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O projeto Semente _ Criatividade Musical e Cultural na Era do IA visa democratizar o acesso à formação sociocultural, artística e tecnológica para jovens da periferia de São Paulo e Salvador - BA. Através de oficinas práticas de identidade, masculinidades saudáveis, criatividade, música, poesia, contação de histórias, , produção musical e experimentações com inteligência artificial, o projeto propõe um espaço com possibilidades e oportunidades de inclusão e protagonismo para juventudes historicamente afastadas dos centros de produção tecnológica e artística produzirem criações digitais que elevem a vida periférica + a masculinidade saudável dentro dela em prol da diminuição da violência de gênero por meio da arte. É previsto que tenha 1.150 beneficiários diretos no total, com 150 jovens impactados pelas oficinas e 1.000 através das mostras culturais.
Não se aplica.
O projeto tem como objetivo geral promover o desenvolvimento artístico, cultural e tecnológico de jovens das periferias de São Paulo e Salvador-BA por meio de uma formação gratuita que une música, inteligência artificial, produção e debates sociais, com foco na valorização da identidade artística periférica, no estímulo à criatividade e na ampliação das possibilidades de inserção no ecossistema da cultura digital.Os objetivos específicos do projeto são:- Impactar 1.150 pessoas diretamente através do projeto com foco nos jovens da periferia da cidade de São Paulo e Salvador através de oficinas e eventos que fomentem a criatividade e a produção musical como forma de expressão; - Introduzir conceitos fundamentais de produção musical e tecnologia de forma acessível;- Explorar o uso de ferramentas de IA na criação artística;- Desenvolver a competências socioemocionais dos participantes por meio da música;- Abordar temas sociais relevantes como racismo, machismo e juventude periférica;- Estimular o pensamento crítico sobre ética e uso consciente da tecnologia;- Ensinar estratégias básicas de marketing musical e presença digital;- Produzir músicas e videoclipes autorais com uso de IA generativa;- Realizar uma mostra final com apresentações dos projetos desenvolvidos e uma competição interescolares entre os melhores projetos com premiações com 1000 pessoas de público estimado;
O projeto Semente _ Criatividade Musical e Cultural na Era da IA foi criado a partir de dados alarmantes de desigualdades que perpassam o acesso à cultura, à formação tecnológica e às oportunidades de criação artística nas periferias do Brasil, especificamente na cidade de São Paulo. De acordo com o Mapa da Desigualdade de São Paulo (2023), jovens moradores da periferia da capital paulista vivem, em média, cerca de 23 anos a menos que jovens de bairros centrais, evidenciando o impacto das desigualdades estruturais em múltiplas dimensões, incluindo o acesso a direitos culturais. Além disso, dados do IBGE (2022) mostram que mais de 30% dos jovens entre 15 e 29 anos nas periferias urbanas estão fora da escola e do mercado de trabalho, o que os coloca em situação de alta vulnerabilidade social, realidade presente em ambas as regiões.Em relação a Salvador, de acordo com o jornal Farol da Bahia (2024), Salvador lidera com o menor PIB per capita entre as 26 capitais do Brasil com maior proporção de pessoas com renda domiciliar per capita por dia inferior a R$10,90. Além disso, ocupa a maior posição de capital nas questões de desemprego, com mais de 400 mil pessoas sem nenhuma ocupação ou trabalho. Em questões de desigualdade de gênero, de acordo com a ONU Mulheres, Salvador está entre as 3 cidades com maior registro de violência de gênero e feminicídio no país. Quando trazemos o recorte da cidade de São Paulo e na violência de gênero, estatísticas da Polícia Militar mostram que na extrema periferia da cidade, contam com alto índice de registro de violência contra a mulher. Ainda temos os atendimentos que não geraram investigação pela Polícia Civil por falta de queixa da vítima, e que ficavam de fora de estatísticas a partir de boletins de ocorrência. A Secretaria de Direitos Humanos registrou 42 mil atendimentos em 2021 nas redes de proteção à mulher da cidade de São Paulo, o número representa aumento de 75% em relação a 2020 e de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, houve um aumento de 53,8% no numero de feminicídios e estupro no municipio, atingindo a sua maior marca no ano de 2023. Em paralelo a isso, estudos e projetos de organizações como Instituto Papo de Homem e do Instituto Promundo, indicam que os homens e meninos que passam por formações e diálogos sobre masculinidade, ao mesmo tempo de contato com ações culturais e artísticas, tendem a ter menos comportamentos violentos, principalmente contra mulheres. No campo da cultura, apesar da periferia paulista e baiana possuir um impacto e uma cultura muito forte, principalmente na área musical através do funk, existe uma sub-representação desses territórios no que tange a produção da música, das artes digitais e da tecnologia. A ausência de políticas públicas para formação cultural, o alto custo de equipamentos e cursos técnicos contribuem para a exclusão de jovens negros, periféricos e de baixa renda das oportunidades de acesso a formação na área cultural. É neste contexto que o projeto Semente vem com uma formação multidisciplinar, inclusiva, transformadora e 100% gratuita através da união entre música, cultura periférica e Inteligência Artificial. O financiamento via Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é essencial, pois permite:Mobilizar recursos privados para execução de ações culturais;Garantir que todas as atividades sejam gratuitas e acessíveis, ampliando o impacto cultural.Enquadramento legal:Art. 1º da Lei 8.313/91 _ Incisos aplicáveis:I _ promoção, proteção e valorização do patrimônio artístico e cultural brasileiro;III _ incentivo à produção, difusão e fruição de bens e serviços culturais;VI _ estímulo à participação da sociedade na promoção de atividades culturais.Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 alcançados:Incentivar a produção cultural ao envolver artistas, educadores e comunidade;Promover o acesso a bens culturais por meio de exposições públicas, documentário e manual digital;Fortalecer a educação cultural e artística de forma inclusiva e participativa.
Não se aplica
O projeto Semente – Criatividade Musical e Cultural na Era da IA é uma formação voltada a jovens das periferias de São Paulo e Salvador, que integra identidade, criatividade, música, cultura digital, inteligência artificial e debates sociais em um ambiente seguro e acolhedor. Em cinco “ondas” temáticas, promove oficinas práticas, rodas de conversa, produção artística e experimentação com ferramentas ligadas à IA.Onda 1 – Despertar Criativo e Conexão (Semanas 1-3) Apresentação do projeto e dinâmicas de grupo para fortalecer vínculos entre participantes. Exploração da música como expressão e identidade na periferia, além de introdução ao universo de profissões musicais que utilizam tecnologia.Semana 1: apresentação do projeto e roda de conversa sobre o papel da música nas comunidades.Semana 2: análise de letras de artistas da periferia, identificação de temas sociais e culturais, e introdução ao conceito de narrativa.Semana 3: panorama de profissões que unem música e tecnologia, com exemplos de profissionais periféricos e noções iniciais de áudio digital.Onda 2 – Explorando a IA e a Ética (Semanas 4-7) Introdução a conceitos básicos de Inteligência Artificial, apresentação de ferramentas úteis e debates sobre ética.Semana 4: o que é IA? Exemplos do cotidiano, desmistificação de termos e conceitos fundamentais.Semana 5: ferramentas aplicáveis ao dia a dia (Canva, Gamma AI e outras para estudo e criatividade).Semana 6: ética e responsabilidade no uso da IA, incluindo discussões sobre direitos autorais e criação musical.Semana 7: espaço livre para aprofundar temas de interesse ou práticas extras.Onda 3 – Criação Musical com Suno AI e Emoções (Semanas 8-12) Experimentação prática com Suno AI, diversidade sonora e conexão com expressão socioemocional.Semana 8: criação da primeira música no Suno AI, aprendendo interface e prompts básicos.Semana 9: exploração de diferentes estilos musicais, com desafios criativos.Semana 10: roda de conversa sobre música e emoções, seguida de criação com IA inspirada em sentimentos.Semana 11: uso de LLMs para apoiar a escrita de letras, explorando temas sociais e culturais.Semana 12: compartilhamento das primeiras composições em ambiente de escuta e feedback.Onda 4 – Reflexão Social e Criação Multimídia (Semanas 13-17) Música como ponto de partida para discutir masculinidade saudável, racismo e machismo, além de introdução à produção de videoclipes com IA e marketing musical.Semana 13: análise de músicas que tratam do racismo estrutural e da experiência periférica.Semana 14: debate sobre machismo e estereótipos de gênero na música, estimulando masculinidades saudáveis.Semana 15: introdução a ferramentas de IA generativa de imagem e vídeo para criação de videoclipes sociais.Semana 16: noções básicas de marketing musical digital, identidade online e engajamento.Semana 17: integração de música, vídeo e marketing na preparação dos projetos.Onda 5 – Apresentação e Celebração (Semanas 18-20) Finalização dos trabalhos, preparação para apresentações e reflexão sobre o processo vivido.Semana 18: oficina de finalização e edição dos projetos musicais e visuais.Semana 19: preparação para a apresentação final, com dicas de comunicação e impacto.Semana 20: encerramento com mostra final e celebração. Serão premiadas as melhores produções de cada escola (1º, 2º e 3º lugares), que depois disputarão em mostra interescolar, com prêmios especiais para os três primeiros colocados.O encontro de encerramento também incluirá reflexão sobre os próximos passos: como seguir explorando música, IA e temas sociais em suas trajetórias pessoais, artísticas e coletivas.
O projeto Semente – Criatividade Musical e Cultural na Era da IA foi criado com uma abordagem inclusiva, garantindo acessibilidade ampla — física, social, digital, econômica, cultural e educacional — para jovens em situação de vulnerabilidade de escolas públicas da periferia paulista e baiana. Além de ser totalmente gratuito, o projeto será realizado em espaços acessíveis nas comunidades periféricas da cidade de São Paulo e de Salvador-BA, priorizando locais com infraestrutura adequada para receber pessoas com mobilidade reduzida. Sempre que possível, serão utilizados espaços com rampas de acesso, banheiros adaptados e transporte acessível.No campo da acessibilidade digital, os conteúdos das oficinas de tecnologia e arte digital serão organizados em materiais de apoio inclusivos, com linguagem simples, recursos visuais e, quando necessário, versões em áudio e vídeo com legendas, garantindo a participação de pessoas com diferentes níveis de letramento digital e com deficiência visual ou auditiva.
Todas as atividades do projeto são e terão o seu acesso 100% gratuito para o seu público-alvo (jovens em situação de vulnerabilidade social) e suas famílias.Os eventos e aulas poderão ser gravadas pelo time do projeto e disponibilizados no canal de YouTube e nas redes sociais da proponente.
Ficha Técnica 1: Alejandra YacovodonatoÉ a fundadora e diretora executiva da FLY EDUCAÇÃO E CULTURA, uma organização sem fins lucrativos que combate a desigualdade social no Brasil e América Latina. Através da educação socioemocional, sociocultural e científica, busca criar um impacto positivo e duradouro na vida das pessoas, promovendo transformações profundas. Ao longo dos dez anos de existência, a Fly desenvolveu 212 projetos, impactando mais de 8300 pessoas diretamente. Além disso, já reuniu cerca de 300 voluntários com atuação nacional e internacional, sendo em 5 regiões do Brasil, Venezuela, Colômbia e Uruguai.Alejandra é uma mulher venezuelana refugiada no Brasil, formada em Comunicação Institucional, Master em Planejamento e Administração com foco em Educação Experiencial. Na Venezuela, realizou uma exposição de arte com foco em fotografia e escultura; também participou de peças artísticas em teatro, música e dança e participou de competições de poesia. No Brasil, liderou projetos como na empresa UBER: ‘Plataforma de Empoderamento Econômico para Mulheres’ e ‘Ellas Uber: Meninas em STEAM” beneficiando 2230 mulheres em situação de vulnerabilidade em 4 países de Latinoamérica (Peru, México, Costa Rica e Chile). Também dirigiu a criação do Curso de Inteligência Socioemocional e Metodologias Ativas da Editora Moderna, projeto que atendeu 10.000 professores das escolas públicas das 05 regiões do Brasil. Foi 2° finalista no Concurso de Empreendedores 2022 da Escola de Inovação e Negócios na Espanha (IEBS Business School) na categoria EdTech para o projeto "Refugees in Tech". Também é palestrante convidada em diversos Congressos e Fóruns de Políticas Públicas e eventos relacionados com o acesso à formação Socioemocional e Tecnológica na América Latina.Ficha técnica 2 : Abner SimõesCom mais de 13 anos de experiência em tecnologia e inovação, sua trajetória abrange desde o desenvolvimento como Sênior Front-end até a docência em hardware e lógica de programação em uma das maiores universidades de São Paulo. Nos últimos 5 anos, atuou de forma estratégica na liderança de projetos e equipes voltadas para Inteligência Artificial, ciência de dados e automações, acumulando sólida experiência na coordenação de squads multidisciplinares e na entrega de soluções de alto impacto.Liderou projetos que envolveram desde a criação de chatbots com visão computacional e agentes baseados em IA generativa, até a automação de processos complexos em ambientes corporativos.Possui expertise em IA e IA Generativa, SCORM, e domínio técnico em JavaScript, CSS e HTML. Tem experiência com metodologias Agile e Waterfall, além de habilidades consolidadas na liderança de equipes técnicas, desenvolvimento e documentação de produtos digitais.Ficha técnica 3: Likou Shimizu SumiyoriÉ pós-graduanda em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUC-RS e é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) na Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília (FFC). Em sua trajetória acadêmica, participou e liderou diversos grupos de pesquisa e extensão. Atuou como Bolsista de Pesquisa do Programa de Educação Tutorial de Relações Internacionais (PET-RI), foi membro líder do Grupo de Estudos de Feminismo e de Gênero (GEFEG), coordenador discente do Grupo de Estudos e Pesquisa em Migrações Internacionais (GEMIIN), todos da UNESP/FFC. Fez parte também do Observatório Feminista de Relações Internacionais (OFRI) como Pesquisadora da Ásia e Coordenadora da área de Mídias Sociais. Atualmente é Pesquisadora também no Grupo de Estudos Okinawanos (GEOki) da USP. Na graduação realizou um projeto de iniciação científica na linha de pesquisa "Mulher, relações de gênero e feminismo" com o título "Silêncio e Invisibilidade: A violência sexual contra a mulher na base militar norte-americana de Okinawa (1947-2016)", sob a orientação do Professor Dr. Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos.Na vida profissional, atua no time de Relações Institucionais e Parcerias na Fly Educação e Cultura, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua com projetos sociais de cultura e educação que visam a capacitação cognitiva e socioemocional e a empregabilidade da população em situação de vulnerabilidade social (pessoas negras, mulheres, refugiados, LGBTQIAP+). Possui ampla experiência em Captação de Recursos, Parcerias, Relações Institucionais e Gestão de Projetos Sociais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.