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PRONAC 261109Projeto adequado à realidade de execuçãoMecenato

Beagá Big Band - Show de Estreia

INCONFIDENTES PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 124,6 mil
Aprovado
R$ 124,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Instrumental
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
26

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-04-01
Término
2026-11-30
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

Criação e show de estreia de uma Big Band profissional de 20 músicos em Belo Horizonte, denominada BEAGÁ BIG BAND, dedicada à excelência na interpretação de arranjos originais e de grandes clássicos do Jazz, do Blues, da Música Instrumental Brasileira (MIB) e de compositores locais. O projeto prevê a formação do corpo musical, a criação de um repertório inédito com arranjos de Marcelo Ramos, Fred Natalino, Rafael Rocha e outros adquiridos através de compra de partituras, para um Show de Estreia com entrada gratuita no Teatro do Minas Tênis Clube em BH. A iniciativa visa fortalecer a cena da música instrumental mineira, promover a formação de novos instrumentistas e ampliar o acesso a um formato musical de grande apelo e sofisticação artística.

Sinopse

1. Apresentação MusicalA apresentação musical tem 1h30m de duração, e será realizada em Belo Horizonte - MG.2. WorkshopO workshop previsto para Belo Horizonte, acontecerá na Escola de Música da UFMG, com formato de ensaio aberto, e tem a duração de aproximadamente 60 minutos.

Objetivos

Objetivos Gerais1. Estruturar e lançar profissionalmente a Beagá Big Band em Belo Horizonte, estabelecendo-a como um corpo estável de excelência na cena cultural do estado.2. Difundir a música instrumental, em especial o repertório de Big Band, para o público mineiro, com ênfase na democratização do acesso e na formação de plateia.3. Gerar novas obras musicais por meio da criação e gravação de arranjos inéditos para o formato Big Band, valorizando a produção musical brasileira e mineira.Objetivos Específicos1. Realizar o Show de Estreia no Teatro do Minas Tênis Clube de BH, garantindo a gratuidade/acessibilidade do público total, conforme contrapartida social.2. Promover 1 workshop gratuito na Escola de Música da UFMG, ministrado por músicos da Big Band, direcionados a estudantes e instrumentistas de música, fomentando a educação musical e a troca de saberes.3. Contratar e remunerar de forma digna todos os profissionais envolvidos, seguindo a tabela de custos de mercado.4. Garantir as medidas de acessibilidade, conforme as normas da Lei Rouanet.

Justificativa

A música instrumental, e em particular o formato Big Band, possui um valor histórico e cultural inestimável, sendo uma importante escola para instrumentistas e um gênero com grande potencial de formação de público qualificado. Belo Horizonte, apesar de sua efervescência musical, carece de uma Big Band profissional regular com foco na excelência artística e na produção contínua de novos arranjos.Este projeto preenche essa lacuna, oferecendo à população um Produto Cultural de alto padrão técnico e artístico, contribuindo para a diversidade da oferta cultural e a valorização dos músicos mineiros (arranjadores, solistas e instrumentistas). A proposta está em consonância com os objetivos do Pronac, pois:- Promove a excelência artística e a difusão da música instrumental.- Garante a democratização do acesso por meio de apresentações [gratuitas/a preços populares e distribuição de ingressos] e ações formativas em locais descentralizados.- Fomenta a economia da cultura, gerando trabalho e renda para uma grande equipe de profissionais (músicos, técnicos, produtores) e criando um novo polo artístico de referência na capital mineira.- Possui capacidade técnica e operacional, visto o know-how do proponente como maestro e produtor cultural. Adicionalmente, a formação em si merece um destaque ao justificar o projeto. O Brasil está num momento de muita atividade de orquestras jovens ou orquestras vinculadas a projetos sociais, por exemplo, o que tem aumentado a demanda por instrumentos como violino, viola e violoncelo. Porém, nossa cultura mais forte está nas bandas de música do interior do país (quase toda cidade possui uma banda de música), onde se aprende flauta, saxofone, trompete, clarinete, trombone, bombardino e percussão - geralmente as crianças mais novas iniciam nesta seção da banda. A Big Band é uma formação posterior à banda de música, um passo além, pois exige uma capacidade técnica adicional para executar os ritmos brasileiros com qualidade e com certo virtuosismo, além de possuir apenas 20 membros, onde todos são solistas e precisam aprender a improvisar. Ou seja, trata-se de outro tipo de educação musical, com um estudo mais amplo de harmonia, ritmo e percepção musical.Além disso, big bands são extremamente versáteis em sua linguagem musical, podendo ir da leveza do jazz, passando pela pegada forte do pop, ou com o peso do rock com guitarra distorcida, ou se dedicando aos ritmos dançantes com swing, como samba, salsa, forró, frevo, maracatu, carimbó, boi-bumbá, bossa nova, etc. As possibilidades de dar uma nova roupagem a qualquer música, de qualquer estilo ou época, são infinitas, além da riqueza de timbres como os trompetes e trombones com vários tipos de surdinas (acessório que muda o som do instrumento), as possibilidades da guitarra, mais lisa ou com distorção, passando pela infinidade de instrumentos de percussão como vibrafone, pratos, pandeiro, e claro, o grande destaque da bateria que é o centro de toda a ação musical em uma big band.Fora o exposto, existe a questão da valorização da música brasileira de qualidade. Existe um certo consenso hoje de que nossas gerações atuais estão perdendo a referência musical que já tivemos no Brasil, aliás, um fenômeno mundial. A Beagá Big Band tem como missão o resgate da música popular em novas roupagens, divulgando grandes sucessos e grandes compositores para um público amplo, de adolescentes aos mais idosos.Impacto Cultural e Educacional:- Diversificação Artística: A Big Band traz o Jazz, o Swing e a música instrumental para um público que pode estar mais habituado a outros gêneros. Isso fomenta o gosto musical, expande o repertório cultural dos extremenses e da região, e incentiva a apreciação de formas de arte mais complexas e elaboradas.- Referência Mineira: A Beagá Big Band, como um grupo proeminente da capital mineira, leva a expertise e o talento de Minas Gerais para o mundo. A valorização de um grupo mineiro de excelência reforça a identidade cultural do estado e cria um senso de pertencimento e orgulho regional.- Estímulo à Formação: A performance de tantos músicos habilidosos em instrumentos de sopro e percussão pode inspirar jovens estudantes de música e bandas locais, servindo como um poderoso exemplo pedagógico e motivacional.Impacto Social e de Imagem:- Atração de Público: O show da Big Band tem o potencial de atrair entusiastas do Jazz e da música instrumental de todo o Brasil.Em 2026, o show de estreia da Beagá Big Band será mais que um concerto; será uma celebração da arte musical, um investimento na educação cultural da população e uma declaração da cidade de Belo Horizonte como um ponto de encontro de qualidade para a rica e diversificada música mineira e mundial. É um passo ousado e essencial para manter a cultura como um pilar de excelência na formação humana.

Estratégia de execução

Vídeos promocionais da Begá Big Band no Youtube:Medley 14 bis:https://www.youtube.com/watch?v=SMpf6Q_DuxAMedley Orquestras de Baile:https://www.youtube.com/watch?v=5ltuqfdzemMWebsite da Empresa Proponente:www.inconfidentes.com

Especificação técnica

N/A

Acessibilidade

- Na entrada do teatro onde ocorrerá o concerto, dois assistentes de produção estarão à disposição para orientar e conduzir pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, bem como haverá também um intérprete de libras.- Durante o concerto, haverá intérprete de libras fazendo a tradução simultânea.- O teatro possui acesso facilitado para cadeirantes e espaço na plateia destinado à eles. O teatro também possui assentos especiais para pessoas obesas e/ou com mobilidade reduzida.

Democratização do acesso

- Haverá um ensaio aberto ao público em espaço cedido pela UFMG. Público esperado: estudantes da universidade e público em geral. - Quanto aos ingressos do concerto - a entrada será totalmente gratuita, respeitando a capacidade do local e, se necessário, abre-se uma sessão extra.- Um workshop será ofertado em Belo Horizonte, gratuito, na Escola de Música da UFMG, ministrado por músicos da Big Band, direcionados a estudantes e instrumentistas de música, fomentando a educação musical e a troca de saberes.- Vídeos do concerto serão colocados no Youtube e lá ficarão por tempo indetermindao, para acesso do público em geral que aprecia e valoriza o trabalho musical das Big Bands.

Ficha técnica

Maestro Marcelo Ramos - Elaboração, Direção Geral, Artística e MusicalAtua como professor da Escola de Música da UFMG desde 2016. Atuou como maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais por nove anos, onde demonstrou flexibilidade em várias frentes de repertório que incluem música sinfônica, ópera e música popular. Seus trabalhos mais recentes incluem a criação de arranjos para o projeto Sinfônica Pop da Orquestra Sinfônica de MG para o sambista Toninho Gerais (2024), uma parceria inédita com o compositor do Clube da Esquina Toninho Horta para criar arranjos de 15 obras com orquestra (2024), a revisão completa e edição de partituras da ópera Matraga para o Palácio das Artes de Belo Horizonte, do compositor Rufo Herrera (2023), a regência e arranjos para o Projeto 'Olé! É tempo de Música', que realizou apresentações em 7 cidades entre 2019 e 2023 com uma big band profissional e 4 cantores solistas convidados, incluindo Eduardo Dusek e Sidney Magal, e a curadoria da série Praça Sete Instrumental no Cine Teatro Brasil Vallourec desde 2019. Adicionalmente, foi coordenador da Big Band da Escola de Música da UFMG entre 2018 e 2020.Graduou-se mestre em regência orquestral pelo Cleveland Institute of Music (EUA), onde estudou sob orientação de Carl Topilow em 2010, e doutor em regência orquestral na Ball State University (Indiana) em 2014. Com bolsa integral da Ball State University e da CAPES, Marcelo dirigiu concertos sinfônicos e óperas como Dido e Enéas (Purcell), Così fan tutte, O Empresário (Mozart), Suor Angelica (Puccini) e O Elixir do amor (Donizetti). O tema de sua dissertação foi a Sinfonia No. 2 'Brasília' de Guerra-Peixe: análise e edição de performance, cujo resultado foi uma edição revisada da obra.Durante o período de mestrado, Marcelo foi também maestro assistente da Cleveland Pops Orchestra, além de participar de masterclasses com Michael Tilson Thomas, Kenneth Kiesler, Kurt Masur, David Loebel, Ronald Zollman e Alexander Polistchuk. No Brasil, estudou regência com Eleazar de Carvalho e Dante Anzolini.Participou de importantes workshops nos EUA - com a Sinfônica de Baltimore, tendo Marin Alsop e Gustav Meier como instrutores em 2012, e no Aspen Music Festival em 2010, com Robert Spano, Larry Rachleff, Hans Graf e Hugh Wolff. Sua carreira vem sendo desenvolvida seguindo um caminho que começou dentro da própria orquestra como violoncelista (OSESP - 1994 a 1999), passando por regente assistente na Orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro (1999-2001), regente residente da Amazonas Filarmônica em Manaus (2001-2003), e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (2003-08 / 2013-15).Foi o regente titular que mais tempo permaneceu à frente da Orquestra Sinfônica de MG e, sob sua direção, a OSMG foi convidada pela primeira vez em sua história a se apresentar no Festival Internacional de Campos do Jordão em 2005. Neste período, a orquestra ampliou seu repertório e público, realizando média de 64 concertos anuais, abrangendo o período pós-romântico alemão, obras corais como Carmina Burana, Nona Sinfonia de Beethoven, O Messias, Stabat Mater de Rossini, Grande Missa em dó menor e o Requiem de Mozart, além de realizar primeiras audições de obras emblemáticas em MG com inserções de compositores modernos, música de câmara e música popular. Marcelo também dirigiu grandes produções operísticas: Carmen, Um Baile de Máscaras, Rigoletto, Os Pescadores de Pérolas e Turandot. Na série Sinfônica Pop, dirigiu e fez arranjos para concertos com Luiz Melodia, Milton Nascimento, Gal Costa, Rosa Passos, João Bosco, Lenine, Ivan Lins, Chico César e Elba Ramalho.Nascido em São João del-Rei (MG), Ramos desenvolveu estreita relação com o chamado Barroco Mineiro. Dirigiu e produziu um CD intitulado Marchas Mineiras para Banda, que retrata a diversidade da música mineira para este gênero, desde o século XIX até os dias de hoje. Os compositores abordados são José Lino de Oliveira França, Ribeiro Bastos, Luiz e Irêneo Baptista Lopes, Presciliano Silva, Adhemar Campos Filho, Geraldo Barbosa de Souza, Nelson Salomé, Raimundo Santiago e Pancrácio Loureiro. Em 2004, gravou em CD a série Ofício de Trevas do compositor mineiro Padre José Maria Xavier (1819-1880), que hoje conta com dois volumes. Indicado ao Prêmio TIM 2005, o CD foi gravado com apoio da Lei Rouanet (aprovado como pessoa física) e significou o primeiro registro profissional do compositor. Crítica recentemente publicada nos Estados Unidos no Journal of the Society for American Music pela musicóloga Carol Hess ressalta a importância deste trabalho.Como regente convidado, dirigiu as orquestras sinfônicas de Santa Fé e Salta na Argentina, Sinfônica da UFRJ, a Orquestra Experimental de Repertório (SP), Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, OSB Ópera e Repertório, Sinfônica do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica Nacional UFF, Orquestra Petrobrás Sinfônica (RJ), Orquestra Sinfônica da USP, Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, Sinfônica de Ribeirão Preto, Sinfônica da Bahia, Sinfônica de Campinas, Jazz Sinfônica do Estado de SP, Amazonas Filarmônica, Orquestra de Câmara SESI-Minas, Camerata São Petesburgo e Camerata Fukuda, além das séries de música de câmara da OSESP e do Municipal de SP. Em 2016, fez sua estreia no Teatro Colón de Buenos Aires com sua Orquestra Acadêmica.Marcelo é bacharel em violoncelo pela UnB, onde estudou com Guerra Vicente. Suas primeiras lições musicais foram feitas com seu pai, Geraldo Barbosa de Souza, compositor e multi-instrumentista radicado em São João del Rei desde os anos 60. Estudou violoncelo com Francisco de Assis Carvalho, integrou a Orquestra Lira Sanjoanense e a Associação dos Coroinhas de Dom Bosco, onde aprendeu canto gregoriano. Arranjador de MPB e revisor musical, seus trabalhos de revisão incluem a ópera Moema de Delgado de Carvalho, apresentada pela Orquestra Sinfônica Brasileira em 2013, a Sinfonia Brasília de Guerra-Peixe, e a trilha do filme Ganga Bruta, de Radamés Gnattali, veiculado no Palácio das Artes em 2013.Ana Cláudia Horta - Produção executiva e prestação de contasGraduada em Comunicação Social pela FUMEC, fez Pós-Graduação em Especialização em Cultura: Produção e Crítica no IEC - PUC Minas. Possui curso em Planejamento Estratégico e Gerenciamento da Rotina pela Celcorp. Trabalha como Gestora e Produtora Cultural há mais de 20 anos e, em 2024, fundou sua própria empresa, a Mais Cultura Produções. Possui expertise em gestão e assessoria em projetos culturais para as Leis de Incentivo à Cultura, desde a elaboração até a prestação de contas, e atua na gestão executiva e administrativa de projetos. Possui extensa experiência em produção executiva de eventos artístico-culturais, curadoria na área de música e consultoria cultural. Atualmente atua como Analista de Comunicação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Providência

Projeto ajustado pelo proponente e encaminhado ao MinC para avaliação