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PRONAC 259926Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Estação Cultura Viva: uma escola de arte e festa.

PILAR DAS PRODUCOES E EVENTOS LTDA
Solicitado
R$ 3,07 mi
Aprovado
R$ 3,07 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Empreendedorismo Cultural
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-11-20
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O projeto "Estação Cultura Viva: uma escola de arte e festa" transforma um trio elétrico em espaço formativo e artístico sobre rodas, com oficinas gratuitas nas áreas de sonorização, iluminação, produção cultural, discotecagem, cenografia e história do Carnaval. As atividades ocorrem no próprio trio, adaptado como sala de aula e laboratório prático, onde os participantes também acompanham o processo de reforma e montagem da estrutura. Parte dos alunos, que também são artistas, será convidada a se apresentar na Estação Cultura Viva durante as ações públicas e no Carnaval, em uma formatura simbólica do percurso vivido. O projeto fortalece o protagonismo juvenil, valoriza saberes técnicos e criativos e transforma a rua em espaço de aprendizado, pertencimento e celebração.

Sinopse

Mais do que um trio elétrico, a Estação Cultura Viva é um organismo vivo que pulsa saber, ancestralidade e potência criativa. Construída do zero em um galpão-escola por jovens oriundos das periferias de Salvador, a Estação se transforma em oficina de ofícios, estúdio de criação e palco de celebração. Durante meses de convivência, aprendizado e prática, os participantes não apenas erguem uma estrutura física de som, luz e movimento — constroem também pertencimento, memória e futuro. Cada parafuso, cada cabo e cada nota musical tornam-se símbolos de uma formação que une técnica e afeto, arte e cidadania. Ao final do percurso, no calor simbólico do Carnaval de Salvador, o trio-escola ganha as ruas conduzido pelos formandos, transformando-se em desfile de conquistas, ritmos e identidades. A Estação Cultura Viva propõe uma travessia entre o fazer e o festejar, entre o cotidiano e o espetáculo, entre a escuta e o batuque — um projeto que educa sem deixar de emocionar, celebra enquanto forma e transforma enquanto acontece.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover a formação cultural, técnica e artística de jovens de comunidades periféricas de Salvador por meio da transformação de um trio elétrico em um espaço itinerante de aprendizagem, criação e celebração, integrando oficinas, vivências e apresentações públicas como instrumentos de pertencimento, protagonismo e valorização da cultura afro-brasileira.Objetivos Específicos: 1. Realizar oito oficinas formativas destinadas a 400 jovens de comunidades e bairros periféricos de Salvador, promovendo formação técnica e artística gratuita, complementada por aulas demonstrativas ao longo do ano, com capacidade para atender até 8.000 alunos da rede pública de ensino, devidamente comprovadas por meio de registros videográficos e fotográficos.2. Construir um trio elétrico que servirá como conteúdo e prática das oficians e visitas, com o objetivo promover o espaço pedagógico e artístico itinerante onde serão ministradas as oficinas e servirá de espaço para demonstrações capaz de circular por diferentes territórios e atuar como uma escola móvel de arte, festa e conhecimento.3. Mostrar o resultado das oficinas, isto é, toda a aprendizagem, através de um desfile do espaço de aprendizado, para aproximadamente 6 milhões de pessoas de forma totalmente gratuita no carnaval de Salvador. 4. Criar um e-book com acesso livre e gratuito, garantindo memória institucional, difusão pública dos resultados e a possibilidade de replicação do modelo em outros territórios e contextos culturais.

Justificativa

O projeto "Estação Cultura Viva: uma escola de cultura e festa" nasce da confluência entre cultura popular, educação e pertencimento. Surge da necessidade de ressignificar o modo como compreendemos o Carnaval e as festas populares brasileiras: não como manifestações efêmeras, mas como formas de conhecimento, plataformas criativas e motores de transformação social e econômica.Na Bahia — e especialmente em Salvador — o Carnaval é mais do que uma celebração: é um sistema de saberes e ofícios que movimenta milhares de profissionais invisibilizados pelo brilho da festa. Soldadores, costureiras, técnicos de som e luz, produtores, motoristas, DJs, cenógrafos, cozinheiros, iluminadores e artistas populares formam a base de uma cadeia produtiva que sustenta a maior festa popular do planeta. A Estação Cultura Viva nasce, portanto, como um projeto que transforma essa engrenagem em espaço pedagógico, reconhecendo na festa o seu verdadeiro potencial educativo.O projeto propõe a construção de um trio elétrico-escola, um equipamento artístico e pedagógico concebido desde sua estrutura para abrigar atividades formativas e apresentações culturais. Climatizado, acessível e equipado com sistemas de som, luz, painéis de LED, mobiliário cenográfico e banheiros químicos, o trio será a sede móvel da Estação — um espaço itinerante de ensino e celebração, capaz de circular por diferentes territórios e levar arte, formação e cidadania às comunidades periféricas de Salvador.A Estação Cultura Viva é herdeira direta de uma filosofia nascida nas ruas e reinventada por artistas como Carlinhos Brown, que transformou o Candeal Pequeno em referência mundial de inclusão e criatividade. Inspirado por experiências como a Pracatum, o projeto reafirma a ideia de que não basta levar cultura à periferia — é preciso permitir que a periferia produza, ensine e brilhe com sua própria cultura.Nesse contexto, o projeto oferecerá 8 oficinas formativas gratuitas, com 8 horas de duração cada, totalizando 64 horas por ciclo, abrangendo as áreas de sonorização, iluminação, cenografia, produção cultural, discotecagem, drinks culturais, história do Carnaval e performance em cena pública. As atividades contemplarão 400 jovens de comunidades e bairros periféricos de Salvador, oferecendo formação técnica e artística especializada voltada à cadeia produtiva das festas populares.Mais do que aulas teóricas, o projeto propõe aprendizagem prática e colaborativa. Os alunos acompanharão o processo de construção e montagem do trio elétrico, vivenciando etapas de design, engenharia, cenografia e sonorização — aprendendo, na prática, a estruturar o equipamento que se tornará a própria escola sobre rodas.Como parte do processo formativo, cada participante conduzirá uma turma de 20 alunos da rede pública de ensinoao galpão da Estação Cultura Viva, onde o trio permanecerá durante o ano. Esses encontros proporcionarão aulas práticas sobre a construção e o funcionamento de trios elétricos, alcançando aproximadamente 8.000 estudantes da rede pública e ampliando o alcance educacional, social e cultural do projeto.O ciclo formativo culminará em uma formatura simbólica e pública: parte dos jovens formados — especialmente os que também atuam como artistas — será convidada a se apresentar no próprio trio durante ações culturais e no Carnaval de Salvador, diante de um público estimado em 6 milhões de pessoas. Essa vivência representa mais do que um encerramento: é o ato de transformar aprendizado em celebração, conhecimento em presença, formação em festa.Para garantir a memória institucional e a difusão dos resultados, o projeto também contemplará a produção de um registro videográfico e de um e-book pedagógico sobre todo o processo formativo, artístico e construtivo. O material será disponibilizado gratuitamente e deverá atingir cerca de 2 milhões de pessoas por meio de plataformas digitais, escolas e instituições culturais, consolidando o modelo da Estação como uma experiência replicável e inspiradora para outros contextos culturais do país.Em síntese, o projeto atua em três eixos complementares:Formação técnica e artística especializada, conectando a juventude periférica às demandas contemporâneas da indústria criativa e das festas populares;Protagonismo simbólico e social de jovens negros e periféricos, que deixam de ser público para se tornarem criadores e agentes de cultura;Valorização e salvaguarda da cultura afrobaiana, por meio do registro, da difusão e da perpetuação de saberes populares e técnicos.A Estação Cultura Viva está diretamente alinhada aos princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), enquadrando-se nas seguintes categorias do Artigo 18:a) Inciso II, alínea "a" _ realização de apresentações públicas e gratuitas, com acesso democrático;b) Inciso III, alínea "a" _ oferta gratuita de cursos e oficinas de formação técnica, artística e cultural;c) Inciso III, alínea "b" _ valorização da cultura popular e afro-brasileira, com foco em comunidades vulneráveis.Mais do que um projeto, a Estação Cultura Viva: uma escola de cultura e festa é uma proposta de futuro. É a materialização de um sonho em que o Carnaval, a arte e a educação se unem num mesmo compasso — o da transformação. Como disse Carlinhos Brown, "Eu vim da rua, mas a rua não me impediu de sonhar." A Estação Cultura Viva é a prova de que a rua pode ser também escola, e que o sonho, quando se move sobre rodas, alcança o mundo.

Estratégia de execução

Plano Pedagógico:“Educação não transforma o mundo.Educação muda as pessoas.Pessoas transformam o mundo.”Paulo FreireO plano pedagógico do projeto Estação Cultura Viva: uma escola de cultura e festa nasce do desejo de aliar formação técnica e expressão artística em um território simbólico da cultura brasileira: o trio elétrico.O projeto propõe um processo educativo estruturado na ideia de “aprender fazendo”, tendo como eixo a construção integral de um trio elétrico-escola — concebido desde sua base para ser espaço cênico, pedagógico e cultural itinerante.A experiência formativa ocorrerá em um galpão-escola em Salvador, onde jovens oriundos de comunidades periféricas serão acolhidos não apenas como aprendizes, mas como protagonistas da construção de um novo modo de participar da festa — não como consumidores, mas como criadores, técnicos e artistas do Carnaval.Ao unir saber técnico e popular, o plano propõe um mergulho no universo da cultura de rua e das tradições afro-baianas, celebrando a potência criativa dos territórios periféricos e reconhecendo o Carnaval como um campo de conhecimento e emancipação. Fundamentos Teórico-Metodológicos:Inspirado na pedagogia libertadora de Paulo Freire, nas práticas de educação não formal e na valorização dos saberes ancestrais afro-brasileiros, o plano se sustenta em três pilares centrais:Autonomia Criadora: o aluno é sujeito ativo do processo formativo, não mero receptor.Integração entre saber técnico e saber popular: o trio elétrico é o instrumento de aprendizagem e expressão criativa.Afirmação de Identidade e Pertencimento: a vivência formativa é espaço de reconhecimento das culturas negras e periféricas como territórios de excelência estética e intelectual.A metodologia será vivencial, colaborativa, interdisciplinar e anticolonial, promovendo escuta, diálogo e trocas entre mestres da cultura, técnicos e alunos. Objetivos Educacionais:Objetivo Geral:Promover formação técnico-artística e sociocultural em torno da construção e operação de um trio elétrico-escola, valorizando as expressões culturais periféricas e afro-baianas.Objetivos Específicos:Desenvolver competências em iluminação, sonorização, cenografia móvel, produção cultural, design e comunicação visual;Estimular a compreensão crítica da história do Carnaval de Salvador e dos trios elétricos como patrimônio imaterial;Integrar teoria e prática por meio da participação direta na construção do trio;Fomentar a produção artística dos alunos, oferecendo espaço de difusão pública durante o Carnaval;Ampliar o alcance educacional do projeto, oferecendo aulas práticas de curta duração a 8.000 estudantes da rede pública de ensino. Estrutura Formativa e Conteúdos Programáticos:A formação será dividida em cinco grandes eixos pedagógicos, articulados em ciclos formativos que reúnem aulas teóricas, práticas e vivenciais.Eixo 1: Oficinas Técnicas.Iluminação cênica e arquitetural;Sonorização e mixagem;Estrutura e montagem de cenografia móvel;Operação de sistemas elétricos e hidráulicos;Noções de segurança e acessibilidade.Eixo 2: Oficinas Criativas.Discotecagem afro e performance sonora;Criação de drinks culturais (gastronomia e identidade);Design e comunicação visual para festas populares;Criação de figurinos, maquiagem e adereços de Carnaval.Eixo 3: Vivências Formativas.História do trio elétrico e dos blocos afro;Carnaval de rua como ato político, estético e comunitário;Territórios culturais e resistência periférica;Cultura afro-baiana e religiosidade na festa popular.Eixo 4: Rodadas de Saberes.Encontros com mestres e mestras da cultura negra;Diálogos com técnicos e artistas renomados do Carnaval de Salvador;Trocas de saberes e experiências intergeracionais.Eixo 5: Experiências de Criação e Apresentação.Ensaios técnicos e artísticos com os participantes;Intervenções públicas e performances no trio elétrico-escola;Preparação para a formatura simbólica durante o Carnaval. Metodologia Pedagógica:A formação será conduzida no galpão-escola, espaço adaptado para as oficinas e para o acompanhamento da construção do trio elétrico, que funcionará simultaneamente como canteiro de obras, laboratório e palco de experimentações.Princípios metodológicos:Aprendizagem integrada: o conhecimento nasce da prática; os alunos aprendem construindo;Participação coletiva: incentivo à criação de conhecimento em grupo e à escuta horizontal;Acessibilidade e inclusão: todas as oficinas contarão com intérprete de Libras, recursos visuais, audiodescrição e materiais acessíveis;Avaliação processual: cada etapa será acompanhada por autoavaliações, rodas de feedback e portfólios reflexivos. Ação Educativa Ampliada:Como parte fundamental do projeto, a ação educativa ampliada permitirá que 8.000 alunos da rede pública de ensino participem de aulas práticas e visitas pedagógicas ao galpão da Estação Cultura Viva.Cada turma de 20 estudantes será conduzida por um dos participantes do projeto e participará de uma única visita de 2 horas de duração, durante a qual vivenciará uma aula prática interativa sobre os processos de construção, montagem e funcionamento do trio elétrico-escola.Essas visitas proporcionarão aos alunos da rede pública contato direto com o fazer cultural, estimulando o interesse por áreas técnicas e artísticas e aproximando a educação formal da realidade da cultura popular.O objetivo é criar pontes entre escola e território, entre saber acadêmico e saber popular, transformando o trio em sala de aula viva que pulsa arte, tecnologia e cidadania. Carga Horária e Cronograma Formativo:Duração total: 365 dias;Carga horária semanal: 12h (3 encontros de 4h por semana);Total por participante: 120h de formação;Formato: atividades teóricas, práticas e vivenciais integradas à construção do trio e ao calendário cultural. Equipe Pedagógica e Técnica:A equipe será composta por:Educadores e pedagogos com experiência em educação popular e técnica;Oficineiros e técnicos especializados em Carnaval, eventos e artes cênicas;Mestres e mestras da cultura afro-baiana;Artistas convidados e intérpretes de Libras;Profissionais de apoio pedagógico e documentação audiovisual. Avaliação e Acompanhamento:A avaliação será contínua e formativa, valorizando o processo.Instrumentos de acompanhamento:Observação direta e relatórios de oficineiros;Autoavaliações e portfólios reflexivos;Registros audiovisuais;Rodas de diálogo e devolutivas coletivas. Legado Pedagógico:O projeto deixará como legado:Um trio elétrico construído e equipado como espaço cultural e educativo permanente;Um documentário educativo e um e-book pedagógico registrando metodologias e experiências;Uma nova geração de jovens formados para atuar na cadeia produtiva do Carnaval e nas artes;Um modelo pedagógico replicável, que alia prática técnica, identidade cultural e valorização dos saberes populares. Assim, a Estação Cultura Viva se afirma não apenas como um projeto de arte e formação, mas como uma escola viva sobre rodas, onde a rua é sala de aula, o tambor é livro, e o corpo que dança é o corpo que aprende, cria e transforma.

Especificação técnica

O projeto “Estação Cultura Viva: uma escola de cultura e festa” propõe a construção de um trio elétrico-escolaconcebido desde sua base estrutural como um espaço cultural multifuncional, pedagógico e performático. Trata-se de um equipamento inédito, criado para atuar como escola móvel de cultura e arte, capaz de unir formação técnica, criação coletiva e difusão cultural em comunidades periféricas de Salvador, com culminância no Carnaval, diante de milhões de pessoas.O trio será construído do zero, com projeto estrutural pensado para finalidades educacionais, artísticas e de acessibilidade universal. Sua arquitetura integrará tecnologia, design e estética afrobaiana, resultando em um espaço versátil que funcionará como sala de aula prática, estúdio criativo e palco de apresentações públicas.O veículo contará com:Sistema de sonorização profissional com estrutura de PA, retorno e operação técnica;Iluminação cênica e artística com controle digital;Equipamentos de projeção e painéis de LED translúcidos;Mobiliário cenográfico funcional e modular, projetado para adaptação conforme o uso pedagógico;Sistema de climatização e isolamento acústico interno;Acessibilidade plena, com rampas, corrimãos e áreas adaptadas;Design inspirado nas referências afrobaianas e na estética dos pubs urbanos, valorizando identidade, contemporaneidade e ancestralidade.A Estação Cultura Viva transformará esse equipamento em centro itinerante de ensino e criação artística, que permanecerá ativo durante todo o ano, oferecendo formação técnica e experiências estéticas voltadas à cadeia produtiva da cultura popular e do Carnaval. Oficinas Formativas:O projeto realizará 8 oficinas formativas gratuitas, com 8 horas de duração cada, totalizando 64 horas por ciclo, abrangendo as seguintes áreas:Sonorização e operação de equipamentos de som;Iluminação cênica e espetacular;Cenografia móvel e design funcional;Produção cultural e logística de eventos itinerantes;Discotecagem afro e performance sonora;História do Carnaval e movimentos musicais de rua;Drinks culturais, estética de bar e mixologia criativa;Performance em cena pública e expressão corporal.As oficinas serão realizadas no galpão de construção do trio elétrico, em Salvador, durante os meses de janeiro e fevereiro, e terão como público-alvo 400 jovens de comunidades e bairros periféricos da cidade.Cada oficina oferecerá 8 horas de atividades práticas e teóricas, conduzidas por mestres da cultura popular, artistas, técnicos especializados e educadores com atuação reconhecida. O projeto contará com intérprete de Libras, material acessível, apoio pedagógico especializado e recursos tecnológicos para garantir a plena acessibilidade e democratização do aprendizado.Durante as atividades, os alunos participarão diretamente do processo de construção e montagem do trio, vivenciando etapas reais de criação e execução — desde a soldagem da estrutura até a instalação dos sistemas de som e luz —, aplicando os conhecimentos adquiridos nas oficinas em uma metodologia imersiva, colaborativa e intergeracional. Ação Educativa AmpliadaComo parte da contrapartida pedagógica, cada participante das oficinas conduzirá uma turma de 20 alunos da rede pública de ensino até o galpão da Estação Cultura Viva, onde o trio estará em construção.Nesses encontros, os estudantes participarão de aulas práticas sobre a concepção e construção de trios elétricos, unindo arte, tecnologia e sustentabilidade.Essa ação educativa ampliará o impacto do projeto, atingindo aproximadamente 8.000 alunos da rede pública de ensino, que terão contato direto com os bastidores da criação cultural e com os profissionais envolvidos no processo. Assim, o projeto se transforma em uma experiência formativa em larga escala, que ultrapassa o campo artístico e se consolida como instrumento de educação cidadã, tecnológica e criativa. Culminância Artística e SocialA culminância do projeto ocorrerá durante o Carnaval de Salvador, quando o trio-escola será inaugurado e ocupado pelos próprios alunos formados. Os jovens apresentarão performances, discotecagens, intervenções cênicas e musicais, em uma formatura pública e simbólica, no coração da maior festa popular do planeta.O trio será, assim, o palco da celebração do aprendizado, da afirmação identitária e da força criadora das periferias. A ação reafirma o princípio fundamental do projeto: transformar o lugar da festa em espaço de educação, e o ato de aprender em experiência de celebração coletiva. Materiais e Registros:Além das oficinas e da construção do trio, o projeto contemplará a produção de:Um documentário educativo, registrando o processo formativo e artístico, com exibição gratuita em escolas, centros culturais e plataformas digitais;Um e-book pedagógico, sistematizando metodologias, conteúdos e relatos, servindo como referência para replicação do modelo em outras regiões;Apresentações culturais durante o processo, com a participação de alunos e artistas convidados, promovendo a circulação da cultura periférica e a valorização da estética afro-brasileira. Duração e Equipe Técnica:O projeto terá duração total de 6 meses, com início em outubro e conclusão em abril, sendo conduzido por uma equipe multidisciplinar composta por cerca de 60 profissionais, incluindo engenheiros, técnicos, pedagogos, artistas, produtores, comunicadores e educadores populares.Essa estrutura permitirá a integração entre arte, técnica e formação, garantindo que cada etapa da construção do trio seja também uma oportunidade de ensino e vivência criativa. Síntese dos Produtos Gerados:Trio elétrico construído, cenograficamente ambientado e tecnicamente equipado para uso educativo, artístico e itinerante;8 oficinas formativas com carga horária total de 64 horas por ciclo, beneficiando 400 jovens diretamente;Ação educativa ampliada, atingindo 8.000 alunos da rede pública;Apresentações públicas gratuitas durante o Carnaval de Salvador;Documentário educativo e e-book pedagógico como materiais de memória e difusão;Impacto social direto sobre centenas de jovens periféricos e impacto cultural e educativo indireto sobre dezenas de milhares de pessoas nas escolas e nas ruas de Salvador.

Acessibilidade

O projeto adotará um conjunto de ações de acessibilidade física, comunicacional e metodológica, garantindo a participação plena de pessoas com deficiência em todas as etapas da iniciativa. O trio será adaptado com acesso por rampas, espaço interno com circulação livre para cadeirantes e banheiros químicos acessíveis, além de sinalização visual tátil e luminosa. Durante as oficinas e apresentações, haverá intérpretes de Libras, materiais de apoio acessíveis e recursos de audiodescrição quando necessário, promovendo a inclusão de pessoas surdas, cegas ou com baixa visão. As metodologias pedagógicas serão adaptadas para atender diferentes níveis de compreensão e modos de aprendizagem, respeitando o tempo, o ritmo e as potências de cada participante. Ao reconhecer que a acessibilidade é um direito e não um favor, o projeto reafirma seu compromisso com a equidade e com a valorização de todos os corpos e vozes na construção da cultura.

Democratização do acesso

A democratização do acesso é um dos pilares centrais do projeto “Estação Cultura Viva: uma escola de cultura e festa”: uma escola de cultura e festa. Todas as ações formativas e artísticas serão gratuitas e realizadas em espaços públicos acessíveis, priorizando bairros periféricos e comunidades com pouco ou nenhum acesso a equipamentos culturais formais. A seleção dos participantes será feita de forma aberta e inclusiva, com ampla divulgação local por meio de escolas, centros comunitários, redes sociais e lideranças populares, buscando alcançar jovens que, historicamente, foram afastados dos processos de formação artística e das dinâmicas do Carnaval enquanto protagonistas. Ao levar formação especializada para esses jovens — e não exigir que eles se desloquem para centros elitizados — o projeto rompe barreiras geográficas, sociais e simbólicas, fortalecendo o sentimento de pertencimento e assegurando que a cultura chegue aonde mais importa: onde ela pulsa, resiste e deseja florescer. Todo o projeto será gratuito como ja dissemos, e como medida complementar de democratização, adotaremos o inciso III do artigo 47 da Instrução Normativa n. 23/2025, abaixo transcrito:Art. 47. Em complemento às medidas de democratização de acesso, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso:III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;

Ficha técnica

1. ADAILTON SILVA COELHO (ROADIE):CPF: 365.408.465-68.Técnico com ampla experiência em montagem e desmontagem de palcos e equipamentos de som. Atua há mais de 10 anos no suporte logístico de shows e turnês. Responsável pela organização de instrumentos e apoio técnico direto aos músicos. Preza pela agilidade e segurança no trabalho.2. AMANDA THEREZA PINTO AGUIAR (PRODUÇÃO BANDA):CPF: 908.211.655-34.Produtora especializada em gerenciamento de agendas, ensaios e necessidades técnicas da banda. Coordena logística, comunicação e cronograma das apresentações. Com experiência em eventos de médio e grande porte, atua com eficiência e pró-atividade.3. ANDERSON TELES RIBEIRO (BARBEIRO):CPF: 031.745.095-64.Barbeiro e visagista com atuação no setor artístico e de entretenimento. Especialista em cortes estilizados, barba e cuidados masculinos para palco e TV. Atende artistas e músicos com pontualidade e profissionalismo.4. CARLOS EDUARDO BORGES OLIVEIRA (TÉC MONITOR):CPF: 785.358.675-20.Técnico de monitor com experiência em mixagem de palco. Atua diretamente com músicos para garantir retorno de som personalizado. Domínio em equipamentos digitais e analógicos.5. DIEGO NASCIMENTO SILVA FILGUEIRAS (VJ):CPF: 057.793.785-50.Artista visual e VJ com atuação em shows, festivais e espetáculos multimídia. Responsável pela projeção de conteúdos visuais ao vivo, integrando imagem e som. Utiliza softwares de ponta e tem domínio em estética visual para palco.6. ELISANGELA CARVALHO (MAKE):CPF: 033.737.155-55.Maquiadora profissional com experiência em shows, ensaios fotográficos e televisão. Especialista em maquiagem artística, cênica e de longa duração. Atende artistas com sensibilidade estética e técnica apurada.7. ERICA LANE DA SILVA MEDRADO (PRODUTORA PESSOAL):CPF: 789.955.665-15.Produtora pessoal com experiência no acompanhamento de artistas em turnês. Atua na organização de demandas individuais, figurinos, agenda e suporte diário. Preza pelo cuidado, discrição e organização.8. FÁBIO LUIS DOS SANTOS LOPES (TÉC PA):CPF: 834.460.285-87.Técnico de PA com sólida atuação em sonorização de grandes eventos. Responsável pela mixagem de som para o público, garantindo alta qualidade e fidelidade sonora. Especialista em sistemas de áudio e operação ao vivo.9. FLAVIO VIEIRA DULTRA (COORD. PRODUÇÃO):CPF: 925.553.145-04.Coordenador de produção com ampla trajetória em eventos culturais e musicais. Gerencia equipe técnica e logística de montagem, transporte e cronograma. Atua com precisão e visão estratégica.10. JAMILE ALVES DOS SANTOS (HAIR STYLIST):CPF: 033.313.165-71.Hair stylist com especialização em penteados cênicos, editoriais e de palco. Atua na preparação visual de artistas, respeitando estilo e identidade. Dinâmica, criativa e atualizada nas tendências.11. KELLY CRISTINA GRESIK FERREIRA (TÉC TELEPROMPTER):CPF: 160.601.257-60.Técnica em teleprompter com experiência em shows e apresentações ao vivo. Atua com precisão no controle de roteiro para artistas. Pontual, discreta e com leitura fluente de palco.12. LUCAS PIAUILINO ALVES DOS SANTOS (TÉC LUZ):CPF: 019.264.195-61.Técnico de luz com domínio em iluminação cênica e de shows. Atua na programação e operação de equipamentos de iluminação. Experiente em criar atmosferas visuais que dialogam com a música.13. MOISES MOURA BARBOSA SANTOS (SEGURANÇA):CPF: 021.030.665-37.Agente de segurança com perfil discreto e altamente observador. Experiência com público, bastidores e escolta de artistas. Treinado em controle de acesso e prevenção de incidentes.14. RIVANILDO JESUS DE ALMEIDA (ROADIE):CPF: 802.098.745-20.Roadie com experiência na montagem e desmontagem de equipamentos de palco. Atua com agilidade e cuidado técnico. Acostumado a trabalhar sob pressão em turnês e festivais.15. UELINTON CERQUEIRA SANTOS (ROADIE):CPF: 512.340.845-20.Profissional de suporte técnico especializado em montagem de instrumentos e cabos de palco. Atende demandas da equipe técnica com responsabilidade e organização.16. HARDMAN & ROQUE (ADMINISTRAÇÃO DO PROJETO):CNPJ: 20.252.606/0001-21.Resumo do Serviço:Empresa responsável pela administração geral do projeto, incluindo gestão orçamentária, prestação de contas, contratação de profissionais e controle financeiro. Atua com transparência e rigor técnico, garantindo a conformidade com as exigências legais e de órgãos de fomento. 17. ANDRÉ SAMPAIO E CASA DE CULTURA ANDRÉ SAMPAIO (COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E CONCEPÇÃO DO PROJETO):CNPJ: 34.469.476/0001-98.CPF: 071.407.497-79.Resumo do Serviço:Responsáveis pela elaboração conceitual e dramatúrgica do roteiro artístico e pela coordenação pedagógica do roteiro, já que o projeto tem um caráter também educativo em relação a consciência ambiental. A Casa de Cultura André Sampaio atua com foco na formação artística inclusiva, diversidade e inovação nos processos criativos. 18. PILAR DAS PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA (PROPONENTE E COORDENAÇÃO GERAL DO PROJETO):CNPJ: 17.092.056/0001-16.Resumo do Serviço:Empresa proponente responsável por toda a coordenação executiva do projeto. Gerencia contratos, articulação institucional, logística de produção, execução dos produtos culturais e relacionamento com patrocinadores e órgãos públicos. Atua como elo central entre equipe técnica, artística e administrativa.19. ANTONIO CARLOS SANTOS DE FREITAS (CARLINHOS BROWN) – DIRETOR ARTÍSTICO:CPF: 372.095.315-72.Resumo do Serviço:Artista, compositor, produtor e multi-instrumentista reconhecido internacionalmente, Carlinhos Brown atua como Diretor Artístico do projeto, sendo responsável pela curadoria estética, musical e simbólica da proposta. Coordena o conceito criativo, as escolhas de repertório e a orientação cênica do espetáculo, garantindo excelência e identidade cultural afro-brasileira. 20. GILSON SANTOS DE FREITAS – PRODUTOR EXECUTIVO:CPF: 332.094.215-87.Resumo do Serviço:Produtor experiente com mais de 20 anos de atuação no setor cultural. Responsável pela produção executiva de alto nível, planejamento estratégico, controle de cronograma e coordenação das equipes de produção. Atua na interface entre as áreas artística, técnica e administrativa, assegurando a fluidez e a qualidade da execução do projeto. 21. CHETTO E CHETTO ADVOGADOS ASSOCIADOS (ASSESSORIA JURÍDICA):CNPJ: 07.766.857/0001-66.Resumo do Serviço:Escritório Boutique de Advocacia de Negócios, organização especializada na prestação de serviços jurídicos voltados especialmente para a atividade empresarial, famílias empresárias e empreendedores em geral. Constitui-se numa sociedade de cultura artesanal, em que os trabalhos são executados sob medida e supervisionados diretamente por seus sócios, sem, jamais, abdicar de uma gestão altamente profissional, com governança e tecnologia. Com relevante atuação no segmento cultural, artístico e musical, é a sociedade de advogados responsável pela assessoria jurídica do empreendimento ora apresentado, durante todas as etapas de execução do projeto, atuando especialmente na elaboração e análise de contratos, relação com patrocinadores e investidores e consultoria para adequação à lei de incentivo juntamente com a empresa contratada para administrar o projeto.22. Juan Graciano Sala Franco (Arquiteto):CPF: 065.591.175-88Juan Graciano é sócio da empresa Megapro Eventos Ltda é uma empresa especializada na criação, produção e gestão de eventos culturais, corporativos e institucionais. Sediada em Salvador, Bahia, e registrada sob o CNPJ 21.869.846/0001-32, a Megapro atua com excelência no mercado, oferecendo soluções completas e personalizadas para cada projeto. Com uma equipe experiente e comprometida, a empresa se destaca pela capacidade de transformar ideias em experiências memoráveis, prezando sempre pela qualidade, inovação e responsabilidade técnica em todas as etapas da produção.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.