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LEAR _ A Tragédia do Algoritmo é um espetáculo teatral inédito, livremente inspirado em Rei Lear, de William Shakespeare, com dramaturgia de Pedro Kosovski, direção de Marco André Nunes e protagonizado por André Mattos. O projeto contempla as etapas de pesquisa, criação, produção e apresentações da peça, indicada para jovens e adultos. Ambientada em um futuro distópico e digital, a obra propõe uma reflexão sobre o colapso entre o humano e o tecnológico, explorando temas como o poder das Big Techs, a manipulação das imagens e o controle algorítmico das identidades. A montagem combina teatro, audiovisual e música original, abordando as ruínas contemporâneas de um mundo governado por dados.
SINOPSE DA OBRAVersão Longa:Em um futuro distópico, onde a humanidade sucumbiu à lógica das Big Techs e o mundo físico foi substituído por realidades digitais, um velho rei tenta preservar o controle de seu império na nuvem. LEAR – A Tragédia do Algoritmo é uma releitura contemporânea de Rei Lear, de William Shakespeare, que transporta a tragédia clássica para o cenário tecnológico e caótico do século XXI.Encenada em um bunker digital — metáfora do isolamento e do colapso do humano —, a obra acompanha Lear, um latifundiário virtual que decide dividir seu império de dados entre três “filhas”: potências corporativas que ora o bajulam, ora o traem. À medida que o poder se fragmenta, a guerra se instala e o homem se dissolve entre telas, ruídos e hologramas. O real e o virtual se confundem, o corpo se torna dado, e o amor, uma falha no sistema.Com dramaturgia de Pedro Kosovski, direção de Marco André Nunes e protagonizado por André Mattos, o espetáculo funde teatro, audiovisual e música eletrônica em uma experiência sensorial e filosófica. A encenação utiliza o glitch — falha digital — como recurso poético, transformando o erro em metáfora da deterioração do humano e do colapso dos sistemas de poder.LEAR – A Tragédia do Algoritmo é uma reflexão sobre o fim da autoridade, a fragilidade da identidade e o vazio de uma era em que os deuses se tornaram algoritmos. Um espetáculo sobre o homem diante da própria criação — entre o ruído das máquinas e o silêncio do colapso. Versão Média:Em um futuro distópico próximo, o poder global migrou para dentro de bunkers digitais, onde vivem os bilionários das Big Techs e seus algoritmos de controle. O mundo real, devastado por guerras e fome, tornou-se ruído e imagem. Nesse cenário, surge LEAR – A Tragédia dos Algoritmos, uma releitura contemporânea da tragédia de Shakespeare.Lear é agora um latifundiário digital, senhor das “terras da nuvem”, que decide dividir seu império virtual entre as filhas, acreditando ainda poder preservar o domínio sobre o que resta de sua soberania. Mas sua partilha é ilusória: traído por herdeiras simbólicas e substituído por um holograma, o rei assiste à extinção do humano diante da ascensão do algoritmo.A encenação se constrói num bunker minimalista, cercado por telas, ruídos e glitches — falhas digitais que revelam o colapso da realidade. Entre projeções e silêncios, a obra questiona quem governa quando o império é feito de dados.LEAR propõe um diálogo entre teatro, tecnologia e filosofia, investigando os limites da identidade, da memória e da presença na era digital. Uma tragédia em neon e ruído, onde ecoa a derradeira sentença: “O império cai. As telas governam.” Versao Curta:Em um futuro distópico, o mundo colapsa sob o domínio das Big Techs. No interior de um bunker digital, o rei Lear — agora um latifundiário virtual — tenta dividir suas “terras da nuvem” entre as filhas, mas é traído e substituído por um holograma. Inspirado na tragédia de Shakespeare, LEAR – A Tragédia dos Algoritmos é uma metáfora sobre a falência do humano diante do império dos algoritmos. Entre ruídos, pixels e silêncio, o espetáculo questiona: quem governa quando o poder é feito de dados?
Objetivo GeralRealizar o projeto LEAR _ A Tragédia do Algoritmo, espetáculo teatral inédito inspirado em Rei Lear, de William Shakespeare, com dramaturgia de Pedro Kosovski, direção de Marco André Nunes e protagonizado por André Mattos, contemplando as etapas de criação, produção, montagem e circulação em três capitais brasileiras — Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, indicada para maiores de 14 anos e voltada a jovens e adultos. O projeto busca provocar reflexão crítica sobre o impacto da tecnologia, das Big Techs e dos algoritmos na experiência humana e nas estruturas de poder contemporâneas, fortalecendo o teatro como espaço de debate, sensibilidade e transformação social. Objetivos EspecíficosProduto Principal _ Espetáculo de Artes Cênicas Þ Montar, produzir e executar 26 apresentações públicas do espetáculo LEAR _ A Tragédia do Algoritmo, sendo 12 no Rio de Janeiro/RJ, 12 em São Paulo/SP e 2 em Brasília/DF, realizadas em espaços culturais e acessíveis.Þ Desenvolver pesquisa e criação cênica inédita, propondo uma releitura contemporânea de Rei Lear sob a ótica do colapso humano diante da tecnologia, do poder das Big Techs e da manipulação digital.Þ Valorizar o trabalho artístico de elenco, direção, dramaturgia, cenografia, figurino, iluminação e trilha sonora, promovendo uma encenação contemporânea que una recursos analógicos e digitais.Þ Criar cenário, figurino, iluminação e trilha sonora originais, concebendo um espaço cênico simbólico e minimalista — o bunker — como metáfora do isolamento e da falência das relações humanas.Þ Incluir a direção de arte de José Dias, garantindo coerência estética entre os elementos visuais e conceituais do espetáculo.Þ Integrar projeções audiovisuais e composições sonoras originais, produzidas por Marcelo Corrêa, com direção de imagens e criação publicitária.Þ Incorporar o conceito de "glitch" (falha digital) como linguagem poética e recurso dramatúrgico, transformando o erro de sistema em metáfora da falência humana.Þ Promover uma leitura pós-dramática e multimidiática, em diálogo com as ideias de Hans-Thies Lehmann, integrando performance, projeções, ruídos e silêncio como elementos estruturantes da cena.Þ Produzir uma encenação filosófica e sensorial, que convida o público a refletir sobre a ética, a empatia e a condição humana na sociedade mediada por dados e algoritmos, além dos avanços tecnológicos e à crescente despersonalização das relações.Þ Abordar criticamente os efeitos da era algorítmica, das redes sociais e das estruturas de poder das grandes corporações tecnológicas, discutindo a perda da identidade humana frente à inteligência artificial e ao controle digital.Þ Refletir sobre o colapso entre o humano e o tecnológico, utilizando a tragédia shakespeariana como espelho da crise de autoridade, paternidade e decadência moral no mundo atual.Þ Estimular a formação de plateia jovem e adulta por meio de temáticas que abordam o uso excessivo das telas, o poder dos algoritmos e a fragilidade da subjetividade humana na era digital.Þ Investigar as relações de poder, vaidade e declínio da autoridade presentes em Rei Lear, reinterpretando-as no contexto contemporâneo de dependência tecnológica e controle algorítmico.Þ Atualizar o conflito shakespeariano entre paternidade, herança e traição, transpondo-o para um universo dominado pelas Big Techs e pela virtualização das relações humanas.Þ Refletir sobre a alienação e a solidão digital, tematizando a desumanização provocada pelo excesso de mediação tecnológica e pela ilusão de poder nas redes.Þ Utilizar o personagem Lear como símbolo do homem que perde o controle do próprio império, questionando a fragilidade das lideranças políticas e tecnológicas diante do colapso social e ambiental.Þ Abordar criticamente temas como autoritarismo, obsolescência humana, capitalismo de dados e substituição do homem pela máquina, transformando a tragédia shakespeariana em uma alegoria sobre o nosso tempo.Þ Relacionar o enredo da obra à alegoria da Caverna de Platão, refletindo sobre o mundo das aparências, das imagens e da realidade virtual, onde as telas se tornam o novo espaço de poder e aprisionamento.Þ Representar o personagem Lear como símbolo do homem em crise, confrontado com sua própria criação tecnológica, sua perda de autoridade e o fim da experiência do real.Þ Explorar o isolamento e a fragmentação da identidade na era da hiperconectividade, refletindo sobre o duplo digital e a perda da autonomia do sujeito diante das telas.Þ Promover um diálogo entre a tradição shakespeariana e a estética digital contemporânea, unindo texto clássico, ruído eletrônico e linguagem multimídia em uma experiência sensorial.Þ Integrar projeções audiovisuais, vozes espectrais e hologramas, representando figuras de poder invisíveis (como líderes e magnatas das Big Techs) que ecoam como "deuses contemporâneos" dentro da narrativa.Þ Promover 2 ensaios abertos ao público — um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo — voltados a estudantes, artistas e professores, incentivando o diálogo sobre o processo criativo e ampliando a democratização do acesso à arte.Þ Garantir acessibilidade cultural em todas as apresentações, com intérprete de Libras, 3 de audiodescrição e divulgação acessível, assegurando a inclusão de diferentes públicos.Þ Promover bate-papos pós-espetáculo com elenco e direção, favorecendo o diálogo com o público sobre os processos de criação e os temas abordados.Þ Contribuir para o fortalecimento da cena teatral brasileira, gerando empregos diretos e indiretos e movimentando a economia criativa em três capitais e incentivando a cadeia produtiva do teatro. Produto Secundário _ Contrapartidas Sociais e Ações Formativas Þ Realizar 2 palestras abertas ao público, ministradas por Pedro Kosovski (dramaturgo) e Marco André Nunes(diretor), uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo, com duração de 1h30, abordando dramaturgia contemporânea, processos criativos, tecnologia e crítica social. Cada palestra terá duração de 1h30, será gratuita e aberta a estudantes, professores e comunidade em geral, beneficiando cerca de 300 pessoas por palestra, totalizando aproximadamente 600 participantes diretos.Þ Ministrar 3 oficinas práticas com o ator André Mattos e com diretor de arte José Dias, com duração de 4 horas cada, realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, com foco no trabalho do intérprete e na relação entre corpo, voz e tecnologia, tem como público alvo maiores de 16 anos será gratuita e aberta a artistas, estudantes e interessados em teatro e atuação, professores e comunidade em geral, beneficiando cerca de 20 pessoas por oficina, totalizando aproximadamente 60 participantes diretos.Þ Estimular a formação e capacitação de artistas e educadores, oferecendo conteúdos práticos e reflexivos sobre atuação, criação cênica e a linguagem híbrida entre o teatro e o audiovisual.Þ Garantir entrada gratuita para todos os participantes das ações formativas, democratizando o acesso e ampliando o impacto sociocultural do projeto.
O projeto LEAR _ A Tragédia do Algoritmo justifica-se pela necessidade de apoio financeiro via Mecanismo de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91 _ Lei Rouanet), tendo em vista que se trata de uma montagem teatral inédita que exige investimento em todas as etapas do processo artístico: pesquisa, criação, produção, montagem e apresentações. O financiamento público torna-se essencial para viabilizar um projeto dessa complexidade, que alia qualidade estética, inovação narrativa e relevância filosófica, além de oferecer contrapartidas sociais e formativas voltadas à democratização do acesso e ao fortalecimento da economia criativa.A utilização da Lei Rouanet é necessária porque o espetáculo, além de suas 26 apresentações em Rio de Janeiro (12), São Paulo (12) e Brasília (2), contempla:Þ Pesquisa e criação cênica inéditas, com dramaturgia de Pedro Kosovski, que propõe uma releitura contemporânea de Rei Lear, de William Shakespeare, sob a ótica da era digital, das redes e dos algoritmos;Þ Produção completa, com cenário, figurino, iluminação, trilha sonora e projeções audiovisuais originais, concebidos por uma equipe de excelência liderada por Marco André Nunes (direção), José Dias (direção de arte) e Marcelo Corrêa (direção de imagens e criação audiovisual);Þ Concepção visual e sonora que transforma o palco em um bunker digital, espaço simbólico que traduz o isolamento humano, a falência moral e o colapso tecnológico do mundo contemporâneo;Þ Ações formativas como contrapartida social e três oficinas gratuitas com André Mattos e duas palestras com o autor e o diretor, aproximando o público dos processos criativos e dos temas filosóficos da obra;Þ Acessibilidade cultural, com intérprete de Libras, 3 audiodescrição e materiais acessíveis, assegurando a inclusão de pessoas com deficiência Þ Democratização de acesso, incluindo dois ensaios abertos (no Rio de Janeiro e em São Paulo), e o cumprimento das diretrizes de democratização de acesso.Enquadramento na Lei 8.313/91De acordo com o Art. 1º da Lei 8.313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos:· I _ Facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por meio de ingressos gratuitos, preços populares e atividades formativas acessíveis;· II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, ao circular por três capitais (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília), fortalecendo a descentralização e a diversidade da cena teatral nacional;· III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus criadores, ao promover uma montagem inédita que une teatro, filosofia e tecnologia;· IV _ Proteger expressões culturais ligadas à reflexão sobre ética, humanidade e diversidade, fundamentais para o pluralismo e a liberdade de pensamento;· V _ Salvaguardar modos contemporâneos de criação e pensamento artístico, integrando linguagens híbridas entre teatro, audiovisual e performance;· VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, ao revisitar uma obra clássica e reinterpretá-la à luz das transformações sociais e tecnológicas do século XXI;· IX _ Priorizar o produto cultural originário do País, ao realizar uma criação brasileira inédita baseada em um texto universal, adaptado à realidade e à linguagem estética nacional.De acordo com o Art. 3º, o projeto cumpre diretamente o objetivo:· II, alínea c) _ Fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de espetáculos de artes cênicas, contribuindo para a ampliação da oferta de bens culturais relevantes e acessíveis.Por que a Lei de Incentivo à Cultura?A utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91 _ Lei Rouanet) é fundamental para a realização de LEAR _ A Tragédia do Algoritmo, uma vez que o projeto demanda um alto nível de investimento técnico, artístico e operacional, impossível de ser sustentado apenas por receitas próprias ou bilheteria. O financiamento via incentivo fiscal garante a viabilidade de uma obra teatral inédita, e sua execução em todas as suas fases.O projeto beneficia diretamente o público e a sociedade por meio de 26 apresentações em três capitais brasileiras(Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília), com ingressos gratuitos e a preços populares, além de ensaios abertos, oficinas e palestras que ampliam o acesso à arte e à formação de plateia. Para os parceiros e apoiadores, representa a oportunidade de associar sua marca a uma iniciativa cultural de alto valor simbólico, social e artístico, com visibilidade nacional e reconhecimento institucional. A relevância cultural e artística da proposta está em atualizar um clássico universal — Rei Lear, de Shakespeare — para discutir as crises da contemporaneidade: o colapso entre humano e máquina, a manipulação digital, o autoritarismo tecnológico e o esvaziamento das relações humanas. A montagem funde teatro, audiovisual, música e artes visuais em um espetáculo multissensorial e filosófico, que transforma o palco em um bunker digital — metáfora da solidão e do caos algorítmico. O diferencial estético está na integração inédita entre glitch (falha digital) e linguagem dramatúrgica, onde o erro tecnológico torna-se recurso poético e metáfora da falência humana. A presença de projeções holográficas, ruídos, vozes espectrais e sonoridades eletrônicas cria uma experiência cênica imersiva, singular no teatro brasileiro contemporâneo. Mais do que um espetáculo teatral, LEAR _ A Tragédia do Algoritmo é uma obra de arte híbrida que propõe uma reflexão sobre a era digital, o poder das Big Techs e a obsolescência do humano. Ao reinterpretar um clássico shakespeariano sob a ótica contemporânea, a peça transforma o palco em um espelho do nosso tempo — um mundo em que as telas governam, os dados definem as identidades e o homem luta para não desaparecer no meio do ruído. Com dramaturgia de Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes, artistas reconhecidos por sua trajetória inovadora, e protagonizado por André Mattos, o projeto reafirma o potencial criativo do teatro brasileiro contemporâneo. A direção de arte de José Dias e a direção audiovisual de Marcelo Corrêa fortalecem a dimensão técnica e estética da montagem, garantindo excelência e coerência visual. As etapas de pesquisa e criação cênica têm como finalidade desenvolver uma leitura original da tragédia shakespeariana Rei Lear, reinterpretando-a à luz da contemporaneidade digital e das transformações sociais provocadas pelo avanço tecnológico. O projeto propõe uma reflexão sobre a perda da identidade humana diante do controle das Big Techs e da virtualização das relações. Essa dimensão filosófica se traduz esteticamente em um bunker digital: um espaço simbólico e minimalista onde cenário, figurino, luz e som constroem a atmosfera claustrofóbica e fragmentada da obra. O projeto propõe uma experiência sensorial e filosófica única, integrando corpo, voz e tecnologia como instrumentos de reflexão sobre o papel da arte e da humanidade em uma era governada por dados. A encenação articula dramaturgia e direção artística como eixos indissociáveis, promovendo o alinhamento de ideias entre texto e cena — uma investigação sobre como o teatro contemporâneo pode traduzir o ruído e o silêncio de nosso tempo. Os indicadores de impacto incluem o número de apresentações e de público alcançado, com mínimo de 20% das sessões acessíveis, a geração de aproximadamente 60 empregos diretos e indiretos, além da produção de relatórios, registros audiovisuais e cobertura na imprensa especializada, devidamente comprovados na prestação de contas. As ações de democratização e acessibilidade — como os ensaios abertos e sessões com intérprete de Libras e audiodescrição — ampliam o alcance do espetáculo e garantem a inclusão de públicos historicamente afastados dos espaços culturais, em consonância com o Art. 1º da Lei 8.313/91, que assegura o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Além de seu valor artístico e pedagógico, LEAR _ A Tragédia do Algoritmo contribui para o fortalecimento da economia criativa, a regionalização da produção teatral e o intercâmbio entre linguagens artísticas, fomentando novas pesquisas sobre teatro e tecnologia. A obra reafirma o papel do teatro como instrumento de pensamento, sensibilização e transformação social, alinhando-se aos objetivos do Pronac e aos princípios da Lei Rouanet: promover o acesso, a diversidade e o desenvolvimento humano por meio da arte. Assim, o mecanismo de incentivo cultural não apenas viabiliza a execução do projeto, mas assegura que seus resultados alcancem a sociedade em sua pluralidade, cumprindo integralmente as finalidades da Lei 8.313/9, consolidando LEAR _ A Tragédia do Algoritmo como uma experiência de arte, reflexão e cidadania — onde o palco torna-se espelho crítico de um mundo cada vez mais digital, e o humano resiste em meio ao ruído.
Argumento / Roteiro BaseInspirado na tragédia Rei Lear, de William Shakespeare, LEAR – A Tragédia do Algoritmo transpõe o mito do poder e da ruína humana para um futuro distópico e digital, em que o império já não é de terras, mas de dados. Lear é agora um magnata da tecnologia — senhor das “terras da nuvem” — que tenta dividir seu império virtual entre as filhas, acreditando ainda poder preservar o domínio sobre o que resta de sua soberania. Sua decisão, contaminada pela vaidade e pela lógica corporativa, desencadeia a própria destruição. As cidades do Ocidente estão devastadas. Nas ruas, hordas de desempregados e desalojados vagam em busca de restos, enquanto os super-ricos se isolam em condomínios blindados, verdadeiros bunkers digitais. Nesse cenário apocalíptico, Lear enfrenta o cerco invisível das corporações e de suas filhas simbólicas — forças que bajulam e traem em nome do poder dos algoritmos. A tragédia não é mais apenas política ou familiar, mas ontológica: o fim do humano como centro do poder. O roteiro, desenvolvido por Pedro Kosovski, adota uma estrutura híbrida — entre poesia, fragmento e ensaio —, explorando a falência da linguagem e o ruído como matéria dramatúrgica. Em vez de narrar linearmente, a peça se constrói como uma experiência sensorial e discursiva, atravessada por camadas de som, imagem e palavra que refletem o esgotamento do mundo e da própria representação. A concepção dramatúrgica aproxima-se das proposições de Hans-Thies Lehmann em Teatro Pós-Dramático (1999), ao romper com a linearidade e instaurar um teatro de intensidades, imagens e presenças fragmentadas, em que o espectador é deslocado de sua passividade e convidado a vivenciar o colapso como acontecimento estético. Assim, LEAR 2026 se estrutura como uma tragédia expandida: uma experiência performativa e audiovisual que substitui o destino trágico do rei pelo colapso do sistema, da linguagem e da própria noção de realidade. A montagem dialoga também com a noção de simulacro de Jean Baudrillard (Simulacros e Simulação, 1981) e com as reflexões de Byung-Chul Han (No Enxame, 2013), que apontam o desaparecimento da interioridade e da presença na era digital. Nessa perspectiva, LEAR – A Tragédia do Algoritmo é uma alegoria sobre o colapso da humanidade diante da virtualização total do poder, ecoando a pergunta central de Shakespeare: quem governa quando o império é feito de dados?Proposta de EncenaçãoSob a direção de Marco André Nunes, LEAR – A Tragédia do Algoritmo propõe um teatro-laboratório de imagem e presença, que funde performance, dramaturgia e linguagem audiovisual. O palco se configura como um bunker minimalista — um espaço limítrofe entre o real e o virtual, entre o humano e o sintético — onde o ator André Mattos interpreta Lear como um corpo fragmentado entre carne e código. As projeções e ruídos criados por Marcelo Corrêa não são elementos de ambientação, mas personagens visuais: hologramas das filhas, vozes corporativas, dados em colapso e fluxos de imagens que se sobrepõem até o esgotamento. A direção articula uma poética da saturação e do silêncio: ora o excesso invade o espaço com estímulos eletrônicos, ora o vazio revela a exaustão do sentido. A encenação se organiza em quatro “atos digitais”, cada um representando uma etapa do colapso: 1. A partilha — quando o poder se divide e o amor é transformado em algoritmo; 2. A traição — quando a fé se torna produto; 3. A tempestade — quando o sistema falha (glitch); 4. O apagamento — quando o holograma reina e o corpo é silenciado. O público é convidado a uma experiência imersiva e perturbadora, em que a tragédia shakespeariana se transforma em rito contemporâneo sobre o fim da humanidade e a ascensão das máquinas.Concepções de Cenário, Figurino, Iluminação e MúsicaCenário e Direção de Arte – José Dias Sob a supervisão de José Dias, o cenário assume papel dramatúrgico central, concebido como um bunker translúcido e tecnológico, um não-lugar que se transforma por meio da luz e das projeções. Painéis de LED, estruturas metálicas e superfícies reflexivas criam um ambiente entre o real e o virtual, evocando a hiper-realidade descrita por Jean Baudrillard, onde o simulacro substitui o mundo. A arquitetura visual se comporta como organismo vivo, pulsando, reagindo e colapsando conforme a narrativa avança — a mente de Lear projetada no espaço. Figurinos Os figurinos exploram a estética do pós-humano, com tecidos sintéticos, transparências e interferências luminosas que evidenciam a fusão entre biologia e tecnologia. O traje de Lear mistura o terno executivo e o vestuário de sobrevivente digital, enquanto as filhas surgem como entidades híbridas — executivas, androides e herdeiras simbólicas do poder. As roupas refletem a dissolução da identidade e a perda da humanidade, em diálogo com as ideias de Byung-Chul Han, que vê no excesso de exposição e transparência digital o esvaziamento do ser. Iluminação A luz é tratada como matéria narrativa. Trabalha com contrastes extremos — o brilho das telas e o escuro absoluto —, criando uma dramaturgia visual de falhas, estrobos e interrupções. O glitch luminoso se torna símbolo da falência do sistema e da percepção. Essa abordagem dialoga com o teatro pós-dramático de Hans-Thies Lehmann, em que a iluminação deixa de ilustrar para assumir função autônoma e poética. Trilha Sonora e Música A trilha sonora combina sons eletrônicos, ruídos industriais e fragmentos vocais distorcidos, criando uma paisagem sonora que transita entre o humano e o maquínico. O som não acompanha a cena — ele a atravessa e contradiz, instaurando zonas de desconforto e silêncio. O ruído é usado como dramaturgia: o colapso sonoro reflete a falência da comunicação e a sobrecarga sensorial do mundo digital. Conteúdos Audiovisuais – Marcelo Corrêa As imagens e projeções concebidas por Marcelo Corrêa formam uma camada narrativa independente, com vídeos, hologramas e transmissões corrompidas que habitam o mesmo espaço do ator. Essas imagens projetam a multiplicidade de presenças — filhas, investidores, avatares — e o conflito entre corpo e simulacro. Mais do que ilustrar, os vídeos interferem, provocando rupturas e revelando o colapso da própria realidade. O audiovisual é, assim, parte do corpo do espetáculo: o glitch é sua respiração, o ruído, sua pulsação, e o silêncio, sua queda. LEAR – A Tragédia do Algoritmo, portanto, uma tragédia pós-dramática e digital, em que Shakespeare encontra o colapso tecnológico do século XXI. Um teatro de imagens e sons em ruína, que reflete sobre o desaparecimento do humano, o império dos algoritmos e a era em que — “O império cai. As telas governam.”
Produto principal Espetáculo de Artes CênicasMontagem do espetáculo 2 meses Apresentações com uma temporada de 2 meses, com 12 apresentações RJ Duração 1h 30 Min.Lotação 300Quantidade de beneficiados 300 x 12 = 3.600 Apresentações com uma temporada de 2 meses, e 12 apresentações SPDuração 1h 30 Min.Lotação 300Quantidade de beneficiados 300 x 12 = 3.600 Apresentações 2 sessões em Brasilia/DF Duração 1h 30 Min.Lotação 700Quantidade de beneficiados 700 x 2 = 1400 Total de beneficiados com as apresentações: 8.600 DemocratizaçãoBate- papo após cada apresentaçãoDuração 30 Min.Lotação Quantidade de beneficiados = 8.600 (espectadores que permanecem após a apresentação) 2 Ensaios aberto 1h 30 min 1 RJ e 1 SPDuração 1h 30 Min.Lotação 300Quantidade de beneficiados 300 x 2 = 600 Produto secundário – Contrapartida Social2 Palestras para escolas públicas 1 RJ e 1 SPDuração 1h 30 Min.Lotação 300Quantidade de beneficiados 300 x 3 = 900 3 Oficinas para escolas públicas 1 RJ, 1 SP e 1 DFDuração 4hLotação 20Quantidade de beneficiados 20 x 3 = 60 Plano Pedagógico da Palestra: LEAR – DRAMATURGIA, DIREÇÃO E O TEATRO NA ERA DO ALGORITMOTipo: PalestraMinistrantes: Pedro Kosovski (Dramaturgo) e Marco André Nunes (Diretor)Duração: 1 hora e 30 minutosQuantidade de Palestras: 2Locais: 1 no Rio de Janeiro e 1 em São PauloPúblico-Alvo: alunos e professores de escolas públicas, artistas e interessados em teatro e tecnologia, maiores de 14 anosBeneficiados: 300 por palestra (total de 600 beneficiados diretos) Objetivo da PalestraApresentar os processos criativos, conceituais e estéticos do espetáculo LEAR – A Tragédia do Algoritmo, aproximando o público dos bastidores da dramaturgia e da direção cênica. A atividade busca provocar reflexão sobre as relações entre arte, tecnologia e poder, ampliando o repertório crítico e promovendo a formação de plateia jovem e adulta.JustificativaAs palestras integram as ações formativas do projeto, visando democratizar o acesso ao conhecimento artístico e estimular o pensamento crítico sobre o papel da arte diante das transformações tecnológicas contemporâneas.Ministradas por Pedro Kosovski e Marco André Nunes, as atividades exploram a intersecção entre texto e encenação, evidenciando como dramaturgia e direção se articulam na criação de LEAR – A Tragédia do Algoritmo. O encontro propõe um diálogo entre o teatro clássico e a estética digital, abordando temas como a crise da autoridade, a virtualização da vida e o colapso do humano diante dos algoritmos. 1. Estrutura da PalestraAs palestras são divididas em duas etapas principais e um ponto de intersecção, revelando a conexão entre dramaturgia e direção no processo criativo. Etapa 1 – A Dramaturgia do Colapso: o humano diante do algoritmoCondução: Pedro Kosovski – DramaturgoAborda o processo de escrita e concepção do texto dramatúrgico, inspirado em Rei Lear de Shakespeare, que ganha releitura na era digital.Temas principais:· A pesquisa dramatúrgica e seus referenciais filosóficos (Platão, Hans-Thies Lehmann etc);· A escrita como pensamento político e poético;· O glitch como metáfora dramatúrgica;· A fragmentação da linguagem como reflexo da crise contemporânea.Objetivo: demonstrar como o texto constrói um discurso crítico sobre a falência humana e a ascensão da máquina. Etapa 2 – A Direção e o Espaço do Colapso: encenação, estética e visualidadeCondução: Marco André Nunes – DiretorApresenta o processo de criação cênica e a concepção visual do espetáculo.Temas principais:· A direção como criação de linguagem;· O bunker como metáfora do isolamento e do poder;· O corpo do ator diante da tecnologia e do ruído digital;· O uso de projeções, hologramas e sons como dramaturgia visual.Objetivo: revelar as escolhas estéticas que transformam a crise entre o real e o virtual em experiência sensorial. Etapa 3 – Intersecções: quando dramaturgia e direção se encontramEncontro final entre Kosovski e Nunes, com diálogo aberto com o público.Temas principais:· Como texto e encenação se influenciam mutuamente;· A dramaturgia como estrutura performativa e a direção como dramaturgia visual;· O papel do ator (André Mattos) como mediador entre o humano e o digital;· A criação coletiva como motor da linguagem contemporânea.Objetivo: evidenciar a organicidade entre texto, direção e performance, mostrando que LEAR nasce do diálogo entre pensamento e ação cênica. 2. MetodologiaA metodologia é expositiva e dialógica, com uso de recursos audiovisuais (projeções, trechos da dramaturgia, vídeos de ensaio).Os ministrantes conduzem uma fala compartilhada, alternando exposições teóricas, exemplos práticos e debate aberto, estimulando a interação e o pensamento crítico. 3. Resultados Esperados· Ampliação do repertório crítico sobre teatro contemporâneo e tecnologia;· Formação de público e estímulo à reflexão sobre a arte na era digital;· Aproximação do público escolar e artístico dos processos criativos do espetáculo;· Produção de materiais de registro (fotos, vídeos e relatório de execução);· Fomento à integração entre arte, educação e filosofia. 4. Indicadores e Meios de Verificação• Número de palestras realizadas: 2• Público beneficiado: 600 pessoas no total• Relatórios e registros audiovisuais das atividades;• Listas de presença e formulários de avaliação;• Cobertura de imprensa e divulgação digital. 5. Avaliação e Encerramento Ao final das palestras, será realizada uma breve avaliação participativa com o público, por meio de diálogo aberto e formulário simplificado, visando identificar percepções sobre o conteúdo, metodologia e impacto.O encerramento será conduzido pelos ministrantes, que farão uma síntese das ideias centrais, reforçando a importância da arte como espaço de resistência simbólica e reflexão sobre o presente. 6. Currículos dos Ministrantes Pedro Kosovski – DramaturgoDramaturgo, roteirista e professor, fundador da Aquela Cia de Teatro (RJ), autor de obras premiadas como Cara de Cavalo, Caranguejo Overdrive e Cidade Correria. Sua escrita se caracteriza pela fusão de documento e ficção, filosofia e política. É reconhecido por criar dramaturgias que dialogam com a história e as transformações sociais contemporâneas, com circulação nacional e internacional.Marco André Nunes – DiretorDiretor, encenador e professor, cofundador da Aquela Cia de Teatro (RJ), com trajetória consolidada na direção de obras de forte teor político e experimental. Dirigiu espetáculos como Caranguejo Overdrive, Cidade Correria e Favela É Moda. Sua linguagem combina teatralidade expandida, performance e audiovisual, explorando os limites entre o humano, o digital e o poético.
Medidas de Acessibilidade – Alinhado à IN MinC nº 23/2025 e à Legislação Vigente. O projeto está totalmente alinhado com as diretrizes de acessibilidade previstas na Instrução Normativa MinC nº 23, de 05 de fevereiro de 2025, atendendo também ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto nº 5.761/2006, que determina a obrigação de “proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999”. A acessibilidade é parte essencial para o desenvolvimento cultural e para a inclusão social, razão pela qual o projeto implementará as seguintes medidas:I – Aspecto ArquitetônicoRecursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios, tais como sanitários acessíveis e circulação.Produto Principal – Espetáculo de Artes Cênicas:Os teatros contratados serão devidamente equipados com rampas de acesso, elevadores e instalações sanitárias adequadas, garantindo também locais reservados na plateia para usuários de cadeiras de rodas. Produto Secundário – Contrapartidas Sociais:As atividades ocorrerão em escolas que já dispõem de rampas, elevadores e sanitários acessíveis, assegurando condições de igualdade de acesso.Fundamentação legal: Art. 27, II, do Decreto nº 5.761/2006; Art. 23 da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso); Art. 46 do Decreto nº 3.298/1999.II – Aspecto Comunicacional e de ConteúdoRecursos de acessibilidade às pessoas autistas e às pessoas com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual, psicossocial ou múltipla).Produto Principal – Espetáculo de Artes Cênicas:· Serão realizadas 2 sessões com audiodescrição (1 sessao Rio de Janeiro, 1 sessão São Paulo); · Todas as apresentações e ensaios aberto com intérprete de Libras sendo: 28 sessões, sendo 26 apresentações e dois ensaios abertos com intérprete de Libras, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.Produto Secundário – Contrapartidas Sociais:Todas as ações de contrapartidas sociais conforme objetivo contarão com intérprete de Libras e monitores capacitados para atender pessoas com deficiência visual, auditiva e cognitiva.· Rio de Janeiro/RJ: 1 palestra e 1 oficina.· São Paulo/SP: 1 palestra e 1 oficina.· Brasilia/DF: 1 oficinaFundamentação legal: Arts. 42 a 44, 67 a 71 e 73 da Lei nº 13.146/2015 (LBI); Art. 44, II, da IN nº 23/2025.Itens Orçamentários: Custos vinculados acessibilidade, de comunicação e de divulgação acessíveis conforme art. 23 IN 23/2025III – Aspecto de Comunicação e Divulgação AcessíveisDisponibilização de materiais em formatos acessíveis, contendo informações sobre as medidas de acessibilidade das ações a serem executadas.Produto Principal – Espetáculo de Artes Cênicas:o Todos os vídeos promocionais do espetáculo contarão com legendagem, garantindo acesso de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.o O material de divulgação (folders, redes sociais, website e convites digitais) apresentará informações detalhadas sobre os recursos de acessibilidade disponíveis, assegurando que o público tenha pleno conhecimento antes da participação.o Além da contratação de uma consultoria para divulgação e profissional de libras para gravar as chamadas. Produto Secundário – Contrapartidas Sociais:o Flyers, redes sociais, website e demais materiais promocionais também incluirão dados claros sobre os recursos de acessibilidade aplicados nas palestras e atividades de democratização de acesso.o As informações serão disponibilizadas em linguagem simples e acessível, conforme orienta a IN nº 23/2025, de forma a facilitar a compreensão de todos os interessados.Fundamentação legal: Arts. 54 e 102 da Lei nº 13.146/2015 (LBI); Art. 44, III, da IN nº 23/2025.Itens Orçamentários: Custos vinculados acessibilidade, de comunicação e de divulgação acessíveis conforme art. 23 IN 23/2025Com essa estrutura, o projeto demonstra conformidade integral com os incisos I, II e III do art. 42 da IN MinC nº 23/2025, assegurando que tanto o Produto Principal Espetáculo de Artes Cênicas quanto o Produto Secundário (Contrapartidas Sociais) contemplem acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de comunicação/divulgação.
Medidas de Democratização e Ampliação de Acesso – Alinhado à IN MinC nº 23/2025Democratização do Acesso (Art. 46)Adotaremos as seguintes medidas de democratização de acesso para o produto Espetáculo de Artes Cênicas, em conformidade com o disposto no art. 46 da IN MinC nº 23/2025:I – até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II – até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;III – mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituições públicas de ensino;IV – mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).Parametrização no sistema (conforme § 2º do art. 46):Meia-entrada assegurada para estudantes em, no mínimo, 40% do quantitativo total dos ingressos comercializados, conforme § 10 do art. 1º da Lei nº 12.933/2013;Meia-entrada assegurada para idosos em todos os ingressos comercializados, conforme art. 23 da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso);Meia-entrada garantida também para pessoas com deficiência e jovens de baixa renda portadores da ID Jovem, conforme Decreto nº 8.537/2015. Ampliação do Acesso (Art. 47, inciso V)Em complemento às medidas de democratização, o projeto prevê ação de ampliação de acesso, conforme o inciso V do art. 47 da IN MinC nº 23/2025:· Realização gratuita de atividades paralelas ao projeto, tais como ensaios abertos e palestras.· O projeto LEAR – A Tragédia do Algoritmo realizará:- 2 (dois) ensaios abertos destinado a estudantes e professores da rede pública de ensino, 1 (um) no Rio de Janeiro e 1 (um) em São Paulo;Conforme art. 48 respeitaremos a distribuição gratuita com caráter social será direcionada a grupos minoritários e comunidades em vulnerabilidade social, como pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, populações tradicionais, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e beneficiários do Bolsa Família (CadÚnico).A distribuição gratuita de caráter educativo será realizada para professores e alunos da rede pública de ensino fundamental, médio e superior.Conforme o parágrafo único do art. 48, essas distribuições serão realizadas por meio de órgãos ou entidades representativas das comunidades e por escolas da rede pública de ensino.Com essas ações, o projeto cumpre integralmente as exigências de democratização do acesso (art. 46) e de ampliação do acesso (art. 47, inciso V) previstas na IN MinC nº 23/2025, articulando-se ainda com a Lei nº 12.933/2013 (Meia-Entrada), a Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) e o Decreto nº 8.537/2015 (ID Jovem e PCD).Dessa forma, garante-se um processo cultural democrático, acessível e socialmente inclusivo, ampliando o impacto cultural e educativo junto ao público.
Ficha Técnica do Projeto Cultural André Mattos – Coordenador do Projeto, Diretor Geral, Ator Protagonista e Ministrante da Oficina de Contrapartida SocialMarco André Nunes – Diretor e Ministrante da Palestra de Contrapartida SocialPedro Kosovski – Dramaturgo e Ministrante da Palestra de Contrapartida SocialJosé Dias –Direção de Arte e Ministrante da Oficina de Contrapartida SocialMarcelo Corrêa – Pitch Deck, Argumento e Direção de Conteúdos Audiovisuais e Direção de Criação PublicitáriaJade Barbosa – Gestão de Redes, Comunicação e Estratégia de Marketing DigitalAquela Cia. de Teatro – Núcleo de Criação e Pesquisa (Produção Executiva)O restante da equipe técnica e artística, conforme planilha orçamentária, será definida na fase de pré-produção. Proponente: ANDRÉ MATTOS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDAResponsável: ANDRÉ MATTOS Funções do proponente: Coordenador do projeto, Diretor Geral, ator, Ministrante da Oficina de Contrapartida SocialItem planilha orçamentária: conforme citado acima.O PROPONENTE respeita a remuneração até o limite de 20% (vinte por cento) conforme IN 23/2025. ANDRÉ MATTOS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA.A André Mattos Produções Artísticas Ltda., fundada e dirigida por André Mattos, possui ampla trajetória na produção de espetáculos teatrais, projetos audiovisuais e ações culturais no Brasil e no exterior. Entre suas principais realizações estão “Dois Idiotas Sentados Cada Qual no Seu Barril”, de Dudu Sandroni e Fátima Valença, patrocinada pela Coca-Cola Indústrias, apresentada no Teatro Planetário da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, no Teatro Sérgio Cardoso (Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo) e no Projeto Aniversário das Cidades (Secretaria Estadual do Rio de Janeiro), recebendo três indicações a prêmios; “Em Cantos”, baseada em contos de Oscar Wilde e escrita por Rosyane Trotta e Ricardo Kosovski, patrocinada pela Coca-Cola Indústrias e Guess Jeans, encenada no Teatro do Planetário, com 20 indicações e 6 prêmios; e “As Viagens de Gulliver”, também de Rosyane Trotta, patrocinada pela Coca-Cola Indústrias, indicada a 7 prêmios e vencedora de 3.Produziu ainda “Deu Broadway na Cabeça”, de Regiana Antonini, patrocinada pela American Virginia Indústrias, apresentada no Teatro São Pedro (Porto Alegre), Teatro Hilton (São Paulo) e Casa Garden Hall (Rio de Janeiro), com turnê nacional. Outras produções de destaque incluem “Cócegas” e “Cosquinha”, de Heloisa Périssé e Ingrid Guimarães, patrocinadas pela Embratel e Secretaria Estadual de Cultura, com apoio da Leite de Rosas, Ótima Veículos e Rede Globo, no Teatro das Artes (Shopping da Gávea) e no Teatro Cândido Mendes; “Por Mares Nunca Dantes”, de Geraldinho Carneiro, patrocinada pela Embratel e apoiada pelo Ministério da Cultura e Secretaria Estadual de Cultura, encenada na embarcação Tocorimé, na Marina da Glória; e “O Ateneu”, adaptação de Carlos Wilson e Adriana Maia, patrocinada pela ASSIM – Assistência Médica Integrada e apoiada pela Secretaria Municipal das Culturas, apresentada no Teatro Villa-Lobos (RJ).Entre outras montagens, destacam-se “Abelardo e Berilo”, de Bosco Brasil, patrocinada pela Eletrobrás, com apoio da GOL Linhas Aéreas, Rede Globo e Folha de São Paulo, no Teatro Folha (Shopping Higienópolis); “Diário de um Louco”, de Gogol, no Teatro do Leblon; “Valsa Número Seis”, de Nelson Rodrigues, apoiada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, no Teatro Maria Clara Machado; “Depois do Final Feliz”, de Moisés Bittencourt, no circuito SESC Rio de Janeiro; “Dedé Show”, de André Mattos, com turnê nacional e apoio das Secretarias de Cultura do Rio de Janeiro, Indaiatuba (SP), Lima Duarte (MG), Bicas (MG) e SESI Goiânia (GO); “O Senhor é Quem?”, de João Bethencourt, apresentada no Teatro Ruth Escobar (SP), Teatro Colinas (São José dos Campos) e O Tablado (RJ); e “Minha Futura Ex”, de Lina Ostrovsky, encenada em São Paulo, Niterói, Santos e Rio de Janeiro, em teatros como Shopping Móoca, Colinas, Santa Cruz e Vanucci.Na dança, produziu o espetáculo “Sei que o Mistério Subsiste para Além das Águas”, de Carolina Repetto. No cinema, realizou os curtas “Estado de Alerta”, de Graziella Moraes e André Mattos, em 16mm, patrocinado pela Guess Jeans e apoiado pelo CTAV/Funarte; “O Grande Poeta”, de André Mattos; e “The Dream”, filmado em Los Angeles (EUA), falado em inglês.Com mais de duas décadas de atuação, a André Mattos Produções Artísticas Ltda. se consolida como uma produtora referência na cena teatral brasileira, reconhecida pela qualidade técnica, inovação estética e compromisso com a difusão da cultura nacional. ANDRÉ MATTOS FUNÇÃO:DIRETOR GERAL, ATOR PROTAGONISTA, MINISTRANTE DA OFICINA DE CONTRAPARTIDA SOCIALAluno de Ruy Guerra no Curso Superior de Cinema da Universidade Gama Filho. Com mais de 25 anos com trabalhos prestados nas redes Globo e Record, atuou em 58 espetáculos como ator, como diretor em 28 trabalhos e como diretor de produção em 30 outros. Já participou de 18 filmes e mais de 17 novelas e séries. Cursou em North Yorkshire, na Inglaterra, a ARTTS INTERNATIONAL - Advanced Residential Theatre and Television Skilcentre, nas áreas de Televisão, Cinema, Teatro e Vídeo. É professor de Teatro na Escola O TABLADO de Maria Clara Machado e Diretor da Fazenda da Arte Produções Artísticas Ltda. Assistente de direção de Domingos Oliveira, Chico Anysio e Maria Clara Machado. Vencedor do ¨Troféu Super Cap de Ouro – O Oscar Brasileiro¨. Vencedor do Prêmio Coca - Cola de melhor ator do ano em 1998 e indicado ao Cultura Inglesa de melhor ator. Indicado ao prêmio de melhor ator de teatro jovem nos anos de 1996 e 1998.Indicado ao prêmio de melhor ator com a peça ¨Pluft, o fantasminha Melhor ator em papel coadjuvante no II Festival Brasil de Cinema Internacional. Indicado a Melhor Ator do Ano de 2012 com ¨A Menina e o Vento¨.Recebeu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como ator em papel coadjuvante por ¨Tropa de Elite 2¨.Melhor ator do Festival de Cinema de Natal e Ator revelação no Fescine 100. Em 2019 é ganhador do prêmio de ator em papel coadjuvante em Los Angeles pelo filme Veneza do Miguel Falabella.Diretor de Produção de eventos para a Fundação Roberto Marinho, Coca-Cola Indústrias Ltda. , Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Embaixada do Brasil em Bogotá, Colômbia e Los Angeles, USA. AQUELA CIA DE TEATRO FUNÇÃO:PRODUÇÃO EXECUTIVAAquela Cia.Marco André Nunes e Pedro Kosovski fundaram em 2005 esse núcleo de realização em artes da cena sediado no Rio de Janeiro. Com ênfase em processos de criação coletiva e na elaboração de uma dramaturgia inédita atravessada pelos conceitos de memória coletiva, fabulação e imaginário social, dentre as suas obras mais recentes destaca-se a “Trilogia Carioca” formada por “Cara de Cavalo” (2012), “Caranguejo Overdrive” (2015), “Guanabara Canibal” (2017) e "Chega de Saudade! (2022). MARCO ANDRÉ NUNESFunção: DIRETOR ARTÍSTICODiretor de teatro, fundou a Aquela Cia em 2004, onde desenvolve uma linguagem cênica própria e pesquisa sobre o trabalho do ator. Nos últimos anos, investiga o atravessamento entre teatro, música e performance.Foi contemplado com os Prêmios Shell, Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica de melhor diretor e com o Prêmio Cenym de melhor direção de arte.Seus espetáculos já foram apresentados em diversos festivais nacionais e internacionais, percorrendo todos os estados do Brasil.Entre suas encenações destacam-se:Outside – Um Musical Noir (2011),Cara de Cavalo (2012),Porta da Frente (2013, vencedor do Prêmio Shell de melhor texto),Edypop (2013),Caranguejo Overdrive (2015, 4 indicações ao Prêmio Shell, 6 ao APTR e 4 ao Cesgranrio),Guanabara Canibal (2017),Vim Assim que Soube (2018, indicado ao Prêmio Shell de Direção Musical),Segredos de Justiça (2019),Filhos de Medéia (2019),Chega de Saudade! (2022),Terra Desce (2023),Fim do Teatro (2024) eVeias Abertas 60 30 15 seg (2025). PEDRO KOSOVSKIFUNÇÃO:DRAMATURGIADramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas da PUC-Rio e do Teatro O Tablado, Pedro Kosovski é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da UFF.Fundador da Aquela Cia de Teatro (2005), tem obras apresentadas nos principais festivais do Brasil e do exterior. Recebeu indicações e prêmios como Shell, APCA, Cesgranrio, Questão de Crítica, APTR, Aplauso Brasil e Zilka Salaberry.Autor de mais de 20 peças, entre elas a ópera contemporânea Aquilo que Mais Eu Temia Desabou Sobre Minha Cabeça(Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 2017).Sua “Trilogia Carioca” — Cara de Cavalo, Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal — foi publicada pela Editora Cobogó e traduzida para o francês, inglês e espanhol.Participou do programa internacional Plein Feux – Les nouvelles dramaturgies françaises et brésiliennes (La Comédie de Saint-Étienne, França).Tradutor da dramaturga francesa Pauline Salles (Fiz Bem?, Ed. Cobogó).Entre seus trabalhos mais recentes estão Chega de Saudade! (2022), Terra Desce (2023), Devora-me (2025, indicado ao Prêmio Shell de Melhor Texto e Melhor Cenário) e Veias Abertas 60 30 15 seg (2025). JOSÉ DIASFUNÇÃO: DIREÇÃO DE ARTE e MINISTRANTE OFICINA DAS CONTRAPARTIDAS SOCIAISDiretor de arte, cenógrafo, mestre e doutor pela ECA-USP, José Dias é Professor Emérito da UNIRIO e foi Vice-Reitor da universidade entre 2000 e 2004. É também Professor Titular aposentado da UFRJ.Com mais de 50 anos de carreira, participou como cenógrafo e diretor de arte em mais de 490 espetáculos teatrais no Brasil e no exterior, além de 25 filmes e trabalhos em televisão, como na TV Tupi e na TV Globo, onde foi responsável pela cenografia de novelas, programas e casos especiais.Recebeu 32 prêmios e 55 indicações por seu trabalho, incluindo Molière, Mambembe, Shell, IBEU, Cultura Inglesa, Oscarito, Paschoalino, Cesgranrio e APTR.É autor dos livros Odorico Paraguaçú – O Bem Amado de Dias Gomes (2009) e Teatros do Rio do Século XVIII ao Século XX (2014).Em 2023, recebeu o título de Professor Emérito da UNIRIO, e em 2022, foi condecorado com o Título Honorífico no Grau de Comendador Arquiepiscopal Imperial da Irmandade de Nossa Senhora das Dores. MARCELO CORRÊAFUNÇÃO: PITCH DECK, ARGUMENTO E DIREÇÃO DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS E DIREÇÃO DE CRIAÇÃO PUBLICITÁRIARoteirista de publicidade e cinema, letrista musical, diretor de cena e produtor audiovisual.É roteirista e produtor associado dos longas Licença para Enlouquecer (dir. Hsu Chien, 2024, vencedor do AFA – Art Film Awards, Macedônia) e Deixe-me Viver (dir. Walther Neto, 2026). Atua também no documentário Demônios da Garoa (em andamento).Trabalhou nas principais agências do país, dirigindo campanhas para Banco do Brasil, Postos Petrobras, Volvo, Correios, Fila, Umbro, BTG, C6 Bank e Positivo, entre outras.Foi diretor de conteúdos audiovisuais na Tech and Soul e na Escala Comunicação e Marketing, além de ministrar cursos de ilustração de personagens Disney para a Disney Company.Com sólida experiência em narrativa visual e design, é especializado na criação de Pitch Decks, roteiros e estratégias imagéticas para lançamentos de séries e longas-metragens, unindo arte, publicidade e dramaturgia.Letrista associado à ABRAMUS, com composições lançadas por artistas brasileiros.Atualmente é diretor de novos projetos audiovisuais na Birds On The Wires e produtor associado na Yva Filmes. JADE BARBOSAFUNÇÃO: GESTÃO DE REDES, COMUNICAÇÃO E ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITALProfissional com mais de 10 anos de experiência em comunicação estratégica, marketing digital e gestão de projetos culturais. Atuou como Head de Comunicação da Secretaria de Cultura de Guarulhos (jan–set 2024), liderando o planejamento de campanhas, gestão de conteúdo, atendimento publicitário e coordenação de equipes.Possui ampla experiência na elaboração de editais, captação de recursos e desenvolvimento de ações de engajamento cultural e social, aliando estratégias digitais à difusão artística. Domina ferramentas de tráfego pago, planejamento de mídia, redes sociais e storytelling institucional, voltadas ao fortalecimento de marcas e políticas públicas de cultura.Formada em Marketing e Vendas (Universidade Anhembi Morumbi), com especializações em Comunicação Digital (UNIFESP), Marketing Digital (ESPM) e Gestão Cultural e Economia Criativa (PUC-Rio).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.