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PRONAC 259661Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Documentário: TransAfetividades

24.378.618 SAMUEL DE MORAES PRETTO
Solicitado
R$ 457,4 mil
Aprovado
R$ 457,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RS
Município
Espumoso
Início
2026-03-06
Término
2027-03-05
Locais de realização (2)
São José dos Campos São PauloSão Paulo São Paulo

Resumo

O projeto visa a produção do media-metragem documental "TransAfetividades", com 50 minutos de duração, sobre as trajetórias de afeto e resistência de pessoas trans. Como produtos, a proposta contempla também a realização de 3 (três) oficinas gratuitas de produção audiovisual, a publicação de 1 (um) catálogo digital sobre o processo criativo e a realização de 3 (três) exibições públicas do filme com recursos de acessibilidade.

Sinopse

1. Sinopse do Media-Metragem (Produto Principal)Em um país que mais mata pessoas trans no mundo, "TransAfetividades" emerge como uma resposta poética e urgente. O media-metragem documental híbrido, de 50 minutos, adentra o universo afetivo da população trans, travesti e não binária, explorando as formas como constroem laços, exercem o afeto e criam redes de sobrevivência e resistência. Mais do que um filme sobre violência, é um convite para uma jornada sensorial que desmistifica estereótipos e revela a riqueza de uma comunidade que encontra no amor e nos vínculos sua maior força para existir e reinventar a vida.Classificação Indicativa Prevista: 14+2. Sinopse das Oficinas (Produto Formativo)O projeto realizará 3 (três) oficinas formativas gratuitas com o tema central "Cinema, Afeto e Insurgência". Os encontros abordarão ferramentas práticas para a criação de projetos audiovisuais com baixo orçamento, incluindo etapas de concepção, roteiro, produção executiva e estratégias de captação de recursos. O objetivo é capacitar artistas e produtores independentes, com foco na comunidade LGBTQIAPN+, a desenvolverem suas próprias narrativas e fortalecer a cadeia de produção audiovisual dissidente.3. Sinopse do Catálogo Digital (Produto de Registro)Como legado e ferramenta de aprofundamento, será produzido o catálogo digital interativo "TransAfetividades: Diários de Bordo". A publicação reunirá perfis dos participantes, entrevistas com a equipe, poemas, fotografias e textos sobre os bastidores e o processo criativo do filme. A revista funcionará como um registro poético e pedagógico da jornada do projeto, ampliando a discussão sobre representatividade e autoria trans no audiovisual, com distribuição online e gratuita.

Objetivos

Objetivo Geral Produzir e difundir o media-metragem "TransAfetividades" com o propósito de promover a visibilidade das vivências afetivas de pessoas trans, utilizando a linguagem cinematográfica como ferramenta para aprofundar o debate social, fortalecer a representação da comunidade na cultura brasileira e ampliar o acesso a narrativas que celebrem a vida e a resistência.Objetivos Específicos Produzir 1 (um) media-metragem documental-performativo com 50 minutos de duração.Realizar 3 (três) oficinas educativas e gratuitas sobre produção audiovisual e narrativas trans.Realizar 2 (duas) exibições presenciais e gratuitas do filme, seguidas de debate com o público.Produzir e distribuir 1 (um) catálogo digital interativo em formato de revista, com acesso gratuito e online.Garantir a implementação de medidas de acessibilidade, incluindo Intérprete de Libras e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) nas 2 (duas) exibições públicas do projeto.

Justificativa

O Brasil, em 2025, permanece como o país mais letal do mundo para pessoas trans, travestis e não binárias. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), foram 122 assassinatos em 2024, uma estatística que traduz um cotidiano atravessado pelo medo. Essa violência, contudo, não se resume ao ato final; ela é a crônica de uma exclusão que começa no abandono familiar e culmina na negação do direito fundamental de amar e ser amado. Neste cenário, o afeto emerge não como mero sentimento, mas como estratégia de sobrevivência, gesto político e ato de insurgência contra uma sociedade que insiste em decretar a extinção desses corpos. É nesta conjuntura de urgência que nasce TransAfetividades. Um projeto audiovisual desta natureza, que propõe uma ruptura radical com a representação midiática tradicional — que relega pessoas trans à crônica policial ou à exotificação — não encontra espaço nos circuitos comerciais de financiamento. Por isso, o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei Rouanet é a ferramenta indispensável para sua realização. Ele permite que um projeto de alta relevância social, mas sem apelo de mercado convencional, seja viabilizado, transformando a renúncia fiscal em um potente vetor de transformação, memória e dignidade.A proposta se enquadra plenamente nas finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), conforme o Art. 1º da Lei 8.313/91, ao atender aos seguintes incisos:Inciso I - "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;" Fundamentação: O projeto materializa este inciso ao garantir que a comunidade trans não seja apenas objeto de estudo, mas protagonista de suas próprias narrativas, exercendo seu direito cultural de se expressar e se ver representada. Ao mesmo tempo, oferece à sociedade o acesso a essas histórias, promovendo a empatia e o entendimento. Inciso III - "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;"Fundamentação: "TransAfetividades" valoriza e difunde a produção cultural e artística de criadores trans e da comunidade LGBTQIAP+, tanto na equipe técnica quanto nos participantes, fortalecendo um segmento vital, porém sub-representado, da cultura nacional. Inciso IV - "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;"Fundamentação: O filme atua na proteção e salvaguarda das expressões, memórias e modos de vida da comunidade trans, um grupo formador da sociedade brasileira cuja existência e cultura estão sob constante ameaça, contribuindo diretamente para o pluralismo cultural do país.Adicionalmente, o projeto alcançará os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, por meio de seus produtos culturais específicos: Inciso I, alínea c) - "instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;"Fundamentação: Este objetivo será alcançado através da realização das 3 (três) oficinas gratuitas de produção audiovisual, que visam a formação e capacitação de novos agentes culturais. Inciso II, alínea a) - "produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais (...);"Fundamentação: Este é o objetivo central do projeto, que se concretiza na produção do media-metragem documental de 50 minutos, principal produto cultural a ser entregue à sociedade.Ao deslocar o foco da morte para a vida e narrar as múltiplas formas de afetividade, "TransAfetividades" utiliza o fomento cultural para construir uma crônica poética, política e existencial. O projeto não apenas cria um bem cultural, mas também oferece ferramentas de formação e gera um debate inadiável, cumprindo com excelência a missão da Lei de Incentivo à Cultura.

Estratégia de execução

Concepção Artística e Estrutura Narrativa1. Linguagem Híbrida e SensorialA linguagem de "TransAfetividades" será híbrida, articulando elementos visuais, sonoros e performáticos para criar uma narrativa imersiva e poética que transcende o documentário tradicional. A abordagem busca traduzir experiências subjetivas e emocionais, permitindo que o espectador não apenas entenda, mas sinta os afetos retratados. A composição estética se baseará em três pilares:Depoimentos Íntimos: As entrevistas serão filmadas com extremo cuidado visual, utilizando luz, sombra e cor para modular a intensidade emocional de cada relato. A câmera capturará detalhes mínimos — gestos, olhares, a respiração — para amplificar a sensação de presença e corporeidade.Performances Corporais: Experiências como a descoberta do corpo ou a sensação de pertencimento serão traduzidas em coreografias e performances cênicas. Integradas à narrativa, essas intervenções funcionarão como uma extensão física das emoções verbalizadas, rompendo com a linearidade e oferecendo múltiplas camadas de interpretação.Imagens Poéticas do Cotidiano: As cidades de São Paulo e o Vale do Paraíba serão cenários vivos da experiência trans. Ruas, praças e interiores de casas serão filmados com atenção à textura, ao movimento e aos sons, reforçando a ideia de que afetos e memórias estão intrinsecamente ligados aos lugares que habitamos.A montagem alternará entre contemplação e intensidade, e a experiência sonora combinará paisagens urbanas, diálogos e uma trilha sonora original para reforçar a jornada emocional do filme.2. Estrutura Narrativa: Uma Jornada em Quatro BlocosO filme será estruturado em quatro blocos temáticos que se entrelaçam, construindo um mosaico de vozes e vivências que avança do individual ao coletivo.Bloco 1 – Origens e Identidades: Investiga as trajetórias de afirmação e autoconhecimento, explorando memórias de infância, descobertas de gênero e as primeiras experiências de exclusão. Este bloco funciona como um mapa da formação de identidades atravessadas por gênero, raça e território, mostrando os vínculos que surgem como resposta à hostilidade social.Bloco 2 – Afetos e Relações Amorosas: O coração do projeto, este bloco explora a multiplicidade do amor: romântico, poliamoroso, assexual e a amizade como núcleo afetivo vital. A estética aqui combinará depoimentos com microinterações cotidianas — abraços, toques, danças — que traduzem afetos difíceis de verbalizar, reforçando que amar em contextos de exclusão é um ato de insurgência.Bloco 3 – Famílias e Redes de Cuidado: Aprofunda o conceito de famílias escolhidas e redes de solidariedade, mostrando a parentalidade, o acolhimento comunitário e laços entre gerações, como a figura das "mães travestis". A estética será doméstica e sensorial, evidenciando que construir família e afetos é, também, uma forma de resistência política.Bloco 4 – Futuro, Resistência e Transformação: O bloco final projeta um olhar para o futuro, investigando a práxis política do afeto. Depoimentos e performances explorarão como o amor e a solidariedade se convertem em ação social e cultural. O espaço público será filmado como palco de resistência, mostrando que narrar histórias de cuidado é afirmar direitos, dignidade e visibilidade.

Especificação técnica

1. Media-Metragem Documental HíbridoDuração: 50 minutos.Formato de Captação: 4K (3840x2160), utilizando câmeras digitais de cinema para garantir alta qualidade de imagem.Formato de Exibição: O master final será em Digital Cinema Package (DCP) para as exibições em salas de cinema e em formato .mp4/.mov de alta resolução para disponibilização online.Áudio: Mixagem final em 5.1 (para cinema) e estéreo (para web).Recursos de Acessibilidade (na cópia final):Audiodescrição (AD): Roteiro e narração com descrição das cenas para pessoas com deficiência visual.LSE (Legenda para Surdos e Ensurdecidos): Legenda descritiva com diálogos e informações sonoras.Libras: Janela com intérprete de Libras.Classificação Indicativa: A ser definida após a finalização da obra.2. Oficinas EducativasQuantidade: 3 (três) oficinas.Duração: 180 minutos cada.Formato: Encontros presenciais e gratuitos, com gravação do conteúdo para posterior disponibilização online.Conteúdo Pedagógico: As oficinas terão como foco o desenvolvimento de projetos audiovisuais independentes, abordando temas como:Criação de narrativas e desenvolvimento de roteiro para documentários.Noções de produção executiva para projetos de baixo orçamento.Estratégias para captação de recursos via editais e leis de incentivo.Material de Apoio: Será fornecido aos participantes um material digital (PDF acessível) com o resumo dos tópicos abordados e referências complementares.3. Catálogo DigitalTítulo: "TransAfetividades: Diários de Bordo".Paginação: Aproximadamente 50 páginas.Formato: Digital (PDF interativo), com design adaptado para leitura em computadores, tablets e smartphones.Conteúdo: A publicação reunirá material aprofundado sobre o projeto, incluindo perfis dos participantes, entrevistas com a equipe, fotos de bastidores, poemas e textos reflexivos sobre o processo de criação e a temática do filme.Recursos de Acessibilidade: O PDF final será formatado para ser compatível com softwares leitores de tela, garantindo o acesso para pessoas com deficiência visual.4. Plataforma de Difusão Online (Site do Projeto)Função: O site funcionará como o hub central de informações e distribuição dos produtos do projeto.Conteúdo: A plataforma abrigará a sinopse do filme, perfil da equipe, agenda de exibições, os vídeos gravados das oficinas e o link para download gratuito do Catálogo Digital.Recursos de Acessibilidade: O site será desenvolvido seguindo as diretrizes de acessibilidade na web (WCAG) para garantir a navegação por todos os públicos.

Acessibilidade

O projeto TransAfetividades nasce com o compromisso fundamental da inclusão e da democratização do acesso, em total conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Nº 13.146/2015). Nosso plano de acessibilidade foi desenhado de forma integrada ao projeto, garantindo que as barreiras de comunicação e arquitetônicas sejam ativamente removidas em todas as suas fases.1. Acessibilidade Arquitetônica e de AcolhimentoA acessibilidade física será um critério decisivo na escolha dos locais para a realização das 2 (duas) exibições e das 3 (três) oficinas do projeto. A estratégia consiste em selecionar parceiros e espaços que já ofereçam a infraestrutura necessária, garantindo:Acesso Universal: Os locais deverão obrigatoriamente possuir rampas de acesso, elevadores ou outras estruturas que permitam a circulação autônoma de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Banheiros Adaptados: Serão selecionados apenas espaços que disponham de banheiros acessíveis e devidamente sinalizados. Espaços Reservados: Nas salas de exibição e nos locais das oficinas, haverá áreas reservadas para cadeiras de rodas, posicionadas para garantir boa visibilidade, conforto e segurança. Equipe de Apoio: A equipe de produção e recepção dos eventos será orientada a oferecer suporte ativo a qualquer pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida que precise de auxílio para localização, deslocamento ou outras necessidades.2. Acessibilidade de Conteúdo e ComunicacionalAssegurar que a mensagem e a arte do projeto cheguem a todos os públicos é nossa prioridade. Para isso, implementaremos as seguintes medidas nos produtos culturais: Libras (Língua Brasileira de Sinais):Haverá interpretação simultânea em Libras, ao vivo, durante as 2 (duas) sessões de exibição (incluindo os debates após o filme) e durante a realização das 3 (três) oficinas, garantindo a participação plena da comunidade surda. LSE (Legenda para Surdos e Ensurdecidos):A cópia final do media-metragem "TransAfetividades" será produzida com legenda descritiva (LSE), que inclui a transcrição dos diálogos e a indicação de informações sonoras relevantes (ex: [música tensa], [aplausos]), seguindo as melhores práticas para produções audiovisuais. Audiodescrição (AD):Será produzido um roteiro e uma narração de audiodescrição para o media-metragem, descrevendo as informações visuais essenciais (cenários, figurinos, expressões, ações) para garantir a fruição da obra pelo público com deficiência visual. Materiais Digitais Acessíveis:O Catálogo Digital do projeto será diagramado e exportado em um formato (PDF acessível) compatível com softwares leitores de tela, permitindo que pessoas com deficiência visual tenham acesso autônomo ao conteúdo escrito e às descrições de imagens.

Democratização do acesso

O projeto TransAfetividades foi concebido tendo a democratização do acesso como um de seus pilares, em total alinhamento com os objetivos da Lei de Incentivo à Cultura. Todas as ações e produtos culturais resultantes deste projeto serão 100% gratuitos para a população.1. Plano de Distribuição Gratuita dos ProdutosMedia-Metragem (50 min): A distribuição do filme será realizada em duas fases estratégicas. Inicialmente, o media-metragem será inscrito em festivais de cinema nacionais e internacionais para obter reconhecimento e visibilidade no circuito. Após este período, a obra será disponibilizada integralmente em plataformas de vídeo online e gratuitas (como YouTube/Vimeo), garantindo acesso irrestrito e de longo prazo ao público. Todas as exibições públicas organizadas pelo projeto terão entrada franca.Catálogo Digital: A revista-catálogo será publicada em formato digital (PDF acessível), disponível para download gratuito no website e redes sociais do projeto, eliminando custos de impressão e permitindo um alcance global.Oficinas Educativas: As 3 (três) oficinas serão oferecidas gratuitamente à comunidade, com inscrições abertas ao público interessado.2. Medidas de Ampliação do AcessoPara além da gratuidade, o projeto adotará as seguintes medidas de ampliação de acesso, conforme previsto no Art. 47 da Instrução Normativa da Lei Rouanet:Disponibilização de Conteúdo Online (IN, Art. 47, Inc. III): O conteúdo das 3 (três) oficinas será gravado e editado. Esses registros audiovisuais das atividades de ensino serão disponibilizados gratuitamente nas plataformas online do projeto, funcionando como um legado educativo permanente e ampliando o alcance da formação para além dos participantes presenciais.Realização de Sessões Comunitárias com Debate: As 2 (duas) exibições presenciais planejadas serão realizadas prioritariamente em parceria com espaços culturais comunitários, ONGs, cineclubes ou universidades públicas. Esta ação visa levar o filme a públicos que estão fora do circuito comercial de cinemas. Todas as sessões serão seguidas por debates com a equipe e participantes, fomentando o diálogo e a reflexão crítica.Parcerias Estratégicas para Divulgação: A comunicação do projeto será focada em parcerias com coletivos artísticos e movimentos sociais da comunidade LGBTQIAPN+. Esta estratégia garante que a divulgação chegue de forma orgânica, direta e eficiente ao público-alvo prioritário do projeto, otimizando recursos e fortalecendo redes de colaboração.

Ficha técnica

Ruya CarloProdutora cultural, roteirista e curadora, Ruya Carlo é responsável por articular, estruturar e viabilizar diversos projetos culturais de impacto nacional e internacional. Com um olhar atento para a inovação e a experimentação artística, destaca-se na escrita de projetos culturais, curadoria de festivais e no desenvolvimento de iniciativas que promovem a democratização do acesso à cultura.Como idealizadora e organizadora do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), Ruya estruturou um dos mais relevantes festivais de cinema queer do Brasil, consolidando sua experiência na gestão e produção de eventos culturais. Além do FIRQ+, lidera iniciativas importantes como a Mostra Ruídos Emergentes, a Mostra Brasil Profano e o Sonora Queer – Festival de Intérpretes, ampliando a visibilidade e o protagonismo de artistas dissidentes em diversos campos artísticos, especialmente nas artes audiovisuais e performáticas.Ruya também é reconhecida pela sua atuação na captação de recursos culturais, tendo viabilizado mais de R$ 300 mil por meio de leis de fomento direto e acumuladoprojetos aprovados na ordem de mais de R$ 1,7 milhão via Lei Rouanet. Essa experiência robusta em gestão financeira e execução de projetos culturais permite que suas iniciativas sejam sustentáveis e de grande impacto social e artístico.Entre os projetos de destaque idealizados ou conduzidos por Ruya estão: a Residência Artístico-Performática IRANRAN INA, realizada com financiamento da Fundação Marcopolo por meio da Lei Aldir Blanc 2020; a Mostra Ruídos Emergentes, consolidada a partir do Prêmio de Reconhecimento da Cultura Pelotense, que valoriza a produção cultural local e seus agentes; e o Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), que se firmou como um verdadeiro ponto de luz para as dissidências no circuito global de festivais de cinema, reunindo em sua última edição mais de 1.300 filmes inscritos, oriundos de mais de 98 países.Sá PrettoArtista multidisciplinar, pesquisadora e produtora cultural com trajetória consolidada na interseção entre teatro, cinema, performance e pensamento crítico, Sá Pretto é mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Cofundadora do coletivo Ruidosa Alma, é a idealizadora do conceito de Performance Ruidosa, uma abordagem teórico-artística que utiliza o ruído como metáfora para o rompimento de convenções estéticas, narrativas e sociais.Com formação e atuação que atravessam as artes cênicas, Sá dirigiu e compôs obras como Genon & Cídios, Dois Pontos e Altar da Pátria, projetos apresentados em diversas cidades brasileiras e no exterior, com forte impacto estético e político. Suas obras problematizam o corpo como campo de disputa simbólica, questionando identidades, normatividades e estruturas coloniais. No campo audiovisual, Sá atua como uma das diretoras e produtoras do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), sendo responsável por sua curadoria estética e pela coordenação de ações formativas e de articulação institucional. Também é a idealizadora da Mostra Nacional de Cinema Brasil Profano, que articulaseleções de filmes nacionais recebidos durante a curadoria do FIRQ+, ainda, colabora como facilitadora de oficinas de performance, criação audiovisual e processos híbridos, onde compartilha sua metodologia baseada em experimentação sensorial, crítica e performatividade. Eduard de MoraesCuradora, artista visual e produtora cultural, Eduard de Moraes tem atuação voltada à articulação de redes em arte contemporânea, cultura digital e projetos de visibilidade LGBTQIAP+ e periférica. Sua pesquisa está centrada na criatividade como motor de invenção e liberdade expressiva, com ênfase em práticas como o desenho, a pintura e a fotografia.Atualmente, integra a equipe do FIRQ+ – Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+, onde atua como diretora de comunicação e assistente de produção. No festival, é responsável pela coordenação da comunicação institucional, mídias sociais e pela produção de conteúdos gráficos e editoriais que articulam imagem, narrativa e ativismo cultural.Eduard também integrou a equipe de produção da 1ª Residência Artística IRANRAN INA e da 1ª Mostra Nacional de Cinema Brasil Profano, projetos realizados pela Ruidosa Alma, consolidando sua atuação em processos curatoriais e de produção com foco na escuta sensível, descentralização dos saberes e valorização de expressões artísticas dissidentes.Como artista visual e fotógrafa da Coletiva Ruidosa Alma, colabora na documentação sensível de processos criativos e ações performativas, além de participar de exposições promovidas internamente pela própria Coletiva. Sua atuação combina experimentação visual, pensamento curatorial e engajamento político, com foco em práticas artísticas que desestabilizam normatividades e ampliam os sentidos de criação e pertencimento.Kowawa Kapokaja ApurinãMulher indígena do povo Apurinã do Médio Purus (AM), Kowawa Kapokaja Apurinã é artista, curadora, pesquisadora e ativista com trajetória destacada nos campos da antropologia, das artes visuais e do pensamento decolonial. Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com período sanduíche na Sorbonne Nouvelle Paris 3, desenvolve pesquisas voltadas à epistemologia indígena, retomadas territoriais, educação diferenciada e racismo estrutural, com ênfase nas vozes de mulheres indígenas. Atua como curadora e consultora de projetos culturais e artísticos na interseção entre arte e ancestralidade. Foi curadora convidada e palestrante no FIRQ+, contribuindocom a ampliação das narrativas indígenas no campo audiovisual e com ações formativas decoloniais. Participou da Residência IRANRAN INA, na seleção dos artistas participantes, também promoveu a reflexão sobre a descolonização da imagem e os modos de existir e resistir dos povos originários. É cofundadora da Coletiva Artivismo Indígena, do Instituto Pupykary do Povo Apurinã e da Articulação Brasileira de Indígenas Antropólogos (ABIA). Atua também como perita e pesquisadora em processos de demarcação territorial e na elaboração de laudos antropológicos, com experiência em campo junto a diversos povos, como os Tupinambá, Kaiowá, Shanenawa, Guarani e Uru-Eu-Wau-Wau. Sua presença como artista e curadora tensiona os limites da institucionalidade e propõe novos modos de criação e pensamento a partir de um cosmopolitismo indígena insurgente.Suzellen MotaProfissional atuante nas áreas de produção audiovisual, captação de imagem e edição de vídeo, Suzellen Mota tem experiência desde 2020. Formada em Edição de Vídeo, Fotografia Digital e Computação Gráfica, atualmente cursa Produção Audiovisual (UFBRA) e Engenharia em Design Digital (UniFCV).Participou da cobertura de eventos como a Virada SP 2022 e a Festa do Mineiro, além de produzir vídeos institucionais para a Fundação Cultural Cassiano Ricardo e animações de logomarcas para eventos. Foi produtora, cinegrafista e editora dos videocasts Vozes da Cultura e Café com Trans. Atuou também na 1ª e 2ª edição do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+) e na peça online Não Urine no Chão. Maximiliano Augusto Maurer da SilvaFormado em Comunicação Social – Rádio e ela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), Maximiliano Maurer atua profissionalmente na área audiovisual desde 2016. Possui experiência em produção, apresentação, locução, roteirização, direção de imagens e edição, com passagens por veículos como TV Univap, TV Câmara São José dos Campos e TV Band Vale.Desde 2018, presta serviços à Fundação Cultural Cassiano Ricardo, sendo responsável por coberturas como a Virada SP e vídeos institucionais, incluindo o projeto A Cultura Não Para. Foi produtor audiovisual na 1ª e 2ª edição do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+) e diretor de imagem dos videocasts Vozes da Cultura e Cafécom Trans. Também atuou como filmmaker e editor em diversos projetos institucionais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.