV IFÁ; descrição com resumo curto, palavras-chave, local/ano, equipe; capítulos com timestamps; links para transcrição e glossário.Naming (arquivos internos): TVIFA_EP[NN]_[TEMA]_[SACERDOTE]_[AAAA-MM-DD]_v1.extThumbnail: capa estática com título curto e identificação do(a) sacerdote(a); leitura clara em telas pequenas. 2) Duração e ritmoPor episódio: 10 a 15 minutos (alvo ideal: 12’±2’).Abertura: vinheta fixa ≤ 6 s; sem longos preâmbulos.Fechamento: créditos essenciais ≤ 10 s + indicação de playlist/tema.Ritmo editorial: condução objetiva, 1 tema = 1 vídeo; cortes suaves; inserção de cartelas só quando necessário para termos/chaves. 3) Material / formato técnico (captação, pós e entrega)3.1 VídeoResolução de master: 4K 3840×2160 (masterização), Rec.709.Entrega web/mezzanine: 1080p (1920×1080), H.264 High Profile, ~12–16 Mbps (CBR/VBR 2-pass).Frame rate: 30 fps (ou 29.97); manter constante do início ao fim.Codec master (arquivamento): ProRes 422 LT / DNxHR SQ.Cor: balanço branco consistente; LUT neutra; “skin tones” preservadas; sem filtros que alterem elementos sagrados.Grafismo: cartelas mínimas; lower third com nome civil/religioso e casa de origem (quando autorizado).3.2 ÁudioCaptação: lapela no(a) convidado(a) + boom/shotgun ambiente (dual system quando viável).Padrão técnico: 48 kHz, 24-bit; estéreo (dual mono fold).Loudness final: -16 LUFS (estéreo), true peak ≤ -1 dBTP; redução de ruído suave, sem artefatos.Ambiência: ruídos do terreiro podem ser mantidos quando agregarem contexto; evitar mascaramento da fala.3.3 Acessibilidade (técnica)Legendas (CC/SDH): arquivo .SRT sincronizado; 1–2 linhas, máx. ~42 caracteres/linha, fonte sem serifa com contorno; identificar falantes quando necessário.Libras (janela PIP): quadro fixo ≥ 20% da largura em 1080p; posicionamento superior/direito (ou conforme composição); fundo neutro, contraste alto.Transcrição: .PDF e .HTML acessíveis (tags, headings, alt-text para imagens de referência).Audiodescrição: versão separada quando houver informação visual essencial (objetos, inscrições, gestos).Thumbnails e imagens: textos legíveis; contraste adequado.3.4 Entregas e arquivamentoPacote por episódio:Vídeo 1080p .mp4 (H.264) + master 4K para acervo..srt (legenda), .mp4 com Libras (ou multilayer), transcrição PDF/HTML, .wav (mix final).Thumbnail .jpg (1280×720 ou 1920×1080).Backup 3-2-1: 3 cópias, 2 mídias diferentes, 1 off-site; checksum a cada migração. 4) Projeto pedagógico (arquitetura didática do vídeo)Objetivo por episódio: formular uma pergunta-guia clara (ex.: “O que é òrí em Ifá?”) e respondê-la com conceitos, exemplos e contexto.Estrutura didática (macro):Contexto (≤ 30 s): enunciar o tema e por que importa.Desenvolvimento (8–12 min): ideias centrais em blocos de 2–3 min, com exemplos da prática e vocabulário essencial.Síntese (≤ 60 s): 3 pontos-chave + convite à playlist correlata.Recursos de mediação:Glossário em tela (aparições breves) e na descrição do vídeo;Perguntas-guia para professores (na transcrição);Indicações de continuidade (episódios correlatos e leituras de entrada).Princípios: linguagem clara, respeito às tradições, não exotizar; validação prévia dos termos pelo(a) sacerdote(a).Avaliação formativa (uso educacional): cada transcrição traz exercícios curtos (verdadeiro/falso, reflexão, mapa de conceitos) e rubrica de observação (compreensão de termos, relação com o cotidiano, respeito intercultural). 5) Diretrizes de captação em espaços sagradosConsentimentos: termo de autorização de uso de imagem/voz; limites de registro acordados com a casa.Conduta: evitar close de objetos/rituais não autorizados; zero encenação de práticas; vestir e posicionar equipe conforme etiqueta local.Set discreto: kit leve, luz suave, microfonação discreta; interrupções mínimas. 6) Identidade visual e comunicaçãoVinheta: curta (≤6 s), estável em toda a série; lower third padrão; cartelas informativas minimalistas.Título e descrição (SEO pedagógico): título direto; descrição com resumo, glossário, capítulos e links para playlists/temas.Moderação: política visível de comentários (respeito, combate à intolerância). 7) Qualidade (QC) e publicaçãoChecklist técnico: resolução, fps, foco, exposição, sync, LUFS, picos, ortografia de cartelas/legendas, coerência de créditos.Checklist pedagógico: pergunta-guia respondida? termos definidos? 3 pontos-chave claros? indicação de continuidade?Checklist de acessibilidade: legenda + Libras + transcrição; AD quando precisa; contraste e leitura OK.Calendário: publicação contínua (ex.: 2–4 episódios/semana), com estreias temáticas e atualização de playlists. 8) Classificação e sinalizaçõesClassificação indicativa: LIVRE.Avisos contextuais: quando houver terminologia específica, inserir nota de mediação (ex.: pronúncia, origem do termo, variações). Resumo executivo da especificaçãoEscopo: série modular, 64 episódios (meta), 10–15 min, tema único por vídeo.Técnico: master 4K / entrega 1080p H.264, áudio 48 kHz/24-bit, -16 LUFS, Rec.709.Acessibilidade: legendas + Libras + transcrição (AD conforme necessidade).Pedagógico: pergunta-guia, blocos curtos, síntese, glossário, exercícios.Entrega/Acervo: pacote completo (.mp4, .srt, .wav, PDF/HTML, thumbnail) + backup 3-2-1.Conduta: respeito a espaços sagrados, validação de termos com os(as) detentores(as) do saber.
Plano de Acessibilidade — Projeto “TV IFÁ”1) Princípios e base legalO projeto adotará o desenho universal e garantirá acesso igualitário aos conteúdos a pessoas com e sem deficiência, com medidas previstas desde a concepção até a entrega. A base normativa inclui: IN MinC nº 23/2025 (exige acessibilidade e democratização de acesso nos produtos apoiados), a Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei 13.146/2015), o Decreto 5.626/2005 (regulamenta a Lei da Libras 10.436/2002) e as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG 2.1, nível AA) e o eMAG 3.1 como referência para materiais e páginas informativas do projeto. eMAG+5Serviços e Informações do Brasil+5Serviços e Informações do Brasil+52) Objetivo do planoAssegurar que todos os vídeos, materiais de apoio e canais de comunicação do “TV IFÁ” sejam perceptíveis, operáveis, compreensíveis e robustos, com Libras, legendas, audiodescrição, transcrição, contrastes adequados, navegação por teclado e linguagem clara, seguindo WCAG/eMAG e as obrigações legais brasileiras. W3C Capítulo São Paulo+13) Acessibilidade dos vídeos (YouTube)3.1 Libras (janela de intérprete): – Inserção de janela de Libras em todos os vídeos, com enquadramento constante, boa iluminação e sincronismo. – Intérpretes qualificados, priorizando profissionais com experiência em conteúdos religiosos/culturais afro-brasileiros. Planalto3.2 Legendas (closed caption + SDH): – Legendas completas (fala, sons relevantes e identificação de falantes). – Revisão humana das legendas: não depender exclusivamente das automáticas; quando usadas, serão editadas e corrigidas antes da publicação. Ajuda do Google3.3 Audiodescrição (AD): – Versões com AD sempre que houver informação visual essencial (objetos rituais, gestos, inscrições, imagens de apoio). – A AD seguirá boas práticas narrativas (objetiva, descritiva, sem interpretações). W3C3.4 Transcrição integral: – Todos os vídeos terão transcrição em texto, publicada junto à descrição do vídeo e também reunida em repositório aberto (PDF/HTML acessível). Serviços e Informações do Brasil3.5 Elementos visuais e edição: – Contraste mínimo AA para sobreposições gráficas e cartelas; tipografia de alta legibilidade; evitar conteúdo piscante (limites de flashes por segundo). W3C4) Acessibilidade da informação escrita e do repositório4.1 Linguagem e entendimento: – Linguagem clara, evitando siglas sem expansão; glossário básico de termos de Ifá; sumários e “pontos-chaves” por vídeo para apoiar públicos iniciantes. W3C Capítulo São Paulo5) Comunicação e redes sociais– Postagens com descrição de imagens e legendas nos vídeos curtos. – Evitar texto em imagem sem redundância textual. – Seguir boas práticas de comunicação digital do governo (organização, clareza, padronização), adaptadas ao contexto cultural do projeto. Serviços e Informações do Brasil6) Atendimento e participação do público– Canal de contato acessível (e-mail e formulário com compatibilidade para leitores de tela). – SLA de resposta em até 5 dias úteis para pedidos de versões acessíveis ou dúvidas. – Registro de solicitações e soluções no relatório de acessibilidade do projeto (transparência).7) Ações presenciais (se houver exibições/comunidade)– Seleção de espaços fisicamente acessíveis (rampas, sanitários, assentos reservados), sinalização clara e, quando necessário, intérprete de Libras em debates e mediações. – Materiais impressos com tamanho de fonte ampliado (mín. 12–14 pt) e contraste alto.8) Equipe, capacitação e governança– Papéis dedicados:Coordenação de Acessibilidade (responsável por planejamento e auditoria);Intérpretes de Libras;Legendistas/revisores;Roteirista de AD/consultor(a) de acessibilidade;Web designer/editor com domínio de WCAG/eMAG. – Formação continuada: treinamento rápido da equipe em WCAG/eMAG, Libras no audiovisual e diretrizes da LBI/Decreto 5.626. eMAG+3Planalto+3Planalto+39) Processos e qualidade (QA)– Checklist WCAG/eMAG por etapa (roteiro → edição → publicação). – Validação técnica (ferramentas automáticas + testes manuais). – Testes com usuários: sempre que possível, validação com pessoas surdas (Libras/legendas) e pessoas cegas/baixa visão (AD/contrastes), incorporando feedback em ciclos curtos. eMAG10) Monitoramento e prestação de contas– Relatórios bimestrais com: % de vídeos com cada recurso, correções solicitadas/realizadas e evidências (prints, links, relatórios de validação). – Transparência ativa: página do projeto com política de acessibilidade, contatos e versões atualizadas dos materiais. Serviços e Informações do Brasil Observações finaisEste plano atende às exigências da IN 23/2025 sobre acessibilidade e democratização do acesso; observa a LBI e o Decreto 5.626/2005 (Libras); e adota WCAG 2.1 (AA) e eMAG 3.1 como parâmetros técnicos. As práticas descritas garantem acessibilidade desde a origem, com revisão humana (especialmente em legendas) e processos de qualidade contínuos no YouTube e nos materiais complementares.
Democratização de Acesso — TV IFÁForma de distribuição dos produtos O projeto disponibilizará gratuitamente, em caráter permanente, os vídeos produzidos com 16 sacerdotes(as) de Ifá (média de 4 vídeos por participante, entre 10 e 15 minutos cada). A veiculação ocorrerá em canal próprio na internet, com playlists temáticas por assunto (cosmologia, ética, rituais, história, cotidiano dos terreiros, entre outros). Cada publicação trará título claro, descrição objetiva, transcrição integral, legendas e janela de Libras. Haverá ainda um repositório digital do projeto com organização por tema, por sacerdote(a) e por palavra-chave, para facilitar buscas por educadores, pesquisadores e público em geral. Para ampliar o alcance, os conteúdos serão replicados por links de compartilhamento e listas de distribuição (newsletter e grupos comunitários), com estímulo a que escolas, bibliotecas, terreiros e centros culturais incorporem os vídeos em atividades formativas.Comercialização Não haverá venda de acesso nem cobrança por exibição: o conteúdo é aberto e gratuito. Caso sejam produzidos materiais complementares (cartazes, cadernos pedagógicos, pendrives comunitários com os vídeos e transcrições), a distribuição será gratuita e priorizará escolas públicas, bibliotecas comunitárias e terreiros parceiros, sobretudo em territórios com baixa conectividade. Quando pertinente, poderão ser emitidas autorizações para exibições públicas sem ônus, preservando apenas o crédito ao projeto e aos(as) detentores(as) do saber.
IRE GBOGBO PRODUÇÕES LTDA – Kesley Rocha Dias (Baale)Função: Coordenador do Projeto / Diretor-GeralAtividade: Contratar e coordenar equipe / Planejamento Estratégico / Gestão Operacional / Tomada de Decisões/ Gestão dePessoas / Gestão Financeira / Relacionamento Externos / Acompanhar todos os desdobramentos do projeto.Baale é multiartista, empresário, fundador e responsável legal da Irê Gbogbo Produções LTDA, se debruça sobre a escrita, o Slam, o teatro, a música, a moda e o empreendedorismo. Criou o Festival de Musica MisturAi, Criou a revista periférica e marca de roupas Marginal Mente, criou o MicroBar do Malandro. Aprovou o Festival MisturAí na Lei Rouanet nas Favelas, com patrocínio da Vale (2025). Atuou nos filmes curta-metragem “Queimem a Bruxa” e “Casca de Ferida” (a serem lançados)(2024). Sua notória trajetória lhe rendeu uma premiação em segundo lugar no Edital Premio Nacional do Hip Hop 2023. Kauara Lana da Silva e SousaFunção: Elaboração de Projeto / Produtora Executiva Atividade: Pesquisa e análise de viabilidade / Identificação de Editais, Leis de Incentivo / Elaboração do Projeto / Gestão e Acompanhamento / Orientação e Suporte / Formular Contratos / Resolver Problemas AdministrativosA partir de 2016 começou a atuar na coordenação e supervisão de eventos, programas e projetos de extensão na Universidade Federal de Goiás, de onde vem sua experiência com produção de eventos e produção executiva de projetos e programas ligados a eventos. Em 2020 ingressou mais ativamente nos estudos e eventos ligados à inclusão, o que a capacita para o desenvolvimento de atividades de inclusão e acessibilidade. Em 2023 atuou como produtora e idealizadora do BRABAS Festival, festival de hip hop construído e protagonizado por mulheres goianas ligadas ao hip hop.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.