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O projeto As Xícaras da Memória propõe a elaboração de um livro e um documentário, baseados em pesquisa e relatos orais, que versarão sobre narrativas femininas associadas ao ritual do preparo e consumo de chás, na Serra Gaúcha. Dedica-se ao registro de memórias, saberes e experiências femininas transmitidas historicamente de forma oral, cotidiana e silenciosa, especialmente no ambiente doméstico e comunitário.
O projeto As Xícaras da Memória: o que as mulheres contam ao Chá propõe a pesquisa, registro e difusão de saberes tradicionais femininos associados ao ritual do chá, a partir da coleta de relatos orais de mulheres da região da Serra Gaúcha.Os dois produtos propostos (livro e documentário) são voltados à preservação da memória, da oralidade e das práticas culturais femininas transmitidas historicamente de forma não institucionalizada.Na formação cultural da Serra Gaúcha, determinados elementos simbólicos — como a produção do vinho — consolidaram-se como referências públicas amplamente reconhecidas. Paralelamente, práticas culturais femininas ligadas ao ambiente doméstico e comunitário, como o ritual do chá, permaneceram restritas ao espaço privado, apesar de seu relevante papel na transmissão de memória, organização social e sustentação da vida cotidiana.O projeto reconhece o chá como prática cultural e simbólica, compreendida não como bebida, mas como espaço de encontro, escuta, transmissão de saberes e elaboração da experiência feminina ao longo das gerações. Esses são os tópicos, dentre outros que possam vir a tona durante as entrevistas, que se pretende abordar.
Objetivo GeralPesquisar, registrar e difundir saberes tradicionais femininos relacionados ao ritual do chá como prática cultural ancestral, a partir da coleta de relatos orais na região da Serra Gaúcha, reconhecendo seu papel na construção da memória, identidade e organização social das mulheres.Objetivos Específicos- Coletar relatos orais de mulheres da Serra Gaúcha sobre o ritual do chá- Registrar memórias relacionadas a silêncios, resistências, afetos, fé e transmissão intergeracional- Valorizar o protagonismo feminino na construção cultural da região- Preservar saberes tradicionais ameaçados pela aceleração da vida contemporânea- Produzir um livro com tiragem de 2mil exemplares- Produzir um documentário relacionado ao tema do projeto- Atingir um público de 350 pessoas com palestras e/ou oficinas
A memória cultural brasileira é constituída tanto por grandes narrativas oficiais quanto por saberes cotidianos transmitidos de forma oral e relacional. No entanto, práticas culturais femininas ligadas ao ambiente doméstico permanecem, em grande parte, invisibilizadas nos registros institucionais.Na Serra Gaúcha, enquanto o vinho consolidou-se como símbolo cultural amplamente reconhecido, o ritual do chá — praticado majoritariamente por mulheres — permaneceu restrito ao espaço privado, apesar de seu profundo valor simbólico, afetivo e cultural.Historicamente, o chá funcionou como espaço de elaboração de dores, lutos sem reconhecimento público, violências silenciadas, cansaços não autorizados, fé, resistência e reorganização emocional. Em torno da chaleira e das xícaras, mulheres sustentaram a vida cotidiana e os vínculos comunitários em contextos marcados por exigências, silenciamentos e desigualdades de gênero.Registrar esses saberes é fundamental para a preservação do patrimônio cultural imaterial, para a valorização da cultura feminina e para a transmissão dessas memórias às novas gerações, especialmente em um contexto contemporâneo marcado pela aceleração do tempo, pela ruptura geracional e pelo risco de apagamento das práticas de oralidade.Sendo assim, a presente proposta se enquadra nos incisos I, II, III, IV e VI do Art.1º da Lei 8313/91 alcançando os objetivos propostos pela alínea b, do inciso II da referida lei.Sabe-se que somos aquilo que a história registrou, assim busca-se junto a este Ministério apoio a fim de poder perpetuar os modos de ser e fazer de nossa gente, motivos que nos fazem requerer aprovação do pleito que ora apresentamos.
Livro:Formato fechado: 27x30cmCapa: Capa dura, 4x4 cores com aplicação de verniz localizadoMiolo: Miolo em couchê 115g, 4x4 cores, 150 páginasAcabamento: colado e costurado, Documentário:O documentário contará com inserção de legendas e duração entre 10 e 15 minutos.
PRODUTO: LIVROACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Para o local de lançamento da obra será escolhido local que contemple aacessibilidade física.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES AUDITIVOS - podem ler o livro sem prejuízo.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES VISUAIS - Será feito audiolivroACESSIBILIDADE DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público, no que for necessário.PRODUTO: DOCUMENTÁRIOACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: será disponibilizado em formato digital, com livre acesso, não presentando barreiras arquitetônicas.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES AUDITIVOS – o documentário será legendadoACESSIBILIDADE DEFICIENTES VISUAIS – podem ouvir o conteúdo sem perdasACESSIBILIDADE DEFICIENTES INTELECTUAIS: podem acessar o conteúdo sem perdas.PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIALACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO - Para o local de realização das oficinas educativo-culturais serão escolhidos locais que contemplem a acessibilidade física.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES VISUAIS: linguagem oral.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras.ACESSIBILIDADE DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público, no que for necessário
LIVROEm cumprimento a legislação vigente, serão adotados os seguintes critérios de democratização de acesso, conforme IN 29 de 2026, art. 41:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de 1 (um), receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; eIV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).Como ação complementar, conforme previsto na IN 29 de 2026, art. 42, será adotada a seguinte ação:IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;DOCUMENTÁRIO E PALESTRA DE CONTRAPARTIDA SOCIALAs medidas de democratização de acesso se darão através dos incisos I,II e III do Art.41 da IN nº 29/2026Em complemento, as medidas de ampliação de acesso se darão através dos incisos I do Art.42 da IN nº 29/2026.O documentário será disponibilizado em canal do youtube com acesso livre.As palestras de contrapartida social serão realizadas de forma totalmente gratuita.
Fernanda TomasiFunção no projeto: pesquisa e coordenação geralFernanda é Bacharel em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul (2005). Iniciou sua caminha na cultura em 2002 naorganização de eventos locais. A partir de 2004 passa a buscar informações relacionadas a formatação de projetos culturais. Em2015 realiza o Curso de Extensão em Administração Pública da Cultura - EAD pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS). Responsável pela elaboração, coordenação geral e prestação de contas de diversos projetos culturais, como o ProjetoCaminhos da Música, projeto de atividades plurianual para manutenção de Orquestra e grupos de Canto da Associação Caminhosde Faria Lemos, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. (desde 2014), a coordenação geral do documentário “O dialetoTalian na Serra Gaúcha”, que visa preservar e enaltecer a língua falada pelos imigrantes italianos da Serra Gaúcha, da AssociaçãoCaminhos de Pedra, projeto aprovado pelo FAC/RS (2014/2015) e a publicação dos livros: Passo Velho (2011), Mulheres doInterior (2013) e Longa Vita (2023), os três via Lei Federal de Incentivo à Cultura.Marciele Bertoldi ScartonFunção no projeto: coordenação editorial e textosMarciele Scarton é jornalista, master coach e palestrante profissional. Foi responsável pela coordenação editorial e texto dos livros: Passo Velho: a história da colonização de Bento Gonçalves – Da ocupação do Vale das Antas ao distrito de Tuiuty (2011), Mulheres do Interior (2013), Confraria do Vinho de Bento Gonçalves- 25 anos (2022), Longa Vita (2023) e do Best seler O Grande Poder (2024).
Abertura de conta bancária de livre movimentação em 31/03/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.