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O projeto "Partilha: Documentário da Memória Gastronômica Goiana" consiste na produção de documentário em média-metragem (60 min) sobre a memória gastronômica da região da Terra Ronca (Vão do Paranã/GO), nos municípios de São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí. O projeto prevê Pesquisa/Expedição etnográfica para registro da cultura alimentar local, com foco nos ingredientes nativos do Cerrado e nos saberes tradicionais. Como contrapartida cultural (Art. 38, IN 1/2026), será realizada oficina gratuita de troca de saberes entre cozinheiras, produtores e chefs. O documentário, resultante da pesquisa/expedição, será disponibilizado em plataformas digitais com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem). Esta é a 1ª edição de uma série documental sobre a memória gastronômica goiana.
O documentário "Partilha" registra a memória gastronômica da região da Terra Ronca, no Vão do Paranã (Goiás), percorrendo os municípios de São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí. A obra apresenta cozinheiras tradicionais, produtores rurais, quilombolas e detentores de saberes ancestrais em seus territórios, documentando receitas, técnicas de preparo e histórias ligadas à alimentação tradicional.O filme mostra a relação entre as comunidades e os ingredientes nativos do Cerrado, como pequi, baru, guariroba e milho crioulo, revelando como a gastronomia expressa a identidade cultural local. As entrevistas abordam a transmissão oral dos saberes, as mudanças nos hábitos alimentares ao longo do tempo e a importância da comida como elemento de memória e pertencimento.Além do registro das práticas culinárias, o documentário acompanha o cotidiano das comunidades: feiras livres, mutirões, festas tradicionais e o preparo de pratos típicos em cozinhas familiares. O projeto também mostra a realização da oficina de troca de saberes, que reúne cozinheiras tradicionais e participantes para compartilhar conhecimentos."Partilha" é a primeira edição de uma série documental que pretende registrar anualmente diferentes rotas gastronômicas do estado de Goiás, contribuindo para a preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial da alimentação tradicional goiana.
Objetivo Geral:Registrar, preservar e difundir a cultura alimentar tradicional do Vão do Paranã como patrimônio imaterial goiano, por meio da produção de um documentário, fortalecendo a identidade regional e garantindo o acesso público ao bem cultural, em consonância com os objetivos do Programa Goyazes (Art. 3º, IN 1/2026).Objetivos Específicos:Realizar uma Pesquisa/Expedição etnográfica nos municípios de São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí para coleta de relatos, registro etnográfico e identificação de personagens, assegurando a valorização de recursos humanos e conteúdos locais.Produzir e finalizar 01 (um) documentário em média-metragem (60 min) em qualidade 4K, a partir do material coletado, fomentando a produção audiovisual goiana (Art. 14, II, IN 1/2026) e atendendo às exigências da Resolução 1/2026-CEC para a área de Audiovisual.Realizar 01 (uma) oficina gratuita de troca de saberes gastronômicos, com carga horária mínima de 8h, reunindo detentores do saber local (cozinheiras tradicionais, produtores, chefs), como ação de contrapartida cultural autônoma e formativa (Art. 38, IN 1/2026).Difundir a obra em circuitos culturais (festivais) e plataformas digitais de acesso público, democratizando o acesso às fontes da cultura goiana.Entregar à SECULT-GO 10% dos produtos culturais resultantes (cópias digitais do documentário), nos termos do Art. 39 da IN 1/2026.Garantir a acessibilidade plena do projeto, com audiodescrição, Libras e legendagem para surdos e ensurdecidos no documentário e na oficina, em cumprimento ao Art. 15 e Art. 42 da IN 1/2026.Apoiar, valorizar e difundir os detentores do conhecimento tradicional,cozinheiros, produtores, quilombolas e indígenas, por meio de sua participação e protagonismo no documentário e na oficina, protegendo as expressões culturais dos grupos formadores (Art. 1º, IV).Fomentar redes colaborativas e o reconhecimento mútuo entre os agentes da cadeia gastronômica local, estabelecidas durante a expedição e consolidadas na oficina, como legado relacional do projeto que estimula a economia criativa regional.
O projeto "Partilha: Documentário da Memória Gastronômica Goiana" justifica-se pela urgência em documentar, valorizar e difundir a gastronomia tradicional goiana como patrimônio cultural imaterial, conforme definido no Art. 6º da Resolução nº 1/2026-CEC (Expressões Culturais Tradicionais) e no Art. 14, incisos XII e XIX da IN 1/2026-SECULT. Em um contexto de globalização e homogeneização dos sabores, os saberes alimentares ligados ao Cerrado, transmitidos oralmente por gerações, enfrentam riscos concretos de erosão e esquecimento. A culinária da região do Vão do Paranã, com seus ingredientes nativos como pequi, baru, guariroba e as diversas variedades de milho crioulo, constitui uma expressão singular da interação entre as comunidades tradicionais e o bioma do Cerrado, representando um patrimônio imaterial de valor inestimável para a diversidade cultural goiana e brasileira. A proposta parte da premissa de que a efetiva preservação desse patrimônio exige uma abordagem que vá além do registro estático. É necessário um processo dinâmico de imersão, escuta ativa e diálogo horizontal. Por isso, o projeto elege a Pesquisa/Expedição Etnográfica como sua espinha dorsal metodológica. Apenas através do deslocamento físico e da convivência direta com as comunidades nos locais onde os saberes são praticados, São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí, será possível acessar as nuances, os significados afetivos e os contextos sociais que dão vida às receitas e às técnicas ancestrais. A expedição permite captar a gastronomia em seu habitat natural: nas cozinhas das casas simples, nas roças familiares, nos mutirões comunitários e na memória viva dos mais velhos. Esta abordagem garante autenticidade ao registro e estabelece relações de confiança, essenciais para uma documentação respeitosa e ética, em consonância com o Art. 1º, incisos IV e V da Lei 8.313/91, que tratam da proteção das expressões culturais dos grupos formadores e da salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver. Paralelamente, o projeto reconhece a importância de criar pontes entre os diferentes universos do fazer gastronômico. A Oficina de Troca e Valorização de Saberes Gastronômicos, prevista como contrapartida cultural autônoma nos termos do Art. 38 da IN 1/2026-SECULT, surge como espaço fundamental para este encontro. Ela se configura como um território neutro de troca horizontal, onde cozinheiras tradicionais, detentoras de saberes ancestrais, dialogam com chefs contemporâneos e jovens aprendizes. Este intercâmbio é vital para a inovação baseada na tradição, para a ressignificação dos ingredientes regionais em novas abordagens e, sobretudo, para o fortalecimento do protagonismo dos guardiões da cultura alimentar, muitas vezes invisibilizados. A oficina opera como mecanismo de salvaguarda ativa, estimulando a transmissão intergeracional e a reinvenção criativa dos saberes, atendendo ao objetivo de incentivo à formação artística e cultural previsto no Art. 3º, inciso I, alínea "c" da Lei 8.313/91. O documentário em média-metragem (60 minutos) é o veículo escolhido para sintetizar, artisticamente, toda essa jornada de descoberta e encontro. Em um mundo mediado por imagens, o audiovisual é a linguagem contemporânea por excelência para a preservação da memória e para a difusão cultural em escala. Um filme documental tem o poder de emocionar, informar e conectar o espectador a realidades distantes, tornando tangíveis os sabores, os cheiros, as paisagens e, principalmente, as pessoas por trás da comida. O documentário proposto não será um mero catálogo de receitas, mas uma narrativa cinematográfica sobre identidade, pertencimento e resistência cultural. Ele transforma a experiência local da Pesquisa/Expedição em um bem cultural de acesso público, cumprindo uma função dupla: é um arquivo histórico de práticas culturais e um instrumento de divulgação do patrimônio goiano para o Brasil e o mundo, enquadrando-se perfeitamente no Art. 3º, inciso II, alínea "a" da Lei 8.313/91 (fomento à produção de obras cinematográficas documentais). A necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei 8.313/91) é patente e estratégica. A complexidade operacional de uma Pesquisa/Expedição etnográfica com equipe multidisciplinar, a logística de produção de um documentário com qualidade técnica e artística (incluindo locações em três municípios de difícil acesso), a execução de uma oficina formativa com infraestrutura adequada e a contratação de profissionais especializados em acessibilidade (Libras, audiodescrição, legendagem) demandam investimentos que ultrapassam qualquer capacidade de financiamento independente ou autofinanciamento. O mecanismo de incentivo fiscal é o único instrumento viável para viabilizar esta iniciativa com o rigor, a qualidade e o alcance que o patrimônio cultural goiano merece. Enquadramento nos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91: Inciso I: O projeto facilita o acesso às fontes da cultura goiana, transformando saberes orais e locais em um bem audiovisual acessível nacionalmente via plataformas digitais gratuitas. Inciso II: A proposta promove a regionalização da produção cultural, tendo como cenário e tema exclusivo o interior de Goiás (Vão do Paranã), valorizando seus recursos humanos e conteúdos locais como protagonistas da narrativa. Inciso III: O projeto apoia, valoriza e difunde as manifestações culturais e seus criadores, conferindo visibilidade e reconhecimento aos cozinheiros tradicionais, produtores rurais e quilombolas como verdadeiros artistas e detentores de conhecimento. Inciso IV: Ao documentar a gastronomia de comunidades tradicionais do Cerrado, o projeto atua na proteção ativa das expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira. Inciso V: O registro etnográfico e a oficina de troca de saberes têm como meta direta a salvaguarda dos modos de fazer culinários, estimulando seu florescimento através do diálogo intergeracional. Inciso VI: A gastronomia tradicional é patrimônio imaterial. O documentário serve como instrumento de preservação, criando um arquivo audiovisual de alto valor histórico e etnográfico. Inciso VIII: O documentário em si é um bem cultural de valor universal que, ao tratar da relação universal entre homem, comida e território, forma e informa sobre cultura e memória. Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 que serão alcançados: Inciso I, alínea "c": A Oficina de Troca e Valorização de Saberes configura-se como curso de caráter cultural, destinado à formação e aperfeiçoamento de chefs, cozinheiros tradicionais e produtores, promovendo a valorização da gastronomia regional. Inciso II, alínea "a": A produção do documentário em média-metragem é a realização central do projeto, enquadrando-se diretamente como obra cinematográfica documental de caráter cultural. Inciso III, alínea "d": Todo o projeto (expedição, oficina e documentário) constitui uma ação integrada de proteção, registro e difusão das tradições populares, contribuindo para sua preservação e continuidade. Portanto, o projeto "Partilha" apresenta-se como uma iniciativa cultural completa, estruturada e alinhada com os mais altos objetivos da política pública cultural brasileira e com as diretrizes do Programa Goyazes. Ele justifica-se tanto pela relevância do patrimônio que busca salvaguardar, quanto pela metodologia participativa e etnográfica que propõe, sendo o mecanismo de incentivo fiscal o instrumento imprescindível para transformar esta proposta em uma realidade transformadora para a cultura de Goiás.
PLANO DE DESLOCAMENTOSO projeto envolve deslocamentos para os municípios de São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí, localizados na região da Terra Ronca (Vão do Paranã/GO), a aproximadamente 400 km de Goiânia. Os deslocamentos ocorrerão em duas etapas principais: viagem de reconhecimento (pré-produção) e expedição de gravação (produção).Viagem de reconhecimento (Mês)A equipe reduzida (coordenador de produção, pesquisadora e assistente) percorrerá os três municípios para levantamento de personagens, contatos locais e avaliação logística. O deslocamento será realizado em veículo utilitário locado, com capacidade para 5 pessoas e bagagens. O roteiro prevê: Goiânia → São Domingos (4h de viagem), permanência de 7 dias; São Domingos → Guarani de Goiás (3h), permanência de 7 dias; Guarani de Goiás → Mambaí (2h), permanência de 7 dias; retorno Mambaí → Goiânia (5h). Hospedagem será em pousadas locais ou casas de apoio comunitário. Abastecimento e refeições serão custeados com recursos do projeto.Expedição de gravação (Mês 3 – 30 dias)A equipe completa (diretor, pesquisadora, cinegrafista, técnico de som, produtor e assistente – 6 pessoas) utilizará van locada para 8 lugares, com espaço para equipamentos. O roteiro será o mesmo da viagem de reconhecimento, com paradas estratégicas para gravação. Serão percorridos aproximadamente 1.500 km no total. A van permanecerá com a equipe durante todo o período, permitindo deslocamentos diários para locais de gravação dentro dos municípios (comunidades rurais, assentamentos, propriedades familiares). A hospedagem será em pensões/pousadas previamente reservadas, com preferência para estabelecimentos que ofereçam condições adequadas para guarda de equipamentos.Deslocamentos para a oficina (Mês 5)A equipe reduzida (produção e oficineiros) se deslocará de Goiânia para cada município nos dias anteriores às oficinas, utilizando veículo locado. Os trajetos serão: Goiânia → São Domingos (4h), São Domingos → Guarani de Goiás (3h), Guarani de Goiás → Mambaí (2h), com retorno a Mambaí → Goiânia (5h) ao final. Hospedagem será em pousadas locais.Deslocamentos para exibições (Mês 5)Após o lançamento, a equipe realizará exibições presenciais nos três municípios, seguindo o mesmo roteiro e utilizando veículo locado.Medidas de segurança:Todos os veículos passarão por revisão antes das viagens. A equipe terá seguro de vida e acidentes pessoais durante todo o período. Haverá kit de primeiros socorros e contatos de emergência locais mapeados previamente. Os deslocamentos noturnos serão evitados, priorizando viagens durante o dia.Cronograma de deslocamentos:Mês 1 (reconhecimento): 30 dias – Goiânia, São Domingos, Guarani de Goiás, Mambaí, GoiâniaMês 3 (gravação): 30 dias – Goiânia, São Domingos, Guarani de Goiás, Mambaí, GoiâniaMês 5 (oficinas): 10 dias – Goiânia, São Domingos, Guarani de Goiás, Mambaí, GoiâniaMês 5 (exibições): 7 dias – Goiânia, São Domingos, Guarani de Goiás, Mambaí, GoiâniaPLANO DE COMUNICAÇÃOO Plano de Comunicação tem como objetivo dar visibilidade ao projeto, divulgar os produtos culturais, valorizar os personagens envolvidos e garantir a democratização do acesso às informações e ao conteúdo produzido. As ações serão desenvolvidas ao longo de todo o projeto, com intensificação nos períodos de expedição e lançamento.Estratégias e ações:Identidade visual: Criação de logotipo, paleta de cores (tons terrosos do Cerrado), tipografia e manual de aplicação, garantindo unidade visual em todos os materiais de divulgação.Site oficial: Desenvolvimento de site simples (página única) com domínio próprio, contendo informações sobre o projeto, os personagens, as receitas registradas, o documentário completo e os materiais da oficina. O site será atualizado durante a expedição com diário de bordo.Redes sociais: Criação de perfis no Instagram e Facebook para divulgação do projeto. Durante a expedição, serão publicados diariamente relatos, fotografias e pequenos vídeos dos bastidores, permitindo que o público acompanhe o processo de pesquisa. Após o lançamento, as redes manterão divulgação do documentário e materiais relacionados.Diário de bordo online: Durante os 30 dias de expedição, a equipe publicará relatos diários no site e nas redes sociais, compartilhando descobertas, entrevistas, imagens e curiosidades sobre a gastronomia local. O diário funcionará como registro público do processo criativo.Material de divulgação: Produção de cartaz digital, folder, release para imprensa e kit para influenciadores. Os materiais serão distribuídos para veículos de comunicação, parceiros e instituições culturais.Relações com a imprensa: Envio de releases para veículos locais e regionais (jornais, rádios, TVs, portais de cultura), agendamento de entrevistas com a equipe e divulgação do lançamento do documentário. Serão priorizados veículos do interior de Goiás e programas de rádio comunitária.Campanha de lançamento: Produção de trailer de 2 minutos para divulgação nas redes sociais. Lançamento oficial com disponibilização do documentário completo no YouTube e site, acompanhado de live com a equipe e personagens. A campanha incluirá impulsionamento segmentado para público interessado em cultura, gastronomia e Cerrado.Parcerias com influenciadores: Contato com influenciadores digitais da área de cultura e gastronomia goiana para compartilhamento do documentário e materiais relacionados.Divulgação nas comunidades: Utilização de carros de som, cartazes em pontos estratégicos (mercados, igrejas, postos de saúde), rádios comunitárias e grupos de WhatsApp locais para convocar participantes para a oficina e divulgar as exibições presenciais.Cronograma de comunicação:Mês 1 a 2: Criação da identidade visual, site e perfis nas redes sociaisMês 3 (expedição): Diário de bordo diário nas redes sociaisMês 4: Produção de trailer e material de lançamentoMês 5: Campanha de lançamento, contatos com imprensa, divulgação da oficina e exibiçõesMês 5 a 6: Monitoramento de métricas e continuidade da divulgaçãoMês 6 a 7: Relatórios de comunicação e clipping de imprensa
Documentário em Média-MetragemTítulo: Partilha: Documentário da Memória Gastronômica GoianaFormato: Média-metragem documentalDuração: 60 minutosClassificação indicativa: LivreResolução: 4K (Ultra HD) para master; versão em Full HD para distribuição digitalProporção de tela: 16:9Áudio: Estéreo 2.0; captação profissional com tratamento em estúdioTrilha sonora: Original, com elementos da música regional goianaIdioma: PortuguêsRecursos de acessibilidade:Audiodescrição (faixa adicional)Janela de intérprete de Libras (versão específica)Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE)Versões finais:Versão master 4K (arquivo original para acervo)Versão Full HD para distribuição digitalVersão com audiodescriçãoVersão com janela de LibrasVersão com legendagem LSEMaterial bruto gerado: 120 horas de vídeo, 60 horas de áudio, 2.000 fotografiasOficina de Troca e Valorização de Saberes GastronômicosTítulo: Troca e Valorização de Saberes GastronômicosFormato: Ação formativa presencial e gratuitaCarga horária: 8 horas (integral ou dois turnos)Vagas: 90 participantes (30 por município)Público-alvo: Cozinheiras tradicionais, produtores rurais, merendeiras, professores, estudantes e interessadosMetodologia: Atividades teóricas e práticas, com demonstrações culinárias, debates e elaboração de projetos pedagógicosMaterial didático: Apostila com receitas, glossário de ingredientes do Cerrado, orientações pedagógicas (formato digital acessível e impresso sob demanda)Recursos de acessibilidade: Intérprete de Libras, material em formato acessível, comunicação descritivaComprovação: Listas de presença, registro audiovisual, relatório final, projetos elaborados pelos participantes
O projeto "Partilha: Documentário da Memória Gastronômica Goiana" está integralmente comprometido com a acessibilidade em todas as suas etapas e produtos, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), o Decreto nº 9.404/2018 e, especialmente, os Arts. 15 e 42 da Instrução Normativa nº 1/2026 da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás, que estabelecem a obrigatoriedade de medidas concretas de acessibilidade cultural para projetos incentivados pelo Programa Goyazes. O projeto reconhece que o acesso à cultura é um direito fundamental e que a remoção de barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais é condição essencial para garantir a participação plena e efetiva de pessoas com deficiência visual, auditiva, física ou mobilidade reduzida. Por essa razão, a acessibilidade é tratada como um pilar estruturante e transversal, presente desde a concepção da Pesquisa/Expedição até a divulgação final do documentário, com recursos específicos previstos em rubricas próprias na planilha orçamentária do projeto. Todas as medidas descritas a seguir serão implementadas em 100% das atividades de cada produto, assegurando que nenhuma pessoa seja excluída da fruição ou participação nesta iniciativa cultural.1. Pesquisa/Expedição CulturalA Pesquisa/Expedição é a atividade central de imersão e coleta de material. Embora seja um processo interno de produção, seu planejamento incorpora princípios de acessibilidade para inclusão da equipe e respeito às comunidades.Acessibilidade Física: A expedição envolve deslocamentos por estradas e acesso a propriedades rurais. O planejamento logístico priorizará, sempre que possível, rotas e locais que minimizem barreiras físicas. Um veículo de apoio será disponibilizado para transporte de equipamentos e auxílio no deslocamento, assegurando autonomia e segurança a todos os profissionais.Acessibilidade para Deficientes Visuais: A equipe adotará postura comunicativa inclusiva, realizando descrição oral complementar dos ambientes e ações durante as gravações. Ao filmar um preparo, por exemplo, o entrevistador solicitará ao cozinheiro que descreva detalhadamente ingredientes, utensílios e gestos. Esta prática enriquece o material sonoro para futura audiodescrição e demonstra respeito por uma comunicação clara.Acessibilidade para Deficientes Auditivos: Caso identificado entrevistado com deficiência auditiva usuário de Libras, o projeto dispõe de reserva orçamentária para contratação de intérprete que acompanhará a equipe em campo, garantindo interação plena, ética e sem barreiras comunicacionais.2. Documentário em Média-Metragem (Produto Final)O documentário é onde o projeto pode garantir acessibilidade plena e controlada, pois os recursos são produzidos em estúdio e incorporados ao arquivo digital, sem depender de infraestrutura externa.Acessibilidade Física para FruiçãoDistribuição prioritariamente digital: O filme será disponibilizado em plataformas como YouTube e site próprio, eliminando a necessidade de deslocamento físico para acesso.Exibições presenciais em espaços públicos acessíveis: Para as mostras presenciais, a produção selecionará, dentro das opções disponíveis em cada município, espaços que ofereçam melhores condições de acesso (praças públicas, centros comunitários com entrada em nível).Acessibilidade para Pessoas com Deficiência VisualAudiodescrição profissional: Será produzida faixa de audiodescrição para o documentário, com roteiro elaborado por profissional especializado e locução em estúdio. A audiodescrição descreverá cenários, ações, expressões e demais elementos visuais essenciais para a compreensão da narrativa.Disponibilização: O filme será disponibilizado em versão com audiodescrição (trilha de áudio adicional) nas plataformas que suportam múltiplas faixas, ou em link específico.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência AuditivaLegendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE): O documentário receberá legendas em português do tipo LSE, que incluem não apenas os diálogos, mas também a identificação de falantes e a descrição de efeitos sonoros relevantes ([música ao fundo], [som de pilão], [risos]).Janela de Libras: Caso haja demanda identificada ou recursos disponíveis, poderá ser produzida versão com janela de intérprete de Libras. Esta decisão será tomada durante a fase de finalização, com base no orçamento e nas necessidades do público-alvo.3. Oficina de Troca e Valorização de Saberes GastronômicosA oficina, atividade formativa presencial e gratuita, será modelo de acessibilidade integrada, garantindo participação efetiva a todos os inscritos.Acessibilidade Física: A seleção do local terá como pré-requisito absoluto a acessibilidade: entrada com rampa (inclinação máx. 8,33%), portas e corredores com largura mínima de 0,80m, piso antiderrapante, banheiro adaptado com barras de apoio e mobiliário que permita acomodação confortável para cadeirantes nas mesas de trabalho.Acessibilidade para Deficientes Visuais: Todo material de apoio (ementa, apostilas com receitas, glossário) será disponibilizado em formato digital acessível (PDF com tags, compatível com leitores de tela) e versão impressa em fonte ampliada (tamanho 16, alto contraste). Os ministrantes adotarão comunicação descritiva, narrando as demonstrações práticas, ingredientes e utensílios utilizados.Acessibilidade para Deficientes Auditivos: Intérprete de Libras qualificado atuará em 100% da carga horária, posicionado em local de visibilidade, realizando tradução simultânea de todas as falas e debates. Será disponibilizado sistema de áudio com microfones lapela para palestrantes e caixas de som estratégicas, beneficiando pessoas com baixa audição.
O projeto "Partilha: Documentário da Memória Gastronômica Goiana" adota medidas concretas de democratização do acesso, em conformidade com o Art. 3º, inciso III da IN 1/2026-SECULT, que estabelece como objetivo do Programa Goyazes "democratizar o acesso à cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais, garantindo a diversidade cultural". Todas as ações descritas foram planejadas considerando a realidade dos municípios envolvidos, São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí, e os recursos disponíveis, sem promessas irreais de público ou infraestrutura.DOCUMENTÁRIO EM MÉDIA-METRAGEMO documentário é o produto principal e de maior alcance do projeto. Sua distribuição prioriza o acesso gratuito e a permanência do conteúdo como arquivo público.Distribuição Digital Gratuita: O documentário completo, com 60 minutos de duração, será publicado no YouTube em canal próprio do projeto, com acesso público e gratuito. A plataforma foi escolhida por ser a mais acessível à população brasileira, permitindo acesso por celulares mesmo em regiões com internet de qualidade variável. O filme permanecerá disponível por, no mínimo, dois anos após o lançamento, com expectativa de manutenção por prazo indeterminado. Será criado também um site simples, do tipo página única, hospedado em serviço de baixo custo, contendo o filme incorporado, informações sobre o projeto, os personagens e as receitas registradas. O endereço será divulgado nas comunidades e nos materiais impressos. Para facilitar o acesso em localidades com internet limitada, o filme será disponibilizado para download em qualidade intermediária, em plataforma como Google Drive. Exibições Presenciais nas Comunidades de Origem: Para garantir que as comunidades participantes da pesquisa tenham acesso ao resultado final, serão realizadas ações presenciais. Em São Domingos, será realizada uma mostra comunitária no centro comunitário da cidade, com capacidade para aproximadamente oitenta pessoas. O evento contará com a presença da equipe e dos personagens do documentário, promovendo debate aberto ao público após a exibição. Nos municípios de Guarani de Goiás e Mambaí, serão realizadas exibições itinerantes simplificadas em espaços disponíveis, como escolas municipais ou centros comunitários, utilizando estrutura simples da própria produção, incluindo notebook, caixa de som portátil e datashow. Cópias digitais do documentário em pen-drive serão entregues às secretarias municipais de educação e a pontos de cultura da região, com autorização para exibições não-comerciais com fins pedagógicos, multiplicando o alcance do projeto nas escolas.Participação em Festivais: O documentário será inscrito em, no mínimo, três festivais de cinema de perfil documental, com prioridade para mostras realizadas no estado de Goiás e para festivais de temática gastronômica ou patrimônio cultural. Entrega à SECULT-GO: Em cumprimento ao Art. 39 da IN 1/2026-SECULT, serão entregues à Secretaria de Estado da Cultura cinco cópias digitais do documentário em alta resolução para compor o acervo estadual de cultura. Também será entregue material de divulgação, incluindo cartaz, release e fotografias de cena.PESQUISA/EXPEDIÇÃO: COMPARTILHAMENTO DO PROCESSO CRIATIVODurante os dias de expedição, a equipe publicará no Instagram e Facebook relatos diários, fotografias e pequenos vídeos dos bastidores, permitindo que o público acompanhe em tempo real o processo de pesquisa e conheça os personagens antes do lançamento do documentário.Durante as visitas às comunidades, a equipe estará aberta a conversas e explicações sobre o projeto com moradores locais, fortalecendo o vínculo de confiança e garantindo que a população compreenda os objetivos do trabalho.OFICINA DE TROCA E VALORIZAÇÃO DE SABERES GASTRONÔMICOSA oficina é a principal ação presencial de democratização do conhecimento, realizada como contrapartida cultural autônoma nos termos do Art. 38 da IN 1/2026-SECULT.Características da Oficina: A oficina será totalmente gratuita, sem cobrança de taxa de inscrição, material didático ou qualquer outro valor. Terá carga horária total de 8 horas. Serão ofertadas entre 20 e 25 vagas por município, totalizando aproximadamente 70 vagas presenciais distribuídas entre São Domingos, Guarani de Goiás e Mambaí. O público-alvo prioritário inclui cozinheiras tradicionais da região, produtores rurais da agricultura familiar, jovens em formação, quitandeiras, merendeiras de escolas públicas e demais interessados da comunidade com vínculo com a cultura alimentar local.Estratégias de Inscrição: Para garantir a ocupação efetiva das vagas, serão estabelecidas parcerias com as secretarias municipais de educação, assistência social e agricultura, que auxiliarão na divulgação e indicação de participantes, especialmente merendeiras e agricultores familiares. A inscrição será realizada de forma presencial e simplificada, com fichas disponíveis nos centros comunitários, complementada por formulário online para pessoas com acesso à internet. Medidas de Ampliação de Acesso na Oficina: A oficina contará com transmissão ao vivo simplificada por Instagram ou YouTube, utilizando celular e suporte básico. A transmissão permitirá que pessoas de outras localidades acompanhem os debates e demonstrações práticas em tempo real. O link será divulgado nas redes sociais do projeto e nos grupos de WhatsApp comunitários. Os principais momentos da oficina serão gravados e posteriormente editados em vídeos curtos, disponibilizados no YouTube e no site do projeto como conteúdo formativo complementar para acesso assíncrono.O material didático da oficina, incluindo apostila com receitas tradicionais e glossário de ingredientes do Cerrado, será disponibilizado para download gratuito no site do projeto em formato PDF acessível.CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃOEm conformidade com o Art. 37 da IN 1/2026-SECULT, todas as atividades do projeto são gratuitas. O documentário terá acesso livre em todas as plataformas digitais e nas exibições presenciais, sendo vedada qualquer forma de cobrança. A oficina terá participação inteiramente gratuita, vedada qualquer taxa. As exibições presenciais também serão gratuitas, vedada a cobrança de ingressos. COMERCIALIZAÇÃONão haverá comercialização de ingressos ou produtos. Toda a distribuição é gratuita, vedada qualquer cobrança (Art. 37, IN 1/2026).
Proponente e Direção Geral: NOSSA SENHORA DAS PRODUCOES LTDA (proponente) / ELKE FERREIRA DE REZENDE CAÇADOR (Representante Lgal): responsável pela gestão integral do projeto, incluindo coordenação geral, planejamento estratégico, captação de recursos, contratação de equipe, supervisão das etapas de pré-produção, produção e pós-produção, prestação de contas e cumprimento de todas as obrigações legais e fiscais perante o Programa Goyazes.Equipe PrincipalGraduada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas e pós-graduada em Organização de Eventos Cerimonial e Protocolo, pela Universidad de Barcelona, Espanha. Em mais de 15 anos de atuação na área, já trabalhou em empresas como Fiemg, Governo de Minas, Agências de eventos e de publicidade de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, além de campanhas eleitorais e diversos projetos culturais. Master em Relações Públicas, Direção de Comunicação, Organização de Eventos Cerimonial e Protocolo, pela Universidad de Barcelona, Espanha – 10/2007 a 07/2008. Graduada em Comunicação Social/Relações Públicas, pelo Unicentro Newton Paiva/BH - 2002. - Unimed Centro Oeste – Receite Cultura 3ª Dose - 2018 – proponente, coordenação, produção e execução - Lei Rouanet. - Mostra Tudo Oriundo - 09/2018 - produção - Teatro Francisco Nunes - LEIC/MG. - 9º Festival de Boteco de Extrema - 09/2018 – LEIC/MG - Proponente, coordenação e produção. - Circuito para Crianças Difarmig - 12/2018 - LEIC/MG. - FICC (Festival Internacional da Cerveja e Cultura) Alphaville/2015 - Coordenadora. - FLIARAXÁ (Festival de Literatura de Araxá/2015) - Coordenadora. - FIT (Festival Inter. de Teatro Palco e Rua de BH/2014) - Coordenadora. - FIC (Festival Internacional de Corais/2014) - Produtora executiva.Ana Kelly Soares da Silva Função: Produtora Administrativo-Financeiro Gerencia contratos e pagamentos relacionados ao projeto. Radialista e produtora com experiência desde 1991, atuou em veículos como 98 FM e MTV BH. Participou de eventos como Pop Rock Brasil e Axé Brasil. Entre 2006 e 2013, trabalhou com o artista Saulo Laranjeira na Laranjeira Produções, exercendo funções de Gerente Financeira e Produtora em teatro, TV, shows e eventos culturais.Vivian Britto Kevorkian Função: Coordenadora de Produção Bacharel em Artes Cênicas, tem experiência na coordenação de eventos como a Virada da Liberdade e Atrium da Liberdade. Também foi produtora executiva do curta-metragem "Nação Comprimido" e de projetos culturais via Lei de Incentivo à Cultura.Carlos Mackson Gonçalves de Jesus Função: Produtor ExecutivoResponsável pela execução operacional dos eventos, gerenciando equipes e logística. Atuou como produtor em diversos eventos, incluindo a Virada da Liberdade e festivais de comida e cultura em Minas Gerais. Sete e Meio Filmes (Marcelo Araújo)Função: Direção Audiovisual e Direção de Fotografia Comandada por Marcelo Araújo, Ricardo Lanza, Marcos Cruz e João Costa, a 7 1/2 Filmes é uma proutora de vídeo de Belo Horizonte e conta com profissionais qualificados e experientes, capazes de atender todas as necessidades da produção de vídeo em qualquer escala. Como empresa, temos 7 anos de experiência e como profissionais temos bagagens, vivências e mais de uma década de atuações na produção de vídeo.
Abertura de conta bancária de livre movimentação em 08/04/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.