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O projeto propõe a execução do projeto arquitetônico de uso e ocupação, bem como da obra de conservação e restauro da Fazenda Aurora, localizada na Rodovia RJ-124, Km 26, Morro Grande, em Araruama/RJ. Datada de 1862 e tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural _ INEPAC em 2001, a edificação é um notável exemplar da arquitetura civil rural do século XIX, de estilo neoclássico, representando importante testemunho da formação territorial e econômica da Região dos Lagos fluminense. As ações envolvem serviços técnicos especializados para o restauro das fachadas, cobertura, forros, pisos e esquadrias e a consolidação da estrutura em gaiolas pombalinas. Como contrapartida social, o projeto prevê oficinas de educação patrimonial voltadas à comunidade local, promovendo a valorização do patrimônio, a inclusão social e o fortalecimento da identidade cultural de Araruama.
O projeto propõe a execução das obras de conservação e restauro da Fazenda Aurora, importante exemplar da arquitetura rural neoclássica do século XIX, tombada pelo INEPAC e localizada em Araruama/RJ. A iniciativa contempla intervenções nas fachadas, cobertura, forros, pisos, esquadrias e estruturas em gaiolas pombalinas, que viabilizarão o uso cultural do imóvel. Como contrapartida social, serão realizadas quatro oficinas de educação patrimonial, voltadas à comunidade local, estudantes e agentes culturais: Zeladoria do Patrimônio Histórico, abordando noções de conservação preventiva e cuidado cotidiano com bens culturais; Técnicas Tradicionais, com demonstrações de métodos construtivos históricos e artesanais; Argamassas Tradicionais, enfocando o preparo e uso de cal, areia e pigmentos em obras de restauro; Madeiras na Construção e Preservação do Patrimônio: o Natural e o Cultural – abordagem integrada sobre Madeira e Patrimônio Cultural, suas dimensões materiais e simbólicas: reflexões sobre morte e sobrevida da madeira, sua transição do mundo natural ao cultural, a fisiologia da edificação, a construção a partir da madeira (anatomia, cortes e encaixes), as artes e ofícios associados (entalhes, ferramentas e instrumentos), técnicas construtivas e elementos artísticos, pragas urbanas, saberes e fazeres tradicionais, hidratação com óleos e ceras naturais, conservação e restauro de estruturas e elementos em madeira, e a Zeladoria da Madeira como prática essencial de preservação do patrimônio.
Objetivo Geral Promover a conservação, o restauro e a requalificação da Fazenda Aurora, bem tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural _ INEPAC em 2001, exemplar da arquitetura civil rural do século XIX, de estilo neoclássico, localizada em Araruama/RJ. O projeto visa garantir a integridade física, histórica e simbólica do imóvel, por meio da execução da obra de restauro, com base no projeto de restauro elaborado pela empresa Urbanacon, atualmente em fase de aprovação pelo INEPAC. O objetivo final é garantir a salvaguarda e requalificação do bem para usos culturais, educativos e de interesse público, fortalecendo a identidade e a memória da Região dos Lagos fluminense. Objetivo especifico 1)Executar a obra de conservação e restauro das fachadas, cobertura, forros, pisos, esquadrias e estruturas em gaiolas pombalinas, com base no projeto de restauro elaborado pela Urbanacon, respeitando integralmente as diretrizes do INEPAC e as normas técnicas aplicáveis à preservação de bens tombados; 2)Promover 04 (quatro) oficinas gratuitas de educação patrimonial como contrapartida social, abordando temas como Zeladoria do Patrimonio Cultural, técnicas construtivas tradicionais, Argamassas Tradicionais e Madeiras, estimulando a participação comunitária e a inclusão social;
A realização do restauro da Fazenda Aurora justifica-se pela necessidade urgente de preservar um bem de excepcional valor histórico, arquitetônico e simbólico para o município de Araruama e para o Estado do Rio de Janeiro. Datada de 1862 e tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural _ INEPAC em 2001 (processo E-18/000.251/2000), a edificação constitui um dos mais representativos exemplares da arquitetura civil rural fluminense do século XIX, expressando os modos de vida, as técnicas construtivas e a organização espacial das antigas propriedades rurais do período imperial. A Fazenda Aurora prosperou brevemente durante o ciclo do café, quando a cultura cafeeira se expandiu para a Região dos Lagos, tornando-se símbolo de um momento de crescimento econômico e social da região. Entretanto, a partir de 1885, com a supremacia cafeeira paulista e o consequente declínio da produção fluminense, a fazenda entrou em processo de decadência. Ao longo dos anos, passou por diversos proprietários particulares, até ser adquirida pelo empresário Oscar Magalhães, sob cuja gestão foi reconhecido seu valor histórico e tombado o conjunto pelo INEPAC. Posteriormente, em 2004, o imóvel foi desapropriado pela Prefeitura Municipal de Araruama, com a finalidade de destiná-lo ao Museu Arqueológico de Araruama, reforçando sua vocação pública e cultural. Atualmente, a Fazenda Aurora encontra-se desocupada e em avançado estado de degradação, apresentando patologias construtivas que comprometem sua integridade física e estética. A perda de elementos originais, as infiltrações, o desgaste de pisos e forros e a deterioração da cobertura tornam urgente a execução de ações de conservação e restauro, de modo a evitar danos irreversíveis à edificação e ao seu contexto histórico e paisagístico. O projeto propõe a execução da obra de conservação e restauro das fachadas, cobertura, forros, pisos, esquadrias e estrutura em gaiolas pombalinas, técnica construtiva tradicional que confere estabilidade e autenticidade ao conjunto, garantindo fruição e melhor utilização do bem. A proposta está em conformidade com o Artigo 1º da Lei nº 8.313/91, que estabelece como finalidade do PRONAC a de "captar e canalizar recursos para o setor de modo a: VI _ preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro". Atende ainda ao Artigo 3º, que define como objetivo a "preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos". Dessa forma, a intervenção na Fazenda Aurora contribui diretamente para a valorização e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, alinhando-se às políticas públicas de preservação. Paralelamente às obras, o projeto prevê a realização de (04) quatro oficinas de educação patrimonial como contrapartida social, voltadas à comunidade local, educadores, estudantes e agentes culturais. As atividades buscarão aproximar a população dos processos de preservação, estimulando a compreensão sobre o valor histórico e artístico do bem e sobre as técnicas de conservação e restauro. As oficinas abordarão temas como Zeladoria do Patrimonio Histórcio, técnicas construtivas tradicionais, Argamassas Tradicionais e Madeiras, contribuindo para a formação cultural, a difusão de saberes e o fortalecimento da identidade coletiva. Essas ações educativas encontram respaldo no Artigo 3º, inciso I, alínea "c" da Lei nº 8.313/91, que incentiva a "formação artística e cultural mediante a instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura". Assim, o projeto amplia seu alcance social ao integrar preservação física e educação patrimonial, promovendo inclusão, pertencimento e sustentabilidade cultural. Portanto, o restauro da Fazenda Aurora não representa apenas uma intervenção técnica sobre o patrimônio edificado, mas um ato de defesa, valorização e promoção da memória coletiva de Araruama e da Região dos Lagos. A iniciativa reafirma o compromisso com os princípios da Lei Rouanet e com as políticas nacionais de preservação do patrimônio histórico, garantindo que este importante testemunho da história rural fluminense seja reintegrado à vida cultural e social contemporânea, como espaço de fruição, formação e identidade.
O Estúdio Sarasá, referência nacional em conservação e restauro de bens culturais, e o Instituto Sarasá, organização voltada à pesquisa, formação e difusão de saberes relacionados ao patrimônio cultural, mantêm uma relação institucional firmada por meio de um acordo de cooperação técnica. Esse acordo estabelece uma parceria contínua entre as duas entidades, permitindo o compartilhamento de conhecimento técnico, metodologias de ensino e experiências práticas em projetos de preservação. Enquanto o Estúdio atua diretamente nas intervenções físicas e técnicas de restauro, o Instituto desenvolve ações educativas, oficinas, pesquisas e programas de formação, ampliando o impacto social e cultural das iniciativas em que estão envolvidos. Essa colaboração fortalece a missão comum de promover o cuidado com a memória, o saber tradicional e o patrimônio brasileiro. Segue em anexo o acordo de cooperação técnica entre as duas entidades.Em anexo a esta proposta, estão disponibilizados os documentos técnicos complementares que fundamentam a execução do projeto: o Projeto de Conservação e Restauro da Fazenda Aurora, elaborado pela empresa Urbanacon Arquitetura e Restauro e devidamente protocolado junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC; o parecer técnico favorável emitido pelo INEPAC, que atesta a conformidade das intervenções com as diretrizes de preservação do bem tombado; e o Termo de Anuência da Prefeitura Municipal de Araruama, autorizando formalmente a inscrição e execução do projeto cultural no âmbito da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTOCONTRAPARTIDA SOCIAL- Curso / Oficina / Capacitação — Projeto Pedagógico Objetivo Geral Promover a valorização do patrimônio cultural edificado por meio da educação patrimonial, aproximando a comunidade dos processos históricos, construtivos e simbólicos da Fazenda Aurora, bem tombado pelo INEPAC, com foco na preservação, uso consciente e apropriação cidadã dos bens culturais. Objetivos Específicos Sensibilizar o público para a importância da preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural; Apresentar técnicas construtivas tradicionais e processos de restauro empregados no conjunto arquitetônico da Fazenda Aurora; Fomentar a participação ativa da comunidade no processo de valorização e manutenção do bem cultural; Estimular a construção de memória e identidade coletiva vinculadas ao patrimônio local; Compartilhar saberes técnicos, artísticos e tradicionais de forma acessível e interativa; Incentivar o cuidado continuado com o patrimônio, difundindo o conceito de zeladoria cultural. Justificativa As oficinas de educação patrimonial integram as ações de democratização do acesso e valorização da memória previstas no projeto cultural de conservação e restauro da Fazenda Aurora. Por meio dessas atividades, busca-se articular o conhecimento técnico com a vivência comunitária, promovendo o entendimento do patrimônio enquanto expressão de história, arte, identidade e pertencimento coletivo. As oficinas serão ministradas por Toninho Sarasá, ou por membros do Estúdio Sarasá e do Instituto Sarasá, equipes reconhecidas nacionalmente pela atuação em conservação e restauro do patrimônio cultural. Os conteúdos serão conduzidos com base na metodologia da Zeladoria do Patrimônio Cultural, criada e difundida por Toninho Sarasá, que integra saber técnico, ética patrimonial e participação social. As atividades são gratuitas, acessíveis e participativas, realizadas em espaços adaptados e com recursos de acessibilidade física e comunicacional (Libras, audiodescrição e linguagem simples), reforçando o compromisso do projeto com a inclusão e o acesso universal à cultura. Carga Horária Total Cada oficina terá duração de 4 horas presenciais, totalizando 16 horas de atividades educativas. Público-Alvo Estudantes e professores de escolas públicas e privadas; Estudantes universitários das áreas de arquitetura, história, artes, conservação e engenharia civil; Moradores do entorno e da zona rural de Araruama; Técnicos, mestres de obra, pedreiros, carpinteiros e artesãos; Agentes culturais, servidores públicos e comunidade em geral interessada em patrimônio. Metodologia de Ensino Exposição oral e visual (vídeos, imagens, projeções e amostras reais de materiais); Demonstrações práticas com materiais e ferramentas tradicionais; Diálogo participativo e trocas de experiências com os participantes; Visitas técnicas e/ou exercícios de observação em campo; Linguagem simples, acessível e inclusiva; Apoio em Libras e recursos de acessibilidade comunicacional; Material Didático Apresentações em slides e/ou apostilas ilustradas; Materiais visuais (mapas, esquemas técnicos, desenhos e/ou fotografias); Amostras físicas de materiais (madeiras, argamassas, pigmentos, cal, ferramentas); Equipamentos para demonstração prática (moldes e pequenas ferramentas); Oficinas e Conteúdos 1. Zeladoria do Patrimônio Histórico Aborda os princípios da conservação preventiva, manutenção contínua e cuidado cotidiano com bens culturais. Propõe reflexões sobre a relação entre comunidade e patrimônio, destacando a importância da apropriação simbólica e do papel social da zeladoria na preservação e sustentabilidade dos espaços históricos. 2. Técnicas Tradicionais de Construção Explora os métodos e saberes construtivos que caracterizam a arquitetura rural do século XIX, incluindo técnicas de alvenaria, encaixes estruturais, pinturas, ornamentos e revestimentos. A oficina apresenta demonstrações práticas e promove o reconhecimento do valor técnico e estético dos ofícios tradicionais. 3. Argamassas Tradicionais Dedica-se ao estudo e à prática das argamassas de cal, areia e pigmentos naturais, com foco na compatibilidade dos materiais e na conservação de superfícies históricas. Os participantes aprenderão sobre preparo, aplicação, cura e patologias das argamassas, bem como sua importância na manutenção preventiva e na autenticidade do bem cultural. 4. Madeiras na Construção e Preservação do Patrimônio: o Natural e o Cultural Explora o tema “Madeira e Patrimônio Cultural”, abordando o percurso da madeira do mundo natural ao mundo cultural, suas dimensões simbólicas e materiais. O conteúdo inclui: A fisiologia da madeira nas edificações; A anatomia e os cortes estruturais; As artes e ofícios com a madeira — encaixes, marchetaria, entalhes e o gesto manual; Ferramentas, instrumentos e técnicas construtivas tradicionais; Pragas urbanas e medidas de conservação preventiva; Saberes e fazeres transmitidos oralmente; Hidratação e proteção com óleos e ceras naturais; Práticas de restauro e zeladoria da madeira em bens culturais. A oficina convida os participantes a refletirem sobre a morte e a sobrevida da madeira como material vivo, essencial à memória material e imaterial do patrimônio. Profissionais Envolvidos As oficinas serão conduzidas por Toninho Sarasá, renomado conservador e restaurador de bens culturais, ou por membros da equipe técnica do Estúdio Sarasá e do Instituto Sarasá, instituições reconhecidas por sua atuação na conservação, restauro e educação patrimonial em todo o Brasil. Com mais de duas décadas de experiência, Toninho Sarasá é idealizador da Zeladoria do Patrimônio Cultural, metodologia que alia conhecimento técnico e ação educativa para promover o cuidado e a preservação do patrimônio. Suas atividades formativas buscam fortalecer o vínculo entre comunidade, técnica e memória, valorizando a transmissão de saberes e a inclusão social por meio da cultura.
O projeto cultural de conservação e restauro da Fazenda Aurora, em Araruama/RJ, contempla um conjunto de medidas voltadas à acessibilidade física e de conteúdo, assegurando a inclusão plena de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos em todas as etapas e atividades decorrentes da iniciativa. As ações observam os princípios da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), do Decreto nº 9.404/2018, do Decreto nº 3.298/1999, e as normas técnicas da ABNT (NBR 9050/2020, NBR 9077 e NBR 14718), garantindo a acessibilidade universal em harmonia com a preservação do patrimônio histórico e arquitetônico. Acessibilidade Física O projeto de restauro elaborado pela empresa Urbanacon, atualmente em fase de aprovação pelo INEPAC, já contempla medidas de acessibilidade física integradas ao conjunto arquitetônico, conciliando os princípios de preservação e inclusão. Entre as ações previstas no projeto estão: - A remoção das rampas existentes na fachada principal da Sede, por se tratarem de elementos contemporâneos que descaracterizam o sistema construtivo e a composição artística original. Após a remoção, será feita a recomposição do embasamento, utilizando a mesma técnica e argamassa adequadas ao padrão construtivo original; - A manutenção e adequação das rampas de acessibilidade localizadas nas fachadas Sudeste e Sudoeste, que receberão tratamento de limpeza, impermeabilização e acabamento em revestimento cimentado tipo “vassourado”, criando superfície antiderrapante e segura; - A instalação de guarda-corpos em tubos de aço inox, discretos e compatíveis com a estética do edifício, e a colocação de piso tátil direcional e de alerta, em conformidade com a ABNT NBR 9050/2020, garantindo orientação e segurança a pessoas com deficiência visual; Ademais, será assegurado também a definição de locais acessíveis para a realização das oficinas de educação patrimonial e demais atividades públicas, de modo a assegurar mobilidade, conforto e segurança para todos os participantes. Essas medidas garantem que o restauro preserve e amplie a acessibilidade física existente, integrando soluções contemporâneas de inclusão sem comprometer o valor artístico e histórico do bem tombado. Acessibilidade de Conteúdo As ações educativas e de difusão cultural serão planejadas de forma acessível, garantindo comunicação inclusiva e compreensão universal dos conteúdos. As principais medidas incluem: Materiais pedagógicos em linguagem simples e versões digitais acessíveis, compatíveis com leitores de tela; Intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante as oficinas e eventos públicos; Legendas descritivas e audiodescrição em materiais audiovisuais e apresentações; Visitas sensoriais e mediações táteis para pessoas com deficiência visual; As medidas de acessibilidade são, portanto, parte integrante do conceito de restauro, assegurando que a conservação da Fazenda Aurora garanta também a preservação das condições de acesso físico e simbólico ao bem cultural. Ao unir preservação arquitetônica, inclusão social e educação patrimonial, o projeto reafirma o papel da Fazenda Aurora como espaço de pertencimento, memória e cidadania, em plena consonância com os princípios da Lei Rouanet e com os compromissos públicos de promoção de uma cultura acessível e participativa.
A Fazenda Aurora, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC e desapropriada pela Prefeitura Municipal de Araruama para uso público, constitui um espaço de grande relevância histórica e simbólica para a cidade. O projeto cultural visa viabilizar o uso cultural e educativo do imóvel, essa requalificação reforçará a vocação da Fazenda Aurora como ambiente de convivência, aprendizagem e fruição coletiva, plenamente integrado à vida cultural e social de Araruama. Como contrapartida social, o projeto prevê a realização de 04 (quatro) oficinas gratuitas de educação patrimonial, voltadas à comunidade, a estudantes, educadores, técnicos e agentes culturais. As atividades ocorrerão em espaços acessíveis e de fácil alcance, com interpretação em Libras, materiais em linguagem simples e recursos de audiodescrição, assegurando a participação inclusiva e diversificada dos públicos. As oficinas abordarão temas como a Zeladoria do Patrimonio Histórico, as técnicas construtivas tradicionais, argamassas tradicionais e madeiras, promovendo a formação cultural e o fortalecimento da identidade coletiva. Com essas medidas, o projeto arquitetônico e suas ações educativas contribuirão para que o bem cultural seja vivenciado pela população em sua dimensão simbólica, educativa e cidadã, estimulando o sentimento de pertencimento, a participação comunitária e a valorização do patrimônio histórico. Assim, a Fazenda Aurora reafirma-se como espaço de uso público, memória e inclusão cultural, em consonância com os princípios da Lei Rouanet e com as políticas nacionais de democratização do acesso à cultura e ao patrimônio.
Proponente e Execução da obra de restauro Estúdio Sarasá Conservação Restauração Ltda. CNPJ: 05.323.630/0001-10 Empresa Técnica Especializada na Conservação e Restauração da edificação e promotora das oficinas culturais. Currículo resumido: Atuante nos campos de projetos, obras de intervenção, consultoria, zeladoria e pesquisa, o Estúdio Sarasá segue a tradição iniciada em 1956, com a fundação do Atelier Artístico Gerardo Sarasá, primeira empresa de artes e restaurações da família Sarasá no Brasil, referência na produção artística, nos ofícios de azulejaria e vitrais. A partir dos anos 70, dedica-se a projetos de conservação e restauração do patrimônio histórico. Trabalha com a inter e multidisciplinaridade, sendo sua equipe composta por profissionais com conhecimento e prática no ofício da preservação do patrimônio e da cultura, tais como Gestores, Arquitetos, Conservador Restaurador, Mestres, Oficiais e Auxiliares de Conservação e Restauro, Engenheiros, Vitralistas, Telhadistas, além de parcerias técnicas especializadas. Argamassas e Pinturas Tradicionais, Azulejaria, Vitrais, Modelação, Preservação de Acervos e Bens Integrados, Controle de Pragas, Madeira, Coberturas Históricas, Cantaria; Sustentabilidade - usos e perpetuação; Educação Patrimonial e Vivências com o Patrimônio Cultural, através da Zeladoria do Patrimônio Cultural. Cooperação Técnica de criação do projeto cultural: Instituto Sarasá de Arte, Cultura e Cidadania CNPJ: 27.723.714/0001-84 O Instituto Sarasá de Arte, Cultura e Cidadania se originou a partir da associação civil anterior, denominada Instituto Paulista de Arte e Cultura (IPAC- criado em 15 de março de 2017) com a transformação de sua razão social e reforma de seu estatuto para ampliação de suas missões, especialmente, em ações voltadas para a preservação, conservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro. Ativa como Instituto Sarasá desde 14 de julho de 2023, a organização (existente desde 2017) trabalha com a difusão de conceitos, técnicas, metodologias e tudo o mais que possa capacitar pessoas e comunidades na identidade, proteção, preservação e recuperação desse patrimônio, além de atividades no campo das artes e da cultura em geral. Considerando esse novo foco nas ações do Instituto, houve o entendimento, em Assembleia Geral, de ser esta oportunidade de prestar homenagem (através do nome da instituição) a pessoa do artista Gerardo Martin Sarasá, natural da Espanha e que aos 14 anos de idade passou a integrar a comunidade brasileira, tendo se dedicado, por mais de trinta anos à artesania de azulejos e vitrais e a preservação do patrimônio histórico em geral, em suas oficinas, na cidade de São Paulo, até seu falecimento em 1986. O Instituto Sarasá tem como valores: (i) Apoiar a criação, manutenção, sustentabilidade e desenvolvimento de entidades sem fins econômicos que atuem na preservação, conservação, estudo e difusão da arte, da cultura e do patrimônio histórico no território nacional, inclusive por meio de aporte de recursos financeiros e outros; (ii) Defender e conservar o patrimônio histórico, cultural e artístico brasileiro e estimular a produção de manifestações de bens culturais, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e (iii) Promover atividades de produção artística, circulação, constituição e preservação do registro e da memória da arte e da arquitetura. Equipe Técnica - Antonio Luís Ramos Sarasá Martin- CRA-SP 041494 - Conservador Restaurador, administrador e diretor-fundador do Estúdio Sarasá, referência nacional em restauração de bens culturais e patrimoniais. Com mais de 30 anos de experiência, Sarasá se especializou na preservação de edifícios tombados, pinturas murais, esculturas, estruturas arquitetônicas e elementos decorativos, combinando técnicas tradicionais e soluções inovadoras. - Marcelo Ramos Sarasá Martin- CAU/BR A25113-5 - Arquiteto e cofundador do Estúdio Sarasá, especialista em técnicas de restauro e conservação, com ênfase em elementos arquitetônicos e artísticos, como pinturas murais, estruturas históricas e pisos decorativos. - Arthur Queiroz- CREA SP 5068974414- Engenheiro Civil e Coordenador da equipe de Conservação e Restauro, engenheiro e Diretor de operações do Estúdio Sarasá desde 2019, se aprofundando na área de restauro do patrimônio histórico e cultural. - Flávia Sutelo da Rosa, Advogada, inscrita na OAB/RS 71.490, é bacharel em Direito pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA (2006). É Diretora de Criação, Projetos Culturais e Zeladoria no Estúdio Sarasá. Tem experiência, desde 2012, na preservação do patrimônio cultural, na elaboração de projetos e propostas culturais, produção de pesquisa e conteúdos, coordenação de equipe e promoção de vivências e experiências com a Zeladoria do Patrimônio Cultural, em diversas regiões do país. Compõe o Conselho Deliberativo do Instituto Sarasá de Arte, Cultura e Cidadania. É doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestra em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS (2024). Atua na linha de pesquisa Cidade, Cultura e Política, com foco no patrimônio biocultural, nas culturas ancestrais e éticas indígenas. Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana pelo Centro Universitário Claretiano (2016) e em Gestão de Patrimônio e Cultura pelo Centro Universitário Assunção – UNIFAI (2013). Cursou Programa de Zeladoria do Patrimônio Cultural no Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP (2012), o que lhe deu base para sua atuação com o patrimônio cultural, sobretudo com ênfase no componente humano.
Abertura de conta bancária de livre movimentação em 25/03/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.