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PRONAC 259711Autorizada a captação total dos recursosMecenato

I KIZOMBA QUILOMBO LIBERDADE

46.012.976 ELISANDRA CANTANHEDE RIBEIRO
Solicitado
R$ 212,5 mil
Aprovado
R$ 212,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
25

Localização e período

UF principal
MA
Município
São Luís
Início
2026-03-09
Término
2026-09-26
Locais de realização (1)
São Luís Maranhão

Resumo

O I Kizomba Quilombo Liberdade é uma iniciativa cultural e formativa voltada para o fortalecimento da identidade negra e quilombola, com foco no protagonismo de mulheres negras de 14 a 60 anos, moradoras do Quilombo Liberdade, em São Luís/MA _ o maior quilombo urbano da América Latina. O projeto propõe a realização de oficinas, rodas de conversa, exposições e apresentações de grupos culturais de tambor de crioula , musica popular maranhense e grupos de capoeira de encerramento, valorizando a cultura afro-diaspórica e promovendo visibilidade, empoderamento e celebração coletiva. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5, 10, 13 e 16), o I Kizomba busca incentivar a equidade de gênero, a redução das desigualdades, a sustentabilidade territorial e a cultura de paz, contribuindo para o fortalecimento da resistência cultural e comunitária.

Sinopse

Oficinas Quinzenais de Capoeira, Tambor e Percussão· Assunto: Práticas culturais afro-brasileiras de resistência, pertencimento e expressão corporal e musical.· Descrição: Oficinas interativas que trabalham a capoeira como disciplina e ancestralidade, e o tambor/percussão como resgate de saberes tradicionais e identidade musical quilombola.· Classificação Indicativa: Livre. Oficinas Mensais de Educação Antirracista· Assunto: Formação crítica e cidadã sobre racismo estrutural, identidade quilombola, gênero e interseccionalidade.· Descrição: Espaços de escuta e partilha que promovem empoderamento político e intelectual, fortalecendo narrativas negras no território.· Classificação Indicativa: Livre Rodas de Conversa com Mestras Quilombolas· Assunto: Saberes ancestrais, trajetórias de vida, práticas comunitárias e estratégias de resistência.· Descrição: Encontros horizontais e intergeracionais, conduzidos por mestras e lideranças quilombolas, valorizando oralidade e protagonismo feminino.· Classificação Indicativa: Livre.Registros Fotográficos e Exposição Final· Assunto: Documentação da memória coletiva, experiências e expressões culturais das participantes.· Descrição: Produção de registros fotográficos e audiovisuais das atividades do projeto, culminando em uma exposição que valoriza a cultura e o protagonismo feminino quilombola.· Classificação Indicativa: Livre. Encerramento – I Kizomba Quilombo Liberdade· Assunto: Celebração comunitária da cultura quilombola e afro-brasileira.· Descrição: Evento aberto à comunidade, com apresentações culturais, feira de saberes e sabores afroquilombolas e exposição fotográfica, consolidando os resultados do processo formativo.· Classificação Indicativa: Livre.

Objetivos

OBJETIVO GERALRealizar o I Kizomba, para fortaleça a identidade cultural e o protagonismo de mulheres negras e quilombolas do Quilombo Liberdade, por meio da valorização da arte, da educação antirracista e da ancestralidade, promovendo formação, visibilidade e transformação social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS· Promover oficinas práticas de tambor, percussão e capoeira, resgatando saberes ancestrais e incentivando a participação ativa das mulheres;· Realizar formações em educação antirracista, com ênfase na Lei 10.639/2003, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo práticas pedagógicas inclusivas;· Produzir e expor registros fotográficos que evidenciem o protagonismo feminino quilombola, valorizando a memória e a identidade do território;· Realizar rodas de conversa com mestras, lideranças comunitárias e referências culturais, fortalecendo a transmissão de saberes e a escuta coletiva;· Encerrar as ações com um grande momento reunindo apresentações culturais, feira preta e mostra artística, celebrando a resistência, a união comunitária e a força das mulheres do Quilombo Liberdade.

Justificativa

O Quilombo Liberdade é um território marcado pela luta histórica de descendentes de africanos escravizados que, ainda hoje, enfrentam exclusões sociais, econômicas, políticas e ambientais. Nesse contexto, as mulheres negras e quilombolas desempenham um papel fundamental na preservação das tradições, nos cuidados comunitários e na resistência frente às desigualdades. No entanto, persistem os desafios relacionados ao racismo estrutural e ao sexismo, que limitam seu acesso a oportunidades de formação, valorização cultural e participação efetiva nos processos decisórios.O I Kizomba Quilombo Liberdade surge como uma resposta a essas demandas, oferecendo um espaço de visibilidade, formação e celebração para essas mulheres. Ao resgatar a Kizomba como símbolo de união e resistência afro-diaspórica, o projeto promove não apenas a preservação da cultura quilombola, mas também a criação de novas perspectivas de futuro, pautadas na equidade, no fortalecimento identitário e na justiça social. Trata-se de uma ação estratégica de empoderamento feminino e de afirmação cultural, que contribuirá para a transformação social do território e para o reconhecimento da relevância das mulheres quilombolas na construção de uma sociedade mais justa e plural.

Estratégia de execução

O I Kizomba Quilombo Liberdade se insere em um território de grande relevância histórica e cultural, reconhecido como o maior quilombo urbano da América Latina. A iniciativa tem caráter inovador ao colocar as mulheres negras e quilombolas no centro das ações, promovendo não apenas a valorização da cultura afro-brasileira e quilombola, mas também a formação crítica e a ampliação da cidadania.O projeto adota uma abordagem intergeracional, articulando saberes de mestras, jovens e adultas, o que assegura a transmissão e a renovação das tradições. Além disso, contribui diretamente para a salvaguarda do patrimônio imaterial maranhense, por meio de ações práticas que dialogam com capoeira, tambor de crioula, oralidade e estética negra.Outro aspecto importante é a articulação entre cultura e educação, promovendo uma pedagogia baseada na ancestralidade, na resistência e no protagonismo feminino, em consonância com a Lei 10.639/2003 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Por fim, destaca-se que o I kizomba pode gerar impacto direto no fortalecimento da autoestima e identidade da população negra, além de estimular o afroempreendedorismo por meio da feira Preta e da visibilidade das produções culturais locais. Trata-se, portanto, de uma ação de relevância comunitária, formativa e política, com potencial de continuidade e expansão em edições futuras.Outros detalhes relevantes:Toda a programação será gratuita e aberta ao público;Parte das atividades será registrada em formato audiovisual e disponibilizada em meio digital;Haverá preocupação com a acessibilidade, garantindo intérprete de Libras em momentos-chave e sinalização inclusiva;A estrutura será montada de forma sustentável, com uso de materiais recicláveis e incentivo à economia solidária por meio da feira preta.

Especificação técnica

1. Oficinas Quinzenais de Capoeira, Tambor e Percussão (4 encontros)Duração/Formato: 4 encontros, cada um com 3 horas de carga horária, realizados quinzenalmente.Participação prevista: até 30 mulheres por oficina.Materiais: berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, instrumentos de percussão variados, uniformes de capoeira, colchonetes, material de apoio impresso.Projeto pedagógico: metodologia participativa, com vivências práticas e rodas de conversa, valorizando a ancestralidade, o corpo como território de memória e a coletividade.Resultados esperados: fortalecimento do vínculo com expressões culturais afro-brasileiras, estímulo à disciplina, musicalidade e identidade quilombola. 2. Oficinas Mensais de Educação Antirracista (4 encontros)Duração/Formato: 4 encontros mensais de 3 horas cada.Participação prevista: até 40 mulheres por oficina.Materiais: apostilas digitais e impressas, quadro branco, canetas, recursos audiovisuais (datashow, caixas de som).Projeto pedagógico: metodologia freiriana, com rodas de diálogo, estudo dirigido e análise crítica de textos da Lei 10.639/2003, interseccionalidade e identidade quilombola.Resultados esperados: formação crítica das participantes, fortalecimento do pertencimento identitário e ampliação do acesso ao conhecimento sobre direitos e cidadania. 3. Rodas de Conversa com Mestras Quilombolas (3 encontros)Duração/Formato: 3 encontros mensais de 2 horas cada.Participação prevista: até 50 pessoas por roda.Materiais: microfone, som ambiente, bancos/cadeiras, gravação audiovisual para registro.Projeto pedagógico: metodologia oral e circular, com valorização da escuta, diálogo intergeracional e troca de saberes ancestrais.Resultados esperados: registro e valorização das experiências de mestras e lideranças, fortalecimento da memória coletiva e da transmissão de saberes quilombolas. 4. Registros Fotográficos e Exposição Final (1 ação)Duração/Formato: registros durante todas as atividades, culminando em uma exposição aberta à comunidade (1 semana de duração).Participação prevista: cerca de 40 fotografias expostas, com possibilidade de circulação em outros espaços culturais.Materiais: câmeras digitais profissionais, iluminação portátil, computador para edição, molduras/painéis, espaço físico para a exposição.Projeto pedagógico: narrativa visual construída a partir da vivência das mulheres quilombolas, evidenciando seus processos formativos, expressões e protagonismo.Resultados esperados: produção de acervo imagético sobre o território, ampliação da visibilidade das mulheres participantes e fortalecimento da memória cultural. 5. Encerramento – I Kizomba Quilombo Liberdade (1 evento)Duração/Formato: evento de 1 dia, com 6 horas de programação contínua.Participação prevista: público estimado de 300 pessoas.Materiais: praticável, som, iluminação, tendas, barracas para feira, banners de sinalização, cadeiras, mesas, material gráfico de divulgação.Projeto pedagógico: culminância das ações formativas, integrando apresentações de capoeira, tambor e percussão, mostra fotográfica, feira preta e espaço de convivência comunitária.Resultados esperados: consolidação dos resultados do projeto, fortalecimento da autoestima coletiva, valorização da cultura quilombola e promoção da visibilidade das mulheres negras do território.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE O I Kizomba Quilombo Liberdade se compromete com a inclusão de pessoas com deficiência e com diferentes níveis de letramento, assegurando que todos os momentos do projeto sejam acessíveis física, comunicacional e sensorialmente. As ações previstas buscam criar um ambiente respeitoso, participativo e plural, onde todas as mulheres quilombolas e os demais participantes se sintam representadas e valorizadas. 1. Intérprete de Libras nos eventosTodos os eventos públicos do projeto, especialmente o festival de encerramento e as rodas de conversa com mestras quilombolas, contarão com a presença de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).Objetivo: Garantir o acesso à comunicação para pessoas surdas, assegurando sua participação ativa e o direito à informação em igualdade de condições.2. Espaços acessíveis fisicamenteAs oficinas, exposições e eventos serão realizados em espaços que atendam aos critérios mínimos de acessibilidade física, como rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização adequada.Objetivo: Promover a mobilidade segura e autônoma de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, incluindo cadeirantes e pessoas idosas. 3. Audiodescrição na exposição fotográficaA exposição final do projeto contará com recursos de audiodescrição das imagens e textos, disponibilizados por meio de QR Codes acessíveis com áudio.Objetivo: Tornar o conteúdo visual da exposição acessível para pessoas com deficiência visual, permitindo que elas também possam apreciar e compreender a memória coletiva representada nas fotos. 4. Materiais com linguagem simplesTodos os materiais de divulgação e informativos produzidos pelo projeto (físicos e digitais) utilizarão linguagem simples, direta e inclusiva, facilitando a compreensão por pessoas com baixo letramento ou com dificuldades de leitura.Objetivo: Promover o acesso democrático à informação, respeitando os diversos níveis de alfabetização e compreensão linguística das participantes do Quilombo Liberdade.

Democratização do acesso

A proposta assegura ampla democratização de acesso ao prever a gratuidade de todas as atividades, incluindo oficinas, rodas de conversa, exposições e atividade de encerramento. Os produtos resultantes, como registros fotográficos e audiovisuais, serão disponibilizados em plataformas digitais de acesso livre, ampliando o alcance para além do território.Para garantir a participação de diferentes públicos, serão realizadas ações descentralizadas dentro dos cinco bairros que compõem o Quilombo Liberdade, aproximando as atividades das comunidades. Serão organizados ensaios abertos e oficinas paralelas, possibilitando o acompanhamento dos processos criativos e a interação com artistas e formadores. Além disso, haverá transmissão de parte da programação pela internet, permitindo que pessoas de fora do território também tenham acesso ao conteúdo do projeto.Essas medidas fortalecem a circulação dos saberes, asseguram a inclusão de públicos diversos e ampliam a visibilidade da produção cultural quilombola, valorizando o protagonismo feminino e promovendo a cultura como direito de todos.

Ficha técnica

A dirigente e proponente do projeto, Elisandra Cantanhede Ribeiro, será responsável pela coordenação geral do I Kizomba Quilombo Liberdade. Atuará na organização, acompanhamento pedagógico e cultural das atividades, articulando parcerias comunitárias e assegurando a execução do projeto de acordo com seus objetivos. Sua atuação se alinha à missão da instituição proponente: valorizar e preservar a cultura afro-brasileira e quilombola, fortalecendo expressões tradicionais como a capoeira, o tambor de crioula, o bumba-meu-boi e os saberes dos terreiros, além de promover educação antirracista, identidade, pertencimento e protagonismo social em territórios periféricos e quilombolas.Currículo Resumido dos Principais ParticipantesElisandra Cantanhede Ribeiro – Coordenadora Geral e ProponenteMulher preta, quilombola do Quilombo Liberdade, pesquisadora da temática das relações étnico-raciais com foco em religiosidade e educação. Atua na articulação comunitária e na produção cultural em projetos voltados à educação antirracista, memória e protagonismo feminino quilombola.Tereza Raquel Coelho Cantanhede – Coordenação AdministrativaEstudante de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola e administradora. Responsável pela coordenação administrativa e acompanhamento da execução financeira do projeto, articulando processos burocráticos e garantindo a transparência da gestão.Geysa Alves Ribeiro – Articuladora CulturalTrancista tradicional e graduanda em Educação Escolar Quilombola. Atua na valorização das estéticas negras, na preservação das tradições afro-brasileiras e na mobilização de jovens quilombolas em ações de arte, identidade e memória. No projeto, será responsável pela articulação cultural e comunitária.Maria Júlia Ribeiro Santos – Coordenação PedagógicaGraduanda em Psicologia e professora de maquiagem artística, com experiência em práticas formativas voltadas à autoestima e ao fortalecimento da identidade negra. No projeto, atuará na coordenação pedagógica das oficinas, em conjunto com as professoras formadoras convidadas.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.