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PRONAC 259757Encaminhado para análise técnicaMecenato

Brian ou Brenda?

ERIC PHILIP RIESER PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 500,0 mil
Aprovado
R$ 989,5 mil
Captado
R$ 100,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

10.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-08-03
Término
2028-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Manutenção de temporada do espetáculo "Brian ou Brenda?", em cartaz desde 2019. Serão 16 apresentações na cidade de São Paulo.

Sinopse

A peça recria com liberdade ficcional o caso de David Reimer. Em 1965, nascem os gêmeos Brian e Bruce. Aos 8 meses de idade, são submetidos a uma cirurgia de fimose, onde, por acidente, o pênis de Brian é destruído. Atônitos, os pais procuram o psiquiatra John Money, que defende a tese de que os bebês nascem neutros e têm seu gênero definido pela criação que recebem. Ele aconselha a família a fazer em Brian uma operação de construção de uma vagina e educá-lo conforme uma menina. A partir daí, ele passa a ser chamado de Brenda. O resultado é uma menina que cresce infeliz em um corpo que não é seu e, ainda adolescente, tenta se matar. Os pais decidem contar a verdade e então Brenda resolve ir em busca do que nunca havia deixado de ser. Depois de várias cirurgias e implantação de uma prótese peniana, volta a assumir a identidade de gênero masculina e adota o nome de David. Conhece uma mulher, com quem se casa. Paralelamente, vemos a desestruturação de sua família, que saiu do Canadá para – por vergonha e medo – não voltar mais. Seus pais e seu irmão tornam-se profissionais fracassados e pessoas deprimidas que se refugiam no vício de álcool e drogas. A culpa pelas escolhas que fizeram ao longo do tempo cai de maneira cruel sobre eles, levando os irmãos Brian e Bruce a cometerem suicídio.Duração: 80 minClassificação indicativa: 14 anos

Objetivos

OBJETIVO GERALNosso projeto se destina à manutenção de temporada do espetáculo "Brian ou Brenda?", com texto de Franz Keppler e direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim, que estreou em setembro de 2019 no Centro Cultural São Paulo, sala Jardel Filho, e em novembro do mesmo ano reestreou no Viga Espaço Cênico. A peça coloca em cena um elenco diverso - temos uma atriz transexual, um ator negro, outro oriental e uma atriz com nanismo. Além da importância em si de dar espaço a essa pluralidade de vozes, a montagem desdobra na encenação o tema da identidade posto pelo texto. Em todas as temporadas, o espetáculo obteve sucesso absoluto de público e de crítica, com avaliações positivas em importantes veículos do cenário cultural paulistano, como a Veja SP, que conferiu quatro estrelas ao projeto e elencou a peça como uma das melhores do ano. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Aplauso Brasil na categoria figurino e recebeu menções no site Observatório do Teatro e no blog E-urbanidade como destaque do ano nas categorias Espetáculo, Dramaturgia, Direção, Elenco, Ator coadjuvante, Atriz coadjuvante, Figurino e Trilha sonora. OBJETIVOS ESPECÍFICOSPRODUTO PRINCIPAL: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASÁrea: Artes CênicasSegmento: TeatroRealização de 16 apresentações do espetáculo "Brian ou Brenda" em São Paulo / SP.Produto no Plano de Distribuição: Espetáculo de Artes Cênicas PRODUTO SECUNDÁRIO: CONTRAPARTIDA SOCIAL (Art. 49 - IN 23/2025)Área: Artes CênicasSegmento: Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/TreinamentoRealização de 1 palestra gratuita sobre Dramaturgia ministrada por Kiko Rieser, autor de peças como "Nasci pra Ser Dercy" e "Hilda e Caio", entre outras. A palestra será direcionada a estudantes e professores da rede pública.Produto no Plano de Distribuição: Contrapartidas Sociais

Justificativa

Este projeto explora um tema extremamente necessário de ser pensado e discutido hoje, a identidade de gênero, porém por um viés incomum e surpreendente: a história real de um homem cisgênero que, ainda bebê, teve seu pênis apodrecido em uma operação de fimose e, a partir daí, por decisão de seus pais e influência do psiquiatra John Money, teve seus testículos retirados e passou a ser criado como uma menina, sem saber de sua história pregressa. No entanto, ele nunca se sentiu pertencente ao seu corpo, como afirmou sua mãe em um depoimento para a BBC: "Eu podia ver que Brenda não era feliz como menina. Ela era muito rebelde. Ela era muito masculina. Brenda quase não tinha amigos enquanto crescia. Todos a ridicularizavam, a chamavam de mulher das cavernas. Ela era uma garota muito solitária’’. O garoto cresceu com um gênero que não era o seu, criado para ser algo que não era. Foi vítima da crença de que poderiam mudar a sua identidade de gênero através da criação familiar. Foi vítima da crença de que seu órgão genital define seu gênero, e, assim, por não ter um pênis, ele não poderia ser homem. Quando enfim descobriu a verdade sobre si mesmo, resolveu voltar a ser o que sempre foi: um homem. Trocou o tratamento hormonal feminino por um masculino, realizou mastectomia para retirar os seios, que esse mesmo tratamento lhe deu, e implantou um pênis. Esse é considerado por muitos o caso mais polêmico da psiquiatria de todos os tempos. Não é à toa. Neste momento histórico, em que o debate sobre gênero está na pauta do dia, a história de David Reimer, célebre ao redor mundo e ainda pouco conhecida no Brasil, tem ensejado diversos debates, servindo muitas vezes como exemplo para reafirmar todo tipo de posições a respeito do assunto. De um lado, instituições e grupos conservadores fazem uso do caso para tentar demonstrar que não existe identidade de gênero, insistindo que uma pessoa que nasce biologicamente do sexo masculino sempre se identificará como um homem. Isso, segundo eles, seria a causa de David ter sempre se enxergado inadequado ao corpo que tinha quando era chamado de Brenda. Invariavelmente, associam a tese do Dr. John Money às ideias defendidas pelos teóricos de gênero. Estes, por sua vez, refutam a acusação, alegando que sua teoria é diametralmente oposta à do Dr. Money. Afirmam que aquilo que o psiquiatra tentou fazer, ao impor um gênero a David, é o mesmo que a larga parcela conservadora da sociedade faz com as pessoas transexuais. Pudesse o gênero ser definido pela criação, não existiria a transexualidade, já que ninguém, em nossa realidade atual, é educado para ter um gênero oposto ao seu sexo biológico. Muitos desses teóricos se debruçaram profundamente sobre a história de David Reimer, e até Judith Butler, talvez hoje a principal estudiosa de gênero, escreveu um extenso ensaio sobre o assunto. David se via como homem não por ser do sexo biológico masculino, mas, sim, porque sua identidade de gênero era masculina. O fato de ter nascido com um pênis, sendo designado como uma pessoa do sexo masculino, coincidia com sua identidade de gênero, tornando-o um homem cis. O que o experimento bizarro e cruel do Dr. Money mostra, ao final, é que existe, sim, uma identidade de gênero, que não pode ser mudada, seja por alterações físicas e hormonais, seja pela criação dada a uma criança. Recriando essa polêmica história, a peça faz questão de frisar o respeito pelas diferentes identidades de gênero, colocando isso, inclusive, explicitamente na boca de David Reimer. Já no final da peça, ao ser questionado numa entrevista, ele afirma que não é contra a cirurgia de mudança de sexo, se isso for um desejo de uma pessoa que se sente no corpo errado, contrapondo essa possibilidade ao que aconteceu com ele, uma cirurgia imposta e precoce, quando nem ele sabia ainda quem era. Para cisgêneros é difícil imaginar o que uma pessoa trans sofre numa sociedade ainda cisnormativa, machista e patriarcal. É difícil entender a jornada de um(a) transexual sem estar em sua pele. Por isso, é muito mais fácil imaginar o que sentiríamos se estivéssemos no lugar de David, sendo criado como a Brenda que nunca foi e sofrendo na pele a mesma opressão que as pessoas trans sofrem. Ver-se por essa perspectiva tenebrosa tende a criar empatia e compreensão pela condição de pessoas que se sentem presas a um corpo e a convenções de um personagem que não escolheram. É preciso falar cada vez mais sobre esta questão, em todos os campos. Na política, na educação, em casa. E é preciso que se procure tratar esse tema tão delicado, urgente e repleto de armadilhas morais com a isenção necessária a não suscitar reações movidas por paradigmas arraigados e sempre invisíveis ao olhar da autoconsciência e da construção de um diálogo. É preciso que a discussão atinja lugares possíveis de serem habitados por aqueles a quem a reflexão sobre o assunto pode se tornar um diferencial. É preciso que nos comuniquemos, urgente e profundamente, sempre tendo em conta nossas profundas diferenças e nossa intrínseca violência. SOBRE O USO DO INCENTIVO FISCAL:A proposta se enquadra aos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Em relação ao Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem por finalidade:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.

Estratégia de execução

Não se aplica.

Especificação técnica

Não se aplica.

Acessibilidade

PRODUTO PRINCIPAL – ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASAcessibilidade arquitetônica – o teatro escolhido para a temporada será plenamente acessível a pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, com rampas ou elevadores, banheiros adaptados e locais reservados na plateia.Acessibilidade auditiva – 02 sessões acessíveis com tradução em Libras ao vivo e as demais sessões com tradução em Libras em vídeo a ser acessado via QR-code.Acessibilidade visual – 02 sessões acessíveis com audiodescrição e disponibilização de programa da peça em Braille em toda a temporada.Acessibilidade intelectual – disponibilização de abafadores de ruídos e de guia de previsibilidade do espetáculo, sempre que solicitado. PRODUTO SECUNDÁRIO – CONTRAPARTIDA SOCIALAcessibilidade arquitetônica – a palestra será realizada em local plenamente acessível a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, com rampa ou elevador de acesso e banheiro adaptadoAcessibilidade auditiva – a palestra contará com tradução em Libras.Acessibilidade visual – caso haja, as imagens exibidas serão oralmente descritas pelo próprio palestrante.Acessibilidade intelectual – o conteúdo da palestra será abordado em linguagem simplificada, acessível a todas as necessidades.

Democratização do acesso

O Plano de Distribuição do produto principal atenderá as cotas mínimas e máximas estabelecidas pelo Art. 46 da IN 23/2025, a saber:- mínimo de 10% dos ingressos distribuídos gratuitamente em caráter social ou educativo; - máximo de 10% dos ingressos distribuídos gratuitamente para patrocinadores; - máximo de 10% dos ingressos distribuídos gratuitamente pelo proponente em caráter promocional ou ações de divulgação; - mínimo de 20% dos ingressos vendidos ao valor inteiro máximo de R$ 50,00. Já em atendimento ao Art. 47 da IN 23/2025, como medida de ampliação de acesso, realizaremos gratuitamente a oficina "A transposição da realidade para a cena dramática", ministrada pelo autor do espetáculo, Franz Keppler, contemplando o inciso V do citado artigo:V – realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas. PROPOSTA PEDAGÓGICA DA OFICINA Sinopse A oficina busca proporcionar aos participantes ferramentas necessárias para o processo de escrita baseados em fatos e histórias de personagens reais. Necessidades técnicas e de materiais de apoio Papéis e canetas Orientador Franz Keppler Estreou no teatro em 2007 com "Nunca Ninguém Me Disse Eu Te Amo", peça indicada ao Prêmio APCA de melhor autor. Seguiram-se "Depois de Tudo" (2008), e "Frames" (2009), também indicada ao APCA de melhor autor. Em 2012, estreou: “Córtex, direção de Nelson Baskerville; “Camille e Rodin”, direção de Elias Andreato; e “Divórcio”, direção de Otávio Martins. As duas últimas, além de ficarem dois anos em cartaz e levarem juntas cerca de 150 mil espectadores ao teatro, também ganharam montagens internacionais: Divórcio, em Barcelona (2014), e Camille e Rodin, em Buenos Aires. Em 2015 foi contemplado no edital de dramaturgia da Secretaria de Cultura de SP para escrever, ao longo do ano de 2016, a peça Brian ou Brenda, e ganhou o primeiro lugar no concurso de dramaturgia do Festival Proscênio, com seu texto ainda inédito, “Caravaggio”. Em 2016, teve três peças em cartaz: “Com Amor, Brigitte”, no Masp; “Chuva não. Tempestade”, no Eva Herz; e “Só Entre Nós”, no Centro Compartilhado de Criação ( que estreou em 2014). Em 2017, sua peça Frames ganhou remontagem com Daniel Rocha e Hugo Bonemer. Em cinema, escreveu o curta Um Pouco Mais de Tempo, eleito o melhor curta do Festival Cultura Inglesa 2012. Neste mesmo ano, foi um dos 10 vencedores do edital de telefilme da Secretaria de Cultura com a adaptação de sua peça Frames. Em TV, fez parte, no ano passado da equipe de roteiristas Programa Terra2, da TV Cultura. Público-alvo Estudantes de teatro, autores, e interessados em dramaturgia Metodologia Em sua trajetória, o autor Franz Keppler escreveu diversos textos baseados em fatos reais ou biográficos, como é o caso de Depois de Tudo, Camille e Rodin, Com amor, Brigitte, o inédito Caravaggio e Brian ou Brenda, este último escrito através de premiação no edital de dramaturgia da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Toda essa trajetória lhe deu embasamento suficiente para processos de escrita baseados em fatos e/ou personagens reais, seja no teatro como no audiovisual. Por outro lado, vemos também uma carência de cursos e oficinas gratuitas focadas especialmente neste segmento da escrita, onde os participantes poderão desenvolver ferramentas essenciais para esse tipo de narrativa, seja no teatro, seja no audiovisual. Outro fato importante que torna relevante este projeto é o crescimento do teatro documental onde as histórias de vida são predominantes nessas narrativas, mesmo que, por vezes, elas se confundam com a ficção. Logo, pelo momento oportuno, pela carência de workshops como este e pelo histórico do profissional envolvido, este projeto se torna relevante e pode contribuir com o aperfeiçoamento de novos profissionais na arte da escrita. Nesta oficina, ele irá proporcionar aos participantes as ferramentas necessárias para o processo de escrita baseados em fatos e histórias reais. Ela será dividida em duas partes: na primeira, serão abordadas as etapas de criação destes textos através de leituras e exemplos de cenas e da estrutura narrativa; na segunda, os participantes serão divididos em grupos e, cada grupo, irá escrever uma cena partindo de histórias reais propostas pelo dramaturgo. Para isso, os participantes serão estimulados, através de exercícios, a buscarem respostas para questões como: - O que é essencial nesta história? - Quais os personagens fundamentais desta história? Se você fosse escrever uma peça para dois ou quatros atores, por exemplo, quem seriam eles? - Que elementos ficcionais você traria para a história para que a dramaturgia ganhe força? - Qual o gênero você escolheria para contar essa história? - De que maneira você a estruturaria? Espaço para realização, carga horária e número de vagas Espaço: Sala com mesas/carteiras suficientes para todos Carga horária: 4 horas Vagas: 20

Ficha técnica

O proponente será responsável e remunerado por desempenhar as funções de direção de produção e coordenação do projeto. Texto: Franz Keppler Direção: Yara de Novaes e Carlos Gradim Elenco: Anderson Müller, Daniel Tavares, Einat Falbel, Fabia Mirassos (revezando-se com Mattilla), Jui Huang, Paula Cancian e Paulo Campos Cenário: André Cortez Desenho de luz: Aline Santini Figurino: Cassio Brasil Trilha sonora: Morris Orientação de trabalho corporal: Ana Paula Lopez Fotografia: Heloísa Bortz Direção de produção: Kiko Rieser (proponente) Idealização: Franz Keppler, Daniel Tavares e Kiko Rieser

Providência

Encaminhado ao perito para análise técnica e emissão de parecer.