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PRONAC 259444Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Mais um Zé - 50 anos de Estrada, 70 anos de Vida

PLUMAR - PRODUCOES PROJETOS E EVENTOS LTDA
Solicitado
R$ 776,4 mil
Aprovado
R$ 776,4 mil
Captado
R$ 2,6 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RS
Município
Porto Alegre
Início
2025-12-01
Término

Resumo

Mais Um Zé - 50 anos de Estrada e 70 anos de vida celebra a trajetória de Zé Caradípia como músico, compositor, intérprete e poeta. Com cinco shows temáticos, cada um dedicado a cada uma das décadas de sua carreira, o projeto apresenta repertório emblemático e convidados especiais. As apresentações serão registradas em vídeo para um documentário audiovisual e transformadas em álbuns de estúdio, lançados em formatos físico e digital. Haverá também um show de lançamento e a publicação do Songbook "Zé Caradípia", com partituras, letras e relatos, em versão impressa e assessível, distribuído para escolas, bibliotecas e centros culturais.

Sinopse

Quem é Zé Caradípia – compositor e intérprete da música popular brasileira Compositor e intérprete de música popular com os olhos e ouvidos voltados para a realidade do mundo, Zé Caradípia busca, por meio de sua arte, despertar nas pessoas um olhar verdadeiramente amoroso sobre os seres humanos e a natureza — dentro e fora de nós. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, tem firmado parcerias com compositores, poetas e letristas das mais diversas vertentes, construindo uma trajetória marcada pela sensibilidade e pela coerência artística. Sua canção mais conhecida, “Asa Morena”, ganhou projeção nacional na voz de Zizi Possi, que a gravou em seu disco homônimo de 1982. A música tornou-se um clássico da MPB, figurando entre as 100 mais tocadas do século XX no Brasil. Em 2015, o Padre Fábio de Melo incluiu “Ser Menino e Ser Amado” — outra composição de Zé Caradípia — em seu CD/DVD Deus no Esconderijo do Verso, gravado ao vivo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Zé Caradípia lançou até o momento 15 trabalhos nas plataformas digitais, entre eles oito CDs e um DVD: Onda Forte (1995), Retina da Alma (ao vivo, 2002), Pintando Falas (2003), Mariana em Canto (infantil, 2012), o DVD/CD Armadilha Zen (2008), Acústico (2019), Os Versos por Dentro (2023) e Voltando (2024), que contou com a participação de Elisa Furtado, Gelson Oliveira, Márcio Celli e Nelson Coelho de Castro. Também lançou o álbum Galileu Arruda & Zé Caradípia (1987) e os singles Encantamento, Roca da Saudade, Algodão Doce, Nossa Canção de Acordar e Serpente dos Sete Ares. Suas composições já foram gravadas e/ou interpretadas por inúmeros artistas da cena local e nacional, entre eles Lucinha Lins, Loma, Márcio Celli, Lui Coimbra, Nilson Chaves, Alícia Bianchini, Flora Almeida, Adriana Sperandir, Nanci Araújo, Maria Lúcia, Marina Falcão, Paula Souto, Dani Rauen e o Grupo Canto Livre. Entre seus parceiros musicais, destacam-se Paulo de Campos, Jerônimo Jardim, Yuri Victorino, Richard Serraria, Paulo Antônio Berquó, Márcio Celli, Reginaldo Mil, Rogério Nascente, Paulo Ricardo Vargas Pinto, Luiz Mauro Vianna, Zé Augusto Marques, Beto Bollo, Marcelo Lehmann, Sérgio D’Almeida, Chicão Dornelles, Negendre, Dimitri Arbo (Duo Quintal de Clorofila), Robson Barenho, Talo Pereyra, Silvio Genro, Dinho Oliveira, João Palmeiro, Greice Morelli, Luiz Coronel, Jairo Luiz de Souza, Hique Barboza, Vitor Hutor Santos (Turuga), Marcos Barreto, Sérgio Napp, Galileu Arruda, Nando d’Ávila e Paulo Sitó. Sua obra é referência da cultura popular do Rio Grande do Sul, figurando em publicações que tratam da história da música brasileira, como Então Foi Assim – Vol. 2, de Ruy Godinho; A Canção no Tempo, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello; além de livros regionais como História da Música do RGS, de Henrique Mann, e Um Século de Música no RS, de Arthur de Faria. Para o cinema, compôs a música-tema do filme A Palestina Brasileira, exibido no Canal Curta!, em diversas salas do país e em festivais internacionais na Argentina, EUA, Polônia, Espanha, Alemanha, Hungria, Itália e Síria, recebendo prêmios e elogios da crítica. Na televisão, sua obra alcançou ampla visibilidade. “Asa Morena” foi apresentada em inúmeros programas de emissoras nacionais — como os de Silvio Santos, Faustão e Globo de Ouro — e integrou a trilha sonora da minissérie e do filme Animal (Accorde Filmes, Rede Globo), bem como da minissérie A Fórmula, também da Rede Globo. Premiado em diversos festivais de música do Rio Grande do Sul, participou de eventos como o Musicanto (Santa Rosa), Califórnia da Canção, Moenda da Canção (Santo Antônio da Patrulha) e Vindima da Canção (Flores da Cunha), tendo sido vencedor da Tafona da Canção (Osório, 1991).O projeto Mais Um Zé – 50 anos de Estrada e 70 anos de Vida é uma celebração da trajetória artística de Zé Caradípia, compositor que marcou a música popular brasileira com poesia, melodia e resistência criativa. Ao longo de cinco décadas de produção, o artista construiu uma obra que dialoga com o amor, a natureza, a condição humana e os movimentos sociais, mantendo-se fiel à criação autoral e à força transformadora da canção.O projeto revisita essa caminhada por meio de cinco apresentações temáticas, cada uma dedicada a uma década da carreira – dos anos 1970, quando surgiram as primeiras composições, até os anos 2010, em que sua maturidade consolidou uma voz singular na música popular.Os espetáculos terão captação em áudio e vídeo, resultando em um documentário e na produção de cinco álbuns, com um total de 55 músicas registradas. Como complemento, será editado um songbook reunindo partituras, letras e memórias do artista, incluindo versão em Braille, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso e a preservação da memória musical brasileira.

Objetivos

Objetivo Geral: O projeto "Mais um Zé - 50 anos de Estrada, 70 anos de Vida" tem como finalidade celebrar a trajetória de Zé Caradípia, registrando e difundindo sua obra como músico, compositor, intérprete e poeta. Busca preservar sua memória artística por meio de shows temáticos, gravações, documentário e songbook, ampliando o acesso ao seu legado e fortalecendo a cultura brasileira.Objetivos EspecíficosO projeto Mais Um Zé - 50 Anos de Estrada, 70 Anos de Vida tem como objetivos específicos promover a valorização da obra de Zé Caradípia, difundir a música popular brasileira e garantir o acesso democrático à produção artística por meio de diferentes formatos — presencial, audiovisual, fonográfico e editorial —, articulando memória, inclusão e permanência cultural.Cada produto do projeto cumpre um papel complementar na preservação, circulação e acessibilidade da obra do compositor.1. Cinco Shows TemáticosCada show representa uma década da carreira (1970s, 1980s, 1990s, 2000s, 2010s)Repertório emblemático de cada período, a cada show serão apresentadas 12 músicas, no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre, com capacidade de 200 pessoas.Participações especiais de artistas que marcaram essas fases2. Gravação em Vídeo - Resultado de 01 vídeo - Captação de audiovisual profissional dos cinco showsProdução de documentário com entrevistas, bastidores e depoimentosDistribuição gratuita em plataformas digitais e acervo público3. Gravação de ÁlbunsRegistro em áudio das músicas apresentadas nos 5 shows temáticos e nas gravações em vídeo, resultando na produção de 05 (cinco) álbuns musicais.Captação profissional de áudio durante apresentações e gravações de vídeo;Edição, mixagem e masterização para formato fonográfico;Lançamento em formato físico (CDs)- 1000 cópias de cada trabalho e digital;Disponibilização em plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube Music, entre outras).4. Show de Lançamento01 Evento especial para marcar o início do projetoApresentação com repertório misto e convidadosDivulgação ampla na mídia e redes sociais5. Songbook "Zé Caradípia"Reunião de partituras, letras e histórias das cançõesTiragem 1000 exemplares/ audiolivro (com acesso através de QR CODE impresso na capa do LIVRO)Edição físicaTiragem de 100 cópias das partituras das canções que contam no song book em Braille Distribuição para escolas de música, bibliotecas e centros culturais

Justificativa

A expressão "Mais um Zé" é uma reflexão do compositor e intérprete Zé Caradípia, que traduz o sentimento de que somos todos iguais, independentemente de credo, raça, cor ou das diferentes formas de viver e sentir a vida.Zé Caradípia consolidou-se como compositor de obra autêntica, popular e sofisticada. Seu nome artístico deriva de "Zé Cara de Piá" _ expressão que fazia referência à sua aparência jovem e imberbe _, e que ele adaptou ortograficamente (alterando a acentuação) para formar Caradípia. José Luiz Fernandes, nome de batismo de Zé Caradípia, traz na sua origem a miscigenação de indígenas, portugueses, italianos e africanos.No Brasil, "Zé" é um termo popular usado para representar o cidadão comum, o homem do povo. No projeto Mais Um Zé, essa expressão ganha força simbólica: além de remeter ao nome artístico de Zé Caradípia, revela sua trajetória marcada pela simplicidade, poesia e conexão com a cultura popular.De família humilde e tendo perdido o pai aos 13 anos, enfrentou grandes dificuldades financeiras. Desde criança, trabalhou em pequenos serviços, passando pelas funções de engraxate e jornaleiro, vendendo jornais pela BR-116 e no centro de Porto Alegre. Mais tarde, atuou como office boy. Brasileiro soberano, José Luiz nasceu em Canoas, no Rio Grande do Sul, e viveu sua adolescência em Viamão, onde descobriu no violão sua grande paixão. Lutou para conquistar espaço como artista, integrou grupos musicais e viajou pelo mundo, vivendo intensamente a arte e expressando-se de forma plena através da música.Em 1980, ficou preso por 30 dias em Assunção, no Paraguai, durante uma viagem com amigos para explorar novos horizontes. O país vivia sob o regime autoritário e ditatorial de Alfredo Stroessner, e, por sua aparência de jovem cabeludo com um violão nas costas, foi enquadrado como pessoa não bem-vinda. Paradoxalmente, foi a música que o salvou: ao tocar para os diretores da prisão, conseguiu sobreviver e, ao vender o instrumento a outro preso, garantiu seu retorno ao Brasil.Dessa experiência nasceram composições marcantes, como Rebentos ("...e meus suores são fortes, rebentos de vida assumindo a amplidão..."); Curiquinha ("Na carícia plena desse olhar, passarinho sou para brincar..."); Brisazinha; e Asa Morena ("Me faz pequena, Asa Morena, me alivia a dor, aliviando a dor que mata...") _ um dos grandes sucessos da música popular brasileira. Após o episódio no Paraguai, alcançou projeção nacional, mas, em sua teimosia de artista criador, manteve-se fiel à própria essência, recusando moldes comerciais.O projeto Mais Um Zé reafirma essa identidade musical e celebra a vitalidade da MPB, sua diversidade rítmica e riqueza temática. Em 2025, aos 69 anos, Zé prepara-se para celebrar em 2026 seus 55 anos de carreira e 70 de vida, firme em sua luta artística. Suas canções seguem abordando os temas da vida brasileira _ costumes, futebol, ecologia, paz, amor, romance e defesa da vida. Com parceiros letristas, o projeto reúne linguagens e vivências regionais, consolidando sua obra como parte essencial da memória e da resistência cultural do Brasil.Ao longo de sua trajetória, o artista vivenciou profundamente episódios históricos, como o movimento das Diretas Já e as passeatas em apoio a campanhas por governos de esquerda. Em 2020, enfrentou a pandemia da Covid-19, que abalou a humanidade de forma traumática e inesperada, deixando um legado de perdas irreparáveis. Esse período revelou que "somos todos um", mas também que, muitas vezes, somos apenas mais um na multidão.Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior enchente de sua história, devastando a cadeia produtiva da música, destruindo estúdios, instrumentos e cancelando trabalhos. Em 2025, seguimos em busca de recuperação emocional, física, financeira e espiritual.3,O projeto Mais Um Zé justifica-se plenamente pelo uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei 8.313/91, pois envolve produtos culturais de caráter educativo, artístico e de preservação da memória musical brasileira, com acesso gratuito a parte de suas ações.Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91O projeto se enquadra, especialmente, nos seguintes incisos:Art. 1º, inciso I _ "estimular a produção, difusão e circulação de bens culturais" 👉 O projeto prevê a realização de 5 shows temáticos, um show de lançamento, a gravação de álbuns físicos e digitais, a edição de um songbook e a produção de um documentário, garantindo circulação nacional da obra de Zé Caradípia.Art. 1º, inciso II _ "promover a difusão de obras de caráter cultural e artístico" 👉 Com a disponibilização gratuita do documentário em plataformas digitais, além da distribuição de 1.000 exemplares do songbook para escolas, bibliotecas e centros culturais, o projeto democratiza o acesso à cultura.Art. 1º, inciso III _ "estimular a produção cultural independente" 👉 Zé Caradípia consolidou-se como artista independente, fiel à sua essência, recusando padrões comerciais. O projeto assegura continuidade e fortalecimento dessa produção autoral. Alcance dos Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91O projeto contribui diretamente para:Art. 3º, inciso I _ "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" 👉 O caráter gratuito de parte significativa dos produtos (documentário online, distribuição do songbook, apresentações abertas) garante acesso democrático e inclusivo.Art. 3º, inciso II _ "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais" 👉 O projeto tem origem no Rio Grande do Sul, valorizando um compositor gaúcho cuja obra dialoga com linguagens regionais, nacionais e internacionais, promovendo a cultura sul-brasileira no cenário nacional.Art. 3º, inciso III _ "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores" 👉 A trajetória de 55 anos de Zé Caradípia é celebrada por meio de múltiplos produtos (shows, gravações, livro e documentário), difundindo sua obra como parte da memória cultural brasileira.Art. 3º, inciso IV _ "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira" 👉 O projeto reafirma a identidade de Zé como artista miscigenado (indígena, português, italiano, africano), valorizando a diversidade que compõe o povo brasileiro.

Estratégia de execução

DÉCADAS DE ZÉ CARADÍPIAAnos 1970 – O Início da CaminhadaComecei a tocar violão aos 14 anos e, logo a seguir, comecei a rabiscar algumas letras que, por vezes, até redundavam em canções. Mas foi aos 16 que compus a primeira impressão do que posso dizer ser, de fato, uma canção minha.Há, porém, uma obra de nome “Azul de Montão”, composta aos 19 anos, da qual guardo lembrança viva. Recordo nitidamente o momento em que a compus — e isso, por si só, já indica que algo inesquecível se fixou no coração. Naquele instante, nascia o compositor que, anos depois, se firmaria como artista através da gravação de “Asa Morena”, composta aos 24 anos.Entre os 19 e 24 anos, criei diversas canções — entre sambas como “Coisa Simples” e “Samba da Amoreira”, e toadas como “Ser Menino e Ser Amado”, gravada no Festival de Jaguari (RS) em 1991 e regravada pelo Padre Fábio de Melo em 2015. Outras composições marcantes desse período são “Capítulo Romanesco”, registrada ao vivo em 2008 com a Orquestra da Ulbra, e a canção pop “Presságio Negro”, minha primeira gravação autoral, incluída no LP Som Grande do Sul (1978) — um “pau de sebo” da época, onde bandas iniciantes ousavam entrar no mercado competitivo da música popular.Outras músicas que marcaram essa década são “Madeixa”, “Sob a Luz de um Certo Meio-Dia”, “Danado de Bom”, “Filha do Amanhã” (em parceria com minha professora de português, Sílvia Hoffmeister), “Barãzinho Come Terra” e “Campeia Pauleia”.Relação de 12 canções compostas nos anos 1970:Azul de Montão https://www.youtube.com/watch?v=Mj1C_fzsc94&list=RDMj1C_fzsc94&start_radio=1Campeia PauleiaCapítulo RomanescoCéu AzulãoCoisa SimplesFilha do Amanhã (c/ Sílvia Hoffmeister)MadeixaPintando FalasPresságio Negro (c/ Paulo de Campos)Samba da AmoreiraSer Menino e Ser AmadoSob a Luz de um Certo Meio-Dia Anos 1980 – A Virada de ChaveA década de 1980 foi um divisor de águas. Saí da casa onde morava com meus irmãos e me lancei ao mundo em busca de aprender a ser o artista que já se anunciava nas canções que eu havia composto. Passei a experimentar misturas — samba, rock, pop —, influenciado por tudo o que ouvia naquele tempo de tantas explosões musicais.As composições vinham a mim de maneira surpreendente, quase como manifestações superiores indicando caminhos. Muitas canções surgiam “prontas”, em letra e música, como se baixassem diretamente no coração.Relação de 12 canções compostas nos anos 1980:Antítese das SombrasAsa Morena - https://www.youtube.com/watch?v=O-VGQmDHfe8CuriquinhaAo Revoar dos Hinos (c/ Euclides Dutra de Moraes “Kido”)Flores do MarFolhas VerdesRebentos - https://www.facebook.com/reel/1165071455540983Mesa 16 (c/ Alvinho de Almeida)Gato Selvagem - https://music.youtube.com/search?q=Gato+SelvagemAcróstico Final (c/ Sérgio D’Almeida)TrekoO Fio da Voz (c/ Sérgio D’Almeida) Anos 1990 – Viagens, Festivais e o Primeiro CDOs anos 1990 foram intensos: muitos festivais, viagens e parcerias. Ganhei o 1º lugar no Festival Vindima da Canção de Flores da Cunha (1991) com “Canção do Lado Emocionado”, letra e música minhas. Foi também nessa década que compus “Postais”, com o saudoso Nando D’Ávila, e gravei meu primeiro CD, “Onda Forte”, financiado pelo FUMPROARTE da Prefeitura de Porto Alegre, em 1995.Ainda em 1995, vivi uma experiência transformadora: três meses na Europa, tocando em bares e boates na Itália, Suíça e Alemanha — uma imersão cultural inesquecível, com a neve me acompanhando durante quase toda a temporada.Relação de 12 canções compostas nos anos 1990:Postais (c/ Nando D’Ávila)Retina da Alma Que Seja AssimRecado Brasileiro - https://music.youtube.com/search?q=Recado+BrasileiroCanção Para Contar Estrelas e SonharTupyniquim (c/ Miro Silveira)Brasil Quilombo (c/ Luís Mauro Vianna)Via CristalinaLouca Aventura das MacieirasPandora (c/ Negendre Arbo)OtrelonTele (c/ Marcelo Lehmann)Planeta Amor Anos 2000 – O Novo MilênioO novo século chegou repleto de inquietações. O mundo mudava rapidamente — guerras, quedas de paradigmas, a tragédia das Torres Gêmeas — e a arte seguia como refúgio e resistência. Continuei compondo, buscando traduzir o espírito do tempo em canções que falam do convívio entre os seres, da natureza e das forças que movem a vida.Relação de 12 canções compostas nos anos 2000:Nessa Vida (c/ Rogério Nascente)Se a Carne é Fraca (c/ Paulo Berquó)Coração AdormecidoDanado Vício (c/ Luís Mauro Vianna)No Riso das CriançasNa Roca da Saudade (c/ Greice Morelli) - https://music.youtube.com/search?q=z%C3%A9+carad%C3%ADpia+Greice+MorelliMas é Amor (c/ Rogério Nascente)Os Anjos Cantavam Blues (c/ Paulo Botafogo) - https://music.youtube.com/search?q=Os+Anjos+Cantavam+BluesNossa Canção de Acordar (c/ Messias Lyra)Você e o Espelho (c/ Rogério Nascente)Solidão de Ti (c/ Paulo Berquó)Quanto Há de Tempo (c/ Márcio Celli) Anos 2010 a 2025 – Parcerias, Afetos e Novas VozesA partir de 2010, as parcerias se multiplicaram. Conheci o escritor Jairo Luiz de Souza, com quem compus 14 canções infantis para o livro-CD Mariana em Canto (2011), lançado com a participação emocionante da minha filha Elisa.Em 2015, o cantor Márcio Celli me apresentou ao compositor Reginaldo Mil, e iniciamos uma parceria frutífera. Dessa união nasceram obras lançadas em projetos sociais e musicais com artistas como Lucinha Lins e Lui Coimbra, em apoio a causas ambientais e de saúde.Também comecei a compor com poetas e músicos de Porto Alegre, explorando ritmos como samba, bossa, blues, pop e afoxé — um verdadeiro “liquidificador sonoro” movido por influências e vivências.Relação de 12 canções compostas entre 2010 e 2025:Algodão Doce (c/ Zé Augusto Marques)O Negro e o Tempo (c/ Paulo Baiano)Solo de Cuíca (c/ Mário Pirata)Encantamento (c/ Adriana Bandeira)Alô (c/ Ricardo Silvestrin)Mais Um (c/ Ricardo Silvestrin)Prefiro Ser Assim (c/ Rogério Nascente)Menestrel da Rainha (c/ Messias Lyra)Minha Cela (c/ Elmo Lage)Leblon Cupido (c/ Reginaldo Mil)Senhora Bossa (c/ Reginaldo Mil) - https://music.youtube.com/watch?v=DtptXHOoE_ILíngua Amiga (c/ Zé Augusto Marques)

Especificação técnica

1. Cinco Shows TemáticosSerão realizados cinco espetáculos presenciais, cada um dedicado a uma década da trajetória artística de Zé Caradípia — 1970s, 1980s, 1990s, 2000s e 2010s. Cada show apresentará 12 músicas emblemáticas compostas no respectivo período, interpretadas por Zé Caradípia e artistas convidados que participaram dessas fases da carreira, reforçando o caráter histórico e afetivo da proposta.As apresentações ocorrerão no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre, com capacidade para 200 pessoas, promovendo uma experiência de proximidade e imersão entre público e artista. O formato intimista e a curadoria musical cuidadosamente elaborada ressaltam o diálogo entre poesia, melodia e memória, permitindo revisitar cinco décadas de criação com autenticidade e emoção.Cada espetáculo terá duração aproximada de 1h15, incluindo momentos de interação com o público e depoimentos que contextualizam a importância de cada fase na trajetória do compositor.2. Gravação em Vídeo e DocumentárioSerá realizada a captação audiovisual profissional dos cinco shows, com multicâmeras, captação de áudio direto e pós-produção em alta definição. O material resultará em um documentário de 50 minutos, contendo entrevistas, bastidores e depoimentos de artistas e parceiros de trajetória, abordando o processo criativo e o legado de Zé Caradípia.A edição incluirá legendas, trilha sonora e créditos técnicos, garantindo padrão técnico compatível com exibição em TV, festivais e plataformas digitais. O vídeo final será disponibilizado gratuitamente no YouTube e em acervos culturais públicos, democratizando o acesso à obra e à memória da música popular gaúcha.Produto final: 01 vídeo-documentário (50 min) – gravação, edição e finalização profissional.3. Gravação de Álbuns MusicaisDurante os shows e sessões de gravação em estúdio, será realizada a captação profissional de áudio das músicas apresentadas, resultando na produção de 05 (cinco) álbuns fonográficos, cada um representando uma década da carreira do compositor.As gravações passarão por edição, mixagem e masterização profissional, sendo lançadas em formato físico (CD) - 1000 cópias de cada trabalho e digital. Os álbuns serão disponibilizados nas principais plataformas de streaming — Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube Music — e integrarão o acervo do projeto.Cada álbum conterá 12 faixas, totalizando 60 registros musicais, preservando a memória e o valor histórico da obra.Produto final: 05 álbuns fonográficos (12 faixas cada).4. Show de LançamentoSerá realizado 01 espetáculo especial de lançamento do projeto, reunindo repertório misto das cinco décadas e participações de artistas convidados. O evento marcará o início da circulação dos produtos e da difusão do projeto, promovendo a celebração pública da carreira de Zé Caradípia.A apresentação contará com divulgação ampla na mídia e nas redes sociais, registro fotográfico e audiovisual, e será aberta ao público com entrada franca, fortalecendo o acesso e a democratização cultural.Local: Teatro de Câmara Túlio Piva – Porto Alegre Duração: 45 minutos Produto final: 01 espetáculo de lançamento.5. Songbook “Zé Caradípia”O Songbook Zé Caradípia reunirá partituras, letras e histórias de 30 canções autorais, abrangendo cinco décadas de criação musical. A edição contará com versão física e digital, além de audiolivro e recursos de acessibilidade (LIBRAS e Braille).Especificações Técnicas do Livro:Tiragem: 1.000 exemplaresPaginação: 164 páginas (10 coloridas e 154 em preto e branco)Formato: 15 x 21 cmMiolo: papel couchê 250g, impressão frente e versoCapa: papel supremo ou tríplex 350g, colorida, sem orelhasQR Code na contracapa para acesso aos áudios das músicasAcessibilidade:12 vídeos com tradução em LIBRAS e narração das letras (3 a 5 minutos cada);30 cópias em Braille, com transcrição das letras das músicas, impressas em papel específico e distribuídas a associações de pessoas cegas e de baixa visão.Distribuição: O Songbook será distribuído a escolas de música, bibliotecas, centros culturais e acervos públicos, além da comercialização simbólica em eventos e plataformas digitais.Comunicação:O plano de comunicação contempla um conjunto diversificado de peças e formatos destinados a garantir ampla visibilidade ao projeto. Será produzido um banner oficial no formato 1,20 m x 1,50 m, destinado à divulgação institucional e à ambientação dos espaços dos eventos.Será contratada assessoria de imprensa especializada, responsável pela distribuição de releases e material fotográfico para jornais, rádios, sites e portais de cultura e entretenimento, ampliando a presença do projeto na mídia espontânea e fortalecendo sua visibilidade pública.A divulgação em mídia impressa compreenderá dois anúncios em jornais de grande circulação estadual, no formato 5 colunas por 15 centímetros de altura, com foco na promoção dos shows e das ações culturais.No segmento de rádio, estão previstos 20 spots de 30 segundos, veiculados em emissoras FM e comunitárias, com o objetivo de ampliar o alcance regional da campanha e reforçar o vínculo do público com o projeto.Serão produzidos 1.000 flyers e marcadores de livro, impressos em papel de qualidade, contendo QR Code para acesso aos vídeos e ao songbook digital, voltados à divulgação e distribuição gratuita durante os eventos e nas ações educativas.No ambiente digital, a estratégia inclui 15 postagens nas redes sociais (Instagram e Facebook), voltadas à divulgação e engajamento do público, além de 10 vídeos curtos (reels) para o YouTube e Instagram, com trechos de bastidores, entrevistas e apresentações.Por fim, serão realizados dois envios de e-mail marketing para mailing de imprensa, artistas e instituições culturais, com o objetivo de fortalecer a comunicação institucional e promover a difusão cultural do projeto.

Acessibilidade

O projeto Mais Um Zé – 50 anos de estrada e 70 anos de vida tem como premissa a democratização do acesso à cultura, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam usufruir plenamente das atividades propostas. Para isso, foram incorporadas ações de acessibilidade tanto no ambiente físico quanto nos produtos e conteúdos culturais a serem disponibilizados ao público.Acessibilidade Física O espetáculo será realizado no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575 - Cidade Baixa, espaço cultural em Porto Alegre - RS, que já dispõe de infraestrutura preparada para atender às exigências de acessibilidade. O local conta com banheiros adaptados, rampas de acesso e guias táteis, possibilitando autonomia e segurança no deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Essas medidas garantem a inclusão desde a chegada ao espaço até a participação integral no evento, ampliando as condições de fruição cultural de um público diverso.Acessibilidade de Conteúdo Além da adequação do espaço físico, o projeto prevê um conjunto de ações que asseguram o acesso aos conteúdos artísticos e editoriais produzidos:Libras: Nos espetáculos e em todos os vídeos contarão com tradução em Língua Brasileira de Sinais, assegurando a participação das pessoas surdas usuárias dessa língua;Audiodescrição: será disponibilizada tanto em materiais audiovisuais quanto em formato de audiolivro, incluindo descrição da capa, do formato do livro e leitura integral dos textos, tornando o conteúdo acessível a pessoas cegas ou com baixa visão; Legendas descritivas: inseridas nos vídeos e registros audiovisuais, beneficiando pessoas surdas que não utilizam Libras;Partitura em Braille: Adaptação do repertório musical do Songbook Zé Caradípia para o sistema Braille, possibilitando a leitura e o estudo das partituras por pessoas cegas ou com baixa visão.Conteúdo: 12 canções incluídas no songbook serão transcritas para notação musical em Braille, preservando com exatidão as informações de melodia, ritmo, compasso, articulação e expressão. O processo será realizado por profissional especializado em musicografia Braille, garantindo a fidelidade das partituras e a legibilidade tátil.Tiragem: 100 cópias completas das partituras das músicas em Braille, reunidas em volumes encadernados, com distribuição gratuita para escolas de música, bibliotecas públicas e associações de pessoas cegas e de baixa visão.Objetivo: Promover o acesso igualitário ao conteúdo musical do projeto, assegurando que pessoas com deficiência visual possam ler, interpretar e executar as obras de Zé Caradípia de forma autônoma.Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.QR Code acessível: inserido na contracapa do livro, direcionando a uma plataforma digital com leitura integral em áudio e audiodescrição; A acessibilidade não é tratada apenas como um requisito técnico, mas como um valor central. Ao assegurar que espetáculos, livros e materiais audiovisuais sejam produzidos com recursos de inclusão, reafirma-se a dimensão social da cultura como direito fundamental. O projeto busca não apenas atender às legislações específicas, mas sobretudo promover a cidadania cultural, possibilitando que pessoas com deficiência participem ativamente da experiência artística, seja como público, seja como multiplicadores desse conhecimento em suas comunidades.Impactos Esperados As medidas adotadas contribuirão para:a ampliação do público alcançado, permitindo a participação plena de pessoas com diferentes tipos de deficiência;a consolidação de referências em acessibilidade cultural, que poderão inspirar outros projetos;a sensibilização da sociedade sobre a importância de práticas inclusivas no campo da arte e da cultura;o fortalecimento das políticas de democratização cultural, alinhadas às diretrizes do Ministério da Cultura e à Constituição Federal.Base Legal e Normativa O projeto será executado em conformidade com a legislação brasileira referente à acessibilidade cultural, atendendo às normas constitucionais, legais e técnicas que asseguram a participação plena de todas as pessoas na vida cultural do país:Constituição Federal de 1988 – Art. 215 (garantia do exercício dos direitos culturais) e Art. 216 (proteção do patrimônio cultural e acesso universal).Lei nº 8.313/1991 – Lei Rouanet – prevê a democratização do acesso e a fruição dos bens culturais, atendendo aos Arts. 1º e 3º.Lei nº 10.098/2000 – Lei da Acessibilidade – estabelece normas gerais para promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, incluindo eliminação de barreiras arquitetônicas e de comunicação.Decreto nº 5.296/2004 – regulamenta a Lei nº 10.098/2000 e a Lei nº 10.048/2000, tornando obrigatória a acessibilidade em espaços coletivos e o uso de recursos como Libras, legendas e audiodescrição.Lei nº 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência – reforça a obrigatoriedade da acessibilidade em espaços culturais e conteúdos artísticos (Arts. 42 e 43).Decreto nº 9.508/2018 – dispõe sobre práticas inclusivas e promoção da acessibilidade em instituições públicas e eventos culturais.Normas Técnicas da ABNT – NBR 9050:2020 (acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos), NBR 15290:2005 (critérios para legendagem), NBR 16537:2016 (parâmetros para audiodescrição).Conclusão Ao contemplar a acessibilidade em seus diversos aspectos – físico, comunicacional e sensorial – o projeto Mais Um Zé – 55 anos de estrada 70 anos de vida cumpre integralmente a legislação vigente e as boas práticas nacionais de inclusão. Dessa forma, consolida-se como uma ação cultural de caráter inclusivo, democrático e alinhado às políticas públicas, reafirmando o compromisso com a construção de um ambiente cultural mais justo e diverso, no qual todas as pessoas possam se reconhecer, se expressar e se emocionar por meio da arte.

Democratização do acesso

O projeto Mais Um Zé – 50 anos de estrada e 70 anos de vida foi concebido para garantir ampla democratização do acesso à cultura, unindo espetáculos gratuitos, distribuição de materiais físicos e digitais e contrapartidas sociais. Além disso, possui um olhar específico para o público acima de 60 anos, frequentemente invisibilizado em políticas culturais, valorizando suas experiências e enfrentando o etarismo por meio da arte e da memória.1. Cinco Shows Temáticos Serão realizados cinco espetáculos no Teatro de Câmara Túlio Piva (Porto Alegre), cada um representando uma década da carreira do artista (1970, 1980, 1990, 2000 e 2010). Entrada gratuita mediante a doação de 2 kg de alimentos ou itens de higiene, destinados à Casa do Artista Rio-Grandense, reforçando a contrapartida social.O teatro, com 200 lugares, permite um contato próximo entre artista e público, favorecendo também a participação de pessoas idosas, público-alvo natural do projeto por afinidade histórica com a obra.2. Gravação em Vídeo e DocumentárioCaptação audiovisual profissional dos shows, com difusão gratuita em plataformas digitais, sem monetização.Produção de um documentário com entrevistas, bastidores e depoimentos, valorizando a memória e a trajetória de um artista que atravessou gerações.O acesso digital gratuito favorece especialmente pessoas idosas, que poderão revisitar a obra em diferentes momentos.3. Gravação de ÁlbunsProdução de cinco álbuns musicais, resultantes das gravações ao vivo, lançados em formato físico e digital.Distribuição gratuita em bibliotecas, centros culturais e escolas de música, com presença em plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube Music).Os álbuns se tornam também um registro histórico para as novas gerações e um resgate de memória para o público mais velho, reafirmando a relevância da obra.4. Show de LançamentoEvento especial de abertura, gratuito, com repertório misto e convidados.Divulgação em veículos de imprensa, rádios comunitárias e redes sociais, alcançando públicos diversos, inclusive comunidades de idosos em Porto Alegre e região metropolitana.5. Songbook “Zé Caradípia”Edição de 1.000 exemplares, com partituras, letras e histórias das canções, em versão impressa, digital e audiolivro.50% da tiragem será distribuída gratuitamente para o público no dia do lançamento, para escolas de música, universidades, bibliotecas, centros culturais e associações.A obra favorece a preservação de memória musical e aproxima também o público idoso, que se identifica com o repertório, combatendo estigmas de etarismo e reafirmando o papel ativo desse público no consumo cultural.6. Enfrentamento ao Etarismo O projeto dedica especial atenção à valorização do público 60+, reconhecendo sua relevância histórica, afetiva e cultural na trajetória da música popular. Ao revisitar cada década da carreira de Zé Caradípia, o projeto promove uma experiência intergeracional e reafirma que a arte não possui limites de idade, funcionando como um instrumento de combate ao etarismo e de valorização da longevidade.Conclusão Combinando espetáculos gratuitos, contrapartidas sociais, distribuição de produtos físicos e digitais, ações formativas e inclusão do público idoso, o projeto garante a democratização do acesso e reafirma a cultura como um direito de todos. Ao unir juventude e maturidade, tecnologia e memória, o projeto rompe barreiras sociais e culturais, fortalecendo um ambiente inclusivo, participativo e diverso.

Ficha técnica

Rosane Furtado – Direção Artística e Coordenação do Projeto - Produtora cultural com mais de 35 anos de atuação na música, literatura e audiovisual, Rosane Furtado é sócia-diretora da PLUMAR Produções. Tem ampla experiência em direção e coordenação artística de projetos realizados em parceria com instituições, artistas e companhias reconhecidas no cenário cultural brasileiro. Atuou em espetáculos e turnês de nomes como Orquestra Villa-Lobos, Shana Müller, Renato Borghetti, Zé Caradípia, entre outros, além de produções de ópera, festivais e projetos editoriais. Foi responsável por projetos de destaque como AFRIKA, Mapa Mundi, Bituca, Paz & Amor, além da produção do documentário Cantata Sete Povos e do longa Cavalo de Santo. Na direção artística, Rosane busca sempre aliar excelência técnica, relevância cultural e impacto social, com foco em democratização do acesso e fortalecimento da identidade cultural gaúcha e brasileira.José Luiz Fernandes (Zé Caradípia) Diretor artístico do Projeto Mais Um Zé – 50 Anos de Estrada, 70 Anos de Vida - Compositor, iCompositor, intérprete e poeta, Zé Caradípia é o idealizador e diretor artístico do projeto, responsável pela concepção musical, estética e poética do espetáculo. Cabe a ele a coordenação da escolha do repertório, dos arranjos e da direção das apresentações temáticas que revisitam cinco décadas de sua trajetória artística. Sua direção orienta todas as etapas criativas — da seleção de músicos e artistas convidados à construção narrativa e visual do projeto —, garantindo a coerência entre forma e conteúdo.Sob sua liderança, o projeto se consolida como uma celebração da memória da música popular gaúcha e brasileira, reafirmando a autenticidade, a sensibilidade e a profundidade poética que marcam a obra de Zé Caradípia.Pedro Manoel Osório - Coordenação da comunicação do projeto - é formado em Comunicação Social (UFRGS) e atua desde 2018 na coordenação de comunicação de projetos e eventos culturais. Desde 2019 no espetáculo O Grande Encontro – Música dos Gaúchos, já realizou a divulgação de 12 edições do show. No mesmo período, tem se dedicado aos projetos de Luiz Coronel, na produção e divulgação dos livros, espetáculos, palestras e demais atividades do escritor. Atuou na divulgação de turnês pelo Rio Grande do Sul de artistas como Shana Müller (Canto de América), Zé Caradípia (Melodias de Verão) e Isabela Fogaça (Natal da Reconstrução). Também presta assessoria para as redes sociais da Orquestra Villa-Lobos e de Joca Martins, além de produzir e promover 8 apresentações teatrais com o projeto Velha D+ Circula RS, de Fera Carvalho Leite e Bob Bahlis.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (1)
Porto Alegre Rio Grande do Sul