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PRONAC 259935Autorizada a captação total dos recursosMecenato

VINTE!

L&B PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 629,6 mil
Aprovado
R$ 629,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical (c/ dramaturgia, danças e canções)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Teatro musical
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-07-31
Término
2026-12-21
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

VINTE! é o projeto de uma peça de teatro musical com uma perspectiva crítica, com três atores e um músico, linguagem performática, em que a experimentação sonora inspirada no choro e no jazz dialoga com a experimentação cênica.Idealizado pela atriz e diretora Tainah Longras, "VINTE!" conta ainda com direção de Mauricio Lima, interlocução de direção de Ana Kfouri, direção musical de Muato, interlocução teórica de Olívia Vicente P. Burzlaff, Daniele Avila Small e Paulo Mattos, direção de movimento de Romulo Galvão, direção de arte de Júlia Vicente, produção de Bem Medeiros e elenco composto por Tainah Longras, AfroFlor, Muato e Felipe Oládélè. O projeto desenvolve uma pesquisa cênica com a equipe, articulando a história dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil e realiza temporada no município do Rio de Janeiro.

Sinopse

Vinte! é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a obra constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, sob uma perspectiva afro-contemporânea.

Objetivos

Realizar peça teatral denominada VINTE! sobre os movimentos artísticos negros dos anos de 1920 no Rio de Janeiro em conexão com outros movimentos no resto do Brasil e do mundo. Contribuir para a construção e fortalecimento de epistemologias negras. Criar cenário e figurino que dialoguem com as referências artísticas e históricas que apareçam na pesquisa. Realizar pesquisa histórica sobre o tema. Realizar pesquisa de linguagem cênica. Realizar 16 apresentações da peça durante o período de um mês em espaço público no Rio de Janeiro.

Justificativa

O projeto vai atuar na geração de emprego direto e indireto com contratação de serviços e fornecedores, movimentando assim o mercado da economia criativa, a ficha técnica do projeto é composta majoritariamente por pessoas negras e LGBTQIAP+ em todos os âmbitos de sua criação, que destaca a importância de oportunidades justas para corpos e corpas que normalmente são colocadas à margem. Deste modo, o projeto desafia as normas estabelecidas e reconhece a habilidade dessas pessoas, muitas vezes sub representadas nas indústrias artísticas e culturais. Além disso, proporciona um espaço para a expressão criativa, enriquecendo profundamente a cena teatral como um todo. O espetáculo também tem grande apelo para o público, por ser um musical que vai adentrar o universo de ritmos populares. A peça trata de questões artísticas, culturais e políticas relativas à negritude. O panafricanismo proposto por Marcus Garvey (1887-1940), relaciona experiências plurais de africanos em exílio, como a população afro-americana, nos EUA, e a afrobrasileira e sua ancestralidade comum. As diversas referências estéticas que vão orientar a criação proporcionam comparações e contrastes entre escritores, artistas visuais e músicos do período, como Augusta Savage, W.E.B. DuBois, Marcus Garvey, Zora Neale Hurston e Pixinguinha. Essa abordagem inovadora, tanto estética quanto criticamente, proporciona a abertura para possíveis diálogos sociais e culturais em meio aos debates sobre a contribuição do povo negro na construção da cultura do Sul Global. Além disso, o espetáculo atua na atualização da memória na contemporaneidade. Esse trabalho é inspirado nos musicais brasileiros que se colocam com uma perspectiva crítica, que têm sua origem entrelaçada com as práticas artísticas e políticas de pessoas negras no âmbito público do país. É o caso das conferências-concerto organizadas por André Rebouças, José do Patrocínio e Vicente de Souza, que, no período pré-abolição, na década de 1880, reuniram centenas de cidadãos livres e pessoas escravizadas em celebrações pela liberdade e que, citando Daniele Avila Small em referência a Angela Alonso, "contribuíram decisivamente para a alteração dos afetos coletivos na relação com a escravidão". O movimento das conferências-concerto, que dialogava diretamente com o teatro de variedades e que se espalhou por várias cidades do país, aconteceu apenas 40 anos antes da criação da Companhia Negra de Revistas, que colocava em cena as discussões sobre o lugar das pessoas negras na sociedade brasileira, abrindo caminhos para que, anos depois, ainda que como contraponto, Abdias do Nascimento crie o Teatro Experimental do Negro. Embora o TEN criticasse o teatro de variedades porque, segundo Abdias, que falava em consonância com todo um movimento de sua época em direção ao teatro dramático, este não era "teatro sério". No entanto, o teatro de revista, musicado ou de variedades, feito por pessoas negras no Brasil do final do século XIX e início do século XX, era um projeto de profunda consciência social e política. A perspectiva crítica dessa linguagem sempre esteve presente nessa história. Mais tarde, durante a ditadura militar no Brasil das décadas de 1960 e 1970, a linguagem do musical crítico se estabelece, ainda ancorada em artistas negros (Arena Conta Zumbi é um exemplo nuclear), mas, dessa vez, com a assinatura e autoria de artistas brancos. Esse período dá início à tradição da historiografia canônica do teatro brasileiro, que considera esse o marco inicial da linguagem no país. VINTE! vai colocar em cena um contraponto contundente a essa narrativa.

Especificação técnica

O espetáculo é uma peça de teatro musicada com 4 atores-músicos, com duração média de 90 minutos. Serão realizadas 16 apresentações do espetáculo, de quinta a domingo, durante 4 semanas do mês de março. A música do espetáculo será feita ao vivo pelos músicos e atores em cena, em diálogo com o jazz, o choro, o samba e as derivações dessas musicalidades negras.

Acessibilidade

O projeto prevê um programa de acessibilidade composto por: Profissional PCD realizando consultoria e acompanhamento da execução do plano de acessibilidade;16 sessões com interpretação em LIBRAS;16 sessões com Audiodescrição;Profissional PCD realizando formação de platéia de pessoas com deficiências para as sessões acessíveis, visando garantir a presença do público alvo durante as sessões;Transporte de grupos, ONG's e escolas com PCD's para o teatro;4 Mediadores para recepção de público;Impressão do programa e dramaturgia da peça em braile;Plano de Acessibilidade nas redes sociais do projeto;Construção de maquete do cenário do espetáculo para manipulação do público cego e/ou com baixa visão;Comunicação Ampliada Alternativa.

Democratização do acesso

Como forma de democratizar o acesso ao trabalho, o espetáculo será realizado no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, ponto central da cidade com acesso facilitado via transporte público (ônibus, metrô e trem). O plano de democratização também prevê ingressos gratuitos. O projeto prevê distribuição de ingresso para escolas públicas e ONG's.

Ficha técnica

TAINAH LONGRAS - IDEALIZADORA, DRAMATURGA E ATRIZTainah Longras é atriz, diretora, preparadora de atores e curadora independente. Fez a formação profissional na Casa das Artes de Laranjeiras, estudou Letras na UFRJ e Dança na Angel Vianna. Dirigiu com Felipe Vidal, a peça-palestra "O Museu sem fim de 1976", de Daniele Ávila Small. Seus trabalhos mais recentes como atriz no teatro são Catarse - uma para-ópera em 2018; Há mais futuro que passado, em 2017-2022, com o qual fez duas temporadas no Rio de Janeiro, participou de Festivais Internacionais em São Paulo, Brasília e Cidade do Porto (Portugal); e Revenguê, em 2021, projeto de áudio-dramaturgia disponível no spotify. Compôs a curadoria do Festival às Escuras - primeiro festival de artes performáticas negras lgbtia+ online realizado pelo Pandêmica Coletivo de Criação em setembro de 2020. Como assistente de direção trabalhou na peça "Uma frase para minha mãe", de Christian Prigent, com direção e atuação de Ana Kfouri em 2018- 2020 com quem vem desenvolvendo parceria em artes da cena, audiovisual e ensino ao longo de 8 anos. Na televisão fez preparação de atores na série "Desalma" e na série "Vicky e a Musa", ambas da Globoplay.MAURICIO LIMA - DIRETOR Mauricio Lima é ator e performer formado pela Escola de Teatro Martins Pena e graduando do curso de Teoria da Dança, UFRJ. Em seu trabalho autoral tensiona as questões ético-estéticas relacionadas às negritudes contemporâneas latino-americanas, suas identidades e ancestralidades. Foi artista contemplado no programa NEXT GENERATION da fundação holandesa Prince Claus Fund, criando a obra transdisciplinar Museu dos Meninos - obra-museu composta por uma série de ações no audiovisual e nas artes cênicas e visuais, a partir de depoimentos e memórias de homens negros moradores do Complexo do Alemão, território de origem do artista, investigando processos de inscrição, preservação e invenção de memória. É diretor artístico e curador do Festival às Escuras, mostra de artes cênicas voltada para artistas negres e LGBTQIA+, com realização do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, do qual faz parte. Integra a cia carioca Teatro de Extremos e o coletivo de performance Líquida Ação. RÔMULO GALVÃO - DIREÇÃO DE MOVIMENTO Romulo Galvão é um artista da cena, nascido no interior do estado do Rio de Janeiro, oriundo de família de matriz afro-brasileira. Atualmente integra as companhias REC e SUAVE, ambas dirigidas por ALICE RIPOLL. Participando como intérprete e criador nos espetáculos: Lavagem (2021); Cria (2017); aCORdo (2017); Bô (2015); SUAVE (2014). Atuando em espaços como: MITsp (Brasil), Festival Panorama (Brasil), FIAC Bahia (Brasil), Noorderzon Performing Arts (Holanda), Zurich Theaterspektakel (Suíça), Kampnagel Summer Festival (Alemanha). CAMPING, Centre National de la Danse (França), Kunsten Festival des Arts (Bélgica), Wiener Festwochem (Áustria). Bacharel em dança pela UFRJ. Outras pesquisas, participações e montagens cênicas de grande relevância: Grupo Teatral Circense Andança, O Cortiço (2010); Marcelo Evelin\demolition Inc.- Batucada (2016); Complexo Duplo - Catarse [uma para-opera] (2018); Teatro Voador não Identificado - As Mil e uma Noites (2018); Namatilha -vAiVéM (2022).MUATO - DIREÇÃO MUSICAL, ATOR Muato é um artista que atua intensamente na cena do teatro brasileiro, como diretor musical é vencedor do 14 Prêmio APTR de teatro pela música de "OBORÓ - Masculinidades Negras" ao lado de César Lira e indicado ao Prêmio Brasil Musical pela composição da Trilha Original de "REZA". Como ator participou de grandes produções como Dona Ivone Lara - Sorriso Negro, Quando a Gente Ama, Andança - Beth Carvalho o Musical, Cartola - O mundo é um Moinho, Rio mais Brasil, Reza, O Encontro, Chega de Saudade, entre outros. Bacharel em violão pela UNIRIO, iniciou seus estudos formais de música ainda na infância. Como produtor musical teve reconhecimento na Europa, recebendo seis prêmios pela crítica alemã especializada do AWARDS DEUTSCHER ROCK & POP PREIS 2019, entre eles os de: "Melhor Álbum de Word Music", "Melhor Álbum de Pop Latino" e "Melhor Arranjo" pelo disco da cantora Denise Krammer. Atualmente realiza seu projeto autoral "AfroLove Songs ou A Canção Urbana de Amor Política". BEM MEDEIROS - DIREÇÃO DE PRODUÇÃOBem Medeiros é produtor, pesquisador e montador. É cientista social de formação, fez pós-graduação em cinema documentário (FGV/RJ), especialização em gênero e sexualidade (IMS/UERJ) e atualmente cursa Especialização em Gestão Cultural Contemporânea: Da ampliação do repertório poético à formação de equipes colaborativas (Escola Itaú Cultural 2023/2024).É produtor do espetáculo multilinguagem "Noite das Estrelas", diretor de produção do filme "Assexybilidade" e idealizador do "FIAR - Festival Internacional de Artes do Rio". Fez a produção executiva do telefilme “Na Ilha” junto ao Canal Curta! lançado em 2020. É produtor executivo do curta-metragem TAILOR, licenciado para o Canal Brasil, premiado no 45o Festival de Cinema de Gramado e conta com mais de vinte prêmios em festivais, tendo sido exibido em 200 festivais nos cinco continentes. Trabalha com internet desde 2014 principalmente pela marca DRAG-SE onde atuou como diretor e produtor. É professor no curso de produção na Academia Internacional de Cinema. ANA KFOURI - INTERLOCUÇÃO DE DIREÇÃO Ana Kfouri é diretora teatral e atriz. Doutora em Artes Visuais pela UFRJ, professora do Curso de Artes Cênicas da PUC-Rio e uma das coordenadoras do primeiro curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Artes Cênicas da PUC-Rio, Relações entre Corpo e Palavra nas Artes da Cena e da Imagem, com início em março de 2021. Atualmente realiza pós-doutorado no PPGAC ECo UFRJ. Em 2017, Ana inaugurou seu espaço, Centro de Estudos Ana Kfouri, CEAK, dedicado à pesquisa artística. Integrou de 1992 a 2013 o corpo docente da Oficina e da Usina de atores da TV Globo. Na emissora, fez a preparação dos atores das novelas Órfãos da Terra, Novo Mundo, Tempo de amar e Nos tempos do Imperador, e das séries Ilha de ferro (1a temporada) e Desalma (1a temporada e 2a, iniciada em novembro de 2020). Em 2019, recebeu indicações de melhor atriz dos prêmios Shell, Cesgranrio e Botequim Cultural, pela peça Uma frase para minha mãe, do autor Christian Prigent. Foi contemplada pelo Prêmio Questão de Crítica por sua trajetória dedicada à criação cênica e à formação de artistas, bem como por Uma frase para minha mãe. Lançou seu livro Forças de um corpo vazado, no Rio de Janeiro, pelas editoras 7Letras e PUC-Rio 2019, e na MITsp, 2020, São Paulo. Em março deste ano estreou Uma frase para minha mãe, no SESC Belenzinho, SP, mas a temporada foi suspensa devido à pandemia. Recentemente, criou o canal CEAK no Youtube dedicado a conteúdos artísticos, espetáculos, processos, aulas, lançamentos, pesquisas artísticas de modo geral. JÚLIA VICENTE - DIREÇÃO DE ARTE Júlia Vicente é natural de Pará de Minas (MG), atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro (RJ). Artista multidisciplinar formada em Artes Visuais - Escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, atriz formada pela ETET Martins Penna e pós-graduanda em Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado pelo Senac. Atualmente é educadora no Centro Cultural do Banco do Brasil Rio de Janeiro. Tem como trabalhos recentes o cenário do Vodcast ‘Dog Pod Tudo’ [2023]; figurino e cenário da peça ‘Anita – a festa da cor’ [2023]; direção de arte de ‘Cores no Breu’, curta-metragem com previsão de estreia para novembro de 2023; direção de arte ao lado de Gabriel Vieira de ‘Peça de Amar’ [2022] com indicação ao 33o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Figurino. Como artista visual e performer participou de exposições e festivais como ‘Micélias’ - Ocupação Almerinda Gama [2022], ‘Que Nascerá!’ SP-ARTE pela Galeria TROVOA [2021] e ‘Festival às Escuras’ da Pandêmica Coletivo (online) [2020].

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.